De volta a sampa, depois de uma aterrisagem de dar calafrios, encontro meu apê sem ter recebido a preciosa visita da faxineira há um mês... incalculável a zona, sério, tive vontade de sentar e chorar, mas segurei a onda!
Vida profissional ainda dependendo de uns acertos pra entrar nos eixos, mas outros aspectos vão bem... tipo, o Submarino cancelou A História Secreta por indisponibilidade, mas quando fui comprar meu ingresso para A Vida é Cheia de Som e Fúria, entrei na despretensiosa Martins Fontes e achei o livro! Isso é indescritível de bom, achei que nunca mais o encontraria! Mas não vou começar a ler já, pois tenho que terminar um outro que comecei... qual é? Bom, não riam, por favor, mas é mais um daqueles estilinho Brdiget Jones e eu sou forçado a admitir que gosto desses livros... tem uns que são horríveis, e mesmo o Bridget Jones não é tão legal, mas esse Bom de Cama está me parecendo legalzinho... Tem uma explicação: acabei de ler Os Jogos de Atração ainda em Salvador e não tinha nada pra ler, então comprei esse no aeroporto, na falta absoluta de opções.
Os Jogos de Atração é legal, apesar de confuso e cheio de erros grosseiros de impressão, talvez mais que no meu livro - sem falar que na capa, o nome do autor (Bret Easton Ellis) está escrito Breat... mas o livro é bom pra caramba, não sei se a Vi concorda comigo...
E hoje vou fugir da rotina e do meu apê em estado de calamidade pra ir ver a peça nova da Sutil, alguma coisa como Alice escreveu para o cosmonauta... Bom findie pra todo mundo!
Baiano tem um jeito super legal de falar CANALHA... é como se tivesse um til (~) no primeiro A e a primeira sílaba fosse separada daas demais, tipo: Cã - nalha! Gostei, mas acho que não vou conseguir falar assim sem parecer meio bicha - os baianos falando não ficam parecendo bichas, mas eu ficaria... que papo de louco!
E como dizia João Ubaldo, Não é que na Bahia tem muita festa, o baiano é que se acha no sacrossanto direito de ir em todas!
Meu consolo é que estarei bem longe de Salvadô no carnaval, pois coisas misteriosas podem acontecer com a cabeça da gente quando passa um trio elétrico e milhões de pessoas fora do juízo perfeito correndo atrás...
Pena que daqui sairam pessoas como Caê, Carlinhos e Ivete (eles se referem aos caras pelo primeiro nome, um sarro).
Fui, meu rei!
Detesto carnaval, mas detesto mais ainda capoeira!
Às vezes rolam umas conectividades que ninguém percebe... ontem mesmo, subindo uma ladeira, vi escrito no letreiro de um ônibus: PERIPERI. Liguei pro meu pai na hora, ele não atendeu e eu fiquei com vontade de ir ver se encontrava por lá o Comandante Vasco Moscoso de Aragão, Capitão de Longo Curso... que vontade de ler Jorge Amado de novo!
Gostei dos nomes dos bairros daqui: Pituba, Gamboa, Cabula, Gantois, Candeal... não fui no Pelourinho, no Elevador Lacerda, no Mercado Modelo, na Baixa do Sapateiro... gostei de Salvadô, tenho que admitir. Porém, chegando a hora de ir embora vai me dando uma ontade de cantar uma música do Ira, aquela ao vivo que tem no Vivendo e não Aprendendo e que não é Gritos na Multidão, sabe qual é?
Saudades de você, Caverninha, como será que vai ser daqui prá frente? Só sei que preciso ouvir um rock n roll! Preciso também tomar uma cerveja, mas isso seria mandar a dieta pra PQP, o que não pretendo fazer, apesar de ter duas Guiness aqui na geladeira da casa do primo da Laura, um dos caras mais gente boas que eu tive o prazer de conhecer - e que curte sonzêra do bom, coisas como Semisonic, Toad the Wet Sprocket, Sister Hazel, Third Eye Blind e por aí vai, o cara conhece!
Deu Lucio de hoje: Coldplay muito perto de tocar no Brasil numa data a ser acertada entre setembro e outubro! Ele diz também que no Rio a gente tromba em celebridades a toda hora, mas aqui em Salvadô (aprendi a falar corretamente o nome da cidade) não é diferente, vejamos:
Logo na Segunda a noite, vindo do aeroporto, qual não foi minha surpresa ao ver ninguém menos que ele, o gênio, o inigualável, o inimitável, o lindo, maravilhoso Carlinhos Brown parado do meu lado num farol... sabe que fiquei triste? É que antes eu morria de vontade de dar um murro na cara dele e tive a oportunidade de saciar meu desejo e nada fiz... era só descer do carro e ir lá dar uma porrada no nariz dele (tarefa fácil, pois onde pegar na cara dele tem nariz) e arcar com as consequências. Não fiz, sou um convarde, fui pra casa do primo da Laura só pensando que tem uma vantagem em não ser o Chico Buarque: pelo menos sua filha não é casada com o Carlinhos Brown e não há a menor possibilidade de ter um netinho parecido com aquilo...
A outra celebridade que eu cruzei foi numa academia do sistema que eu advogo... a dona me recebeu e me levou para conhecer o local, ao que parou em frente uma moreninha e me disse:
- Essa aqui é fulana, das meninas.
- Ela é do sistema?
- Não, das meninas!
- ...?
- As Meninas, que cantam aquela xibom bombom puta que pariu bom bom xibom!
Isso deveria ser o maior orgulho pra tiazinha dona da academia, mas eu devo ter feito alguma cara que acabou me traindo e traduzindo o que eu penso daquela música (e do axé bosta music em geral)... cumprimentei a famosíssima MENINA e saí de lá com a nítida impressão de que a tia ficou de cara amarrada comigo...
Sobre o insuportável, vou assinar embaixo do comentário que o Helder, um bom baiano que entra no blog do Drayan:
Carlinhos Brown é antipático e conseguiu a grande façanha de transformar Marisa Monte e Arnaldo Antunes em dois antipáticos de carteirinha...e o pior: antipatia é irreversível.
Eu até que gostava da Marisa antes dela saber namorar... do Arnaldo eu nuca gostei.
Estou indo pra Salvador... por mais paradoxal que possa parecer, esto indo a trabalho, mas talvez minha cabeça acabe descansando um pouco numa dessas... fico por lá até quinta, talvez hajam lacunas aqui no blog.
Vi, toda vez que entro no seu blog aqui no Monkey dá um erro e e tenho que fechar, por isso vou registrar aqui minha inteira adoração por aquele primeiro diálogo de "Lock Stock..." que você citou... "Armados, mas armados com o quê?" "Mau hálito, palavrões, um espanador... armados com armas!"
E gosto da fala seguinte, quado o Soap diz que o "servicinho fácil" parecia um dia agitado na Bósnia...
Presentaço para a auto estime dado pelo Jonas, que postou o seguinte no blog dele:
Obrigatório
Se você gosta dos atuais escritores pop como Nick Horny e André Takeda, leia ontem o excelente Além das Portas, do Randall Neto! Sério, é muito bom. Recebi essa semana aqui o livro e li em dois dias, porque não conseguia parar de ler até terminar. Eu adoro livros assim, sem fantasias. É apenas cotidiano, a vida real, personagens que você se identifica. Se você sabe o que é bom, corra no blog do Randall e encomende o seu. Eu recomendo humildemente.
Bom, não sei se já é o caso de aparecer no msmo parágrafo que o Hornby e o Takeda, dois dos grandes escritores (pops e não pops incluídos) que e admiro bastante mas é ultra reconfortante e me faz esquecer um pouco que esse lance de lançar livro não foi propriamente um sucesso - sem falar que ajuda também a aliviar a chuva de sapos que começou a cair sexta feira...
Hoje resolvi, movido pela total falta do que fazer aqui no e apê de sampa, totalmente sozinho, assistir Corra, Lola, Corra - que o Juba-san tanto idolatra... eu estado de espírito não é dos melhores, por isso esse filme entra pra lista dos que todo mundo viu alguma coisa menos eu...
E vai aqui ais um assino embaixo (TM Vi), de um artigo muito legal da nem sempre muito legal Bárbara Gancia: "Utilizaar Sandy e Jr numa campanha sobre SEXO segro é o meso que utilizar a Danielle Winitz para estiular a leitura"
Dia ruim e improdutivo... não escrevi nem uma mísera linha, não li nada, só fiquei de frente pra tv, zapeando entre os excelentes filmes que passaram na HBO (inclusive Quase Famosos e O Mundo de Andy) e um e outro jogo de futebol - o Palmeiras perdeu de novo, que novidade!
Eu queria dormir bem e quem sabe sonhar que estou roubando cavalos... ouvi dizer que toda vez que me sentir blue era só escrever uma canção sobre um sonho com cavalos...
"Quero ter alguém com quem conversar, alguém que depois não use o que eu disse contra mim...
Nada mais vai me ferir é que eu já me acostumei com a estrada errada que eu segui e com a minha própria lei
Tenho o que ficou e tenho sorte até demais
Como eu sei que tens também..."
E mais uma citação que meu pai costuma usar e que segundo ele é do Guimarães Rosa: "O sapo não pula por boniteza, pula por que precisa!"
"Mas quem sabe um dia eu escrevo uma canção pra você..."
Não sei se os créditos da citação estão corretos, mas outro dia meu pai disse que havia uma frase célebre que ele atribuiu ao Lampedusa: "Às vezes são necessárias grandes mudanças para que tudo permaneça extamente como está..." ess pode ser a tônica do dia de hoje e talvez da minha vida de hoje em diante!
"Me deixa ver como viver é bom
Não é a vida como está e sim as coisas como são..."
"Vai, se você precisa ir, não quero mais brigar essa noite
nossas acusações infantis e palavras mordazes, que machucam tanto
Não vão levar a nada como sempre
Vai, clareia um pouco a cabeça, já que você não quer conversar
Já brigamos tanto, mas não vale a pena
Vou ficar aqui, com um bom livro ou com a TV Sei que existe alguma coisa incomodando você
Meu amor, cuidado na estrada
E quando você voltar, tranque o portão
Feche a janela, apague a luz
E saiba que te amo!"
Top 5 de discos de bandas que a Laura não conhecia e graças ao bondoso e aplicante namorado, passou a conhecer e venerar:
1- Invisible Band - Travis
2- Mosley Shoals - Ocean Colour Scene
3- Sha sha - Ben Kweller
4- Big Red Letter Day - Buffalo Tom
5- Doolitle - Pixies
5 coisas que ela gosta MUITO mas não estã assim entre minhas favoritas:
1- Bush (a banda, não o cara, claro)
2- Robin Cook (nada contra, mas esse escritor é o Hornby dela)
3- Filmes de suspense (suspense imitação de Seven, que é foda)
4- Sapateado Irlandês (mas fui assistir Lord of the dance, como forma de dar entrada no meu terreninho no céu)
5- Baladas onde toca Village People
5 Coisas que eu gosto muito e ela nem tanto:
1- Futebol
2- Camisetas Cavalera
3- Mafalda e Asterix
4- Lugares alternativos onde não toca Village People
5- Comprar cds e livros compulsivamente
5 coisas que nós dois gostamos MUITO:
1- Rock
2- Ler
3- Praia
4- Friends
5- Isso aí que você pensou...
Hoje foi um dia meio especial, nós ganhamos nosso primeiro presente oficial de casamento: A Flávia, irmã da Laura e minha sócia nos deu um DVD! Sei lá, é meio engraçado ver isso acontecer... bom, não esperamos casar prá usar, já ligamos aqui na casa da mãe da Lau mesmo, testamos com Skank (meus dvds estão espalhados entre meu apê no Itaim, a casa do pai da Laura e da Bia) e estreamos oficialmente com Minority Report, uma boa ficção cheia de efeitos. Não deixa de dar um friozinho barriga imaginar que vai ser NESSE DVD player que nós vamos ver o show do Travis, Friends até tentar enjoar, Alta Fidelidade e, claro, Era uma vez na América, o primeiro na nossa casinha...
"temos que consertar o despertador e separar todas as ferramentas
por que a mudança grande chegou com o fogão a geladeira e a televisão
Não precisamos dormir no chão
até que é bom mas a cama chegou na terça e na quinta chegou o som
Sempre faço mil coisas ao mesmo tempo
E até que é fácil acostumar-se com meu jeito
agora que temos nossa casa, é a chave o que sempre esqueço..."
E nesse fim de semana talvez vou estar me despedindo do meu apê que dividi pacífica e harmoniosamente com o Juba-san por exatos dois anos, a mudança agora vai ser meio definitiva...
Espero que tudo dê certo, mas ultimamente, aqui em Sorocaba, ando me sentindo amigo do rei... só não estou podendo escolher a cama - ainda! Sei que expor demais a vida transbordando de expectativas felizes é um tanto piegas, mas que jeito? Beijo, Lau, desse jeito acho que nem vai doer fazer 30 anos... sem falar que ela descobiru Ocean Colour Scene e está em lua de mel com Mosley Shoals, essa vai ser a trilha sonora de hoje, vou me embora prá Pasárgada!
Top five de pleonasmos, as exceções que me desculpem:
1- Bêbado inconveniente
2- Escritor Diletante
3- Palmeirense fanático
4- Médico imbecil
5- Vilanovense burro (esse é o único caso em que não existem exceções descobertas pela ciência, que ainda não encontrou vida inteligente lá pelas bandas do Onésio Brasileiro Alvarenga)
Li "Eric com o pé na estrada" num take só e não sabia que era um livro infanto-juvenil, mas que livro! Amanhã mesmo estará nas mãos de algum integrante do meu (perdão de novo pelo trocadilho horroroso, Jonas; e aos demais, perdão pela presunção) Teenage Fanclub. Agora vou para Os Jogos de Atração, do Bret Easton Ellis, que foi o primeiro a chegar da última compra. Vamos ver quem acaba primeiro, Vi?
Drayan e Radociou, ao contrário do que possa parecer, recebi com emoções conflitantes a notícia da venda do melhor goleiro do mundo para o Arsenal... não só por quê vai ser difícil dormir tranquilo sabendo que é o Super Sérgio que vai estar no gol, mas também por saber que jogar contra o Man United não é assim uma especialidade do Nosso pentacampeão.
O Marcos foi o melhor goleiro que já defendeu um time que eu torço e o único goleiraço que vi no gol da seleção numa Copa do Mundo. Ele fez milagres que nem eu fazia no auge da forma naquela liberta de 99, pegou um pênalti do Malinha Carioca que lavou a alma e, como todo ser humano, falhou... falhou quando não podia falhar, mas não haverás de ser outro Barbosa, caro Marcos, ao menos para este humilde colega de posição.
Toda sorte do mundo a você, São Marcos, agora defendendo as traves em Highbury, na primeira divisão mais charmosa do mundo! E muito obrigado pelos serviços prestados!
Um programa que todo mundo adora odiar, nem que seja pra descer o cacete é o Big Brother Brasil... eu admito que assisto e até gosto - tá vendo? De nada adiantou ficar longe dos acidentes nucleares acontecidos na área musical, se você gosta de BBB. Não vou declinar meus motivos por economia de tempo (ou pela absoluta falta deles), mas a XONGAS de ontem estava sensacional, desenvolvendo o tema. Pra quem assiste e pra quem não assiste e mete o pau, vale a pena dar uma conferida no que o Riq tem a dizer. E os posts de ontem eram prá ter saído com data de hoje, mas o Degas aqui achou que sabia mexer no template e bagunçou tudo, inclusive o fuso horário... pelo menos eu consegui linkar a Vi - porém, os outros que eu tentei linkar não apareceram, maus sinais...
Carmela, acho que você criou um monstro!
Eu li Meu Pé de Laranja Lima com 10 anos e aquele livro me marcou demais, mas não consigo mais sentir absolutamente nada ao correr os olhos por suas páginas... sei que eu cresci e tudo tem a ver idade e essas coisas, mas será que um dia vou me sentir assim em relação ao Alta Fidelidade? E meus discos de rock? Meus times de botão? Minha camiseta verde do Belle and Sebastian? Meus tênis!?!? Será que eu ainda vou crescer mais? Acho que deve doer um pouco...
E logo mais teremos, segundo informações de fontes seguras, a reestréia do BigRedLetterBlog, após um longo período em que esteve passando por um recesso criativo, resolvendo diferenças conceituais internas e definindo prioridades mercadológicas e artísticas. Aí, Beckoolius, qual será o primeiro disco do primeiro texto de 2003?
Acabei, nesse exato momento, de ler O Dom de Gabriel, do Hanif Kureishi. Livrão, livraço mesmo! Me emocionei bastante durante grande parte da narrativa, principalmente nos momentos em que o garoto tenta salvar o pai da decrepitude e da falta de tesão pela vida... queria que meu pai tivesse algum dom artístico, tipo ser guitarrista ou algo do gênero, mas aí me lembro que não conheço nem mesmo um dom não artístico no coroa... minto, ele cozinha prá cacete! O Gabriel também quer meio que aprender a conviver numa boa com a mãe dentro de uma nova realidade - familiar, meu caro Watson! Já encaminhei direto prá Laura, que virou uma devoradora de livros, apesar de divergirmos um pouco em certos autores, pois ela gostas de Robin Cook e eu não sou muito chegado, da mesma forma que ela não chega muito perto das casos do Rabino David Small ou do Nero Wolfe, que eu gosto demais ("por influência do meu pai").
Então, enquanto as obras indicadas pelo André e pela Vi não chegam, vou ler um livro bem fininho... "Eric com o pé na estrada", do Furio Lonza, que eu comprei na Feira de livros aqui em Sorocaba por R$ 3,00 - depois digo se valeu. Outro livro que eu achei baratinho na feira de livros foi "Pesadelo do Passado", do Ben Elton (de quem eu já havia lido o divertido Inconcebível); o livro é bem bacana e tem uma parte engraçada, quando os pais da personagem principal, uma pacifista inglesa, se preocupam por que ela vai a um acampamento perto de armas nucleares e manifestações perigosas, mas quando se lembram de que não terão que aguentar seu papo aranha à mesa de refeições, acham que vale a pena e até encorajam a filha!
Radociou, estou tendo problemas para acessar e comentar seu blog, que papo é esse de dar kick out na advocacia? Baixou o Fred em você?
Deveria haver u mmanual de etiqueta para certas situações, por exemplo: como agir ao receber um e-mail de um dos seus atores favoritos, dizendo que seu blog é legal, dando dicas de leitura e se mostrando curioso prá ler seu livro? Pode ser coisa de algum engraçadinho, eu sei, mas deixa eu curtir o momento só um pouquinho?
Hoje de manhã, sem ter muito o que fazer, fui fuçar nos discos de vinil na casa da Laura... ela é uma heroína! Ela cresceu em meio a um lixo atômico musical, não sei como tem um gosto tão apurado hoje em dia - e antes que digam que é por minha causa, ela já gostava de coisa boa antes de me conhecer. Existem coisas horríveis naquela coleção, tipo todos os Hti Parades, Summer Hits, Flipper Hits, Remixes etc... sem falar em quantidades industriais de trilhas sonoras internacionais de novelas! Por mais bizarro que possa aprecer, existem duas cópias de "Sassaricando" e "Top Model", não me pergunte por quê...
Porém, ela ainda me deve umas explicações, pois achei ali um Jairzinho e Simony, New Kids on The Block, Angélica, Paquitas e (Senhor, o que fiz prá merecer isso) o primeiro da Sandy e Junior... Provavelmente o argumento dela vai ser de que era uma inocente criança, mas eu me lembro que, graças ao bom Deus, com 9 anos já existia Blitz, Paralamas e quetais... Agora eu entendo de onde vem essa leniência com atrocidades muscais como Village People, Bon Jovi e Creed. Mas o importante é que você está do lado certo, meu amor, só quero que um dia você me explique como ir de "Aniversário do Tatu" a "If Your Feeling Sinister" em 10 anos...
Aí, André, vem vindo via Submarino (abençoado seja o cartão de crédito), "O Furgão", (Roddy Doyle), "A História Secreta" (Donna Tartt) e "Os Jogos De Atração" (Bret Easton Ellis). Como a Laura não lê esse blog, a possibilidade dela brigar comigo é remota, mas qualquer coisa já vou treinando prá quando for casado, dizendo que a culpa é sua. Depois te digo o que achei...
Esse blog tem falado pouco sobre futebol, talvez por culpa do meu querido alvi verde que desceu ao inferno de Hades... mas hoje vou retrospectivar um pouco. Durante a copa do mundo, de tanto ler as crônicas futebolísticas do Nélson Rodrigues e do João Saldanha, eu resolvi "cobrir" o torneio com minhas humildes croniquinhas, mandadas a alguns dos meus amigos. A primeira que vou postar foi uma clara imitação do Torero, que me respondeu num e-mail que teria orgulho em assiná-la. A segunda foi mais uma brincadeira, desta vez imitando Nélson Rodrigues (que não mandou um e-mail do andar de cima dizendo o que achou). A terceira foi a que eu mais gostei de escrever... espero que gostem!
BANDEIRICES
Um dos poemas mais bonitos do Manuel Bandeira na minha modesta opinião é o singelo "Irene", que termina, pra quem não sabe, com A personagem título entrando no céu e São Pedro, bonachão, dizendo "pode entrar, Irene, aqui você não precisa pedir licença".
Pois eu, do alto da minha pretensão e ausência de auto crítica, peço licença poética e imagino como seria a entrada no céu de algumas figuras do esporte, devidamente recepcionadas pelo mesmo São Pedro:
ZICO
Pode entrar, Galinho, aqui ninguém vai tocar no assunto do Pênalti de Guadalajara.
TELÊ
Pode entrar, Telê, aqui não vão te chamar de pé frio.
BARBOSA
Pode entrar, Barbosa, ninguém merece tanto esse lugar quanto você.
MARCELINHO CARIOCA
Só um minutinho, tá, que eu vou conferir seu nome na lista.
EDMUNDO
Pode entrar, Almir Pernambuquinho, e não me venha pedir outra chance de reencarnar!
PELÉ
O senhor, hein, Chefe?! Sempre com essa mania de dar uma descidinha e ver como estão seus filhos!
RUBENS BARRICHELO
Pode entrar, Rubinho, aqui você não precisa esperar o Shumacher passar.
ZINEDINE ZIDANE
Você não, Zidane, pode descer pro purgatório fazer companhia pro Gigghia e o Paolo Rossi, são ordens do Chefe, que, dizem, é brasileiro...
À SOMBRA DAS PALAVRAS IMORTAIS
Dentre todos os cronistas esportivos que eu conheço, fica difícil escolher um favorito, mas aquele por quem eu tenho maior admiração é, sem sombra de dúvida, o saudoso Nélson Rodrigues, que, durante muitos anos escreveu uma coluna intitulada "Á sombra das chuteiras imortais" e criou diversos personagens, termos e um estilo inconfundível. Nesta crônica, tentarei escrever como o Nélson, que, caso queira me processar por plágio, que protocole uma ação na Comarca da Eternidade, local para onde pretendo demorar a ir...
Em 58, vencemos finalmente um mundial de futebol e deixamos de ser vira-latas perante o mundo, abandonando um complexo que nos perseguia desde a tragédia Shakespeareana ocorrida no Maracanã, em 1950. Hoje, ao vencer o mundial pela quinta vez, não deixamos de ser vira-latas, apenas deixamos de ter o complexo; e digo mais: vencemos no Oriente exatamente por sermos vira latas!
Como é notoriamente sabido, os vira latas não primam pela pureza do sangue, mas são insuperáveis quando o quesito é esperteza, fidelidade e improviso. Fomos vira latas do início ao fim, do fingimento do Rivaldo ao levar a bolada na perna, às cambalhotas do Vampeta na rampa do Palácio do Planalto. Alguém consegue imaginar um jogador Inglês, mesmo Paul Gasgoigne (gênio com a bola nos pés, mas, famoso pela lendária ausência do mais básico bom senso), a rolar pela grama do Palácio de Bukingham após receber uma honraria das mãos da rainha Elizabeth?
Fomos campeões na fé e no talento, com um santo no gol, um fenômeno no ataque e um capetinha no banco. Quem foi facínora a ponto de permanecer impassível enquanto Denílson "Garrinchava" pelas extremas? Às vezes com dois, três e até mesmo quatro adversários a persegui-lo, todos a pender dos lábios, uma inconfundível baba, bovina e elástica, denunciando tanto o cansaço quanto a resignação diante de um talento que eles jamais tiveram!
Os lorpas e os pascácios, os imbecis fundamentais que bradavam contra nosso comandante tiveram simplesmente que aplaudir o bico do Ronaldo, a matada com a ponta do pé do Rivaldo, as arrancadas do Kleberson e os improvisos providenciais do Ronaldinho gaúcho. Até Otto Von Bismarck deve ter girado no túmulo ao ver a indevassável defesa germânica ser vencida duas vezes: uma em razão de falha grotesca do urso bávaro, guardião do que achava ser a própria reencarnação da bastilha inexpugnável, que dizia desconhecer os avantes do Brasil; e outra, após ser formalmente apresentado a Rivaldo, que com um drible de corpo enganou os defensores, o goleiro, o técnico e até mesmo Franz Beckenbauer, que viu sua retaguarda ruir qual a igualmente ineficaz linha Maginot. O último gol do Brasil merecia trilha sonora de Wagner!
Hoje o brasileiro bate no peito e diz: sou penta campeão! Do negrão desdentado da Vila Nova, à grã fina das narinas de cadáver, todos os brasileiros amanheceram com a alma lavada e o brio renovado ao ver o célebre Cafu, nosso capitão de três pulmões, do lugar mais alto do estádio, erguer a tão sonhada taça do Mundo!
Fomos uma equipe, uma família, uma tribo, um batalhão! Fomos, definitivamente, a Pátria em chuteiras! Fomos, com muito orgulho, vira latas, mas da mais alta e nobre linhagem!
Hoje, sem sombra de dúvidas, o Brasil vira latas é mais Brasil!
Obrigado, Nelson!
Santo André, 03 de julho de 2002
CAMPEÃO DOMINGO DE MANHÃ
A partir de hoje, não vou mais me preocupar com coisas sem muita importância e que não levam a lugar algum, como a situação na região de Israel, os altos e baixos do dólar, a sucessão presidencial ou mesmo meus alarmantes índices de triglicérides e colesterol. Até domingo, só me interessa a final da Copa, assunto de extrema relevância e do qual depende meu bom humor pelos próximos... hummmm, quarenta meses.
Mesmo sabendo que ninguém chega numa decisão de título mundial por acaso e que o goleiro deles é capaz de transformar a defesa alemã em algo mais impenetrável que moça casadoira do interior de Goiás, estou tranquilo quanto ao prognóstico, e vou explicar por que.
Estamos mais do que acostumados a comemorar vitórias no domingo pela manhã, uma tradição com Émerson Fitipaldi, prosseguiu com Piquet, Senna e, mais recentemente, o nosso insuperável Guga! Quem falar que, por essa linha de raciocínio os alemães levam vantagem, pois, nos últimos dois anos eles é que vem comemorando no domingo de manhã, é ingênuo e não sabe que o irmão do Ralf só ganha por que o fantástico, arrojadíssimo e, sobretudo, humilde Rubinho Barrichelo deixa, pois, se quisesse, não perderia uma para o alemão.
Outros presságios também existem: não jogaremos contra os donos da casa, não somos treinados pelo Zagallo, o Júnior baiano não está nesse time, todas as vezes em que o Brasil jogou com a Inglaterra em Copas foi campeão, o Pedro Bial não anda cercando a namorada de nenhum jogador e, sobretudo, o outro time não vai começar o jogo embalado pela belíssima Marselhesa, o hino nacional francês, mais determinante na nossa derrota em 98 que o Zidane.
A propósito, não que eu tenha algo contra nosso bonito hino, mas bem que poderíamos pegar emprestado o primeiro verso da Marselhesa: "Avante garotos da pátria, que nosso dia de glória chegou!".
E, só prá não perder o costume e muito mais prá repetir o procedimento vitorioso, vou pedir o Ricardinho no time, pois acho que com ele em campo tudo fica mais fácil...
"Por favor, sejam tolerantes com aqueles que elegem um momento esportivo como o melhor de suas vidas. Não somos alienados, nem tampouco carecemos de qualquer tipo de compaixão, apenas a vida real não é capaz de nos reservar toda a carga de emoção contida numa vitória sobre o maior de todos os rivais, com um gol no último minuto!" (Nick Hornby Febre de Bola).
Vejo vocês na crônica do penta!
São Paulo, 28 de junho de 2002.
Diálogo verídico ocorrido na noite de lançamento do meu livro em Campinas:
- Coisa estranha...
- O que é estranho, Lau?
- Aquelas 3 meninas e aquele menino estão usando o mesmo óculos, horroroso, de aros pretos e grossos!
- Ah, é o tipo de óculos do Rivers Cuomo.
- Quem?
- O carinha do Weezer.
- Por quê alguém usaria esses óculos horríveis só por quê o cara do Weezer usa?
Mulher faz cada pergunta...
Diálogo fictício, a ocorrer daqui uns bons anos, numa galáxia muito, muito distante...
- Vem cá Ian, vem ver o álbum de fotos do papai. Aqui é o papai com seu padrinho quando a gente era menor que você, a gente cresceu como irmãos... aqui somos nós no show do U2, aqui no show dos Stones, aqui a gente fazendo o som num reveillón, ele era o DJ mais famoso da cidade e eu era roadie dele... aqui é o papai e o tio Roninho em New Orleans, é ele continua com a mesma cara! o papai e a mamãe no Rock in Rio 3, nesse dia tocou o Foo Fighters, Beck e REM... nós de novo no show do Belle and Sebastian... quem é esse com a gente? O Juba-san, primo do papai, a gente dividiu um apê em sampa antes do papai casar e hoje mora na Tailândia, acho. O quê? Pode, quando você crescer eu deixo você ter um cavanhaque igual o dele, eu também sempre quis ter... essa é vovó Tina num camelo, ela morou no Marrocos! Ó o papai com um pessoal que ele conheceu através do blog dele, na época em que eu lancei um livro, é, eu lancei um livro um dia... o quê? Tinha quase 30 anos, por quê? Como assim porque eu estou usando as mesmas roupas de quando eu tinha 16 anos? Esse tênis? Chama All Star e era super na moda, que o quê Laura? QUe só eu e os meus amigos indies usavam, ja já vai falar de novo em jogar fora meu Adidas vermelho... quer saber? Deu procês, chega de ver foto, eu vou jogar botão... sozinho! Ouvindo Nirvana no último volume!
Foi um dos e-mails mais engraçados que eu já recebi e deu até no Lucio de hoje, o aniversário do Mano Vladimir, filho da Tribalista Marisa (um dia já foi boa) Monte... e por falar em Lucio, hoje ele deixa os Hornbymaníacos com água na boca ao falar sobre o novo livro do cara, com ensaios sobre músicas favoritas dele. Concordo que vocë fez isso antes, André, queria ter os dois livros, se possível (o dele e o seu, se algum dia virar livro...).
E por falar em Hornby, tirante o Lucio, parece que é meio in por parte da imprensa falar mal dele, ou então, quando aparece um escritor pop, dizer que ele é bom, está acima de Nick Hornby e seus asseclas... eu curti prá caralho o livro do Tony Parsons e atualmente estou numa onda totalmente Hanif Kureishi, mas não sei nivelar esses escritores - e admito que Hornby é meu favorito. Penso que na minha estante, conviverão pacífica e harmônicamente Nick Hornby, Tony Parsons, Mark Linquist, André Takeda e Hanif Kureishi.
E por falar em Hanif Kureishi...
ESTOU LENDO - O Dom de Gabriel, muito bom, bastante fluente e extremamente interessante a maneira como o menino passa a ter que ser mais adulto que seus pais.
JÁ LI - Intimidade, que é um livro que conduz a reflexões, pois começa com o cara falando que pretende deixar a mulher e os filhos naquela noite mesmo. Volto depois a esse assunto.
AINDA NÁO LI - O Álbum Negro, que aguarda carinhosamente que minha atenção seja voltada prá ele, em breve.
Ainda sobre literatura pop, o Douglas Coupland, em Microservos, não faz uma única referência musical, e o livro é genial!
E por falar em Coupland, alguém cnsegue me dizer por que ninguém ainda traduziu Geração X? Não vale resposta como: vai arender a ler em inglês, vagabundo!
A nova Zero tá do caralho! Falando de rock nacional dos anos 80, me leva de volta a um tempo que eu vivi intensamente e pouca gente sabe, mas meu primeiro e já desaparecido livro foi sobre isso: as músicas do rock nacional vistas pela ótica de um adolescente - ah, os insondáveis mistérios da criatividade! Tem também um conto muito legal do André Takeda e uma coluna digna de ctr c + ctr v do André Fiori (meu music dealer), sem falar nas competentes resenhas de discos com bons indicativos. Não concordei com quase nada da votação dos melhores do Brock, mas tudo bem isso não importa.
Vi e Jonas, sei que o atraso merecia no mínimo um Sedex, mas a grana curta inviabilizou e enviei os livros por carta registrada, não sei quanto tempo demora prá chegar em Recife e Floripa, mas espero que gostem. Agora só falta o Inagaki parar com o desprezo e resolver dizer como vai querer pegar o seu Além das Portas. Queria ter dado meus livros prá todo mundo ou mesmo queria que ele custasse para o leitor algo tipo 10 reais...
E antes que meu pai e outros me acusem de novo de "mais do mesmo", no meu novo livro não tem nenhum advogado ou estudante de direito, nem a menor referência à minha querida Goiânia. Porém, ainda não consegui me livrar de temas como música, futebol, literatura e corações partidos...
"Oh oh sempre mais do mesmo, não era isso que você queria ouvir?
Ah, bondade sua me explicar, com tanta determinação
Exatamente o que eu sinto como penso como sou
Realmente não sabia que eu pensava assim..."
Ok, isso aqui é um diário, então tá, é um diário. Sábado o Neto passou na casa da Laura e me pegou para irmos celebrar minha despedida das coisas boas da vida gastronômica, vez que desde ontem estou num regime somaliano. Fomos num barzinho de Sorocaba e enquanto ele falava sobre um conto bizarro que estava escrevendo, cujo cenário era um puteiro com mutilada, cegas e anãs, eu disse que parecia David Linch, ao que um cabeludão da mesa ao lado disse:
- Linch? David Linch? Pô, o nível da conversa aqui tá bom...
Juntou sua mesa à nossa e o papo girou por cinema, literatura, música e televisão até, inveitavelmente começarmos a falar de mulher... eis que um dos integrantes revelou, sem amenor cerimônia que já tinha ficado com a Luciana Vendramini! A LUCIANA VENDRAMINI, aquela da Playboy mais disputada entre os alunos da oitava série do Objetivo no já longínquo ano de 1987... silêncio compungido e profundo respeito ao companheiro de batalha e estamos pensando seriamente em confeccionarmos uma medalha de honra ao mérito. Ah, claro, falamos também de futebol, senão não seria uma mesa de boteco só com homens...
O Hugo me sugeriu que eu criasse um "elenco" nacional para o meu livro, aproveitando o estardalhaço com Cidade de Deus e tal - sem falar que é muito mais fácil conseguir um Oscar de filme estrangeiro do que um Oscar de verdade, né? Talvez algum dia eu escreva, com um pouco de DiogoMainardice o que eu acho desse clima de Copa do Mundo em torno da indicação de um filme brasileiro para o prêmio máximo da Academia, hoje não...
Como meu livro requer atores jovens (adolescentes até), tentei ao máximo fugir do elenco da Malhação e Sandy e Júnior, vejam aí o que saiu:
FRED: Gabriel Braga Nunes
FLÁVIA: Taís Fersoza
ROGÉRIO: Sérgio Hondjikokokokfofof (o Cabeção da Malhação, acho aquele carinha massa)
TATÁ: Daniel del Sarto
NATÁLIA: Mariana Ximenes
CAMILA: Fernanda Rodrigues
JULIANA: Mel Lisboa (num look com óculos)
MÃE DO FRED: Marieta Severo
PAI DO FRED: Antônio Fagundes
CALANGO: Guilherme Weber
E só prá matar saudades, minha Top 5 de cantores solo:
1- Ryan Adams
2- Ben Kweller
3- Beck
4- Bob Dylan
5- Cat Stevens
A partir de uma idéia que o André lançou tempos atrás no Spectorama, iniciamos na praia uma discussão sobre quem interpretaria meus personagens numa improvável adaptação da minha obra para o cinema... o assunto meio que morreria, mas aí outro dia a Thayssa mandou um e-mail dizendo que o John Cusak cairia bem na minha estória, então o negócio ficou mais ou menos assim:
FRED: Jason Lee
FLÁVIA: Anna Paquin
TATÁ: Tobey Maguire
ROGÉRIO: Aquele carinha que fez o menino-repórter em Quase Famosos (esqueci o nome dele, os universitários, por favor)
JULIANA: Selma Blair
CAMILA: Christina Ricci (na fase gordinha, por favor, se ela aparecer com aquela magreza anoréxica boto ela prá correr do set)
NATÁLIA: Kirsten Dunst
CALANGO: Ben Affleck
PAI DO FRED: Robin Willians
MÃE DO FRED: Diane Keaton
Acho que é isso, se eu esqueci alguém ou se alguém quiser discodar da minha lista, os coments estão aí prá isso.
E sexta é sempre um dia legal, pois tem Lucio, Torero e Riq nos jornais e pela internet. Descobri que posso ler XONGAS virtualmente, descobri um bom motivo para deixar de comprar o JT às segundas, quartas e sextas. Minha primeira sexta fazendo regime, vade retro cerveja gelada!
Bom findie prá todo mundo, que eu vou me concentrar no meu "Clichê de Verão", ainda só com 5 paginazinhas escritas... depois vou dar uma revisada geral em O Filho do Meio, com direito a algumas transformações, inclusive.
Pessoal de Sorocaba (blogueiros ou não), especialmente Thayssa, Ju, Rodrigo, Maíra e demais: acabei de ler na Folha que "A Vida é Cheia de Som e Fúria", baseada no clássico Alta Fidelidade (do Mestre) vai reestrear e eu estou pensando seriamente em montar um esquema de irmos todos lá, tipo Van e tal, prá ficar mais legal e barato prá todo mundo. Aguardo e-mails de quem se interessar, e a peça só vai ficar em cartaz até 16/02.
Pessoal de Goiânia, eu expliquei nos coments o que eu queria dizer com os que acham bonito ser caipira, ou seja, uma minoria burra que queria aprovar um projeto prá transformar a cidade em capital country do Brasil. Sem esquecer que, apesar de ter nascido em São Paulo, sou meio goiano e não dispenso um pequi. Só não venham me falar que o Araguaia é melhor que qualquer praia de litoral, por favor!
Finalmente a Rede Globo desistiu de subestimar a burrice dos telespectadores de suas excelentes telenovelas, pois anda fazendo, nos intervalos comerciais, um briefing sobre Esperança, provavelmente partindo do pressuposto que ninguém faz a menor idéia do momento histórico em que se contextualiza a trama...
Olha late girl, não sei se o problema da Capitu é exatamente falta de sexo ou mesmo falta sexo bom, pois como sou homem, não sei até que ponto procede esse lance de relacionar comportamentos execráveis com ausência de sexo... me lembro de você me dizer certa vez que a Paula Lavigne era muito mal humorada apesar de casada, o que você concluía como sinal latente da falta de aptidão do Caê para o negócio. Ou falta de vontade, talvez...
Breno, a piada não tinha a intenção de ser racista, e também não acho os paulistas metidos a besta. Só que eu achei que o povo baiano tivesse um certo orgulho de sua preguiça, assim como o carioca acha bonito ser malandro, o mineiro acha legal ser quietão e o gaúcho não liga de ser diferentão (por favor, não estou insinuando viadagem, discordo dessa conotação, mas o gaúcho tem, realmente um jeito diferente do resto dos brasileiros, desde o jeito de falar até o jeito como jogam futebol). Ah, não poderia esquecer os goianos que se orgulham de ser caipiras...
Radociou, o livro é do caralho! Gostei de ver que você seguiu minhas indicações (mesmo que não tenha sido movido por elas, talvez), atualmente estou lendo O Dom de Gabriel, do Hanif Kureishi, que vale muito a pena - Intimidade, do mesmo autor, é foda também!
E 2003 começou bem! O talentosíssimo Belo condenado a seis anos por cantar aquelas músicas horrorosas - o quê? Não foi por isso que o condenaram? E fala pra mim: aquela namorada dele tem o maior jeito de quintanista de medicina, moça séria, religiosa, não tem?
Breno, vou te mandar um e-mail falando do livro e acho o Woody Allen o mau humorado mais engraçado em todos os tempos!
É, parece que andaram enchendo o saco da Maíra... há tempos atrás ela publicou uma crítica muito legal no blog dela sobre o livro da Clarah Averbuck, eu gostei e postei aqui. Não gostei apenas por quê concordei com ela, já que compartilhamos o fato de não simpatizarmos muito com a obra da escritora, mas por quê achei o texto legal e o estilo idem. Não vou repetir que PEDI prá que ela fizesse a crítica, só queria dizer aos meus leitores (que, segundo ela, abarrotaram sua caixa de e-mail com mensagens indignadas) para que não me defendessem, pois não me senti atacado! Será que deu a impressão de que eu publiquei a crítica dela parecendo algo tipo "oh, por favor, joguem confetes e passem a mão na minha cabeça pois fui ofendido..."? Não, não era essa a intenção...
De mais a mais, vejam bem: ela divulgou no blog meus lançamentos, tentou levar fotógrafos no dia prá me ajudar, comprou meu livro, perdeu tempo lendo e produzindo um texto crítico acerca dele, enfim, mais uma vez, só tenho a agradecer! Ela tentou ser isenta ao máximo e era isso o que eu esperava dela... se eu quisesse uma opinião desprovida de isenção, teria publicado a consideração da Fernanda, minha melhor amiga, sobre o livro, que segue abaixo:
Terminei o livro! Confesso que muito me emocionei durante toda a trama, mas
nada comparado ao "sub-capítulo" EXISTEM CANÇÕES. Queria que o seu livro
ficasse inteiramente famoso pra salvar os adolescentes que são membros dos
fã clubes do harmonia do samba e compania limitada.Queria que o Fred fosse
cada um dos professores de redação que eu tive. Queria que nem todas as
portas estivessem trancadas. Queria ter entrado pela janela ao invés de ter
metido o pé em algumas delas. Queria escrever um livro que não contasse a
minha história. Queria estar mais amiúde com amigos como você.
Todo o meu amor, Fê.
E o ano está só começando... ah, Capitu, vai tomar no cu!
Tem gente que abusa da sorte... estava eu fazendo um contrato ao som de Salako (Thanx André "Barry" Fiori), quando a Rafaela entrou na minha sala prá entregar uns documentos:
- O que é isso que você tá ouvindo, Randall, tribalistas?
É que eu ando calmo ultimamente, pois outro dia eu fiquei ouvindo, impassível, uma namorado de uma menina fazer uma interpretação ridícula da música Cálice, algo como o Chico queria criticar a igreja, que serve o cálice do sangue de cristo enquanto milhões morriam na ditadura e o cálice de vinho tem gosto de sangue e por aí foi... sabe aquele episódio de Friends em que o Chandler aposta que vai ficar um ano sem curtir com a cara de ninguém e o Ross me aprece com uma calça de couro? Pois é, ninguém disse nada do Cálice do rapaz e eu resolvi ser educado e deixei passar - mas depois comentei com a Bia e rachamos o bico de dar risada!
E agora estou ouvindo o competente disco novo do Wallflowers... juntando minha desavergonhada ignorância com o fato de que este blog tem como leitores alguns catedráticos da língua inglesa, eu gostaria de saber: RED LETTER DAY é algum tipo de expressão?
Piadinha... "nosso ilustre ministro da cultura deitado numa rede, pergunta ao marido da namorada da Paula Burlamaqui na rede ao lado:
- Caê, tu tem aí pomada prá mordida de tartaruga?
- Tenho não, meu rei, por quê?
- É que tem uma vindo na minha diréção..."
Bom, a Maíra foi lá, comprou o livro e eu disse que esperava as críticas... ela perguntou se eu dava carta branca e eu dei... bom, apesar de achar que meus escorregões não são grotescos, achei bem legal o texto dela - é a primeira vez que vejo uma crítica dura e contundente que não é excessivamente gratuita.
Aguardo críticas à crítica e, por quê não, ao livro também!
Além do Além das portas
Porque ser POP é ser legal e demasiadamente importante a uns. Mas repugnante a outros, eu. Detestável seria a obra se não salva pelos insights geniais do autor.
Carregada de clichês, com escorregões grotescos em pensamentos mal formulados e extremamente repetitiva se apresenta a realização de um nome promissor nesse mundo literário.
Um romance delicioso e apetitoso, repleto de modernidade e criancisse, definitivamente me cativou. Talvez fora a grande capacidade descritiva que trouxera a mim uma plena realidade dos fatos fictícios, ou, talvez, o fato de ser mais um romance romântico que escorre ilusões saborosas, é que tenha me proporcionado momentos divertidos.
Desenvolve-se uma idéia básica de um personagem de vida estabilizada na advocácia, que resolve jogar tudo para o alto em nome do capricho de ser professor de redação. Como não poderia faltar, sexo e rock 'n roll embriagando-te e mostrando uma tênue linha de insegurança e necessidade de ousar para prender o leitor, excessivos usos, creio eu.
Nota-se idolatrias do autor sendo impregnadas em seus personagens magníficos que, em muitas vezes causou-me uma certa decepção, além do abuso discarado aos empréstimos textos dos geniais, tais como: Renato Russo e Fernando Pessoa.
Agradável leitura até o epílogo, parte esta que faz-lhe terminar a última linha com uma dorzinha no coração por acreditar num final melhor à uma desenvoltura mais decidida a partir de meados da conclusão.
Longe de ser uma obra ruim ou excelente, tiro o chapéu com orgulho a um conteúdo mediano de muitíssimo bom gosto de um amigo exorbitantemente bom naquilo que gosta.
É... voltei. E pensar que ontem numa hora dessas eu ainda estava no mar... por quê será que o melhor dia do mar é o último que você tem prá aproveitar?
Bom, agora é pegar o boi pelos chifres que em maio tem casamento! O meu casamento! É engraçado pensar nisso, assim como é gozado pensar que não adianta fugir, no dia 18 de maio de 2003, impreterivelmente, eu farei 30 anos! Regime... guardar dinheiro... nada de visitas a Galeria do Rock... ainda bem que não há previsão de lançamento de nenhum Hornby ou Takeda para 2003! Se bem que eu aceitaria de bom grado Os Miseráveis recém lançados pela Cosac Naify de presente de casamento (ou aniversário) adiantado...
Hoje dei uma passada pelos blogs amigos e é engraçado ver que o mundo continua rodando... alguns de férias, outros não... estou com quase 100 livros Além das Portas embaixo da cama, alguém aí se habilita?
No dia 31, oficialmente do último ano em que eu não tinha 30 anos, me bateu uma tristeza forte, daquelas de não querer sair de casa! Jurei prá Laura que vou procurar ajuda e reconheço que não foi muito clever da minha parte levar O Apanhador no Campo de Centeio prá ler numa fase como a que eu estou... mas parece que agora me sinto melhor, fiz dois golaços ontem na mesa de botão oficial do condomínio onde o pai da Lau tem apê! Pouca gente conhece as propriedades revigorantes de um golaço por cobertura nos segundos finais de uma partida de botão bem disputada! Tá certo que meu adversário não era nenhum Le Clerk nem amarrava as chuteiras do Juba-San - que saudade daqueles tempos em que a gente podia passar tardes e tardes fazendo campeonatos de botão... tá frio aí em Boston, LeClerck? Aqui em Sampa a gente vai levando, brother, do jeito que dá!
Voltei com uma idéia para o próximo livro, que pretendo escrever on line e ir postando aqui no blog... o título provisório vai ser Clichê de Verão e a princípio os protagonistas se chamarão Tiago e Fernanda, mas aceito sugestões.
Passem depois no Seu Umbigo e leiam a crítica que a Maíra fez do meu livro... eu adorei, por mais contundente que possa ter parecido...
Febre Alta é uma singela homenagem ao escritor inglês Nick
Hornby, autor de FEBRE de Bola e ALTA Fidelidade, dentre
outros.
Randall fez 30 anos, e depois de uma curta temporada em São Paulo,
casou e mudou-se para Sorocaba, que insiste em chamar de Manchester.
Hoje, voltou para São Paulo e vai à pé para o trabalho. Ainda é advogado
e quer ser escritor quando crescer.
Randall escreveu Além das Portas, Clichê de Verão, e Não Cai do Céu, Daniel.
Atualmente, tenta finalizar
seu quarto romance, Pizza Fria.
Randall acredita: em John Lennon, que o primeiro dos Stone Roses
é o melhor disco de todos os tempos, que é meio Jedi e que sua vida
está sendo escrita pelo Nick Hornby.
Randall ouve: de Los Hermanos a Belle and Sebastian, e todas as
variações permitidas em lei.