Quando eu digo isso às pessoas as reações são as mais diversas possíveis e prá te falar a verdade ainda não sei o que a Laura vai pensar a respeito, mas estou pensando em chamar o coroa prá vir passar uns 10 dias aqui comigo. Sim, coroa é o meu pai, a pessoa com quem eu menos me dou bem na face da terra e que tem o Dom Ninjitsu-sensei-jedi de me irritar.
Mas é o meu pai e sei lá, sabe quando bate aquele cagaço de não saber quanto tempo ainda você vai ter pai e essas coisas mórbidas? Sei que ele vai ficar sozinho, mas eu tenho filmes e livros e ele pode fazer caminhada e dormir - além do quê, ele mora sozinho há tanto tempo! Sei que pode ser trágico, mas também pode ser bacana e querendo ou não, temos os nossos assuntos favoritos a serem abordados por mim...
- O Fidel matou muito mais que o Pinochet, não matou? E o Stalin? Deixou o Hitler no chinelo!
- Você não dizia que o lance era ser comunista, prá ser igual à Albânia, que era o maior barato?
- Se Cuba é tão legal, por quê toda hora tem neguinho querendo fugir? (o mesmo serve para a antiga Alemanha Oriental)
- O PT não era um partidinho de bosta, que nunca seria como o PC do B?
- Pai, eu sei que você votou no Fernando Henrique em 94!
Fora isso, gosto muito de pegar no pé das profecias dele ("Agora na Williams você vai ver, o Senna vai arrebentar!" ; "Depois desse Roland Garros o Guga não ganha mais nada!" ; "O Ronaldinho nunca mais joga bola na vida!"), mas dessa vez eu vou poupá-lo de traçar as enormes semelhanças entre o Lula e o FHC, tenho outro trunfo nas mãos... é que tudo o que se dizia contra a antiga União Soviética era tratado como "propaganda americana", mas depois que o muro e a cortina caíram, viram que as tais propagandas eram meio reais. Por isso, hoje em dia eu não me supreenderia se alguém revelasse bombasticamente que eles realmente comiam criancinhas! Penso num Globo Repórter, com o Chapelein mostrando aqueles campeões olímpicos e seus cafés da manhã: tenros bebezinhos ucranianos!
A Paulinha e a Kilt brincam com a minha não-nerdice, tanto é que eu nem fazia idéia do que seria um "IP". Pois isso é uma invenção fantástica, que possibilita identificar, dentre outras coisas, se algum imbecil resolver entrar no seu blog com um nome falso e te encher de ofensas babacas. Eu mesmo recebi poucas visitas desse tipo e os que fizeram não se furtaram à idetificação, mas uma amiga minha tem vários desses indesejados.
Ah, que coisa feia, Dona Giseldah... essas pessoas que inventam de colocar esse "H" desnecessário ao final do nome...
Algumas pessoas dizem gostar de ler meu blog, mas ultimamente, nada tem sido melhor que ler os COMENTÁRIOS deixados no meu blog! Confesso que algumas coisas me assustam, como por exemplo o José Otávio Dettman dizer que CONCORDA comigo e fala aqueles absurdos do Beckham que é o único cara que eu vislumbro uma possibilidade remota de ter algum tipo de coisa assim mais "Salve o Tricolor-Paulista, o campeão dos campeões". Tá, o Beckham, o Cantona e o Woody Allen , certo?
E o engraçado é ver um post que deveria ser sobre reminiscências gerar tantos comentários anais, mas fora o Giba, ainda bem que ficou claro que o Azamba não dá o cu.
Galera, CUACO é aquela pelezinha legal que liga o CU e o sACO, mas a Lu foi extremamente capciosa ao dizer que eu expliquei direitinho prá ela sobre o cuaco. Mas tudo bem, ela me falou que a cueta também dá uma liga legal se bem estimulada e disse até o nome técnico correto do lugar.
Mas nada supera o comment do meu amigo RC sobre o genro Trimalista do Chico Buarque pedindo "pro gol" numa partida de futebol de botão comigo (advirto que é mais fácil eu comer a Sandy e chupar o pau do Júnior usando uma camisa do *uh-hu São Paulo* do que essa partida acontecer):
"Mediante as variantes dessa tábua de madeira e feltro, e o posicionamento estético de meu Bahia na amplitude antropomórfica do campo de jogo, quero avisar que vou tentar, com este botão, representação semântico-sintática do craque Bobô, uma finalização para efetuar um tento"
Sem falar também, claro, de toda uma discussão socio-antropológica sobre Capricho e TAtu, que no final das contas gera o proveitoso resultado de cada vez mais e mais meninas se beijando entre si. Com o benéfico adicional de que ANA e Marina participam fervorosamente da discussão.
E caro Fábio, sua alegria é multiplicada em mim ao saber que o meu livro está nas suas mãos!!! Tomara que goste, thanx!!!
Agora, com vocês, as estrelas do blog: OS COMENTARISTAS!
Sabe aquela peça da Sutil? Bom, a Sutil é uma companhia de teatro mais que afudê que adaptou Alta Fidelidade e criou A Vida É Cheia de Som e Fúria, a melhor peça que eu já vi em todos os tempos... mas não é dessa peça que eu vou falar - nem da Nostalgia, que eu imperdoavelmente perdi e nunca vou me conformar com isso - e sim da última deles que passou aqui, uma do Cosmonauta russo e não sei o que lá. Que é mais ou menos, prá falar a verdade, mas tem um lance de memória que é muito bacana, um mini-monólogo com o excelente Guilherme Weber que valeu o ingresso, de qualquer forma.
E nessa de memória e seus tortuosos caminhos, eis que ontem, na Barra Funda, tava tocando uma música do Fábio Júnior. Sabe do que eu lembrei? O correto seria lembrar de colocar em prática algum plano de erradicação do lixo musical da face terrestre, mas me lembrei de um episódio ocorrido em Goiânia, há uns bons 4 anos atrás...
O meu primo brigou com o pai e entrou numas de sair de casa por algum motivo cretino que eu não me lembro (mas lembro que não foi cretino o suficiente para superar meus motivos cretinos nas "n" vezes em que saí de casa brigado com meu pai), mas dali uns 10 dias arregou e ligou pro pai perguntando se poderia voltar pra casa, ao que meu tio falou "claro que sim, foi você quem quis sair e tudo", mas claro, não deixou por isso mesmo: ligou prá mim e pro Pescoço e nós estávamos lá quando meu primo chegou com a malinha e o rabo entre as pernas. Mal meu tio abriu o portão prá ele e nós começamos a cantar:
"Pai, pode ser que daqui há algum tempo, haja tempo prá gente ser mais
muito mais que dois grandes amigos; PAI E FILHO talvez.
Pai, você foi meu herói, meu bandido!
Hoje é mais, muito mais que um amigo..."
E de vez em quando eu fico com saudade dessas coisas, como consequência de ter rompido tão subitamente os laços com a cidade, a família, os amigos... quando eu olho pra Laura, vejo que valeu a pena tudo o que eu fiz e o que deixei prá trás, mas a saudade dessas farrinhas, do meu povo, isso às vezes causa saudade e uma espécie de banzo, que deixa uma tristeza... mas não dura muito, é como diz o Azamba, "igual vontade de dar o cu, passa rapidinho".
No blog da ANA, que disputa com a Gaby o título de blog mais inteligentemente engraçado, eu li seus highlights da parada... e tem uma parte em que ela diz sobre duas meninas de uns 14 anos, de mãos dadas, querendo beijar outras meninas. Segundo a autora do blog, as meninas provavelmente se influenciaram com uma matéria da Capricho sobre as TAtu. Essa Capricho, hein? Quem diria...
Não sei até que ponto é legal criar esse tipo de influência em meninas nessa idade, nem sei até que ponto rola isso de ser lesbiquinha por que é cool. Mas sei que se eu tivesse uma filha de 14 anos, preferiria que ela seguisse como exemplo as TAtu, se a outra alternativa fosse a Sandy.
Talvez nem todo mundo saiba, mas o Scream & Yell ressuscitou (de uns tempos prá cá ando encanado com esse vocábulo, nunca sei se escrevi corretamente), e quem ainda não sabe, é um e-zine dos mais bacanas, com gente do calibre da Angélica e do Jonas mandando textos prá lá. Tem também uma seção de literatura com ótimas dicas prá quem acha que anda sem opções na hora de escolher o que ler.
E agora acabei de ler a resenha que o Marcelo Costa fez de 24 Hours Party People, que é um dos filmes mais bacanas que eu assisti, sem entrar no méirto de conceituar a obra ou algo nesse sentido. O filme diverte, isso basta! Mesmo assistindo fazendo breves interrupções prá contextualizar a Laura. Principalmente num momento estranho da minha vida em que não consigo me empolgar com Hary Potter, Senhor dos Anéis e Matrix (X-2 é do caralho, porém!).
E o lance de Deus aparecer para o Tony Wilson????
"Você acertou mais do que errou, mas deveria ter contratado os Smiths. Ah, e estava certo sobre o vocalista do Simply Red: ele é viado e a música dele é uma bosta!"
Vou dar o mesmo conselho do Marcelo: assista o filme! Aproveite que está em cartaz, colher de chá que eu não tive quando bateu o desespero de ver e adquiri uma cópia genérica na Sensorial.
Bom, o RC me instigou e mesmo correndo o risco de passar por mentiroso, vou contar o milagre e omitir o nome do santo, mas quem não teve um dia em que se arrependeu por não existir uma máquina fotográfica por perto? O meu dia foi lá pelos idos de 88, quando meu pai, cada vez mais PC do B, fez uns contatos aí junto com seus amigos simpatizantes do regime albanês e conseguiu que um puta megastar da MPB fizesse um show em Goiânia meio na faixa, pois o cara também era simpatizante (embora evite o assunto). Vai que depois do show a cúpula foi lá prá casa, inclusive O Cara, que viu minha mesa de botão e quis logo me desafiar prá uma partidinha! A timidez dele era lendária, mas prá falar de futebol o cara parecia uma matraca e como eu sou assim também, passamos uma boa meia hora esgrimando no meu Estrelão, eu com o meu Palmeiras imbatível e ele com um Fluminense que eu emprestei. Foi um jogo sem vencedores, sem provas concretas de que ocorreu realmente, a não ser na minha memória e na do meu pai, muito mais interessado numa gatinha de 19 anos do partido (que, por alguma razão incompreensível acabou dando prá ele e tomou café da manhã junto comigo no dia seguinte, usando só uma camiseta minha que meu pai pegou). A lembrança do peito dela por trás da minha camiseta branca me marcou muito mais que jogar botão com aquele Cantor/compositor. Prá mim, era mais difícil algm dia eu conseguir algo com uma menina daquela do que compor uma música que contivesse alguma palavra absurda, como, por exemplo PARALELEPÍPEDO!
Tudo isso surgiu por quê estou prestes a jogar botão com uma personalidade de novo, mas dessa vez eu terei uma máquina fotográfica a postos e esse cara que vai jogar comigo, além de ser um puta escritor e adorar futebol também, vai dar nome ao meu estádio! Inauguração em 17 de julho, estou pensando em vender ingressos!
Desde já eu quero deixar bem claro que vou falar de Pais e Filhos enquanto música da Legião Urbana, não esperem aqui uma densa explanação acerca de relacionamentos de pessoas com seus pais e vice-versa. Ou não, também, sei lá na verdade qual o propósito desse post, mas sei que ele parte da música, então vamos lá!
1- Todo mundo que lê esse blog com certa frequência sabe que eu cantei Pais e Filhos na minha festa de casamento. Não, eu não me orgulho disso, não acho que foi uma coisa legal (por várias razões, a principal é que eu não sei cantar) e se rolasse de voltar no tempo faria tudo para evitar que mico semelhante fosse cometido. Mas eu cantei e pronto, não há nada que eu possa fazer a respeito e foda-se! O máximo que pude fazer foi cortar essa parte da edição da minha fita de casamento, assim quem sabe um dia as pessoas não esquecem?
O que eu não compreendo é o espanto indignado da Laura, como se ela não entendesse o por que de tudo aquilo! Como ela não compreeendeu(?), era eu! Se ela namorasse sei lá, uma pessoa reservada e pacata, que não gosta de aparecer nem de tomar atitudes irreverentes - como por exemplo o Enéas (primo dela), o Du, o Pescoço, meu Tio São, o Neto e outras pessoas incrivelmente bacanas que eu conheço -, seria normal a supresa. Eu mesmo, se visse algumas dessas pessoas na sua festa de casamento pegando o microfone e cantando, iria imaginar que algo estava terrivelmente errado! Ou estavam sob forte efeito de substâncias estupefacientes, em meio a um surto psicótico ou tudo junto, mas teria certeza que a pessoa estava prá lá da TONGA DA MIRONGA DO KABULETÊ! Mas era eu, o Randall! O Randall, no dia do seu casamento, extravazando as emoções, algo totalmente compreensível, certo? E, infelizmente, sem as substâncias estupefacientes que eu queria...
2- Vocês já viram a letra de Pais e Filhos? Da segunda parte em diante, que foi a que eu cantei. Eu acho que é o maior mea culpa de todos os tempos! Desde a parte "você me diz que seus pais não lhe entendem, mas você não entende seus pais" até o grande "você culpa seus pais por tudo, isso é um absurdo", tudo prá mim parece uma forma de mostrar que você virou adulto e que, bom, meus pais são meus pais e olha só que legal, fiz uma música prá eles (no meu caso, estou cantando uma música prá eles)! Sem falar que tem a parte de "eu moro com a minha mãe, mas meu pai vem me visitar" e aquela "já morei em tanta casa que nem me lembro mais", que tem muito a ver comigo, principalmente a primeira, que me lembra uma parte legal da minha vida, com boas recordações do tempo em que eu esperava ansiosamente a sexta-feira pro coroa ir me buscar. Isso sem falar no refrão, né? "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã" e não precisa dizer mais nada!
Mas as pessoas, utilizando o método Urubulino de interpretação, vendo só o lado negativo das coisas, vieram me dizer que não era a hora de agredir minha mãe, que ainda bem que ela não ouviu, pois iria ficar chateada e tal. Perceberam? Ninguém entendeu o que eu queria com aquilo e como só restou uma cena ridícula de alguém que não sabe cantar ofendendo a mãe, então que caia no oblívio e fodam-se de novo!
3- Isso aqui é mais ou menos uma conclusão, mas não exatamente conclusiva, se é que vocês me entendem... é que eu quero ter filhos, ou pelo menos um filho; e eu queria ser um pai melhor do que o meu pai foi, assim como eu gostaria que a Laura seja uma mãe melhor que a minha. Mas o que eu quero mesmo, isso eu quero do fundo do meu coração, com todas as minhas forças, é que meu filho não seja como eu, ou seja, não se torne o que eu me tornei. Vou ajudar no que for possível, Ian, quando você vier!
Ultimamente tem sido foda blogar, pois o ato de blogar não se resume a postar e responder comments, tem-se também que ir nos blogs amigos, fazer comentários e meio que criar uma certa comunidade. Por isso, minha convicção está meio abalada desde que o vírus maldito devastou minha capacidade de abrir popups e por conseguinte, não abro mais caixas de comments... as minhas eu até tenho conseguido, graças à preciosa colaboração do Neo-amigo Paulo F., que me passa uns códigos legais.
Mas é triste não poder "falar" nos blogs da Angélica, da Kilt, da Mary Jo, Aninha, André, Sylvie e todos os outros tão amigos e queridos. Sem falar que atualmente eu fiquei meio bobo, a única coisa que me interessa é ir embora ao final do dia e ver a Laura, beijar a Laura, ficar em casa com ela... eu ia acabar transformando isso aqui num minhavidadecasado.blogger.com.br, relatando minha primeira refeição em casa ao som de Yankee Hotel Foxtrot e coisas assim!
E é bom que meu ímpeto esteja fraco, assim eu não expresso o que penso dos filhos da puta que estão fazendo greve no metrô. E só prá não dizer que sou REACIONÁRIO, penso em meios de punição inspirados em Fidel Castro, Trotsky e Stalin... mas a fissura de comentar sobe a níveis assustadores ao ler o Diário de Bordo da Paulinha, principalmente na parte em que ela sente vontade de gritar Randaaaaaaaaall ao passar pela rodoviária de Sorocaba!
E amanhã já prometi prá Lau que vou ensiná-la a jogar botão!
A Laura se diverte com a minha pretensão! E não é prá menos, olha só... eu arrumei nosso rack de TV e som todo estiloso e escolhi meus CDs favoritos prá caberem lá, bem como meus poucos DVDs e uns livros, assim, digamos, marcantes! Estão lá os Nick Hornbys, a coleção recente do Veríssimo, o Microservos (Douglas Coupland), Encontro Marcado (Fernando Sabino) e, entre O Apanhador no Campo de Centeio e o Clube dos Corações Solitários, eu encaixei, na maior audácia, o Além das Portas! Ficou engraçado, não vou negar, e dá uma sensação boa ver meu livro ali.
Alguém ainda está curioso acerca do que eu ganhei da Laura de aniversário/dia dos namorados (ambos com atraso)? Antes, eu gostaria de dizer que foi o melhor presente que eu já ganhei, não só pela coisa em si, mas pelo fato de que ela simplesmente aceitou meu lado lúdico exacerbado e se conformou resignada que escolheu prá marido um cara que parece relutar a condição de adulto. E selou tudo isso me dando UMA MESA OFICIAL DE FUTEBOL DE BOTÃO! Sim, pois eu havia dito que o quarto ocioso da nossa casa teria uma mesa de botão, mas achei que ela tinha aceitado só pra morrer o assunto, sabendo que um artigo desses estaria lá no final da cadeia de necessidades domésticas.
Mas ela comprou e eu voltei a ser criança por uns bons minutos, saboreando a emoção que muitos de vocês devem ter sentido no Natal, aquela certeza de que foi bonzinho e papai noel te deu o Playmobil que você queria ou aquele forte apache todo cheio de nove horas (às vezes eu esqueço que 80% das pessoas que lêem esse blog não devem saber o que é Forte Apache...)!
Aí eu comecei a escalar os times: o dos escritores contra o rock n roll, mas desencanei, nunca ia dar certo! Mas o nome do estádio eu não abro mão... o correto seria escolher o nome de algum jogador de futebol, mas se fosse levar em consideração meu comportamento quando era jogador, o estádio só poderia se chamar Almir Pernambuquinho, ou então algo como Anselmão, mas minnha idéia seria dar o nome de algum escritor que gostasse de futebol. De cara pensei no Nick Hornby, mas quis que fosse um escritor brasileiro e André Takeda não, pois corre o risco dele ir lá em casa algum dia e ficar tímido com a homenagem... Nelson Rodrigues me pareceu o ideal, mas José Roberto Torero também soa bem!
Ainda não decidi, só sei que estreei com derrota em casa (mais ¿em casa¿ do que isso seria impossível!), perdi de 3x2 pro Azamba, mas muito em breve penso em organizar um pequeno campeonato! E treinar, claro, treinar bastante para que coisas desse tipo não mais voltem a ocorrer.
E quem tiver uma boa sugestão de nome, estou aberto a elas!
Ontem foi realmente um dia histórico! Eu diria mais: foi um dia mágico, de verdade! Cheguei tarde em Manchester, ainda prá buscar algumas coisas na casa da mãe da Laura (tou adorando isso de "casa da mãe da Laura") e ajeitar coisas na nosa casa. Para espanto da Laura, eu fui capaz de instalar a TV, o DVD e o Som (INSTALAR consiste em ligar algumas tomadas e conectar cabinhos de áudio), e quando colocamos If You´re Feeling Sinister prá tocar foi verdadeiramente emocionante, a Laura dava pulinhos e eu me surpreendi com a minha própria capacidade de me encantar com certos eventos, por mais prosaicos que sejam!
Aí eu fiquei maravilhado com a nossa geladeira, que tem uma parada lá que você gira o gelo e ele cai, sem ter que tirar a forma e todo aquele processo! Tem também um lugar de onde sai água, mas parece que você tem que pôr água prá continuar saindo, mas esse é um pequeno defeito, até relevante.
Depois estreamos nosso DVD assistindo Nosso Tipo de Mulher, que milagrosamente apareceu à venda nas bancas, depois de uma incessante procura da minha parte prá rever esse filme (Jenifer Aniston e Cameron Diaz e Amanda Peet, basta dizer isso!), pegamos uma garrafa de tinto que sobrou do casamento e com uma peça de queijo que a Laura comprou comemoramos o primeiro dia dos namorados na nossa casa, com as nossas coisas e contemplando o início da realização de alguns sonhos, dentre tantos que existem!
Nem estou mais me importando com o fato de que meu presente só vem hoje, estou ainda tentando me acostumar com essas coisas que estou sentindo... é assim que a gente se sente quando está feliz então?
Lau, nem lembro mais o que é Corredor X ou Speed Racer!
E aí meus amigos gays me chamaram prá ir na Parada com a Laura, eles disseram que é o mó barato... e aí uma galera começa a me zoar, o que eu não consigo entender. Por que eu posso ir num jogo do Corinthians e torcer prá eles sem ser corintiano, por que não posso ir na Parada Gay sem ser gay?
Ê povinho... e eu nem tava assim com tanta vontade, mas agora eu grilei.
Dentre as várias coisas que me dão bode na maneira com que a imprensa cultural costuma tratar certos artistas da MPB, a que mais me irritava era esse lance de compararem a Marisa Monte com a Elis. Sim, eles pararam, mas também, depois que ela entrou numas de Tribalistas e ficou mais Carlinhos Brown do que nunca, isso deixou completamente de fazer sentido.
E agora, nas 20 Perguntas da Playboy, tá lá a filha dela... eu levo meio a sério isso da Elis, Chico, Tom e João Gilberto e sinceramente, não quero opinar nessa história de que ela canta muito parecido com a mãe (além da semelhança física quase chocante), isso é perigoso prá mim! Principalmente por que gente do calibre do Ricardo Freire disse que teve que segurar as lágrimas da primeira vez que viu a Maria Rita (que nome legal!) no palco! Eu ainda não estou preparado prá ouvir essa menina, já pensou se ela vem com algum clássico imortalizado pela mãe? E eu deixo de fora "Como Nossos Pais" e "O Bêbado e o Equilibrista", pode ser aquela do "band-aid no calcanhar", "Corsário" ou mesmo a lindíssima "nas asas da Pan Air"!
Meu tio costuma dizer que uma das maiores injustiças da música foi a Elis ter morrido antes do Tom compor Luiza, e eu ficava imaginando essa música com a Elis... acho que algo pode ser feito... alguém aí tem o telefone da Maria Rita?
Sabe aquelas noites que você não quer que termine? Laura na Funhouse comigo e um monte (mas um montão mesmo, como nunca se viu!) de gente bacana em volta, aniversários e despedidas (não me despedi oficialmente da Paulinha, deixei o lance tácito no ar), um Teenage Fanclub entre nós e depois da meia noite já era Dia dos Namorados!
Assim como hoje ainda é e daqui a pouco estarei enfim na minha Casa das Lâmpadas Penduradas! Comprei o presente da Laura que vai ser o mais simples e básico em todos os tempos e ela me disse que o meu tão sonhado e aguardado chega hoje! E vocês acreditam que ela contou prá Kilt o que é?
Ainda estou vibrando com o fato de uma namorada ter comprado meu livro pro namorado dela e queria ter feito pessoalmente uma dedicatória especial pra esse casal!
E assim, vamos fazer com que a quinta feira 12 nem faça com que a gente se lembre que amanhã é sexta feira 13!
Thanx às pessoas do post anterior e agora uma canção tudo a ver... por que é do Teenage, por que é a primeira do livro novo do Nick Hornby e por que desde o título resume tudo!
Your love is the place where I come from - Teenage Fanclub
"Your sadness don't lie
Your feelings can't hide
You always know why
But your reasons are sly
You never deny
What you feel inside
I
I Disappear when you're not here
In my life
I can't slip away when I see your face
I lose my confusion
Your Love Is The Place Where I Come From
When Im on my own Im lost in space
My freedoms a delusion
Your Love Is The Place Where I Come From
My sadness don't lie
My feelings can't hide
I Just can't deny
What I feel inside"
Eu pensei que fosse pretensão minha, ELA não ia perder o ocioso tempo dela falando de mim. De MIM, que sou o quê? Ninguém! Seria algo como os EUA atacando o Afeganistão, ela lá em cima e eu aqui embaixo, sendo ninguém. E eu não era um advogado, ainda sou um advogado. Não que me orgulhe disso, mas eu PRECISO trabalhar. Quanto a ser um escritorzinho, isso não me incomoda nem um pouco e não sou imbecil a ponto de obliterar a realidade: se eu fosse um escritorzão, não teria que bancar a publicação do meu livro, haveriam editoras me disputando a tapas, certo? Mas não venha falar mal do meu livrinho, não! Ele não é um livrinho qualquer escrito aí por acaso, é simplesmente a realização de um sonho! E eu tive que pagar por ele, foi um puta sacrifício e pago prestações e juros e o caralho até hoje, portanto, bem escrito ou não, uma bosta ou não, mais respeito com ele, tá?
A Marina Franco, aka Meg White, foi a prmeira a ver e me deu o toque pelo ICQ. Fiquei puto, depois triste e depois puto de novo, mas aí a Marina resumiu tudo em duas palavras: PAI RICO. Sim, tudo se resume a isso, se eu tivesse PAI RICO, também teria fugido horrorizado de qualquer faculdade que fizesse, iria querer distância de qualquer espécie de trabalho e claro, esconderia de todo mundo que tenho PAI RICO, senão deixa de fazer sentido tanta reclamação, né? Isso quer dizer que não tenho nada contra esse modo de vida, até compreendo e faria exatamente a MESMA coisa se estivesse no seu lugar. Só que vendo de fora, sendo outra a minha condição, o troço fica parecendo assim, algo como a pessoa fazer questão de beber o melhor e mais caro vinho, mas não numa taça de cristal e sim num penico, misturado às fezes e rodeado por putas e mendigos. Eu ainda acho que viver bêbado e rodeado de putas e mendigos não é cool, é triste... mas não adianta, tem gente que parece que comeu merda quente e saiu na chuva, quando era criança!
E um amigo meu deve estar rindo pela segunda vez e mandando ondas telepáticas prá mim com a seguinte mensagem ¿eu te avisei, eu te avisei¿...
Outro erro que eu cometi foi ter descoberto Fante e ter gostado... é uma espécie de feitiço contra o feiticeiro, o mesmo grilo que eu sinto quando um bando de pregos descobre alguma das minhas bandas favoritas por que entrou na trilha da novela das oito, eu descobri John Fante através do livro da Clarah Averbuck. Pessoas, parem de falar de Fante, ela é a dona do cara e emburra quando querem tomar um brinquedinho dela! Não se esqueçam como agem crianças que tem PAI RICO!
Sabe o que é mais doído nessa porra toda? A Paulinha gosta muito mais dela do que de mim...
(Essa é a deixa para a Paulinha entrar na caixa de comments e dizer: Randall, eu gosto MUITO mais de você! Se você não for a Paulinha, tá liberado prá escrever também, que eu tou precisando...)
Então quero ver todo mundo lá na Funhouse hoje! Oficialmente vai ser o lançamento da empresa de assessoria da Sylvie, a Detroit Rock City, com o Rick recebendo e o Lucio Ribeiro discotecando. Quer dizer, isso é o que diz a programação oficial, pois segundo a coluna do Cara, ele está em Ibiza... será que ele é onipresente? De qualquer forma, eu queria ver se a Paulinha tem mesmo cojones prá pedir pra ele "põe Bryan Adams, põe Goo Goo Dolls"... mas pode ser que nem a Paulinha esteja lá, sabia? Ela está pensando em faltar à sua própria festa de despedida, e assim corre o risco de ficar sem o Sonhos de Bunker Hill que eu estava pensando em dar prá ela.
Mas de qualquer forma, a programação paralela prevê também o aniversário da Angélica, menina fantástica dos cabelos ex-vermelhos e expert em cinema e música! Parabéns prá você, beijos serão dados pessoalmente!
E não é que a Laura finalmente vai aparecer na Funhouse? Sim, vocês verão que a Laura existe, não é uma criação da minha cabeça, estaremos fervendo com velhos (André, RC, Marina Franco, Kilt&Felippe) e novos (Paulo F.) amigos, com uma trilha sonora seguindo o bom e velho padrão de qualidade!
Todos lá, inclusive você, Paddy, deixa de viadagem!
Nos vemos mais tarde então e mais uma vez deixo registrados meus protestos por não conseguir abrir caixas de comments!
Aí você vai, casa, viaja pruma puta Lua de Mel numa das cidades mais afudê do mundo, volta e? E volta prum mundo onde as contas vencem, o trânsito é um caos, dinheiro sempre vai ser um problema, as pessoas abusam da capacidade de te decepcionar, sua amiga sensacional cisma de ir embora prá Santa Catarina e seus dois times resolvem que vão se encontrar no ano que vem... na SEGUNDA DIVISÃO!
Sei que você pode ter lido isso em outro lugar, mas nessa maré baixa eu me torno repetitivo mesmo, não consigo mais acessar caixas de comments depois que um vírus idiota fez estrago na empresa e ainda não estou morando na minha casa!!!!!! Minha casa que tá ficando tão linda (graças à Laura, loas a ela, somente a ela!), com sua parede vermelha, seu piso, o gesso no teto, a cozinha e as lâmpadas dependuradas no teto, pq a grana ainda não deu prás luminárias. Mas já me imagino na casa, o móvel da sala, o puff laranja, o som laranja, a TV... sabe como é olhar prum futuro que você nem sabe ainda se existe e acreditar que ali, nesse futuro que você nem sabe se existe, você vai ser feliz! Por que ninguém mais tem o direito de me deixar infeliz por mais tempo, sério!
É grande a posibilidade da gente se mudar exatamente no dia dos namorados, pruma casa sem box no banheiro e sem fogão, mas antecipo, com toda a certeza, que será o melhor dia dos namorados que eu já tive! Pelo menos a trilha sonora (o que realmente importa, sejamos francos!) vai ser do cacete, o que já é muito mais que um bom começo...
Por que não acontece uma coisa assim como a Laura umas 3 vezes por dia, todo dia?
Você conhece muitas pessoas sensacionais? Eu conheço poucas, pouquíssimas - sem contar aquelas que já deixaram de ser sensacionais e as que nunca foram mas eu achei que eram. Acho que hoje em dia não dá um time de Society o número de pessoas sensacionais que eu conheço.
E o que você me diz de conhecer uma pessoa sensacional DO NADA? Assim, do nada mesmo, do jeito que Einstein criou a teoria da relatividade e Deus criou o Universo, veja só: Deus e Einstein, o Universo e o caralho, mas eu estou dando essas dimensões exageradas e grandiosas por que eu conheci a Paulinha do nada!
De repente me entra no blog uma menina falando que não gostou de "A Vida é Cheia de Som e Fúria", a gente começa a falar de Nick Hornby e na primeira vez que fui na Funhouse nos encontramos lá.
Eu? De regime, sem beber e sem saber do que conversar... prá piorar, ela e a Marina ficaram horas conversando com O Cara Mais Idiota do Mundo e eu sobrei, sendo salvo pela Angélica, que conheci na mesmo noite com a (genuflexões, por favor) Dri.
De lá prá cá, soube que ela não gostou de mim de cara e nem sabe realmente se gosta, mas praticamente me ama... é uma pessoa que beija meninas prá mim, que me faz entender a Clarah, que me ensina sobre a Irlanda, que anda com um Yoda na bolsa e cede-o a mim por míseras Skols!
Ela adorou meu livro!
E agora cismou de ir embora... prá São Bento do Sul, SC...
Tudo bem, será o fim da banda, de agora em diante seremos apenas The Anselmos, vamos tentar superar.
No filme Dedé Mamata rola uma metáfora sobre uma estrela cadente e eu não vou escrever aqui por que é clichê demais e piegas demais, muito além da minha própria capacidade de ser clichê e piegas. Mas não dá prá não pensar numa estrela cadente... daquelas que você vê por poucos segundos e te realiza um desejo.
Você tá realizando os meus, Paddy... aqueles perdidos lá pelos meus 19 anos, a vontade de ser porra-louca e as escolhas que eu acabei fazendo... Você saiu de um livro do Fante, só penso em você quando leio "cheguei na cidade só com a minha mochila e 17 dólares"...
Até quarta! Eu, você, a Laura, a Angélica e quem quiser ver um aniversário e uma despedida.
Beijos Triplos!
"Eu era jovem, passando fome, bebendo e tentando ser escritor. Fazia a maior parte das minhas leituras na Biblioteca Pública de Los Angeles, no centro da cidade e nada do que eu lia tinha a ver comigo ou com as ruas ou com as pessoas que me cercavam. Parecia que todo mundo estava fazendo jogos de palavras, que aqueles que faziam jogos de palavras, que aqueles que não diziam quase nada eram considerados excelentes escritores. O que escreviam era uma mistura de sutileza, técnica e forma, e era lido, ensinado, ingerido e passado adiante.
Eu tirava livro após livro das estantes. Por que ninguém dizia algo? Por que ninguém gritava?
Então um dia puxei um livro e o abri, e lá estava. Fiquei parado de pé por um momento, lendo. Como um homem que encontrava ouro no lixão da cidade, levei o livro para uma mesa. As linhas rolavam facilmente através da página, havia um fluxo. Cada linha tinha sua própria energia e era seguida por outra como ela. A própria substância de cada linha dava uma forma à página, uma sensação de algo entalhado ali. E aqui, finalmente, estava um homem que não tinha medo da emoção. O humor e a dor entrelaçados a uma sobreba simplicidade. O começo daquele livro foi um milagre arrebatador prá mim.
Tomei o livro emprestado, levei-o ao meu quarto, subi à minha cama e o li, e sabia muito antes de terminar que aqui estava um homem que havia desenvolvido uma maneira peculiar de escrever."
Isso está na orelha escrita pelo Bukowski para o Pergunte ao Pó... e veio como uma luva na relação que eu costumo ter com os livros e em como ajo quando descubro algo nessa seara e como fico empolgado, querendo que todo mundo também leia o que eu estou lendo e sentindo as mesmas emoções. Dizem que a edição mais afudê foi traduzida pelo Leminski, mas parece que não houve acordo lá pelas bandas da Comarca da Eternidade, então veio desse jeito mesmo. As primeiras 10 páginas demonstram que o velho Charles não mentiu na orelha! Aliás, aqui também está um jovem tentando ser escritor, mesmo sem o lance cool de ser escória e beber e passar fome que algumas pessoas gostam de ostentar com certo orgulho.
Bom findie a todos!
Entao, a Laura tem um primo que mexe com teatro. Dizer assim "mexe com teatro" da uma errada ideia de que o cara eh mais um daqueles diletantes que fazem mil coisas, dentre outras, teatro. Nao eh o caso, ele eh um diretor conceituado e tem peças muito legais. Sem falar que no dia em que eu quiser matar meu tio, basta dizer que alguem encenou Macbeth tendo Nirvana como trilha sonora (e segundo a Laura, ficou sensacional, eu nao tive a sorte de ver)!
E hoje rolou o seguinte dialogo entre eu e minha esposa (nunca sei se deveria empregar entre mim e minha esposa):
- Hoje eh a estreia da peça do Ze, voce quer ir?
- Quero, claro!
- No teatro Augusta hoje, as nove horas, beleza?
- Beleza, como chama a peça?
- Naked Boys Singinng.
- Tá bom então...
Desliguei o telefone e fiquei pensando... NAKED BOYS singinng... poderia ser bem pior, algo como NAKED BOYS jogando capoeira ou qualquer coisa que o valha! Só sei que junto conosco vão minha sogra e duas tias da Laura, todas ali rondando os 60 e não sei como vão reagir aos rapazes pelados cantando.
Voces me perdoam pela falta de alguns sinais ortograficos nos posts futuros? Eh que meu teclado resolveu que tem vontade propria e nao quer mais saber de acentos e tils e tais; muito a contragosto eu consegui fazer com que ele aceitasse o cedilha e por enquanto vou dando-me por satisfeito.
Entao ta... vou parar de reclamar de quem nao me ligou e quem nao foi no casamento/aniversario-de-30anos, bem como parar com essa de mendigar presentes. Vivo num mundo legal, com pessoas legais e graças a algumas delas, mesmo sem grana eu consigo saber De Onde Vem a Calma, posso tambem Perguntar ao Po e ate começar, atraves de 31 cançoes, iniciar o processo de aprender a ler em ingles! Geraçao X e demais livros do Coupland, aqui vou eu!
A unica coisa que ainda me intriga eh o presente da Laura... ela ta me enrolando demais! Na vespera do casamento ela havia me dito que nao ia poder me dar o presente no dia, pois ainda nao ficara pronto, so na volta da lua de mel, o que tambem nao ocorreu. Semana passada ela disse que ia demorar mais uns 10 dias e assim tambem vai aumentando a expectativa.
O que sera? Uma milagrosa pilula pra virar gente? Uma camisa do Arsenal autografada pelo Nick Hornby? Uma traduçao do Geraçao X feita sob medida? Um milagroso metodo de como aprender a tocar guitarra em 10 dias? Vai me dizer que eh mentira, que a Paulinha nao vai embora porra nenhuma? Quem sabe o que eh disse que eu vou gostar pra caralho, o que sera?
Digam ai, o que voces acham que eh?
Qual o grau de credibilidade você acha que merece um escritor que até um ano atrás nem sabia o que era John Fante e Douglas Coupland? Não disse que ainda não tinha lido nada desses caras, mas que simplesmente nem sabia que eles existiam! Às vezes abuso do fato de ter uma cultura rasa (como dizem certas pessoas, com um pouco de razão, saber escalações futebolísticas de cor e ser invencível em Master e Perfil não fazem de você, necessariamente um cara culto), mas essas lacunas começaram a ser preenchidas quando eu assisti A Vida é Cheia de Som e Fúria pela primeira vez e Pergunte ao Pó entra na lista dos 5 melhores livros do "Rob Teatral".
No mesmo ano, acho, descobri o André Takeda através de uma reportagem no Folhateen e de lá caí na TXT Magazine, mandei alguns e-mails prá ele sem resposta e quando saiu seu livro, vi no prefácio do Lucio uma explícita referência a Douglas Coupland e achei que era só ir ali na Fnac ou na Cultura e comprar Geração X... por alguma razão, esse livro não foi traduzido para o português e por pura falta de vontade eu não sei ler em inglês.
Vai daí que eu me deparo com o Máquina de Pinball, da Clarah Averbuck, onde o nome "John Fante" aparece quase tanto quanto a palavra "porra" e aí eu me lembrei da peça, fui procurar o livro e nada também! Esse ano, por um preço salgado eu comprei Sonhos de Bunker Hill e estava esperando um possível lançamento de Pergunte ao Pó prá ler essa meio que sequência, pois me recusava a pagar os 70 paus que o carinha do Sebo pede pelo clássico.
Mas ontem, mal finalizei o livro do Dave Eggers e peguei o Sonhos de Bunker Hill, só largando no final e enfim compreendendo o Máquina de Pinball. Peguei de novo o livro da Clarah e no início lutei contra a já instalada reatividade "não gostei desse livro" e vi com novos olhos. Continua não sendo meu estilo favorito de literatura e está longe demais de ser um Fante, mas agora eu vi a razão de ser do lance enquanto coisa. Pô, a Paulinha gosta tanto, não poderia ser ruim como eu achava!
E aí hoje, icqueando com o Paulo, conversamos sobre Fante e ele me disse do lançamento de Pergunte ao Pó. Fui lá no Lucio e ele também menciona em sua coluna de hoje e essa porra de lançamento veio em pleno Ramadã consumista! Depois da Caixa do Salinger, os novos do Blur e do Los Hermanos, vem agora esse novo golpe contra meus ímpetos de entrar no site da Cultura e poder perguntar a vontade ao Pó...
Bem que os Sacrinalhas Canipantas que esqueceram meu aniversário poderiam se condoer da minha situação e brindar-me com tais prendas. Tudo bem, eu passo sem a maioria, mas pelo Ventura e o Pergunte ao Pó acho que o Giba consegue alegar um estado de necessidade facilmente. E pelo preço da lata de doce de leite devorada indevidamente eu comprava os dois!
O belo texto do André sobre o Los Hermanos mencionou bem de leve minhas tendências políticas. Eu chamaria de ausência de convicção política e postura aPT, o que muita gente não concorda. Na verdade eu deveria deixar o assunto totalmente de lado e só azucrinar meu pai com citações de Roberto Campos e tal, mas às vezes eu entro numas de cutucar.
O gozado é que a Aninha uma vez me disse ter ficado receosa que eu não fosse mais no blog dela depois que ela falou mal do Lula. Tão vendo? Acho que na verdade, como diz o Veríssimo e a mãe do Fred, eu sou assim meio PT.
E olha aí um texto do primeiro mês do meu blog, que não me deixa mentir:
Li no jornal que fazem dez anos do impeachment do Collor... podem rir a vontade, ms eu pintei a cara e fui prá rua em passeata! Meu pai ficou puto comigo quando eu disse que foi meio sem graça por quê não teve a menor repressão e ele quis fazer uma repressãozinha ao vivo...
Lembro que eu, o Billy e o Buchecha fomos prá passeata, no nosso primeiro ano como acadêmicos de direito... de cara pintada e cantando o hino da internacional socialista, quem diria!
O Billy é um baterista, tinha largado a faculdade prá fazer alguma coisa tipo Sociologia na Federal, mas antes d´eu ir embora de Goiânia o encontrei no Fórum - ele tinha voltado prá Faculdade de Direito e estagiava num escritório - pelo menos não estava de gravata, seria muito!
Eu hoje sou provavelmente o que meu pai chamaria - com certa razão - de reacionário. Nunca entendi direito o que isso quer dizer, mas sei que todos os caras que meu pai chamava de recionário se deram bem e ele, o comunistão esperto... bom, deixa prá lá.
O Buchecha, excelente goleiro com quem disputei posiçãpo no time da sala e na seleção do colégio, é juiz e, segundo me falaram, com uma certa maldade na voz, membro influente do PFL jovem.
MEU DEUS DO CÉU! Se alguém vier com "Como nossos pais" vai ver... ainda mais se for com o Belchior cantando!
Eu sei que o certo seria simplesmente dizer prá você pegar um Link e ir para o Argumento e lá você veria um site bacana e veria a Soundtracks, coluna semanal do meu amigo André, sempre com um texto bonito e diferente sobre música. Como diz sua esposa Sylvie, ele escreve releases que não parecem releases...
Mas eu não resisti. O texto dessa semana é bonito demais, daqueles de fazer um homem de 30 anos sentir orgulho de suas escolhas e decisões, procurar cada vez mais fazer as coisas certas e descobrir prá que servem os amigos.
Leia e me diga se eu não tenho motivo prá achar esse texto afudê total!
Nós que não sabemos ser mais viris
Randall é uma daquelas pessoas que não precisam de sobrenomes para serem lembradas. E não é apenas porque possui um nome diferente para um brasileiro. Mas, principalmente, porque é um cara tão expansivo e simpático que é capaz de ser o melhor amigo de nosso presidente Lula. E é bom que você saiba que Randall é uma das poucas pessoas que consegue assumir uma antipatia petista sem parecer reacionária. Está certo que muita gente acha que reacionário é pouco para defini-lo, mas acredito que esta interpretação é mais uma das conseqüências do problema crônico que nós humanos temos de não saber ouvir a opinião dos outros. Ainda mais quando o assunto é política.
Mas Randall, mesmo sendo mais um destes maníacos por rock que insistem em trombar na minha vida, guardava outra surpresa para nós jovens que nos achamos cools com as nossas atitudes supostamente engajadas, os nossos discos da última banda da moda em Londres e as nossas festas no circuito alternativo de São Paulo. Ele decidiu casar na igreja, com direito a padrinhos, daminhas e festa em buffet. O mais engraçado é que todos os seus amigos de All-Star acharam a idéia sensacional. E quase tiveram uma crise quando a noiva ameaçou cancelar o casamento.
Você tem idéia do que isso significa? Isso se chama talento. Afinal, é preciso muito carisma e sedução para fazer um petista tolerar um cara que simplesmente destrói com a maior festa da democracia brasileira de todos os tempos. E não é qualquer um que fala em casamento na igreja para um fã de White Stripes e não é visto como um careta.
A verdade é que somente com gente assim, que age como um verdadeiro divisor de águas, que a gente cresce. Além do mais, ouvir sempre as mesmas opiniões é muito chato.
E muito chato estava o rock brasileiro que toca nas FMs, tem clips na MTV e está nas capas de revistas e jornais (porque fora do esquemão existem dezenas de ótimas bandas). Até que chegou o Los Hermanos para sacudir tudo, mostrar um jeito novo de ver as coisas, enfim, fazer a gente amadurecer um pouco. E depois de ouvir ¿Ventura¿, o novo álbum deste quarteto carioca, não restaram mais dúvidas. Sim, o Los Hermanos é o Randall do rock nacional.
Pronto. Agora lá vem você dizendo que sou louco. Não, não sou. É simples: o Los Hermanos está cada vez mais próximo da MPB, apesar de ainda ter muita pegada rock em suas canções. E, mesmo assim, a banda consegue ser unanimidade até mesmo entre aqueles ouvintes radicais que não aceitam nada que não venha da Inglaterra, dos Estados Unidos ou da Suécia. No entanto, o mais surpreendente é que, quando coloca Los Hermanos no aparelho de som, todo mundo tem coração. O cara pode achar Coldplay e Travis romântico demais, mas as letras apaixonadas de Marcelo Camelo e de Rodrigo Amarante ele canta junto, de olhos fechados e com as mãos no peito. Ou seja, Los Hermanos é um divisor de águas. É tolerância em forma de música. É, acima de tudo, uma bomba cirúrgica contra a chatice.
Ah, sim, você deve estar achando pela vigésima vez que estou exagerando. Então, ouça apenas ¿De Onde Vem a Calma¿, a música que encerra ¿Ventura¿. Em simples versos sobre uma melodia nada roqueira, porém casada com belas guitarras e um piano ao fundo, o Los Hermanos sem querer produziu um hino em defesa da sensibilidade masculina. Hilário? Nem um pouco. Como o meu amigo Randall, o que não falta à banda é carisma e sedução. E também possui coragem para ir na contramão do pensamento coletivo ao admitir que não sabe ser mais viril para no final declarar que será ¿coroado rei de mim¿. O que um simples mortal como eu faz em uma hora dessas? Só pode concordar e coroar o Los Hermanos como a melhor banda brasileira da atualidade.
Mas o grande trunfo de ¿De Onde Vem a Calma¿ são os seus últimos 90 segundos. O solo de teclado que invade as caixas de som, acompanhado de guitarras e bateria que crescem, é um dos momentos mais bonitos, emocionantes e tocantes da história da música brasileira. E juro que dessa vez não estou exagerando. Dá até vontade de acender um isqueiro enquanto você escuta. O que me faz lembrar novamente de Randall. Infelizmente não puder ir ao seu casamento, mas, cheio de felicidade, ele me disse que ver a sua Laura entrando na Igreja foi o momento mais bonito, emocionante e tocante de sua vida. Algo assim só pessoas de corações gigantes podem nos proporcionar. Estão aí o Randall e os guris do Los Hermanos que não me deixam mentir.
E os momentos emocionantes, bonitos e tocantes não param de acontecer!
Febre Alta é uma singela homenagem ao escritor inglês Nick
Hornby, autor de FEBRE de Bola e ALTA Fidelidade, dentre
outros.
Randall fez 30 anos, e depois de uma curta temporada em São Paulo,
casou e mudou-se para Sorocaba, que insiste em chamar de Manchester.
Hoje, voltou para São Paulo e vai à pé para o trabalho. Ainda é advogado
e quer ser escritor quando crescer.
Randall escreveu Além das Portas, Clichê de Verão, e Não Cai do Céu, Daniel.
Atualmente, tenta finalizar
seu quarto romance, Pizza Fria.
Randall acredita: em John Lennon, que o primeiro dos Stone Roses
é o melhor disco de todos os tempos, que é meio Jedi e que sua vida
está sendo escrita pelo Nick Hornby.
Randall ouve: de Los Hermanos a Belle and Sebastian, e todas as
variações permitidas em lei.