Sábado, Janeiro 31, 2004

É coisa de loser almoçar sozinho em pleno sábado? Degustar uma feijuca e tomar duas brejas estalando de gelada?

Sua esposa está trabalhando (sempre lembrando que sou contra a palavra esposa) e seus amigos longe... o mundo se torna um lugar ideal se entre uma coisa e outra você encontra pessoas inteligentes linkando seu blog e outras comprando um Barfly + Além das Portas na Sensorial e ainda mandando e-mail confirmando o lance.

Thanx, Rafa! E aproveita que deve estar o maior sol aí em Copa Bacana, coma uma feijuca ou picanha... e Rock n Roll!!!!!

postado por: Randall Ferreira Neto 2:20 PM Comments:

Eu tinha que ter pelo 20% do coeficiente da combinação maldade-talento-ironia-sarcasmo da Paulinha pra escrever de um jeito que refletisse com maior realidade a minha indignação ontem... foi ótima a noite e tal, mas teria sido melhor se todos os casais com filhos pequenos não tivessem resolvido ir ao TGI Fridays. Eu tentava comer e conversar e beber, mas as crianças demoníacas só chorando, BERRANDO! A Laura disse que quer só ver quando eu tiver filhos, mas tenho quase certeza que não sairei de casa com eles e perturbar a paz de quem não tem culpa pelas pessoas terem filhos chatos e chorões.

Em defesa dos pais e filhos, a Laura disse que as crianças não falam, tem que chorar pra demonstrar alguma emoção e de novo eu acho que, se você tem responsabilidades sobre um ser que só consegue interagir e se expressar mediante berros insuportáveis, seria de uma razoabilidade admirável mantê-lo longe do convívio de outros seres humanos normais que só querem se divertir e ter momentos de relax numa sexta a noite, certo?

Pais e mães, não saiam de casa com seus filhos, a menos que tenham o bom senso de amordaçá-los e amarrá-los se começarem a dar trabalho.

postado por: Randall Ferreira Neto 11:53 AM Comments:


Sexta-feira, Janeiro 30, 2004

Acho que venci a Paulinha pelo cansaço, tanto que antes dela embarcar a Buenos Aires, além de um Jabba The Hutt de presente, confiou-me a guarda do seu disco com a trilha sonora de Rent, que eu tanto queria pra tocar no meu casamento (naquela hora dos cumprimentos). Junto veio um disco com duas músicas da peça em português e eu não tenho adjetivos para qualificar a versão de Seasons of Love. Ao mesmo tempo que é horrível, dá vontade de rir e um pouco de pena de quem traduziu e de quem teve que cantar aquilo - e a música original é sensa!

Se eu já morasse em sampa, certamente teria ido ao musical na época e aí talvez eu não achasse tão feia a versão, além de achar super salutar essa coisa trazer musicais da Broadway prá cá e tal, mas podiam se esforçar um pouco mais na qualidade das versões.

O que só reforça minha teoria de que salvo raríssimas exceções Hermanas e Skankianas, o rock não foi feito pra ser cantado em outra língua que não a inglesa.

postado por: Randall Ferreira Neto 2:15 PM Comments:

O lance que ando fazendo aqui na empresa a título de "nova função" está me deixando menos paciente com pessoas burras - e não me peça pra detalhar uma pessoa burra, todo mundo sabe do que eu estou falando.

Pessoas burras são teimosas, prolixas, obtusas e ficam ofendidinhas por qualquer coisa, adoram se fazer de vítima. Pessoas burras ouvem o que você disse e entendem outra coisa completamente diferente, não lêem uma carta/notificação/circular até o final e te ligam indignadas, por terem feito uma interpretação burra do texto, por mais claro que ele seja.

Pessoas burras param em frente a escada rolante no shopping pra conversar com alguém ou olhar vitrine...

E essas bestas humanas insistem em cruzar o meu caminho, alimentando e cultivando meus primais instintos assassinos e destruidores - tem dias que fico com um certo medo de mim mesmo...

postado por: Randall Ferreira Neto 1:59 PM Comments:

As pessoas ligadas ao futebol ainda não enxergam os sinais e as mensagens subliminares, né? Responda rápido: qual o jogador mais loser e fracassado com a camisa da Seleção Brasileira, que a despeito de ser o maior jogador brasileiro que eu vi jogar? Aquele que nunca ganhou nem par ou ímpar? Sim, o mesmo que a CBF chamou pra ser coordenador técnico na Copa de 98...

Agora tem um outro, que foi o capitão da Seleção na campanha mais desastrosa pós 66, e que, titular absoluto em 94, machucou-se uma semana antes do início dos jogos e ficou fora do Tetra. Pé frio em ambos os sentidos, figura sem estrela, loser! E colocam o sujeito como técnico da Seleção Pré Olímpica... deu merda!

Qual será o próximo passo? Eles precisam parar com isso e manter longe de equipes que almejam títulos figuras assim, urucadas, tipo aquele outro goleiro horroroso, que numa disputa de pênaltis acerta o canto e graças a isso a bola bate nas costas dele e entra no gol.

postado por: Randall Ferreira Neto 1:07 PM Comments:

Vocês (sim, você, você e você também) vivem curtindo com a minha cara sobre o lance de "ter visto a luz e parado de ouvir música chata", mas tendo sido Um Adolescente nos Anos 80 (um pouco diferente na estrutura do "adolescente" do Takeda), não escapei ao Rock Nacional, pelo conrário, curti MUITO o Rock Nacional. Legião em primeiríssimo lugar, sempre mesmo que hoje eu não consiga ouvir; Engenheiros com fanatismo durante uma época; Paralamas constantemente, em intervalos regulares; Titãs tardiamente, antes de virarem essa coisa detraquê-bundalelê, e Kid Abelha, claro... ah, Paula Toller...

Já disse aqui e alhures, várias e reiteradas vezes, que tinha como sonho, uma guria com quem eu tivesse terminado (ou vice-versa) me mandar a letra de "Os Outros", mas ontem, assistindo Jornal Nacional... JORNAL NACIONAL, algo totalmente fora da minha rotina, estava eu vendo Bonner & Bernardes, quando me veio à cabeça uma outra musiquinha deles, talvez da mesma época: "Seu rosto na TV, parece um milagre; uma perfeição, nos mínimos detalhes..."

Acho que existe um pouco do Tuta em mim...

postado por: Randall Ferreira Neto 8:50 AM Comments:


Quinta-feira, Janeiro 29, 2004

Eu não discuto muitas coisas, principalmente aquilo que eu não entendo ou não me interessa, como por exemplo Matrix, Pink Floyd e o Folclore brasileiro, que eu não vejo a menor graça e acho idiota, desde os Bonecos de Olinda até aquele lance do Boi em Parintins, Garantido x Caprichoso ou qualquer outra coisa que o valha. Deve ser legal pra quem curte, como carnaval e Matrix. Eu não discordo que os caras do Pink Floyd sejam bons, mesmo que hoje em dia se apresentem de blazer, camiseta e backing vocals de vestido longo; eles deve ser bons, eu reconheço que o problema deve estar comigo. Hoje argumentei no almoço com um colega que adora Pink Floyd, mas disse que de Rock mesmo, o que ele mais gosta é Phil Colins e Dire Straits. Fãs de Pink Floyd tendem a chamar a namorada de DIAMANTE LOUCO e isso meio que me dá medo...

Mas tem coisa que eu gosto, me interesso pra caralho, mas também não discuto, como esse papo o Oasis ser o "novo Beatles"; hoje, depois de ouvir isso pela milésima vez, vindo da boca de quem tem CDs da Banda Eva e Jorge Vercillo, disse que Os Beatles eram o velho Oasis... vou discutir pra quê? E quem nunca teve vontade de ter uma banda só pra cantar torto e com as mãos prá trás como o Liam legalzão? E olha que o Zezé di camargo (ou Sandy, se preferir)da banda é o guitarrista!

postado por: Randall Ferreira Neto 2:21 PM Comments:

Versos soltos, retirados do contexto todo que é a música podem dar uma ou outra impressão, conforme a maneira como são dispostos. Outro dia eu citei aquele do Zeca Baleiro, do diabo ser o cara mais underground; e ontem, eu me lembrei de um ótimo do Lobão, da música Revanche: "A favela é a nova senzala..."

Lembrei por que estava descendo a Água Espraiada, e aquela favelinha que margeia a avenida não tem nada a ver! Eu nem morava por aqui na época, mas aquilo ali dá toda a pinta de ter o dedo do Sr. Paulo Salim, e qualquer um sabe que não faz o menor sentido, ou seja, alguma coisa precisa ser feita! Um Singapura, sei lá o quê, mas uma favela incrustada ali naquela região só pode dar merda, das grandes! Ah Sim, Gandhi, Luther King & Associados diriam que o ideal é não ter favelas, com o que eu concordo totalmente, mas enquanto isso, vamos paliativizando, né? E muita gente pode pensar que minhas próximas palavras serão algo como Heil Volks, Heil Reich, Heil Fuhrer, mas vou é mandar outro verso solto, do Gessinger, que um dia disse que o "Facismo é fascinante":

"Não é que eu faça questão de ser feliz.
Eu só queria que parassem de morrer de fome
a um palmo do meu nariz"

postado por: Randall Ferreira Neto 9:03 AM Comments:


Quarta-feira, Janeiro 28, 2004

Sei que inevitavelmente vão me criticar e chamar de reacionário pra cima, que Bill Gates não é um exemplo a ser seguido como "ser humano, a nível de gente, enquanto pessoa". Sim, concordo que Lênin, Stálin, Guevara, Gandhi ou Martin Luther King e Nélson mandela tem coisas mais, digamos edificantes a dizer, mas pra ouvir coisas edificantes, eu fico com Lennon e seus comparsas.

Sendo assim, vamos aos conselhos que o Bill Gates deu a crianças numa escola, acerca dessa nova filosofia de preocupar-se DEMAIS com esse lance de "ser humano, a nível de blá blá blá":

Regra 1 : A vida não é fácil - acostume-se com isso.
Regra 2 : O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo
espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem
com você mesmo.
Regra 3 : Você não ganhará US$ 40.000 por ano assim que sair da
escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e
telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu
próprio carro e telefone.
Regra 4 : Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe.
Ele não terá pena de você.
Regra 5 : Fritar hambúrgueres não está abaixo da sua posição social.
Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de
oportunidade.
Regra 6 : Se você fracassar, não é culpa de seus pais, então não
lamente seus erros, aprenda com eles.
Regra 7 : Antes de você nascer seus pais não eram tão chatos como
agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas
roupas e ouvir você falar o quanto você mesmo era legal. Então antes
de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os
erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.
Regra 8 : Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores
e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não
repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto
não se parece com absolutamente NADA na vida real.
Regra 9 : A vida não é dividida em semestres.Você não terá sempre os
verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a
cumprir suas tarefas no fim de cada período.
Regra 10 : Televisão NÃO É vida real. Na vida real, as pessoas têm
que deixar o barzinho ou a cafeteria e ir trabalhar.
Regra 11 : Seja legal com os nerds. Existe uma grande probabilidade
de você vir a trabalhar PARA um deles.

postado por: Randall Ferreira Neto 11:22 AM Comments:

Meus 5 Filmes Nacionais favoritos em todos os tempos:

1- Cidade de Deus
2- Domésticas
3- Houve uma Vez Dois Verões
4- O Homem que Copiava
5- Pequeno Dicionário Amoroso.

5 Filmes Nacionais que não fizeram por merecer o Hype - ou que nem tiveram Hype, mas são ruinzinhos mesmo:

1- Central do Brasil
2- Eu, Tu, Eles
3- O Quatrilho
4- Bicho de Sete Cabeças
5- Abril Despedaçado.

5 Nacionais das Antigas que eu curti muito quando vi naquelas sessões bizarras da Manchete e da Band:

1- Bonitinha, Mas Ordinária
2- Dedé Mamata
3- Aventuras de Um Paraíba

E vamos ficar só nos 3 mesmo, que não consigo lembrar de mais nenhum...

postado por: Randall Ferreira Neto 10:11 AM Comments:

Dificilmente eu entro nesse clima de "Pátria em Chuteiras" quando algum filme brasileiro é indicado ao Oscar, principalmente em se tratando de filmes chatérrimos como Central do Brasil ou O Quatrilho. Agora, quando o indicado é Cidade de Deus, a coisa muda de figura, pois é o filme nacional mais afudê que eu já vi, desde o aspecto do roteiro, os cortes de cena, a sequência da história, a violência desmedida e totalmente a ver... eu gosto de quem é MAU, como o Dadinho/Zé Pequeno, mas meu personagem favorito é o Bené, tanto que eu, numa viagem inacreditável que faria meu pai tremer de ódio, cheguei a comparar o Bené com o Mercúcio - e até disse que não me surpreenderia se antes de morrer ele gritasse "Que a praga caia sobre suas bocas de fumo!".

Outro fator que me fez gostar demais do filme é que só morre tranqueira, é fascinante ver uma carnificina da escumalha dentro de um enredo legal...

postado por: Randall Ferreira Neto 8:45 AM Comments:


Terça-feira, Janeiro 27, 2004

Ela, com passagem marcada por atribuladas visitas aos melhores Pubs de Dublin, um dia resolveu ir embora pra São Bento do Sul; eu, que não conhecia sua real e semântica noção de "ir embora", senti muitíssimo e fiz uma homenagem, justa e à altura da pessoa SENSACIONAL que ela é.
Dessa vez, tudo o que posso dar é um pequeno briefing sobre o futebol na Argentina, pois não quer chegar na minha querida Buenos Aires sem saber nada - segundo ela, isso de ser brasileiro em terra estranha tem o mágico poder de convergir os assuntos para o futebol.

Vou fazer o briefing e mandar por e-mail, tá? De resto, tudo o que eu poderia dizer, o Drummond já disse uma vez e eu vou plagiar na maior desfaçatez: "Vai, Paulinha, ser gauche na vida!"

postado por: Randall Ferreira Neto 3:44 PM Comments:

Algumas perguntas que eu não aguento mais responder, mas insistem em fazer:

- Você trabalha numa academia?
- Como você é de Goiânia e não gosta de música sertaneja?
- Mas por que você parou de ouvir MPB?
- Você mora em Sorocaba, trabalha em São Paulo, vai e volta todo dia e não fica cansado?
- Essa banda Los Hermanos é aquela de Anna Júlia, né?
- Você escreve poesia?
- Belle and Sebastian é uma dupla tipo Simon & Garfunkel (na verdade essa só me perguntaram uma vez, mas já deu)?
- COMO ESTÁ A VIDA DE CASADO?

Alguém pode me ajudar com respostinhas sarcásticas?

postado por: Randall Ferreira Neto 8:00 AM Comments:


Segunda-feira, Janeiro 26, 2004

ALÉM DAS PORTAS SOLD OUT!

Passado mais de um ano e muita ralação, momentos mágicos e poucas decepções, resolvi contar quantos "Além das Portas" eu ainda tinha em casa e a resposta foi o cabalístico número 13! Tenho 13 livros em casa e trocando idéias com o Carlos na SENSORIAL, decidi o que fazer com eles, em duas etapas:

LITERATURA & ROCK N ROLL PARTE I - ALÉM DAS PORTAS e BARFLY:

É muito simples, basta você comprar um CD do Barfly na SENSORIAL que você ganha um Além das Portas, seja indo na loja ou pela internet. Mas como eu sei que a banda do Carlão vende mais discos que eu vendo livros, não significa que o incauto fã de Rock, ao comprar um CDzinho da Barfly será obrigado a levar, compulsoriamente, um livro do Tio Randas. Para tanto, você tem que mencionar seu interesse, tipo "Quero levar o Barfly, mas tem o lance do livro daquele carinha do blog..."

3 livros foram separados para essa promoção e eles já estão à disposição na Loja, ali na Rua Alta, 24 de maio, mais ou menos perto de onde acontece alguma coisa no coração do Caetano.

Quando os outros 10 chegarem lá (acredito que na semana que vem), vou dizer como funciona a segunda parte da promoção, que é mais legal ainda! Aos amigos que quiserem divulgar a promoção em seus blogs e listas intermináveis de e-mails, eu agradeço muito! Quero partir pra outra, enterrar de vez o Além das Portas, encerrar a etapa. E diz aí: ser um autor sold out é chique...

postado por: Randall Ferreira Neto 12:45 PM Comments:


Domingo, Janeiro 25, 2004

Os meus 5 LUGARES Favoritos de São Paulo:

1- Galeria do Rock;
2- Parque Antártica;
3- Praça Benedito Calixto (aos sábados, claro);
4- FunHouse;
5- O Centro (Algum lugar compreendido entre a Praça da Sé e o cruzamento do Caetano).

Vou adicionar aqui meu maior MICO em sampa, logo na primeira semana, quando fui ao Fórum Central na João Mendes e perguntei onde era o Primeiro Tribunal de Alçada Criminal, ao que a mocinha falou que ficava no Pátio do Colégio. O quê que o Degas aqui perguntou?

- De qual colégio?

postado por: Randall Ferreira Neto 1:45 PM Comments:

Domingo é dia de missa, dia de entregar os pecados inconfessáveis: ontem, impossibilitado de ir na FunHouse por incidentes diplomáticos-domésticos, depois de ler duas Mosh e uma Bscene, gentilmente cedidas pelo Carlos da Sensorial, acabei assistindo o show do Caetano na Ipiranga com a São João... assisti meio dormindo, mudando de canal e tal, mas assisti, se me acusarem disso não terei como me defender. Alguém podia dar um toque pro Jair Rodrigues parar, né? Assim, numa boa... fora isso, o único ali que eu acho bacana é o Nando Reis, não por acaso o mais aplaudido e beijado na boca pelo Caê (pra quê isso, né?).

Mais cedo, na Velvet, o André me perguntou se eu tava lá pra pegar um bom lugar e ver o Caetano... eu disse que não curtia MPB e ele disse que Caetano é maior que a MPB, ele está acima de tudo, da própria música! E disse que não iria passar o som, pois ele não passa o som, ele faz o som! Bom, além de bate-papo maledicente saí com dois usadões: o primeiro do Buffalo Tom (e agora completei a coleção) e o What's The Story dos Gallagher legais pra caralho.

E decidindo sobre qual a música-símbolo de São Paulo, estava com minha convicção inabalada de que era Sampa mesmo, com Ronda em segundo, mas tive que concordar com o Marcelo (cover do Rick Levy) e conceder o título, pelo conjunto da obra, ao Adoniram Barbosa. E eu nunca tinha ouvido essa musiquinha do Tom Zé, mas é tal como as outras esquisitices dele... o refrão é legal, apenas.

Aguardem, que nessa segunda feira será lançada a promoção ALÉM DAS PORTAS SOLD OUT - PROMOÇÃO CONUJNTA DE TIO RANDAS E SENSORIAL DISCOS. Literatura e Rock N Roll!

postado por: Randall Ferreira Neto 1:25 PM Comments:


Sexta-feira, Janeiro 23, 2004

O mais legal mesmo seria escrever um texto sobre os 450 anos dessa cidade que eu gosto tanto, mas fico sem jeito de prestar homenagens à cidade, ainda me sinto meio como um visitante, ou um mero frequentador esporádico. E ainda que "Ronda" seja uma música bonita pra caralho, nada é tão São Paulo quanto Sampa, daquele ser abjeto. E eu achei afudê a idéia dele cantar a música na esquina da Ipiranga com a São João.

Amanhã, aproveitando minha estada por aqui em razão desses cursos que Lau traduz, devo passar pelos meus pontos favoritos de sampa: Galeria do Rock, Av. Paulista, Benedito Calixto, Centro... se finalizar com Los 3 Amigos no Cabong será mais que perfeito!

Parabéns, Sampa! E obrigado...

postado por: Randall Ferreira Neto 4:32 PM Comments:

Como já dizia o Chirs Martin, em The Scientist, "nobody said it was easy...", mas o primeiro passo foi dado e nos próximos 4 meses pessoas qualificadas estarão fazendo quase uma biópsia do meu Filho do Meio e aí, se um monte de coisas acontecerem, eu terei um pouco de chance de publicar alguma coisa. Enfim, a Laura me achou com uma cara meio decepcionada e acho que adiei esse encontro ao máximo por que, apesar da extrema ironia da minha esposa, eu REALMENTE esperava que alguém da Rocco ou Companhia das Letras à minha porta dizendo: "Tio Randas, você escreve pra caralho e a gente queria te editar, pode ser"?

Mas agradeço as good vibes e também quem fez muito mais que isso pra o pequeno passo dado ontem!

E quem ainda não sabe o que é O Filho do Meio, dá uma olhada aí no que o Fábio Mendes Guedes Venturini Borges & Nascimento tem a dizer a respeito:

O que é ser um filho do meio? Antes de mais nada, é viver oprimido pela admiração dos pais em relação ao primogênito e aos mimos reservados aos caçulas. É ter
sempre a sensação de ser um corpo estranho na família, o "diferente". Nos casos mais extremos, talvez apanhar do mais velho e não poder descontar no menor, sempre
sob os olhares atentos da mãe zelosa. Um filho do meio é um poço de conflitos, angústias e contradições, compactados em uma pessoa, aparentemente igual a todos
as outras. Apenas aparentemente.
Pois é nesse terreno pantanoso que o advogado e escritor Randall Neto resolveu pôr os pés, e de lá saiu magistralmente, ao escrever este O Filho do Meio. O autor narra a infância e a adolescência de Arthur, um encapetado jovem às voltas com traumas, dúvidas e também convicções, alimentadas pelo confuso ambiente em que vive, no seio de uma família de classe média de Goiânia. Como todo filho do meio que se preze, ele terá seu arrimo emocional: a amiga Nicole, que o acompanhará durante boa parte da sua vida, compartilhando alegrias e tristezas, crescendo junto com ele.
O livro é especial em todos os seus aspectos, a começar pelo tema. Falar da vida de um filho do meio é uma tarefa tão interessante quanto espinhosa. Mas a história de Arthur - ou Tuta - mesmo com as suas particularidades, é daquelas que poderiam perfeitamente ser vividas pelo leitor, especialmente se este tiver um irmão mais novo e outro mais velho.
Sem a pretensão de criar uma obra "psicológica", Randall Neto consegue mostrar de forma leve e criativa os caminhos que levam Tuta a se tornar o genioso jovem que abandona o conforto e as expectativas dos pais em busca do mais precioso e raro dos tesouros: a felicidade.
Mesmo quem teve uma infância e adolescências "normais" poderá se enxergar nas divertidas e emocionantes histórias de O Filho do Meio. Quem viveu os anos 80 certamente vai se emocionar com as diversas citações pop, uma marca registrada do autor: futebol, música, cinema e televisão permeiam os diálogos e situações, muitas vezes de forma decisiva para o desenrolar da história.
Randall Neto sujou os pés ao enveredar por este caminho, mas o enfrentou com habilidade ímpar e conseguiu percorrê-lo. Agora que a trilha está aberta, é a sua vez de enveredar por ela.


E comprovando a minha missão de deixar de ser pusilânime em relação a mandar meus livros por e-mail, imediatamente respondi ao Lucas enviando o Clichê, chegou aí, velho?

postado por: Randall Ferreira Neto 7:35 AM Comments:


Quinta-feira, Janeiro 22, 2004

Pedi a algumas pessoas que fizessem releases dos meus livros e como ando em Lua de Mel com o Clichê de Verão, meu filhinho caçula, aqui vai o release feito tipo à 4 mãos:

Quem nunca teve (ou pelo menos quis ter) um amor de verão? Quem nunca se imaginou sendo o protagonista daquela cena perfeita de final de filme, em que todos vivem felizes para sempre? Quem nunca parou para pensar em como vai terminar uma linda história de amor? Todo mundo já passou por momentos como esses. E, assim como o que fascina um amante da música é a emoção que um compositor passa por meio das notas musicais, o que faz com que o leitor goste de um livro é exatamente o que os de Randall Neto têm: um pedacinho da sua vida ou um personagem com quem ele se identifica.
É o que acontece quando você começa a ler o "Clichê de Verão", um livro simples, acessível e direto que consegue prender sua atenção já na primeira página, quando apresenta Fernanda, uma garota de 20 anos que acabou de ser reprovada pela quarta vez no vestibular para Medicina, e, talvez pior que isso, terminou um namoro de mais de três anos por causa de uma traição. Ela está indo passar o Réveillon com os pais, em Ubatuba. E é lá que tudo acontece.
Já no primeiro dia na praia, conhece Tiago, um ex-nadador de 30 anos, que trabalha como fiscal da Receita Federal em São Paulo e tenta se curar de uma crise de depressão profunda. Uma pequena conversa a respeito de chopes é o ponto de partida para um tradicional relacionamento de verão. Dentro da história, o leitor se torna confidente de Fernanda, acompanha seus pensamentos, dúvidas e medos, e descobre em primeira mão se esse amor de praia sobe ou não a serra. Vale a pena embarcar nessa história.
Randall usa uma linguagem fluente e coloquial para desenvolver uma excelente trama recheada de citações pop ¿¿ músicas, discos e bandas; livros e autores; filmes e diretores. Ele segue uma ¿escola¿ mundial, que tem Nick Hornby (¿Alta Fidelidade¿ e ¿Um Grande Garoto¿) e Douglas Coupland (¿Geração X¿ e ¿Microservos¿) como maiores nomes e que captura vivências que provavelmente fazem parte da história da grande maioria dos jovens de sua geração.
Holden Caulfield, protagonista de "O Apanhador no Campo de Centeio", de J. D. Salinger, diz que um livro é bom quando a gente, depois de ler, quer virar um grande amigo do autor para poder telefonar para ele sempre que der vontade. Pessimista, Holden acrescenta que isso é muito raro de acontecer. Mas, depois de ler a última página de "Clichê de Verão", a vontade é justamente essa: correr para o telefone e continuar a conversa com o Randall.
Randall Neto, 30 anos, é um advogado viciado em escrever que diz querer virar escritor quando crescer. Paulista de São José do Rio Preto, criado em Goiânia, morou quatro anos em São Paulo e hoje vive em Sorocaba. Ele tem alguns textos publicados na internet, atualiza o blog Febre Alta (diário virtual disponível em http://www.febrealta.blogger.com.br) e também é autor de "Além das Portas", publicado pela editora Scortecci em 2002, e "O Filho do Meio", ainda inédito.


E prás pessoas que ainda não pegaram o livro, por inércia deste ser atrapalhado ou por idiossincrasias diversas como anti spam e quetais, manda um e-mail pra mim na arrobinha esquisita ali em cima e eu respondo na hora, juro! E mandem também good vibes que hoje eu preciso, ALEA JACTA EST...

postado por: Randall Ferreira Neto 8:54 AM Comments:

Um carinha da empresa vai casar em abril e veio me perguntar sobre as opções musicais, desde a dúvida entre DJ ou Banda até a Trilha Sonora... eu disse a ele pra desencanar, o importante mesmo é que tenha bastante gente, pois o crowd ajuda as pessoas a se moverem em direção à pista de dança. Porém, quanto à seleção de músicas, basta você procurar aquele amigo "que ouve de tudo", de preferência filho de um casaizinho medíocre, que assiste Raul Gil no sábado e a Hebe na segunda, discute com ARGUMENTOS quem é melhor entre o Sílvio Santos e o Faustão e vive dizendo que a violência em São Paulo está terrível por que "o Datena falou..."; ele assiste novela! Preferencialmente as da Glória Perez e do Agnaldo Silva... aí você pergunta pra esse cara o que ele sugere, que com certeza a massa ignara vai gostar.

Porém, se você não tem acesso a um exemplar como esse, nem precisa saber o que anda tocando nas trilhas das novelas globais, basta pedir ao DJ o KIT ESCUMALHA, que em sua festa de casamento tocará Kenny G enquanto os convidados chegam, e pra animar a galera, toda aquela sequência de Village People, Axé e alguma coisa inominada que eles costumam denominar "música animada".

Todo mundo ai dançar, você vai ver!

postado por: Randall Ferreira Neto 7:52 AM Comments:


Quarta-feira, Janeiro 21, 2004

Anteontem, a Blue escreveu coisas super legais e fofinhas de mim, e Tio Randas (a minha maneira Dadá Maravilha de se referir a mim mesmo na terceira pessoa, talvez um definitivo sintoma de que aquela visitinha ao psiquiatra não deve ser mais adiada) adora quando dizem que ele é o maior barato - na verdade, eu (vou parar com essa viadagem de Tio Randas até que meu pessoal se manifeste contra ou a favor da prática) curto mais ainda quando dizem que meus livros são o maior barato!

Mas enfim, a Blue me deixou lisonjeadão e a razão de ser desse post é a maneira como ela finalizou o dela, que me chamou a atenção para o fato de que muita gente que leu o Clichê de Verão adorou o pai da Fernanda. Diz aí, meu revisor oficial, ele não se parece bastante com um cara que nós dois conhecemos?

postado por: Randall Ferreira Neto 10:21 AM Comments:

Considerando que nos últimos dois dias rolaram reuniões intermináveis e com isso acabei chegando em casa quase meia noite, a probabilidade de não assistir o jogo da gurizada hoje é grande; de qualquer forma, mesmo tendo uma enorme simpatia por esse time, prá mim é sempre difícil torcer contra a Argentina.

E falando em futebol, nem fudendo que eu vou torcer pro Atlético Sorocaba hoje contra o Corinthians, que esse papo de torcer pro time da cidade é furadaço, ou algum esmeraldino já se viu torcendo praquele outro time de vermelho? Sou São Bento desde criancinha, de viajar no ônibus do time e tudo, nos saudosos tempos de Cremílson, Cacá, Mococa e o capitão Nílson Andrade, timaço que chegou a disputar até mesmo o brasileiro quando era festa da uva e uns 437 times disputavam. E tenho ainda bem viva na memória a lembrança de um golaço de falta do Edel no Palmeiras, quando o super Leão mandou abrir a barreira...

postado por: Randall Ferreira Neto 7:50 AM Comments:


Terça-feira, Janeiro 20, 2004

Não, ninguém falou que seria fácil... são quase nove da noite e antes das onze não estarei na minha casa, é longo e penoso o caminho! Mas uma música nova do primeiro CD do Los Hermanos aqui, um aumentinho de salário ali, "irmão" em intercâmbio dando notícia e aquele velho propósito Lennon, onde tudo se resume ao objetivo final de dormir ao lado da pessoa que você ama.

Tudo!

postado por: Randall Ferreira Neto 7:37 PM Comments:

O cara mais chato do mundo! Eu conheço ele... virtualmente falando, claro! Nunca o vi, mas sou capaz de imaginar sua fisionomia, bem como seu falar empolado, linguagem rebuscada e formal, típica de quem ainda frequenta os bancos da faculdade de Direito. Sim, o cara mais chato do mundo faz Direito! Mas não sonha em ser um advogado, trabalhar, fazer carreira e - Que Deus nos Perdoe - ganhar algum dinheiro; ele quer mudar a Constituição, transformar o Brasil num país mais justo, um pequeno passo para o objetivo supremo: MUDAR O MUNDO!
Ele usa apelidos idiotas na internet e se disfarça de "Marxista" para falar com os outros, é preconceituoso, careta e diz adorar certos autores sem nunca ter lido nada deles! É radicalmente contra o Mc Donald´s, mas não por razões gastronômicas, e sim por causa de um monte de baboseira dito e repetido nesses lugares de muito papo e pouca ação. Por causa do homem mais chato do mundo, comecei a ficar invisível, mas ontem, por breves momentos em que me tornei VISÍVEL, lá veio ele... MEU DEUS! Quem dera se tantas coisas na vida se resumissem a tirar alguém da Visible List... sei que ele ainda vai aparecer por aqui algumas vezes prá falar de Garth Brooks ou Simply Red, mas até aí tudo bem, nós sempre damos risada dele mesmo.

Ô Zé, como diz o Giba: Fala sééééério?!

postado por: Randall Ferreira Neto 11:05 AM Comments:


Segunda-feira, Janeiro 19, 2004

Um amigo meu estava aqui praguejando contra os habitantes de determinada cidade do interior de um dos nossos estados que prima pela simpatia de seu povo e eu, conhecendo um pouco esse lugar, bem como alguns exemplares dessa soberba injustificada, lembrei que é um pessoal meio esquisito mesmo, com um quê de megalomania e tals... e justifiquei minha impressão da esquisitice do povo, dizendo que eles tem um estádio de futebol grandão e lindo, mas sem um time decente que o justifique.

Meu colega disse que eu resumi o povo daquela cidade: O Estádio é o que eles acham que são, e o Time de Futebol medíocre, o que eles efetivamente são.

postado por: Randall Ferreira Neto 11:25 AM Comments:

Um lance engraçado nessa coisa de "escrever" é que às vezes tenho a impressão de algo sair quase no automático e depois eu vejo que tem a ver. O personagem do meu livro novo, por exemplo, que teve um namoro recém terminado, se ressente de ver seu sofrimento aumentado pelo fato da ex-namorada ter um blog e, assim, ter acesso a todas as novidades envolvendo a guria e seu novo relacionamento.

Escrevi sem pensar, mas sabe que isso tem muito a ver? Imagine que houvesse no meu passado (remoto ou longínquo) uma menina perdida e definitivamente apaixonada por mim - vamos aceitar a hipótese por excessivo apego ao espírito da argumentação, pois eu bem sei que meus namoros terminam e praticamente viram fumaça, nunca deixei muita saudade -, e aí ela entra aqui e vê notícias sobre meu casamento, Lua de Mel em Buenos Aires, planos, casa sendo construída e mobiliada... mas não é esse o "x" da questão, e sim a morbidez masoquista que atrai alguém a determinado blog onde ela sabe que vai encontrar coisas que não lhe fazem bem. Eu tenho absoluta certeza que seria um desses freaks que buscaria informações desnecessárias sobre alguém que preferiu viver sem mim, POR QUE? É o equivalente a passar de carro na porta da casa, na porta da escola, do curso de inglês, daquela balada onde você sabe que ela vai estar... mas o blogo-masoquismo tem 100% de chance de você encontrar o que procura, muito mais eficiente...

Agora o outro lado: imagine você que aquela pessoa dementemente apaixonada venha sempre ao seu blog, você seria mais comedido em relação ao que sente, exageraria de propósito ou cagaria e escreveria o que desse vontade?

Sem entrar nessa de paixão, sei que já magoei gente com o que escrevi aqui e uns voltaram, outros não... nem tudo o que eu escrevo é intencional, mas algumas coisas são cirurgicamente programadas para acertar determinados alvos, o que nem sempre acontece. O bom nisso tudo é que existem muitas pessoas SENSACIONAIS que entendem totalmente qual é o lance enquanto coisa disso aqui.

postado por: Randall Ferreira Neto 8:05 AM Comments:


Sexta-feira, Janeiro 16, 2004

Isso é John Lennon:

Não existe nenhum motivo no mundo para eu não estar com ela. Nada é mais importante do que a nossa relação, nada. E nós curtimos ficar juntos o tempo todo. A gente sobrevive longe um do outro, mas pra quê? Não vou sacrificar o amor - o amor de verdade - por nenhuma puta, nenhum amigo nem trabalho, porque no fim a gente acaba é dormindo sozinho. Nenhum de nós quer isso, e não dá pra encher a cama de fãs, não funciona. Não quero ser um galinha. É como eu disse na música: já fiz de tudo e não existe nada melhor do que ser abraçado pela pessoa que a gente ama.

Isso é John Lennon falando do lugar onde foi criado, mas não fica tecendo loas ou numas de saudosismo:

Liverpool é só o lugar onde eu fui criado. É como qualquer outro lugar... adoro a idéia do lugar, mas não vivo lá.

Isso é John Lennon, mas é Chewbacca & Paulinha & Lobão pra caralho:

...Pessoas como eu tem consciência da assim chamada genialidade aos dez, oito ou nove anos. Eu sempre achei que era... por que ninguém me descobriu? Na escola, não conseguem perceber que sou mais inteligente que qualquer um ali? Que os professores também são burros? Que tudo o que tinham era informação, do que eu não precisava, para me dar?

postado por: Randall Ferreira Neto 3:18 PM Comments:

As resenhas de disco da Zero estão cada dia mais engraçadas... nessa última, o melhor texto foi, disparado, o do Palandi, que consagra o Disco dos Tribalistas como o PIOR DO ANO (título mais que merecido), oportunamente lembrando que a idéia de brodagem surgiu logo após os compadres da mãe do Mano Vladimir entrarem num acordo de pé & bunda com suas respectivas gravadoras.

Mas voltando às resenhas: na penúltima, quase estourei de rir com o Marco falando que o novo do Bon Jovi era um ABORTO DA NATUREZA e um ótimo presente para aquele cara que diz "escutar de tudo", mas essa última superou! Primeiro, o mesmo Bezzi fala que apesar de toda pose, a Pink é tão letal quanto um peido da Sandy; depois, a melhor resenha: o Daniel chamando o John Mayer de expoente da Bunda Mole Music, chamando-os de "Bunda Molers".

Top 5 da Bunda Mole Music:
1- The King - Bon Jovi;
2- Simply Red;
3- Dave Mathews Band;
4- John Mayer;
5- James Taylor, o Pai de Todos.

postado por: Randall Ferreira Neto 7:57 AM Comments:

Olha, não sei mesmo se aqui foi o primeiro lugar a abordar o assunto, não quero dar uma falsa e pretensiosa idéia de precursão de nada, mas acho que dentre "Os Indies" fui o primeiro a declarar amor por "Formato Mínimo". Agora vejo a Blue e o Radociou, o RC sempre tecendo loas e assim vai, a música é foda! Me deu vontade de falar sobre Skank...

Não que eu fosse o primeiro ou o Décimo Nono cara de Goiânia a comprar o disco (tipo assim, total nas internas), mas me lembro bem que conheci com uma grande antecedência com relação à choldra, a patuléia e a escumalha. Eu gosto muito de Skank, acho o primeiro disco quase perfeito, ao vivo eles são sensacionais, mas a partir do Calango, eles começaram a alternar músicas maravilhosas com outras NOJENTAS (tendência praticamente abandonada já a partir de Siderado), como "Garota Nacional", "É Proibido Fumar" e outras musiquinhas de patricinha cantar refrão e achar que curte som interado. Não sei quem me perguntou se Loirinha Bom Bril é do Skank e sabe que eu achei que tanto essa, quanto aquela outra em parceria com o Carlito Marrón e cantada com o Djavan (one more tai, ai aaaime) se parecem as músicas NOJENTAS do Skank?

postado por: Randall Ferreira Neto 7:44 AM Comments:


Quinta-feira, Janeiro 15, 2004

O Chewbacca Lennon, esse cara style aí do lado da Laura...



... na verdade se chama Chewbacca Lennon Rock´n´Roll, pois um dia estávamos eu, ele, meu Padrinho Afudê Awards Forever e meu Tio Mais que Careta, e esse último tava falando que música era Brahms, Bach, Mozart e Jazz, ao que meu padrinho emendou:

- Olha, esse papo aí de música clássica... nada a ver! Prá você, tudo bem, prá mim, não. Eu gosto duma guitarra (faz um som de guitarra, um air guitar balançando pra frente e pra trás), eu gosto de Rock´n´roll, EU SOU O ROCK´N´ROLL!

Logo, se o Chewbacca é filho do Rock´n´Roll...

postado por: Randall Ferreira Neto 4:06 PM Comments:

O Mc Donalds é foda por várias e inúmeras razões, tanto que nem vou falar dos sanduíches, mas das frases que eles conseguem emplacar em suas competentíssimas campanhas publicitárias. Lembro daquela Gostoso Como a Vida Deve Ser e agora essa Amo Muito Tudo Isso, FODA! Junto vem aquele forro de bandeja com um monte de coisinhas que amamos muito e sempre dá vontade de fazer a minha listinha. Vai ficar óbvio demais, eu sei, mas como diz o Azamba, certas vontades vem e passam rapidinho, outras vem avassaladoramente e mudam a vida do indivíduo, mas não sendo um caso nem outro, vamos lá.

AMO MUITO TUDO ISSO

Lançamento de Disco da banda favorita; descobrir uma banda nova AFUDÊ; Livros do Nick Hornby; filmes baseados nos livros do Nick Hornby; vida de casado; Galeria do Rock; Fazer de uma prosaica compra de CDs um acontecimento social; descobrir, após rever conceitos e preconceitos, que ter cachorro é o mó barato; os Tribalistas ganharem o Pior Disco do Ano pela Zero; ter uma esposa (palavra horrorosa) fisioterapeuta, pós graduada nuns lances que basta mexer na sua caixa craniana usando técnicas revolucionárias prá sua dor de cabeça sumir; voltar pra casa depois do último dia de trabalho antes das férias; FÉRIAS; amigos que fazem parte de uma banda que eu adoro (o mais cool de tudo); amigo que escreveu um de seus livros Top 5; blogs bacanas; ver váááários comentários no meu blog; FunHouse; ficar deitadinho antes de dormir, dando beijos, falando besteira, lendo alguma coisa e fazendo campeonato de peido; casa do Giba; varar a madrugada jogando Imagem & Ação com uma galera massa e, comprovando a supremacia masculina, acertar (para espanto das perdedoras humilhadas) palavras como ogiva, lacuna, abóbada e LSD; Reclamante mau caráter se fodendo em ação trabalhista; Porto Alegre & Floripa; São Paulo; dia cinzento e frio (mas sem chuva!); Londres e o sonho de um dia ir pra lá; Jogo de Futebol; Taça Libertadores; ICQ Blue; saudade de Goiânia; falar sobre o Lula e o Fidel com o coroa; chamar meu pai de coroa; Friends; a Lorelai; chegar no trabalho e ver um embrulho do Submarino na mesa; ganhar presente; dar presente; roupa que serve na gente; psicotrópicos e estupefacientes leves; cerveja gelada na sexta feira; São Paulo a Sorocaba de avião em 12 minutos; 02 Neurônio; a Laura!

A lista se estenderia até o infinito, mas vamos parar por aqui, pois espero que meus excelentes comentaristas se encarreguem de aumentá-la.

postado por: Randall Ferreira Neto 8:48 AM Comments:


Quarta-feira, Janeiro 14, 2004

I DON´T BELIEVE IN MAGIC!

Não entendo como ainda me surpreendo com a minha ignorância e com minha capacidade de ser leigo, mas só ontem eu fui ler a famosa entrevista que o John Lennon deu à Rolling Stone em 1970, editada aqui no Brasil pela Conrad em formato de livro e cheia de revelações - ao menos pra mim - surpreendentes. O que sei disso tudo é que descobri um novo adjetivo, que ainda não sei conceituar ou definir, mas existe; tem caras estranhos, inteligentes, doidos, bonitos, chatos, etc... existem pessoas "John Lennon"! Eu nunca serei um cara "John Lennon", sou um tipo metido a John Lennon apenas; conheço pelo menos duas pessoas totalmente John Lennon, mas de uma eu não vou falar pra evitar constrangimentos e embaraços, mas a maneira como o marido da Yoko fala sobre suas obras passadas, sobre os fãs, sobre a mulher de sua vida por quem está perdidamente apaixonado, sobre música, sobre a paixão pelo rock... a maneira de não falar sobre o que não está a fim...

Bom, o outro John Lennon é o Chewbacca e assim que eu terminar de ler, vou mandar o livro pra ele. Assim ele lê, meu tio e minha tia lêem, qualquer guria por quem ele se apaixonar lê e terão um manual de instrução de como lidar com alguém que mistura, em doses cavalares e com uma pitada de Nitroglicerina: rebeldia, genialidade, raiva, paixão, pessimismo, esperança... radical? Não, John Lennon.

I don´t believe in Beatles. I believe in John Lennon. I believe in Chewbacca.

The Dream Is Over.




Esse ao lado da Laura é Chewbacca Lennon

postado por: Randall Ferreira Neto 7:53 AM Comments:


Terça-feira, Janeiro 13, 2004

Ludmilla e demais pessoas que não me vêem há muito tempo, se vocês me perguntarem o que eu ando escutando, minha resposta pode ser BARFLY. Sim, pois se eu for citar todas as bandas e influências que povoam minha área musical, vou perder muito tempo e o Barfly conseguiu sintetizar tudo o que eu gosto sem parecer cópia de nada. Vão dizer que sou um deslumbrado-otimista inveterado, que já disse quase a mesma coisa de Ludov, Walverdes, Pullovers, Badminton... tudo bem, quem quiser que leve fé no que eu estou falando, mas a banda é do caralho! Prá ficar só nas referências que a Laura encontrou, temos (corrija-me se eu errar feio, Carlão) Belle and Sebastian, Jesus and Mary Chain, Oasis, Manic Street Preachers e, claro, Beatles. Tem também uma música legal que eu identifiquei uma introduçãozinha bem Suedehead...

O legal foi deixar minha memória viajar e, ao ler o nome do batetra no encarte, lembrar que a gente meio que era amigo, a mãe dele dava aulas na mesma faculdade que a minha; lembro que ele era o único torcedor do América do Rio que eu conhecia e me lembro disso por que ele tinha um time de botão do América sensacional! Lembro de ter assistido a semi-final da Copa de 82 na casa dele, aquele jogo entre Alemanha e França, que foi pros pênaltis... estudei com o irmão dele no cursinho e a irmã era a coisa mais lindinha e fofinha!

Agora é a hora em que alguém da banda entra aqui e diz que é namorado/marido/whatever da Fernandinha...

postado por: Randall Ferreira Neto 8:05 AM Comments:

Gozado como acontecem certas coincidências... eu já estava a fim de escrever sobre o Bon Jovi antes mesmo de passar pelo blog da Mary Jo e ler sobre um aluno dela que diz gostar de Radiohead, Forró, Axé, Midnight Oil, Alanis Morrisete e Bruno e Marrone; o que tem a ver? É que o Marco Bezzi definiu muito bem o CD novo do Bon Jovi, dizendo que é o presente ideal pra você dar de presente praquele cara que você conhece e diz que "escuta de tudo". Já dei minha opinião várias e reiteradas vezes sobre essa raça de eclético, mas esqueci de falar a primeira definição do Bezzi sobre o disco do Bon-Bon: "um aborto da natureza"!

E por que eu queria escrever sobre Bon Jovi? Ah, é que eu e a Laura ainda não entramos num acordo sobre o Controle Remoto e ontem, enquanto eu tentava terminar de ler "Valsa Negra", ela assistia um show desse cara aí no Multishow... ela disse que não tem a menor paciência mais pra escutar as músicas dele, mas vê-lo, vale a pena, pois ela o colocou entre os 3 caras mais bonitos que existem (os outros são Rick Martin e Brad Pitt). Eu questionei a ausência do Beckham nessa lista e ela disse que o Beckham todo mundo acha bonito, não tem graça. Ah tá, então os membros da trindade acima só ela que venera, ninguém mais os acha bonitos? Gosto exótico o da minha esposa (palavra horrível), né?

postado por: Randall Ferreira Neto 7:44 AM Comments:


Segunda-feira, Janeiro 12, 2004

Como disse o cara da VIP, é fácil falar coisas sobre a areia de Ipanema ou sobre o Sol da Bahia, mas o apaixonado por São Paulo é um apaixonado por GENTE. Eu me incluo nessa categoria e como hoje eu tinha tempo livre, desci da Praça João Mendes (dei um Oi prás meninas) até a Justiça do Trabalho na Rio Branco, passando pelo Viaduto Santa Efigênia, Mosteiro São Bento e tal... acho que se meus tempos de office-boy tivessem sido aqui eu teria sido mais feliz, é um tesão andar pelo Centro de Sampa. E por causa do Caetano, eu nunca consigo cruzar a Ipiranga e a São João sem olhar a plaquinha...

Aproveitando que estava perto da Galeria, fui lá dar uma pinta com meu terno e gravata, passei na Sensorial para adquirir alguns víveres, tais como The Thrills, aquele livro do John Lennon que saiu pela Conrad, um documentário sobre o rock "indie" no Brasil de um cara chamado Daniel Dias (és tu, The Pelvis?) e, enfim, o EP de estréia da Barfly, do meu amigo Carlos Alexandre! Adivinha qual disco está no meu discman? Adivinha qual disco eu vou mostrar pra Laura quando chegar em casa? Se eu fosse o Lucio Ribeiro, faria uma promoção dando uma cópia da disco, mas como sou só um blogueiro, indico com todas as minhas forças e é mais um que entra na minha lista de bandas que eu levaria pra tocar em Manchester Paulista se eu fosse o Tony Wilson... anotou? Barfly! Mais um lançamento Monstro Discos!

postado por: Randall Ferreira Neto 2:06 PM Comments:

Dando continuidade ao que eu disse outro dia no blog da Mary Jo - e também aproveitando pra me justificar junto à Rafa -, assumo mais uma vez que sou uma lástima para responder e-mails. O problema é que eu nunca tenho tempo suficiente para responder da maneira adequada e responder de qualquer jeito não serve, então acabo sendo, no mínimo negligente.

Dias atrás a Sweet Popcorner me mandou um e-mail querido, falando sobre um monte de coisas, dentre elas, as sitcoms. Ela fez uma Top 5 e eu queria responder dizendo que não surto Sex and The City só por causa da Sarah Jessica Parker e que nunca assisti um único capítulo da Família Soprano. Acho Will & Gracie bem legalzinho, assisto quando dá, assim como That´s 70 Show e I´m With Her. Seinfeld talvez seja a maior de todas as lacunas, mas ainda não consegui pegar o jeito dos caras.

Pra mim, atualmente existem 3 séries que eu paro o que estiver fazendo pra assistir, busco os horários e se tivesse vídeo cassete, gravaria os episódios: Gilmore Girls, The O.C. e, claro, a campeoníssima Friends. O único problema é que só consigo assistir às reprises no findie, pois passam cedo demais, as oito da noite, horário em que, invariavelmente, ainda estou fora de casa...

Aliás, tanto sexta quanto sábado fiu dormir depois de 5 da manhã, o que não garantiu a reposição de sono que eu tanto esperava, mas como logo mais tenho que visitar a Justiça do Trabalho, a Galeria do Rock me chama para uma visitinha... quem mandou o Lúcio fazer aquela matéria imensa sobre The Thrills na Folha de sexta? E por falar em Lúcio, agora as meninas do CANSEI DE SER SEXY foram devidamente Palominizadas também - ainda não abri o Folhateen de hoje, mas se o Álvaro falar sobre as gurias, o caminho rumo ao hype será inevitável!

postado por: Randall Ferreira Neto 8:34 AM Comments:


Sábado, Janeiro 10, 2004

Alguém aí sabe o que é arremeter? Se você pensou em coisas lúbricas tipo aqueles relatos do Fórum da Ele & Ela ("arremeteu com seu falo túrgido e intumescido...") ou lembrou das rimas de ventos e velas do Jessé que arremetiam contra o cais, tudo bem, mas estou falando sobre uma manobra aeronáutica que, em português claro, quer dizer: fudeu!

Vamos descer em BH na Pampulha, ooooooooopa, Pampulha tá fechada, estamos arremetendo e indo para Confins, peraí, Confins fechou também, vamos circular o aeroporto esperando melhores condições e depois de uma hora, DEVIDO AO INTENSO TRÁFEGO AÉREO DE AVIÕES CIRCUNDANDO CONFINS, vamos descer logo ali no Galeão para reabastecer e voltaremos à Pampulha...

Todas essas informações dadas a um ser que tem pavor de avião e uma coisa ainda não entendi: por que ir até o Galeão reabastecer pra voltar à Pampulha que estava logo ali? Só sei que essa baladinha demorou 4 horas e eu só não fiquei mais puto por que um casal sentado do meu lado estava vindo de Londres e fizeram uma escala de 5 horas em Frankfurt, por causa da neve. Agora imagina se tudo isso fosse tipo numa terça feira, sem findie e Giba´s House pra amenizar?

postado por: Randall Ferreira Neto 3:01 PM Comments:

O certo mesmo, pra conduzir o RC direto prás chamas da inveja, seria postar na hora em que eu cheguei hoje da casa do Giba, às 6 e 15 da manhã, mas o grau alcóolico não contribuiu e o resultado é que hoje a minha ressaca está cotada pela Dow Jones em aproximadamente um milhão de dólares.

A balada foi forte como sói acontecer, com um joguinho do Brasil no meio e a cerveja descendo naquele ritmo de São Silvestre, constante, passo a passo. E lá pela subida da Brigadeiro o Giba tira a picanha que tava meio no bafo e acho que foi uma das carnes mais saborosas que eu já coloquei na boca (gastronomicamente falando), mas devo fazer o devido registro que o GRANDE segredo está no tempero da Tânia, e com esse comentário, que reflete a realidade dos fatos, não perco meu visto de entrada para futuras baladas. O Giba só falou que desse jeito vai acabar expulso da Gaviões, pois é a segunda vez que faz churrasco pra 3 Palmeirenses.

Mas fica tranquilo, RC, tiramos uma foto da picanha antes dela ir pro fogo e como diz o Mahatma: "num tava ruim não, viu?".

postado por: Randall Ferreira Neto 2:53 PM Comments:


Sexta-feira, Janeiro 09, 2004

Top 5 de SUPERESTIMADOS (ou "compre pelo que vale e venda pelo que eles e a maioria da escumalha influenciada por Galvão Buenices e quetais acha que vale"):

1- Pink Floyd;
2- Romário;
3- Ayrton Senna;
4- Praias do Nordeste;
5- Essa última todo mundo sabeh quem é...

Sobre o Romário, eu odeio quem diz que ele "GANHOU A COPA SOZINHO". Pra ganhar Copa tem que arrebentar na final e seu desempenho na decisão contra a Itália foi comparável ao do Ronaldo na final CONTRA A FRANÇA!

E eu adoro a palavra ESCUMALHA.

postado por: Randall Ferreira Neto 7:42 AM Comments:

Alegria de pobre realmente dura pouco...

Lendo a Folha Infomrática, descobri que tem um jeito de baixar na Internet o Acrobat Reader e aí eu finalmente conseguiria ler o Quando eu Tiver 64, mas como existem mais coisas entre o Micro e seu Usuário do que sonha nossa vã filosofia, meu computador não se deu bem com o tal programinha e continuo sem notícias do blog do Spit. Certos textos do André parecem fugir de mim, como a sequência de Contos "Um Adolescente nos Anos 80", sensacional! Eu li na TXT, imprimi e sumiu... vivia pedindo pra ele republicar isso, mas nada, até que na arrumação de Reveillón da Laura, apareceu! Reli com avidez e logo na sequência o RC apareceu com o único presente de natal que eu ganhei esse ano, aí eu dei de presente o "Adolescente", além do meu último Clube dos Corações Solitários (agora ficou só o assinado pelo Cara), que ele, apesar de ter lido, ainda não tinha. Pode ser encanação besta, mas livros como o Clube, a pessoa tem que TER! Não basta ler, é preciso ver ele ali na estante, e na minha ele fica entre o meu e O Apanhador no Campo de Centeio (o que fica do outro lado do meu é Alta Fidelidade).

E quem sabe um dia eu consiga convencê-lo a republicar o Adolescente?

postado por: Randall Ferreira Neto 7:36 AM Comments:


Quinta-feira, Janeiro 08, 2004

Conforme eu disse no blog do Monoglota, ainda espero o pronunciamento oficial do Tio Mainardi sobre o assunto, mas de minha parte ainda acho de uma estupidez mórbida, patética, grotesca, bizarra e imbecil essa idéia cretina, idiota, insana e infantil de fichar os americanos que desembarcam no Brasil. A medida é burra por seu conceito, que se funda numa represália pueril que só poderia ter partido de um Juiz Oligofrênico Semi-Fronteiriço de algum fim de mundo aí.

Os americanos tem todo um motivo pra fichar turistas e a medida dura menos de 2 minutos, ao passo que nossa malograda vingancinha chega a levar 7 horas.

Continuo achando que o Brasil, perante o Primeiro Mundo, costuma se comportar da mesma maneira que os nordestinos perante o Sul-Sudeste: ficam ofendidinhos por qualquer coisa.

Quero só ver o que vai dizer a Mary Jo, que costuma criticar meu uso excessivo de adjetivos - mas nesse caso foi proposital...

postado por: Randall Ferreira Neto 12:30 PM Comments:

Sei que não foi nada inteligente da minha parte, considerando o jet lag provocado pelo recente fim de férias, encarar o jogo de estréia do Brasil no Pré Olímpico, mas valeu, essa gurizada tá jogando muito! Com Cafu, Roberto Carlos e Ronaldo, além da chegada do casal Kaká & Júlio Batista pra compor o grupo (o primeiro, apesar da bambice elevadíssima, chega pra ser titular; o outro, pra comê-lo na concentração e mantê-lo de bom humor, como nos velhos tempos do Gaiola das Loucas F.C.), esse time vai ficar foda! Dá gosto ver o Diego e o Robinho em campo, mas o Edu Dracena continua a anta cometedora de pênaltis de sempre...

Ainda falando de futebol, que bela demostração de ética a do Alexotan na entrevista da Playboy! No meu tempo, tinha um nome pra figuras assim no futebol: TRAÍRA! Estou pensando seriamente em apostar quantias consideráveis que o Cruzeiro não ganha a Liberta; um time com Rivaldo, LUXEMBURGO e ALEX, num torneio em que mais se precisa de garrafas vazias pra vender? Lembro muito bem dessas figurinhas no meu Palmeiras disputando Libertadores...

Voltando ao Pré Olímpico, esse joguinho na sexta as 11 da noite tá caindo como uma luva pra uma baladinha entre os bons. Agora só falta o Giba definir se "en mi casa o su casa" e o RC confirmar presença perguntando qual a marca da cerveja deve levar. Tá arregado?

postado por: Randall Ferreira Neto 12:05 PM Comments:


Quarta-feira, Janeiro 07, 2004

Clássico... o que pode ser chamado de Clássico? Depende muito, mas se me perguntarem quais as 5 músicas Clássicas do Rock n Roll, minha resposta, segundo critérios ilógicos, místicos, atemporais e peudo-concreto-vanguardista-pósModerno seriam:

1- Sad But True - Metállica
2- Smells Like Teen Spirit - Nirvana
3- London Calling - The Clash
4- Love Will Tear Us Apart - Joy Division
5- Bohemian Rapsody - Queen


Eu ia encaixar Every Breath You Take aí, mas fica o registro e a certeza de que vão falar alguma coisa, mas essa música é do caralho! E não entrou nenhuma do AC/DC por que não me decidi entre nenhuma delas, mas essa é uma banda mais que clássica. Nada dos Beatles? Nem Stones? Cadê Led Zeppelin? E você não curte Pink FLoyd, né?

Não curto mesmo... das bandas de rock progressivo, minha favorita sempre foi o ABBA, disparado!

postado por: Randall Ferreira Neto 7:58 AM Comments:

Ando encanadíssimo com isso de hoje em dia acharmos bizarras, coisas que adorávamos quando mais novos... ficando no campo dos filmes, vou tentar me restringir ao Stalone e questionar: quem (nascido de 74 prá trás) não adorou Rambo II e Rocky II quando assistiu da primeira vez? Eu escolhi as continuações por que os originais são bons filmes, tem enredo e tal. Rocky II tem aquela cena patética no final dos dois caindo juntos e PELAMORDEDEUS-PUTAQUEOPARIU a interminável cena do hospital com o Rocky lendo o livro praquela esposa Sansonite Primícia da Silva! Mas na época eu gostei pra caralho, assisti várias vezes até...

E Rambo II? Não sei vocês, mas eu, que assisti no antigo e hoje inexistente Cine Presidente, saí do cinema maravilhado com aquela carnificina! Era sangue que não acabava mais, alguém se recorda? O filme em si é uma bosta colossal e na esteira vieram porcarias igualmente sanguinolentas e horríveis como Cobra, Comando para Matar e acho que daí saiu o vírus que gerou Stenven Segais e Vin Diesels e Wesley Snipes por aí afora... Mas na época eu gostei de todos esses e mesmo hoje em dia, ai de quem falar mal de algum Máquina Mortífera ou dos dois primeiros Duro de Matar!

Das coisas bizarras que já presenciei em filmes, não sei se dá pra fazer uma Top 5, mas posso lembrar assim, só de piscar o olho: daquela posição ridícula de garça pós ataque epilético em Karate Kid; o carinha arrancando a cabeça de um zumbi com taco de baseball em A Hora dos Mortos Vivos; o neguinho Kung Fu pegando a bala com os dentes no filme que tinha o "WHO´S THE MASTER? SHO NAUF!", a briga com os carinhas do baseball em Warriors (cena não tão bizarra, mas igualmente marcante nesse filme é o vilão batendo as garrafinhas dentro do carro e cantando "Warriors, come to play-yeah") e a lista não terminaria nunca...

Ano passado escrevi que faltava uma espécie de Tecla Reset no mundo, mas quando me lembro das bobagens que assisti e ocupam a minha memória, acho que poderiam instalar também uma "Delete"...

postado por: Randall Ferreira Neto 7:51 AM Comments:

O Veríssimo tem a maior encanação com o imenso número de Donizettis entre os jogadores de futebol; eu, além de já ter contado aqui a história do Juleno (aquele cantor dos Bito que morreu), tenho uma teoria de que quem já morou em prédio já conheceu um porteiro cujo filho se chamava Giliard. Agora acabei de presenciar um fato no mínimo pitoresco: uma pessoa aqui da empresa, conversando com a outra, disse que a irmã recém deu a luz e batizou o filho de Djourkaeff, pois era o nome do filho de uma outra amiga e ela achava lindo!

Pra quem não sabe, Djourkaeff é um jogadorzinho aquém do medíocre que jogou pela França em 98, mas eu queria muito ver como ficou na certidão de nascimento desses guris o nome escolhidos por seus incautos pais...

Meu primeiro chute é Diorkaéfy.

postado por: Randall Ferreira Neto 7:37 AM Comments:


Terça-feira, Janeiro 06, 2004

Sábado nem foi insônia, foi mais uma questão de fuso horário provocado pelas férias - e também o lance de esperar pela luta meia boca do Popó -, mas no domingo ela já era esperada, pois desde que me entendo por gente, não consigo dormir no último dia de férias (fosse pra voltar às aulas ou ao trabalho mesmo). O pior deles foi em 2000, quando passei pela primeira vez 15 dias ao lado da Laura e encarei o último dia num busão executivo voltando pra Goiânia... acho que aquele foi um dos 5 piores dias da minha vida!

Mas ontem era para eu estar exausto e dormir como uma pedra, e não ficar rolando na cama esperando o maldito sono chegar! A "Valsa Negra" da Patrícia Melo me fez companhia por um bom tempo, mas aí a Laura emitiu uns ruídos onde só consegui identificar uma palavra que muito se assemelhava com abajour e resolvi tentar; em vão. A outra participação da Laura na minha noite insone (de novo, Blue, será que as nossas insônias saem pra conversar, bater um papo, uma cervejinha?) foi menos agradável: quando eu puxei o lençol, ela meio que ficou descoberta e soltou um "Pára, GUSTAVO!"... bom, nenhum motivo para pânico, pois ela não vive necessariamente num mundo desprovido de "gustavos", mas tem um irmão que se chama Guga e quando a Lau tá com raiva o chama de Gustavo (da mesma forma que minha mãe mandava um RANDALL NETO quando a coisa ia engrossar pro meu lado), tanto que já testemuhei várias vezes os dois disputando lençóis e edredons na sala de TV e rolaram altos "Pára Gustavos"; mesmo assim, não foi legal...

A boa notícia é que consegui dormir uns minutinhos no bumba e hoje espero dormir logo depois do Friends, e 2004 já vai virando rotina...

postado por: Randall Ferreira Neto 7:37 AM Comments:


Segunda-feira, Janeiro 05, 2004

Muita gente elogia a minha "Metáfora do Surfista" no Além das Portas, mas eu já falei que se trata apenas de uma adaptação de um diálogo que eu vi num filminho meia boca ainda na época da Tela Quente... era com a loirinha gata de Melrose, o Mark Harmon, a Kristie Allen e o loirinho mala de Just Shoot Me.

A primeira vez que usei a adaptação da metáfora foi numa resposta à Ludmilla, não sei se ela ainda se lembra.

Mas já que o pessoal anda se especializando nos meus livros (ia dizer "minha obra", mas a modéstia e o senso do ridículo ainda vigente me impediram), será que algum ser é capaz de me dizer quem conta a metáfora para o Fred?

postado por: Randall Ferreira Neto 3:25 PM Comments:

A Ludmilla costuma mandar textos sensacionais de sua propria autoria, mas esse que ela me mandou ontem, com o subtitulo CONSEGUIRAM TE DEFINIR, foi no minimo malicioso... nos comments eu abordo as questoes com as quais nao concordo, mas e um texto engracado:

"Quando crescer quero ser cool"


Você também conhece um sujeito cool. Ele (ou ela) não é ¿blasé¿, nem ¿easy going¿. É um pouco de um e de outro e muitas outras coisas ao mesmo tempo. Nenhuma outra palavrinha importada de quatro letras traduz com tanta propriedade significados tão numerosos.

O cool gosta de tudo que existe de mais obscuro em música, cinema e literatura. Quando uma pessoa normal pensa em conhecer algo novo e diferente, o sujeito cool já leu, já viu e já ouviu há pelo menos um ano.

Tudo é OK, nada demais, nada de menos

O cool não altera o tom de voz, não alterna a intensidade dos sentimentos, está sempre cool. Nada merece seu entusiasmo. Tudo provoca uma sensação enfadonha de déja vú.

O cool pode ser um sujeito pretensioso que aparenta a modéstia de um franciscano.

O cool não suporta coisas massificadas. Mas usa camisas Hering, sandálias Havaianas e tênis All Star, porque ser simples também é ser cool. E ser cool é andar na corda bamba, saber por onde passa a tênue linha do fake/over e do cool/hype. No fundo no fundo, o sujeito cool se acha um personagem de Nick Hornby. Acredita que o autor se inspira em pessoas como ele para escrever seus livros. E não o contrário.

É milimetricamente despojado. A roupa é milimetricamente rasgada ou amassada, de preferência pelas costureiras de algum estilista de renome. O cabelo, milimetricamente despenteado e desfiado. Os comentários, milimetricamente econômicos. Seu melhor amigo é o superego.

O cool acha Radiohead a melhor de todas as bandas que existem e ainda vão existir ou, simplesmente, cool. Assiste shows lá de trás, nunca na primeira fila. Não tira fotos em hipótese alguma, também não gosta de sair em fotos, não canta as músicas, no máximo cantarola com pequenas aberturas dos lábios e um leve menear de cabeça. É uma cara cool ora?

Por outro lado, o cool não cruza os braços para não desdenhar publicamente da banda, que normalmente é formada por amigos seus, ou por amigos de algum amigo. Ah, o cool conhece muitas pessoas. É bem relacionado e sempre descola um nome na lista. Dificilmente você vai ver um sujeito cool na fila para entrar num ¿club¿ ou para comprar ingressos de um show.

O sujeito cool raramente usa a palavra cool, não suporta estereótipos, principalmente aquelas matérias de jornalistas que adoram separar todo e qualquer ser vivo em tribos urbanas que acabam o enquadrando como descolado, alternativo, muderno, fashion ou barbudinho.

O cool se apaixona, mas sente dificuldades de dizer "eu te amo". Não chora no cinema. Não dá dois beijinhos quando vai embora, escapa à francesa. Não canta "Parabéns pra você", e odeia que cantem no dia do seu aniversário. Não suporta carnaval. E quando frequentar ensaios de escola de samba no verão for a coisa mais fora de moda do mundo, ele vai estar lá, reciclando o comportamento, sambando feito pinto no lixo, ou pelo menos tentando. Mesmo que pareça impossível ser cool num ensaio de escola de samba.

Ser cool também é ser inteligente, ter tiradas rápidas e sutileza para comentários ácidos. O sujeito cool é essencialmente individualista, produto do meio em que vivemos. E nunca vai imaginar que existem milhares de sujeitos cools andando por aí com as mesmas roupas londrinas, vendo os mesmos filmes dinamarqueses, escutando as mesmas bandas indies escocesas e lendo os mesmos velhos e bons livros de JD Sallinger e todos aqueles autores beatnicks.

postado por: Randall Ferreira Neto 9:54 AM Comments:


Domingo, Janeiro 04, 2004

Então fica assim, né? Acabaram as férias e passando o domingão lá vou eu às 6 e 20 pegar o fretado na Marginal, pra alegria da Laura, que me leva todo dia, ainda de pijama e com excelente humor - sim, foi uma ironia e sim de novo, ela tem razão para estar de mau humor. Não sei quanto ao futuro do blog em 2004, talvez as postagens sejam menos frequentes ou então tudo permaneça como está, vai depender de alguns fatores na empresa, mas não estou preocupado com isso... na verdade, nesse ano, o lance de fim de férias só é um pouco chato, ao passo que no ano passado eu não sabia o que ia fazer da minha vida depois da primeira semana de janeiro.

Na verdade, ficou uma impressão de fim antecipado de férias, pois ao nosso modo, criamos uma turminha de verão aqui em Sorocaba, e com a viagem da Flávia e do Primo da Laura (mais a ida do Azamba pra casa dos pais) pro Chile, a casa ficou mais quieta e as férias menos movimentadas. Não vai ser um verão pra entrar pra história, nem mesmo rolaram momentos marcantes e inesquecíveis, mas serviu pra boas risadas e papos inteligentes (alguns nem tanto, tudo bem)...

A imagem que fica é a do quarto do primo da Laura... na verdade não é bem o quarto dele, pois o cara mora em sampa há uns 15 anos e tem o apê próprio e tudo, mas o quarto na casa dos pais; está lá, intocado, como se ele pudesse usá-lo pra voltar no tempo, se quisesse... livros de química do segundo grau, uma coleção do José de Alencar que ele confessou que não leu, flauta doce, um Ferrorama na parte de cima do guarda roupa, medalhas, maquetes, tudo o que fez parte da vida dele. E isso nunca rolou comigo... quando saí da casa da minha vó em Goiânia, ela disse que meu quartinho continuaria lá, que aquele sempre seria o meu lugar; não que eu esteja reivindicando algo, mas na sequência meu primo mudou-se prá lá e a última notícia que eu tive do meu ex-quartinho foi que minha avó tava dando uma arrumada e achou melhor jogar fora todas as minhas cartas de EXs, meus cadernos de faculdade e um monte de tranqueirada. Acho que do meu passado por ali, um período de muita angústia, muito carinho da minha vó e muitas conversas com meu tio vai se resumir à minha coleção de canecas, que pretendo dar um jeito de fazer chegar até aqui em breve.

Goiânia ficou para trás há muito tempo e demorou pra eu perceber a rapidez com que fiquei pra trás na vida de certas pessoas de lá. Algumas ainda fazem muita questão de manter contato, outras sou eu que ajo com negligência, mas agora que eu tenho a Laura, me enchi de ser "solto no mundo"... sempre arrumamaram um lugar para eu ficar e quase sempre me trataram bem, mas poucos foram além do "solidário no câncer"... na verdade sou o resultado dessa coisa de não ter pra onde voltar se tudo der errado e se não sou o melhor exemplo de pessoa, talvez seja o caso de colocar a culpa no "sistema", ou mandar tudo a puta qu pariu e tentar ir em frente, como sempre. De casa em casa, acabei na minha casa.

O quarto do primo da Laura me fez lembrar e enxergar várias coisas, me fez ter saudade e me deu um pouquinho de raiva também, o que nem é o caso agora...

"Certas coisas de todo o dia
me trazem a alegria
Tenho mais do que eu preciso, estar contigo é o bastante.
E mesmo que tenhamos planejado
um cmainho diferente..."

Acho que errei a ordem, mas o lance enquanto coisa é e sempre será mais ou menos isso, Z! FORÇA SEMPRE!

postado por: Randall Ferreira Neto 1:31 AM Comments:


Sexta-feira, Janeiro 02, 2004

Mal 2004 começou e eu já tenho a minha primeira resolução de ano novo: encontrar um óculos vermelho style como o do Murilo Benício nesse filme novo. Sim, fui assistir e curti bastante, apesar da sempre presente trilha do Ed Mota. Interessante como nesses filmeshshshshs cariocashshshshshsh, o pessoal tem sempre profissões descoladas, né?

Assisti também Simplesmente Amor, que deu início à mini-sequência de revisões inglesas, que incluiu 24 Hours Party People, Um Grande Garoto e Febre de Bola. A historinha do Rodrigo Santoro é totalmente dispensável, mas o Colin Firth e o Hugh Grant estão de novo impagáveis. E o padrasto que encoraja o gurizinho de 10 anos em sua paixão é muito tocante. Mas se eu fosse um daqueles personagens, eu seria o amigo do negão, com certeza. E a gata do filme é a do Hugh Grant!

E eu tenho um pedido a fazer: preciso de alguém pra me dar briefings sobre Gilmore Girls, pois tou muito por fora. Preciso saber detalhes básicos tipo, quantas temporadas existem, qual é a da Lorelai com o carinha de boné e coisas assim. Agradecerei quem puder me ajudar.

postado por: Randall Ferreira Neto 9:26 PM Comments:




Febre Alta é uma singela homenagem ao escritor inglês Nick Hornby, autor de FEBRE de Bola e ALTA Fidelidade, dentre outros.

Randall fez 30 anos, e depois de uma curta temporada em São Paulo, casou e mudou-se para Sorocaba, que insiste em chamar de Manchester. Hoje, voltou para São Paulo e vai à pé para o trabalho. Ainda é advogado e quer ser escritor quando crescer.

Randall escreveu Além das Portas, Clichê de Verão, e Não Cai do Céu, Daniel. Atualmente, tenta finalizar seu quarto romance, Pizza Fria.

Randall acredita: em John Lennon, que o primeiro dos Stone Roses é o melhor disco de todos os tempos, que é meio Jedi e que sua vida está sendo escrita pelo Nick Hornby.

Randall ouve: de Los Hermanos a Belle and Sebastian, e todas as variações permitidas em lei.










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