Eu sou um cara bastante compreensivo! Tanto que consigo entender a pessoa mais complexa que eu conheço, aka eu mesmo, que apesar de ter uns 10 livros esperando na fila dos "não lidos" (sabe-se lá Deus por que "comprados"), resolve reler, do nada, "Como Ser Legal". Em português mesmo, pra desespero da Paulinha...
Consigo entender também o meu vizinho de coluna no site da Zero. Tá certo que ao falar de bandas novas, obscuras ou sei lá o quê, ele poderia ter mais o que fazer além de discorrer em tom de escárnio acerca do que vestem e o que passam nos olhos as meninas da simpática banda The Hugh Grants Neurotic Mother in Law . COmpreendo por que ele só pode ter algum problema pessoal com alguma das meninas da banda, ou com todas as meninas de uma forma bem mais ampla, deve ser isso! E claro, minha indiegnação também parte do fato de ser a banda da minha baixista favorita, que foi bastante feliz na seleção de músicas sexta feira na Torre.
Compreendo até uma roda de rapazes - também na Torre - cantando bem alto Grandola, Vila Morena, dá pra entender, NÃO SUBESTIME O PODER REVITALIZANTE DOS PSICOTRÓPICOS!
Ainda sobre a Torre, não dá pra entender, de jeito nenhum, a reação das pessoas quando começou a tocar You Give Love a Bad Name (sim, tocou Bon Jovi!)... os indies foram com seus All Stars, suas franjas e camisetas sobrepostas pra pista, aos gritinhos, fervendo horrores! Eu tentei detectar alguma auto-ironia no lance, mas parecia empolgação mesmo!
Será que alguém consegue me explicar?
A Bia me cutucou e o Fábio Mendes aproveitou, se bem que a Laura é quem mais se diverte com meu passado negro em termos de preferências musicais, mas o fato tá meio confuso. Do jeito que falam às vezes, parece que eu era um habitué de VIsconde de Mauá e São Tomé das Letras que de repente acordou pro rock, o que não é verdade.
Eu cresci ouvindo MPB e Bossa Nova, essas músicas me marcaram e tudo, mas logo na primeira vez que eu vi a Blitz no Chacrinha, meus ouvidos sentiram o cheiro do novo no ar (sim, meus ouvidos tem olfato, qual o problema?) e tive a sorte de, digamos, crescer com o Rock Nacional (vide "Leituras para Acampamentos, Highways e Lugar Nenhum" Editora Naty), o que acabou me conduzindo, inevitavelmente, para o Rock de verdade. Mas eu ainda guardava resquícios do meu gosto pela MPB, eu era mais eclético, frequentava vários círculos, etc...
Ao mesmo tempo, era roadie do Pescoço, que apesar de "amarrar" as coisas novas, sempre aplicava altos sonzêras e uma hora isso acabou preponderando, talvez desde o dia em que eu ouvi Smells Like Teen Spirit pela primeira vez. Quem me conhece de longa data, sabe que eu sempre fui xiita com relação ao Trio Desgraça Axé-Pagode-Sertanejo, apenas aumentei meio raio de ação com o tempo.
Eu acho que não dá pra GOSTAR de música sem ter um estilo. Ou você se importa ou ouve o que toca na rádio, nas trilhas de novela da Globo (eu já contei que dentre os vinis da casa da Laura tem DUAS cópias da trilha de Top Model Internacional) nas casas noturnas da moda etc... aí você vai achar que o Pearl Jam se resume a Last Kiss e que uma das melhores músicas da Legião Urbana na verdade é do Menudo. Então, não dá pra gostar de rock e MPB, simplesmente não dá tempo! É como ser um Judeu meio Muçulmano, não dá! Ainda gosto de Bossa Nova, mas nunca escuto! Adoro Chico, mas não tenho nenhum disco dele, minha praia é outra, essa é a realidade.
E nessa toada, resolvi tomar coragem e eleger também os meus 20 Discos Bombásticos, pedindo desculpas antecipadas pelas obviedades, vamos lá (mandei um e-mail pro Pescoço perguntando os 20 Bombásticos dele, acho que haverão semelhanças):
1- Nevermind - Nirvana
2- The Stone Roses - Stone Roses
3- Green - REM
4- Doolitle - Pixies
5- Low/Life - New Order
6- As Quatro Estações - Legião Urbana
7- The Queen is Dead - The Smiths
8- Darklands - Jesus and Mary Chain
9- Weezer (azul) - Weezer
10- A Revolta dos Dândis - Engenheiros do Hawaii
11- Big Red Letter Day - Buffalo Tom
12- Coper Blue - Sugar
13- Vivendo e não Aprendendo - Ira
14- Invisible Band - Travis
15- If You´re Feeling Sinister - Belle and Sebastian
16- Parachutes - Coldplay
17- Dois - Legião Urbana
18- Staring at The Sea - The Cure
19- Ten - Pearl Jam
20- Pinkerton - Weezer.
Sei com absoluta certeza que esqueci algo, mas posso mudar depois, em todo o caso.
Ao contrário do Caê e do seu neo-parceiro do momento Jorge Mautner, EU PEÇO DESCULPAS! E não só quando estou errado não, pois já houveram vezes em que eu achei que tava certo, mas dentro das circustâncias fui entendido mal e pedi desculpas, pelo bem geral da nação. A Laura não pede nem fudendo, parece que é algo totalmente contra seus princípios ou proibido por alguma religião obscura que eu desconheço, mas ela diz que ao pedir desculpas, você está simplesmente liberado prá fazer cagada de novo, então ela não pede, mas EU PEÇO.
Só que nesse caso particular eu não vou pedir não... é, não vou! Primeiro, por que não chamei ninguém de cretino ou de qualquer outra coisa e quem quiser se deter mais sobre a exegese do texto, verá que a minha intenção foi falar de como uma situação em que eu e o Giba nos comportamos de forma parecida dava uma idéia de que somos figuras compatíveis. Mencionei que o MOTIVO da briga foi cretino talvez pra justificar minha inércia, como se o motivo fosse relevante eu teria me mexido - embora eu duvide muito, pois em matéria de briga eu sou realmente um BUNDÃO!
Fora isso, quem quer que possa se sentir grilado com o negócio tem idade e intimidade suficiente pra chegar em mim e dizer:
- Randall, que merda foi aquela que você escreveu, seu viado? Eu daria a minha explicação como estou dando agora, se a pessoa aceitasse muito bem, se não, foda-se! Uma das coisas que advém dos seus atos é a consequência, então... o lance é que eu me importo com as pessoas da minha convivência e não me dou ao luxo de sair largando-as pelo caminho, pode fazer falta depois, nem que seja pra discutir quem era o goleiro do Corinthians na final contra o Santos em 84.
Mas tudo bem... se quiser ficar magoado e não falar mais comigo além do mínimo diplomaticamente necessário, tudo bem. Só que depois não venha com história de que "ah, a gente era amigo, parou de se falar, não sei o que aconteceu..."
Vistos, etc...
E quando te dá assim, aquela súbita vontade de ouvir o disco amarelo dos Engenheiros do Hawaii? Por que? E aí você começa com a Revolta dos Dândis I, passa por Terra de Gigantes e mal acaba Infinita Highway, você sente saudades dos seus 16 anos e conclui que esse é um discão!
Eu não sou você, também não sou cerveja e leio o Lucio Ribeiro, mas será que você acha que o que você faz é certo?
Sabe esses coisas que te conquistam de cara? Você bate o olho e quer ter? Não estou nem falando dos discos solo do Evan Dando e do Ian Mcullough, que eu resisti bravamente, assim como ao livro Uma Casa no Fim do Mundo, enfaticamente indicado pelo André, que nunca erra! Toda essa farrinha me custaria algo em torno de 80 reais e eu consegui dizer não! Assim sobra grana prá poder fazer umas coisinhas em casa que tão faltando... se isso não for sintoma de chegada da idade, digam-me o que é!
Foda mesmo foi não comprar o novo Dandy Warhols, mesmo com o Pescoço e o Júnior votando contra, dei uma ouvida rápida e achei do caralho! Mas como tem show do Coldplay à vista, confirmadaço, todos os esforços economísticos devem ser envidados!
Mas quando você tem amigos talentosos, pode se maravilhar sem gastar um tostão, como foi o caso do 10 Canções de Amor, do meu recém-amigo Paulo F - futuro agente, sócio numa editora indie e, se resolver aparecer, parceiro na balada de logo mais. O livro é daqueles que te prende e te coloca na pele do personagem como nos livros que eu curto. Sem entrar no mérito da qualidade, provoca a mesma sensação que eu senti com o Clube dos Corações Solitários e Febre de Bola!
O Paulo é tão gente fina que está dando seu livro AQUI, desde que você mande um e-mail ou algo assim. Ontem eu perdi meu fretado pra ver se terminava logo, não deu e se hoje chegar meio atrasado na festa da Zero, será por uma boa causa!
10 Canções de Amor, nem curto algumas músicas, mas o texto compensa!
Pelo visto, o Lucio compartilha a mesma aflição que eu com relação aos critérios de escolha das nossas rádios, olha só:
"Pensei: o Urge Overkill, grosso modo, é uma banda de Chicago surgida nos anos 80, fez um certo sucesso no começo dos anos 80, pegando carona no vapor grunge.
Lançou um álbum de certa repercussão na época, o "Saturation", mas logo foi esquecido. A banda nem existe mais.
"Girl You'll Be a Woman Soon" nem em álbum está. É um lado B de um EP. A música nem é do Urge Overkill. Os caras fizeram uma cover do Neil Diamond.
Acontece que o cineasta bamba Quentin Tarantino pegou a música em 1995 e botou no megasucesso "Pulp Fiction".
E até hoje a música é, também, megasucesso nas rádios brasileiras. E, até onde o satélite desta coluna pode alcançar, só nas rádios brasileiras.
Você pensa o motivo: a banda não existe, a música é velha, não movimenta mercado algum, não pertence a nenhuma cena atual, o fã-clube brasileiro do Urge Overkill (?) não deve ser assim tão atuante, a gravadora que detém a marca Urge Overkill (?) não deve "pressionar", a canção não está em novela, "Pulp Fiction" há muito não está em cartaz.
Mas Urge Overkill e "Girl.." estão bem vivos nas rádios rock brasileira.
Intrigada com esse enigma intransponível e assustador, a Popload procurou os programadores/diretores artísticos da Brasil 2000 FM, 89 FM e Rádio Mix, as três rádios rock de São Paulo, para fazer a simples pergunta: por quê?
Esta coluna, romântica, não quer acreditar no que prega André Midani em entrevistas e palestras. Midani foi um dos principais executivos da indústria fonográfica nacional dos anos 60 aos 90.
Para ele, música velha de banda que não repercute e sem gravadora é colocada na programação para ocupar buraco destinado às músicas que são escaladas para tocar mediante pagamento de jabá. Não tem jabá, então não toca uma música nova. Bota uma dessas canções antigas quaisquer."
Eu só acho que o Urge Overkill é da década de 90... esse disco citado aí pode provocar saudades no Pescoço também, do tanto que nós esperamos ele chegar na Paulistinha do Bougainville. Além de Positive Bleeding, tinha também Dropout que eu achava do caralho! Hoje eu vou ouvir Urge Overkill, mas não essa do Pulp Fiction, claro, senão perco a pose!
Sei que depois das minhas declarações sobre o Beckham pode ficar perigoso eu falar o quanto ando realmente curtindo o Mauro Rasi, mas pelo menos ainda acho que tenho benefício da dúvida - se eu fosse São *ai meus sais* Paulino, poderia esquecer!
Mas o cara às vezes pega pesado com o sarcasmo... tudo bem que a Sara Brightman é uma BOSTA com "B" maiúsculo, e que a verdadeira função social de "O Fantasma da Ópera" é conceder à algumas peruas cafonas e nouveau riché do Brasil o direito de dizerem que gostam de coisas ligadas a cultura e a-do-ram teatro, mas daí a chamar a moça de Celine Dion dos musicais é ofensa demais! Tudo bem que foi depois que a Hebe disse que ela era A MAIOR CANTORA DA INGLATERRA, mas não precisava ofender a honra da tal Sara...
Mas chamar a Rosinha Garotinho de Evita de Campos, apesar de lhe render um processo, foi genial! É como eu digo: com tantos Tribalistas, Caetanos e novos baianos prá morrer, vão uns caras geniais como ele, é foda!
A Anninha voltou com o seu blog, isso em si já pode ser considerado uma boa notícia!
Mas ela, por alguma razão, não usa a caixa de comments, e sim minha caixa de e-mails para expressar suas opiniões, mas como essa ela me ameaçou caso eu não mostrasse à Laura, vou dar toda a publicidade possível, vamos lá:
"Laura,
Bom, apesar de só ter te encontrado uma vez na vida voce sempre teve minha admiração, já que aguenta o Duda...
Mas depois de ter feito ele comprar os sucrilhos coloridos voce é minha ídala!
MESTRA
Anninha
PS: Sim, Duda querido, ainda sou sua amiga e voce mora no meu coração!"
Eu sei disso, Anninha! E afirmo com muito orgulho - mas me corrija se eu estiver errado - que você é uma das minhas 5 maiores fãs "enquanto escritor"!
E sim, a grana vai dar pra ver o Coldplay! FORÇA!
As mulheres SABEM nos manipular, simplesmente tem a manha! Eu queria por que queria aquelas xícaras gigantes que eles usam no Friends (xicronas é o nome técnico correto e daqui prá frente o que será utilizado), mas a Laura era contra, o que acabou dando em nada, pois comprei do mesmo jeito, apesar dos protestos e ameaças - não ainda não chegamos àquele ponto das ameaças vis entre os casais!
E outro dia ela queria como se sua vida dependesse disso um sucrilhos colorido idiota e caro pra caralho, ao que eu estava sendo contra. Bastou ela falar:"a gente aproveita e estréia as xicronas que você comprou" que eu peguei rapidamente a caixa de sucrilhos. No caixa, me senti como nos quadrinhos, quando surge uma nuvem com orelhas de burro acima da sua cabeça, mas no final tudo bem, os sucrilhos eram realmente gostosos e as xicronas são apropriadíssimas para tal refeição!
Parabéns, cara! E permita que eu sinta, talvez pela última vez, uma felicidade e orgulho vicários pela conquista e pelo que ela representa como um todo prá mim! Se da primeira vez senti como meu pai se sentiu ao ver os astronautas pisando a Lua, dessa vez o sentimento é muito maior! De alguém que eu conheço fazendo as coisas que eu sonho: um gol no Fla-Flu, tocando guitarra, fazendo curvas fechadas a 120 por hora no Match 5 com o Rogério Ceni e o Kaká no porta malas...
É você, e não eu, mas ao menos um pouquinho da emoção eu estou sentindo também, e o fruto de tudo isso muito em breve vai estar na minha estante, fazendo companhia aos irmãos que já o aguardam ansiosamente!
A F U D Ê
Gosto do Mauro Rasi! Não tanto quanto gosto do Veríssimo, que aí já é demais, mas gosto mais do Rasi que do Mário Prata,. por exemplo. Eu diria que ele é uma espécie de ponte entre o Veríssimo e o Prata, mas como não liga nada a lugar nenhum em se tratando dos dois escritores acima, meu comentário foi um tanto imbecil, mas se você quiser uma leitura beeeeem divertida e sarcástica, a coletânea de contos do dramaturgo carioca recém-falecido é uma ótima pedida! Principalmente se você passa boas horas do seu dia usando meios de trasnporte coletivos.
Esse negócio de ficar sem comments realmente anda me prejudicando e muito! Eu quase passo despercebido por um início de discussão de alto nível que se iniciou na caixa do posts com o texto do Daniel Aurélio, com a ilustre presença do próprio, que, humildemente, limitou aos aspectos futebolísticos sua tese sobre a Iugoslávia de 90. Sim, pois é uma tese profunda, que vai de Wittgenstein a Adorno, passando por Hegel e Spinoza, com uma pitadinha de Kierkegaard (posso não saber escrever o nome, mas graças a uma amiga norueguesa eu sei pronunciar. E mesmo sabendo que meu pai não lê o blog, apresso-me em afirmar que sei que o Kierkegaard não é norueguês).
É uma tese complexa, enfim, mas nem todos entenderiam... volte sempre, Doutor honoris causa da cultura pop!
Antigamente, muito mais pra concordar com meu tio que por qualqer outro motivo, eu achava que a maior perversidade cometida na história do cinema tinha sido o Tom Hanks fechar a ludjinha da Meg Ryan em Mensagem pra Você. Porém, depois de ontem, nada me parecerá mais perverso, vil, calhorda, torpe, bovino, do que a Meryl Streep ter abandonado o filhinho em Kramer Vs Kramer. Um menino loirinho, lindo (e parecido comigo naquela idade - sim, eu já fui um menino loirinho e lindo, tá?) e ela larga por causa daqueles papinhos furados de sempre: "falta diálogo", "estou infeliz", "preciso me encontrar" ou qualquer coisa que o valha!
Bom, antes que eu prossiga, gostaria de registrar minha repulsa profissional a dois tipos de coisa: papinho de mulher em ação de divórcio e de reclamante em ação trabalhista. Pronto, falei! E antes que alguém tema que meu próximo passo seja sair marchando e berrando "Ein Volks, Ein Reich, Ein Fuhrer", eu sei que existem exceções, como em todo e qualquer caso.
Olhando assim, de cara, eu acho que eu e a Laura somos o único casal realmente casado (com as bençãos do senhor e tudo) que eu conheço com pais divorciados. Sobre os pais dela não tem muito o que falar, são pessoas normais que aparentemente não deram certo, mas meus pais são um caso para a ciência! Talvez o terceiro segredo de Fátima seja "o que meus pais tinham na cabeça quando resolveram se casar e pôr um filho no mundo?". Eles se casaram duas vezes, mas ambas deram errado... a segunda da minha mãe foi com um cara melhor que meu pai, e de acordo com aquele lance do Mendel com as ervilhas, o filho deles é mehor que eu. Meu pai também se casou com alguém mais massa que a minha mãe, mas tão massa que teve a sábia decisão de não ter um filho com ele (segundo ela, a decisão foi tomada num dia em que ela viu o "carinho" com que meu pai me tratou quando eu disse que gostava mais de rock que de Bossa Nova, aos 11 anos). Minha mãe agora dá palestras e seminários nos encontros familiares acerca do seu medo de que eu me torne em algo igual ao meu pai, mas será que ela se tocou que se eu me transformar em algo parecido com ela também não vai ser legal? Nem tão místico-freak-esotérico assim, claro...
E assim, acho que o meu casamento com a Laura é o autêntico caso onde A ESPERANÇA SUPEROU A EXPERIÊNCIA!
O que fazer se você vai dormir com um pouco de dor de cabeça, acorda com muita dor de cabeça e passa a maior parte da manhã de segunda feira tendo a sensação que vai morrer? Escrever no blog é uma tarefa inglória, mas pelo menos a coluna tem que ser feita... será que ficou à meia boca? Veja lá e me diga, o dito cujo endereço fica AQUI No sábado fomos assistir a banda da Ju, a Whatever... o lugar merece 10 pela nobre intenção e zero pelo som terrível, mas mesmo assim eu fiquei com uma boa impressão da banda! Desafiando os limites do perigo, perguntei à Laura que estranha combinação deixava as mulheres que tocam Baixo muito mais sexys? Ela disse que se essa conclusão se devia à baixista da Whatever, eu deveria conter meus ímpetos, pois meros pensamentos em relação a uma menina daquela idade poderiam me acarretar sérias complicações criminais...
Ontem ocorreu a inauguração oficial do meu estádio de botão, o "José Roberto Torero Arena", mais conhecido também como o TORERÃO. Ante minhas dúvidas sobre qual nome colocar, ajudou bastante o fato do homenageado ter se proposto a ir dar-me a honra de ele mesmo inaugurar a "obra" - mas eu queria ressaltar que se o João Saldanha ou o Nélson Rodrigues quisessem aparecer eu é que não ia jogar com eles, sei lá como se comportam fantasmas...
Antes que as pessoas pensem que o Torero é um psicopata que à menor oportunidade sai de São Paulo prá Sorocaba só prá jogar botão, eu gostaria de acrescentar que ele ia dar uma palestra de cinema na cidade e se prontificou a uma partidinha inaugural, logo ele, um dos meus cronistas favoritos e que tem teorias profundas provando que o botão é o mais nobre dos esportes! É verdade que eu me supreendi com a cortesia e a disposição, assim como a simpatia que ele demonstrou o tempo todo, tranquilizando bastante a Laura quanto ao fato de que eu não sou o único a jogar narrando, comentando e comemorando entusiasticamente os gols!
O papo foi legal, concordamos sobre algumas coisas (Rodolfo Rodriguez, MTV Rock e Gol, Fabiano, Veríssimo) e discordamos em outras (Alex, Rogério Ceni) e trocamos informações úteis, como a opinião geral das pessoas envolvidas com cinema acerca da família Mainardi e a venda do Biro Biro ao Corinthians. No fim ele me deu alguns conselhos sobre escrever, mais numa boa e sem cagação de regra, sempre na base do bom humor:
"Tem coisas boas, Randall, você trabalha com o que gosta, pode ganhar algum dinheiro e dar a sorte de vender sua obra pra Globo transformar em mini série, mas também corre o risco de ver um personagem seu ser interpretado pelo Humberto Martins".
Aguém quer saber o resultado? Jogamos 3 partidas e perdi as 3... ele disse que acabou com a minha invencibilidade conquistada injustamente, pois eu jogava sozinho, mas a Laura disse que minha performance foi afetada pela emoção - boa, Caverninha! 2 a 1 prá ele no primeiro jogo, 5 a 1 no segundo e 3 a 2 no terceiro, mas aí ele propôs um Golden Gol do tipo "quem fizer ganha tudo" e eu fiz, mas tenho envergadura moral e sustentabilidade ética prá não usar isso ao meu favor e admitir a derrota.
Thanx, Torero, foi bem melhor que jogar com o Chico!
Eu sou um cara indeciso e também curioso, o que pode produzir situações como eu perguntar aos que me lêem qual disco é melhor, o novo do Los Hermanos ou o do Skank? Eu sei que isso tem a mesma relevância que tentar descobrir, graças ao Pescoço (de novo) se Toad the Wet Sprocket é melhor que Yo La Tengo... certas pessoas tem grana, saúde, cultura, bom senso, educação, o Fante etc... eu tenho o Pescoço tanto quanto a nova mamãe tem o escritor americano e cada dia que passa diminuem as possibilidades de convivência com ele lá em Goiânia, mas ele continua presente na minha vida, enchendo a nossa nova casa de música!
Mas se tem uma dúvida realmente relevante é: PAULINHA, POR QUE VOCÊ SUMIU? Eu te mandei até fotos do meu casamento, e-mails diversos e tudo mais, rompeu relações diplomáticas comigo?
Tão importante quanto, e agora preciso realmente da colaboração de vocês, é saber o que não pode faltar no repertório de um tocador de violão em roda de freak. Sabe aquela rodinha simpática de pessoas com seus rabos de cavalo, roupas sujas, chinelões de couro, bolsas transversais, idéias super atualizadas e revolucionárias sobre os regimes políticos na Albânia e em Cuba, que estudam em universidades gratuitas, não gostam de futebol nem de comida gostosa e possuem uma vaga noção do que possa significar a palavra trabalho... nessas rodinhas sempre chega um cara com um violão e antes de tocar composições próprias, soltam o grande sucesso de:
a) Beto Guedes - "tudo o que move é sagrado..."
b) Lô Borges - "Anda, vem comer, vem beber, Lumiar..."
c) Kleiton & Kledir - "Diz que fui pra Nova York, ou pra Bagdá..."
d) Flávio Venturini - "Clareia, manhã..."
e) Todas as alternativas acima.
Claro, deixei de lado o Oswaldo Montenegro, esse é hors concour (tenho quase certeza que escrevi errado) - "se fosse resolver, iria te dizer, foi minha aaaaaaaaaaaaaaagonia!"
Mas agora é sério e vale uma cerveja a ser paga na próxima festa da Zero, dia 25 na Torre: qual a sua interpretação bizarra/gozada de "A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes"?
Interpretações sérias também valem, pois imagino que serão mais engraçadas que as descaradamente satíricas.
A Quase-Meretíssima Érika disse no blog do André que passou por aqui e não entendeu nada, mas mesmo assim eu continuo nessa de falar sobre gente que quase ninguém conhece, como por exemplo o "X-Bacon". Em goianês é xisbeico e ele é um dos freaks mais lendários de lá, amigo dos meus tios doidões e mesmo tendo passado pela mesma academia que a Menina do Didentro, foi capaz de algumas façanhas dignas de nota, como acordar todo mundo em casa de madrugada prá fazer um movimento no sentido de erguerem uma estátua pro meu avô em Goiás Véi ou invadir a casa dum amigo do meu tio (casado com uma prima do X) e ameaçar a prima com uma faca de pão caso o Brasil não reatasse relações diplomáticas com Cuba.
Sobre esse último fato eu fiquei pensando... RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS ROMPIDAS... isso significaria mais ou menos o seguinte:
Olha, nós não vamos jogar bombas em vocês, que também não vão nos invadir nem nada do gênero. Nos comportaremos cordialmente quando nos encontrarmos nas reuniões de cúpula entre as nações, mas assim como eu não sou bem-vindo no seu país, você não é bem vindo no meu, certo?
Dizem que eu gosto de metáforas, mas eu diria que andei rompendo relações diplomáticas com um monte de gente ultimamente, sem falar em algumas pessoinhas aí que me dão vontade de encarar um Bin Laden e jogar aviões em torres. Isso não é recado subliminar prá ninguém, mas se você se sentiu incluído em algum dos casos, que sirva prá alguma coisa!
Sempre tem aquela situação de você ler alguma coisa que poderia (ou gostaria de) ter escrito, mas não sei se é bem o caso do texto que segue abaixo... seria mais algo como entender e se identificar DEMAIS com a angústia do autor, pois, assim como ele, meu vizinho de coluna, eu também me sinto excluído dentro dos excluídos.
Vamos lá:
O Autor no Divã
Eu já escrevi um livro. Não é ruim nem bom. É estranho. O título soa mal (¿Foi O Que Restou Mesmo...¿), os tropeços gramaticais são incontáveis e a história é acusada de pedante (informação falsa) e autobiográfica (verdade). Dois exemplares velhos, com suas páginas descoladas, ficam permanentemente expostos na estante, bem ao lado da mesa do micro. Ficam a me vigiar o tempo todo e às vezes eu retruco com uma olhadela orgulhosa: MEU LIVRO!
Grandes coisas. Até o Gugu Liberato escreveu o dele. E quem não botou um selo de editora graúda nas suas criações literárias, arranjou um jeito de aparecer vendendo seu peixe, de feira hyppie à Internet. O problema não é mais onde publicar ¿ haja vista a quantidade de blogs e ¿clube de autores¿ a circular por ai ¿ e sim como viver dignamente disso.
Não alimento utopias. Ninguém vai investir capital em meus livros, ao menos que aconteça algo de extraordinário com minha vida: diante do imponderável, prefiro permanecer anônimo, vivo e criativo.
Li uma antiga e sensacional reportagem na Revista TRIP, assinada pelo Luiz César Pimentel, que mostrava a nova cara do texto brasileiro ¿ uma atitude de raríssima lucidez no jornalismo cultural que adora lambuzar-se no mel dos medalhões.
Evidente que era só uma amostragem fracionária do que a rapaziada vem desenvolvendo, mas bateu uma coisa...Eu não estava lá. Um monte de gente também não ¿ são os excluídos dentro dos excluídos, aqueles que vão continuar a receber sua centena mensal de cartas-padrão de recusa, com suas clássicas duas linhas: ¿Agradecemos o envio do seu material...¿(veja que nosso esforço sequer é chamado de livro, ou obra, ou história) ¿Seu trabalho não se enquadra na nossa linha editorial¿. Das duas uma, eis o pensamento subliminar do Dono clássico de editora: ¿esta sua merda que está sob minha mesa é um lixo¿ ou ¿cara, pra falar a verdade, nem li. Foi um estagiário que deu uma olhada...fica pra próxima, ok?¿
Eu sou um excluído dentro dos excluídos dos excluídos. Meu livro é um dilema: embora tenha apelo popular, não chega a ser facilmente deglutível; e apesar do estilo diferenciado, não é o bastante para ser rotulado de ¿divisor de águas¿. Daí que ficamos os dois, livro e eu, enamorados e desconectados do mundo. Cada vez mais juntos. E pobres.
Matuto essas coisas porque este mês a coluna ¿Divã Pop¿ completa seis meses hospedada na Zero. E a considerar que o Luiz Pimentel, depois de pesquisar novos autores sem nem desconfiar da minha existência, confiou no meu taco por conta de um e-mail mal redigido e de retórica claudicante, percebo gente de boa índole, enorme talento e faro apurado brigando pela legitima arte da geração que bate à porta. Meu outro editor, o Julio Daio Borges (do Digestivo Cultural) é da mesma escola, e é sintomático que sejam estes dois dos melhores veículos midiáticos do país. Nem Luiz nem Júlio preocuparam-se em saber o quanto eu lhes traria de retorno; jamais alteraram uma vírgula do que concebi e dão aula de ética profissional.
Não tenho o talento dos meus contemporâneos Simone Campos, Ferréz ou cia bela, mas pelo que perseverei, recebi boa acolhida. O livro permanece à deriva, ignorado, e minha coleção de negativas já ocupa duas pastas lotadas no meu quarto, com a assinatura de alguns dos mais patéticos ¿cidadãos preocupados com o futuro das letras do país¿. E para não dizer que este é um discurso cabotino, basta averiguar a lista de colunistas do Digestivo e da Zero: quase todos entre 21 e 30 anos. E mandando bem, com extrema vivacidade e profusão de estilos.
Eu já sei em quem confiar agora. Não vou ganhar minha noite de autógrafos, muito menos meu desjejum; mas vou ter certeza absoluta de que estou do lado dos que pelejam, balançam e não tombam: exatamente aqueles que não se limitam a resmungar da crise do mercado editorial e fazem algo de construtivo.
Acho que estou ao lado dos bons. Melhor assim.
O Daniel Aurélio escreve de Cultura Pop, eu de Futebol... e por falar nisso, essa semana eu resolvi dar prêmios aos meus leitores (?), talvez por achar que ficou bacana o texto. Vai lá dar uma olhada e me diga qual é o seu TIME BOMBÁSTICO! O primeiro e-mail que eu recebi foi de um torcedor da Portuguesa, olha só!
Eu queria saber onde protocolo meu pedido de restituição de final de semana. Não sei se vai ter outro assim tão frio nesse ano e eu tive que passar sozinho o que passou, pois a Laura estava fazendo um curso em sampa. Eu só não fiquei totalmente sozinho por que minha sogra teve o bom senso de me convencer que não seria exatamente uma boa idéia ficar sozinho em casa e eu arranchei por lá mais uma vez, em nome dos velhos tempos. E eu poderia ter tido mais companhia também, mas a Flávia Horácia e o Azamba não se sensibilizaram com a minha solidão e foram jogar truco com um casal de amigos deles, no sábado à noite, me deixando totalmente a mercê do perigoso confronto entre Palmeiras e Anapolina. Confesso que assisti o jogo e não lembrava qual era a sensação de ver uma votória do verdão, principalmente em cima dum time daquela cidade nojenta!
O fato é que assisti mais TV nesse findie do que praticamente no ano inteiro... abrigo de moleton, pantufas, edredon e comidinhas de frio, enquanto eu via desde os melhores momentos do Rock e Gol (sensacional!) até um filme de terror completamente idiota! Eu vi até o final por que a menina do filme era uma gordinha bem gatinha e como se sabe, nos filmes idiotas de terror pré-Pânico, sempre tem uma ceninha legal com o casal. Mas nesse filme não teve, frustração geral somente compensada com a ceninha mais que legal de A Última Ceia, que passou mais tarde. Sei que é um pouco deprimente acabar um sábado vendo o Murilo Benício e a Carolina Ferraz, mas Amores Possíveis é bem bacana, e valeu só por ouvir aquela música do Chico.
Brasil tri campeão, êêêêêêê! Bobagens, bobagens, mais bobagens e o Rock e Gol de domingo com o Humberto Gessinger prá fechar o domingão, quando só então eu me lembrei que tinha um livro prá ler...
Será que essas coisas acontecem só prá eu ter mais certeza ainda que não dá prá ficar longe da Laura?
Vão escalar o trio feminino de árbitros prá apitar mais um jogo e eu sou contra. Antes que queimadoras de sutiã venham me atacar pregando igualdade disso e daquilo, acho que vai ter muito mais gente encarando isso como o cúmulo do excesso da overdose da falta de assunto, mas eu acho estranho mesmo, 3 mulheres como juíza e bandeirinhas. Tudo bem que da primeira vez funcionou, mas lembrem-se, era um jogo entre *São Paulo* uh-hu e Guarani de Campinas! Quando for um jogo de homem mesmo, acho que a coisa pode complicar, declaração vinda de um autêntico troglodita quando jogava.
Sim, você leu alguns dias atrás que eu sou o cara mais anti-confa que existe e de um jeito Los Hermanos, "não entendo de ser valente", mas quando eu entro em quadra pra jogar algo "valendo", me transformo. Uma ex-namorada pediu prá não ir me ver jogar mais, pois disse que ficava com medo da minha cara e reprovava meu estilo de passar o jogo todo provocando os adversários. Teve uma vez, disputando um jogo pela faculdade, fui expulso com 54 segundos de jogo, por um motivo ainda mais cretino que o da briga mencionada aqui semana passada. Depois de passar pela mesa e ver que a mesária estava rindo, chutei a mesa e berrei um "O QUÊ QUE FOI, SUA PUTA?!" que me renderam uma suspensão singela de alguns meses. Minutos depois eu estava na arquibancada e perguntei pro meu amigo:
- Xandão, por que eu faço essas barbaridades, perco a cabeça, faço papel ridículo e dois minutos depois volto ao normal e me arrependo?
- Não sei, Randall... mas no dia em que você descobrir, liga pro Edmundo e conta prá ele vai ajudar bastante!
E por falar em trogloditices e Sãopaulinices, que viadagem a daquele genro do Luxemburgo, não? O cara não nega as origens, só poderia ter saído mesmo do *ai meu cabelo* São Paulo... quantas vezes sai treta em jogo de bola, coisa de homem? Eu e o Pescoço uma vez nos metemos numa em que eu rachei a cabeça do cidadão (única vez na minha vida em que enfiei a mão na cara de alguém e me assustei vendo o sujeito imitando o Ian Curtis no chão, com a cara ensanguentada) e depois fui pro chão com seis neguinhos me chutando sem dó, o que me rendeu uma lesão permanente num nervo aí da lombar que a Laura sabe o nome. Mas nem por isso, faça-me o favor, fui na delegacia falar "tio, fulano me bateu..." Eu imagino o Rogério Ceni e o casal Kaká-Júlio Batista (que, a propósito, dividem o quarto também na concentração da seleção) fazendo isso, mas o Zico, por exemplo, perdeu 3 dentes na final da Libertadores e nem por isso... deixa prá lá!
Ainda acho que futebol é coisa de homem! Tipo o Beckham, por exemplo, que pode até usar calcinha da Spice Girl que é macho prá caralho!
Tanta gente falando coisas absurdas prá mim e algumas pessoas me ajudando a seguir de cabeça erguida... Paulo F., brigado! Lu, brigadão também e se der prá comprar só um, recomendo o Invisible Band. E valeu por ter escrito isso:
"Inspiração
E depois de passar um findie com Rob Fleaming e Spit, nada como começar a segundona com uma frase dessas: E no final, o amor que você leva é igual ao amor que você produziu. Obrigada, Randall. Nessas horas dá vontade de ter uma editora e publicar só essas coisas boas que as grandonas deixam de lado. Não dá pra deixar isso guardado só na memória do computador - preciso colocar na minha prateleira, pra não me esquecer de reler sempre."
E lá no caminho escondido dela tem muito mais coisa legal prá ler...
Sobre escrever de graça prá Zero... isso me lembra que não é a primeira vez que eu faço alguma coisa assim. Eu fui roadie do Pescoço por uns 3 anos e nunca recebi um tostão por isso. Nunca combinamos salário, jamais houveram reivindicações nem nada; por mais curioso que possa parecer, no início eu cheguei a implorar prá ir nas festas com ele, prá ajudar, ser digno da confiança, sei lá! Você consegue entender por quê é fã de alguém? Eu não, mas sei que quanto mais o ídolo tem um postura "eu não preciso de você, seu verme rastejante", mais você fica fã, essa é uma lei imutável do universo.
Aí eu comecei a ir prás festas com ele e os amigos dele, que foram diminuindo e no final ficou mesmo só nós dois. E quando eu não quis mais (diferenças conceituais artísticas, dedicação a um projeto solo, namorada enchendo o saco "mas você não ganha nada!!!!!!!!" e outros fatores de conjunção dos astros), logo depois ele encerrou a carreira artística, no auge, prá sempre lembrado como o DJ de Goiânia que tocava rock n roll! Há quem pense que o lance era puro oba-oba, mas era mais prá emprego mesmo, aguentando mau humor de chefe irritado, gritos e sua lendária intolerância com atrasos, mas que saudades... de estar magro, de poder escolher se vai fazer as pessoas se divertirem ou simplesmente quicar alucinadamente na pista. Ouvir um maluco qualquer pedir "aquela música" que a gente tocou no dia em que ele ficou pela primeira vez com a atual namorada, "aquela música, daquela banda... com uma guitarra!"; e mesmo sem ter a menor idéia de qual música o cara tá falando, receber depois um abraço por ter atendido seu pedido.
Sem falar nas tardes de sábado em que terminávamos de montar o som e comíamos cheesburgueres do Mc Donalds sentados na carreta... poderíamos falar sobre as coisas da vida, mas normalmente falávamos sobre coisas engraçadas da vida, naquele tempo a gente não tinha muita paciência prá melancolia e "sensibilidade".
Mas foi exatamente graças àquela época que eu pude sentir a emoção de ver as sacolas que a Laura levou prá casa ontem... os discos que o Pescoço gravou prá mim! Tinham lá o novo do New Order e o tão esperado Low/Life, todos os Teenage Fanclub, Mazzy Star, Gomez, Yo La Tengo, J Mascis, Charlatans e algumas pescocices que eu nunca ouvi falar, como Dog Eye View, Bluetones e Nerf Herder... foi graças aos meus tempos como roadie pro bono que eu curti como criança rearrumar minha estante de CDs e depois ir lavar a louça ao som de Love Vigilantes no repeat, depois Perfect Kiss e depois...
Acho que eu tou parecendo o Bandini com sua "O Cachorrinho Riu" debaixo do braço, no meu caso, com a Zero... sim, pois saiu uma matéria minha na revista, sobre os Adoráveis Pernas de Pau da história. Claro que você vai ter que comprar a revista prá saber mais, a não ser que cruze comigo na rua acidentalmente, pois será forçado a ler. Bom, a revista está bem legal, com a catalogação dos 20 discos que marcaram a música na opinião dos editores e outras matérias bacanas. Não concordo de jeito nenhum com a nota 3 dada pro disco do Nice Man, mas todo mundo tem direito às idiossincrasias, ainda mais crítico de música.
Eu sei que escrevi pro bono e muita gente mesmo me questiona o que eu ganho com isso, assim como a coluna, que eu acho que está cada dia mais legal, até eu tenho visto evolução nos textos, dentro de um possível distanciamento crítico.
Ainda tenho muitos sonhos e justamente quando eu penso se não seria a hora de dar um tempo com esse lance de escrever, vem a Lu e diz coisas bacanas sobre o meu simples Clichê de Verão, que eu disponibilizei prá leitura aqui no blog, mas quem se interessar é só mandar um e-mail prá mim.
E por falar em livro disponibilizado, o André Takeda fez isso com o Quando eu Tiver 64, passa no Spectorama e leva um prá casa - e aproveite que é de graça!
Gozado como as mulheres se assemelham, né? Um amigo meu aqui da empresa é fãzão do Queen e agora inventou de comprar um DVD quase igual um que ele tinha do show em Wembley/86, mas duplo e com umas sacadas a mais. E aí me veio com o que ele já tinha, emprestando compulsoriamente sem data de devolução, pois assim ele acha que ela não vai perceber a diferença.
Fazia muito, mas muito tempo MESMO que eu não ouvia Queen e pus o DVD aqui no note... cara, é legal! Tipo, não passa nem perto de ser minha banda favorita, mas me faz lembrar o primeiro Rock in Rio. Eu e o Pescoço dormindo com torcicolo depois de balançar a cabeça igual o Angus durante todo o show do AC/DC... mas o grande nome do festival foi mesmo o Queen, assim como o grande nome do segundo Rock in Rio foi o Guns - apesar de que eu gostei mais do Faith no More.
O grande nome do terceiro talvez tenha sido o REM, que eu, orgulhosamente, assisti num dia com Foo Fighters e Beck, mas nada foi tão legal quanto o Carlinhos Brown levando garrafadas! Nada foi melhor, só me arrependo de não estar no dia prá mirar uma no nariz (tem jeito de errar?) dele!
E o DVD do Queen não tem a menor chance de entrar no aparelho esse findie, pois estou indo prá Manchester com a caixa da segunda temporada de Friends...
Sei que as coisas andam pouco movimentadas por aqui, mas se te conforta saber, querido leitor, as coisas andam melhores fora daqui... um lugar onde eu acordo as 5 e meia prá tomar um fretado Manchester-Londres (quem não sacou é por que não lê há muito tempo e se quiser me achar pretensioso ou engraçadinho eu tou cagando, a piada-viagem-delírio é minha!), volto tipo 7 e meia da noite e aí passo todo o tempo possível do lado da Laura! Teve um dia que foi tão piegas que eu tenho até vergonha de contar, mas acordei no meio da noite e fiquei olhando ela dormir... só isso, mas foi legal! Na ordem inversa do que disse o Rob Fleming, se eu morasse na Bósnia (atualizando:Bagdá), teriam coisas mais sérias prá me deixar feliz, mas vivendo no interior paulista, sem nenhum resfriado muito forte por perto, sem acidentes de carro, sentenças de prisão suspensas, dá prá se alegrar com isso, sim senhor! Veja bem, não estou aqui dizendo que estou FELIZ com a minha vida... eu diria que estou legal! Sim, dinheiro continua sendo um problema, os Tribalistas ainda existem e meus times continuam fazendo todo o esforço possível prá se encontrarem ano que vem na segunda divisão...
E como sinto falta das quintas feiras na Funhouse! Sim, chego a sentir uma falta física do Lima, Alaor, Rick, da Carla linda (que já nem tá lá mais, mas precisava aparecer um nome de menina, ia pegar mal), a sonzêra, as pessoas, principalmente as pessoas! Ainda vai chegar uma hora em que acaba pintando um meio-termo, pois não troquei simplesmente tudo isso pela Laura, o lance enquanto coisa é um pouco mais complexo. Entrementes, minha amiguinha indie-teen Juliana vai estar a frente da sua banda Whatever no Catraca domingo, em Manchester, e eu vou lá pegar umas doses extras de rock! Fora isso, pretendo passar o sábado inteiro grudado com a Laura, sem sair de casa, quando muito do quarto! Só precisa continuar fazendo esse friozinho...
Isso soou tão legal que não merece ficar escondido numa caixa de comments: "Quando a minha casinha crescer ela quer ser igual à do Giba!"
De preferência um lugar onde só entre quem eu queira...
Não dá... a temperatura glacial do meu pé está definitivamente incompatível com o futebol. Não aguento mais sofrer pelos meus times e pelos dos outros, simplesmente não dá! Ainda mais tendo que assistir o fracasso do Santos por causa de uma merda dum jogador oriundo da Terra dos Bambis, aquele idiota do genro do Luxemburgo - que também enterrou o Brasil nas Olimpíadas de 2000!
Mas naquela ocasião eu gostei, pois estava torcendo contra o Brasil, o que costumo fazer bastante... aliás, comecei a Copa torcendo contra, mas aí não deu, era o Felipão, né?
Como será que o Fabiano (que não deveria ter saído do São Paulo) dormiu ontem, sabendo que por causa dele (só poderia ter vindo do São Paulo mesmo), o Santos não é campeão da Libertadores. Fabiano, seu filho da puta, volta pro São paulo! E vai puxar o saco do sogro mauca, vai...
E no fim, eu e a Laura enterramos a semana passada na casa do Giba, aka A Casa Mais Divertida, aproveitando aquela hora em que o domingo fica muito entediante prá levar os bons papos que lá costumam ocorrer. E eu escreveria logo na segunda sobre o episódio, mas estava relutando por causa de um evento assim... bom, eu não consigo ser falso (quer dizer, até consigo, mas aqui no blog eu tento não ser, enfim) e eu digo isso por que na reuniãozinha tinha um cara com violão. Todo mundo sabe a minha opinião sobre a presença de pessoas com violão em festinhas, mas agora o Pescoço vai delirar O CARA CANTAVA COMPOSIÇÕES PRÓPRIAS!!!! E agora vão pensar que eu vou ser falso, mas as músicas dele eram boas, de verdade! Bom compostas, algumas com um leve toque de humor e bem levadas no violão. A única coisa que me bodeou foi que antes das músicas o carinha fazia um briefing prá nos situar sobre a história de cada uma delas. Isso não foi legal, na boa... mas o cara deve ser bacana, pois o Giba meio que tem um repelente de malas na casa dele e essa é só uma das razões que faz a gente não sentir vontade de ir embora de lá.
A Laura tem uma teoria estúpida que envolve tempo e convivência prá definir o quanto se gosta de uma pessoa, mas eu sou totalmente contra e o Giba é um daqueles em que logo bati o olho e falei: esse cara é O Cara! Impressão que foi consolidada na sua festa de formatura, que também foi da irmã da Laura, quando um pessoal amigo iniciou uma briga por algum motivo cretino e logo formou-se um bolo. Eu sou totalmente anti-confa, mas estava achando minha atitude pusilânime ao assistir sentado o pessoal discutindo e quase indo prá porrada... tinha até algumas meninas no meio e acreditem: o motivo era mais que cretino! Foi quando eu olhei pro lado e vi o Giba, sentado do mesmo jeito que eu, só olhando... eu perguntei se ele ia lá no bolo e ele junto os polegares com as palmas da mão viradas pro peito e fez aquele simbolozinho da paz, saca? Demos risada, pegamos mais uma cerveja e esperamos o desfecho do episódio. Preciso dizer de novo que era por um motivo cretino?
E a Gaby, musa platônica de um amigo meu (sim, qual o problema? Se a ANA é a minha musa platônica, por que meu amigo também não pode ter uma?), vem de novo com suas pérolas de humor... agora é sobre um taxista que batizou a filha com o nome de uma música do Queen, só que ao invés de Jealousy, colocou Jellicy. Sim, o post é bem mais engraçado que isso, vai ler, vai!
E como todo mundo tem uma história engraçada com nomes, a empregada de uma amiga da Laura tem um filho chamado Juleno. Sim, por causa daquele cantor dos Bíto que morreu, o Juleno! E as histórias só não são mais vastas que a imaginação de certos pais...
E aconteceu uma coisa que eu jamais imaginei que iria acontecer: minha mãe ligou prá Laura! Sim, ela deve ter me ligado umas 17 vezes desde que eu estou em sampa, mas ligou prá Laura! Não ligou prá falar comigo e a Laura atendeu, quis falar com ela mesmo! E sabe o que ela queria? FALAR MAL DE MIM!!!!!!
Tipo, listar os meus defeitos e repetir que tem que ficar no meu pé, senão eu fico igual meu pai... meu, que saco isso! Aí eu comecei a me lembrar e isso me conduziu a um início de depressãozinha bichinha, pois eu cheguei à conclusão que minha mãe nunca me elogiou, sabe? Nunca babou por mim nem me achou lindo - tá, eu sei que pesar mais de 100 kilos prejudica o lance de ser lindo, mas porra, ELA É MINHA MÃE! Eu tenho certeza que a mãe do Bussunda acha ele lindo e fala orgulhosamente dele prás amigas - tá o Bussunda é famoso, péssimo exemplo, mas vocês sacaram o lance enquanto coisa?
Na cabeça dela, o papel de mãe consiste em corrigir e repreender, fazer do filho uma pessoa boa, nunca igual ao pai que ela nunca gostou e talvez seja isso, ela não é muito minha fã por que eu sou filho de um cara que não lhe diz muita coisa e com quem ela ficou casada dois anos, sabe Deus por quê!
Então agora eu acho que a coisa tá meio explicada, eu entendo por quê transfiro tanta carência prá Laura e por quê, dentre outras coisas, fico perguntando no blog se eu sou fofinho... tudo começou por que a pessoa que tinha obrigação de me achar lindo e babar por mim só estava preocupada em me criar dentro de esquemas rígidos (o que também não funcionou). Acho que vou falar isso prá ela e se você a conhece, fale isso prá ela!
Eu tenho uma amiga cardíaca, que convive com uma irmã cujo maior orgulho é ter sido rainha de rodeio e o maior sonho é chegar perto do pai da Wanessa Camargo - não estou sugerindo que essa pessoa seja a responsável pela disfunção no coração e coronárias da minha amiga, não seja maldoso! Então essa minha amiga está precisando de uma emprego e eu não sei direito o que ela faz ou o que quer fazer, mas sabe esse link ali do lado direito, "A PAULINHA É LEGAL PRA CARALHO"? É o blog dela, que é legal pra caralho, assim como ela; entra lá e faça uma oferta boa!
Se eu tivesse condições, daria dinheiros prá ela todo mês só prá ela ficar escrevendo as coisas que ela escreve no blog e patrocinaria (monetária e logisticamente) o seu livro sobre As Memórias na Terra de George Best.
Enfim, lembrem-se que ela é cardíaca! E não pode passar nervoso! E tem uma irmã com as características acima elencadas!
Febre Alta é uma singela homenagem ao escritor inglês Nick
Hornby, autor de FEBRE de Bola e ALTA Fidelidade, dentre
outros.
Randall fez 30 anos, e depois de uma curta temporada em São Paulo,
casou e mudou-se para Sorocaba, que insiste em chamar de Manchester.
Hoje, voltou para São Paulo e vai à pé para o trabalho. Ainda é advogado
e quer ser escritor quando crescer.
Randall escreveu Além das Portas, Clichê de Verão, e Não Cai do Céu, Daniel.
Atualmente, tenta finalizar
seu quarto romance, Pizza Fria.
Randall acredita: em John Lennon, que o primeiro dos Stone Roses
é o melhor disco de todos os tempos, que é meio Jedi e que sua vida
está sendo escrita pelo Nick Hornby.
Randall ouve: de Los Hermanos a Belle and Sebastian, e todas as
variações permitidas em lei.