Sexta-feira, Abril 30, 2004

Não sei se meu pendor à alegria esteja em alta, mas estou dando muita risada com o filme dos Normais que tá passando no ônibus fretado. Seria bem melhor se desse pra ouvir tudo, o que não é possível graças ao comportamentoreprovável do pessoal que volta todo dia jogando truco no fundo. Sei que cada um faz o que quer e a eficácia do lance "os incomodados que se retirem" é bastante relativa, seria mais ou menos combinar o conceito da "minha liberdade terminar onde começa a do outro" com o ensinamento (acho) Zen-Budista "não faça com os outros o que você não quiser que os outros façam com você". Como nem sempre passa um filme onde eu preciso escutar o que dizem, meu discman tem resolvido o problema, porém...

Vamos combinar que Truco está para os jogos de baralho como a Capoeira está para as lutas, né? Coisa de Escumalha! Combina com pinga 51 e mortadela barata, de vez em quando até vai, mas todo dia? Existem 3 coisas básicas que eu odeio em truco:

1- "Truco é jogo de Ladrão; jogar Truco sem roubar não tem graça". Que pensamento mais brasileiro-Gérson! Eu não jogo nada roubando e se pego nêgo roubando perto de mim faço passar vergonha. Já cheguei a falar pra um parceiro deixar de ser malandro e jogar direito, que isso é coisa de mau caráter. É impressionante o ORGULHO que certas pessoas sentem por suas técnicas precisas e infalíveis de passar os amigos prá trás num simples divertimento!

2- "A Gritaria" - Meu Deus! Quem inventou que é obrigatório gritar pra jogar Truco ou pedir 6? A Laura diz que eu fico com a cara da Tia Sexagenária dela na minha festa de casamento quando tocou "Smells Like Teen Spirit", se alguém começa a berrar perto de mim aquelas frases feitas abjetas dos praticantes contumazes - sem contar que a pessoa pode até saber se expressar em bom português, mas basta sentar numa mesa de Truco que começa a falar como um semi-analfabeto, exagerando na climatização.

3- "Os Comentários e Reflexões" - A cada rodada, os participantes começam a falar - todos ao mesmo tempo - sobre as nuances da rodada e de como souberam, de maneira sagaz, levar a melhor: "eu deixei passar o 2 pra fazer um para pé, fiz a segunda com não sei o quê e transformei um dama em zápe num estalo de dedo, induzi o adversário a pedir truco sem nada, dei um 6 na orelha dele e blá blá blá."

Sei lá se foi dado o recado, mas aqui vai uma dica: Na "terceira", se você estiver com um 7 Copas na mão, não truque. Como se diz na minha terra, 7 Copas é muda mas não é surda".

postado por: Randall Ferreira Neto 2:42 PM Comments:

Ainda não cheguei a ler, mas desde já agradeço a quem quer que seja pela volta dos textos que ficam no final da VIP. Compro essa revista desde que me mudei pra São Paulo e sei que ela tem inúmeros defeitos, mas é a velha história do único olho em terra de cego. A saída de alguns caras para a Sexy deixou buracos, mas a volta das crônicas pode ajudar... não tem o Fábio Hernandez, que não é legal, e a última página me pareceu render tributos "demais" ao personagem masculino de "Como Ser Legal" - apenas a julgar pelo título - e eu mesmo não conheço alguém mais apropriado que EU para escrever algo do gênero. Sim, deixei a modéstia no armário hoje.

O legal de já ter passado os olhos na VIP foi ver na sessão "cabeça" algumas novidades bem agradáveis, como as estréias cinematográficas de Tróia e Van Helsing, mas a tomar Kill Bill como exemplo, será que a Manchester Paulista vai estrear junto ou voltaremos ao início dos anos 80, quando eu assistia os filmes aqui no verão e só lá pra março estreava em Goiânia?

Thirteen, Songs from Northern Britain ou Grand Prix? Tem o outro impronunciável também e eu queria muito ter alguns poucos reais pra conseguir comprar a coletânea, mas se eles não tocarem Your Love is The Place Where I Come From... será que o intrépido mequetrefe Toloi conseguirá obter meu ingresso para o dia 4? E meus amigos Carlão e Tulio, não virão assistir? E o André, hein? Olha o release que ele fez e vê se o show não é OBRIGATÓRIO?!

postado por: Randall Ferreira Neto 8:55 AM Comments:


Quinta-feira, Abril 29, 2004

Meu amigo disse que uma amiga dele lhe contou por que as mulheres gostam tanto do Djavan: ele diz exatamente o que elas querem ouvir. Discordei de plano, pois não imagino que uma mulher queira ouvir de um homem algo como "Noutro plano eu te devoraria qual Caetano a Leonardo di Caprio"

De acordo com o meu amigo, eu superestimo as mulheres, ao achar que elas conseguem compreender frases inteiras, contextos, etc... elas ouvem "TE DEVORARIA" e pronto, os neurônios pedem férias de sinapses e só voltam a funcionar quando aparece alguma coisa como pedir o dragão emprestado a São Jorge - vai saber pra fazer o quê!

Só sei mesmo que, exegeses hermenêuticas à parte, é uma puta duma sacanagem com o Di Caprio!

postado por: Randall Ferreira Neto 10:25 AM Comments:

Informalidade... é poder fazer uma reunião jurídica de shorts e camiseta; ao invés de água e café, Brahma estupidamente gelada! Falar de religião? Tio Randas dessa vez nem precisou tomar um quém-quém-quéééééém, mas a Laura achou que Deus foi muito rígido com Moisés por causa do lance do cajadinho e da água... e pra falar sobre a manifestação de agonia de Jesus perto da hora da morte, concluímos que ao invés daquele lance de "afastar o cálice, pai", a essência do lance enquanto coisa era "alivia a minha, vai coroa? Que tá foda..."

Esse lance do Cálice me lembra a única vez em que consegui ser razoável depois que meu detector de besteira foi acionado, mas me lembra também do Mestre, cuja música, sem nenhuma razão aparente, me vem à cabeça:

"Deixa em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa.
E qualquer desatenção, FAÇA NÃO!
Pode ser a gota d´água!"

Isso era a mega liga de advogados paladinos, com suas respectivas esposas, tirando leite de pedra numa quarta feira que não prometia nada. Sem falar no Grão-Vizir, a do Grão-Vizir foi a melhor! Ou então a melhor foi no domingo, quando a Laura acordou duma soneca e me viu assistindo um filme do tempo do onça, com o Juba&Lula-Hou, Evandro Mesquita e Sérgio Mallandro... isso sim é a Gota D´água!

postado por: Randall Ferreira Neto 8:59 AM Comments:


Quarta-feira, Abril 28, 2004

Vocês notaram as novidades ao lado? O que Tio Randas ouve e em que Tio Randas acredita, eu achei tão legal! As coisas em que eu acredito eu tirei do meu conto favorito (o lance da vida estar sendo escrita pelo Nick Hornby), de descobertas recentes (John Lennon) e nem tanto (Stone Roses), além de velhas suspeitas, como o lance de ser meio Jedi...

Escrevi também sobre o romance que pretendo enfim transportar da minha cabeça para o papel, além de aguardar um possível destino do meu Clichê de Verão; então peço a vocês que mandem muito boas vibrações pra mim no dia 4 de maio, quando tenho mais uma reunião importante, que pode vir a ser um excelente prenúncio do show do Teenage. É estranha a maneira com que eu estou me comportando em relação a esse show, pois deveria estar muito mais empolgado, sei lá, mil coisas... Deus, não permita que eu envelheça mentalmente, por favor! Só sei que ontem substituí o Raveonettes pelo REM no discman, por achar que estava muito BARULHENTO.

postado por: Randall Ferreira Neto 12:05 PM Comments:

Outro dia a Blue escreveu que "a vida vai lhe proporcionar a pessoa certa no momento certo; se não der, roube-a". Resolvi adaptar para "se a vida não te der um texto decente, roube-o!"

E esse eu roubei da Sra. Andy Garcia, a herdeira da Casa Mais Divertida:

"É fácil saber que nessa contagem regressiva a minha tendência é
perder tudo o que se leva a vida para conseguir; difícil é aceitar o
desconcerto.
Fácil fazer amigos. Difícil tornar-se um.
Fácil dar as mãos e sair por aí. Difícil é, sem as mãos, saber o
caminho da volta.
Fácil sorrir de verdade com alguém de mentira, difícil chorar de
mentira com alguém de verdade.
Fácil saber que, num cantinho cá ou lá, existem pessoas que valem à
pena, difícil é tentar encontrá-las."

postado por: Randall Ferreira Neto 9:21 AM Comments:


Terça-feira, Abril 27, 2004

O e-mail do Renato que eu transformei em post me tocou bastante por "n" razões; não só por me fazer descobrir alguns efeitos do que eu escrevo em outras pessoas, mas também por quê me identifiquei bastante com o "Renato" do texto, pois era assim que eu me sentia na fila de autógrafos de um livro do Torero, minha estréia oficial nesse tipo de evento. Na fila do livro da Clarah eu tava ansioso também, apesar de nunca ter ouvido falar na moçoila; eu estava ali por causa de uma notinha na coluna do Lucio, por que morava perto da Livraria, por que era um livro editado pela Conrad e, como li que ela era gaúcha e meio indie, achei que poderia enfim conhecer o André. Só depois de conhecê-lo é que descobri seu percentual quase nulo de "indieismo".

O foda é que eu não lembro do Renato... muito menos da camisa do Sinatra. Lembro que o Roger estava usando uma da Sheryl Crow, mas preferi não tecer comentários. Agora o Renato? Ele disse que quase não abriu a boca, mas aí me vem à cabeça a cara do Dunga, amigo do Felippe que participou do "Grande Sábado que só Terminou no Domingo". Amigo da Mary Jo tem o japonês do Ludov e o Renato, que escreveu um e-mail afudê sobre o meu livro, eu não lembro! E não deixa de ser engraçado saber que alguém se sentiu "intimidado" na minha presença, querendo conversar comigo... não que eu seja o mais receptivo dos caras, mas até a Laura sabe que eu ADORO falar sobre meus livros.

E agora me vem a memória dois fatos da época do meu Tour de Lançamento (Campinas, Goiânia, São Paulo, Sorocaba e São Paulo de novo, apoteoticamente na FunHouse, com notinha no Lucio e tudo o mais):

O primeiro foi no Daktari, em Campinas; uma loirinha chegou perto da filinha de parentes/amigos próximos, pegou um exemplar, leu a contracapa e orelhas, depois saiu e foi curtir os shows. Depois voltou e perguntou o preço, disse que tinha adorado Alta Fidelidade e Feliz Ano Velho, e saiu de novo. No final da balada, eu a vi indo ao caixa e voltou com R$ 10,00 na mão, perguntando se eu não venderia por aquele preço, que era só o que ela tinha. Eu já ia falar que tudo bem, mas a Laura me puxou pelo braço e sussurou brava, dizendo que eu deveria valorizar o meu trabalho e que isso era um absurdo. Por quê eu dei ouvidos a ela, não sei dizer, pois o livro era meu e só a mim dizia respeito a devida "valorização" do trabalho. Mas disse à menina que não rolava e ela saiu com uma cara meio decepcionada. Àquela altura, nem eu sabia que ainda iria dar, realizar promoções e quando muito, vender exatamente pelo preço que ela queria comprar naquele dia, que seria a mágica que eu tanto perseguia, de vender um livro pra uma pessoa completamente desconhecida.

A outra história aconteceu no segundo lançamento de Sampa, na FunHouse.

Eu estava sentadão no sofázão do segundo andar quando chegaram uns moleques embaladíssimos, e um deles veio falar comigo sobre o livro:
- O livro é sobre o quê? Drogas?
Tentei rever mentalmente todo o texto e me lembrei do episódio com a Natália em São Tomé das Letras, o beckzinho antes do mergulho e tal...
- É... fala sobre drogas.
- Cara, só tou com a grana da cerva, senão eu levava um, boa sorte aí!
- Valeu.

Passou um tempão, 2 livros foram vendidos e eu já estava quase indo embora quando vem uma mulher um pouco mais velha na minha direção, o que só fez sentido quando notei o guri interessado em livros que falam sobre drogas atrás dela:
- Oi, você que está lançando o livro?
- Sim...
- Eu vim buscar meu filho aqui e ele me falou que estava tendo um lançamento de livro aqui e... sei lá, a gente se preocupa onde nossos filhos vão, e dá uma certa tranquilidade saber que existem lugares assim, que dão valor a aspectos culturais como esse lançamento, fiquei realmente surpresa! Mas sobre o quê é o seu livro?

Eu já ia responder quando vi o guri atrás dela, com cara de assustado e pondo o indicador na boca me pedindo silêncio, o que quase me atrapalhou:
- É um romance... conta a história de um professor de literatura, uma aluna dele, o namorado dela... meio voltado para o público jovem, algo assim. Seria difícil de explicar...
- Vou levar um. Nunca vi meu filho se interessar por um livro... quem sabe assim ele não cria o hábito?

O moleque respirou aliviado, mas deve ter se decepcionado quando viu que praticamente não falava nada sobre Drogas.

postado por: Randall Ferreira Neto 12:06 PM Comments:

Olha, eu não assisto MESMO a novela; mais por ter problemas em acompanhar um negócio por tanto tempo, comprometendo uma parcela significativa da minha noite, diariamente, do que por qualquer outro motivo cultural, antropológico, bio-psico-social ou falta de massagem.

Mas o Gilberto Braga é foda! Até hoje eu lembro do dia em que o marido da Bruna Lombardi falou "Eu não transo violência" pro Afonso e apanhou feito bode na horta (bod´na horta, em goianês, segundo a Laura) em Vale Tudo.

E ontem, que surra maravilhosa foi aquela? Inspiradora, eu diria! Tem um verme rastejante em Sorocaba, que se diz fisioterapeuta, que mereceria Tio Randas fazendo o Hakka e indo pra cima, pra depois desferir uma saraivada de golpes na cara do idiota. Será que isso não serviu para as pessoas entenderem que certos limites são perfeitamente ultrapassados quando se passa alguém prá trás e o "enganado" descobre?

Mas na minha opinião, o melhor de tudo foi ela dar de cara com o Fábio Assunção e ouvir um "pronta pra outra, Laurinha?"

Duvido que cada um que assistiu o capítulo não tenha lembrado de pelo menos uma pessoa em quem gostaria de aplicar o Método Malu Mader de Repreensão e Vingança". Eu tou quase conseguindo montar uma Top 5...

postado por: Randall Ferreira Neto 10:14 AM Comments:


Segunda-feira, Abril 26, 2004

Um amigo me diz que assim como existem pessoas viciadas em álcool, maconha, cocaína, música e outras coisas mais ou menos ortodoxas, eu sou viciado em POLÊMICA. E mesmo não sendo o Ministério da Saúde, adverte que isso pode ser muito perigoso... acho que ele tá certo (como sempre).

Sábado, por exemplo, eu conversava com uma pessoa esclarecida e que eu gosto muito, mas, obviamente, fã do Senna. Algo perceptível com dois minutos de conversa! Não seria mais prudente simplesmente concordar com tudo o que se diz a respeito do mitológico piloto e deixar o papo morrer? Ah sim, mas eu falei tudo o que acho a respeito dele, provavelmente irritando meu interlocutor e causando uma polêmica que não chegaria a lugar algum.

A única coisa que realmente me impressionou nesse papo - e agora venho a público dar os parabéns ao Galvão Bueno pela excelência na execução de seu trabalho, que é distorcer a verdade em prol de seus propósitos - foi que tem gente esclarecida, e muito inteligente que acredita nas coisas que o narrador da Globo falava sobre o Senna, inclusive os mega absurdos como escolha de composto "x" ou "y" para os pneus, Deus na curva, corrida ganha sem freios, e a falácia da SEXTA MARCHA!!!!!!!!!!!

Falando em polêmica e imprensa, me diverti muito com o exercício de lógica feito pelo Mário Magalhães na coluna que ocupa o espaço que era do Torero: "Estão tentando me convencer que o Geninho, ao dizer 'Ficou parado, chuta o tornozelo dele´, não queria dizer que se alguém ficasse parado era pra chutar seu tornozelo?" Será que existia uma mensagem subliminar por trás da ordem dada tão claramente? Na minha opinião, reside aí o erro... muita gente manda, mas o Felipão manda bater e assume. Agora, se alguém descobrir o que o Geninho queria REALMENTE dizer, por favor, entre em contato comigo, pois eu gostaria de saber por quê "é inútil disparar balas de canhão, pois existe um Grão-Vizir".

postado por: Randall Ferreira Neto 2:16 PM Comments:

Ando verdadeiramente surpreso com a qualidade constantemente crescente dos meus findies. Seria precipitação afirmar que isso tem íntima relação com a convivência bem mais amiúde com Giba & Companhia Bela? Talvez, mas hoje é aniversário da herdeira do Clã, companheira mais que divertida de baladas sábado afora (ou domingo adentro, tanto faz), onde rolaram várias explanações acerca da inadmissibilidade do uso de camiseta regata em balada e sobre a VERDADEIRA função dos polegares opositores...

Acaba que eu começo a pensar num monte de assunto pra falar, mas nem sei se todos são realmente pertinentes/interessantes/relevantes. Queria falar sobre o joguinho do campeonato inglês que eu assisti, mas aí o Arsenal foi campeão e o fato perdeu importância. Pensei em revelar o método de assistir VT de um jogo como se fosse ao vivo, mas aí me lembro que o Graaaande Celso Roth conseguiu, com uma única substituição estragar o time do Goiás e acabamos empatando um jogo ganho. Do Palmeiras eu prefiro nem falar, mas ó: CUIDA QUE VAI CAIR DE NOVO!

Só sei que está muito legal essa vida de encontrar os amigos na sexta, saber que poderia contar com eles se resolvesse jogar um futebolzinho, jogar conversa fora, beber skols e brahmas (sexta houve uma tentativa com Lokals, rejeitada pela cúpula) e se mirar em alguns exemplos a nossa volta... sábado é dia de acordar mais ou menos cedo, malhar um pouco, feijuca no Gugão e desmaiar, assim você assiste o VT do jogo como se fosse ao vivo, dorme mais e aí vem balada, que seria bem mais legal se as pessoas adequadas e devidamente trajadas (sem regatas, camisas polo de "tênis" ou camisas listradas de mauricinho, pra dentro da calça, cinto e sapatinho combinando. Sim, esse último exemplo não é em si uma aberração, só que ao ir numa balada intitulada "rock n roll", imaginei estar livre de ver esses tipinhos na minha frente) compusessem ao menos a maioria relativa da população. Nem vou comentar algumas atrocidades cometidas pelo DJ, no cômputo geral ele foi bem. Obviedades, claro... mas algumas obviedades muito bem vindas, num universo em que Kill Bill ainda não estreou, a balada mais comentada é um pagode execrável sábado a tarde e o melhor restaurante é quase secreto.

No fim das contas, tenho quase certeza de que sou feliz por estar exatamente aonde eu estou... poderia estar melhor? Eu sei que já foi bem pior...

postado por: Randall Ferreira Neto 11:18 AM Comments:


Domingo, Abril 25, 2004

A intenção era só deixar um post de congratulações ao Ti Cohen, mas minha caixa de e-mails me emocionou demais... nunca a definição de "feedback" fez tanto sentido pra mim, tão ao pé da letra! Realmente as poucas lágrimas que nem chegaram a sair me dão conta que ainda não estou preparado para certos efeitos do que eu escrevo. Mas esses Holden Caufiledismos me deixam mais emocionados do que se em algum dia improvável, uma guria queira me conhecer com intenções interessantes a partir de alguma coisa minha que ela leu.

Valeu, Renato! Acho que estou me sentindo assim, meio "escritor"...

As mãos, concentrando todo o nervosismo que o resto do corpo tentava disfarçar, encharcavam de suor a capa do livro. De nada adiantava esfregá-las nas calças; dali a minutos estariam novamente umedecidas. "Que vergonha!", pensou. Afinal, estava ali, na fila de autógrafos, prestes apertar a mão do cara que havia escrito o livro que havia lhe hipnotizado dias antes. Neste momento, um aperto de mãos, digamos, molhado, não ajudaria em nada.

A fila anda. O garoto tenta olhar sobre os ombros das pessoas à frente, cada uma com seu exemplar de "Além das Portas", mas ainda não consegue alcançar a cadeira sobre a qual o ilustre escritor repousa. O caminho até lá lhe dá uns minutos a mais para pensar em algum comentário inteligente; não que quisesse, necessariamente, parecer inteligente, mas gostaria de marcar sua memória. "Sobre o que devo falar? Nick Hornby? Legião Urbana? A Garota de Rosa Shocking? O mala do Caetano?". Mais um passo na fila. "Ou assumo que há tempos leio o blog dele e que "When the Stars go Blue" é mesmo uma música do caralho?". E assim divagava sobre o quanto considerava aquele escritor um cara legal.

Neste ínterim, ele recordava como havia sido prazeroso ler "Além das Portas". Leitura que, diga-se de passagem, coube perfeitamente dentro de 24 horas. É bem verdade que, anteriormente, a única obra digna de tal feito na sua vida havia sido "O Alquimista", mas este detalhe obscuro de sua adolescência poderia continuar encoberto...

Está chegando sua vez. Ele aperta o livro contra o peito e lembra do Fred e das portas e janelas que precisam ser galgadas. Esta era uma delas: sua timidez.

Pronto. Chegou o momento. Estão frente a frente:

"Oi Randall... Parabéns pelo teu livro... Há tempos não lia algo tão agradável e há muito mais tempo não lia algo tão cheio de referências a coisas que, de certa forma, são extremamente pertinentes a mim!".

"Valeu!".

Randall atenta minuciosamente àquele garoto e pergunta:

"Mas eu já não te conheço de algum lugar?".

Ele teria lembrado? Milhões de neurônios entram em polvorosa dentro da mente do garoto, pensando na menor besteira a ser proferida [afinal, evitá-las seria impossível...].


"Sim, sim... Nos encontramos no "amigo-secreto" que aconteceu no final do ano passado, lembra? A turma toda dos indies estava lá: o Hiran, o Felipe, a Angélica, a Kilt, o Roger, a Mary Jo e mais um monte de gente...".

"É verdade! Lembro sim!".

Bom, pensou, ele pode estar sendo simplesmente educado ou mesmo lembrando-se vagamente. Mas antes que o garoto dissesse qualquer coisa, ele acrescenta:

"Você é um que estava calado aquela noite, vestindo uma camiseta do Sinatra, não?".

O garoto sorri.

"Pois é... Era a primeira vez que saía com a turma e você sabe... Em terreno desconhecido sempre é bom ser cauteloso... Pra te dizer a verdade, estava morrendo de vontade de puxar papo com você, mas te ver, ali na minha frente, putz, me deixou muito intimidado...".

Cara de espanto.

"Intimidado comigo? Por quê?".

O garoto pensa um pouco e busca uma referência pop para exemplificar a situação.

"Lembra da Dorothy, do Homem de Lata, do Leão Covarde, do Espantalho e do Totó quando chegam no Castelo de Oz? Então... Foi mais ou menos assim... Eu, um estranho no ninho, frente a frente com "o" Randall... Eu não conseguia me dirigir a você! Morrissey já dizia: "shyness is nice and shyness can stop you from doing all the things in life you´d like to"".

Randall sorri. A essa altura, ambos haviam esquecido do objetivo daquela fila [o autógrafo] e levam em frente o papo sobre como a ordem havia se invertido: o leitor havia conhecido primeiro o autor; depois a obra.

"A Mary Jo me emprestou o seu livro e o devorei em um dia, assim como aconteceu entre você e o "Alta Fidelidade", né? E fiquei tão satisfeito que até pensei em te mandar um email, mas não um email óbvio: pensei em escrever uma pseudo-continuidade ao Epílogo do "Além das Portas", sabe? Tipo, eu na fila, me juntando a todos os outros admiradores do seu livro, esperando para conseguir um autógrafo seu e te parabenizar...".

E assim a conversa prosseguiu por mais alguns minutos. O nervosismo havia sido superado, mas a fila de leitores atrás só fazia crescer.

"Autografo em nome de quem?", perguntou Randall.

"Renato! Por favor...".




postado por: Randall Ferreira Neto 6:32 PM Comments:

Ti, parabéns, gurizão! Todos nós queríamos comemorar com você, mas fica pra junho... lembra do primeiro conselho que eu te dei quando você foi pro intercâmbio? "Galera que faz intercâmbio, inevitavelmente:
a) Fura a orelha
ou
b) Fuma maconha
ou
c) Dá a bunda."

Não daria conselhos que pudessem ser considerados, de alguma forma, apologia ao crime, independentemente do aspecto"móbarato" do lance enquanto coisa, então, lembre-se: na dúvida, fura a orelha! Imagine o tanto de explicações que você teria que dar a mim e ao Guru Baderson se aparecesse aqui com uma camisa do São Paulo, depois de viver experiências envolvendo a exploração de orifícios pouco ortodoxos do seu corpo?

O seu Clube dos Corações Solitários já tá comprado...

postado por: Randall Ferreira Neto 6:30 PM Comments:


Sexta-feira, Abril 23, 2004

Mais uma da série Diálogos Insanos...

I

- Maradona sofreu um enfarte, né?
- Foi... foda!
- Será que foi o quê, cocaína?
- Ah, acho que não... decerto exagerou nos doces e não controlou a diabetes, né?

II

- Você acha mesmo que Fulano é bicha?
- Certeza!
- Sério mesmo? Não leva o menor jeito.
- E você entende alguma coisa disso, por acaso? É biba sim, bate palminhas na hora certa em It´s Raining Man!

III

- Alô, Randall?
- Isso, quem é?
- Zauski Nadalson.
- Fale, meu, beleza? Quanto tempo...
- É... o que tem feito aí em São Paulo?
- (explicação rápida) Como você me descobriu aqui?
- Então, tava precisando de um favor seu, brother, coisa meio urgente!
- Fala?
- É o seguinte: dá prá você me comprar 46 convites pro Skols Beats?
- Oi?
- É que eu tou saindo com uma excursão daqui de Goiânia e deu errado a parada que eu tinha organizado dos ingressos, então pensei que de repente você pudesse ir comprar pra mim, chegando aí a gente acerta.
- 46 ingressos? A R$ 55,00 cada um?
- Isso! E se você tiver algum "dealer" brother e pegar umas drágeas, a gente acerta tudo junto...

O que será que andam falando em Goiânia que eu tou fazendo em São Paulo?

postado por: Randall Ferreira Neto 4:01 PM Comments:

Folheando uma Playboy de alguns meses atrás eu reli a entrevista do Alex Trairão e dessa vez, me chamou bastante atenção a parte em que ele fala "Ah, eu e o Felipão éramos tão amigos, nos dávamos tão bem... ele chegou a deixar quase claro que eu estava garantido no grupo que ia pra Copa; não sei o que aconteceu que ele me deixou de fora!"

Alex, você sabe! Ninguém é tonto, Alex... vocês não eram amigos? Ele te treinou no Palmeiras, te convocou quando assumiu a seleção, não ia te deixar de fora de graça. Alguma você aprontou, Alex, pensa um pouco quando chegar em casa e você vai lembrar.

Acho incrível esse jeito "Alex" de lidar com as situações, pois os poucos inimigos que eu tenho, sei exatamente por quê eles viraram a cara pra mim, por que pararam de falar comigo, ou por quê não respondem meus telefonemas, e-mails ou sinais de fumaça. Como diz um dos meus melhores amigos da atualidade: ninguém é tonto... você não acorda do nada e pensa "a partir de hoje eu não falo mais com fulano, ele usa camisa polo com bolso e toma skol ao invés de brahma". E tem outra, se eu sinto que tem algum vapor errado com alguém e realmente não sei o que tá rolando, pego o telefone, e-mail ou sinal de fumaça e caço o "cabôco" até achar e dizer "o que tá pegando, campeão"?

Se bem que é muito mais cômodo se fingir de Alex e dizer que não entende o Felipão, mas normalmente eu acho que os "Alexes" tem alguma culpa no cartório, pois de outra forma, era muito mais fácil, digno e bonito falar:
- Brou, pisei na bola, vamos resolver essa parada? A gente era amigo, esfreguei suas costas quando você se machucou, etc... você tá grilado é com AQUILO (acredite, sempre tem um "aquilo")?

Ou então cagar e andar, sabendo que eventualmente pode ter riscado uma pessoa da sua vida. Perdoar, desculpar, relevar, tudo isso existe no coração de todo mundo. Mas como você vai perdoar/desculpar/relevar uma pessoa que nem sabe o que fez de errado?

Ah, sexta-feira! Tou precisando duma cerveja e vou ligar pros meus A - MI - GOS e saber se me acompanham...

postado por: Randall Ferreira Neto 2:33 PM Comments:

Últimas considerações acerca da Bienal do Livro...

Talvez seja fruto da idade, mas algums sinapses que ando fazendo não tem o menor sentido; no stand da Record eu vi um livro do Ben Elton (Popcorn) e pensei "adoro esse livro, fizeram uma capa diferente pra ele e ficou legal"! Aí cheguei em casa e percebi que "Popcorn" era o único dele que eu não tinha e procurava incessantemente, sem sucesso - não é de se estranhar que não reconheci a capa!

Na mesma Record, estranhei a presença do livro novo da Helen Fielding, sem nenhum estardalhaço precedendo, nenhuma notinha no Folha ou Veja, nada! Pô, Bridget Jones está longe de ser um primor literário, mas de uma certa forma pode ser considerado um "marco" da literatura, assim, "Mulheres que lêem Nova-Cosmopolitan". E a Laura, que não lê Nova, mas adora Bridget Jones estranhou eu não ter comprado esse livro e quer saber? Eu também estranhei. Sim, eu gosto de ler esse tipo de livro, mesmo tendo sido surpreendido por bombas celulósicas como "Tasha Harris Abre o Jogo" e "Altar Ego". Porém, boas surpresas aparecem, como o recente "Garoto da Casa ao Lado" e "Chegando Juntos", algo como "Bridget Jones encontra Nick Hornby" - guardadas as devidas proporções.

Enfim, não comprei, e por nada no mundo lembrava o nome do livro que o Kako indicou! Como não tenho o telefone do Bom Pelotense, fiquei me remoendo de curiosidade e agonia.

Mas nada foi tão foda quanto ver uma estante inteira com livros de bolso do Inspetor Maigret. Poucas vezes eu senti tão consistentemente a presença do meu pai. A vontade que deu foi de abrir a caixa de ferramentas e comprar todos, depois pagar uma passagem pra ele vir conhecer a minha casa e levar esses presentes pra Goiânia. Saudade é um troço estranho... como ontem, ao ver num blog da amiga do irmão da Rafa uma foto dela com a Fê... Fê de FODA, eu diria!

E além de tudo é sexta, então lá vou eu escutar a música mais famosa daquele disco vermelho do The Cure...

postado por: Randall Ferreira Neto 9:28 AM Comments:


Quinta-feira, Abril 22, 2004

Acorde atrasado.

Faça uma estranha conjunção dos seguintes fatos: não temos espelho no banheiro + meu cabelo tá curto, nem precisa conferir.

Durma no fretado mexendo bastante a cabeça (imagino que tenha acontecido isso, não tem como comprovar).

Você vai chegar no seu trabalho e pessoas perguntarão o que você fez no cabelo, que ficou ficou bacana, estilo Dado Dollabela... isso não é legal. É pior do que a Laura dizer que eu tenho o olho parecido com do Rick Martin, pois Dado Dollabela lembra a breguinha filha do Zezé di Camargo & Luciano e tem toda aquela atrocidade que ele fez com Love Vigilantes (como diz o Lúcio, por muito menos a Inglaterra declarou guerra às Malvinas)... sem falar que o cara perdeu a mulher pro vocalista do Rappa, vai empatar com quem?

postado por: Randall Ferreira Neto 1:06 PM Comments:

Com o quê então o grande Alex Boemia estreou marcando logo 4 gols (dois golaços) contra o Botafogo? Porque Alex Boemia? Ah, o cara gosta da noite... se ele bebe todas ou não, foge da minha alçada, mas esse negócio de varar a noite bebendo água só vi o Alexandre Pires falar - deve ser por isso que ele sai atropelando e matando pessoas.

Eu previa um campeonato tosco para o Goiás, mas diante de um início tão auspicioso, até dá prá nos imaginar fora da listinha dos 4. Se houver um pouco de justiça no mundo, pelo menos 2 do Rio vão estar lá, né? E um de Campinas, de preferência a Ponte Preta, o time que nunca ganhou nenhum título.

Tive a manha de ver dois jogos que terminaram 0 x 0! O do Flamengo até que foi legal, ver o Felipe em campo é sempre um prazer. Mas o do Palmeiras foi tenebroso! Horrendo! Não que o time seja ruim, mas está jogando um futebol terrível e se eu tivesse uma barba como as do Camelo e do Amarante, a colocaria de molho (pesto, que é mais gostoso).

Favorito? Ah, os suspeitos de sempre, né? Se ninguém acordar, deve dar Cruzeiro, com São Caetano na cola. O Santos parece que iniciou um movimento de descida de ladeira, e o Village People F C já não assusta ninguém mais. Pelo menos os jogos serão mais emocionantes, com 4 caindo.

E alguém precisava ter visto a cara da Laura quando eu falei como era o esquema do Pay-per-view do Brasileirão...

postado por: Randall Ferreira Neto 11:43 AM Comments:


Quarta-feira, Abril 21, 2004

Até tentaria controlar meu azedume pra deixar aqui as minhas impressões sobre a Bienal, mas de um modo geral, não foi tão ruim assim. Vocês sabiam que "escritor" paga meia na Bienal? E eu quase me senti na Noruega quando o rapaz da bilheteria disse que eu nem precisava "provar" que era escritor, minha palavra bastava. Peraí, eu não cheguei lá falando "sou ESCRITOR", ele perguntou primeiro se eu era estudante, professor ou se trabalhava com livros; de uma certa forma... foi gozado também quando meu amigo viu o stand da editora do meu livro e me chamou pra ver se ele tava lá. Tava... um livro meu na Bienal, engraçado. Sei que se o Alexandre Pires escrever um "Como atropelar pessoas e sair impune" e pagar uma nota, terá desconto pra entrar na Bienal e verá seu livro exposto, mas curti a efeméride, juro que não me deslumbrei - nem haveria porquê.

Agora, o atendimento... meu Deus, encontrei algo pior que a Padaria Real do Campolim, as pessoas pareciam estar ali pra fazer qualquer coisa, menos vender livros. Uma hora meu amigo chegou a soltar um "desculpa incomodar" pra um vendendor pela cara que ele fez quando solicitado a informar o preço de um livro! Ressalva feita ao cara da Editora Liberdade, onde eu comprei Caçando Carneiros, do Haruki Murakami, minha melhor aquisição. O cara tinha pinta de dono e criou uma empatia comigo falando sobre o próximo título do escritor a ser lançado e Roddy Doyle. Mais um pouco eu perguntava se ele não queria receber uns originais pra analisar. Stands pobrinhos como o da Rocco, sem sal como da Objetiva e Record... o da Conrad era simpático! Tenho um carinho especial por essa editora que incinerou O Filho do Meio e pelo sim, pelo não, comprei um Clube dos Corações Solitários - dei meu back up pro Tio Fefas, preciso ter um pra qualquer eventualidade...

Pra fechar, passávamos por um stand de RPG e meu amigo perguntou o que eram aqueles bonequinhos de "Senhor dos Anéis":

- É pra jogar RPG, uma bobagem aí de freak que não come mulher - nesse instante, um autêntico freak parou a explicação para outro aspirante a freak e me olhou feio, por trás dos óculos de 45 graus, ao que eu respondi - e come, por acaso?

5 aquisições foram o saldo, positivo pelos Murakami e por alguns preços bons em condições idem, mas ainda assim, diria que é um bom passeio. Se no ano que vem as pessoas passarem por um treinamento de vendas\atendimento, em 2006 talvez seja melhor. Ainda não foi?

Vai lá e compra uns livrinhos!

postado por: Randall Ferreira Neto 3:43 PM Comments:


Terça-feira, Abril 20, 2004

Pouca gente leu O Filho do Meio, e dentre essas pessoas, muito poucas sabem que a "Laura" nem sempre foi "Laura". Ela era Patrícia (totalmente sem razão de ser) e quando eu estava me mudando prá São Paulo, resolvi homenagear a namorada que havia me guinchado de Goiânia. Muita gente diz que desde essa época ninguém mais teve notícias do Duda Cizausky, um cara que quase todo mundo achava bacana... dizem que ele foi visto outro dia subindo a 15 do Setor Oeste, em direção à Casa da 139, mas nada foi comprovado.

A Laura do Filho do Meio tem olhos azuis... e foi dentro desses olhos que o Tuta mergulhou. Os únicos olhos azuis mergulháveis que eu conheci até hoje são os da minha cunhada, mas no Além das Portas já tem uma Flávia. Por quê será que eu fiz um cara encontrar o grande amor da sua vida a partir de um par de olhos azuis? O mais próximo que eu já cheguei de algo parecido foi com os (milhões de perdões pelo clichê) "olhos de ressaca" da Rafa, mas eles eram verdes. E os azuis?

Tou olhando pros meus Yodas em cima da minha mesa e fico pensando se algum dia ele aparecesse assim do alto, me olhando sério e empunhando o sabre de luz... o que ele diria? Sei lá, isso aí já é literatura e fantasia, a atual praia do meu amigo-chefe... sem falar que iso talvez seja tão improvável quanto encontrar os olhos azuis que hipnotizaram meu amigo Tuta.

E vocês sabiam que é possível conversar com uma pessoa sensacional que não tem a menor idéia de quem foi o Paolo Rossi?

postado por: Randall Ferreira Neto 6:04 PM Comments:

Velhos tempos... será que eu deveria MESMO ter pego o disco do Laia Vunje prá escutar? Em nome dos velhos tempos, vai uma letrinha:

"Não posso perder o orgulho, escondo a tristeza.
Como começou não sei, agora é tudo ou nada...
Palavras tão fortes queimam, espalham pela casa
Desculpa não vou pedir prá você não sair...
Então vá!
Mas traga uma flor e enfeita a nossa casa!
Vá! Que o meu choro rega, mas também alaga."


Um pouco antes dessa época em que ainda ouvia isso, eu namorava uma menina que gostava muito de mim. MUITO! Talvez tenha sido a pessoa "enquanto" namorada, que mais gostou de mim em todos os tempos, mas um dia eu conheci uma outra pessoa e minha cabeça virou de cabeça pra baixo, pro bem e pro mal; mas esse namoro aí talvez eu fale num futuro, agora quero falar sobre a metáfora que eu fiz quando troquei a menina que gostava MUITO de mim pela menina por quem eu estava gostando MUITO...

Eu tentei falar pra ela que num time, às vezes a gente entra, faz tudo o que o treinador mandou e tem extrema convicção que está jogando bem, mas mesmo assim somos substituídos. Enquanto nos questionamos sobre a injustiça da substituição, por estarmos jogando bem e fazendo tudo certo, nem nos damos conta do que pode ser "a real": quem entrou em nosso lugar joga muito melhor que a gente!

Uns 3 meses depois que eu falei isso, ela passou em casa e perguntou: "A pessoa que foi substituída pode treinar bastante e se tornar melhor que a pessoa que entrou em seu lugar?"

Foi aí que eu me dei conta da estupidez das minhas metáforas, e, por conseguinte, que a vida não é uma partida de futebol. Se fosse, conseguiríamos virar um jogo e mesmo depois de sair perdendo, sentir a sensação de vitória + superação. Impossível! Talvez se tentássemos zerar o placar...

Será que não é isso o que estamos sempre tentando fazer? Começar no zero-a-zero e tentar fazer o melhor, com muita humildade e determinação, juntamente com os companheiros e a ajuda de Deus, seguindo as orientações do professor e por essa torcida maravilhosa que sempre nos apoiou.

postado por: Randall Ferreira Neto 9:21 AM Comments:


Segunda-feira, Abril 19, 2004

Talvez seria mais digno NÃO falar do show da Maria Rita no sábado, pois como foi realizado em local inapropriado, o som ficou muito baixo! E o que eu mais gosto dela (a carinha) não deu prá aproveitar, de tão longe que nos sentamos, lá no fundo com os morcegos. Quando eu falo MORCEGOS, não se trata de uma figura associativa e sim dos parentes do Batman mesmo, que davam rasantes e - aproveitando a altura sussurrante do show - guinchavam assustadoramente. A Laura vai dizer que foi um showzaço, mas depois de encerrar com um bis de "Cara Valente" (ela acha que essa música é a mais legal de todos os tempos, mesmo na fase Nelly Furtado em que se encontra. Falando nisso, mesmo que o parêntese se estenda mais que se permite a um parêntese segundo as leis do INMETRO, depois que ela descobriu esse disco que eu comprei por causa do Nick Hornby, anda me xavecando pra eu comprar o novo dela. Mas aí vai ser complicado... sabe como é, né? Participação de Caetano...), a Maria Rita poderia pedir um beijo de língua pra minha Hetero-Xiita esposa.

Mas vamos lá, o show foi um bom "esquenta" prá verdadeira balada que estava por vir: O Boteco Argentino em um bairro de Sorocaba que eu nem sonhava que existia! Eu mal acreditei quando li "provoleta" e "bife de chorizo" no cardápio! Eu costumo dizer que, com roupa, isso foi a coisa mais gostosa que eu já coloquei na boca, e cam a devida vênia do Giba, capitaneei os pedidos que foram aceitos com louvor. Questionei pelas "empanadas" e o dono disse que precisávamos combinar um dia específico e ele mesmo faria a massa da "verdadeira empanada"... ele tentava encontrar a palavra em português para descrever o efeito da "verdadeira empanada" e quando eu disse que a boa empanada é aquela que "chorêa" (não sei como escreve, só como fala), ele abriu um sorrisão do tamanho da 9 de Julho e eu mandei um "arreglado!", já sonhando com a empanada de Roquefort que ele prometeu.

Dessa vez nem foi a Laura que comandou o levante geral, mas disse que foi uma sábia idéia depois que eu o lembrei do gol do Burruchaga que deu o título ao Independiente na Libertadores de 84. Ele mencionou uma convocação para lutar nas Malvinas que só não se cumpriu por que a rendição veio antes e quando eu citei o passado guerrilheiro do Giba, este já estava sendo arrastado pelo braço... precisamos voltar lá outras vezes (ah, não mencionei o preço honestíssimo!!!!), mas é claro que eu não poderia ir embora sem antes cantar com meu novo "compadre" o clássico "bamo, bamo, arrentina! Bamo, bamo, a ganiar..." (escrevi como se pronuncia para melhor ilustrar, sorry aos puristas)

Teve gente que achou melhor ir direto prá casa depois do show, fazer o quê?

Será que eu consigo fazer um Top 5 das maravilhas oriundas da Argentina?

1- Bife de Chorizo com papas fritas, provoleta e empanadas; Alfajores de sobremesa;
2- O Maradona;
3- Puerto Madero, La Boca & Recoleta
4- Sorvete de doce de leite com Brownie do Fredo
5-...

Deixei o quinto lugar em branco, pois sei que esse maravilhoso país ainda me proporcionará surpresas durante a vida!

postado por: Randall Ferreira Neto 2:02 PM Comments:

Eu queria dar os parabéns à equipe azul que sagrou-se campeã neste domingo: Parabéns, Crac de Catalão! Sei que ganhar da Escumalha F C é prá qualquer um, mas o desse ano foi legal, a choldra já preparava os litros de pinga com mortadela pra comemorar! A Laura se irrita com cada coisa... quando deu o resultado, o Azamba perguntou se era o primeiro título do Crac e eu falei que não, eles ganharam outro em 65 ou 66, e que do interior, só o Anápolis e Goiatuba foram campeões: o primeiro na década de 60 e o segundo em 92.

Ela diz que minha cabeça guarda muita coisa inútil, como os hinos dos times, por exemplo. Concordamos que o do Goiânia é disparadamente o mais horroroso de todos os tempos, mas ficamos na dúvida se o mais bonito é o do Flamengo, ou do Fluminense - muita gente vem com papo de Hino do América, mas ninguém sabe direito a letra (eu mesmo só sei a parte de "torcer, torcer, torcer até morrer, morrer, morrer"). Eu acho o do Flamengo, principalmente se acompanhado de imagens como as de ontem: o Maraca lotado e mais uma vitória sobre o Vasco Miranda (ou Eurico da Gama). O refrão mais empolgante é o Até a Pé Nós Iremos do Grêmio e o do São Paulo também é bacana, devidamente ajudado por aquela coreografia com as mãos fazendo as letras Y, M, C, A...

postado por: Randall Ferreira Neto 10:06 AM Comments:


Sexta-feira, Abril 16, 2004

Sexta feira...

Algo entre "só o pó da rabiola" e "a capa do Batman", mas como eu costumo preconizar, a melhor breja é a de sexta, por isso, Giba e Tio Fefas, quebremos algumas no Gugão logo mais?

Bom, mudando de assunto sem a pretensão de chegar a lugar nenhum, a Playboy fez um teste interessante relacionando as mulheres com determinado tipo de situação, sendo que as grandes vitoriosas foram Nicole Kidman e Angelina Jolie, cada qual na sua categoria, com o que concordo imensamente - conheço gente que ainda tem encanação com a Grace Kelly, mas isso aí o Pedro Bial já definiu muito bem num comentário que deveria ter sido em off.

Pensando nas minhas leitoras que talvez não encontrem esse tipo de teste nas revistas femininas, terroristas especializadas em incentivar as mulheres a nos dar empurradas dedais (uma amiga minha tem uma teoria a respeito), criei o Teste Febre Alta:

1- Para levar pra casa e apresentar pros pais
a) Edward Burns
b) Fábio Assunção
c) Chris Martin
d) Rodrigo Santoro

2- Pra uma noite de sexo selvagem:
a) Daniel Day Lewis
b) Beckham
c) Gavin Rossdale
d) Angelina Jolie

3- São uó, mas completamente sob efeitos do álcool e outras substâncias...
a) Bon Jovi
b) Rick Martin
c) Vampeta
d) Bryan Adams

4- Tem lá um estilo...
a) Guga
b) Selton Melo
c) Fran Healy
d) Amarante

5- Indubitavelmente casados, mas vale a pena o remorso
a) Willian Bonner
b) Beckham
c) Guy Ritchie
d) Tio Randas

6- Se você fosse uma apresentadora de TV com reputação esquisita, caráter duvidoso e sexualidade idem, que namorou um jogador de futebol pra adquirir fama, depois encarou um piloto de F1 prá fazer uma fachada mútua, e resolveu escolher alguém prá reprodutor de sua filha que teria um nome horroroso, quem seria:
a) Woody Allen
b) John Malkovich
c) Sting
d) Angelina Jolie (sei lá, de repente, avanços da ciência...)

7- Dos que a Laura fala puuuuuuuta merda e eu tenho o direito de ficar calado:
a) Brad Pitt
b) Eddie Vedder
c) Bon Jovi
d) Rick Martin

8- Que você seria roadie numa boa, pouco se importando se a função prevesse a concessão de esporádicos favores sexuais
a) Eddie Vedder
b) Gavin Rossdale
c) Chris Martin
d) Fran Healy

9- Em qualquer hora, lugar, situação e condição de vento:
A Angelina Jolie, né? Numa hora dessas, vai escolher?

Eu queria que alguém respondesse, em todo o caso...

Mas como dar credibilidade a alguém que te ouve falar em Lambda Lambda Lambda e acha que se tratam dos Loompa Loompas?

postado por: Randall Ferreira Neto 10:12 AM Comments:


Quinta-feira, Abril 15, 2004

GRANDE ADAVÍLSON!

Eu poderia muito bem dizer que do jogo de ontem, o que mais me marcou foi a saudade imensa do Serra Dourada... chegar ali pela Avenida B ou mesmo pelo Flamboyant, a subidinha criminosa até a bilheteria das cadeiras e olhar de cima a entrada da geral, lugar cativo da escumalha vilanovense...

Mas nada foi mais marcante que a feiúra do time do Goiás - e agora faz todo o sentido do mundo nosa eliminação no campeonato em que somos penta e nem deveríamos mais disputar. Um esforçado lateral-direito do Criciúma (o The Pelvis diria VOLUNTARIOSO - e ele diz que o jogador mais voluntarioso hoje em dia é o namorado do Kaká) agora é o nosso 8 (o que eu já vi o Luvanor fazer nesse sacrossanto gramado com a 8 esmeraldina) e tem ares de articulador de jogadas. Nosso astro-mor, com a camisa outrora envergada por Bill, Dadá Maravilha, Lincão da Serra e aquele outro cafajeste que se diz melancia, estava um cara chamado Tábata! JAPONÊS! Nada contra os nipônicos, nem preciso dizer isso aqui, mas no futebol? No meu time?

O Josué com a 10 do Péééééééricles, dois laterais que eu nem perdi meu tempo tentando saber de quem se tratava e, com a camisa 7 do Cacau (melhor de todos os tempos), de volta, o grande Alex Boemia! O Bavária e o Real Privê devem ter patrocinado a volta dele ao Verdão e o que deve ter de puta com perfume francês novo na cidade não tá no gibi!

A gente sempre tem saudade de alguns jogadores nem sempre lembrados por grandes feitos ou conquistas... um amigo meu Colorado vive falando de um tal Chico Spina, outro vascaíno lembra do Jorginho Carvoeiro, em Sorocaba, os São Bentistas vivem falando de um tal de Picolé... eu me lembro muito e com boas memórias do Albeneir - que meu pai não me leia! Um dos nossos mais fiéis companheiros de cadeira no Serra, a cada vez que o Goiás ia mal num jogo, ou chutava pouco a gol, falava:

- O Goiás nunca mais teve um jogador que chutasse como o Adavílson. Lembra, Randall? Randallzinho, ele uma vez quebrou a mão de um goleiro com um chute, prensou na trave!

Uma vez eu lembro que perdemos pra algum time medíocre como Quirinópolis, Santa Helena, Jataiense ou Itumbiara, e na volta pra casa, depois de muito tempo em silêncio, num farol fechado, meu pai berrou:

- Eu não tenho a menor idéia de quem foi ADAVÍLSON! E olha que pra eu não lembrar de um jogador do Goiás (naquela época íamos a TODOS os jogos) é por que ele foi uma completa nulidade!!!! De onde que o Helinho tirou esse Adavílson?

Eu não sei, mas no ano passado, um desses times medíocres e obscuros que as vezes aprontam no Campeonato Paulista tinha um lateral esquerdo que chamava Adavílson...

E data venia, o time do Goiás consegue ser mais feio que o glorioso Palmeiras dos tempos de Abelardo, Buião, Rodinaldo, Ditinho Souza, Mauro Van Basten & Bizu.

postado por: Randall Ferreira Neto 3:41 PM Comments:

Nossos almoços continuam autênticas "brainstorms de uma infinidade de nadas", mas a gente se dverte muitíssimo! Hoje concordamos quão odiáveis são pessoas que falam o que comeram no almoço. Não estou falando de quem simplesmente diz que "comeu um japa" ou "um franguinho grelhado"; no caso, o bode são pessoas (normalmente envolvidas em alguma espécie de regime) que detalham sua refeição: "comi duas colheres de arroz, uma de feijão carioquinha, salada de endívias com parmesão ralado, duas rodelas de tomate, vagem e brócolis no alho, filé de frango grelhado e uma fatia de mamão na sobremesa".

Lau, sabemos que você faz isso, mas isso não é nenhuma indireta, afinal de contas, somos casados e isso entra na conta dos defeitos perfeitamente "releváveis". Você se surpreenderia se soubesse quantas pessoas tem essa mania!

Condenamos também os abjetos "Solangismos" como: CARDAÇO, IORGUTE, SALCHICHA, MORTANDELA, LARGATIXA, CONZINHA, GALFO e MALMITA.

Mas no final das contas, chegamos à dura conclusão que nada é mais insuportável do quê pessoas que contam filmes à guisa de "você precisa ver". A sequência é mais ou menos essa:

- Você assistiu tal filme? Não? Não acredito, é muito bom, assista (aí encerraria-se o papo se essa pessoa fosse provida de um mínimo de bom senso)! (Como bom senso está em falta no mercado, a pessoa prossegue) O cara comete um crime, é preso e condenado; mas na verdade, não foi ele que cometeu o crime, foi a amante da mulher dele, e armou tudo (entra a parte com detalhes minuciosos da trama) pro cara se ferrar. Mas aí ele descobre (nessa parte você tenta interromper dizendo que pretende assistir ao filme; debalde) tudo e começa a vingança, sem saber que a mulher estava grávida e teve um filho com ele... e assim até terminar a narrativa e ainda ter a pachorra de dizer excitadíssima (sorry, mas isso normalmente é coisa que mulher faz) VOCÊ PRECISA ASSISTIR, O FILME É MUITO BOM!

Eu ainda acho que existem situações que deveriam, por si só, autorizar um assassinato com excludentes de punibilidade, como ao dizer pra sua esposa que "She Bangs The Drums" está no set list de sua banda imaginária (The Anselmos) e ela dizer, surpresa:

- Música do Rick Martin???????

postado por: Randall Ferreira Neto 1:53 PM Comments:

Eu nunca imaginei que meu pai entenderia tão pronta e rapidamente sobre "que merda me falaram que cê andou escrevendo na internet?", mas a surpresa maior mesmo foi quando eu estava exlicando qual era o espírito do lance enquanto coisa e o coroa tascou um "mais ou menos com a pretensão de ser aquele bobão da Veja". Jamais passou pela minha cabeça que meu pai lesse Diogo Mainardi, mas ele me contou que é "a única coisa que dá prá ler naquela bosta de revista, apesar de que ultimamente ele anda muito chato (meu Deus, MEDO imenso por pensar como meu pai)".

Concordamos que independente do que se escreve (diz), a pessoa LÊ (OUVE) aquilo que ela quer, e voltamos naquilo da interpretação de novo. Troquei uns e-mails indigestos com a minha prima afudê e do nada, chegamos a lugar nenhum, mas acho que um dia ela ainda se sentará nas minhas poltronas supersônicas e no puff laranja (só fico triste se ela tiver que dormir naquele sofá-cama de faquir) da minha casa.

"Moça, olha só o que eu te escrevi
É preciso força pra sonhar e perceber
Que a estrada vai além do que se vê..."


Esses caras sentimentais, estranhos e valentes são foda, mas vamos finalizar:

"Eu cansei de ser assim, Não posso mais levar
Se tudo é tão ruim por onde eu devo ir?
A vida vai seguir, Ninguém vai reparar
Aqui neste lugar, eu acho que acabou
Mas eu vou cantar pra não cair
fingindo ser alguém que vive assim de bem

Eu não sei por onde foi
Só resta eu me entregar
Cansei de procurar o pouco que sobrou
Eu tinha algum amor
Eu era bem melhor
Mas tudo deu um nó e a vida se perdeu
Se existe Deus em agonia manda essa cavalaria
que hoje a fé me abandonou"

postado por: Randall Ferreira Neto 9:30 AM Comments:


Quarta-feira, Abril 14, 2004

Ás vezes eu gosto de "me auto-goolar a mim mesmo", ou então entrar no site meters e ver de onde vem minhas visitas. No primeiro caso, você descobre a resenha do seu livro no veículo de imprensa de uma pessoinha azul que anda sumida, mas que faz questão de avisar o porquê do sumiço. No outro, você se vê linkado num blog bacana e nele, uma música do túnel do tempo, talvez pra me lembrar que eu curtia muito o Cazuza...

Eu queria ter uma bomba
Cazuza

Solidão a dois, de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz "já foi" e eu concordo contigo
Você sai de perto, eu penso em suicídio
Mas no fundo eu nem ligo
Você sempre volta com as mesmas notícias

Eu queria ter uma bomba
Um flit paralizante qualquer
Pra poder me livrar
Do prático efeito
Das tuas frases feitas
Das tuas noites perfeitas

Solidão a dois, de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz "já foi" e eu concordo contigo
Você sai de perto, eu penso em homicídio
Mas no fundo eu nem ligo
Você sempre volta com as mesmas notícias

Eu queria ter uma bomba
Um flit paralizante qualquer
Pra poder te negar
Bem no último instante
Meu mundo que você não vê
Meu sonho que você não crê


Eu queria ter uma bomba
Um flit paralizante qualquer
Pra poder te negar
Bem no último instante

Como dizia o Woody Allen, sobre a existência de vida inteligente na Terra: "Cazuza morreu, Renato Russo também... e eu não ando me sentindo muito bem". Sei lá se ele disse algo parecido, prá falar a verdade, mas já vi essa citação. Ele era assim, uma espécie de "Caetano Rock n Roll".

postado por: Randall Ferreira Neto 11:32 AM Comments:

Tudo é relativo... ou melhor: SUBJETIVO, pendente de interpretações das mais variadas possíveis. Todo mundo que me conhece há muito tempo sabe que prá mim, nada descreve tão bem o "estar apaixonado" quanto o primeiro verso de "Quase sem Querer":

"Tenho andado distraído. Impaciente e indeciso. E ainda estou confuso, só que agora é diferente.
Estou tão tranquilo e tão contente..."


Por quê eu estou falando disso? Por nada... tem também Love in The Afternoon "Quando eu lhe dizia, eu me apaixono todo o dia, e é sempre a pessoa errada. Você sorriu e disse, eu gosto de você também!"

Gosto muito de quando a Laura entra na sala e vê o Rob gravando uma fita pra guria que vai entrevistá-lo pro jorrrrrrrrrrnál... ela sabe exatamente o que significa, na cabeça do Rob esse lance de gravar fitinhas. Poucas pessoas sabem o que se passa na minha cabeça ou não relacionam o que eu escrevo aqui com o que eu quero dizer. Quando uma pessoa entende, já vale a pena.

Eu adorava gravar fitinhas como instrumento de conquista, mas tem gente que não gosta. Tem gente que gosta de receber flores, outros nem ligam. Livros, discos e nada mais, o que importa, antes de tudo, é de onde vem - e uns 87,43% de quem vem -, pois aí, pode ser até o cocô do cavalo do bandido que você acha a coisa mais meiga do mundo e se derrete. Principalmente se for um Comédia-Romântico como eu.

Sobre a Bienal do Livro: eu acho que a raiz de todos os meus problemas financeiros tiveram origem na edição de 2002 desse evento e pelo menos uns 3 livros que eu comprei lá ainda não li (sem falar nuns da Companhia das Letrinhas que comprei pros meus filhso lerem). A Laura queria pregar uma foto minha na entrada, proibindo meu acesso, mas se contentou com a minha promessa de entregar-lhe meu talão de cheques e cartão de crédito. Sério mesmo, não tem nada assim, imprescindível que eu queira comprar, e se aparecer, tem lá uma reservinha pra despesas diversas... o que pouca gente sabe, é que existe muita coisa legal pra se fazer na Bienal do Livro além de atentar contra a sanidade consumista e o limite do seu cartão.

A gente se vê na Bienal, no feriadão de 21 de abril, então?

postado por: Randall Ferreira Neto 8:57 AM Comments:


Terça-feira, Abril 13, 2004

Toda vez que a gente começa a falar de futebol, um amigo meu quase bate no peito pra dizer que na segunda vez que foi ao estádio, sentou-se atrás da goleira em que o Dom Elias Figueiroa fez o gol do título de 75. O fato lhe dá tanto orgulho, que sequer menciona que a primeira foi na semi-final do mesmo ano, em que aconteceu aquele ANTOLÓGICO gol da tabelinha de cabeça entre o Falcão e o Dadá (jogavam alguma coisa, esses dois?)!

Já falei sobre estar presente nessas datas cabalísticas, bem como presenciar momentos históricos, como o show da Legião no ginásio da Católica, o dia em que um guri mandou o Bozo ir tomar no cu, ou a fita que o Giraya viu um carinha pop de Goiânia dando a bunda. Acho que o mais próximo que cheguei de algo assim foi estar presente naquele fatídico Flamengo x Atlético Mineiro no Serra Dourada, decidindo uma vaga na Libertadores... alguém lembra a graça que o Wright fez com os quase 80 mil torcedores? Tudo bem que aquele time tinha uns caras nojentos como o Chicão, Éder, Palhinha e Reinaldo, mas expulsá-los com 18 minutos de jogo foi foda!

Agora, inveja mesmo deu agora no almoço, quando uma amiga nossa disse que, em meados dos anos 80, enquanto esperava uma onda em Santa Catarina, viu umas latas vindo na sua direção... disse que quando saiu a reportagem na televisão, deu muita risada! Eu imagino e também daria MUUUUITA risada se tivesse achado uma daquelas benditas latas...

postado por: Randall Ferreira Neto 3:11 PM Comments:

E já que o post abaixo ficou muito longo e meio pesado, vou contar uma historinha legal da minha família, numa época em que as pessoas eram menos dadas a Afonso Arinices e quetais. Sim, racismo é uma coisa abominável, mas o pessoal exagera...

Há muito tempo atrás, o Cruzeiro tinha um lateral chamado Ilton Bruines (acho que era isso, me corrijam os catedráticos) e meu avô, que raramente via futebol, ficou implicado:

- Que absurdo... jogador preto com nome composto! Preto tem que ter apelido com duas sílabas e no máximo 4 letras! Pelé, Didi, Dico, Lico, Teco, Chico...
- Chico tem 5 letras, vô...
- CHICO DE PRETO É COM "X"!

Super me lembrei do meu vô quando assisti Dois Verões... meu vô era afudê, viu? Também, com o nome que tinha...

postado por: Randall Ferreira Neto 10:44 AM Comments:

Tem umas coisas na minha rotina de trabalho que eu não curto, que não fazem parte do meu "trabalho" propriamente dito, mas que seriam aquilo que é conhecido como "ossos do ofício". Aquela orientaçãozinha, por exemplo...

(ao telefone com um cliente) - Olha, sobre isso o que você está me perguntando, eu não sou o profissional mais adequado prá responder, pois trato de propriedade intelectual, e seu problema é trabalhista (o famoso "encurta papo", pois se tem alguma coisa que eu ainda sei ao menos um pouquinho é sobre direito do trabalho), mas... sei, sei... seu contador falou isso? Ele falou numa mesa de boteco, ou jogando bola num final de semana? Não? Falou como se tivesse habilitação prá isso, no caso? Olha, eu não vou te responder isso, você tem o contador mais barato do mundo, que também é advogado... ah, ele não é advogado... sei, sei... olha, você poderia pedir pra ele ir estudar Direito e tirar uma carteira da OAB antes de falar coisas que só sabe por mera curiosidade, senão complica...

A conversa estendeu-se um pouquinho mais, claro. Mas se tem uma coisa que eu odeio é essa invasão da seara profissional alheia, recurso bastante utilizada por contadores, por exemplo. Quem nunca ouviu dizer que "precisa de um advogado pra assinar o Contrato Social que meu contador fez"? Na verdade, precisa ser advogado pra fazer um contrato e ele assina para conferir autenticidade ao documento, mas o contadorzão campeão ACHA que pode fazer o contrato, "é só ter o modelinho e depois dar uma mudadinha".

Pelo menos o contador meio que aceita que ocupa um espaço inferior na pirâmide das profissões, uma coisa quase técnica e quem nem precisa tanto assim de curso superior; pior é o médico, que além de dar pitaco nas profissões dos outros, pois acha que nada é mais importante que a medicina, desmerece quem estaria, teoricamente abaixo deles. Eu digo teoricamente da mesma forma que eu me referi aos contadores, pois embora nossos caminhos eventualmente se cruzem, eu não me meto a fazer balancetes ou Imposto de Renda dos outros. Os médicos, ao contrário, costumam tratar enfermeiros, nutricionistas, Fonoaudiólogas e Fisioterapeutas com um desprezo que só deveria ser dispensado a platelmintos, cantores de axé, membros do PFL jovem e VilaNovenses (não necessariamente nessa ordem de relevância). A Laura pede que todos os pacientes dela perguntem ao honorável ortopedista que os atender (sabe aquela piada comum no meio médico, de onde é o melhor lugar prá se esconder uma nota de R$ 100,00 de um ortopedista?) num futuro e prescrever Fisioterapia, o que são ondas curtas, tens, ultra som e calor, o arroz com feijão deles? Eles não tem a menor idéia do que seja, mas como não é propriamente MEDICINA, acham "tudo a mesma coisa". Será que doeria dizer que o paciente precisa fazer fisioterapia e que ele procurasse um profissional da área, que recomendaria o tratamento mais adequado? Será que eles tem na faculdade matérias como Imbecilidade I e II, Introdução aos Estudos da Arrogância e Iniciação à Prepotência? Ou será que isso é fruto da abstinência sexual que o sujeito precisa se submeter nos anos de cursinho antes de entrar numa faculdade, na maioria das vezes pros pais poderem falar em mesa de boteco que "MEU FILHO FAZ MEDICINA". Quem é que não conhece ao menos UM médico que exige das pessoas, mesmo fora do seu consultório, que o chame de DOUTOR?

Sei que a Laura, acometida de stress, foi num psiquiatra e o cara cortou ela em 5 minutos de papo e já mandou ver na Fluoxetina... assim, na maior! Da mesma forma que eu, numa mesa de boteco prescreveria Sexo, Drogas & Roquenrou. Claro que ela ficou descontentíssima com o médico (não sei você, mas quando uma pessoa vai ao PSIQUIATRA, o mínimo que se espera dele é atenção, estou errado?) e puta com o plano de saúde (qualquer semelhança com o 288 é mera coincidência, Giba?), tanto que não vê a hora de trocar.

Bom, isso ninguém aqui na empresa sabe... o que eles sabem - graças à minha imensa capacidade de atribuir palavras em voz alta aos meus pensamentos (o que é quase impossível, pois algumas coisas que eu falo e faço pressupõem absoluta ausência de cérebro ou mecanismos capazes de ajustá-lo) - é que eu abri o livro novo do nosso plano de saúde corporativo e mandei:
- Agora ficou legal esse plano! A Laura é que vai gostar, tem um monte de psiquiatra em Sorocaba...

Agora tá todo mundo assim, meio com peninha de mim, sabe? Coitado, casado com uma doida... tão novinha!

postado por: Randall Ferreira Neto 10:35 AM Comments:


Segunda-feira, Abril 12, 2004

É lendária minha ignorância com o correto uso dos "porquês", então acho que vou usar todos prá ver se consigo expressar minha profunda indignação...

Por quê, porque, porquê, por que homens (no caso, primatas hominídeos do sexo masculino) em idade provecta, provavelmente com a próstata bichada e o pau inerte, resolvem ser machões em estacionamentos de Shopping Center, especialmente se do outro lado estiver uma mulher? PORQUÊ eu resolvi descer primeiro e ir à loja buscar a TV enquanto a Laura procurava vaga e encontrava um troglodita anal retentivo pela frente? Por que eu não cheguei na hora em que ele falou todos os impropérios possíveis pra minha mulher, só por quê ela não saiu da frente e deixou ele passar NA CONTRAMÃO?

Porquê?

Porquê a Laura disfarçou o nervosismo e não me contou quando eu cheguei com a TV, nem deixou a gente voltar e procurar o machão pelo Shopping?

Acho que ela pensou no Giba e não quis que eu arrumasse serviço pro bono pra ele em pleno sábado de aleluia... mas se eu o encontrasse, iríamos nos desentender seriamente!

postado por: Randall Ferreira Neto 4:22 PM Comments:

Eu até poderia falar sobre o "Campeonato de Fake Guitar" que rolou em casa no sábado. Fake Guitar seria uma evolução natural do Air Guitar, com a presença física da guitarra, mas sem emitir sons. Entendeu? O que importa é que a minha performance em "Man on the moon" foi indiscutivelmente a vencedora e na verdade nem era disso que eu queria falar, mas não resisti.

O que eu queria falar é que aqule último post que ninguém entendeu bem foi escrito em meio a muita alegria e bebedeira. E ISSO é mais do que eu queria pra mim... minha sala de estar pronta (com direito às já famosas poltronas supersônicas), a mesa de jantar, TV nova, e tudo isso sem que eu tenha virado um babaca completo, uma espécie de Novo Adulto, segundo o conceito Walverdiano da coisa.Meus amigos, na faixa etária de 18 a 40, vão na minha casa e a gente toma cerveja, fica "mutcho lôco", ouve rock n roll com imagens do Poderoso Chefão na tv, enfim, tudo o que eu fazia quando nem sonhava em ter as coisas e pessoas que tenho hoje. Basta dizer que no ano passado, nessa mesma época, eu não era capaz de imaginar que a gente conseguiria segurar tantas barras. Não é fácil, mas é gostoso! Temos nossos exemplos e modelos (de como fazer e de como NÃO fazer nem fudendo, esses aí mais perto da gente), mas temos também nosso jeitão maluco de ir fazendo as coisas.

O que eu escrevi semana passada foi a coisa mais profética que eu já escrevi, pois nunca estive tão perto do findie perfeito (inclusive, gostaria de enviar ao plenário um projeto de expansão em mais um dia do findie)!

postado por: Randall Ferreira Neto 9:46 AM Comments:


Domingo, Abril 11, 2004

Ouvindo Stone Roses 'e sempre mais f'acil... com algumas cervas na mente fica meio foda postar, mas como a ocasiao 'e de inauguracao da minha casa, com chegada das poltronas supersonicas e TV 29 polegadas TELA PLANA, aproveito que o Giba (mentor espiritual da minha casa) mandou ilustre representante e como ele digo: na minha casa, s'o entra quem eu quero! Mesmo que nem entre pessoalmente, s'o virtual e telefonicamente... esta todo mundo que eu queria aqui!

Sei que restou comprovado que Andy Garcia e Sofia Coppola estao presentes e ele ainda me emprestou o I-Book pra primeira postagem caseira!

As criancas estao dormindo, ne? Que noite do caralho!

postado por: Randall Ferreira Neto 1:12 AM Comments:


Sexta-feira, Abril 09, 2004

Acho que nunca vou utilizar a "falta de assunto" como justificativa prá deixar de postar, pois basta dar uma girada nos blogs amigos que já te vem um monte de idéias. Como o amigão Thiago da cidade maravilhosa, que falou sobre o Guilherme Weber na novela das sete, dizendo que ele se parece com o Chris Martin. Quando eu quero irritar a Laura, eu digo que o Chris se parece com o Adam Sandler, mas como ela já se mostra meio resignada com isso, agora eu falo que ele parece o Woogie de "Quem vai ficar com Mary?"

Sobre o Guilherme, eu nem acreditei quando ele me mandou um e-mail dizendo que tinha curtido o fato de eu dizer que ele seria o Calango se meu livro virasse filme, ratificou a indicação de História Secreta e depois confessou que a parte mais engraçada de A Vida É Cheia de Som e Fúria foi um caco que ele criou. A sensação foi a de receber um e-mail do próprio Rob Fleming, pois ele é muito mais Rob que o John Cusak. Prometi meu livro a ele mas não deu certo de entregar, embora não ache que ele tenha perdido o sono com isso.

Sobre o por que dele estar se sujeitando a novelinha global, me lembro quando um outro ator aí egresso do teatro fez o mesmo e o homem-mala Gerald Thoma disse que "deveria estar precisando trocar os eletrodomésticos em casa". Acho que é por aí e nem condeno muito a sujeição, entendo bem certas concessões e não perco muito do meu tempo com Zeca Pagodices.

Ainda me inspirando com a inspiração dos outros, achei um lance no blog do namorado da ex-ruivinha (esse cara tem uma sorte com mulheres que vou te falar, viu?) e resolvi completar:

Uma música pode te fazer sorrir: Sha Sha (Ben Kweler)
Uma música pode te fazer chorar: De onde vem a calma (Los Hermanos)
Uma música pode te fazer sonhar: Stars of Track and Field (Belle and Sebastian)
Uma música pode te fazer amar: Together in eletric dreams (Human League)
Uma música pode te desesperar: Trocando em Miúdos (O Cara)
Uma música pode te amargurar: ...
Uma música pode te fazer pensar: The Scientist (Coldplay)
Uma música pode te lembrar de coisas: Kamera (Wilco)
Uma música pode te lembrar de alguém
Uma música pode te arrepiar
Uma música pode te fazer suspirar
Uma música pode te animar
Uma música pode te desanimar
Uma música pode te alucinar
Uma música pode te acalmar
Uma música pode te iludir
Uma música pode te irritar
Uma música pode tudo...

Completo o resto depois, ou então vocês aí me ajudam. Só sei que pra beijar, nada como Smiths, Jesus and Mary Chain, Joy Division e The Clash.

postado por: Randall Ferreira Neto 6:28 PM Comments:

Se eu tivesse tipo algum compromisso com as gerações futuras a ponto de pensar num conselho para elas seria algo como: NÃO BEBAM EM EXCESSO!

Ou então bebame saibam que se uma caipirinha de lima com pinga sei lá das quantas poderá fazer com que você acabe as duas da manhã pulando na piscina gelada, achando que com isso vai curar seu porre. Vai pegar seu celular e fazer ligações desconexas pra todo mundo, querendo compartilhar sua felicidade, mesmo que suas tentativas envolvam Goiânia e os EUA (a Laura me ameaçou severamente quando perguntei pra sua mãe o telefone daí de Bronson, Ti). Você vai acabar gripado e ressaqueado no dia seguinte, deprimido na exata proporção da alegria quase clandestinamente obtida e tentando ler e-mails numa internet discada e bichada às 4 da manhã.

postado por: Randall Ferreira Neto 5:55 PM Comments:


Quinta-feira, Abril 08, 2004

"Hey mãe, eu tenho uma guitarra elétrica. Durante muito tempo isso foi tudo o que eu queria ter."

"Os dias parecem séculos e se parecem uns com os outros. Como enfermeiras nos filmes de guerra
E violinos nas canções de amor."

"Tudo é igual quando se pensa em como tudo deveria ser.
Há tantos sonhos a sonhar, há tantas vidas a viver.
Nossos sonhos são os mesmos, há muito tempo
Mas não há mas muito tempo pra sonhar."

"Se você sofresse tanto quanto eu sofro com a solidão
e precisasse tanto quanto eu preciso da solidão
Não me pedriria pra repetir gestos banais
Iguais aos que eu não fiz."

"As coisas mudam de nome
Mas continuam sendo religiões
No dia-à-dia da nossa aldeia
Há infelizes enfartados de informação
As coisas mudam de nome
Mas continuam sendo o que sempre serão."

"Não aguento mais um dia a mais
um dia a menos, são fatais
prá quem tem sonhos pequenos.
Sonhos tão pequenos que nunca têm fim.
Eu só queria saber, o que você foi fazer no meu caminho..."

"Entre a minha boca e a tua, há tanto tempo, há tantos planos mas eu nunca sei aonde estamos."


Sim, você acertou: eu vim ouvindo A Revolta dos Dândis, aka O Disco Amarelo dos Engenheiros. Antes que você me critique, lembre-se das pessoas que gastam milhares de reais em análise, terapias de regressão e coisas do gênero. Eu escuto Engenheiros do Hawaii e dá certo!

Procurei nas músicas o que me fez gostar TANTO daquilo quando eu tinha 16 e estavam todas as respostas ali, uma por uma. Aliás, eu gostaria de tudo isso se já não tivesse gostado aos 16. Ou melhor, se não tivesse um dia, tido 16 anos... muito mais do que a idéia "When i´m 64", me aflige essa certeza de "16 nevermore!".

Meus 16 eram legais... dormidinha depois do almoço, mãe no Marrocos, o pai com um emprego legal e estável, meu compromisso resumia-se a passar no vestibular... o horror que me causava essa abjeta palavra! Treinos na seleção de futebol do colégio, turminha do prédio, esperar ansiosamente pra votar no Lula e achar que ele seria O Cara que ia dar jeito no Brasil... Semana Santa começando na quarta feira depois da aula, "Curtindo a Vida Adoidado" na Tela Quente, "Gatinhas & Gatões" na Sessão da Tarde e "Garota de Rosa Shocking" nas locadoras. O Zico!

Ter 16 era legal...

E se você grilou com o Engenheiros, pega eu, mano! Que vou voltar ouvindo uma coletânea dupla do Pet Shop Boys que um amigo que já teve uma banda cover deles me emprestou... "i love you, you pay my rent..."

postado por: Randall Ferreira Neto 3:11 PM Comments:

Vocês sabiam que voltaram a vender refrigerantões em garrafas de vidro? Bom, eu me surpreendi com a chegada do vasilhame, pois, como vivo no planeta Terra há mais de 10 anos, não tinha garrafa de vidro em casa. O carinha ficou de pegar depois, ou então eu mesmo entregaria na Padoca, mas será que vai dar pra reeditar minhas performances como o "maior comprador de Coca com casco de Pepsi do mundo"?

Isso de garrafas me faz lembrar de um super brother, que fez grande parte da sua vida pegando garrafa vazia e vendendo pras grandes empresas de bebida. Quantas fanta uvas da minha infância não tiveram o dedo dele? Ou as primeiras Brahmas precoces? Quando eu digo que ele fez grande parte da vida, não me refiro só a patrimônio, mas também relacionamentos, experiências, casa, filhos, televisão... seria uma adaptação amalgamada dos ditos populares "tirar leite de pedra" com "em terra de cego, quem tem um olho é Rei", ou você algum dia imaginou que aquela garrafa que você dispensa poderia "dar camisa" prá alguém?

Será que esse cara não é O Cara que TEM GARRAFA VAZIA PRA VENDER?

Se ele ainda estivesse envolvido com esse segmento de atividade da indústria de bebidas, eu daria um toque pra ele: na Itália, mais precisamente na cidade de Milão, tem um time rubro-negro com o maior estoque de garrafa vazia pra vender. Eles acharam que um guri oriundo do Village People F. C., que outro dia estava jogando de camisa de manga curta e luvas seria capaz de vendê-las, mas... tão lá as garrafas! Devem estar com uma saudade do Van Basten!

Brother, quantas viagens pras Serras Gaúchas dá pra fazer com as garrafas vazias que o Kaká não vendeu?

postado por: Randall Ferreira Neto 8:35 AM Comments:


Quarta-feira, Abril 07, 2004

Aqui tinha um post falando de Fábio Júnior & Bon Jovi, mas sabe o que é? Eu sempre disse que ia comprar na hora e se você considerar todo o vapor que rolou com o show do Pixies em Curitiba, um mês antes pode ser considerado "na hora", certo?

Se você tem um amigo afudê que sempre te surpreende, um ingresso cai assim na sua caixa de e-mails, quase de graça! Agora é administrar com a Laura essa trip e torcer pra não me mandarem a trabalho prá algum lugar longe, muuuuito longe!

Pixies, baby!

postado por: Randall Ferreira Neto 12:07 PM Comments:

A VIP anda caidaça e não quero dizer categoricamente que tem a ver com a saída da galera que foi pra Sexy (que coincidentemente ficou mais legal), mas na edição desse mês esposa do Belo AR-15 na capa, tem uma citação muito legal: "A diferença entre Bom Senso e Senso de Humor é a velocidade. O Senso de Humor é o Bom Senso Dançando."

Há tempos eu tou ensaiando pra falar sobre o Senso de Humor... por enquanto, eu só sei que ele é, muitas vezes, confundido com a ironia, o sarcasmo e o piadismo-crônico-compulsivo, caso do nosso amigo Chandler Bing. o Senso de Humor combina a ironia, o sarcasmo, a maledicência e o raciocínio rápido na mais perfeita das misturas que compões a personalidade. Se me perguntarem qual a qualidade que eu mais prezo numa pessoa, Senso de Humor vem em primeiríssimo lugar! Caráter, personalidade, time certo, música idem e par de peitos legais vem depois. O Senso de Humor num cara ácido então é leite de pedra - meu amigo Neto está cada dia mais Melvin Udall, precisamos marcar mais vezes pra conversar! Tio Fefas tem Senso de Humor, o Giba tem pra caralho, eu tenho, o Woody Allen é Deus, meu pai jura que tem, meu padrinho e o Chewbacca tem, o Seth de O.C. super tem, sei lá, conheço muita gente que tem.

O estranho é que quase não conheço mulheres que tem... de todas as que eu conheci, namorando, enrolando ou nada disso, não me recordo se alguma delas tinha. A Fernanda passava bem perto, acho. Que isso não soe como um manifesto machista, eu só estou expondo uma opinião zero-fundamentada, puro bla-bla-bla, ok?

Tinha a Mel... sim, ela tinha MUITO Senso de Humor e de vez em quando frequentava o blog. Não lembro quando existiu um vapor entre a gente, mas aí apareceu a Laura na minha vida e não sobrou espaço pra mais ninguém. Diziam que ela meio que gostava de mim, não sei se é verdade... talvez se sentia intimidada pela minha cara de quem estava apaixonado e queria ter 18 filhos com uma pessoa que mora a mil quilômetros de distância. O fato é que nossas conversas eram impagáveis! Se hoje eu tivesse que gravar um programa com Os Melhores Momentos da Minha Vida, teria que existir um quadro "Conversas com a Mel". Outro dia (outro dia é vago, mas foi outro dia tipo ano passado) ela me mandou um e-mail falando que viu o clip de Clocks e na sequência leu um post meu sobre o show, eu respondi e ela sumiu de vez.

Sim, o Senso de Humor numa mulher pode ter um efeito extremamente Paudurescente em mim, mas bem que a Mel podia reaparecer interneticamente, ou mandar uma substituta, quem sabe? E ela dizia que eu nunca tinha escrito nada pra ela... eu só sou assim, tipo super contra o sumiço de pessoas legais e com senso de humor da nossa vida.

postado por: Randall Ferreira Neto 10:12 AM Comments:


Terça-feira, Abril 06, 2004

Estou meio triste por que queria estar em Goiânia hoje, almoçando com a minha vó e dando um beijo nela pelos 80 anos! Não vai dar prá ir na festa também, na quinta (o comentário jocoso que eu fiz não foi pra você, fera, desculpe a intenção), e isso é triste, só. Ela só não é a melhor vó do mundo por que esse título ninguém tira da vó que a Mariana e o Pescoço tiveram (sim, trata-se da mesma pessoa, é só mais uma tentativa de fazer graça com o lance que a Mônica fala sobre os pais do Ross serem os que ela gostaria de ter tido) e, não, eu nunca soube lidar muito bem com isso; e sim, dói muito ser preterido... como a tecla do "foda-se" tem sido a minha preferida ultimamente, tá mais que na hora de acioná-la pra esse papo.

E o Goiás? Bom, vinte anos depois que minha vó nasceu, o pai dela juntou uns amigos e fundou aquele que seria o maior clube do Estado, mesmo perdendo pra Escumalha F C de vez em quando ou sendo eliminado por alguma equipe obscura do interior. Parabéns, Verdão! Mas volte a dar algumas alegrias pro meu coroa, acho que é só isso que ele dá relativa importância ultimamente. Acho que o Goiás deveria parar de jogar o Campeonato Goiano, é igual brigar com bêbado, sabe como é?

E mais recentemente, uma ano atrás pra ser mais preciso, eu e a Laura rompemos nosso noivado pela primeira e última vez... foi uma briga horrorosa que durou pouco mais de 3 dias. Engana-se quem acha que "saímos fortalecidos" de tudo isso, foi péssimo em todos os sentidos e acho que só voltamos por questões operacionais relativas ao casamento. Ainda bem que voltamos, eu diria. Não tenho dúvidas a respeito do que queremos pra nossa vida em comum, apesar de pequenas diferenças conceituais e divergências artísticas provoque alguns tremores, talvez uma diferença de velocidade em alguma característica nossa. O bom nisso tudo é que apesar de alguns açoites verbais dela (ou exatamente em virtude deles, combinados com as usuais chicotadas da vida), sou, sem a menor sombra de dúvida, uma pessoa infinitamente melhor do que era nessa época no ano passado.

Vó, parabéns!
Goiás, parabéns!

Lau, te amo pacarái!

postado por: Randall Ferreira Neto 10:46 AM Comments:

O tal Retorno de Saturno eu sei que pega pra valer, sou capaz de dar testemunhos emocionados a respeito em algum estabelecimento esotérico por aí. Mas a parada do Inferno Astral, eu não sei, pois dando uma olhada nos meus arquivos do ano passado, cruzei os dados com alguns acontecimentos e verifiquei uma certa antecipação do lance enquanto coisa.

Faz um ano também, mais ou menos, que rolou o antológico "Eu faria a Angelina Jolie FÁCIL!", que desencadeou uma leve apoplexia na mesa, comentários "exóticos" de parte a parte, procura nos blogs por dados e fotos e dessa procura surgiu pelo menos UMA coisa das mais bacanas que eu já testemunhei nesse cruzamento de informações internéticas. Pena que nem todo mundo compreende a beleza e lirismo que existe nos acontecimentos singelos nesse mundo meio idiota, onde idiotas acham de fazer comentários cretinos diante da foto de um casal bonito pra cacete e da capa de um disco aguardadíssimo de uma banda afudê...

Não vem ao caso, ontem eu consegui, depois de uma infundada busca por locadoras, assistir o filme Gia. Se o filme é bom? Olha, não vou (MESMO) entrar no mérito, mas nunca vi, na história do cinema algo mais bonito que a Angelina Jolie em todo o filme (nem a primeira aparição da Nicole Kidman em Moulin Rouge ou a chegada da Sharon Stone em Cassino, descendo do carro...). Ela é algo indescritível quando aparece pelada no hall do prédio, ou de qualquer jeito, até ficar doente - mas aí é rápido, ainda bem.

Falando em imagens impressionantes, ontem eu dei uma olhadinha em Gladiador e cheguei à conclusão que se existem duas figuras que metem medo são: o Russel Crowe nesse filme e o Daniel Day Lewis em O Último dos Moicanos. Eu é que não queria estar na frente desses caras raivosos, se o vapor deles fosse comigo...

postado por: Randall Ferreira Neto 10:05 AM Comments:


Segunda-feira, Abril 05, 2004

Na eterna e incessante busca do Findie Perfeito, cheguei bem perto no último.

Descobri, depois de um Very Happy Hour no restaurante do meu cunhado, que, apesar de ser uma breja afudê, a Original dá dor de cabeça. Tristeza minimizada pelas Skols que, efetivamente desceram redondas, junto com todos os petiscos que vieram, fruto das reinações culinárias do Guga: o queijo de coalho com mel foi nota dez, mas acho que o fato de termos matado uma razoável população galinácea em benefício dos coraçõezinhos espetados.

Aí vem o que eu batizei de Sábado Estragado. Não o sábado, mas eu, sacou? Acorde às 11 e meia, pedale numa aula de RPM do meio dia à uma, devore uma feijoada inventando uma modalidade de caipirinha que ganha aceitação total, assista um jogo de futebol cochilando, durma pesado até de noite, receba pessoas bacanas na sua casa e da próxima vez, se esforce mais pra elas não irem embora cedo... Aê Giba, precisamos marcar uma reunião em casa na quinta feira santa prá decidir o que fazer com as 28 Skols remanescentes na minha geladeira. A Laura quer saber onde foi que erramos pra todo mundo acelerar tão cedo e eu não me perdôo por termos esquecido de jogar botão.

Eu não queria ir num aniversário numa chácara no domingo; não pelo aniversário em si, mas por que não queria levantar da cama, que dirá sair de casa. Fui sabendo que ia encontrar a trupe de Freaks & Caretas que fizeram colegial com a Laura, mas foi bom pra matar a saudade de conversar com o Netão. Nossos níveis de Serotonina cada vez mais baixos produz comentários interessantes acerca do comportamento abjeto das pessoas nas mesas de truco com seus gritos patéticos, vestimenta dos praticantes de ginástica (ocultei, estrategicamente, que recém adquiri uma bermudinha de lycra azul clarinha, com aquela proteção no cu pras aulas de Bike), comportamento dos praticantes contumazes de ginástica e pessoas que se reúnem em grupos pra tratar da desconstrução do sistema, liderados pela Fraude chamada Michael Moore e muito mais. Parecíamos aqueles velhinhos rabigentos dos Muppets que ficavam na bancada do teatro, lembram?

Tive sono antes das 10, será que meu cérebro esqueceu que era domingo e me deixou dormir?

Acho que o próximo vai ser ainda melhor, com um dia a mais e sem futebol no meio da tarde pra atrapalhar o soninho... Sei que eu deveria estar em Goiânia nesse feriado, mas aí já é outra história.

postado por: Randall Ferreira Neto 12:12 PM Comments:

Não gosto de dar uma de pajé, pai de santo, guru, etc..., mas na hora em que o negão correu pra bater o pênalti eu senti que a gente ia por saco...

Bom, mas antes de falar sobre o Campeonato Paulista que acabou ontem, eu queria dizer que estou CAGANDO pra Ginástica Olímpica. Não se trata de ser brasileiroconoclasta (certeza que essa palavra não existe, mas a intenção é criar um termo tipo "do contra em relação a brasileiros que obtém sucesso no esporte, ainda que de uma maneira superestimada pela mídia, dada ausência dos melhores"), apenas quero manifestar meu profundo desprezo por essa modalidade esportiva. Nunca gostei, nunca me disse nada, e não vai ser só por que a irmãzinha do Edílson anda fazendo bonito que eu vou virar um aficcionado pela coisa. Se ela ainda fosse mais bonitinha... mas enfim: Que ninguém ache que essa pseudo-copa do mundo do Brasil tem alguma relevância ou serve de parâmetro pra alguma coisa. Tudo bem para aqueles que sentem comichões nas partes baixas quando ouvem um hino e vêem a bandeira tremulando acima do pódio, mas vamos combinar que não ganhamos de ninguém, tá? Duas brasileiras e uma argentina entre as 3 primeiras seria como Estônia e Nova Zelândia decidirem a Copa do Mundo de futebol! E olha que no futebol, além do Sobrenatural de Almeida, de vez em quando pinta o personagem que eu criei e o Tio Fefas até gostou do nome: O Imponderável de Albuquerque!

Que andou dando as caras ontem em Araras... no frango que o Marcão engoliu no primeiro gol, na cabeça do Juiz que achou de expulsar o Magrão e ao inspirar o becão do Jundiaí a fazer aquela falta cretina. Naquele momento me lembrei do Petkovic fazendo o gol do Tri pelo Mengão e desabando no solo sagrado do Maraca...

Mas o sonho acabou nos pênaltis e agora meia dúzia de pessoas vão prestar atenção na Final da Mediocridade entre dois times sem carisma, sem torcida, sem camisa e sem títulos. Que sirva de lição para o futuro.

E o final de semana futebolístico esteve longe de ser um sucesso pra mim, que vi o Arsenal ser eliminado da Copa da Inglaterra e o Goiás dançar nas mãos do Crac de Catalão...

Voltando à Ginástica Olímpica, até acho que a irmãzinha do Edílson tem alguma chance na hora das garrafas (Olimpíadas), mas o que me grila mesmo, mais do que essa farra em cima das medalhas "empurra bêbado em ladeira", é saber que se ela, o bichinha e a irmã do bichinha fracassarem, não vai faltar gente dizendo idiotices como "amarelou", "não é de nada", "mascarou" ou "já era".

Eu, continuarei a cagaire...

postado por: Randall Ferreira Neto 10:45 AM Comments:


Sexta-feira, Abril 02, 2004

Hoje em dia muita gente se lembra de mim quando precisa de alguém pra fazer uma sala prá gringos, muitas dessas pessoas pensando que eu FALO INGLÊS. Não, eu não falo... mas é que eu gosto tanto de me comunicar com os outros que, desde 95, quando me apaixonei por uma norueguesa que acabou ficando tipo minha super-amiga (yeah, it could be a briefing of my patetic life), eu resolvi desencanar e me virar pra falar em inglês com os outros. Tentei o mesmo em Buenos Aires e até a Laura gostou do resultado (mas segundo ela, eu poderia tentar não forçar um "sotaque", mas aí seria me descaracterizar).

E com esse paliativo, eu morro de inveja dos meus amigos que lêem em inglês e podem se esbaldar com as obras do Coupland ou os novos do Nick Hornby e Tony Parsons... sinto invejinha e faço cara de quem está entendendo tudo quando a Laura entra numas de assistir Friends sem legenda, mas muita coisa passa batida.

Outro dia um colega da empresa disse que o filho dele perguntou como era "joaninha" em inglês e ele não soube responder... recorreu a mim, estimulado pelos dias em que eu respondi na lata como era pepino e pão de forma em inglês, mas eu não sei. E como herdei do meu pai uma doença que provoca uma dor profunda no âmago do meu ser a cada vez que eu tenho que pronunciar "EU NÃO SEI", recorro a meus brother-leitores pra me responderem tal pergunta que permanece sem resposta.

Eu, me preocuparia se meu filho tivesse qualquer tipo de interesse por um bicho tão São Paulino como a joaninha, mas em todo o caso...

postado por: Randall Ferreira Neto 10:19 AM Comments:

Eu deveria estar mais preocupado com a vertiginosa queda no número de visitas e comments, mas ando triste é com a situação "Teatro dos Vampiros" que tá rolando... nada caótico ou irreversível, apenas uma angústia assim, bastante perceptível e que incomoda bastante.

"Vamos sair, mas não temos mais dinheiro; os meus amigos todos estão procurando emprego. Voltamos a viver como há 10 anos atrás, e a cada hora que passa envelhecemos 10 semanas. Vamos lá, tudo bem, eu só quero me divertir; esquecer dessa noite, ter um lugar legal pra ir..."
Eu sempre achei essa música uma daquelas mágicas da Legião, a kind of escrita pra mim... hoje em dia, embora não escute, estou mais convencido ainda.

"Sempre precisei de um pouco de atenção. Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto.
E nesses dias tão estranhos, fica a poeira se escondendo pelos cantos.
Esse é o nosso mundo; o que é demais nunca é o bastante e a primeira vez, é sempre a última chance. NINGUÉM VÊ ONDE CHEGAMOS..."


Não consigo mesmo escrever algo que não seja sobre mim? Mas eu queria que meus bons amigos, Indies ou não, que estou pensando em vocês, e queria muito que TUDO isso se resolvesse rápido - e da melhor maneira possível.

postado por: Randall Ferreira Neto 9:15 AM Comments:


Quinta-feira, Abril 01, 2004

Tá lá, em algum lugar no livro "Marca e seus personagens":

Eu odeio que se refiram a mim como o P da DPZ. Acho que fiz alguma coisa na minha vida pra merecer um tratamento mais digno que uma sigla...

E eu falei exatamente isso aqui no trabalho e no blog, ainda bem que o Sr. Fransesc passa longe de ambos, em todo o caso. Mas o livro é bacana, apesar de eu me achar mais curioso que o necessário, lendo um livro desses. Mas eu gostei e agora fico "analisando" as marcas das empresas por aí.

E agora eu estou com "O Garoto da Casa Ao Lado" nas mãos, um livro que eu não dava um centavo, mas que tou curtindo pra caralho! Nada que vai mudar os padrões da literatura ou qualquer coisa que o valha, estou gostando MUITO do fato da história ser construída somente através de mensagens de e-mails entre os personagens e são e-mails legais, irônicos, saca? Parecem os da Paulinha, às vezes.

Inovação Narrativa.

A primeira vez que ouvi isso foi um amigo meu dizendo que foi disso o que mais gostou em Magnólia. Não saquei o que era isso, imaginei que fosse uma maneira de contar uma história de modo que ela ficasse totalmente desprovida de sentido e significado, mas não seria tão inovador assim, pois Assassinos por Natureza já tinha feito algo semelhante. Matrix pegou a idéia e colocou altos efeitos prá dar uma enfeitada, mas o princípio da "Inovação Criativa" permanece o mesmo.

Pode ser que alguém tenha feito algo antes, nesse lance aí dos e-mails, mas se você estiver atrás de um livrinho light, pra matar num findie sem absolutamente nada pra fazer ou idas e vindas de fretado, esse aí casa bem, se você for pouco exigente como eu.

postado por: Randall Ferreira Neto 8:58 AM Comments:

Eu estou impressionado, diria pasmo, estarrecido, abismado com a partidaça que o Kaká fez ontem! Que craque! Como desequilibra uma partida esse rapaz, né? Não sei se depois de ontem, atletas como Zico e Rivellino terão coragem de dizer que usaram a mesma camisa 10 de Pelé e Kaká. Pelo que diziam os que imploravam pela entrada da namorada do Júlio Batista no time eu achei que veríamos algo histórico, A DEFINITIVA CHEGADA DO MESSIAS LUDOPÉDICO, e quando acabou a força no estádio, achei que era por economia, pois a "princesa" tem luz e brilho próprios, ele É A Luz, o Caminho, a Verdade e a Vida!

Alguém achou mesmo que eu torceria para um time treinado pelo Parreira e com o Kaká usando 10? Tudo bem, é um pouquinho melhor que ser treinado pelo Luxemburgo e ver o Alex com a 10, mas façamos justiça: o futebol apresentado pelo Kaká ontem foi determinante para o resultado do jogo!

postado por: Randall Ferreira Neto 8:41 AM Comments:




Febre Alta é uma singela homenagem ao escritor inglês Nick Hornby, autor de FEBRE de Bola e ALTA Fidelidade, dentre outros.

Randall fez 30 anos, e depois de uma curta temporada em São Paulo, casou e mudou-se para Sorocaba, que insiste em chamar de Manchester. Hoje, voltou para São Paulo e vai à pé para o trabalho. Ainda é advogado e quer ser escritor quando crescer.

Randall escreveu Além das Portas, Clichê de Verão, e Não Cai do Céu, Daniel. Atualmente, tenta finalizar seu quarto romance, Pizza Fria.

Randall acredita: em John Lennon, que o primeiro dos Stone Roses é o melhor disco de todos os tempos, que é meio Jedi e que sua vida está sendo escrita pelo Nick Hornby.

Randall ouve: de Los Hermanos a Belle and Sebastian, e todas as variações permitidas em lei.