A Laura diz que eu tenho uma facilidade impressionante de conhecer pessoas e fazer amigos, essa é realmente um das minhas características mais marcantes. Mas sabe que ao longo da minha vida não fiz muito por onde preservar os amigos que faço?
E agora eu entro nos blogs, vejo fotos das pessoas, leio o que elas pensam e quando as vejo na Funhouse penso que vou chegar na rodinha, dizer coisas bacanas e simplesmente ser a-mi-go deles... não, as coisas não fuincionam nem um pouco assim!
Sem falar que eu devo fazer algo deplorável em algum momento em que estou ficando amigo das pessoas na internet e por conseguinte nos blogs, pois de uma hora prá outra elas somem... eu não sei o que é e não estou pedindo prá que você (quer que seja) me diga, estou me relacionando muito numa boa com minha auto-estima prá receber informações com as quais não saberei lidar... e aí você termina a noite sozinho, sentado na pista de dança com sua coca light... ou então, muito além da cúpula do trovão, vendo os macaquinhos vermelhos do banheiro rodando em volta da sua cabeça!
Só te resta, com alguns resquícios de dignidade, alegar que está fazendo um laboratório de pesquisa pro seu próximo romance, mas quem não te conhece e te vê ali, sempre sozinho, tem certeza que está olhando prum loser de carteirnha! Eu queria muito ser uma pessoa normal, mas queria também ter um milhão amigos e estou descobrindo tardiamente que não vai ser aqui nesse cyberespaço que eles vão aparecer.
Eu só tenho UM amigo e ele não mora aqui... mas também tenho que pensar o seguinte: com o Radociou, o Romanée, a Angélica, a Paulinha e a Kilt o lance meio que deu certo.
E o pior é que eu acho que hoje vou estar lá de novo, sozinho na pista, com a latinha de coca light, encostado prá parede e olhando pros tênis... mas pelo menos vou ter ouvido música boa, né?
Eu adoro conversar e detesto pessoas de humor instável, mas as duas pessoas que eu mais gosto são de pouco papo e de humor extremamente ciclotímico...
Cara, tá certo que ela tá grávida e que o pai do filho dela tem o bigode mais massa de todos os tempos, mas você não é de ferro, tem lá seus pensamentos impuros... e aí você vê ela e uma menina que é a cara da Jackie do That's 70 Show deitadas numa poltrona da Funhouse, abraçadas de um jeito carinhosíssimo, você começa a pensar coisas!
Principalmente por quê você leu o livro dela...
Por mais que eu tentasse evitar, a merda acabou acontecendo e agora me deprimi... eu não ouço rádio em hipótese alguma em que a decisão cabe a mim, por isso eu não ia nunca ouvir a tal nova música da Legião. Mas estava voltando de carona do cemitério e escutei a tal música no rádio... PORRA É LEGIÃO URBANA! Eu mesmo já não sou mais o mesmo fanático por Legião, mas a música mexeu com meus chakras (gostou, mãe?), só que não tem mais aquele lance, aquele, saca?
"Porcão, comprei o novo do Legião, vem aqui em casa escutar, já gravei uma fita prá você".
Nào tem disco novo pelo jeito, só essa música bacana, essa música do Legião.
Eu acho tão legal passar pelos sites de Jornal e ver que todos eles estão fazendo uma cobertura decente sobre a estréia do esperado (ao menos por mim) Durval Discos!
Só falta ver o que a minha consultora para assuntos cinematográficos falou a respeito... eu comparo ela ao Pescoço no seguinte: sei que o Fábio Massari deve sacar mais de música que ele, mas meu interesse pelas bandas islandesas (a despeito do livro bacanérrimo) é o mesmo destinado aos filmes iranianos e franceses que o Mala Edwald Filho venera, como se o cinema americano fosse um mal necessário.Enquanto eu for esse cara convencional, fico com o Pescoço e a Angélica e estou muito bem, obrigado! Não chamei vocês de convencionais, esperam que tenham entendido a metáfora, ando sendo meio mal interpretado às vezes...
Apesar de que o Radociou lembrou muito bem: cara, como o Jonas saca de música! Ele é um Fábio Massari acessível, eu diria...
Merda! Não vou parar de me surpreender com a capacidade que a "vida" tem de nos mostrar o quão estúpida consegue ser... já fiz bons amigos dentre os meus novos companheiros de trabalho e como na nossa sala somos em 7, nos auto-apelidamos de Os 7 Anões. Eu sou o Dengoso e a pessoa de quem tenho ficado mais amigo é o Feliz, que ontem, pela primeira vez, estava meio de bode e a gente ficou até altas horas conversando no escritório, dentre outras coisas, da dificuldade de relacionamento com os respectivos pais.
Cheguei em casa e não conseguia falar com meu coroa, encanei e só fiquei tranquilo ao falar com minha vó e saber que ele tinha ido prá uma fazenda com um amigo... eu estou ansioso prá saber o que ele tá achando do meu novo livro, dedicado a ele, sobre o Goiás E. C.
Mal coloquei os pés no escritório e veio a notícia: o pai do Feliz faleceu essa madrugada, acidente de carro...
Foda!
Essa tal Literatura Pop... acabei de passar pelo blog do André Takeda e num post em que ele publica uma resenha do disco novo do Zwan que deveria entrar na Zero, apareceu um idiota e do nada falou mal da resenha, do André, do Nick Hornby e da Literatura Pop como um todo!
Eu faço literatura pop e vou me manifestar.
Meu caro Augusto, será que algum dia você vai receber um pedido prá fazer o prefácio do livro de alguém? Vai criar uma expressão brilhante como O Empurrador no Campo de Centeio? Vai saber o que é chegar em casa e ver um envelope laranja da Editora Conrad com a resposta da análise do seu livro? Vai juntar 12 baita escritores de língua inglesa num livro de contos com intuito filantrópico que já vale a pena pelo lindo prefácio? Será que algum dia milhares de pessoas no mundo inteiro vão se dedicar a fazer listas de "5 mais" por causa de algo que você escreveu? Você acha que o John Cusak ou o Hugh Grant vão interpretar um personagem que você criou?
Augusto, numa boa, você não vai ouvir uma pessoa dizer que o livro que você escreveu vai estar na estante de alguém no meio de Alta Fidelidade e O Clube dos Corações Solitários! Você nunca vai merecer 500 toalhas brancas! Você não vai ver o carecão da funhouse lendo seu livro, nem vai receber um elogio da gatinha do bar e sorrir encabulado...
Augusto, deixa a gente em paz, vai?
São quase cinco da manhã, eu não vou conseguir dormir e qualquer coisa é melhor do que voltar prá aquele apartamento... PELA ÚLTIMA VEZ!
Bobagem essa fúria, né? Será que nós (os pops - o Rick Levy me chamou de indie-pop-writer e eu adorei) somos, pro Augusto, na literatura, o que as duplas sertanejas são prá mim dentro da música? Se formos, eu até o entendo, mas acho que provavelmente ele não sabe o que está falando...
Augusto, além de meter o pau em alguém que foge do lugar comum e lança mão de outros recursos prá produzir uma resenha bacana de um disco que eu nem quero tanto ouvir - por não gostar muito do Billy Corgan, pessoa física -, você, como sói acontecer, não se indentifica!
Augusto, você é um babaca imbecil, e eu estou cagando se fui rude!
Bom dia!
Hoje é um dia cheio de aniversários... tem a Carol, uma ex-namorada que virou amiga e que é uma das pessoas que mais gosta de ler o que eu escrevo (pelo menos demonstra isso). Tem também meu amigo que ficou muito amigo com o advento dos blogs, meu chanceler Drayan! Se o Renato Russo não tivesse ido embora cedo demais, hoje estaria fazendo 43 anos...
E prá quem não é muito atento, hoje também é aniversário do Fred, que pelas minhas contas deve estar com 34 anos. Acho que a cara dele, num escritório de advocacia, seria mais ou menos assim:
E ontem à noite meu telefone tocou prá caramba, adorei as manifestações de solidariedade que pedi, ajudou bastante o tempo a passar, thanx!
Já que as pessoas atendem o que eu peço aqui no blog, vou fazer um pedido: se alguém conhecer uma pessoa influente na Nike, dá um toque no sentido de que os torcedores de futebol nem sempre estão no esplendor de sua forma física, mas mesmo assim tem vontade de usar a camisa do seu time querido. Dá prá fazer uma camisa num tamanho que caiba na gente? Um tamanho GG já serve, não precisa nem exagerar...
Rolou uma enquete rápida na empresa prá descobrir quem á A mulher brasileira mais-mais... sob dois aspectos:
1- Passear de mão dadas no shopping, quesito em que a Fernanda Lima ganhou por unanimidade.
2- Coeficiente de paudurescência, que é aquela mulher que você não tem coragem de passear de mãos dadas no shopping, mas sua mais breve aparição desperta os mais selvagens, impuros e lascivos pensamentos possíveis. As indicadas foram:
SHEILA CARVALHO
KELLY KEY
TIAZINHA
VIVIANE ARAÚJO
Antes de decidirmos quem venceria, concordamos que a Ellen Roche tem as duas coisas: dá prá andar de mãos dadas e seu coeficiente de paudurescência não deve nada às outras acima citadas.
Fomos fazer a mesma pergunta às mulheres, substituindo a denominação coeficiente de paudurescência por Quero dááááááá prá esse aí agooooooora! E todas responderam que não tem nem um assim que se encaixa no quero dááááá... meninas, por favor, opinem!
Adoro o Veríssimo, gosto mais dele do que meu pai gosta do pai dele, sem levar em conta as qualidades literárias, apenas a preferência. Até quando discordo do que ele escreve (como política e economia) acho-o brilhante, mesmo quando ele fez uma crônica belissimamente truculenta sobre a terceira coisa mais importante na minha vida eu o admirei (as duas primeiras são a Laura e o Palmeiras).
Mas ao ler a veja em que ele aparece - com injustificado atraso e merecimento incontestável - na capa que seu filho tem uma banda de rock, achei que era a hora da vingança... eis o texto dele, sobre Rock n Roll:
"ROQUENROL
Acompanhei os Beatles até o fim, mas confesso que depois não prestei muita atenção no rock. Na época em que estava todo mundo acumulando as memórias musicais que agora foram remexidas com a vinda dos Stones e e do Bob Dylan, eu estava ouvindo jazz e música brasileira. O rock de longe, e só por quê seria impossível viver no planeta nestes últimos 40 anos sem ouvir ao menos o eco de um backbeat. Os Stones, Dylan e os outros só me interessavam na medida dos vestígios dos blues na sua música, e eu preferia os blues originais. Sabia que os Stones tinham levado a revolução dos Beatles um passo atrás, com a revalorização do bom e básico Rhythm & Blues, e um passo a frente, pois não eram apenas heróis culturais proletários como os Beatles, eram heróis culturais proletários e feios. Muito mais democráticos e perigosos. Mas nem como sociologia os Stones me diziam muito. O Bob Dylan, a mesma coisa. Sou provavelmente o único membro da minha geração que não sente nada quando ouve Blowin' in the wind.
O rock acabou se vingando do meu desinteresse. Tive filhos que se criaram ouvindo de tudo e trouxeram o rock para dentro da minha casa. Um deles é até cantor de rock. E como se não bastassem os filhos, o Miles Davis também me traiu. Fundiu o jazz com o rock e me obrigou a fazer uma escolha: ou nunca mais ouvi-lo, ou aceitar o roquenrol Sucumbi com relutância. Não foi uma rendição fácil. Um dia, cheguei a ter a convicção de que o declínio da civilização ocidental começara com o baixo elétrico, um preconceito que abandonei só para poder gostar dos Beatles. Mas persiste a minha certeza de que o tuaaaaaaiiing de uma guitarra elétrica será a trilha sonora do apocalipse. Que receberei com emoções conflitantes. O fim do mundo será chato, claro. Estragará todos os nossos planos. Mas me consola saber que, junto com o mundo, acabará o rock."
Queria só ver a cara do Luis Fernando se ouvisse o que estou escutando agora, o Eddie Vedder cantando, maravilhosamente, You've got to hide your love away... lindo esse disco, lindo demais!
Arrumando minhas coisas prá mudança do "apê mais zoneado do mundo", acabei encontrando coisas interessantes e emblemáticas na minha vida paulistana no aprazível bairro do Itaim, quase ao lado do sensacional e tentador The Fifties... achei, por exemplo, o ingresso do Free Jazz de 2001, o show do Belle and Sebastian, numa calça que está começando a voltar a servir em mim... achei também o jornalzinho da Sutil Companhia de Teatro, retirado na primeira vez que assisti A Vida é Cheia de Som e Fúria e não resisti à tentação de publicar aqui o texto da Fernanda Farah (que interpreta a Laura com bem menos excelência que o Guilherme Weber interpreta o Rob) sobre o livro (Alta Fidelidade):
"Eu quero esse Rob Fleming apaixonado e lúcido: ele sabe que não se pode resistir a uma Carolina, que além de ser linda e usar Doctor Martens pretas, entra na loja para entrevistá-lo pro jornal, fazendo aquilo que Laura não pode fazer: ser nova na vida dele, refrescar seu coração com vinho fresco. E aí na próxima cena ele espera por Laura os mesmos 45 minutos reservados ao primeiro mês de um namoro e observa sua maquiagem já um pouco derretida e gosta daquilo que vê, que não é novo mas ele está vendo de novo, e continua gostando e pede pra que ela se case com ele.
O que ele parece querer conseguir - e eu sei, de um jeito muito, muito mais bem humorado do que como eu estou tentando falar aqui - é se salvar dessa repetição: Laura ser essa mulher-da-sua-vida (nessa expressão que ele assume mesmo) todo dia e de noite também."
Meu Deus, vocês sabem quantas variantes existem dessa Carolina que entra na sua loja de Doc Martens preta E QUERENDO TE ENTREVISTAR PRO JORNAL!?
Foram necessários poucos dias para que eu mudasse meu modo de pensar com relação a certas coisas; sempre glamourizei o lance de morar sozinho (não apenas sem os pais, sozinho mesmo, sem mais ninguém) e até criei um personagem que refletia com um certo exagero essa minha forma de pensar, talvez por valorizar em excesso a privacidade em detrimento de outros valores, talvez... o fato é que bastaram 3 dias, não mais que isso para que eu descobrisse o quanto é difícil ficar absolutamente sozinho em casa. Sei que complica ainda mais o cenário estar sem TV, numa cidade em que não tem muitos amigos (e os poucos que têm não são muito acessíveis) e bem perto de uma novidade assustadora como o casamento...
Tenho tentado matar o tempo, mas como não tenho nem um décimo do talento culinário dos meus pais, me complico até na hora de esquentar um arroz congelado no micro... e vai piorar, pois amanhã fico sem geladeira e fogão! Até sexta vai ser foda e manifestações de solidariedade são sempre bem vindas! Pela primeira vez na vida não estou tão empolgado com o fato de ter tempo prá ler... é que "ler" deixou de ser opção e passou a ser a única coisa que me resta! De domingo prá cá li Plastic Jesus e Olhos Cor de Chuva, terminei A História Secreta e ontem mesmo comecei Melancia, mais um "Quero ser Bridget Jones" que eu assumo que gosto de ler, apesar de me deparar com algumas verdadeiras roubadas (Viciada em Feng Shui, Altar Ego e Tasha Harris Abre o Jogo, prá ficar só em alguns)...
Não quero mais ficar sozinho, espero o telefone tocar o tempo todo e ter tempo pra pensar pode ser uma baita arapuca! Deus abençoe a TV a cabo e o DVD!
Vamos deixar a palavra com quem conhece:
"É complicado estar só, quem está sozinho que o diga
Quando a tristeza é sempre o ponto de partida
Quando tudo é solidão
É preciso acreditar num novo dia
Na nossa grande geração perdida
Nos trevos de 4 folhas, nos meninos e meninas
A escuridão ainda é pior que essa luz cinza
Mas estamos vivos ainda!
Mas quem sabe um dia eu escrevo uma canção prá você
QUEM SABE UM DIA EU ESCREVO UMA CANÇÃO PRÁ VOCÊ!"
Não posso prometer uma canção, pois não é minha praia... mas um conto ou uma crônica pode até ser! Só tenho medo de me repetir e falar de rock n roll, guitarras, e, talvez, cabelo indie ...
A Vi, do Alta Fidelidade, tem um lance no blog dela chamado "assino embaixo", que de vez em quando eu imito e normalmente resulta em polêmica... dessa vez acho que não vai ser diferente, mas polêmica é sempre melhor que desprezo, né?
Meu primeiro Assino Embaixo vai pro Eject de ontem do Álvaro Pereira Jr, pro "In The Flesh": "Roger Waters, do Pink Floyd, em carreira solo, ao vivo, tocando músicas do... Pink Floyd. Por piores que sejam as torturas que Saddam Hussein impõe a seus inimigos, nada se compara a isso." Eu realmente não sei explicar o bode que eu tenho de Pink Floyd, será que é só por que simplesmente por que a música não me agrada nem um pouco? Ou por que qualquer apreciador de pagode e música sertaneja adora Another Brick in The wall (Bruno e Marrone, no início de carreira, cantavam essa música nos shows que faziam no La Fourchette, em Goiânia)? Ou então é por quê a imagem que eu tenho do Pink Floyd são uns senhores de blazer, calvos e grisalhos, fazendo rock n roll prás pessoas assistirem sentadas? Não gosto de Pink Floyd, que muita gente ama de paixão e acha que aquela "macumba prá turista" que o Roger Waters fez no Pacaembu foi um show do Pink Floyd...
O outro Assino Embaixo vai pro meu amigo Romanée Conti, que no dia 23, logo abaixo do post sobre o título do Corinthians, escreveu algo que eu gostaria muito de ter escrito... ele fala das rádios rock que tocam as mesmas músicas há 20 anos e dos cantores de noite que cantam as mesmas musiquinhas! Meu Deus, em Goiânia os caras nunca renovaram seu repertório! Se você for a um bar por lá, provavelmente vai ouvir alguém cantando Kikiô, Vida Cigana, Beija-Flor, Taxiboy do Zé Ramalho (que não tem talento nenhum, é só mais um rostinho bonito), várias do Belchior e, PUTA QUE PARIU, Oswaldo Montenegro!!!! Tem um tal de Henrique que canta Legião Urbana com sotaque do Alceu Valença e é a forma mais cruel de tortura que um inimigo meu poderia pensar em impor a mim. Excluo dessa lista o Eduardo Barra e o Tito Madson.
Então... eu fiz minha despedida de solteiro na Funhouse e lá fui eu, com os comapnheiros Radociou, Kilt e Daiane, depois de um rápido esquenta em casa, pouco animado pela falta de som e pela disposição das meninas de não beber. Chegando na Funhouse, foi tudo muito, muito legal! Dancei músicas bacanas, conversei com o André e a Sylvie, conheci e comprei o livro do Felipe Machado, que eu estava tão a fim, depois de trocar algumas idéias com ele (segundo as palavras do próprio, de writer prá writer) e ver mais um puta show da Suíte Number Five... isso e mais alguns outros acontecimentos agradáveis, inesquecíveis e inesperados, mas até então eu estava com os pés ainda no chão...
Aí você, um bundão lendário e inveterado, resolve tomar todas e incluir alguns outros aditivos estupefacientes na cardápio de despedida, o que resulta, inevitavelmente, no que foi muito bem definido pelo host Rick Levy (que eu também conheci antes de surtar psicoticamente): VOCÊ VAI FAZER DA JACA UMA PANTUFA!
Sua animação vai atingir níveis absurdos, você vai trocar idéia com a Clarah Averbuck e inclusive conversar sobre como escrever coisas como "estava com a boca cheia da porra dele"... você vai dar seu livro prá ela, que demonstrando uma simpatia que você não imaginava ser característica daquela celebridade indie, elogia o prefácio e diz que vai ler... ah, ela também prometeu me emprestar Pergunte ao Pó e garantiu que realmente vai ser relançado, prá eu não pagar os 70 paus sugeridos pelo dono do Sebo nem se o Leminski em pessoa autografar (agora que o Chico Xavier morreu ficou mais difícil ainda)!
Você quer conversar com todo mundo, se sente extremamente carinhoso e volta prá casa no bagaço! E passa o domingo sozinho, sem som e TV, sem conseguir ler nem mesmo levantar muito da cama... foi o pior domingo da minha vida e nem o Oscar no final com a já tradicional pipoquinha me ajudaram a superar o revertério. O que eu pretendia com a despedida de solteiro? Não sei, mas teria sido bem melhor se eu não tivesse perdido os sentidos quase totalmente... sei que faz muito sentido o que um "amigo meu disse":
"Nós, os idiotas, precisamos de alguém que nos salve dos sorrisos na fila do cinema nas noites de domingo. Alguém que nos impeça de cair no fosso, onde os solitários vivem com os pais e mães. Nós, os idiotas, como dizia Shakespeare, devemos contar a história das nossas vidas, cheias de som e fúria, e que não significam nada!"
Todos nós temos um ídolo, certo? Eu fico em dúvida sobre quem seria o meu hoje em dia e a Laura, com certo açodamento diz ter certeza que é o Nick Hornby... acho que ela está errada, mesmo que eu não me canse de dizer o quanto o admiro, mas acho que na essência, ídolo é aquela pessoa que você quer ser. É claro que eu queria ser o Nick Hornby, mas a possibilidade disso acontecer é a mesma de eu querer ser o Speed Racer ou o Obi-Wan Kenobi, então não faz sentido tê-lo como ídolo.
Então eu acho que ídolo é aquela pessoa que surge no início da adolescência, quando você elege alguém próximo prá querer ser igual... se eu pudesse misturar, seria algo com um pouco do padrin e um outro tanto do meu tio de São Paulo, mas eu acho que eu sempre quis ser o Pescoço... enquanto eu ainda tentava descobrir maneiras de fazer gols por cobertura em futebol de botão, ele já estava namorando sério, mesmo sendo um ano mais novo que eu - e, mesmo jogando muito pouco, invariavelmente ganhava da gente quando resolvia pegar a palheta prá uma eventual partidinha. Conseguia a própria grana muito cedo, gravando fitinhas prás pessoas, brindando-nos com suas raridades musicais... prá mim ele gravava por um preço simbólico, dependendo das condições do mercado e dos humores dele, até de graça. Lembro que ouvi até quase estragar as fitas que ele gravou prá mim... as de rock nacional, as de 90 minutos com Smiths de um lado e Stone Roses do outro, Echo de um lado e Jesus do outro, The Cure...
Lembro que ele me chamou prá ir passar o final de semana na sua casa prá ouvir o primeiro do Legião, lembro da primeira vez que ele (ainda iniciando a curta mas brilhante carreira de DJ, no já longínquo ano de 1992) colocou Smells Like Teen Spirit pela primeira vez numa festa e todo mundo pulou feito louco! Lembro também de dois telefonemas dele pro meu trampo, um em 94 e outro em 96:
- Porco, o Kurt morreu, deu um tiro na cabeça...
-Porcão, cê já tá sabendo? O Renato Russo morreu hoje cedo...
Vimos juntos os Shows dos Stones e do U2, comemos muito Mc Donalds na carreta do som, ganhamos muitos jogos com nosso timinho imbatível, com ele lá na frente, matando todas no peito, batendo com as duas e fulminando goleiros com suas cabeçadas certeiras!
Eu queria muito ser ele quando crescer e se ainda não sou, talvez seja por quê não cresci, mas acho que estamos todos ficando velhos... parabéns, Beckoolius, bem vindo ao Retorno de Saturno!
Parabéns ao Corinthians pelo tri-campeonato paulista, é sempre bom ver o Rogério Ceni perder! Parabéns ao Coxa do amigo Cláudio e, sobretudo, ao meu querido Goiás pelo suado título nos pênaltis, que resultou no bi-campeonato!
E o Eurico Miranda ganhou de novo e ao ver o gol olímpico da quarta feira e a rebatida nos pés do atacante ontem, pude perceber que o Kléber continua o mesmo, ainda bem que eu avisei!
Como diz a Angélica, tem gente falando de guerra melhor que eu... e as citações sobre jogos de War são emblemáticas prá mim e não só por quê sou tri campeão mundial invicto de War, mas também porque foi jogando War que eu conheci a Laura (ela estava sendo atacada por mim, tirou um número ruim nos dados e disse "porra"! Me apaixonei de cara!).
Porém, o episódio mais engraçado envolvendo esse jogo que domino com perfeição e maestria, foi quando um escrevente no Fórum de Goiânia me apresentou uma menina, estagiária, uns seis anos mais nova que eu... ela disse que achava que me conhecia, que meu nome era familiar, aí veio o estalo, pum!
- Claro, eu sou irmã da Juliana, vocês jogavam War lá em casa, há muito tempo! Agora eu me lembro, você é o Randall... nossa, você é chato demais!!!!
Se eu me chamasse Rodrigo, Marcelo, Guilherme ou qualquer coisa mais normal, provavelente a menina não lembraria das minhas performances pouco ortodoxas de disseminar a cizânia e desestabilizar meus oponentes no jogo (você tem certeza que vai deixar ele na América do Sul, ganhando dois exércitos? Você acha que ele não vai querer ir prá América do Norte? Tudo bem, o jogo é seu...), mas esse nome, além de fazer você repetir umas 15 vezes na balada até uma menina entender, fica na memória...
A Laura dizia que era encanação minha, que não tem nada a ver, que meu nome é forte, diferente... aí eu disse para colocar meu nome no nosso filho, ao que ele disse "veja bem"...
Uma colega de faculdade, tempos depois que nos formamos, disse que morria de vontade de colocar o nome num cachorro de Randall, mas tinha vergonha ou então tinha medo que eu achasse ruim... encanação boba essa! Por exemplo: eu gosto muito mais do meu cachorro (Djorous o nome dele, para aplacar a curiosidade dos mais afoitos) do que de vários seres humanos que me cercam e tenho certeza que a Laura gosta mais do Djorous do que do irmão dela, por exemplo, o que eu não posso afirmar com certeza, só respondo por mim, que, claro, gosto muito mais do Djorous, principalmente por qe meu cunhado não lê esse blog, senão o exemplo meramente ilustrativo seria outro.
E não tenho dúvida que RANDALL é muito mais nome de cachorro do que de gente!
A Laura é foda... hoje combinamos de passar na Tok & Stok prá ver uns móveis legais e depois um cinema. Como sempre sou eu quem costuma decidir os filmes, achei estranho quando ela disse que queria ver Chicago de qualquer jeito?
- Mas Adaptação deve ser excelente, é o mesmo diretor de Malkovich-Malkovich que a gente gostou tanto, não está passando em Sorocaba e Chicago vai ficar em cartaz mais um tempão!
- Eu sei, mas aí vai ganhar uma porrada de Oscar domingo e você vai vir com aquele retardamento de não ir ver filme depois que ganhou Oscar, que eu te conheço!
Eu prometi que foi só daquela vez e nós vamos assistir independente de quantos Oscar ganhar domingo...
E amanhã vai ser minha despedida oficial de Solteiro, minha última noite de gandaia sem compromisso! Obviamente que o descompromisso vai estar ligeiramente delimitado pelo bom senso, pois gosto da minha genitália exatamente no lugar em que ela está e a Laura costuma cumprir promessas...
O roteiro é o seguinte:
Sábado à noite você vai à FunHouse!
22/03
Suite Number Five (Campinas)
Djs Sylvie Piccoloto (Revista Zero) & André Takeda (Clube dos Corações Solitários / Spectorama)
Rapazes: $ 8 de entrada + S 7 de consumação / Garotas: $ 5 de entrada + $ 7 de consumação
PROMOÇÃO: ENTRADA VIP ATÉ A MEIA-NOITE E MEIA
FunHouse
Rua Bela Cintra - Consolação - SP
Tel.: 3259-3793
estacionamento com manobrista na porta
Uma tarde perdida entre providências no Procon e na Justiça do Trabalho te deixa tão de bode que nem consegue ir na Funhouse na festa do Rick Levy... estava podre, há muito tempo não me sentia tão no bagaço!
Mas, perder tempo na Justiça do Trabalho pode até ser muito bom, se você ainda tem alguns reais disponíveis prá fazer uma visita na Galeria (aquela onde tem a Velvet, que já me disseram que pode ser a Galeria dos Góticos ou Galeria Indie, ou - pra vc, lu - qualquer coisa que o valha) Cizauski Anadal sem passar muita raiva e com poucas folhas de cheque na carteira...
Bom, por culpa da ótima resenha da Mary Jo na última Zero, levei o Delgados novo, e por culpa da Paulinha (que despertou em mim a curiosidade em Ben Folds e Stereophonics) e do preço acessível, levei também a trilha excelente do filme meia boca I Am Sam...
Tem também os benefícios indiretos, como ouvir o André da Velvet tecer alguns elogios ao meu livro e descobrir que já dá prá obter, de um jeito alternativo e levemente bucaneiro, uma cópia em VHS do filme 24 Hours Party People (cuja trilha sonora também é do caralho!), por módicos 18 reais... já encomendei a minha!
Imagine uma pessoa que é a mistura do Rob Fleming, Barry e Dick ao mesmo tempo. Eu sei o que você deve estar pensando, mas agora imagine que esse cara vende livros ao invés de discos E É GENTE FINA! Quer dizer, tem lá seus métodos pouco convencionais de negociar (tipo tomar um livro da mão de um tiozinho que estava regateando o preço), mas é uma figura! Ele é o dono do aclamado (e até ontem inexplorado por mim) Sebo 264, onde fui atrás de um livro do Fante... quando o cara me falou o preço, fiquei curioso de saber quais respostas eu poderia obter com o "Pó" e desencanei, mas ele me vendeu um Sonhos de Bunker Hill, cujo preço era bem mais acessível.
Bom, lá estando, achei que já era hora de tentar comprar meus livros sozinho e esse foi o resultado: "Plastic Jesus" (Poppy Z. Bryte), "Paddy Clarke ha ha ha" (Roddy Doyle,por inacreditáveis 8 reais), dois cujos filmes me motivaram a querer ler os livros ("Réquiem por um Sonho" e "Um Plano Simples"), "Diário de um Adolescente", "Carpinteiros, Erguei Bem alto a Cumeeira" (J. D. Salinger) e um "Alta Fidelidade" prá ficar de back up. Deixei por lá, com o coração partido, outros dois do Salinger (Franny e Zoe e Nove Estórias), cujos preços não couberam no meu já combalido orçamento... sem sombra de dúvida, "Sebo" é uma das grandes invenções da Humanidade!
Ah, dentro em breve meu livro vai estar a venda lá também, pois o cara meio que gosta de dar uma força pro pessoal independente e apoiou, dentre outros Pullovers e Momento 68.
Por enquanto, você pode comprar meu livro aqui ou então aqui
Esse aí é o Juba San, primo que foi meu roomate por dois anos e pouco... ontem foi o último dia da nossa convivência, a gente entrega o "Apê mais Zoneado do Mundo" no fim do mês, mas hoje ele deixa o apartamento oficialmente, largou o trampo e vai se dedicar a outros projetos logo depois de, entre outras coisas, dar uma passada por Goiânia, após 12 anos...
Nossa convivência foi a melhor possível, dentro do maior respeito mútuo e da consideração com o espaço e "coisas" alheias. Ainda acho que talvez nossos filhos, quando se encontrarem, vão dar boas risadas das nossas histórias regadas a tequila, doses indistriais de futebol na TV e no Morumbi, rock and roll e um nadinha quase inofensivo de substâncias estupefacientes, alucinógenas e psicotrópicas (um gol do Alex chapelando meio time no Morumbi ou a eliminação da Argentina na Copa são capazes de chapar qualquer um!)...
Não nos despedimos formalmente, deixei uma cartinha prá ele que ia pouco além do "desculpa qualquer coisa" e "obrigado por tudo"... acho que até tentamos nos despedir ontem, mas de qualquer forma a gente se vê no meu casamento - E ELE QUE NÃO ME APAREÇA COM UM ULTRAJANTE CAVANHAQUE PRÁ ELE VER!
É, no final da noite lá estava eu, deitado no sofá da sala, com uma TV de 6 polegadas (preto e branco) no colo sofrendo mais uma vez pelo Palmeiras, sem nem ter assimilado a eliminação do Arsenal. O jogo terminou empatado e eu mudei prá Globo ver o final do Santos, mas dormi e acordei com as imagens das bombas caindo no Iraque... caralho! Realmente o mundo já foi um lugar bem mais legal, só que eu ainda tenho esperanças de que vão tentar o pneumotórax antes do tango argentino...
Funhouse hoje, na festa do Rick Levy, que eu não conheço mas detem o poder de melhorar um pouco meu dia se fizer uma das carteirinhas bacanas que estão rolando no seu blog...
E estou começando a achar muito perigoso esse negócio de listas Top 5... basta dizer que outro dia eu listei as 5 melhores cenas de todos os tempos e simplesmente não coloquei aquela do bebedouro de Grandes Esperanças, com a (genuflexões, por favor) Gwyneth Paltrow!
E também aquela do aquário em Romeu e Julieta, que nem se compara com a outra acima, mas isso está se tornando um ofício ingrato!
-Cama
-Edredon
-Ouvir Belle and Sebastian
-Jogo do Arsenal na TV, valendo classificação
-Livro A História Secreta prá terminar
-Calça de moleton bem folgada
-Alguém prá beijar bastante na boca
-Cochilar sem o menor compromisso...
Tentei listar aqui algumas coisas legais prá se fazer ao invés de ficar trabalhando, numa tarde com esse tempinho de chuva... e olha que em consideração ao regime eu fiz questão de nem mencionar chocolate quente!
Que "O Apanhador no Campo de Centeio" é um dos meus livros favoritos, quase todo mundo que me conhece já sabe. E desde que comecei a escrever - e, por conseguinte, passei a sonhar com a publicação do meu livro -, imagino a cena descrita no início da história, quando o Holden diz que seu método para avaliar a qualidade de um livro consiste no seguinte: "era um livro tão bom que dava vontade de ser amigo do autor e ficar conversando com ele"! Acho que todo mundo é um pouco assim e eu mesmo sonho em assistir um jogo em Highbury conversando com Nick Hornby ou então ir ao Parque Antártica ver um Palmeiras e Grêmio com o André Takeda, ou um Jabaquara e Santista com o Torero e por aí vai...
O fato é que várias pessoas que leram meu livro mandaram e-mails com as considerações e se eu tomar por analogia o "Método Holden" de qualidade, posso dizer que meu livro é bom, pelo menos para algumas pessoas. Outras, como a Maíra, resolveram ir além - a pedido do próprio autor, é bom que se diga sempre - e esboçaram uma crítica isenta, e acabaram sofrendo consequências nem tão agradáveis. Aqui você vai achar mais uma crítica relativamente isenta, de uma pessoa que eu admiro prá caramba e escreve muito bem. Adorei ambas as críticas e vou tentar seguir os conselhos, mas infelizmente, movido pelo ego opressor, a gente acaba se sentindo "o tal" quando recebe, de uma pessoa que não te conhece pessoalmente, um e-mail com o seguinte teor:
É como se eu estivesse conversando com a Flávia, o Fred e o
Rogério, que nesses três dias viraram meus amigos. Consegui
entrar na história, viver algumas cenas e reviver outras, me
vi em muitas personagens e situações, levei alguns puxões de
orelha, recebi conselhos e aprendi bastante com o professor
THC (que me ensinou, entre tantas coisas a encontrar as 3
saídas para os problemas).
Pode parecer puxa-saquismo meu, rasgação de seda sem
fundamentos mas não é. Sinceramente eu ADOREI cada capítulo,
cada página, muito mais que qualquer outro livro que eu tenha
lido (e olha que não foram poucos). Não sei exatamente como é
pra você, mas acredito que "Além das Portas" virou pra mim o
que "Alta Fidelidade" é para você: um exemplo a ser seguido.
São essas descobertas agradáveis que me fazem ter certeza de
que vale a pena lutar por aquilo em que eu acredito, pelos
meus objetivos (que por um motivo ou outro são esquecidos ou
adiados de vez em quando). E quem sabe um dia eu não encontre
numa prateleira, entre o seu livro e o do André Takeda, um
exemplar escrito por mim?
Antes que eu me esqueça, pode deixar reservado um exemplar
de "O filho do meio", de "Strauss, Baco & Rock'n Roll" e de
todos os outros que você publicar (como escreveu o Takeda, eu
quero bis!). Mas esses eu faço questão de ir até ai buscar,
assim a gente pode bater um papo pessoalmente.
beijos,
A sensação é tão boa, que supera receber o seguinte e-mail de um Escritor/Cronista que você tanto admira, respondendo se o livro enviado havia chegado:
Chegou ontem, Randall. A quarta capa está ótima. A primeira também está simpática. E a apresentação da personagem foi bacana. Por ora, foi só o que li.
Um abraço
Tudo isso, há exatos dois meses de você fazer 30, 30, 30 anos, te faz um bem danado!
Sei que corro o risco de ganhar uma latinha de guaraná Antártica, mas essa iminência de guerra estúpida... ando com saudades daquele tempo em que os EUA deixavam os Iugoslavos se matarem, nem tanto pela óbvia razão de não terem nada com isso, mas por quê o presidente estava mais preocupado com a repercussão dos boquetes da estagiária (que, por sinal, era uma gordinha bem bonitinha...).
Jonas, permita-me discordar de você sobre o goleirinho do São Paulo... uma pessoa como ele, que forja uma proposta do Arsenal com o intuito de lesar o clube que o projetou para o futebol e sempre que leva um gol sai apontando para os zagueiros não tem muita ética profissional.
Acho que ele é uma mistura mal acabada da malice do Senna, acrescido do mal caratismo do Schumacão e a incompetência do Barrichelo!
Discordem, por favor!
Pode parecer o cúmulo do excesso da overdose da vontade de querer aparecer, mas vou comemorar o St Patricks Day hoje! Sei que o surto Irlandesístico que me acometeu é meio recente e se acentuou depois de ler O Furgão (Roddy Doyle), mas acho muito ilustre esse lance do país comemorar o dia de seu santo padroeiro bebendo cerveja! Dentre os vários Pubs de sampa que vão celebrar o dia, tem um simpaticíssimo perto da minha casa, o Corcorans, com alguma promoção de Guiness a preços mais bebíveis e é prá lá que eu vou hoje depois do serviço, já devidamente indumentado de verde!
E falar em St Patricks Day me lembra de Sobre Ontem à Noite, pois foi num bar irlandês que o casal se conheceu e é lá que muitas coisas rolam, inclusive a cena maravilhosa dele implorando na chuva prá ela voltar... que acontece no dia de St. Patricks! Sei que devo falar nesse filme mais que ele merece, mas se algum dia estiverem de bobeira, assistam!
O Goiás perdeu a primeira partida da decisão e o Arsenal perdeu na Premier League, agora o Man United colou na bota... não está sendo um ano bom prá mim, no aspecto futebolístico e ainda vem a Segundona por aí, ai meu Deus!
E te respondendo, Radociou: o Kléber falhou em pelo menos 3 ou 4 decisões importantes jogando no Goiás; tomou um peru na decisão da série B de 94, que nos custou o título. Levou um gol de falta do Arce do meio de campo na semi final do brasileiro de 96, ocasionando uma derrota em casa! E numa semi-final, contra o Vila, tentou dar um chapéu com a mão no Roni (ou no Luciano, não me lembro), que cabeceou e fez o gol que nos eliminou.
Mas é um puta cara gente boa, o único goleiro do Goiás formado nas divisões de base e exemplo de profissional; só não sabe jogar futebol. Seria assim, um Rogério Ceni com caráter, saca?
E ele vai entregar o ouro contra o Vasco, pode escrever!
A Laura adorou esse post!!!! Disse que se alguma menina, por qualquer razão improvável e desconhecida, resolvesse se interessar por mim, desencanaria rápido ao saber que eu fico com um "hominho" Comandos em Ação na mão...
Aprendi uma coisa: se você tem manias, é melhor não querer usar barba... pois se sua mania consistir em arrancar pelos da sua barba, você vai se deparar com uma falha grotesca embaixo do queixo, tendo que ouvir do dono da empresa onde trabalha: "Randallzinho, que merda você fez na barba"? Aí o jeito é arrancar a barba que tava tão style!!!
E eu tenho falado das minhas manias e não falei da maior delas: quem me conhece sabe que, quando estou em casa, fico o tempo todo segurando um bonequinho Comandos em Ação. Não me perguntem por quê! Quando eu tinha uns 12 anos, meu pai ameaçou contar pros meus amigos, pois achava criancice (tá escrito certo?)! Hoje em dia é só esquisitice e se eu fosse rico, seria excentricidade! E quem me deu o toque prá eu citar essa esquisitice foi a Laura, pois eu não achava essa mania minha nem um pouco esquisita... o que é uma esquisitice ainda maior!!!
Sabem o que é pior? Só tenho um bonequinho e eles pararam de fabricar Comandos em Ação!
Atenção Buarquianos e Rorigueanos, Telmin e Frederico, demais torcedores do Tricolor da tercecira divisão, conselho de quem conhece a peça: quem tem Kléber no gol, tem muitas chancecsde chorar no final! Esse é o frangueiro mais bem pago do mundo!
"Isso
Que acontece com a gente
Acontece sempre com qualquer casal
Isso
Ataca de repente
Não respeita cor, credo ou classe social
Isso, isso
Parecia que não ia acontecer com a gente
Nosso amor era tão firme, forte e diferente
Não vá dizer
Que não avisei você
Olha o que vai fazer
Não vá dizer
Não adianta mesmo reclamar
Acreditar que basta apenas se deixar levar
Isso
Que atrapalha nossos planos
Derrubou o muro, invadiu nosso quintal
Isso
Passam-se os anos
Sempre foi assim e será sempre igual
Isso, isso"
Olha, bem que eu avisei que não queria, mas quando você resolve dormir na sala com a TV ligada, corre esses riscos... eu sabia que se ouvisse dee novo iria gostar e foi o que aconteceu! Isso é uma música dos Titãs, com um clipe meio circense e eu gostei... pronto, falei! Tá certo que a música mantem-se fiel à linha pop bunda-lelê que predomina o estilo deles desde o Acústico Volume 2, mas essa letra (que é do Belloto)... numa fase da minha vida em que eu não deveria estar escuando esse tipo de coisas!
Mas vamos falar um pouco mais dos Titãs...
Como um fã do Rock Nacional, já os conhecia da época de Sonífera Ilha, Dona Nenê, Toda Cor (linda), Insensível e por aí vai. Mas não fiquei dos mais entusiamados com a nova guinada na carreira deles e achava que a música do octeto se resumia a AA-UU! Eu e o Pescoço concordávamos com Legião e Paralamas como campeão e vice, mas a minha medalha de prata ia para os Engenheiros do Hawaii e a dele para o Titãs (estou exagerando quanto à atenção que o Pescoço dispensava ao BRock e a mim também, ele ouvia bem mais bandas inglesas boas e nosso contato era pequeno, por "n" razões, mas ignorem esse parêntese). Mas eu não podia negar que os Shows dos Titãs no Rio Vermelho eram do caralho! Eu não era muito fã deles, mas quando você mora em Goiânia nos anos 80, de Luis Caldas prá cima você tem que ir ao show! E aí os Engenheiros lançaram o fraco O Papa é Pop e os Titãs o exceclente Õ Blesq Bom! Foi o bastante para que eu concordasse com injustificado atraso com o sabedor e fizesse uma visita tardia aos discos antigos dos Titãs, amravilhando-me com o efeito de tudo aquilo em mim!
Aí veio o disco deles que eu mais gosto, o Tudo ao Mesmo Tempo Agora (a Laura entra em desespero quando eu resolvo cantar as músicas desse disco, em especial Clitóris e Isso Para Mim é Perfume)! Com enorme audácia, lançaram um disco criticado com o nome de Titanomaquia - meia boca, é verdade; cópia mal acabada do grunge, é verdade, mas quando você tem uma banda chamada Titãs e lança um disco com esse nome, merece respeito!
Domingo é legal e o primeiro Acústico também, mas depois que eles acharam que "é preciso saber viver" e apareceram num programa sertanejo da Globo, morreram prá mim!
Eles ganharam dinheiro como nunca, mas acho que perdeeram a dignidade... alguém aí falou "Vitória de Pirro"? Gosto dos livrros do Belloto prá caralho, o Paulo Miklos mandou bem em o Invasor e o Nando fez bem em acelerar... e "Isso" é uma música boa!
E a felicidade pode aparecer de várias formas numa sexta à noite, mesmo quando sua noiva diz que só vai poder vir no sábado à noite... se você passa na banca e constata que a nova Zero chegou, está no caminho certo! Aí você para na Nuvem Nove, pertinho da sua casa (e apesar de conseguir se controlar e nem mexer a sobrancelha ao ver um vendedor falar pro outro que Pearl Jam é um lixo se comparado ao Creed e que o problema são as músicas do Creed que tocam na rádio, as outras é que são boas! Esse pessoal do rádio... será que é por causa das músicas ruins que tocam é que o Creed vende tanto? Digressões à parte) e acha um CD dos Delgados em promoção, você compra por quê a Mary Jo indicou... e ao ouvir você quer dar um beijo nela, de tão bom que é o disco! Ah, e você fica um pouco orgulhoso ao saber que quase meio que conhece a menina que resenhou tão bem o disco novo dos próprios Delgados.
Depois, numa visita despretensiosa à locadora, você consegue, enfim, encontrar disponível O Assalto, que o Álvaro Pereira Jr. indicou há ages, Por um Sentido na Vida, com a linda Jenifer Aniston num filme aguinha com açúcar do jeito que eu gosto às vezes (e se você realmente se esforçar, tem uma hora em que eu acho que dá prá ver coisas interessantes)... e para a minha total surpresa, o filme Storytelling existe!!!! E é bom prá caramba, mas eu esperava mais da Selma Blair... não me refiro aos seus méritos como atriz, se é que você me entende. Mas o filme é beeeem legal!
É, às vezes eu consigo ficar bem, mesmo estando sozinho...
Eu sabia que alguém ia estranahr Sobre Ontem à Noite aparecer numa lista Top 5 de filmes, estranhei ter sido o Pescoço, que achei que soubesse o quanto eu gosto desse filme! Acho do caralho e em parte responsável pela minha resistência à idéia de festa de casamento, pois o filme retrata como eu sonhei que seria quando eu encontrasse A pessoa da minha vida: alguém mudaria pro apartamento do outro e viveriam com seus trabalhos, suas responsabilidades e uma vida em comum - e o que é melhor: com os pais de ambos há milhares de kilômetros de distância!!!
O filme é o mais água com açúcar possível e a Demi Moore está linda! Ah, claro, tem o ingrediente que eu adoro: bons coadjuvantes!
Eu só esqueci daquela cena de Uma Linda Mulher em que eles entram na loja e o Richard Gere diz estar disposto a gastar uma quantia verdadeiramente obscena, mas precisa de MUITA bajulação!
Saíram duas propagandas grandes na Ilustrada hoje, anunciando música inédita da Legião Urbana. Me deu medo... é que eu levo esse lance de Legião a sério e da última vez que vieram com papo de música inédita apareceu uma do Menudo! O legal foi que demoraram pra dizer que era do Menudo e eu vi gente dizendo que o Renato é foda, as letras dele são do caralho, essa nova então, que músicão!
Eu concordo com o Renato que a música é "cafóana"... mas não acho "bonitinha"...
Definitivamente, não dá prá beber com responsabilidade... ainda acho que o propósito de beber sempre vai ter algo a ver com perda de sentidos e quando você não busca isso, o melhor a fazer é permanecer soberano na Coca Light. A não ser que você esteja bebendo uma PUTA cerveja, digna de ser saboreada, o que não dá prá fazer sempre.
Depois de tanto tempo no mais estrito comedimento, não sei mais como é o caminho que conduz a deliciosos surtos psicóticos e acho que a Laura agradece...
Trabalhar com pessoas adultas é outra coisa... ontem, depois de uma reunião, ficou um lance pendente entre os participantes: o que escolher entre ter um sabre de luz, dirigir o Match 5 do Speed Racer, pilotar a Enterprise ou ter o emprego do Spielberg... a minha opção de sugestão ficou de fora: ser um dos roteiristas de Friends! Mesmo sabendo que queria mesmo era ser um dos personagens e ter uma turma daquelas...
E não deixa de nos deixar com um acréscimo de estima por si mesmo chegar na Funhouse e a menina do caixa falar:
- É seu aquele livro, né? Li em dois dias, muito bom...
E a sexta feira nesse blog também já tem dono, ou melhor, dona, pois sexta costuma ser dia de estréia de cinema e ela é (luxo, poder, fama, 500 toalhas brancas e frutas da estação no camarim) colunista de cinema no site da Revista mais bacana da atualidade! O mais legal é que a coluna dela é feita prá gente como nós, com dicas dos filmes e análises nem um pouco pedantes sobre detalhes técnicos e coisas sem maior importância (pelomenos prá mim).
E eu ainda estou com medo de colocar aqui minha lista dos 5 filmes favoritos, por isso aqui vai a lista das 5 melhores cenas (ou diálogos ou sequências, whatever...):
1- O Jack Nicholson berrando "you can't handle the truth" pro Tom Cruise em Questão de Honra.
2- A cena do Jack Lemon deitado na cama vestido de mulher tocando maracas em Quanto mais Quente Melhor.
3- O duelo de sabres de luz entre o Luke e o Darth Vader em O Império Contra Ataca, culminando com "Luke, i'm your father"
4- A participação especial do Hugh Grant na apresentação do Marcus em Um Grande Garoto.
5- O Dany de Vito, em Com o Dinheiro dos Outros, reunido com seus vários advogados caríssimos e dizendo que mesmo pagando o que ele paga a eles, recebe uma liminar que o impede de comprar ações... com isso, ele diz que poderemos chegar ao fim do capitalismo, mas isso não seria tão ruim, pois no comunismo, os primeiros que eles matam são os advogados!
Tem também a cena do Ben Affleck puxando Jason Lee quando ele resolve fazer mais algumas perguntas prá Joey Lauren Adams em Procura-se Amy, de rachar o bico de rir!
E foda-se, lá vai minha lista definitiva:
1- Era Uma Vez na América
2- Star Wars (considero a trilogia um filme só)
3- Sociedade dos Poetas Mortos
4- Quanto Mais Quente Melhor
5- Sobre Ontem à Noite
E como hoje é quinta, o dia da Vi, vou tentar sempre escrever um post prá ela às quintas feiras... o de hoje eu espero que ela entenda, pois não é assim tão auto explicativo, mas lembrei dela quando pensei a respeito.
Sabe o Brendan Fraser? Então, ele é um sujeito curioso... ele fez dois filmes que eu adoro, que são Código de Honra e Com Mérito (esse aí a Raquel, minha única tia que lê esse blog, acha piegas e eu até concordo, mas ela não gostou de Sociedade dos Poetas Mortos também...), mas tem o hábito de entrar numas roubadas históricas!
E o problema é que eu nunca imaginei que George Rei da Floresta e o Pyle pudessem algum dia ter alguma relação! Mas o Fowler como Michael Caine caiu como uma luva!!!!
Li esse livro no avião, quando fui pros EUA, devido à minha lendária incapacidade de dormir, motivada pelo pânico de voar! É o livro favorito do meu Tio, dono da única casa em que eu morei e ninguém falou que se eu estivesse achando ruim que procurasse outro lugar! Acho que esse é o meu maior trauma... talvez por isso tinha tanta obsessão em morar sozinho, só prá não ter que ouvir isso de alguém. Espero não ouvir da Laura!
Mas me lembrei agora do meu maior trauma: ver, aos 5 anos, minha mãe em cima de um carro alegórico no carnaval de Votuporanga, fantasiada de Sininho e com uma garrafa de Johnny Walker na mão... acho que descobri por quê não gosto de carnaval!
Bom, tem duas coisas que eu me sinto na OBRIGAÇÃO de esclarecer:
1- Quando eu disse que sou QUASE goiano, o "quase" só apareceu por quê eu nasci em Rio Preto, apesar de ter morado "quase" a vida toda em Goiânia (27 dos meus "quase" 30 anos, prá ser mais exato). Não tenho vergonha de ter vindo de lá, mas não sou desses fanáticos por "origens" nem mesmo com o Brasil; tenho minhas opiniões sobre Goiânia e sobre morar em Goiânia, sendo o calor a distância da praia meus dois argumentos favoritos contra. Te garanto que São Paulo possui muito mais!!!! É que quando a gente não é assim muito bem sucedido (por n conjunções de fatores) num lugar, tende a não ser muito generoso ao se referir a ele... mas, se ninguém vier me processar por falsidade ideológica depois: SOU GOIANO!
2- Alguém mais teve a impressão de que eu ando bebendo Romanée Conti?
E aqui estão algumas fotos que pessoas legais fizeram a gentileza de me enviar por e-mail, tiradas nos meus lançamentos em Goiânia e São Paulo. O lado positivo é ver que eu já emagreci...
E se tem uma banda do Rock Nacional que definitivamente morreu prá mim essa banda é o Titãs! Porém, anteontem eu vi um clipe meio que num circo e alguma coisa na letra da música eu achei legal... espero não ouvir de novo, prá não correr o risco de gostar.
Sobre eles, eu me daria por satisfeito se o Paulo enveredasse de vez prá carreira de ator, o Belloto na de escritor, o Branco com seus musicais infantis, o Gavin e seu trabalho de garimpar raridades e o Sérgio Britto que se foda, pois acho que ele é um puta mala!
Do Nando eu gosto, gosto muito até. Do Tribalista eu me abstenho de falar e o Fromer, apesar de torcer para o time errado, na sua linha low profile parecia ser muito gente fina.
E mandaram a Sabrina embora... agora é ficar de olho nas notícias, pois ainda tenho esperança de que ela saia já na Playboy de abril! Sim, eu acho ela bonita, mas não a ponto de entrar no pacto. Que pacto? Meu pacto com a Laura, onde eu tenho direito a duas mulheres pelas quais posso suspirar sem que ela ache ruim, conferindo o mesmo direito a ela.
Ela me libera: A Fernanda Lima e a Nicole Kidman.
Eu libero: O Beckham e o Giba (do vôlei).
Agora, eu não entendo ela achar o Raul Gazola tudo aquilo, assim como ela não compreende minha fixação pela Soninha...
ela queria que eu me empolgasse mais com festas de casamento (a minha, de preferência) e eu queria que ela gostasse do Woody Allen... eu queria muito que ela pintasse o cabelo de vermelho e ela deseja ardentemente que eu faça a barba (e deixe o cavanhas)... mas nós gostamos basicamente das mesmas músicas, da maioria dos filmes e eu indico livros prá ela, que coloca minha vértebra no lugar quando ela está virada e agindo negativamente sobre algum dos meus Chakras...
Voltando a falar de Big Brother, eu acho que o mundo nunca mais foi o mesmo depois que o Kléber Bam-Bam ganhou o paredão do Serginho... sacaram?
No início era pr´eu ir no Corcorans só mesmo cumprimentar a Gabi, que eu não conhecia ainda; depois, o lance virou uma roda interessantíssima, com a Bia, uma outra prima que eu posso dizer que vi nascer e o Romanée Conti, amigo recente e companheiro de sofrimentos Palestrinos. Me sentindo tão na Irlanda que rompi grilhões com uma excelente Pale Ale, conversamos sobre tudo, como sempre acontece quando me sinto a vontade com pessoas legais. Política, pouco futebol prá cacetear a moça presente, música e assuntos gerais...
Depois, sem ter sofrido as reações adversas que tanto temia, cheguei em casa completamente sem sono, vi um episódio do Friends de uma hora da nova temporada, li algumas páginas da História Secreta e assisti um episódio do Speed Racer! Cerveja, papo agradável, pessoas bacanas, Literatura, Friends, desenho animado do tempo do onça... faltou Rock n Roll, né? Peguei o discman do meu primo e fui tentar dormir ouvindo Darklands, prá poder vir trabalhar hoje com a alma lavada!!!!
Se isso não é um ótimo exemplo de noite de terça feira, não consigo pensar em algo melhor...
Ainda sobre a Bia... um dia, em 98, ela me falou que eu precisava conhecer a irmã de uma amiga dela, que tinha muito a ver comigo. Conheci a tal menina num domingo de páscoa, jogamos War, eu fui prá Goiânia e na Páscoa seguinte lá estava eu em Sorocaba de novo. Fiquei com a irmã da amiga da Bia, que tinha tanto a ver comigo que eu vou casar com ela daqui pouco mais de dois meses!
Olha, posso não ter dado muita sorte com ancestrais diretos, mas tenho umas primas fantásticas!!!! Tirando por base umas 3 em especial, posso dizer que a troca foi justa! Veja bem: uma foi responsável pelo meu amor; outra pelo excelente emprego que eu tenho hoje e a outra é a irmã que eu nunca tive... não por acaso serão minhas madrinhas de casamento!
Sei que os Paulistas (principalmente os Paulistanos) tem lá suas implicâncias com pessoas de outros estados; sei de sua eterna rixa com os cariocas e da má vontade com nordestinos (que generalizam como "baianos"). Porém, mesmo levando em conta que o Felipão reclamou horrores quando veio pro Palmeiras, não sabia que rolava um lance também com os gaúchos... algo meio vago relacionado com arrogância e o jeitão diferente de falar, talvez.
Sei que na empresa nós atendemos gente do Brasil inteiro e o Consultor da Região Sul adora os "Catarinas", acha que os Paranaenses "não fedem nem cheiram", mas tem pavor de atender gaúchos! E aí ele joga na vala comum: todo gaúcho é insuportável e se acha! Aí eu falei que "fulano" (que trabalha na empresa) era gaúcho e super gente fina, ao que ele deu uma resposta que, independente de fazer sentido ou não, foi engraçada:
- Randall, não se esqueça que "Fulano" é um Gaúcho que teve que vencer em São Paulo; então, por uma questão de sobrevivência, teve que engolir a arrogância. Mas pode ter certeza que lá no fundo do seu íntimo, ele tem um Bento Gonçalves louco prá sair rodando boleadeiras, com lenços vermelhos no pescoço e berrando: "nós somos independenteeeeeees!"
E eu jamais falarei mal dos gaúchos, não posso esquecer as alegrias que o Felipão e o Veríssimo já me deram nessa vida!
E não vou deixar de falar de futebol só por quê meu Verdão anda "apanhando como bode na horta" já há algum tempo; isso não é novidade se formos lembrar da era pré-Parmalat, times com Abelardo, Buião, Rodinaldo, Bizu, Diogo, Martorelli, Denys...
Mas, nem só de Palmeiras vive um coração alvi-verde, principalmente quando o Goiás enfia 7 em seu concorrente na semi final e vê o outro time que se acha nosso rival e delira que tem a maior torcida no estado ficar, mais uma vez, pelo caminho!
Sem falar que hoje, no sagrado gramado de Highbury, o Arsenal joga a vida na Copa da Europa contra a Roma, já eliminada. Uma vitória dos Gunners e um empate entre Valência e Ajax nos deixa em excelente posição! E seria beeeeem mais fácil se o São Marcos já estivesse no gol...
Passagem excelente do livro (igualmente excelente) que estou tentando terminar, o que teria ocorrido se ontem eu não tivesse sido invadido por um sono implacável às nove da noite:
"- Se uma situação te incomoda, imagine como resolvê-la pensando em outro idioma, pois vai acabar desviando sua mente do problema em si... ou então faça como o zen, do budismo, sente-se diante de uma parede branca e tente se concentrar somente na parede, esvaziando a cabeça de outros pensamentos...
Fiquei pensando em qual idioma iria expressar minha opinião sobre aquela sugestão cretina..."
Não reprodusi com 100% de exatidão, mas deu prá pegar o lance, né? E entre eu e as Vi - Vi* (Vis) acho que estou em vantagem, pois elas encomendaram o livro pela internet e eu, depois do Submarino ter cancelado a compra por indisponibilidade, acabei encontrando da forma arcaica, numa livraria, no caso a simpaticíssima Martins Fontes da Maria Antônia (ou ali já é Dr. Vila Nova?). Besteira isso, né?
Bom, não sei o que fez o Pescoço vir com tanto grilo pra cima de mim, só sei que fui lá no post e corrigi o que queria realmente dizer... eu gosto de filmes muito ruins às vezes, sou fã de uma comédia romântica e basta dizer que o batidíssimo Sobre Ontem à Noite está entre meus 5 favoritos...
Mas ando me especializando em mal entendidos, né? Eu disse que queria saber quanto tempo precisava ficar sem tomar os remédios prá poder beber e um cara apareceu nos coments sugerindo qual mistura dava um resultado mais doido!
Eu costumo etiquetar as pessoas sim, não me orgulho disso mas foda-se, convivo bem com isso. Quem não gosta de Máquina Mortífera, os dois primeiros Duro de Matar, alguns do Seagal até dão prá engolir e A Outra Face e Con Air são filmaços! Mas tenho certa reação com pessoas que só gostam de filmes de porrada, tiro e explosão...
E quanto a esquecer do que já fui, eu até gostaria de esquecer algumas coisas, sem pieguice!
Badas noite Badervino!
Minha lista de tipinhos abomináveis:
1- Gente que diz: "fulano é gay, mas é gente fina..."
2- Gente que ouve música axé, pagode, sertanejo ou funkpocotó
3- Gente que só gosta de filmes com muita porrada, tiro, explosões,o Van Damme ou o Steven Seagal
4- Gente que acha que quem fuma maconha é um drogado bandido, mas cheiram lança perfume atrás de trio elétrico ou em bailes de clubes metidos a besta (às vezes junto com os pais, que acham tudo normal)
5- Gente que usa bermuda de prega com camisa polo pra dentro, cinto e dockside sem meia.
Já notaram que provavelmente você conhece alguém que se enquadra nos 5 itens - e devem ser membros do PFL jovem, de quebra...
Vou instituir um troféu, que vai premiar indivíduos que conseguem ampliar a criatividade a níveis aceitáveis... em outras palavras, quero ver quem é capaz de me encontrar com a Laura e fazer algum comentário que não seja: "E os preparativos"? É isso ou então vou andar com uma camiseta escrito "get a life" e uma latinha de guaraná Antártica - por quê alguma coisa tem que ser original!
Sempre leio coisas nos blogs amigos que me dão vontade de escrever algum lance e agora estou incomodado com o expressivo número de pessoas pouco afeitas à leitura que adquiriu o livro A Casa das Sete Mulheres... nessas horas eu sempre penso numa colega de faculdade semi-energúmena que, depois de ler uma reportagem na Veja sobre Ulisses (Joyce), comprou o livro e disse que, mesmo não estando entendendo muita coisa, iria até o final!
Levo tão a sério minhas regras absurdas, que no ano passado eu não assisti Uma Mente Brilhante e aí o filme ganhou Oscar... a Laura quis ir de todo jeito, mas eu não admitia ser confundido com a massa ignara que vai a filmes só por quê ganham Oscar! Sei que deve ter cura prá isso, mas até gosto de algumas das minhas esquisitices.
E por falar em pessoas de blogs, achei engraçado quando o irmão da Laura, durante a corrida, falou:
- Porra, é a terceira vez que você pergunta em que posição o Villeneuve tá, qual é a encanação com o cara?
Vou ser redundante se disser mais uma vez que as pessoas são esquisitas, por isso vou dizer que o mundo é esquisito e nem por isso tal constatação significa algo ruim...
A Vi, do Alta Fidelidade foi uma das fontes de inspiração desse blog e me indicou, dentre outros livros, A História Secreta (Donna Tartt) e aí uma outra Vi* entrou nesse blog e gostou de uma seleção de discos que eu fiz pro carnaval e eu descobri que estávamos lendo o mesmo livro... e fiz um comantário qualquer sobre Guns que despertou uma certa fúria na Mi, que tem um blog massa pra caralho e já passou por aqui prá dizer que foi um mal entendido... tarde demais, pois descobri que ela tem uma banda que já gostei, mesmo sem ter ouvido nenhuma música, o site foi suficiente prá me convencer que elas dedvem ser boas (tá, confesso, as fotos das integrantes ajudaram, e daí?). E acho que foi desse meio aí que saiu a Anny, minha SoulMade impossível, depois que firmamos um pacto anti-ruffles por várias circunstâncias e condições...
Olha, sei que a maioria dessa galera mora em sampa e eu quero ser amigo de todas elas, quero varar madrugadas conversando com a consciência de não estar colocando meu casamento em risco, ouvir a banda delas e fazer com que leiam meu livro, enfim: parece que estou, finalmente, encontrando minha turma, fazendo contato com meus semelhantes...
Sem falar nos que eu já conheço, claro!
Meu endocrinologista, numas de me doutrinar disse que a gente é aquilo que come. Então eu sou aquilo que eu como? Pensei nas cebolas do Outback, na batata do Fifties com hamgurguer de Picanha, no temaki & Felipão do Koy, na feijoada da minha vó, NOS DOCES DA MINHA TIA (DOCE VENENO)... cheguei a seguinte conclusão: se eu sou aquilo que como, sou gostoso prá caralho, mas a longo prazo vou fazer mal prá saúde e terei que ser eliminado para que a pessoa possa ter uma vida saudável.
Boa conclusão, né?
Hoje em dia eu não sou nem um pouco gostoso, mas faço bem... sei não o que é melhor...
Li na Folha hoje e exultei com minha vingança próxima: vão relançar Pergunte ao Pó, do John Fante e aí esses donos de Sebo vão parar de dar risinhos na minha cara quando eu entrar nas lojas e perguntar se eles tem o livro... eu tenho uns lances engraçados com livros, pois o Carlos da Sensorial disse que poderia me emprestar esse livro, mas aí eu descobri que eu gosto de ler, mas gosto em igual intensidade de TER os livros... como eu disse: as pessoas são esquisitas!
A Laura trouxe da clínica dela um negócio de massagear as costas e tava fazendo em mim, que falei:
- Nó, que trem bão...
- O que você falou?
- Trem bão, por quê?
- Engraçado...
- Como engraçado, Lau, eu sou quase goiano, já deveria ter se acostumado!
- Mas você já não tava mais falando igual o Dhomini, achei engraçado isso... trem bão!
Sabem o que isso significa? Eu falava igual ao Dhomini!
E agora acho que é a Vi que vai ficar puta comigo... mas vou dizer o que penso do Schumacão!!! Ele é o maior de todos os tempos, sabe por quê? Veja bem: depois de muitas tentativas, a Williams conseguiu criar um carro "a prova de Mansell", aí o "Mala que vê Deus na curva" tanto deu chilique que foi contratado pela escuderia, dando uma das entrevistas mais anti-éticas de todos os tempos, ao dizer que correria na Williams de graça!
Aí o Alemão, a bordo da Benetton azeitada pelo "Todo-Poderoso Piquet" não perdeu uma corrida pro Senna até ocorrer a fatalidade... lembrem-se: numa Benetton! Alguém mais foi campeão dirigindo uma Benetton? Numa Mclaren até o Mika Hakkinen...
Bom, depois de dois títulos ele foi prá Ferrari, que o Mala dizia ser seu sonho competir nessa equipe... mas sabe o que é? Prá ganhar com uma Ferrari, não era só sentar e dirigir um carro prontinho, tinha que desenvolver todo um projeto e cadê cojones?
E depois de ages sem títulos, a Ferrari ganhou 3 seguidos com o Shumacão, que é penta e caminha soberano rumo ao Hexa! Certo, Jonas?
Ainda bem que a Vi é uma Lady e não se mete em discussões dessa natureza, mas prometo nunca mais voltar ao assunto!
Bom, Anny, pode ser que eu acabe destruindo tudo entre nós, mas eu preciso dizer: eu odeio o Kaká! O problema é que no mundo do esporte eu PRECISO ter alguém prá odiar, mas o pre requisito básico para a pessoa poder ser odiada por mim é que ele seja bom no que faz, mas BOM MESMO! O cara que eu mais odiei foi o Senna e ele era o ser perfeito: bom e mala! Aliás, bom pra caralho e mala duas vezes mais pra caralho!
Depois passei a odiar o Ronaldinho, desde aquele piripaque na Copa de 98, fiquei 4 anos detestando-o, tendo a certeza que ele ajudaria a afundar a seleção na última Copa, mas não preciso nem comentar, né? E aí eu pensei em odiar o RogérioCeni, mas apesar dele conseguir ser mais mala que o Senna e o Galvão Bueno juntos, ele é um goleiro fraquíssimo! Não tem graça odiar alguém assim (pela mesma razão parei de odiar o Leonardo, aquele lateral que gosta de abrir crânios alheios com cotoveladas covardes, apesar de ter um jeito tãããão dócil...).
Por falar em jeitinho dócil, o Kaká é perfeito para ser odiado por mim, pois ele é bom prá CARALHO!!!! Tudo bem que ele gosta de Sandy &e Júnior e sua mãe escolhe as roupas que ele vai vestir e quando apareceu pediu para grafarem o nome dele com "k"... ele é craque! E eu o odeio, muito!
Anny, você me perdoa?
Eu quero beber! Quero tomar cervejas, bem geladas! Não precisa ser Guiness nem Erdinger, nem aquela belga chique que o Hugh Grant bebe no final de Um Grande Garoto (e a Gwyneth Paltrow e o carinha que fez o George Best tomam num filminho legal que a Vi sabe o nome), uma que tem a tampinha legal e custa 14 reais a garrafa num empório metidíssimo a besta perto da minha casa. Não precisa, pode ser uma Skol Beats, que eu achei o maior barato o design da garrafa ou mesmo uma Bohemia...
O problema é que eu estou de regime! Tomando remédio! Sim, remédios que agem no meu cérebro e, dentre outras coisas, me fazem ficar algumas noites sem dormir (sei que essas quantidades industriais de café e Pepsi Twist Light contribuem para a falta de sono, não sou otário)!
Então, preciso saber o que aconteceria se eu misturasse álcool com esses comprimidinhos (alguém poderia, por favor, me dizer a diferença entre CÁPSULA, DRÁGEA E PÍLULA?), pois pretendo manter um certo controle sobre meus atos.
Quero ficar bêbado de um jeito legal, apenas a ponto de trocar Yodas por cervejas, talvez morder alguém... não, se eu chegar a ponto de morder alguém vou estar provavelmente tendo um surto psicótico, cujos próximos passos seriam ter medo de descer de um degrau de 3 centímetros e me maravilhar com prosaicos pés de amora...
Entenderam? Então traz uma cerveja, por favor!
A FORÇA está comigo! Duas cervejas por um Yoda me parece pouco, principalmente por quê esse meu Yoda tem raízes Celtas... ele não ri da minha ignorância e me explica, com toda a paciência, qual é a treta com as Irlandas. que agora eu sei que é assim: não tem Irlanda do Sul e, basicamente, os do Norte vivem numa boa com a Inglaterra. O resto não tem muita importância mas é sempre bom ter um Jedi por perto!
Eu disse nas sexta passada que iria escrever um livro sobre o Goiás E. C. e agora me deparo com uma coisa angustiante: não consigo escrever sem imaginar que estou sob uma fortíssima influência de Febre de Bola... da mesma forma que me sinto quando escrevo minhas "comédias românticas pop" e acho que está saindo muito parecido com o que o André Takeda escreve e não me sinto confortável com relação a isso. Principalmente depois que aquele cara grilou com minhas posições políticas (nem foi uma questão de posição política, foi só por quê eu não estava muito animado com a vitória do Lula e externei de forma equivocada num post) e me xingou de um monte coisa, inclusive que eu escrevo mal prá caralho e que copio modo e estilo dos outros... resolvi minha situação com esse cara, mas gostei quando minha amiga Melina comprou minha briga e chamou-o de "cara do pinto pequeno"...
Digressões a parte, acho que tudo se resume no seguinte: queria escrever como o Hornby e o Takeda, mas não quero copiá-los! Quem souber de um meio termo eficaz, a caixa de comentários está aí prá isso...
Ok, as pessoas são esquisitas... e uma das coisas que eu tento com bastante afinco é respeitar as esquisitices (ou idiossincrasias, que cabe melhor) de cada um, mas sempre admiro essas manias. Uma das maiores esquisitices que eu conheço é de um tio meu, que detesta o próprio aniversário e não atende os telefonemas de "parabéns", mas pede que a gente anote os recados de todo mundo que ligou. Um dos meus personagens favoritos em todos os tempos é o do Jack Nicholson em "Melhor Impossível" e a Laura acha que eu tenho potencial prá ficar igual. O Tim Maia não cantava em lugar que tinha garçom careca e essa é uma das maiores razões pelas quais desejo ardentemente ser um popstar: para poder ter minhas manias respeitadas, atendidas, comentadas! acho que é por isso que achei tão bacana quando o André falou das 500 toalhas brancas no prefácio do meu livro... putz, 500 toalhas brancas é a minha cara! O único problema são os anos-luz que me separam de ser um popstar!
Esse post aparentemente sem sentido é por quê eu não sei como meu amigo romeno lida com aniversários, mas de qualquer jeito, parabéns, Brother, me senti homenageado com o "plágio"!
Hoje é quinta, o dia da Vi, que anda disseminando Donna Tartt por aí, o que acabou gerando uma feliz coincidência entre alguns blogueiros, que estão lendo "A História Secreta" ao mesmo tempo. E como é o dia dela, mais que colocar meu All Star e minha camiseta verde do Belle and Sebastian, vou fazer uma pequena homenagem a ela, que parece gostar bastante de coisas provenientes da Irlanda. E a Irlanda me lembra... um seleção de futebol extremamente simpática, não só por quê joga de verde e branco, mas também por quê seus torcedores são o maior barato (o futebol deles é meio fraquinho e eles nunca ganham mesmo); me lembra o Roddy Doyle e seu livro O Furgão, que deu origem a um filme legal também, só que mais indicado a quem leu o livro; filme irlandês que eu gostei mais foi A Fortuna de Ned, engraçadíssimo! E meu livro irlandês favorito é O Retrato de Dorian Gray, que me lembra Retrato de um Artista quando Jovem, que eu tentei ler quando tinha uns 16 anos, achei complicado e meu pai me chamou de idiota pela 1.238 vez... a Irlanda me lembra U2, claro, sempre! Me lembra que foi de lá que saiu Gerge Best, uma espécie de proto-Edmundo que barbarizou (em todos os sentidos) no campo do Manchester United, sendo campeão da Europa em 68... a Irlanda me lembra a Laura, pois ela dançava Irish Step Dancing, foi até Joinville competir e eu, como bom namorado, gastei vários reais prá ir assistir The Lord of The Dance... claro, lembro da Paulinha, minha recém amiga blogueira, que passou uns tempos por lá e me lembra que eu preciso, urgentemente, de um gole de Guiness!
Diálogo telefônico com um velho conhecido:
- Alô, é o Randall-20?
- Sou eu sim, Randall-30, o quê que cê manda?
- Hoje é aniversário do Le Clerk, tá lembrando?
- Tou, claro... como é que ele tá, hein?
- Você não vai nem acreditar! Ele fez faculdade de engenharia em Boston...
- Aonde?
- Boston...
- Mas como?
- Não importa, ele era desencanado com escola, mas se deu bem, muito bem! Se formou, mora nos EUA, tem um empregão e da última vez que nos falamos ele disse que andou trabalhando na Hungria e no Japão...
- Caralho, que show!
- E você lembra de um gordinho que morava no prédio dele no Setor Bueno? Um meio embaladão, de pavio curto?
- Fabrício, né? Estuda com o Chewbacca?
- Esse mesmo! Tem uma banda de Rock, um selo, colocou Goiânia no mapa do rock e está saindo prá fazer uma turnê pelos Estados Unidos!
- É... tem um pessoal que sempre surpreende a gente, né? Viu, manda os parabéns pro Le Clerk, não só pelo aniversário... e se cuida!
Olha, apesar das prestativas ajudas na elaboração da lista de músicas para beijar, desencanei da idéia. É que eu, atualmente fã de música, por assim dizer, melancólica (leia-se Travis, Coldplay, Belle and Sebastian et alli), acho que música prá beijo tem que ter punch! Talvez por que estava com Smells Like Teen Spirit na cabeça, que é a música que eu acho mais perfeita para tal prática, talvez a música que mais me toca e eu tenho até 17 de maio prá convencer a Laura que dá prá entrar na festa ao som desse HINO! Por mais óbvio que possa parecer, viu Barry?
Se bem que eu começo a me lembrar que adoro beijar ao som de Smiths e punch não é lá o forte do Morrisey & Cia, assim como Echo and The Bunnymen (bem lembrado pela Kilt, mas eu prefiro Bring on the dancing horses)... sem falar que um dos mais memoráveis beijos meu e da Laura foi ao som de TOGETHER IN ELETRIC DREAMS, um pop bundão anos 80, se não me engano do Human League, dum filminho bem "a cara do Randall", de mesmo nome.
E assim, acho que o primeiro disco do Stone Roses, aquele da laranja, que graças ao Pescoço eu tenho (eu tinha herdado o bolachão dele, quando substituiu por CD), é perfeito para qualquer ocasião, inclusive...
"I only knew you for a while
i never saw your smile
till it was time to go
time to go away...
....................
Because the friendship that you gave
was tought me to be brave
no mater were i go i never find a better prize..."
E aqui vai um PS: é que, por razões que não vou perder tempo expondo aqui, essa música pop-bundona meio que faz parte da estória do meu início com a Laura...
Minha colega não-advogada postou uma Top Five de músicas perfeitas prá beijar... estou pensando numa e gostaria de receber sugestões de vocês, que tal? O problema é que estou pensando limitadamente em coisas recentes e vou acabar deixando músicas mais antigas de fora, cometendo imperdoáveis injustiças! Pelo que eu me lembro, Jah Works (Ben Harper) e Never There (Cake) sempre estiveram nas minhas listas de Foxy Songs...
E teve UMA coisa realmente legal na programação da TV, que foi aquela seleção de 500 clips da MTV... coisas como Jealous Guy, a versão dos Lemonheads para Mrs. Robinson, Mr Wendall, Heroes e Positive Bleeding, do Urge Overkill (e aí, Pescoço, tudo bem?) valeram a pena! Quem viu, diga quais foram as músicas que mais gostaram de rever!
AaaaaaaaHHHH! Sei que estou trabalhando num lugar legal, adorando o que eu faço e as pessoas que trabalham comigo, mas ninguém, em sã consciência diz que gosta de trabalhar na quarta feira de cinzas! Depois de 4 dias inteiros sem hora prá acordar, podendo ficar o tempo todo de bermuda e sem nada relacionado com compromisso, é foda entrar num terno e gravata... com uma puta dor de cabeça! Sem ter dormido bem à noite! E sem poder terminar "A História Secreta", que está num ponto verdadeiramente impossível de largar!
Então acabou, né? Já faz algum tempo que carnaval prá mim não tem muita cara de carnaval, desde 1999, quando eu, o Pescoço e o Chewbacca passamos em Goiás Velho, na casa do Pepê - que também não foi assim um lance tão carnavalesco, pois nós fomos muito pouco lá prá muvuca e ninguém pegou nada!
Um ano antes eu passei, como muitas outras pessoas também já devem ter passado algum dia, o pior carnaval da minha vida! Recém terminado um namoro legal, o último que doeu prá cacete, com o cruel ingrediente "splitiano" de ouvir a pessoa dizer "eu não te amo mais" e seguir a vida... sei que não foi muito esperto da minha parte ficar com uma menina que ela tinha ciúmes na terça de carnaval, menos de um mês depois do nosso término, mas antes disso eu sofri como nunca! Havia terminado a faculdade e não tinha um emprego me esperando; não sabia o que fazer da vida; estava solteiro e na fossa... e ainda aceito o convite da minha prima de ir com ela e duas amigas que eu não tinha a menor chance de ir prá Goiás Velho, pois diziam que lá o carnaval era muito bom!
Mas como um carnaval pode ser muito bom prá quem não gosta de carnaval? Aguentei aquela tortura até segunda cedo, depois nós voltamos prá Goiânia, onde eu vi minha EX entrando no cinema com uma galera diferente, composta por homens e mulheres, fiquei com uma pivete de 15 anos que dizia adorar teatro mas achava Shakespeare um caretão e na última noite, fiel as tradições goianienses, fui no carnaval do Jóquei onde, ao ficar com a tal menina já citada, fodi de vez meu namoro... tudo isso ao som de músicas que com certeza estarão num CD com a trilha s