Quarta-feira, Março 31, 2004

A Laura leu o blog ontem e exigiu que eu tornasse públicos alguns feedbacks acerca do que andei escrevendo:

Ela anda me achando mau. Ela fez questão de frisar que eu não estou com "pose" ou "fazendo tipo" de mau, eu estou com maldade no coração (que horror!). Ela disse que havia fúria estampada no meu rosto enquanto eu falava sobre a indignação com um guri bem novinho, daqueles com déficit em comunicação e interatividade, que precisa chorar ALTO quando quer alguma coisa - ou pior, quando está feliz, fica emitindo palavras só com vogais ad eternum. Sim, concordo que as crianças não tem culpa nenhuma por esse comportamento abjeto, mas seus pais, sim! Eu até entendo a cara de constrangimento envergonhado que eles fazem quando os bebês choram, o que me irrita é que quando rola esse cântico em vogais, a cara deles é de quem está assistindo algo BONITINHO! A Laura diz que eu vou pagar língua, pois segundo ela, não há nada a ser feito nesses casos, com o que eu discordo inteiramente: O que me impediria de (tendo legitimidade e poderes para isso) amordaçar um ser incomodando os outros (ok, incomodando a mim) por pura birrinha?

Falou também que eu estou muito novo (e me achando muito importante) prá essas manias esquisitas, como preferência de assento em avião. Diz que, considerando a minha insignificância, isso equivale ao popstar que exige toalhas brancas... em todo caso, vou pensar a respeito disso, mas acho que ela AINDA não viajou numa poltrona DO MEIO da simpática Gol.

Disse ainda que o lance do telefone do Delivery foi só uma maneira sofisticada de justificar a preguiça, mas de uma certa maneira assim, com ressalvas, ela meio que concorda que nosso endereço é um tanto complexo.

Por último, resolveu que, já que eu elegi o rock n roll como parâmetro de perspectiva pra tudo, eu agora tenho toda a liberdade de escolher entre os shows do Pixies e Teenage em Curitiba e o aniversário de 80 anos da minha vó EM GOIÂNIA, pois nem que meu cu assobie o hino do Fluminense eu vou nos dois.

E me proibiu terminantemente de chegar mais tarde que todo mundo e ficar parado no meio do salão, meio emburradão por que não tem uma mesa só pra mim.

Mas, de um modo geral ela disse que o blog tá legal.

postado por: Randall Ferreira Neto 2:15 PM Comments:

A Laura disse que eu estou a cada dia perdendo o meu "Dhomini Way Of Talk", que ela acha bonitinho, apesar de ter um certo bode com meus "procê" e "cocê". Sei que o sonho dela é que eu desista mesmo de arriscar um "Rs" estilo Supla de vez em quando e arrume outras expressões melhores que "afudê" e "do caralho" pra demonstrar que curti alguma coisa. Mas se dá por satisfeita por eu ter abolido o "bão" e "uai" do meu linguajar.

Ontem, em BH, matei a saudade de algumas expressões que soam como música no meu ouvido: "dendágua", "badacama" "dendocarro", "traidaporta" e a campeã de todas, "pacarái".

postado por: Randall Ferreira Neto 1:34 PM Comments:


Terça-feira, Março 30, 2004

É sempre a mesma briga pra decidir quem vai pedir a pizza pelo telefone... eu já odeio telefone, mas tenho certeza que possuo mais motivos que você, pois me chamo RANDALL. Adauto? Não, filha, Randall. Ah, Ronaldo... RAN-DALL!!!! Ah tá, Sundown...

Tenho que dar meu endereço, que fica na Rua Professora Maria Regina Prestes Momesso, ninguém decidiu ainda que bairro fica essa porra (existe todo um conflito de jurisdição acerca do tema, acreditem) e do outro lado da linha está uma anta - não seria de outra forma, pois se não fosse anta, teria outro emprego, certo?

Sabe? Na empresa em que eu trabalho, basta eu dar o destino pra onde vou viajar e a guria providencia minha passagem, no corredor e tão na frente quanto seja possível. Será que ainda vai chegar um dia que meu diálogo com a imbecil do Delivery vai ser esse:

- Oi, aqui é o Randall (pela bina, eles identificaram meu número e endereço). Quero uma grande, meia Carpaccio, meia Marguerita, uma coca light de 2 litros e troco pra 50.

Será que é tão difícil assim?

postado por: Randall Ferreira Neto 4:11 PM Comments:


Segunda-feira, Março 29, 2004

Já faz algum tempo recebi o e-mail de um amigo rememorando uma balada em que nos encontramos e ele falou de uma amiga minha ter VOCIFERADO na orelha dele. Algumas coisas nascem pra fazer conexões exatas com outras, tanto que nenhuma pessoa que eu conheço combina com o ato de VOCIFERAR como essa amiga.

E ela (a vociferadora-vociferante) me falou pelo ICQ que se acabou de rir lendo meu blog e considero isso um puta elogio vindo dela, principalmente por que o post do Show do Teenage X Aniversário da Vó meio que foi feito pensando nela. Não pensando nela, ou inspirado nela, mas ao escrever, me lembrei dela. Sabe, é que nós não temos um bom coração... ela pode até discordar de mim, mas acho que nós (assim como meu padrinho Rock n Roll) temos A Maldade. Não sei por que só me permito gostar de um número restrito de pessoas, Mary Jo, mas ao longo da minha vida vou apagando pessoas do meu caminho... a Laura diz que minha capacidade de perdoar deveria ser do tamanho da minha capacidade de tolerância, pois segundo ela, pouca gente aguenta coisas que eu aguento, mas quando eu solto um "Deu pra Ti", a pessoa simplesmente desaparece da minha vida. Por que? Não sei.

É que eu faço tão pouco (ou quase nada) pelas pessoas, que gostaria que elas me deixassem em paz, só isso! Não acho que seja pedir demais e aí quando ultrapassam muito esse limite, protejo minha necessidade de paz eliminando essa pessoa... deve ser coisa de quem criava amigos imaginários, objetivos inalcançáveis e bandas inexistentes.

É... eu não queria ser assim, não.

postado por: Randall Ferreira Neto 3:13 PM Comments:

Eu estava extremamente propenso a escrever sobre o meu findie perfeito, mas aí eu me vi, às 15 prás 6 da manhã, na cozinha da minha casa, de quatro e pelado, catando drágeas de fibras pelo chão depois de derrubá-las do frasco. Tudo bem, segunda-feira já não é fim de semana, mas a pequena insônia que eu tive me deu uma idéia de escrever sobre prós e contras... sem especificar o que é pró e o que é contra, apenas apontá-los.
Sexta-feira: tinha um assunto "kind of" pendente prá resolver e com isso fiquei fora do escritório praticamente o dia inteiro. O assunto meio que continuou pendente, então o pessimista diria que foi viagem perdida; o otimista diria que valeu a pena pela viagem e o realista apenas olharia e perceberia que não se trata de um problema que se resolve de uma só vez - aliás, nem mesmo se trata de um problema... finalizei o dia com a Laura e o Giba em carreira solo, chegamos perto de fechar um engradado de Originais e no sábado, adivinha? Ressaca monstra, mas descobri que uma aulinha de RPM é mais que suficiente prá curar esse tipo de mal! Tudo bem, pode parecer uma versão fitness da Teoria do Joelhaço e nem sei se a cada ressaca estarei disposto a pedalar por 45 minutos em subidas, descidas e sprints. Mas que cura a ressaca, cura!
O sábado foi inteiro dedicado à quarta temporada de Friends, ficamos esparramados na sala, procurando posições nos puffs laranjas, enquanto nossas poltronas supersônicas não chegam... fomos dormir às 11 da noite, a Laura estava há dois findies sem descanso e eu acompanhei sem muito sacrifício.
No domingo foi a minha vez de sair em carreira solo, uma costela e pessoas afudê me aguardavam na Casa Mais Divertida, o único lugar do mundo onde você escuta coisas tipo: "olha, acho melhor você colocar o carro pra dentro, pois o Giba andou soltando uns clientes dele na sexta feira, sabe? Ladrõezinhos de toca-fita, que costumam operacionalizar aqui na área". Arregamos uma pequena trip pra Monte Verde em junho, mas segundo o Mahatma, serão necessárias pelo menos 17 reuniões pra decidir detalhes básicos como acomodações, logística e cardápio.

Só não precisava ter tido insônia, ter pêgo um trânsito inacreditável hoje de manhã e encontrar sobre a minha mesa uma passagem pra BH mesa indicando um sobe e desce com a Gol logo mais...

Ok, o findie perfeito é um mito, mas se a gente relaxar e deixar rolar, às vezes conseguimos chegar perto, mesmo tendo que raspar a barba domingo à meia noite, depois que ela atingiu o índice de zero por cento de aceitação.

postado por: Randall Ferreira Neto 10:56 AM Comments:


Quinta-feira, Março 25, 2004

Nada como poder fazer uma comprinha sem culpa, né? Entrar no site da Americanas e adquirir a Quarta Temporada de Friends (viciei e agora só assisto em DVD com o recurso de adiantar as cenas em que a Phoebe aparece) com o beneplácito da Laura... ah, que sensação reconfortante! Bem que ela poderia me abrir um budget pra Tênis Puma Vermelho ou a edição nova do Os Miseráveis (da Cosac & Naify), mas nosso aniversário de namoro tá aí, quem sabe não vem um puta presente? Lembro que foi dela que ganhei o melhor presente de namorada, depois te tanto insistir que queria uma camiseta do Arsenal. Mulher tem uma certa dificuldade em compreender a subjetiva relatividade de certas coisas, pois primeiro ela me falou que tinha uma do Manchester que era muito mais bonita, mas minha cara foi expressiva o bastante pra ela sacar que não me comovi muito com a tal beleza... e ao invés da vermelha tradicional e inconfundível, com as mangas brancas, me deu aquela meio marrom/dourada. É bonita pra caralho, sem dúvida, mas dá margem a várias interpretações sobre o que pensam as mulheres das nossas necessidades.

Falando na Laura, de quantas formas eu consigo dizer I DON´T CARE? Uma maneira assim, não muito agressiva de dizer I really, REALLY, REALLY DON´T CARE. Digo isso por que ontem estava falando das datas do show do Teenage e ela me falou pra cuidar com a data do aniversário da vó dela, que ia ter festa...

Será que ME CONHECENDO, passou pela cabeça dela que eu deixaria de ir ao show do Teenage Fanclub por um motivo desses? Será? Logo eu, que tenho minha seleta listinha - ligeiramente variável - menor que um time de futebol de pessoas com quem me importo (e com o resto, sim, eu tou cagando. Não que eu esteja literalmente cagando, mas não me dedico a dispendiosos deslocamentos ou W.O. em show como esse)? Não, acho que foi só retórica mesmo...

postado por: Randall Ferreira Neto 1:01 PM Comments:

Dois comments logo abaixo me fizeram ter vontade de fazer um post desenvolvendo melhor o tema (um proposto pelo novo frequentador Márcio Black Deal e outro pelo meu sempre conflituoso parceiro de dialética Fábio Calhorda Mendes), vamos lá:

GUERRINHA DE PROPAGANDA DE CERVEJAS

O cara chama Zeca PAGODINHO, tem a cultura de um gambá, foi criado na periferia do subúrbio carioca e vem cobrar ÉTICA do cara? Como dizia-se antigamente, ele não sabe se isso é de comer ou de passar no cabelo.
Um diretor aqui da empresa simplificou demais: "Meu, o cara é CARIOCA!", também não acho que é assim. Eu só acho que ambas as marcas andaram dando vários tiros no próprio pé...
A Schin é uma cervejinha de Itu, que foi muito feliz numa bem sucedida campanha publicitária, a Brahma é a Brahma! Jamais deveria ter ido trocar chumbo com uma marca "em tese inferior" e se faltou ética a alguém foi a quem elaborou a campanha-resposta da Ambev, que desmerece acintosamente a Schin com o sambinha do outro. Por outro lado, a campanha-tréplica da Schin, não faz sentido... quando eu expliquei pra Laura a razão de ser daquilo, ela simplesmente falou: "mas por 3 milhões, até eu". E quem não? Pra trocar de cerveja? Faça-me o favor, por 3 milhões eu vou pra frente da TV e falo: "Olha, eu dei a bunda e é o mó barato, mudou a minha vida. Dê a bunda você também".
Agora imagine o efeito dessa propaganda na cabeça da escumalha. Sim, pois quem está acima da escumalha fica em dúvida entre Original e Bohemia (sonho com o dia em que a minha dúvida paire entre Erdinger ou Newcastle Brown Ale), portanto, pra eles (escumalha), faz total sentido a troca do Zeca (um cara que saiu da escumalha, mas o "escumalha way of life" não saiu dele).

O SHUMACÃO

Não faz sentido essa afirmação de que o Schumacão só é tão afudê assim por que não tem adversários. Que estranha conspiração é essa que impede, por 10 anos, que surjam bons pilotos? E as outras escuderias, foram proibidas de produzir carros competitivos? Até a Williams, que fez a proeza de construir o "carro a prova de Mansell", capaz de dar títulos a semi-nulidades como Damon Hill e o Filho do Supremo Gilles? O que aconteceu com a Mc Laren, onde qualquer um ganhava títulos, de Ayrton a Mika? Sim, pois a Ferraria da era pré Schumacão, pelo que eu me lembro, era algo assim como um mito, tinha fama, estrutura, grana e história, mas ganhar mesmo que é bom, neca (alguma semelhança com uma equipe tricolor da nossa querida capital?).
Recentemente dei alguns exemplos de atletas e equipes que durante um período de ápice eram simplesmente invencíveis, como Pete Sampras, Steffi Graff, as cubanas do vôlei, o Michael Jordan, Edwin Moses, o Poppov... por que na F1 não pode ocorrer o mesmo?
Outra falácia é dizer que eles nunca correram juntos. Disputaram 4 provas, um com a Super-Williams, outro com a Benetton, e por mais surreal que pareça, o da Benetton ganhou todas e o Senna sequer terminou uma única prova (na última, inclusive, deu um pouquinho de azar numa curva)! Já é uma amostragem...

Mas acho que grande parte da extrema má vontade dos brasileiros com o Schumacão (nem todos, pois é bonito de ver a reverência com que o grande Piquet o trata) vem do fato de que o nosso melhor(zinho) piloto nos últimos 10 anos, no auge da carreira, o máximo que conseguiu foi o CARGO de subserviente LACAIO do alemão.

postado por: Randall Ferreira Neto 9:17 AM Comments:

Achei que fosse uma coisa tão óbvia que até me surpreendi outro dia quando a Blue me perguntou se eu gostava de Ludov. Eu ia mandar o maior dos "como assim" do mundo, mas me lembrei de procurar nos meus arquivos um post que eu fiz e lá eu tecia loas e loas tanto ao Ludov quanto ao Houve Uma Vez Dois Verões, filminho feito sob medida pra mim, com uma trilha sonora igualmente afudê.

Mas voltando ao Ludov, hoje eu substituíria "Dois a Rodar" como epígrafe e colocaria, sem pestanejar, aquela de dar uns beijos no meio do trânsito e se matar de tanto rir. Essa música faz a gente ficar pensando coisas...

E o Ludov produziu um diálogo interessante logo cedo por aqui:

- Alê, você já ouviu Ludov?
- Ludov? Eles tocam o que?
- O que você acha, Alê? É o Randall que tá indicando, você acha que pode ser o quê? Pagode Evangélico, Axé Caribenho, Forró Universitário ou Rock n Roll?

postado por: Randall Ferreira Neto 8:43 AM Comments:


Quarta-feira, Março 24, 2004

Mais um capítulo da série "Diálogos Ocorridos Na Empresa Sem Divisão de Ambientes":

I
- Que livro pretão é esse que você tá lendo, Randall?
- Marca.
- É sobre o quê?
- Sobre Marcas...
- Francesc Petit é o autor? Que nome de Boiola, hein?
- É sim... ele é SÓ o P, da DPZ!
- Pode ser o P da Puta que o Pariu, Tio Randas, mas é um nomezinho Bicha, desculpa aí.

II
- Mas por que você não curte a Emma Thompson? É bode do Keneth Brannagh?
- Não... não gosto dele também, mas eu só acho que ela tem sempre aquela carinha de assustada, arregala os olhos, sabe? E sei lá, tem nome de avestruz.
- NOME DE AVESTRUZ?
- Ah, esqueci que aqui em São Paulo vocês não chamam avestruz de ema.
- Até por que são bichos distintos, né Tio Randas? Seria como chamar camelo de dromedário.

*Agora na boa, cabe aqui uma observação pessoal: é de um preciosismo chatérrimo entrar numas de diferenciar ema e camelo, de avestruz e dromedário. Duvido que alguém sem pendores Zoolófilos consiga bater o olho e dizer qual é qual. A única coisa que eu sei é que a temperatura do cu do camelo é 18 graus.

III

Nossa empresa não chega a ser um balaio, mas além deste "quase-goiano", temos uma pequena legião de gaúchos, um mineiro, uma carioca e outro que até nasceu em São Paulo, mas parece ter uma certa dificuldade em se desvencilhar de suas raízes e ancestrais lá de cima. Ontem a discussão engraçada era entre o mineiro e um dos gaúchos:
- Sei não, mas esse Bento Gonçalves levava jeito, né?
- Acho engraçado vocês falarem essas coisas, mas o único estado que fez uma Revolução decente foi o Rio Grande.
- Que eu saiba, a Revolução mais conhecida no Brasil foi a Inconfidência Mineira.
- Que não foi propriamente uma REVOLUÇÃO, vamos combinar assim, né? Tava aquela coisa de mineiro, de ficar conversando, deliberando, argumentando... aí um deles se encheu e dedurou a parada! Serviu pra nos dar um feriado, mas de efetivo mesmo...

postado por: Randall Ferreira Neto 11:46 AM Comments:

Hoje tem início o meu sofrimento com o Arsenal (já faz tempo que o Palmeiras não desperta em mim grandes emoções... algo a ver com a vergonhosa queda pra segundona? Sim, claro) e não acredito que pereceremos frente um time cuja principal fama de seus habitantes seja o pau pequeno... mas falta ao meu Arsenal aquilo que eu sempre falo que falta a alguns times do Brasil como o São Caetano: tradição - no caso, tradição em Copa dos Campeões. A Inglaterra já venceu com (que eu me lembro) o Man United (uma com Beckham, outra com Best), o Nottingham, o Aston Villa e o Liverpool, não seria a hora e a vez dos Gunners? O dono da empresa já falou que se chegarmos à final, eu posso assistir o jogo (no meio de uma tarde de quarta feira em maio, como sempre) na sala dele!
Mas estou quase solitário no meu sofrimento Arsenalesco, aqui só falam nos dois gols da "Mocinha" ontem pelo Milan e no Real Madrid com seus Galácticos. Que hoje deve pegar uma sopa de minhoca pela frente, o Monaco. Me disseram que o Monaco tem o Morientes que vem com raiva do Real, mas é pouco, hein?

postado por: Randall Ferreira Neto 11:15 AM Comments:


Terça-feira, Março 23, 2004

Qual O Poderoso Chefão é o melhor dos 3? A Capitu não traiu o Bentinho nem fudendo e o ciúme dele era do Escobar, pois ele era a maior bichona enrustida, certo? O Noodles dedveria ter matado o Max! O George Lucas não tinha nada que ter inventado esses Episódio I e II, bem como os Titãs poderiam ter parado no primeiro Acústico. O Piquet é melhor que o Senna, mas ambos não engraxam o sapato do Schumacão. O Pelé era bom de bola, mas é um babaca completo. John Lennon ao invés de Paul Maucarátney, por pura preferência pessoal, sem entrar no mérito. O primeiro do Stone Roses é o melhor disco de todos os tempos e Belle and Sebastian a melhor banda da atualidade (seguidos ali, de pertinho, pelo Travis e Coldplay). Se o Beckham quisesse, seria titular da Seleção Brasileira. Toda pessoa que já leu Alta Fidelidade e Clube dos Corações Solitários tem altos pontos comigo.

Essa seria uma bula legal pra mim?

postado por: Randall Ferreira Neto 11:13 AM Comments:

Qualidade de vida é algo que pode ser obtido através de muitas pequenas coisas, mas uma delas é determinante: morar perto do trabalho. Nesses dias em que estou hospedado na casa do meu "Funk Soul Brother" Christian, ando experimentando as sensações contidas no ato de estar a 5 minutos de caminhada do trampo. É algo inebriante, sério!

A Laura anda cheia de planos de vir morar em sampa e se não fosse pelo apêgo que eu já tenho à nossa casinha depois de tudo o que conseguimos colocar lá dentro, eu estaria 100% envolvido, mas como a minha opinião tem o mesmo peso que a do Djorous em casa, se ela puser na cabeça que em sampa vai ser o maior barato, Tio Randas que venha atrás.

Amanhã vou investir-me de uma ousadia fora do comum e tentar acordar as 8:45, só pra experimentar como é acordar exatamente 3 horas depois do meu horário habitual...

postado por: Randall Ferreira Neto 10:56 AM Comments:


Segunda-feira, Março 22, 2004

Domingo esquisito...

Exatamente na mesma Rua onde eu tou hospedado tem um prédio chamado Cap D´Antibes e se você estiver pensando "Whats the big deal", esse é o nome do meu prédio onde eu morei com meu pai, no período mais turbulento da minha vida. Dos meus beijos no teto do prédio, os porres com vinho roubado da adega do meu pai, a rápida transição das vacas gordas pras magras, as festinhas com as putas amigas do coroa (verdadeiras SURUBAS Caligulescas, em português claro. Quer dizer, ninguém enfiava o antebraço no cu de ninguém, é bem verdade). Lembro principalmente da minha convivência com o coroa, os massacres que ele me aplicava nas partidas de baralho, dama e Master, da minha evolução no botão até conseguir ganhar dele (o que coincidiu com seu súbito desinteresse pelas partidas contra mim) e sua mania de assistir futebol com o pé na minha cabeça. O estranho é que eu tinha TV no meu quarto e poderia muito bem assistir lá, mas por alguma razão, estávamos sempre brigando pra ele não por o pé na minha cabeça e ele concordando, para colocar de novo em seguida...

Ontem, no domingo esquisito, eu espirrei uma, duas, três vezes, e na quarta, senti (literalmente) que minha cabeça ia explodir. Eu sou um habitué das cefaléias, mas juro que nunca senti uma dor tão forte como essa de ontem! Acho que durou uns 5 minutos, talvez um pouco mais (ou menos), mas nesse interregno eu pensei que ia morrer... não passou o filme da minha vida, eu só lembrei do Tarcísio Meira em Roda de Fogo, aquelas cenas em que ele punha a mão na têmpora, lembram? E eu não vou ao médico ver isso nem fudendo... prefiro ficar pensando no Tarcizão ao invés de ir num cara que vai dizer que eu tenho bolha na cabeça e com isso, poucos meses de vida. Sei que pode ter sido um probleminha de vias entupidas (a hipótese mais provável) sem muita gravidade, mas doeu pra caralho!

O que me fez pensar de novo no coroa e em todo esse lance de ser pai, de saber o que sacrificar pra poder ir nas aulas de judô e natação do filhão e estar presente no momento em que ele consegue andar de bicicleta sem as rodinhas. Dei pra pensar nisso, ainda mais agora que a Laura tá grávida...

E eu ando com um medo danado de espirrar.

postado por: Randall Ferreira Neto 12:07 PM Comments:

Sou eu que ando ficando muito exigente? Ou restringindo demais minhas preferências...

Antes de mais nada, que fique bem claro duas coisas:
1- Eu não sou um xiita que abomina o cinema nacional, antes disso, sou quase um entusiasta. Só não gosto de filme muito árido e com muito "óxente bichin", se é que você me entende.
2- Eu sabia que não se tratava de um "Alta Fidelidade Tupiniquim", por isso não há que se falar em decepção.

"Durval Discos" é ruim demais! Pelo menos eu achei e todo mundo pra quem eu falei que tinha alugado esse filme, disseram pra eu assistir e depois contar o que achei. Achei horroroso, mas se bem me lembro, o Fábio, a Angélica e mais alguém deve ter gostado; então vai lá, assista e tire suas conclusões. Eu tive meus motivos pra não gostar e nem eria o excesso de "non sense" daquela cena com a guria em cima do cavalo dentro do quarto, no segundo andar da casa, passando a vassoura no sangue da mulher morta e na parede. Meu bode veio um pouco da personagem da Marisa Orth, pois sou meio contra pessoas que TEM que parar seu serviço pra fumar {Nada contra fumantes, mas isso de ter que sair, fumar e voltar rescendendo cigarro pro local de trabalho é o fim (o mesmo estende-se a cinema, avião, ônibus e demais ambientes providos de ar condicionado)}; e muito do bode veio da mãe do Durval! Primeiro por que ela é muito ruim como atriz! Sei lá se há cinquenta anos atrás ela prestava, mas hoje em dia ela é péssima e devem existir mil tiazinhas melhores pra esse papel. E eu odeio essa paciência com pessoas que vivem fazendo merda e a coisa evoluindo e não tendo jeito de consertar, cada vez ficando pior e aquela coisa "ah, ela é velhinha e velho você sabe como é, né?". Até prova em contrário, esclerose de cu pra mim é rola, isso me parece muito mais necessidade de chamar atenção; tudo bem, ficar velho deve ser foda, mas prejudicar a vida dos outros também já é demais. Como disse o Netão, existe um lugar que começa com "as" e termina com "ilo" que é o mó barato... acho que o Durvalzão concorda comigo.

Costumo chamar isso de "Síndrome de Phoebe", aquela insuportável de Friends! Aquela pessoa que só faz e fala merda, mas todo mundo encara como a "louquinha" da turma, é o jeito dela, coitada... Graças aos miraculosos poderes da tecla F.Fwd, toda vez que ela aparece eu dou um "avançar" e acredito que no futuro, existirá uma tecnologia que me permita editar meus DVDs, tirando a Phoebe de vez. Aproveitaria pra editar o "Darth Vader" do Episódio II...

postado por: Randall Ferreira Neto 10:29 AM Comments:


Sexta-feira, Março 19, 2004

Desculpa aí, Marian Keys, mas "Melancia" é MUITO chato! Talvez ele melhore de onde eu empaquei pra frente, mas desculpe, 140 páginas até acontecer alguma coisa é muito desperdício de tinta e papel. O meu Além das Portas, que engrena depois de 60 (segundo reiterados feedbacks), me deixou preocupado... não sou contra largar um livrvo pela metade, mas vou fazer exatamente isso: largar. Nem pra casa ele volta mais, até por quê é pesadão e grande, ocupa muito espaço.

Vou aproveitar o findie em sampa sem Laura pra ler o livro do Rilke que o "Leitor Crítico" do Clichê mandou, PARA EU MELHORAR MEU TEXTO, SE PRETENDER CONTINUAR ESCREVENDO. Sobrando tempo, vou encarar "Uma Rua Como Aquela", prá olhar mais uma vez o que é feito em termos de Literatura Juvenil propriamente dita. O importante é que "O Amigo de Infância", da fodérrima Donna Tartt vai estar lá me esperando, me apressando. Podede ser que eu não leia imediatamente após, mas pelo menos assim, "O Chão Que Ela Pisa" não vai estar mais tão sozinho como "aquele livro que eu preciso ler urgentemente".

O que te leva a comprar um livro? Eu sou "conquistado" de várias formas, mas confesso que um com orelha escrita pelo Diogo Mainardi larga na frente. Não estou reclamando não, viu, Anninha?

postado por: Randall Ferreira Neto 5:08 PM Comments:

Eu estava esperando até sexta passada pra terminar a contagem regressiva do Torero, mas ao ler a coluna... ACABOU? Esperei de novo até hoje pra ver se era uma brincadeira dele, mas me apareceu um tal de Marcos Magalhães falando de falcatruas e negociatas e vexames nos meandros do nosso futebol. Pô, logo na sexta-feira? Eu, tão acostumado às previsões do Zé Cabala, os regulamentos sensacionais do Tico e Teco, as narrativas do Lelê...
O Torero disse que com seus personagens (os amigos irreais), acabou fazendo amigos reais: os leitores. Ele e o André são dois ídolos que eu comecei travando contato por e-mails e acabei ficando "amigo"; por circunstâncias várias, afinidades e compatibilidades, fiquei muito mais AMIGO do André, a quem devo tudo o que um dia vier a acontecer com a minha carreira literária (e alguns excelentes discos e livrros na estante também). Mas o Torero publicava as "seleções" malucas que eu montava, fez com que eu descobrisse o "barato natural" de ir a lançamentos de livros, me assessorou enquanto eu brincava de cronista durante a copa ded 2002, e foi até a minha casa inaugurar minha mesa de botão! Nessa ocasião, falamos sobre os meus livros e os filmes dele, apanhei feito bode na horta nas partidas que disputamos com sua divertida narração e comentários ("paaaaassa a bola para Beckham, CALMA LAURA, é só um botão, não é o David Beckham!") e adquiri uma simpatia pelo alvi-negro da baixada que talvez tenha me reconduzido aos mais tenros anos da minha infância. Não sei como vai ser agora sem a sua coluna... tá parecendo aquele compromisso que você tem com um grande amigo que vai ser obrigado a deixar de comparecer, seja a cervejinha sagrada de sexta com moela ao molho dee tira-gosto, ou a caminhada de manhã segunda, quarta e sexta. Mas pelo menos, parece que no caso específico dele, foram bons motivos que culminaram na extinção da coluna, excelentes motivos, pelo jeito.

Hoje vou pedir FANTA UVA na hora do almoço!

E obrigado pelas 600 colunas e pelo resto, Torero!

postado por: Randall Ferreira Neto 11:04 AM Comments:


Quinta-feira, Março 18, 2004

O comment da Anninha e outros e-mails que ando recebendo mexem muito comigo... esse lance de Territótio Brasileiro pra mim é coisa séria! Dentre todo os lugares que eu frequentei lá em Goiânia, nenhum foi tão significativo pra mim quanto essa abnegada tentativa de colaborar, de forma ativa, com o rock n roll na capital do cerrado. Tudo bem que nem sempre rolava roooooock mesmo, tinham muitas bandas pop e outras especializadas em covers do Charlie Brown, Rappa e Fanta Quest. Mas quer mesmo saber? Eu adorava! Primeira fila e tudo, vibrando com aquele refrãozinho meloso da Laia Vunje "preparei um lugar bonito prá nós dois; vou te contar história e o resto fica prá depois"... e tinha mais! Tinha o "Som Blue" da Conexão Gueto (hoje Guetsu) e o "Waldemar" do Pai Tomé, mas essa e a Nimbus eram as únicas que coverizavam em inglês, mas a Pai Tomé caracterizava-se por um repertório que ultrapassava um pouco as fronteiras do ecletismo (Smashing Pumpkins, Pixies, Manic Street Preachers, Santa Esmeralda, Abba, Gloria Gaynor, Queen), mas que, no final, resultava num show divertidíssimo.

Eles traziam bandas de fora também, como o Wry (que sempre fazia shows quando eu não podia ir, tanto que precisei me mudar pra Sorocaba só pra ver um show deles) e Mundo Livre S/A e eu, que nem gosto dos batuques do mangue beat, curti pra caralho. Sem falar no show do Man or Astro Man, eclipsados pela antológica apresentação do MQN - acreditem em mim, foi assim mesmo que aconteceu, e quem esteve lá nesse dia de calor insuportável, pôde testemunhar.

Eu achava que alguma espécie de "movimento" estava acontecendo e que eu fazia parte, quem sabe me incumbiriam de escrever algo sobre a "cena"? Há um tempo atrás eu escrevi um Réquiem pro Território, que perdeu um pouco do sentido e contexto por que lá eu dizia que nunca mais tinha me sentido em casa em algum lugar; aí eu descobri a FunHouse...

Boa sorte na reabertura, Território Brasileiro! E quem for no Barfly, tome por mim todas as geladas que eu não posso e dê um forte abraço no Flávio e nos outros dois irmãos.

postado por: Randall Ferreira Neto 3:13 PM Comments:


Quarta-feira, Março 17, 2004

E o espertalhão aqui, achando que faria um negócio da China, pediu pro brother da mega abordagem abaixo deixá-lo em Campinas, que seria mais fácil pegar o bumba pra Manchester, tal e coisa... cheguei 7 e 20, mas só tem bumba as 8 e 40, TIGRÃO!

Mas como sou O Nerd dos Nerds, tem um orelhão.net aqui e estou eu postando (melhor do que gritar prás pessoas de Campinas aparecerem, né? Biaaaaaaaa! Aniiiiiiiiiiinha! Nada, deixa eu finalizar o post), sem ter, necessariamente, nada de bom pra dizer e com a pasta pesando nos ombros (quer saber o que tem na minha pasta? O processo que fui protocolar; uma cópia do Clichê de Verão já toda rabiscada; Melancia {um livro meia boca}; um Pearl Jam ao vivo, o novo do Travis, um Starsailor que o Jr me emprestou, o Frank Jorge e meu discman)...

Olha só que música legal do Frank Jorge, pessoa Blue:

"O Concurso literário deste ano já foi agendado
Os textos devem ser entregues antes do final da primavera
Um inverno inteiro pra escrever um romance
Só espero não perder você
Abordagem ativa eu vou tentar pra viver
E vou contar nossa história de amor"


Legal, né? Também gostei, mas será que nesse orelhão.net tem ICQ?

postado por: Randall Ferreira Neto 7:52 PM Comments:

- Que horas você larga, gata?

Foram essas as palavras que meu brother dirigiu à guria do primeiro pedágio vindo de Poços de Caldas (ia fazer uma conta rápida de quanto se gasta de pedágio e transformar em discos com preço promocional na Sensorial, mas desisti depois do vigésimo oitavo. Cutuca o Covas aí prá mim com seu tridente, vai?), à guisa de cantada, gracinha, gentileza, whatever! Tá certo que a guria era BEM gatinha, mas a não ser que você seja o Beckham com a grana do Ronaldinho, a elegância do Robert Redford em Proposta Indecente e seja vocalista de uma banda como o Coldplay (e ainda assim, com a atenuante de estar COMPLETAMENTE DOMINADO PELO ÁLCOOL), não se usa "que horas você LARGA" como técnica de approach.

Jamais!

postado por: Randall Ferreira Neto 7:43 PM Comments:

Infelizmente, vou passar o St. Patricks Day isento de comemorações; sem Guiness, sem batata, sem Pub, sem roupinha verde... tudo bem que no transcorrer do dia eu posso ler Roddy Doyle, ouvir Thrills e tentar descobrir em quantos níveis o Michael Flatley consegue ser mais chato que o Riverdance. Penso na minha amiga irlandesa por vocação lá longe, em meio a alfajores e choriços... hoje vai ser um St Patricks Day doloroso pra ela, imagino. Sláinte, Vi e Gabi, tá quase fazendo um ano daquele mega encontro no O´Malleys...

Ao invés de qualquer tipo de celebração, vou logo ali em Poços de Caldas, numa agradável trip de bate e volta arruinar a vida de um cara aí que andou pisando a bola conosco. Já arreguei com o Oficial de Justiça (inclusive seus honorários de cooperação prestimosa e rápida), espero que seja realmente rápida minha intervenção e que o cara a ser arruinado saiba se comportar com um mínimo de dignidade enquanto eu escolho quais bikes e esteiras estão mais novinhas pra ajudar a quitar seu débito. Não lido bem com marmanjões barbados chorando e pedindo só mais uma chance, que se eu tomar essa atitude vou acabar com a vida dele, ele vai quebrar, mas MEU DEUS! Só ele não vê que já está completamente quebrado? Eu só estou abreviando o caminho e dando a ele oportunidade de ir mexer com outra coisa, seguir adiante com a vida... vejo casos assim e lembro de pessoas como o meu pai, que se apegam espiritualmente a estabelecimentos deficitários e sem a menor chance de recuperação.

Bom, pelo menos alguém vai ter um St Patricks Day pior que o meu.

postado por: Randall Ferreira Neto 8:50 AM Comments:


Terça-feira, Março 16, 2004

Na hora do almoço, aproveitei a pertinência do assunto para citar um grande amigo meu, que assim definiu os dois maiores pilotos brasileiros em todos os tempos:
- O Senna era um playboy talentoso e carismático; o Piquet é rock n roll!

Ouvindo isso, um dos meus colegas que estava à mesa disse que a analogia aplicava-se também aos Beatles (sendo o Senna) e aos Rolling Stones (o Piquet). Será? Não serei eu, com meu parco arcabouço blablablático-musical que me atreverei a lançar opiniões sobre ninguém menos que Beatles e Rolling Stones. De mais a mais, se a teoria dele estiver correta, vou ficar triste, pois como afilhado do Rock n Roll, seria incoerente gostar mais da turma do Paul Maucarátney...

postado por: Randall Ferreira Neto 1:47 PM Comments:

As listas... ah, as listas! O que seria delas se não fossem, obrigatoria e até divertidamente idiossincráticas? A Zero perguntou "se você tivesse que escolher 100 discos pra contar a história do pop-rock, quais seriam?" A resposta passou longe de me agradar, mas e daí? Dos 100 discos listados, eu só tenho 8, mas teria mais se algumas idiossincrasias não tivessem ocorrido... REM, Nirvana, Weezer, New Order, Ryan Adams, Pixies são bandas as quais tenho mais de um disco, mas O Escolhido não figura na minha estante. Não acho que Maladroit seja o melhor do Weezer; Nevermind e Green não podem ficar fora de nenhuma lista que se preze e se há alguma dúvida sobre qual Pixies é melhor, que restrinja-se a Surfer Rosa e Doolittle, não o que eles escolheram lá, que eu nem lembro o nome e tou com preguiça de abrir de novo o "guia". As ausências de Smiths, Queen, Elvis e The Police só me soaram tão estranhas quanto as inclusões de Manowar, Helloween, Pantera, MInistry, Nine Inch Nails e Rage Against the Machine, mas isso já entra no campo das preferências pessoais e não era esse o objetivo, e sim "contar a estória do pop-rock" - então não seria o caso de incluir ao menos um disquinho do Michael Jackson?
Sei não, mas ver na lista Bon Jovi, A-ha e Stereo MC´s me pareceu piada interna da galera... meio de mau gosto, eu diria, mas ainda assim uma piada.

O motivo pra você comprar o guia, além de talvez se perguntar "por que diabo eu ainda não tenho Automatic for The People?", seja prá se deliciar com os textos que acompanham os discos relacionados, muito engraçados e com uns ícones prá lá de bacanas. E aqui vai uma salva e meia de palmas pro abnegado pessoal da revista, que continua tirando leite de pedra pra manter um publicação sobre rock n roll.

Seria como aquele lance atribuído ao Voltaire: "posso não concordar com uma única palavra do que dizes, mas lutarei até a morte para que tenhas o direito de dizê-la".

postado por: Randall Ferreira Neto 9:00 AM Comments:


Segunda-feira, Março 15, 2004

Um dia eu ainda acabo levando a sério uma das mil promessas que eu já fiz de nunca mais beber... não sei se a drástica redução de calorias ingeridas no ramadã foi a principal responsável, só sei que uma leve escorregadinha no sábado acabou com meu domingo e ainda hoje estou sofrendo muito com os resquícios das Originais e Bohemias saboreadas sem parcimônia.

Eu odeio ressacas e se tem uma coisa que me persegue e derruba é isso! Ontem foi muito cruel... passei o dia apagando em frente à televisão, sem que nada me animasse; o Corinthians tá perdendo, vai cair! A irmãzinha do Edílson ganhou mais uma medalha de ouro (ÊÊÊÊÊÊ, mas meu total desinteresse por ginástica olímpica me impede de vibrar mais com a façanha), reprise de Friends e OC, nada me manteve acordado... o Clichê de Verão olhando pra mim e implorando pra ser lido e revisado e eu ignorando solenemente; a única coisa que tentei ler foi a coluna do Torero, desde sexta aguardando... BOSTA! Era a coluna de DESPEDIDA dele, só falta colocar outro mala como o MAG no lugar! Eu não ia ler enquanto esses milhares de mini-playmobils estivessem querendo tanto sair do meu cérebro, insistindo em abrir minha caixa craniana com suas pequenas picaretas! Tylenol ou Neosaldina? Os dois, de preferência, e pra piorar, meu estômago não recebeu com a dignidade devida o maravilhoso bobó de camarão da minhas sogra. Nesses dias de ressaca eu me transformo numa das pessoas mais ranzinzas, taciturnas e verbalmente econômicas que conheço. Meu único consolo é que não fez calor insuportável, foi um dia do jeito que eu gosto, com chuvinha e chuvona batendo na janela o tempo todo.

Bela maneira de começar a semana, de volta ao fretado, às drágeas compridinhas, gordinhas e verdinhas, o delicioso shake sabor baunilha substituindo o melhor pão de queijo de sampa de manhã e pizza gelada de noite...

Alguém aí me dá uma boa notícia?

postado por: Randall Ferreira Neto 10:54 AM Comments:


Sexta-feira, Março 12, 2004

O Clichê de Verão voltou da leitura crítica e eu fiquei todo confuso, mas depois de tirar algumas dúvidas e colher opiniões, me animei! Pra falar bem a verdade, nunca fiquei TÃO ANIMADO com minha, "digamos", carreira literária. Nem mesmo quando lancei o Além das Portas, que na verdade não envolveu mérito algum, eu apenas escolhi um jeito cool de gastar dinheiro, se você olhar por um ângulo mais frio e realista (o ângulo preferido da Laura, que não lê meus livros curtindo; ela fica procurando o que ali pode ter acontecido na minha vida antes de conhecê-la e que eu, desrespeitosamente transformei em literatura).

Agora eu tenho que me debruçar sobre o Clichê e decidir se vale a pena ou não elaborar a mãe da Fernanda (tenho culpa se não conheço nenhuma mãe legal pra servir de modelo, como eu conheço um exemplo de pai brother? E quero dar um tempo de personagens com pais escrotos...), bem como encontrar as falhas nos diálogos e eliminar as vezes em que "pensei pela personagem"... não se trata de reescrever ou algo do gênero, só posso dizer que estou adorando essa etapa mais profissional do processo!

Aí você pode estar se perguntando da Trilogia e a verdade é que, em virtude dos novos aspectos, o Inverno do Sacripanta dançou. Deixou de fazer sentido e um dia talvez eu escreva só por escrever, como exercício ou algo assim... Uma Outra Primavera vai rolar tão logo eu finalize o Clichê, talvez com personagens independentes do resto ou não, só sei que história do Daniel e da Luíza existe na minha cabeça e vai sair de qualquer jeito. Até dei um jeito no Notebook da Flávia e escrevi, bem grandão UMA OUTRA PRIMAVERA, com a letra da música do Los Hermanos embaixo (se bem que ouvi uma no novo do Frank Jorge que também pode ser utilizada). Já é O começo, né?

Mas por enquanto, deixa eu me concentrar de volta no meu livro que precisa de cuidados... quem quiser me dar umas diquinhas do que curtiu ou não curtiu na hsitória, a arrobinha style ali no canto superiro direito está inteiramente à disposição.

postado por: Randall Ferreira Neto 11:48 AM Comments:

Cara, ir na Sensorial é foda... além de toda a boa vontade do Carlos e a brodagem no lance do meu livro, e das histórias engraçadas de sempre (ontem, uma guria entrou perguntando de Charlatans e ele mostrou discos do Church!!!! E não entendeu por que ela saiu com uma cara estranha...), onde mais você pode fazer uma compra "cartesiana" como 13 do Blur e Be Here Now do Oasis por 12 paus cada? Damon and Gallaghers, thanx!

Com o primeiro do Bidê ou Balde e o último do Frank Jorge nas mãos, achei que o Carlos ia perguntar se eu queria também uma cuia, umas boleadeiras e uma bombacha... eu gostei, a Laura odiou, normal. E o George Best? Ainda não sei o que dizer, mas a versão de Getting Better do Gomez é melhor. E o nome da banda é do caralho, não? Agora eu não sei se George Best é o nome da banda ou o título do disco (nesse caso, a banda se chamaria Wedding Present), mas tem uma banda aí que chama Keane, que é um nome que me traz péssimas recordações, só compro se for algo assim, obrigatório.

Por falar em obrigatório, segundo o Lucio, já está nas lojas o DVD do Belle and Sebastian, Fans Only.

postado por: Randall Ferreira Neto 9:27 AM Comments:


Quinta-feira, Março 11, 2004

Algumas coisas aqui no escritório ficam sem uma deecisão definitiva... por exemplo, qual dessas expressões é a mais bicha louca de todas?
- Uó
- Tou passado (tou bege é hors concour)
- Vou me jogar (se joga e similares)
- Tudo de bom
- Salve o Tricolor Paulistaaaaa

Outro ponto controverso e mais específico: Festa de Formatura, 4 da manhã, qual música é a mais perfeita praquele "Momento Te Considero" da balada?

- Aquela do Tim Maia "a semana inteira, fiquei esperando, pra te ver sorrindo.."
- A das Frenéticas "abra suas asas, solte suas feras..."
- A do Santa Esmeralda, que a ex-banda de um amigo meu tocava, algo como "Don´t let me be missunderstood".

postado por: Randall Ferreira Neto 12:15 PM Comments:

Às vezes, quando as coisas não vão bem (sim, tem dias que as coisas não são legais; acho que o Zimmermann falou alguma coisa nesse sentido, tipo "We´ve had a falling out, like lovers often will"), eu brinco dizendo que só queria achar quem foi que me levou pra tomar uma cerveja e disse pra eu casar, que era o maior barato. Mas, de uma forma ou de outra, eu estava meio preparado pra essas situações e não adianta, ninguém sabe onde fica o guichê de reclamações. A gente sempre acaba esqueceendo, pois na sequência logo acontece alguma coisa mil vezes melhor do que aquilo que nos aporrinhava.
Mas tem coisas que você não tem como saber de antemão como vai ser; por exemplo: ninguém me avisou como seria quando a Laura ficasse doente e eu te digo como é: se ela te acorda no meio da noite e diz que tá com sede, você desce e pega água prá ela, NUMA BOA, pergunta se tá tudo bem e que se sentir alguma coisa, pode acordar de novo. Por que agora ela SÓ pode contar com você, brother, e você tem que estar lá quando isso acontecer. Não é a melhor coisa do mundo nem produz efeitos edificantes, é só o que existe pra fazer e você faz. E você aproveita pra rever velhas promessas, como aquela onde disse que jamais acordaria pra pegar o que quer que fosse pra alguém deitado...

Sem falar nos diálogos insólitos, como no dia em que a Laura me perguntou, sem mais nem menos, como funciona esse negócio de troca-troca entre meninos... só pude dizer que, se tivesse muitos subsídios técnicos e práticos prá responder tal pergunta, nossa relação estaria seriamente ameaçada... essa é a hora mais apropriada pra se empregar um "nada a declarar". O que me lembra de um dia no JUB´s de Floripa em que estávamos todos num quarto esperando o técnico dormir pra dar uma saidinha e se você não sabe, nesses ambientes só se fala merda, merda pura, em estado bruto! E nessa sagaz atmosfera, um dos guris lançou:

"- Ah, TODO MUNDO já fez troca-troca quando criança, né?"

Silêncio... silêncio total! Bom, o rapaz COM CERTEZA fez, senão teria economizado o todo mundo... o clima só voltou ao normal quando um do time, assumidamente gay, falou: "eu só comecei a fazer depois de grande"...

postado por: Randall Ferreira Neto 9:31 AM Comments:


Quarta-feira, Março 10, 2004

Em se tratando da minha pessoa, nunca descarto a hipótese de um enlouquecimento momentâneo ou definitivo, mas hoje, ao entrar no restaurante onde a gente almoça, tive a nítida sensação de ter sentido cheiro de ARROZ COM PEQUI... até passei pelo mico de ir até a moça que fica pesando os pratos e perguntei se estavam cozinhando pequi, mas ela fez a mesma cara que eu no dia em que um pleiba nojento de Goiânia me perguntou "quem era o prego cantando a música da Sheryl Crow" (no caso, era o Led Zepellin cantando Dy´er Maker).

E talvez exista algo errado com a minha cabeça mesmo, pois acabei proferindo na mesa, sem o menor pudor, que até gosto de "Sangue Latino", mas na versão do Nenhum de Nós, não a do Nei Matogrosso... e motivado por toda essa situação envolvendo a funcionária daqui da empresa, uma coisa puxou outra e eu acabei explanando minhas posições e colocações acerca do comportamente feminino padrão em processos de separação do casal. Narizes torcidos e caras de espanto, mas no fundo acho que todo mundo sabe que é a real, queiram ou não...

postado por: Randall Ferreira Neto 1:43 PM Comments:

Hoje eu sinto que vou pagar alguns pecados... Delegacia da Mulher, ajudar a resolver o problema da faxineira aqui do escritório, por que o maridão ando dando uns "toques" nela (quem não é do tempo da TV Pirata não vai achar tão gozado, nessas horas eu queria muito que minha prima Pink lesse isso aqui). O Direito Criminal não me apetece, até por que eu tenho o melhor advogado do mundo prá situações como quando invento de insinuar que a parte ex-adversa tem a profissão mais antiga do mundo; é, não curto Penal, mas se optasse por esse segmento de atividade, ia preferir tirar da cadeia mauricinho que dançou com pó ou "E" (pois dançar com maconha é coisa de mané e com lança coisa de careta), ou então, defender criminosos contumazes, do tipo "róbo mêmo, dotor, é só isso que eu sei fazer, pega eu mano?!". Agora, essa parte aí de violência contra a mulher eu preferia passar... principalmente por que eu imagino que essa diligência na Delegacia vai demorar pra cacete e a "minha cliente" vai querer C O N V E R S A R comigo! Me falar da sua vida, suas agruras e como seu marido é um crápula cruel, vil, indigno de repartir o leito com ela... será que ele era um anjinho de candura que de uma hora pra outra resolveu agredir a mulher? Me irrita essa relação matematica e cartesiana que existe entre o cara perder o emprego e começar a chacoalhar a esposa.

Sou contra violência e acho que esse carinha merece apanhar como bode na horta, mas nunca vou deixar de enxergar uma parcela de culpa da mulher: será que ela não percebeu, antes de casar com esse cara, que ele tinha esses pendores? Isso vale pra todas as classes, acho, será que estamos sempre atentos aos sinais que piscam no período de namoro? Falando do meu círculo de amizade e convívio, não conheço um caso de violência surpreendente, todos eram extremamente previsíveis, agora me diz: será que a moçoila em questão não enxergou alguma coisa a mais no mancebo que valia a pena o risco de, num futuro, levar algumas porradas? Não foi uma espécie de Contrato Aleatório? Consequências, brother, estamos falando (now and forever) de consequências...

Voltando ao que me espera, só prá você ter uma pequena noção de como a situaçãoé precária, lendo o B.O., percebi que ela NÃO SABE O NOME COMPLETO DO MARIDO (casados há 19 anos), pois ele não entregou os documentos. Tá lá o primeiro nome do cretino, VULGO BIGODE, estou falando sério!

Ossos do Ofício, noblesse oblige, chame como quiser, mas na verdade, por mais dolorosa que seja, é que não perco um segundo do meu dia condoendo-me com o sofrimento dela, pois sei que daqui uns dias ela vai me procurar pra desencanar do processo, por que o VULGO BIGODE arrumou um emprego, parou de beber, sumiu de casa, encontrou Jesus, whatever. Enquanto isso, lá vai Tio Randas pra delegacia de Parelheiros...

postado por: Randall Ferreira Neto 9:26 AM Comments:


Terça-feira, Março 09, 2004

Estranho ter mencionado no post abaixo que as coisas costumam acontecer de modo verso e reverso, e aí na sequência chega um envelope pardo pra mim...

A Boa Notícia: era a resposta da leitura crítica do Clichê de Verão, que estava prevista para vir lá pelo final de maio.

A Má Notícia: sou um cara tão confuso que não sei dizer se a análise foi boa ou ruim. Não sei, sinceramente, o que fazer com isso nas mãos e estou longe de saber qual seria o próximo passo. Sei que não quero elaborar a mãe da Fernanda e não que isso tenha algum significado por trás, o pai dela é mais legal, basta.

De tudo acho que o saldo é bem positivo, e poderia ter sido pior, segundo me falaram...

postado por: Randall Ferreira Neto 1:40 PM Comments:

A questão nem é "Blur ou Oasis?", mas não deixa de rolar um certo paradoxo... acho que gosto mais de Blur, mas eles não tem UM disco que chegue aos pés do (What´s The Story) Morning Glory, que eu encontrei na saída pro show do Los Hermanos, junto com o Rent da Paulinha que muito me aliviou... 500, 25.000, 600 minutes!

É sempre difícil encontrar uma maneira de medir um ano, ainda mais por que momentos "Show do Los Hermanos" sempre encontram seu antônimo equivalente, mas só espero que o ano passado tenha ficado devendo em momentos Hermanos, se é que você me entende...

postado por: Randall Ferreira Neto 9:19 AM Comments:


Segunda-feira, Março 08, 2004

Vai ser o clichê da obviedade do lugar-comum da mesmice, mas vou ter que falar do show de sábado! Você vai ler por aí, provavelmente, mas não sei se dou minha impressão pessoal ou se exalto minha perfeita estratégia logística, que possibilitou benditas "Originais" trincando de geladas e alguns poucos espetinhos que não chegam a causar muitos danos ao meu ramadan. Eu sou foda em organização de eventos e similares, apesar de sempre encontrar resistência na Laura, que insiste em "esperar mais um pouquinho..."

Ainda não sei onde eles queriam chegar com aqueles tiozinhos do Circo tocando marchinhas, mas valeu pela expectativa do início do show, que foi de arrepiar! Posso até dizer que a platéia abriu pro Los Hermanos, berrando os primeiros versos de "Vencedor", quase abafando o Camelo. Quase, pois quando ele e o Amarante cantam, a gente baixa a voz em sinal de respeito e deixa com os donos da festa. Aliás, que figuraça é esse Amarante, hein? É muito bacana ver que ele e o Camelo cantam sorrindo o tempo todo, curtindo...

Eles cantaram Anna Julia? Não e nem precisam. Sim, isso é um fato! Fui um dos mais assíduos frequentadores de Show de Rock Nacional e não conheço nenhuma banda que consegue fazer uma apresentação sem PRECISAR tocar seu hit. Kid Abelha até hoje toca "Pintura Íntima", Jota Quest com "Fácil", os Paralamas usam "Óculos" e os Engenheiros na "Infinita Highway". Mesmo assim, senti falta de Primavera, Lágrimas Sofridas e Veja Bem meu Bem, que eu acho sensacionais! Nem vi a hora passar e só queria saber que diabos é um chá de Abu!?!?!?!

Não vale responder que é um chá pra curar a tosse e o chulé...

Dá vontade de saber quando vai ser o próximo show, quando sai o próximo disco, se vai sair algum DVD da banda... naquele lance Holden Caufield, dá vontade de ser amigo dos caras e ligar pra trocar uma idéia, tomar uma cerveja... consigo imaginar bem claro na minha cabeça o Camelo e o Amarante de bermudão e chinelo num churras na casa do Giba, rindo das histórias dele e depois fazendo uma música a respeito. E eles todos são mais novos que eu, já parou pra pensar nisso? Antes os caras das bandas eram o que eu queria ser quando crescer, e agora?

Agora eu fico me lembrando que em "De Onde Vem a Calma" a Laura me apertou bem forte naquela hora "...não solta da minha mão!". Acho que sempre vai ser assim... sempre vai existir uma banda fazendo parte da minha vida de maneira insubstituível!

Mas é preponderante dizer que o show teve seu Oscar de coadjuvantes, destinado às pessoas; aos que foram com a gente, aos que assistiram conosco, aos que a gente encontrou... prá não dizer que foi PERFEITO, registro dois pequenos downsides: o ramadan que me fez ficar sonhando com aquela pizza do Piola que não aconteceu, e a ausência de algum barzinho ordinário mas cercanias prá fazer o encerramento...

postado por: Randall Ferreira Neto 11:38 AM Comments:


Sexta-feira, Março 05, 2004

Adoro raridades... agora mesmo, um brother da empresa me emprestou a coletânea de covers do Depeche Mode e depois de anos e anos, descubro que "Enjoy The Silence" não é com Dishwalla... e a versão de "Somebody" (uma das músicas mais lindas de todos os tempos e a caixa de comments automaticamente rejeitará opiniões contrárias), com Veruca Salt é do caralho!
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Falando em local de trabalho o fato de trabalharmos todos no mesmo ambiente, sem separações, produz diálogos interessantes, às vezes travados por pessoas sentadas em mesas distanttes umas das outras, talvez alguns decibéis acima do normal. Vejamos alguns casos:

- Cabeça, vou dar treino em Curitiba no sábado e uma guria me chamou pra ir na Ilha do Mel domingo, você conhece?
- Ah, aquele esquema, né? Pessoas estranhas, pouco apegadas a hábitos de higiene, mulheres com sovaco cabeludo, caras tocando Bob Marley e Djavan no violão, coisas assim.

Ou:

- Tá difícil aqui, Cabeça, o cara tá fazendo jogo duro.
- Convence o cara!
- Não vai dar, tá foda!
- Se eu pegar o telefone eu convenço, velho! Convenço qualquer um de qualquer coisa!
- É? Me convence a chupar seu pau, então? Meio sujo, com queijjinho embaixo da cabeça, vamos ver?

Ou ainda:

- Cara, tem um erro aqui no cadastro dessa cidade, tá escrito Barra do Garça.
- Mas escreve assim mesmo, fica no Mato Grosso.
- Tá... bom, mas esse cliente aqui não é da minha região, eu atendo Rio, Espírito Santo, Minas e Goiás, tenho nada a ver com Mato Grosso.
- Gozado você falar isso, mas o pessoal em Goiás meio que acha que Barra do Garça fica no estado pois adora irem pra praia de lá e antes que você diga qualquer coisa, tem gente que chama de praia uns barrancos de areia na beirada do rio. Ah, é igual vocês acharem que Guarapari faz parte de Minas.
- Você me desculpa, Randallzinho, mas fale pelo seu povo; nós em Minas temos plena consciência geográfica do lugar em que moramos...

Eu é que viajei, talvez por nunca entender essa fissura que o pessoal de lá tem de ir pro Araguaia, seja em Barra do Garça ou em qualquer outra opção wannabe praia.

postado por: Randall Ferreira Neto 2:43 PM Comments:

Ninguém falou nada a respeito, portanto eu serei obrigado a me pronunciar: Pelé, fala sééééério! Eu bati o olho na lista e não encontrando Zizinho, Didi e Garrincha, achei que alguma coisa estava profundamente errada, só então me tocando que se tratava dos melhores VIVOS. Ah, bom, vamos ver de novo então...

Não sei como meu pai vai se sentir a respeito da ausência do Nilton Santos, mas eu ainda gostaria de explicações a respeito de Preud´Homme, Gascoigne e Van Basten... acho melhor deixar prá lá, pois alguém que deixa o Gérson e Rivellino de fora e coloca o Rivaldo, não tem capacidade de esclarecer absolutamente nada. Pô, Van Basten de fora? O melhor centroavante de todos os tempos (sim, por que Romário de cu é rola)? Porém, pior que as exclusões foram as inclusões: Hong, Nakata, duas mulheres aí, e - ABSURDO DOS ABSURDOS - a dupla de meio campo mais inútil de todos os tempos: Seedorf e Davids! Como eu disse ao Tio Fefas, Marabá e Josué põem esses pseudo holandeses no chinelo!

Mas vamos aos fatos frios e concretos: quem diabos é Pelé? Um completo idiota, que dotado de uma destreza física fenomenal, tornou-se um atleta inigualável, muitos níveis acima de seus pares; em português claro: um cretino bom de bola. Vá em qualquer vila ou currutela do Brasil com campinhos de terra e goleira de tijolo ou chinelo, que você vai ver vários exemplares de Oligofrênicos Fronteiriços cheios de talento com a bola nos pés, mas que não sabem sequer a hora que sentem fome, comem na hora que colocam comida na frente.

Porém, existe uma outra hipótese, que encontra maior respaldo na Seara Mística, preferencialmente no ramo da Umbanda, pois parece que de acordo com o tambor que bate, baixa um "cabôco" nele chamado Édson Arantes do Nascimento, ou só Édson. E normalmente quando o Édson entra na jogada, tem a ver com negociata, falcatrua, esquema, LEVAR ALGUM.

De qualquer forma, Pelé ou Édson, certo foi o Gérson que rasgou a lista na TV... perto dessa lista aí, já não acho uma aberração tão acintosa aquele lance que colocou o Dom Diego (o melhor que eu vi jogar, in loco inclusive) como melhor de todos os tempos.

postado por: Randall Ferreira Neto 2:25 PM Comments:

Amplos e complexos seriam as definições ou concecitos de felicidade e alegria, né? Acho que certas coisas dispensam explicações, como ganhar uma puta grana lotericamente e isso por si só traz um monte de coisinhas que fatalmente nos deixará feliz, alegre, contente... então eu quero falar das "coisinhas", essas pequenas alegrias que, num conjunto, podem te salvar o dia, a semana, etc...

Chegar no ônibus e seu vizinho de poltrona não está, isso é fantástico! Por quê na janela, o ar condicionado é mais forte e por que eu fico mais folgado; nem quero pensar que minha felicidade pode ter sido causada pelo infortúnio alheio, como o cara estar terrivelmente doente, ter perdido o emprego, coisas assim. Aí o trânsito dá uma pequena colaborada e mesmo com atrasinho, consigo pegar o bumba na Berrini e chegar no horário aqui, pela primeira vez a semana, o que já melhora a situação. Em cima da minha mesa estão os ingressos do show do Los Hermanos amanhã, dois deles na Vasca-PontePretana-Peruana, legal!
Em uma semana de Ramadã eu eliminei 3 quilos e realmente pode não ser muita coisa nesse universo adiposo que é o meu corpo, mas isso, essa coisinha de nada, um fato quase insignificante, me animou bastante pra continuar perseguindo esse objetivo tão longínquo. As pessoas podem não acreditar, mas a Anninha tá aí e não me deixa mentir: eu já fui magrão um dia. Por mais surreal que pareça, a Laura concordou comigo que na atual conjuntura, uma TV de 29 polegadas é muito mais importante para o contexto do meu lar enquanto casa do que, digamos, um fogão. Fogão prá que? Agora imagina "Clocks" e "Man On The Moon" com 9 polegadas a mais e em tela plana? E aí?

Prá finalizar com chave de ouro minha sexta feira, só mesmo eu descobrindo onde raios está o meu (What´s The Story) Morning Glory e o Rent da Paulinha, mas algo me diz que alguém que não devia, enfiou no cu e esqueceu de tirar. Me diz, precisava ser o único disco que não me pertence?

postado por: Randall Ferreira Neto 9:45 AM Comments:


Quinta-feira, Março 04, 2004

Já em ritmo de aquecimento prá sábado e desesperado com esse trânsito que ainda vai me custar, na melhor das hipóteses, uma enrabada chefal, tiro do Ventura uma música interessante:

UM PAR

(para o amigo do escritório)
- Mesmo quando ele consegue o que ele quis, quando tem já não quer! Acha alguma coisa nova na TV - o que ele não pode ter - e deixa de gostar, larga mão do que ele já tem
Passa então a amar tudo o que aquilo que não ganhou!

(para o filho)
- Dê motivo pra outra vez acreditar na cascata da vez...
que você comprou assim 0+10 um presente pra mim. Mas se eu perguntar de onde veio esse agrado, você vai gritar!
Diz que é homem feito, sei não! Ah, faça-me o favor...

(para a foto do filho)
- Diga ao menos o que foi... se eu faltei em te explicar... diz que a gente sempre foi um par...

(para o borracheiro)
- Sai domingo, diz que é dia de jogar, mas que jogo eu não sei. Fica até segunda o dia clarear e troféu não se vê! Entra sem falar. Sai correndo e volta outra vez sem cumprimentar! Nem parece aquele!..

(para si)
- Eu rezo, ai Deus do céu ou alguém no chão diga-me o que eu deixei faltar! O que eu não consigo entender como é que um filho meu é tão diferente assim de mim. Me faz entender!


Quantas vezes eu já fui e voltei nesse assunto de pais e filhos, né? Mas me preocupa demais isso e a continuar as coisas como estão, até serei obrigado a compreender uma tia da Laura que fala do filho de uma maneira tão apaixonada que você chega a pensar que o Vaticano anda perdendo tempo em não canonizar tal figura. Pior é gente que eu conheço, que teve para si os mais elevados padrões de excelência em matéria profissional e de educação, mas com os filhos... e os criou teoricamente cercando de todos os cuidados, nas escolas certas, na cidade e estado certos, dentro daquilo que se considera estrutura familiar correta; e ainda menospreza e desdenha dos filhos dos outros, que só os dele são o maior barato, que são do caralho e tal, mas quando cai na real, vê que se tratam de duas ou três nulidades humanas.
A Laura diz que tem medo de mim se o nosso filho for tranqueira, mas sou eu quem tem mais medo... e nem precisa ser assim uma Tranqueiridade Nagô como os que a gente vê por aí, se for tranqueirinha aprendiz como eu, que por vagabundagem não passou na Federal e algumas vezes dormiu mais do que devia, vai se ferrar na minha mão.
Como aquele cara da crônica do Veríssimo, que aos 40 só faz questão de mulher de bunda grande, eu ando pensando que me darei por satisfeito se meu filho estudar, trabalhar, torcer pro time certo e ouvir rock n roll... e a cada dia que passa anda mais fácil convencer a Laura que filho é até a faculdade (Gratuita, que eu não pago faculdade pra vagabundo, né Randico?), depois, vence o prazo de validade e é como o pai do Marvin disse pra ele no leito de morte...

postado por: Randall Ferreira Neto 10:23 AM Comments:


Quarta-feira, Março 03, 2004

Acho que o problema está em parar a música... ontem não teve jeito, acabou o Sgt Peppers e eu tive que trocar o disco, mas hoje a parada foi forçada prum xixizinho básiks e não deu outra: a bosta do trânsito parou e eis que temos o Terceiro atraso da semana!!!! Thanx, Mãe do Supla, nós te amamos! Aliás, faz tempo que eu quero levar um papo com meu coroa e seus asseclas simpatizantes de Cuba, Albânia & Cia Ltda, mas deixa o primeirão do Wry rolar que eu ganho mais... "CAUSE OF MY RED SHOES, CAUSE OF MY RED SHOES"

Então tá arregado, né? Sábado no Palace prá ver O Randall do Rock Nacional? Tem tudo pra ser o início de um ano AFUDÊ em matéria de shows, com presenças confirmadas da minha CunhadHorácia & Azamba, o homem das teorias efêmero-comprometedoras. Será que abrem com Vencedor e fecham com De Onde Vem a Calma? Será que dava prá tocar umas favoritas do Tio Randas do primeiro disco? Eu até abro mão de Anna Júlia, mas Primavera, Aline e aquela "e apesar de tudo, minha linda não te odeio, mas sem tua boca inclino a morte sem receio" bem que poderiam tocar. Alguém tem alguma influência sobre o Camelo? Se tiver, aproveita e dá aquele toque da camiseta...

E quando eu digo que vai ser só o começo por que ainda estou meio assustado com uma suposta conformação de Pixies, Teenage Fanclub e Lemonheads no Curitiba Pop Festival... Será? Seria como o Rock in Rio, quando fui mesmo pra ver o REM e já que tava lá, não custava nada ver Foo Fighters e Beck; mo CPF, vou mesmo pra ver o Teenage, mas sei bem o que significa pro currículo um show do Pixies. Lemonheads... se ninguém me chamar pra comer uma batata no Beto Batata, até assisto (a batata eu vou comer de qualquer jeito, quem experimentou sabe o que eu estou falando!).

postado por: Randall Ferreira Neto 9:01 AM Comments:


Terça-feira, Março 02, 2004

Só uma case de CDs confusa como a minha para saltar de Beatles a Walverdes enquanto o trânsito virava o caos ali depois de Alphaville (a nossa OC), mas como eu não sou um entendidão de música, quantos graus de separação existem entre Sgt Peppers e Anticontrole? Eu gosto de pensar nessas e noutras coisas simples da vida, como o raciocínio elaborado depois de ver A Última Noite... você fez cagada e vai puxar sete anos de cana, na sua última noite, do que você precisa? Um pai que não te questione ou repreenda, a merda já está feita; uma mulher que promete te visitar e que vai te esperar quando você sair; uma brother pra cuidar do seu cachorro e outro pra te quebrar a cara (literalmente), assim você não chega todo bonitinho na cadeia. Não sei como seria com meu pai e a Laura e nem curto pensar nisso, mas sei exatamente com quem eu deixaria meu cachorro e a quem eu pediria para me arrebentar a cara... sei que eles me atenderiam, um com prazer; o outro, sem remorsos.

E assim, vai se desenhando todo o desenrolar do Inverno do Sacripanta (sugestões de títulos continuam sendo aceitas), onde veremos encontros ao som de Gomez tocando Beatles e finalizado com analogias envolvendo O Grande Amor... Ele chegou, eu sei que ele chegou e eu deixei passar. Deixei ir embora, deixei que acabasse, morresse! Nada vai mudar isso e eu nem sei se quero fazer algo a respeito, a não ser lamentar contra a injustiça de tê-lo conhecido nessa idade (fase, momento, etc...), onde tenho que fazer escolhas. O Grande Amor ou a juventude, o esplendor da forma física, as farras, baladas? É aquela subjetiva noção de aproveitar a vida... relativíssimo! Os Beatles acabaram, muitos anos depois surgiu o Oasis. Não são, nem de longe iguais aos Beatles, mas divertem e preenchem, muito bem, lacunas deixadas. Aqui não dá pra ficar e esperar que um dia acordarei sem essa sensação de fracasso por todas as besteiras que fiz com ela e pela opção de nada fazer a respeito depois das cagadas feitas. LONDRES! Nem a Liverpool dos Beatles, nem a Manchester do Oasis... acho que em Londres eu me encontro de vez.

postado por: Randall Ferreira Neto 9:09 AM Comments:


Segunda-feira, Março 01, 2004

Acho que foi o findie mais movimentado em todos os tempos e tem tanto assunto que não sei sobre o que falar (como se o "tanto de assunto" que eu mencionei fosse interessante a todo mundo), quem sabe se eu der uma resumida massa?
3 Filmes: "O Homem do Ano", nota 6; o filme é mais ou menos, deixou de aproveitar um puta potencial que é o livro da Patrícia Melo, mas vale pelos peitinhos da Natália Lage (faço aqui o sempre constante comentário de que prefiro ela com uns quilinhos a mais). A Última Noite, nota 9; o Ed Norton excelente como sempre e o primeiro Spike Lee que assisti. O Filho da Noiva, legal, nota 8; gostei, mas não é aquilo tudo o que me falaram e gostaria muito de ver nos filmes o que as pessoas vêem, não sei se ando ficando burro ou insensível ou as duas coisas.
Sábado e domingo em Piracicaba, cidade bacana, dá prá comer um peixe delicioso na beira do rio com um puta visual e no domingo, após pagar uma pequena prestação dos meus pecados numa palestra sobre os produtos que compõem meu Ramadan (drágeas, chá, shake, atitude, aleluia senhor! No creo en las brujas, pero que las hai, las hai... enfim, se no final das contas eu ficar Camisa 8 do Palmeiras, terá valido a pena e agora eu acabei de tomar a drageazinha verde que me deixa, assim... LEGAL), comi carne de jacaré! Fazia uns 20 anos, acho, que eu não comia carne de jacaré e tava uma delícia! A Laura não viu muita graça e eu disse que carne de tartaruga é melhor, mas ela falou que não come nem fudendo, pois é contra comer carne de bicho bonitinho.

Acho que eu tava exagerando no lance de proficuidade de assuntos e nem sei o que falar do Oscar, pois não acredito que tenha sido propriamente uma debacle o Cidade de Deus voltar de mãos abanando, principalmente se levarmos em conta que a festa de ontem tinha dono, MERECIDAMENTE, diga-se de passagem! O Diretor do Senhor dos Anéis reforça a teoria do meu padrinho de que certas pessoas não foram feitas pra usar terno; que ele fosse de toga, quimono, sarungue, roupa de Jedi ou de Hobbit, mas de terno não ficou legal.

Bom, não dá prá falar de absolutamente nada, pois não me sai da cabeça a imagem da Nicole Kidman entrando prá entregar o Oscar de melhor ator... Tom Cruise, "VAI PRÁ CASA, PADILHA"!

postado por: Randall Ferreira Neto 10:58 AM Comments:

Como é legal antever certas coisas... enquanto todo mundo ficava aí tecendo loas à Vanderléia Lux e ao seu pupilo Alex, Tio Randas sustentava que esses eram dois elementos com os quais não se pode contar. O Alex, por que some nos momentos decisivos e também por precisar, urgentemente, fazer um exame de Falamerdoscopia. Lembram da época da eliminação ridícula nas Olimpíadas? Ao invés que assumir que não jogou porra nenhuma, deu uma declaração de que "houve um racha no grupo", sem dar nome aos bois nem esclarecer nada... e agora, quando o Cruzeiro mais precisa se unir e buscar títulos prá entrar na história como Esquadrão Inesquecível, ele vem de novo com uma "Declaração Jânio Quadros" e papo de forças ocultas, falta de alegria e sei lá mais o quê, que se ditas prum cara como o Felipão ele ouviria o maior dos "VIRA HOMEM" do mundo! Aliás, alguém ainda tem dúvida por que o Felipão (um dos caras que mais preza espírito de grupo) deixou esse mala de fora da Copa?

Agora o Luxa... não sei se foi quinta ou sexta que no almoço decidíamos quem era o melhor técnico do Brasil, e eu era a única voz dissonante que não achava o Luxemburgo o melhor, com a singela justificativa de que, a despeito de montar bons times, às vezes entrava numas e dava chiliques, largava as equipes no meio do caminho e não sabia administrar vaidades. Riram da minha cara e disseram que era despeito de Palmeirense, que culpa o Vanderburgo Luxerlei pela vergonhosa queda à Segunda Divisão... mas peraí, se o Cruzeiro degringolar (e depois da saraivada que levou do Galo ontem o cenário está montado prá isso - aliás, onde estava o fenomenal, estupendo, fantástico Alex ontem, quando tanto se precisou dele?) depois desse escarcéu, não terá sido culpa do Luxemburgo, Rivaldo e Alex Trairão? E não me venham colocar a culpa na Diretoria, pois até onde entendo, melhor técnico do Brasil ou não, eles ainda são EMPREGADOS do Cruzeiro e precisam se ater a um mínimo de hierarquia que seja.

Fico feliz que minhas previsões quase se concretizaram, mas sei que ainda existirão pessoas como a Soninha e o Fábio Mendes a dizer que não se importam com isso, simplesmente com o futebol que o cara apresenta dentro das quatro linhas. Tudo bem, fiquem com o Alex e o Luxemburgo prá vocês, embrulhadinhos pra presente, são dois sujeitos que nunca sentirão o gostinho de ser campeão do mundo pela SELEÇÃO BRASILEIRA!

postado por: Randall Ferreira Neto 9:53 AM Comments:




Febre Alta é uma singela homenagem ao escritor inglês Nick Hornby, autor de FEBRE de Bola e ALTA Fidelidade, dentre outros.

Randall fez 30 anos, e depois de uma curta temporada em São Paulo, casou e mudou-se para Sorocaba, que insiste em chamar de Manchester. Hoje, voltou para São Paulo e vai à pé para o trabalho. Ainda é advogado e quer ser escritor quando crescer.

Randall escreveu Além das Portas, Clichê de Verão, e Não Cai do Céu, Daniel. Atualmente, tenta finalizar seu quarto romance, Pizza Fria.

Randall acredita: em John Lennon, que o primeiro dos Stone Roses é o melhor disco de todos os tempos, que é meio Jedi e que sua vida está sendo escrita pelo Nick Hornby.

Randall ouve: de Los Hermanos a Belle and Sebastian, e todas as variações permitidas em lei.










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