Sou um inveterado esperançoso acerca do destino dos meus livros, tanto é que até hoje ainda não desisti de levar adiante O Filho do Meio... teve gente que gostou e alguns torceram o nariz, cheguei até a pensar em engavetá-lo, mas antes disso, talvez o último suspiro:
Transformei O Filho do Meio em um folhetim que vai rodar em formato de blog, nesse link aqui.
Ainda não sei a periodicidade nem a mecânica das postagens, por enquanto vai ser tudo meio no improviso, como o release do Fábio Mendes que eu transformei em prefácio. O Prefácio Oficial seria uma carta que a Fê Rezek me mandou depois de ler o livro em dois dias, mas que minha vó jogou fora junto com todo o conteúdo da minha caixa de correspondências que ela, singelamente chamava de "Coisas de Andréia". Nem me lembro se a Fê ainda lembra alguma coisa do livro a ponto de escrever o prefácio assim, no tapa, mas qualquer coisa que ela escrever acerca do meu primeiro livro de verdade será bem vinda.
Leiam, divulgue, imprima, indique, opine, critique... tá aqui, ó: O FILHO DO MEIO
Considerando que o Giba e o Tio Fefas abriram mão de serem os primeiros a testemunhar minha mudança de layout, e que os primeiros feedbacks aqui no trampo foram favoráveis, eu queria encerrar o assunto "óculos vermelhos", apenas lembrando que o Murilo Benício usa um, nesse último filme meio "Novela da Globo"; e, mais importante ainda, o meu padrinho, que também atende pela alcunha de Rock n Roll, teve 2 óculos vermelhos: um meio Herbert Viana e outro sensacional, de armação fininha que ele vivia me fazendo inveja - mas acabou perdendo, assim, PERDENDO, nem lembra onde deixou e sumiu!
Há um tempo atrás, quando ainda trabalhava no Calabouço da Folha, eu e o Tio Fefas conversávamos sobre um sujeitinho que havia ocupado o lugar do Torero na terça feira, e que pra minha surpresa, tinha um alto cargo na Folha e óculos descolados.
- Mas na Folha é assim mesmo, pra você ocupar um lugar de destaque lá, só precisa ter umas opiniões arrogantes, prepotentes, radicais e metidas a besta a respeito de tudo, de futebol a música, passando por guerra no Iraque e reforma nas ruas de São Paulo, além de óculos descolados. Seu óculos é descolado, você bem que poderia ter um lugar de destaque na Folha - ele pensou um pouco, talvez imaginando os outros requisitos -; aliás, você tem tudo pra ocupar um lugar de destaque na Folha...
Deve ser uma questão de mood, ou qualquer outro fator aleatório, mas eu não curti o Monty Python. É bem verdade que dei menos que meia hora de chance pros caras, mas eu estava achando meio chato e liguei prum amigo meu:
- Em que parte você está?
- O Rei tá discutindo com uns camponeses...
- Passou o duelo com o Cavaleiro Negro? Fantástico, né? E o lance das andorinhas africanas que não migram, maravilhoso!
Então, já era pra eu ter achado graça... o mais estranho é que pessoas cujas opiniões eu respeito MUITO adoram Monty Python, gargalham lembrando as cenas, e em mim não causou o menor efeito. Tá, a hora em que o Cavaleiro Negro começa a chutar o carinha sem os braços é engraçada, mas me lembrou um pouco o Didi Mocó.
Coloquei o restante da Quinta Temporada que eu ainda não tinha assistido e aí vieram as gargalhadas, que logo terminaram com o jogo do Goiás, mais uma vez salvo pelo Alex Boemia!
Estranho pegar a "Ilustrada" de Domingo e ver, com chamada de capa e tudo, um texto do Nick Hornby que eu - e mais um monte de gente por aí - já conheço à pelo menos uma semana. Dá uma sensação de feijão requentado, mas leio mesmo assim. Esse estranho magnetismo do Hornby faz com que eu assista (pela milésima vez e tendo o DVD em casa) Alta Fidelidae DUBLADO, no SBT. Não sei por que, mas tenho uma implicância com o SBT.
Aliás, nesses últimos 3 dias, a TV tem sido a única coisa a acontecer na minha vida. Sempre achei meio babaca quando pessoas pediam "saúde" em momentos de se fazer pedidos, mas depois de ser quase arrasado por uma gripe infernal, eu quero minha saúde de volta! Um nariz que inspire e expire sem fazer barulhos assustares, minha voz natural, um corpo sem a sensação de ter levado uma surra e um pouco de disposição.
Sorte minha que a programação do 64 ajudou, emendando Curtindo a Vida Adoidado com algum filme que eu esqueci, depois O Balconista e Caindo na Real. Esse filme resume um pouco a minha personalidade... alguém que faz todo o esforço do mundo pra parecer o Ethan Hawke, mas que nasceu pra ser o Ben Stiller.
Prometo que ainda vou parar com essa história "no ano passado a uma hora dessas...", mas não hoje. Hoje a nível de 2003 eu estava em Buenos Aires comendo as inesquecíveis empanadas e até conhecer o Empanada daqui da Vila Madalena, achei que nunca mais comeria aquele delicioso acepipe (puta palavrinha pederasta!). Ontem comi uma empanada no Fran´s e já acho que não é igual à do Empanada, mas acho que é uma questão de analisar o PACOTE. Nada será igual àquele dia do show do Teenage a poucos metros de distância cantando minhas músicas favoritas, comendo empanadas e me sentindo all night long num livro do Nick Hornby.
Boa mesmo é a sopa de cebola do Fran´s, servida dentro do pão italiano! Tendo terminada a palestra pontualmente ali pela uma da manhã (excelentes feedbacks, Lau, depois te conto ao vivo, a não ser que você prefira assistir à fita), foi a alternativa que restou a 3 famintos inveterados, mas valeu a pena quando chegou aquele pãozão fumegante. Ouvi dizer que em Sorocaba, no Palácio da Incompetência comandado pelo Império da Má Vontade (aka Padaria Real) eles servem esse tipo de coisa, mas pra eles verem um real meu tem que ser ago que beira o inevitável. Vou torcer pro Jorge Édson ter dessa sopinha no Fran´s de Manchester, que tem também um cyber, aí eu posso pedir daqui a pouco por telefone, que quando eu chegar lá, já vai ter esfriado...
"And so dear friends,
You just have to carry on
The dream is over."
O Santos fora muito me entristece; pelo meu pai, pelo pai da Laura, pelo Torero, por quem me importa realmente e cria um "bond" graças ao simpático time praiano. Mas a cada dia qe passa, mais provada fica a minha teoria de que o Luxemburgo não é técnico prá ganhar Libertadores, digo isso com a experiência de quem tinha o Trio Alucinógeno de "Es" (Edmundo, Evair e Edmundo) e afundou... aí veio mestre Felipão e, mesmo com medíocres do naipe de Rogério, Gale-Gale-Gale-a-a-a-no, Paulo Nunes e Ozaías, triunfou enquanto eu, dentro de um ônibus aguardava meu celular tocar prá ter certeza que o tão aguardado título havia enfim se confirmado. A primeira imagem que eu tive de BH foi do Bom Dia Brasil mostrando a festa do Verdão. Não por acaso, escolhi essa cidade como coadjuvante do meu querido Além das Portas.
Outra coisa que meus Queridos Amigos tem que Levar adiante (traduções ao pé da letra são foda, mas vamos aí na fé) é com relação aos óculos vermelhos. Não necessariamente vermelhos, mas um marrom esquisito que até passa por vermelho, fruto do óculos de sol de um amigo que se condoeu da minha (literal) busca dos óculos de Graal e cedeu sua armação para a experiência. Adianto que os feedbacks a respeito serão inúteis, só quero ver a cara dos detratores quando empresas de óculos me contratarem pra lançar modelos esclusivérrimos de armações vermelhas. E se não deu pro óculos ser vermelho, pelo menos a jaqueta foi... estado de necessidade, Laura! Ou eu comprava esse agasalho ou era pneumonia no mínimo. Sim, tinham cores como cru, azul claro, marinho, mas fiquei na dúvida entre a vermelha e a laranja... liguei pro Meme e ouvi a sábia dica de que o ideal era a laranja, pois cores assim, básicas, que combinam com tudo, não podem faltar no guarda roupa. Concordo, mas a laranja não tinha o meu número.
Gestos singelos e prosaicos como falar com a Lau por telefone... penso no Zimmermann e no Lennon, um sugerindo a quem chegar perto dela, beijá-la por ele; o outro dizendo que a nem a distância os separa e apesar de tudo, estará escrito nas estrelas.
Falo com o Ti no ICQ e peço pra ele dizer à Lau que o nosso amor é maior que TUDO TUDO TUDO TUDO nesse mundo, e que eu disse isso balançando a cabeça pros lados.
Sábado tem Ludov no Urbano, e aí? Os habitantes das Malvinas são Isleños. Thanx, Che!
E já prometi na lista da Zero que se o Village People F C ganhar a Liberta eu fico só de cachecol na FunHouse!
Ontem não teve Batata Suíça, mas rolou um clima quase suíço prá compensar, e enquanto pizzas ajudavam a compor o papo acerca de um projeto novo aqui da empresa que fui - orgulhosamente - escalado prá coordenar, eu ia pensando se pegava a estrada prá Sorocaba àquela hora ou se dormia por aqui, sem agasalho, sem cobertor, sem nada. Estou com todos os indícios de que vou pegar uma gripe daquelas e hoje deve rolar uma reunião da empresa, a qual fui chamado a participar. Começa às 22:30 e eu não tive a pachorra de perguntar que hora termina. Sei que a única pessoa capaz de compreender essas exóticas jornadas de trabalho talvez seja a mesma com quem tive que desmarcar a batata ontem:
- Cara, é que eu tou aqui no Ibirapuera ajudando um amigo a escolher um óculos pra ele.
- Ajudando um amigo a comprar um óculos? Acho que é a coisa mais gay que eu já ouvi no ano!
O pedido de ajuda se justifica por que mesmo sendo um cara quase totalmente desprovido de metrossexualismos, sou meio encanado com óculos. E como tinha ajudado um outro sócio da empresa a comprar o dele, acabei ocupando o cargo de Consultor Para Equipamentos de Correção Visual. O problema é que a minha encanação em ter um óculos vermelho encontra forte resistência entre meus amigos e se fortalece com argumentos falaciosos de vendedores: "armações vermelhas eu tenho mais nos modelos femininos..."
- Não é verdade, Randall, o Ney Latorraca usa um óculos vermelho na novela das sete.
- Já vi o Lulu Santos usando um também.
Não vou desistir e assim como só usarei tênis vermelho quando for popstar, ainda chegará o dia em que eu encontrarei meus óculos vermelhos (antes dos vermelhos, a encanação era com redondinhos iguais os do Nando Reis) sem ter que roubar os da mulher do Serra.
Saindo do shopping, meu amigo perguntou se não seria o caso de comprar uma cordinha pra pendurar o óculos no pescoço, pois era distraído, coisa e tal, ao que eu respondi:
- Cara, você acabou de investir quase mil pratas em design, material, qualidade e quer colocar uma cordinha? - pausa para o argumento final - O Tom Zé usa essas cordinhas!!!!
"Adeus, Lênin" é um filminho legal. Impossível não pensar no meu pai, que até agora não se condoeu da minha imensa curiosidade em torno do nome dos habitantes das Malvinas. Filmes sobre Pais e Filhos normalmente me emocionam, principalmente se não são dramalhões escancarados como "O Campeão". "Em Nome do Pai", "Beleza Americana", "Billy Elliot" e até mesmo a sériezinha "The O.C." abordam o tema de um jeito que passa longe do piegas (ás vezes passam longe de abordar o tema e eu enxergo abordagem mesmo assim) e me atingem de cheio quando assisto.
Nesse momento eu queria que de repente meu coroa estivesse aqui comigo nesses dias vazios, eu pagaria uma Newcastle Brown Ale pra ele no O´Malleys e enquanto tentava explicar o que era uma Batata Suíça, mostraria pra ele um mundo onde, guardadas as devidas proporções, ele sairia pra tomar umas com o Chico Buarque. Com a vantagem que o "meu" Chico não guarda relação de qualquer espécie com o Carlinhos Brown...
Não gosto muito de requentar assuntos, mas quando você chega num restaurante e pede um Bife de Chorizo, só um garçom que não é nem um pouco do ramo seria capaz de perguntar: "bem passado"? Não se trata de preferência, quem já comeu um Chorizo sabe que a pergunta do nosso amigo equivale a perguntar "gelada?" se você pedir uma cerveja.
É isso, Lau, agora no Expresso tem Bife de Chorizo, o problema é que custa déilão a mais que no nosso hermano, e não vem papo sobre as Malvinas - aliás, meu pai já não é mais o mesmo, pois simplesmente se deu ao luxo de não estar em casa ontem pra me tirar das trevas da escuridão e dizer o nome dos habitantes das Malvinas, que eu ainda não descobri -, nem do Maradona, Copa de 86, Videla & Gaultieri (aliás II, quem era o General na época das Malvinas, o Videla ou o Gaultieri?)...
Mas ontem o jantar com meus amigos foi afudê (em homenagem ao gaúcho que conosco estava) demais da conta (em homenagem ao mineiro que completou a mesa), e no ramo dos assuntos irrelevantes, merece comentário a observação de um dos nossos amigos quando eu falei da Metáfora da Substituição, ao que ele denominou um assassinato triplamente qualificado da Auto-Estima da menina que ouviu a metáfora.
E também não poderia deixar de comentar: no México, salário é suelido. Tá, não é nem um pouco engraçado, mas Décimo Terceiro é AGUINALDO!!!!!
Cara, uma antecipaçãozinha do meu Aguinaldo cairia bem hoje, viu?
A cada vez que ameaçam me mandar para algum lugar, digamos, exótico, cai uma passagem de avião no colo de alguém para um destino interessante. À mera possibilidade de encarar 3 Lagoas, a Laura ganhou uma trip na vasca total pra Michigan a 45 minutos de uma Best Buy e com direito a esticadinhas a Chicago. Tudo bem, eu dispenso totalmente o Museu de História Natural (qualquer tipo de museu, na verdade; deixo essa parte - e a das igrejas - para a Europa, os EUA funcionam mais no terreno das Montanhas Russas e antros consumistas), mas Chicago é pelo menos 330 mil vezes mais legal que Uberlândia, por exemplo.
Mas não é exatamente pra Uberlândia que eu devo ir num futuro próximo. Pode ser brincadeira, mas rolou um papo de México e meio que se surpreenderam com minha pouca empolgação. Mas pô, México? Alguém já viu imagens da Cidade do México? O problema é que sempre que alguém estranha meu bode com o México, sempre falam: "Mas e Cancún"?
Pela milésima vez: Cancún não é México, assim como a Pousada do Rio Quente não é Goiás e o Club Med de Itaparica não fica na Bahia nem fodendo!
Aí eu falo com a minha mãe e descubro que ninguém consegue tantas boiadas com viagens como ela, a Mochileira Master! Com suas Danças Circulares Esquisitas, ela agora vai prá Grécia fazer um curso em dois módulos, sendo que no intervalo entre eles, ela vai passar 10 dias na casa de um brother em LONDRES, NA ZONA NORTE DA CIDADE! Meu consolo é que está fora de temporada, e que meu cachecol do Arsenal enfim se tornará realidade...
Assisti Serendipity ontem, enfim! "Cute", eu diria. O John Cusak é foda, a Kate Beckinsale é um exemplo de guria sem sal que tem lá seu charme e o amigo dele é o maior barato (adoro coadjuvantes bacanas, como o amigo do negão em Simplesmente Amor, disparadamente a melhor história do filme!). Sempre vou achar que o Colin Firth é muito mais Rob que o John Cusak, e rezo todos os dias pra que ele tire da cabeça a idéia bestial de adaptar o Febre de Bola inserindo o Baseball no lugar do futebol. Ah, aquela hora em que eles estão patinando no início do filme é sensacional! Ela pergunta qual seu momento favorito em NY e ele responde: "Esse momento está subindo bastante no ranking"!
Quem nunca viveu um momento assim, onde você acredita que é um daqueles que você vai se lembrar pra sempre e deseja que ele nunca acabe, ou que nenhum fator externo venha estragá-lo? Nessas horas a gente se sente meio super-herói, com direito a super puderes, identidade secreta e ideais nobres. Com um pouco mais de imaginação, sou capaz de me imaginar com a roupa do Lanterna Verde (meu super herói favorito, mesmo sem nem lembrar qual era mesmo a função dele dentro dos Super Amigos), mesmo que dali a alguns poucos momentos eu tenha que voltar à minha rotineira e pacata vida de cidadão comum.
O ruim é que um dos pontos da minha estória que estou eternamente escrevendo teria como ponto de partida um lance com cachecol, e no filme tem algo assim, não sei até que ponto as pessoas compreenderiam que não tiva intenção de plagiar ninguém.
5 Super Poderes que eu Teria se Fosse o Lanterna Verde:
1- Comer sem engordar;
2- Tocar guitarra sem precisar de aula;
3- Saber o exato momento de calar a boca quando a próxima palavra desencadeará uma briga desagradável;
4- Congelar os momentos maravilhosos da vida antes que os fatores externos os estragasse;
5- Ver shows da minha banda favorita ao menos uma vez a cada 3 meses.
Na verdade, esses 5 superpoderes saíram de chofre, sem eu pensar muito (senão eu obviamente iria pensar em coisas mais legais como "paz mundial", "acabar com a fome" ou "apagar dos arquivos o bi-mundial do São Paulo"), e também prá anunciar que dia 5 de junho, o primeiro sábado após a chegada da Laura, tem a melhor banda da autalidade (aka Randall Do Rock Nacional) no Credicard Hall! Eu vou, mas o Ti falou que só vai se a Sabrina ou a Blue escolherem as armas e decidirem duelar por ele nesse dia...
Acho que eu vou acabar desperdiçando esses dias frios, escrevendo cartas pra alguém em Luxemburgo.
As 5 Coisas que mais me irritam atualmente:
1- Ser acordado sem que haja necessidade.
Nem vou completar a lista, vou me focar nesse ítem; é que eu acordo todos os dias às 15 prás 5, ás vezes preciso trabalhar aos finais de semana, então, quando a oportunidade de dormir sem hora pra acordar se oferece, eu gosto de aproveitar! Seria como pintar do nada uma Quinta na FunHouse e alguém ficar chamando pra ir embora, entenderam? Sim, eu GOSTO de dormir! Acordo cedo pra ver a Fórmula 1 só pra poder tirar cochilos com aquele barulhinho dos motores.
Sei que minha rotina foi quebrada muito bruscamente e seria exagero dizer que minha vida virou de pernas pro ar, mas de repente apareceu um findie totalmente sem perspectivas, eu estava extremamente cansado e acabei entrando numas, consolado apenas com o fato de que dormiria pra cacete no sábado e no domingo!
Eis que às 8 da manhã do sábado, pontualmente, chega o caminhão da loja de móveis pra trocar um buffet e uma mesa de centro que tinha uns defeitos que só a Laura viu. Só que eu me recordava de uma conversa onde essa troca deveria ser cancelada, pois ainda não era certo que eu ficaria em casa... raiva, revolta, dor! Meu sono interrompido por um motivo estúpido e pior, o tal buffet que eles iam levar estava cheio de coisas dentro, que caberia ao Degas aqui esvaziar. Agora vem a pior parte: eu tenho PORCELANA! Aparelho de jantar de porcelana (prato raso, fundo, com barreiras, de sobremesa e light; xícrinhas & xicronas com seus respectivos pires) completo, cuja única utilidade cabível seria dar jantares caso fundassem um Consulado em Sorocaba NA MINHA CASA! E os CRISTAIS?!?!?!?! Ah, ainda não mencionei os cristais? Cristais... ouvi "Novos Adultos" tocando no meu inconsciente enquanto tirava as peças de dentro do buffet, pensando quanta coisa verdadeiramente útil daria pra comprar com a grana daqueles cristais & porcelanas... raiva, raiva, raiva!!!!! Flutes de champanhe, copo disso e daquilo, taça de vinho tinto, branco e bordô (que é raríssimo!), cheguei a sentir medo de abrir uma porta e me deparar com PRATARIA! Sabe castiçais, baixelas, sopeiras? Descobri que aquele móvel é uma coisa inútil que guarda coisas inúteis, e nem vou entrar no mérito de quantas Brahmas custou.
Deixei tudo em cima da mesa esperando a Laura chegar dos EUA pra guardar no respectivo lugar, até porque meio jeito Capitão Caverna provavelmente causaria danos aos cristais e porcelanas. Mas aí a Flávia me disse que viu a Lau cancelar na frente dela, pois queria estar presente pra ver se estava tudo certo dessa vez, sem nenhum defeitinho. Isso não é bom, pois pressupõe que na ausência dela, caberia a mim verificar se estava tudo em ordem com a Arca da Inutilidade... só sei que vou ter trabalho de hoje sábado, guardando flute por flute, xicrinha por xicrinha, tudo nos seus respectivos lugares.
Pior do que acordar pra isso é voltar a dormir e ser acordado pela Telefônica oferecendo seus novos serviços digitais.
Agora eu já posso escrever aqui sobre a minha recente solidão causada por essa viagem surpresa da Lau pra buscar o Tiago. Não que amenize, na verdade não muda em nada, mas eu fico aqui tentando ficar feliz por ela, principalmente ao saber que o Rob Gordon, gerente da Virgin de Chicago, recomendou que ela comprasse o DVD do Weezer pra mim. Thanx, Rob! Notícias do Barry e do Dick?
Se vocês forem fazer um happy hour, tentem descobrir se o Mothers ainda existe, e lá, procurem pelo Rob Lowe e a Demi Moore, novinhos, se conhecendo depois de uma partida de softball... Serendipity é o nome de um dos filmes que eu peguei nesse meu primeiro findie solitário, que foi salvo pelo providencial telefonema do Giba no sábado, dizendo que tinha acabado de espetar uma Maminha com creme de cebola... bom, tivemos que sair de lá meio estragados, perto das duas da matina, e o domingo acabou sendo pouco pra recuperar.
Serendipity é uma série de acontecimentos subsequentes, normalmente felizes, na vida de uma ou mais pessoas em comum. A tradução do filme é "Escrito nas Estrelas" e realmente dá uma idéia perfeita do lance enquanto coisa... eu só acho que a Serendipity precisa de uma forcinha por parte dos envolvidos pra se efetivar, pois basta uma simples ignorada num dos "sinais" e a coisa acaba desandando.
Laura, tomei sucrilhos com iogurte de morango o dia inteiro ontem!!!!!!!
Espero ter mais tempo pra ler entre um filme e um cochilo, pois "Política" é um livro bem bacana - além de dar toda uma concepção nova acerca do jogo de boliche, nunca mais vou olhar para o meu polegar da mesma maneira...
Adoro dedicatórias! Mas normalmente fico tão encanado em fazer algo legal, que a inspiração parece desaparecer como fez com o elenco atual do Palmeiras. Recentemente eu fui muito feliz no que eu dei prá Maíra, utilizando algum tipo de metáfora com a churrasqueira da casa do Giba, mas normalmente eu decepciono. E às vezes, decepciono pessoas que eu queria causar boa impressão, ou demonstrar que são especiais, whatever. Com o meu livro é pior ainda, sabia?
Acho que a minha melhor foi pro Ti, algo como: "Para o Ti, meu roadie favorito, tudo o que eu queria ser se eu pudesse decrescer." Uma boa que eu tinha na cabeça, não rolou por que eu fiquei com vergonha e era "Com o perdão do lugar-comum, mesmo sem alcançar o céu com giz de cera, com muito carinho, Mestre!"
Acabei de ganhar do dono da empresa o livro de textos do Olivetto, e a dedicatória é daquelas: "Randallzinho, nada como a grandeza de admitir e aprender com os próprios erros. que a vida te traga sempre mais sabedoria e que, talvez, antes de morrer, você se torne um grande corintiano, como eu e o Olivetto!"
Dá até vontade de vestir um gorrinho preto e branco, fazer cara de marginal, cometer uns delitos e falar um português horroroso, acrescentando "mano" ao final de cada frase...
Chovendo no molhado TOTAL (abordagens semelhantes você certamente encontrará no Hiran, Tio Fefas, Fábio Canalha), eu sei, mas o meu time realmente tem O Dom, né? Ainda mais tendo que explicar pra Laura que gol fora de casa vale dois, porém, isso não significa que o Palmeiras estivesse perdendo de 8 x 4... tudo bem que tivemos um gol anulado no último minuto, por que só o juiz viu uma falta inexistente no goleiro deles, mas não sou muito de reclamar de arbitragem.
Então, como se não bastasse a situação econômica do país, as tensões no Oriente Médio, minha viagem pra PoA negada de última hora, a alta do dólar e a próstata (pode ser precipitação, mas depois dos 31, você já começa a vislumbrar os 40, e sonhar com uma diagnose menos brutal e ortodoxa desse exame), agora ainda tenho que me preocupar com o Palmeiras... ontem mesmo eu disse que de 94 prá cá minha vida evoluiu em todos os sentidos, mas agora preciso retificar que meu time e meu corpo estavam em situação muito melhor que hoje - e por mais incrível que possa parecer, está infinitamente mais fácil consertar meu corpo que esse time urucado do Palmeiras, estou pensando seriamente em processá-los por maus tratos!
A cada vez que vejo essa reiterada permissividade de tamanho sofrimento, volto ao Febre de Bola, procurando conforto nas palavras de um "igual", alguém capaz de dar uma resposta melhor do que: "mas é só um jogo"!
E a tendência é que os dias fiquem mais frios, mais cinzentos, mais daquele jeito em que a gente procura uma mão pra segurar...
Meus amigos gaúchos definem bem meu estado de espírito atual: "Faca na Bota"! Acho que já escrevi aqui que isso é quase o equivalente ao "acordar com a vó atrás do toco" que se diz na minha terra, mas certas pessoas não entendem outra linguagem que não a "da porrada". Por que insistem em cagar na minha cabeça, achando que ninguém vai descobrir? E essas cagadas nunca acontecem em lugares aprazíveis como Garopaba, Porto Alegre ou Floripa... ainda vou conseguir provar a minha teoria de que a cretinice cresce à medida que a pessoa se dirige ao norte em relação ao Trópico de Capricórnio! Outro dia era Ji-Paraná (que por alguma infeliz coincidência - as pessoas ao norte do trópico costumam falar "conhecidência" - fica em Rondônia), agora é 3 Lagoas - MS, será que não aprendem? E o deslocamento-mala fica por conta do Tio Randas, mas aí tem aquela velha pergunta: "afinal, te pagam pra quê"?
Não sei em que ponto entre o Vadinho do Jorge Amado e o Azambuja do Chico Anyisio se situa o idiota que eu acabei de tentar cobrar, olha só o grau do cara:
- Mas Doutor, eu não tenho como assinar essa Confissão de Dívida, pois o meu advogado me orientou que se eu não pagar, você tem um documento forte nas mãos pra me cobrar, mas eu quero pagar! Por que a gente não deixa essa história de assinar papel e deixa na base da confiança, eu te dou a minha palavra que não vou atrasar nenhuma parcela...
É sério! O cidadão primeiro me diz que não vai assinar um negócio por que já está pensando nas consequências caso não pague, e depois vem falar em CONFIANÇA! Aí a gente penhora até o último figo podre que tem na geladeira do infeliz e somos insensíveis, Agentes Smiths, bicicleta véia sem catraca... o distinto cavalheiro é de Vitória - ES, lugarzinho que meu amigo sabiamente definiu que os habitantes tem um jeito pseudamente carioca de ser.
Logo que me mudei prá São Paulo, achava estranho isso de cruzar celebridades (Soninha na Fnac, Bete Coelho no teatro - no caso, na platéia, certo? -, Fernanda Lima no shopping - provavelmente saindo da academia - etc...), mas algumas situações, por extremamente prosaicas, surpreendem. Por exemplo: abre a porta do metrô na Estação da Luz e entra o Tom Zé! Sim, aquela figurinha esquisita, com roupas maiores que seu tamanho sem a menor preocupação de compor um visual esteticamente aceitável e óculos com aquele cordão horroroso pra ficar pendurado no pescoço. Legal, tomei um metrô com o Tom Zé.
Mas ontem eu entrei no ônibus pra tomar meu fretado e tava lá dentro o Renato Marsiglia. O Famoso Quem? Tá, é o comentarista de arbitragem da Globo, Who Cares total, mas eu imaginei que ele já tinha passado da fase de andar de ônibus... tudo bem, pode ser que ele tenha vindo de PoA pra comentar o jogo do Corinthians, mas custava a Globo mandar um carro em Congonhas buscar o cara? Um táxi com reembolso, talvez? Até brinquei com o meu vizinho que é diretor do programa do Cléber Machado sobre isso, que achou estranho esse "Franciscanismo" dele e tal, mas olhando com frieza, me parece preconceito e esnobismo, sabe? Pô, andar de ônibus não mata ninguém e, de uma certa forma, é algo fundamental para a edificação do caráter do indivíduo. Existe uma relação quase direta entre a cretinice e o pouco uso de meios de transportes coletivos, sempre ressalvando as raras e honrosas exceções.
Me lembro de ter namorado uma mina que nunca andou de ônibus na vida e um dia, numa sexta-feira, entre a "Turma" de amigas dela, falei que estava meio cansado, pois o professor filho da puta tinha segurado a gente na classe até o último minuto e eu perdi um ônibus que passava num horário legal, algo assim. Logo depois, reservadamente, ela veio me dizer para evitar falar coisas desagradáveis perto das amigas dela, pois não pegava bem prá ela namorar um cara que ANDAVA DE ÔNIBUS.
Então, de 94 prá cá a minha vida evoluiu em todos os sentidos possíveis e imagináveis, mas ainda ando de ônibus, assim como o Marsiglia e o Tom Zé, pega nóis mano?!
Não é fácil trabalhar com esse sono descomunal, sabendo que no ano passado, a uma hora dessas, você estava na Capital mais fantástica da América do Sul, prestes a saborear o primeiro de uma série de Chorizos... sexta-feira, lá pelas 11 da manhã vai ser pior, quando eu me lembrar que estava numa cantinazinha na Boca saboreando um rojo da casa.
Mas quer dizer que o Brasil vai jogar com a camisa branca contra a França? Tudo bem que ficou bonita e tal, mas será que eles lembram que ela entrou pra história por ser um símbolo de urucubaca? E será que tem alguém pensando que eu vou torcer pro timinho do Pé de Uva? Contra um time que tem metade dos jogadores vestindo as cores do meu time embalados pela Marselhesa?
Sobre atingir estágios provectos de idade, lembro daquele texto do Veríssimo em que ele diz, à guisa de dar uma de enturmadão com a gurizada, pergunta se o Oasis seria o novo Beatles, ouvindo: "novo QUEM"? Eu acho engraçado ouvir meninos muito novinhos refletindo sobre qual versão de "Across The Universe" é mais legal, a do Rufus ou da Fiona. Sabe o Paul e o John? Beleeeeeza...
- Qual sua banda favorita hoje em dia?
- Los Hermanos.
- Dentre todas, nacionais e internacionais?
- Sim.
- Mais que Legião?
- Mais...
- Mas Legião significava tanto prá você...
É, significava... assim como o exame pra faixa rôxa, o Zico, ganhar a Olimpíada da Católica, a Andréia, a Lina, episódio inédito do Speed Racer, dormir na casa da minha vó, férias de fim de ano em Sorocaba, ser roadie do Pescoço, vir morar em São Paulo, meus times de botão...
Hoje tudo tem outro significado, mesmo em meio a tantas contradições; gosto muito de: Ser advogado e me vestir despojadamente prá sair, mas ter pequenas exigências relativas aos óculos; Ser amigo de um dos meus escritores favoritos; Ter conhecido a maioria dos meus amigos pela internet; Uma de minhas companheiras de balada ser filha do meu melhor amigo atualmente; Amar o meu trabalho e o local de trabalho, tendo dentre as pessoas GRANDES E VERDADEIROS AMIGOS; Pensar em ter filhos...
Hoje em dia tudo é diferente do que eu sempre sonhei; às vezes pior, às vezes muito melhor, mas diferente... Um amigo meu me convidou pra escrever o prefácio do livro dele e apesar da Laura ter acertado em cheio nos meus presentes, esse aí me tocou bastante. Tá bom, não me tocou tanto quanto o tênis vermelho da Puma e a jaqueta, mas sabe qual é? A Laura perguntou como eu queria a jaqueta, eu não soube explicar e ela comprou exatamente como eu queria, vivas à comunicação entre casais!
Uma musiquinha para a chegada da nova versão do Tio Randas 3.1 Flex Power! Aos que estão incluídos no Bloco da Escumalha, Arroz com Suíngue e Moela frita num local secreto logo mais!
"Maybe I've forgotten the name and the address
Of everyone I've ever known, It's nothing I regret Save it for another day
It's the school exam and the kids have run away
I would like a place I could call my own
Have a conversation on the telephone
Wake up every day that would be a start
I would not complain of my wounded heart
I was upset you see, Almost all the time
You used to be a stranger, Now you are mine
I wouldn't even trust you, I've not got much to give
We're dealing in the limits, And we don't know who with
You may think that I'm out of hand
That I'm naive, I'll understand
On this occasion, it's not true, Look at me, I'm not you
I would like a place I could call my own
Have a conversation on the telephone
Wake up every day that would be a start
I would not complain of my wounded heart
I was a short fuse, Burning all the time
You were a complete stranger, Now you are mine
Just wait till tomorrow
I guess that's what they all say
Just before they fall apart"
"Coloco prá tocar She Bangs The Drums, dos Stone Roses, e todo mundo faz uma tentativa, por dever de consciência, embora somente os melhores dançarinos fossem capazes de tirar algo dali, e ninguém na sala poderia pretender ficar entre os melhores dançarinos, nem mesmo entre os medianos. Quando Laura ouve os acordes iniciais, ela gira nos calcanhares e e joga os polegares prá cima várias vezes, e eu começo a montar na minha cabeça uma fita para ela, algo que esteja cheio de coisas que ela já ouviu e coisas que ela vá tocar. Hoje à noite, pela primeira vez na vida, eu meio que vejo como é que dá prá fazer isso."
(Alta Fidelidade - Nick Hornby, ligeiramente adaptado... foi o que eu consegui escrever ano passado)
Eu diria que estou ZERO afim de falar de futebol, nem tanto pelo Goiás ter levado 7 do Criciúma ou pelo Verdão ter perdido com gol do pusilânime Alex. Hoje eu faço um ano de casado e queria ter um poder meio "Feitiço do Tempo", sabe aquele filme com o Bill Murray em que ele sempre acorda no mesmo dia? Então, eu queria que o 17 de maio fosse um "Dia da Marmota" prá mim...
Saindo do carro e entrando no salão eu percebo que tenho providências a tomar; chamei o dono do lugar antes de entrar e falei:
- Cara, preciso que você me faça alguns favores.
- Pode falar.
- Avisa o DJ que ao invés de Smiths, a gente vai dançar "Woman", do John Lennon.
- Só isso?
- Ééééé, não. Avisa também prá ele desencanar da minha lista de músicas. Diz que ele pode até se basear nela, mas que depois desse disco com músicas dos Beatles ele pode tocar essas musiquinhas de casamento, coisas que o pessoal gosta, tipo Sade, Kenny G, Ivete Sangalo, Chiclete com Banana... o povo gosta é disso, né?
- Costuma gostar. Não é pra seguir à risca sua lista, então?
- Não... é só música. e eu sinto um barato natural quando ouço rock n roll e quero manter meu juízo perfeito.
- Certo. Meia noite é seu aniversário, você vai querer falar alguma coisa no microfone?
- Não! Não vou nem chegar perto do microfone.
- Não vai cantar?
- Oi?
- Cantar uma musiquinha...
- Melhor não, mas valeu. Ah, mais uma coisa: separa uma mesa prá mim com 8 cadeiras e deixa reservado pra minha família de Goiânia, eles se perderam pelo caminho e vão demorar um pouco pra chegar. Não deixa ninguém sentar, ok?
- Tudo bem. Só isso?
- Espero que sim...
.
.
.
- Por quê você tá sentado aí sozinho?
- Village People...
- Ah, deixa de ser chato, vai? Ele não tocou suas músicas.
- É só música... foi legal a festa?
- Foi. Teve gente que não veio e o lugar é pequeno, mas foi ótimo. Gostei do seu comportamento, viu? Indo nas mesas cumprimentar todo mundo, não bebeu quase nada, foi lindo!
- Thanx!
- Aquele beijo na igreja é que foi foda, né? E ficou mal você descer do altar pra cumprimentar o padrinho e passar reto pelos seus tios. E podia também ter ficado mais paciente pra tirar fotos comigo, a gente quase não tirou foto junto!
- O André ia tirar fotos...
- Ele não veio por quê? Eu nunca entendi essa treta de vocês e Revista, dá prá explicar?
- Desencana, eu compreendo o cara... o que importa é que agora ele tá bem melhor.
- Como, agora? Agora-hoje?
- Outro agora, Lau... existem vários "agoras", igual o negão falou pro Bruce Willis em Pulp Fiction, saca? Existe Um "agora" em que o André está mais legal agora do que antes. De qualquer forma, tá anotado: beijo na igreja, tempo prás fotos... o lance do padrinho deixa assim, é um outro agora que você ainda não entende.
- Tomou o chá de cogumelo da sua mãe de novo, é isso? Vamos dançar?
- Só se eu escolher a música e dançar só com você.
- Qual, a dos Stone Roses que tem nome de música do Rick Martin?
- Não... vamos de John. Sempre que der, vamos de John... você conhece "Just Lik Starting Over"?
"Our life together is so precious together
We have grown, we have grown
Although our love is still special
Let's take a chance and fly away somewhere alone
It's been too long since we took the time
No-one's to blame, I know time flies so quickly
But when I see you darling
It's like we both are falling in love again
It'll be just like starting over, starting over
Everyday we used to make it love
Why can't we be making love nice and easy
It's time to spread our wings and fly
Don't let another day go by my love
It'll be just like starting over, starting over
Why don't we take off alone
Take a trip somewhere far, far away
We'll be together all alone again
Like we used to in the early days
Well, well, well darling
It's been too long since we took the time
No-one's to blame, I know time flies so quickly
But when I see you darling
It's like we both are falling in love again
It'll be just like starting over, starting over
Our life together is so precious together
We have grown, we have grown
Although our love is still special
Let's take a chance and fly away somewhere
"Doze" é legal! Veio com um certo estardalhaço por parte da crítica e uma edição caprichada, o que ajuda, mas a chamada na capa me parece muita responsa pro meu gosto: "o mais fiel retrato da rebeldia jovem desde O Apanhador no Campo de Centeio". Será? E na orelha ainda compara a precocidade do autor com o Brett Easton Ellis, sei lá! Precisava?
O que me chamou bastante atenção foi a idade dele, que normalmente coincide com a idade em que as pessoas estão fugindo dos livros. É mais ou menos assim: "Marcelo, Marmelo e Martelo", "Meu Pé de Laranja Lima" os livros da Coleção Vaga-Lume e aí, do nada, cai um "Senhora" ou "O Cortiço" no colo desse adolescente e fodeu! Até mesmo obras-primas como "Dom Casmurro" e "O Primo Basílio", se administradas antes do tempo, podem causar causar danos irreversíveis no interesse da pessoa pelo hábito da leitura, agravado ainda mais pelo fato de que, ali pelos 25/30, um amigo aparece com um "Alguém Fuçou na Minha Mortadela" ou "Pai Rico, Filho São Paulino" à guisa de "leitura obrigatória para você provocar uma reviravolta financeira-emocional na sua vida".
Mal comparando, seria como tomar os disquinhos da Arca de Noé ou Saltimbancos de um guri e fazê-lo ouvri só Jazz e música clássica, prá depois que ele terminar a faculdade indicar Djavan e Tribalistas.
Mas existe literatura Infanto-Juvenil? Veja bem... existem aí uns livros que acham que moleques de 16/18 anos tem 11/12 e os trata como verdadeiros retardados, sem abordar nenhum assunto pertinente à sua faixa etária. Porém, o livro da Thalita (link aí do lado) foi uma grata surpresa e eu superei até a orelha escrita pelo irmão da Sandyléah, indo em frente na história. Eu não tenho 13/16 anos, mas imagino que se eu tivesse, iria gostar de ler um livro como o da Thalita. E quando eu terminar "Doze", vou ler o da Angélica, o outro da Rocco Jovens Leitores que eu comprei na Bienal.
Aí eu volto pros meus Alain de Botton, Haruki Murakami, André Takeda, Donna Tartt e até um Hanif Kureishi que falta pra eu ter lido todos os dele - aliás, "Intimidade" e "O Dom de Gabriel" têm servido muito de influência para o meu novo romance, que a cada dia ganha novos contornos e inspirações e idéias e só falta mesmo disposição e tempo pra escrever. E talvez mudar os nomes dos protagonistas, que a Tammy pegou primeiro...
Abro as cortinas da minha casa e o meu ilustre vizinho de fundos (sem trocadilho, por favro, que o assunto é sério) ergueu um muro de milhares de metros acima do meu. Sério, tampou meu sol e os restos de cimento estragaram meu jardim com grama importada dos verdejantes campos da Irlanda, onde cresceram meus ancestrais. Meu estado de ira evoluiu para aquele estágio onde penso maneiras de produzir uma represália à altura, pois a galera do Condomínio decidiu que a construção é legal (legal no sentido de "permitido por lei", não no sentido de "bacana"). Estava aqui no trabalho dando vazão à revolta:
- Vou fazer festa todos os sábados, com som eletrônico do meu cunhado; vou deixar meu cachorro nervoso e latir o tempo inteiro; vou montar um estúdio sem isolamente acústico e assim que o Ti chegar vou ensaiar com The Anselmos incessantemente, vou deixar de viver a minha vida pra me dedicar a perturbar a vida dessa pessoa... - ao que o meu colega-friend-master interviu com sua peculiar paciência:
- Ô Cláudia Abreu, senta aí e vamos trabalhar, deixa o muro do cara...
A sorte desse sujeito (o que construiu o muro, não meu brother) é que repousa na minha mesa a Quinta Temporada de Friends com a mega-descolada-xicrona do Central Perk, o que amainou meu ímpeto assassino. E nem me ocorreu que eu tenho um cunhado-brother nos States, chegando dia 03, e lá já existem todas as 8 oito temporadas... não vou me arriscar, mas se ele quiser me dar de aniversário o último episódio eu até vou compreender o atraso na entrega.
E a Quinta Temporada, além de ter o melhor episódio de todos os tempos (o de "Thanks Given"), foi a última que eu assisti morando em Goiânia. E me lembro do meu primo ter me ligado um dia depois de termos cumprido nosso ritual de ver na casa dele o episódio de Friends:
- Onde sua namorada tava ontem, cara?
- Acho que em casa, porque?
- É que a minha irmã foi num aniversário e ela tava lá com um carinha.
- Estranho... será que era o irmão dela?
- Olha, só se ela tiver uma relação de amor e carinho meio diferente com o irmão.
A gente brinca bastante com o tema, claro, mas a Laura acha as letras do Morrisey MUITO gays. A do Cazuza que fala dos "canibais de nós mesmos" ela também diz que é extremamente gay. Sabe que eu nem acho? As do Morrisey, do Cazuza, as do Renato Russo muito menos - quantos e quantos namoros e aspirações tiveram Legião como pano de fundo. Tá bom, eu sei que existe "Soldados", "Daniel na Cova dos Leões", "Meninos e Meninas" e "Maurício", mas como diria o Calhorda Mendes: dá prá deixar o sagrado de fora?
Música gay é Village People, grito de guerra da Independente, Glória Gaynor... tem as que eu gosto, como Pet Shop Boys, Erasure, Depeche Mode... mas GAY mesmo são algumas musiquinhas do Genial Caetano Veloso, que recentemente vilipendiou o cadáver do Kurt Cobain ao gravar "Come As You Are". "Leãozinho" e "Menino do Rio" são descaradas, mas são razoaveizinhas, se você é chegado num som afogé-gê-ji-nagô enquanto estética da música popular a nível de resgate das nossas raízes negras perdidas na Mãe África. Agora, "Menino Deus" é nojenta, e tem também aquela "Moço lindo do badauê, beleza pura... fédéráção, beleza pura!".
Sabe que tem um bairro em Salvador que chama Fédéráção? Os bairros de Salvador tem nomes engraçados, como escrevi aqui em janeiro do ano passado, mas imagino a Fédéráção como um lugar cheirando Acarajé e com pessoas tocando berimbau e atabaque pelas ruas...
Não existe campeonato melhor que a Libertadores! Fosse num brasileiro por pontos corridos e aquele joguinho medíocre de ontem entre os Canallas e o Village People F C funcionaria como um ótimo letárgico. Que horror! Mas aí os contornos que envolvem o Torneio mais empolgante do Mundo deu uma dramaticidade ímpar à partida, mas quem foi que disse praquele goleirão que ele poderia bater pênalti?
E que espaço foi aquele que o Tiduca Cover arrumou dentro da área pra arrumar o salseiro que originou o primeiro gol, hein? A cada dia que passa eu acho que o Pé de Uva tem que se virar e arrumar um jeito dele e do Ronaldo jogarem juntos no ataque. Isso é fácil, imagino. Difícil deve ser ter que decidir entre Aldrovani Menon e Albeneir. Agora, foda mesmo é ver o Camisa 1 dos Bambis sair como herói - o que, efetivamente, foi -, como o agravante que nas últimas partidas tenho visto ele fazer algumas defesas monumentais! Ontem mesmo ele agarrou uma rasteirinha "cara-a-cara" que encheu os olhos. Será que eu falo daquele Pênalti no finalzinho que o juizão colaborou?
Mas falando de futebol de verdade, heróico também foi o triunfo do Santos na terça, apesar do ingrato horário das 18:30! O Peixe pôs a faca no dente e foi prá cima, com "sangue na boca" e tesão de jogar bola. Estou lutando fervorosamente pra esquecer que é o Sem Caráter que comanda o time, pra não prejudicar minha já tão arraigada simpatia pelo time do Torero, do meu pai, meu sogro, amigos & amigas queridos. Mas vai ficar cada vez melhor, só não queria que fossem os 4 brasileiros pra semi-final... tem que ter ao menos UM hermano argentino pra temperar, né?
Enquanto isso, o Palmeiras continua a torturar seus pobres torcedores por aí... lembra que alguém citou o Swindon Town outro dia? Ééééééé...
Sei que a Sabrina viu primeiro e já demonstrou toda uma proatividade, mas como eu sei que pessoas que aqui rondam tem toda uma preferência por petizes, estou pensando seriamente em leiloar o direito à primazia com meu cunhadinho... Tá podendo, hein, Ti Cohen?
Off topic total, mas qual não foi a minha surpresa ao ver que os protagonistas do livro da Tammy se chamam Daniel e Luiza, impressionante!
Impressionante também foi a acachapante vitória trabalhista que estamos a comemorar aqui na empresa, tem hora que eu realmente gosto de encher a boca, ir pra frente do espelho e berrar: EU SOU FODA! Lembro da sequência de 9 vitórias trabalhistas que eu tive (sempre do lado do bem, contra todas as estatísticas e folclore sobre quem costuma levar sempre a melhor nessa Justiça Caolha que é quase um Tribunal de Exceção) uma vez, e meu primo falou: "Cuida que na próxima o Al Pacino manda o negão pra te contratar, hein?"
Como eu amo ganhar! E minha combalida auto-estima jurídica agradece!
Sei que o dia de Santo Agostinho é 28 de agosto, mas 12 de maio também era feriado por algum motivo quando eu estudava no Agostiniano. Sempre fico com essa sensação de "hora extra" quando trabalho em dias que antes eram feriados - 24 de outubro, aniversário de Goiânia, também costuma ser problemático.
Mas falar em feriado logo quando maio rasga o calendário e meus findies praticamente viram dias úteis? Mas o pior nem é trabalhar no domingo - de uma forma ou de outra, sempre dá prá transformar em algo divertido -, mas receber a notícia de que há uma enorme possibilidade de ter que resolver um pepino ainda essa semana EM RONDÔNIA! Sério, meu, Rondônia! E não pense que é ali em Porto Velho não, é interior adentro, algo como Rondônia na fronteira com a Tchecoslováquia, te falar, viu?
Ainda bem que, de uma certa forma, ainda existem os Smiths...
"Shyness is nice, and
Shyness can stop you
From doing all the things in life
You'd like to
So, if there's something you'd like to try
If there's something you'd like to try
ASK ME - I WON'T SAY "NO" - HOW COULD I ?
Because if it's not Love
Then it's the Bomb, the Bomb, the Bomb
the Bomb, the Bomb, the Bomb, the Bomb
That will bring us together"
Aproveitando que hoje estamos exatamente há uma semana do meu aniversário, vou pedir aqui um presentinho. Ah, vou pedir sim, afinal de contas, através desse blog eu já dei alguns presentinhos, prêmios, brindes...
Seguinte: logo abaixo tem uma lista de músicas que eu gostaria muito de ter num disco, na exata sequência que eu descrevi, mas como não possuo meios de fazer CDs gravados, fico só na esperança. Ah, se alguém realmente se habilitar, me manda um e-mail que eu indico o endereço de entrega, mas eu queria uma capinha style, com um título tipo "The Anselmos" ou "The Beast of Febre Alta", pode ser? É que no ano passado quase todo mundo esqueceu meu aniversário e eu fiquei sensível além da conta (meu único presente foi uma coletânea do Stone Roses, cortesia da Kilt), portanto, estou aceitando CDs caseiros, livros, CDs originais (o novo do Ryan Adams tá com meu nome escrito nele, sabia?), camisetas de rock feitas sob medida (size issue, you know?), camisetas da Cavalera, tênis vermelho da Puma, DVD usado dos filmes Nothing Hill, Procura-se Amy, Um Grande Garoto ou Billy Elliot, enfim, use sua imaginação. Telefonemas, e-mails e cartões são bem vindos, mas não é o mesmo efeito, né?
Eis o set list:
1- Stars of track and Field - Belle and Sebastian
2- She Bangs The Drums - Stone Roses
3- Regret - New Order
4- O Vencedor - Los Hermanos
5- A Tempestade - Maskavo Roots (ou a versão do Pato Fu)
6- 3 Lados - Skank
7- Cara Estranho - Los Hermanos
8- Jonathan David - Belle and Sebastian
9- Why Does It Always Rain On Me - Travis
10- Man on The Moon - REM
11- Like a Virgin - Teenage Fanclub
12- Panic - Smiths
13- Sleep The Clock Around - Belle and Sebastian
14- Smells Like Teen Spirit - Nirvana
15- De Onde Vem a Calma - Los Hermanos
16- Clocks - Coldplay
17- Judy and The Dream of Horses - Belle and Sebastian
Sabe o "Política", do Adam Alguma Coisa? E o DVD do John Lennon? Um Vale-Tatuagem? Automatic For The People, do REM? Baita discão... e eu não tenho! Nem Queen Is Dead ou Meat is Murder dos Smiths, algum importadão do Teenage, uma coletânea do Bowie, Beatles For Sale ou With The Beatles...
Diz aí, tá complicado dormir nesse friozinho, né? E acordar às 15 prás 6 do lado de um ser que tem o dom de levantar da cama bem humorado, quase como aqueles professores de aeróbica das antigas, saca? "Vamos lá, galera, sorriso no rooooooosto!" Eu prefiro dez mil vezes o frio, principalmente por trabalhar num local onde pessoas se organizam em facções de guerrilha para minimizar os efeitos da maior maravilha do mundo moderno, aka AR CONDICIONADO. Com o tempo eu vou provar que, assim como colocar bombril na antena e usar recipiente de margarina para guardar sobra de comida, ser contra ar-condicionado é coisa de pobre. Não pobre "a nível de grana enquanto situação econômica", pobre sei lá, você me entendeu, né?
Mas esse bom humor não é assim, perene. Normalmente ele sofre sensíveis abalos quando eu entro em contato com seres cretinos e suas atitudes medíocres, principalmente se a situação em si for totalmente desprovida de importância e relevância. Música e Futebol são meus temas favoritos, mas com o tempo e alguma prática eu vou conseguir chegar no David Carr, em quem meu amigo menos famoso Tio Fefas se inspirou para fazer seu blog e hoje é aniversário de Tio Fefas ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ! Eu odeio quem faz esse ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ, coisa mais ridícula! Mas parabéns a ele, 34 anos não é fácil!
O meu companheiro de irritação com veleidades mais famoso é o Riq Freire, cujo texto sensacional eu li ontem enquanto eu esperava a Laura atender sua derradeira paciente e versava simplesmente sobre o prosaico ato de chegar no balcão de uma padoca, cafeteria, ou qualquer coisa que o valha e pedir: CAFÉ. O que se depreende disso: "Me vê um café, por favor?"? Não responda ainda, pois você vai se surpreender com a frequência cada vez mais assustadora com que você, ao fazer tal pedido, ouvirá: "Puro ou com leite?". E nem adianta achar que se pedir café expresso, se verá livre da pergunta inútil que inevitavelmente se segue.
Sério, o que levaria alguém (salvo a hipótese de estar sob o impiedoso jugo de substâncias psicotrópicas e estupefacientes) que quer tomar café COM LEITE, pedir só café? Tá bom, vou parar por aqui sem nem tocar no assunto da água com gás que vem, compulsoriamente com um copo de gelo e limão...
Como manter o bom humor diante de situações como essas, me diz?
Findie cuja atividade alcóolica pôde ser resumida em uma Malzbier antes da feijuca de domingo, muito sono e preguiça - o friozinho ajuda muito, claro! Alguma semelhança com o fato do intrépido Giba ter se afastado para onde a água ferve a zero grau? Quer dizer, ao nível do mar, onde ferve a 90 graus, NÃÃÃÃO! Pela última vez, a água ferve a 100 graus, quem ferve a 90 graus é o Triângulo Retângulo, porra!
Enfim, sem meu parceiro de filosofia, a citação da semana coube ao priminho de 2 anos da Lau, que, do alto de sua sabedoria e elevado grau de percepção da vida de um casal, soltou:
- Mamãe, eu quero ir embora, tô com sono... começa a ficar chata com o papai logo?
"Já não sei dizer se ainda sei sentir
O meu coração já não me pertence
Já não quer mais me obedecer Parece agora estar tão cansado quanto eu
Até pensei que era mais
Por não saber que ainda sou capaz de acreditar
Me sinto tão só
E dizem que a solidão até que me cai bem
Às vezes faço planos, às vezes quero ir
Prá algum país distante, voltar a ser feliz
Já não sei dizer, o que aconteceu
Se tudo o que sonhei foi mesmo um sonho meu
Se meu desejo então já se realizou
O que fazer depois, pra onde é que eu vou?
Eu vi você voltar pra mim, eu vi você voltar pra mim, eu vi você voltar pra mim..."
Por mais indecente e "vilipendioso a cadáver" que possa parecer, comprei esse tal "disco novo" da Legião. Um disco ao vivo, gravado ali por 1990, ano em que eu ainda tinha dúvidas se Legião era realmente melhor que Engenheiros do Hawaii (O Papa é Pop ainda não havia sido lançado, o que colocaria fim a todas as dúvidas). Lembro que não tinha a menor idéia do que eu ia ser e ainda era aquele gordinho legal, não a ponto de ser horrível ou repugnante, mas do tipo legal que ficava a fim das gurias e elas gostavam "as a friend".
Que merda!
Mas Legião cantava o que eu queria ouvir naquela época. Hoje em dia eu entendo as letras em Inglês, talvez venha daí meu recente desprezo pela banda. Hoje olho pra esse disco ao vivo e prá coletânea do Teenage, e não tenho dúvidas sobre o que gosto mais - ou qual é melhor -, mas talvez em homenagem aos velhos tempos...
"Se fiquei esperando meu amor passar
Já me basta que então eu não sabia amar
E me via perdido e vivendo em erro, sem querer me machucar de novo
Por culpa do amor
Mas você e eu podemos namorar(?)
E era simples, ficamos fortes
Quando se aprende a amar, o mundo passa a ser seu
Sei rimar romã com travesseiro
Quero minha nação soberana, com espaço, nobreza e descanso!
Se fiquei esperando meu amor passar
Já me basta que estava então longe de sereno
E fiquei tanto tempo duvidando de mim
Por fazer amor fazer sentido
Começo a ficar livre
Espero, acho que sim...
De olhos fechados não me vejo
E VOCÊ SORRIU PRA MIM!!!!"
Por alguma razão, adoro o verso de rimar romã com travesseiro...
De qualquer forma, já deu. Vou voltar pro Teenage. Nem Pixies nem Los Hermanos. Nem Curitiba, nem Piracicaba.
Sábado eu escrevi aqui uma coisa que poderia ter sido resumida no seguinte: teve um cocktail de inauguração da clínica nova da Laura e não foi ninguém da família dela, o que a deixou muito chateada.
Só.
Aí eu inseri pitadinhas randallísticas de ironia & sarcasmo, além de metáforas envolvendo tênis e cadeiras, o que acabou gerando, através do Método Ferro & Fogo de Interpretação de Texto, um certo desconforto. No final, o que restou foi exatamente o que eu disse na essência: existia o evento e as pessoas tinham compromissos, escolheram qual merecia suas presenças e foram. Apurei que o problema residiu no jeito em que eu coloquei as coisas... aliás, nem eu escapo ao Ferro & Fogo, pois outro dia o Good Guy Ever Hiran escreveu uma coisinha aqui sobre alagamentos e eu entrei numas de conspiração, já achando que era uma coisa totalmente nada a ver.
Enfim, as escolhas! Entre o Pixies e a continuidade do meu casamento sem maiores intempéries, acho que acabei fazendo a escolha certa, levando-se em consideração todas as circunstâncias do lance enquanto coisa. Portanto, se o Frank escrever na segunda que eu preferi fazer outra coisa ao invés de ir no primeiro show dele no Brasil, ainda que faça gracinhas envolvendo tênis e cadeiras, vai ter razão.
É isso. E eu agradeceria se aproveitassem por mim enquanto eu me deleito com a tardia estréia de Kill Bill em Manchester e busco na memória resquícios ainda bem vívidos do show do Teenage; mas espero que compreendam se eu derramar uma lágrima ao ouvir narrativas sobre a degustação do mais popular tubérculo no Beto Batata - se você tem alguma afeição por mim, omita o recheio escolhido e diga que preferiu não experimentar a sobremesa de banana.
No futebol, eu odeio o Vila, São Paulo, Vasco, o Kaká e o Rogério Ceni. Detesto o Luxemburgo e o Alex, mas o fato é que não consigo mais ficar tirando sarro dos outros por causa de futebol. Um comentáriozinho aqui no blog ou uma tirada a mais na empresa, mas chegar cumprimentando o brother fazendo sinal de "4" com as mãos igual o meu visceral inimigo fez com o Felippe, eu já passei.
Ontem, por exemplo, eu vibrei muito - internamente - com o gol dos Canallas aos 42 contra o Village People F C, mas eu tava assistindo o jogo com o Azamba, um cara extremamente low profile e que se abstém de curtir com a cara dos outros, então eu imagino que o mínimo que ele espera das pessoas é que o ignorem quando seu time perde. Aliás, eu não só não consigo me conter algumas vezes, como também gostaria de ter o distanciamento crítico que ele consegue manter de determinadas situações; eu sou mercurial demais, emocional demais, sanguíneo demais! Se eu usasse a violência física com a mesma força que uso a verbal, já teria matado alguém, mas não vem ao caso (aliás, me lembrei da única ocasião em que o Azamba curtiu com a minha cara, mas aí eu até entendo, pois ele estava completamente dominado por substâncias... imagine que foi fazer um kibe na casa de um brother e tentou agarrar a filha e a mulher dele, que viu tudo, mas achou melhor comentar com os outros ao invés de tentar orientar o Azamba).
Pessoas, pelo amor de Deus, esse parêntese aí foi só uma piada interna (de muito mau gosto, por sinal, da parte de quem a criou e propagou), mas me lembrou de um episódio envolvendo um amigo e que serve bem prá fechar o post:
Estávamos numa festa e por uma estranha conjunção de convidados, dois amigos meus que não se conheciam também foram, um palmeirens e ou outro corintiano; o Palmeiras naquela draga e o Corinthians até que bem, ao que, determinada hora, um dos meus amigos levantou da mesa e, olhando na cara do outro, disse:
- Olha, Randall, eu até queria ficar aqui na sua mesa, mas esse amigo seu é chato demais! Eu saí de casa pra tomar cerveja e bater papo, mas o campeão aí saiu pra ser corintiano, vá à merda!
Foi foda... e aí esses comportamentos me lançam a questionamentos, pois... sei lá, não quero ser igual em nada a esse ex-amigo meu que quis "ser corintiano".
Assim como existe a ressaca moral, deveria haver um termo que definisse a sensação que invade o indivíduo um dia após o show do Teenage Fanclub, em plena academia, sabendo que naquele momento está acontecendo outro show... bode? Não sei, mas me bateu um baixo astral e para o baixo astral, nada como Smiths! Coletânea, de preferência, pois assim você vive experiências com "How Soon Is Now", "Bigmouth Strikes Again" e "Panic", estando pronto pra mais um dia como outro.
Sim, enfrentar nossos piores medos às vezes não é nada se comparado com a preguiça que nos dá de enfrentar o cotidiano, a mais que temida ROTINA! Smiths na veia, "Ask" é foda! Vou ficar longe de "Reel Around The Fountain", em todo o caso, mas vou finalizar o cardápio de obviedades com "The Boy With The Thorn In His Side".
E eu disse que a reunião de anteontem foi dispensável, né? Exagero puro, pois a agente, numas de me dar toques, citou uma frase sensacional: "Evite acidentes, faça tudo de propósito!"
Ontem eu tava lendo uma publicaçãozinha despretenciosa de Sorocaba (um negócio até bem intencionado, mas ruinzinho. No final, acho até que vale a intenção, em todo o caso) na academia e li uma lista sobre as 10 frases mais marcantes da história do cinema; estava lá, claro, a idefectível "Play it Again, Sam!", de Casablanca. Clássico o filme, mas a frase... acho que o idiota que fez a lista simplesmente não assistiu o filme e quis dar uma de cool/cult, pois em momento algum do filme essa frase é pronunciada! Quando muito, a Ingrid Bergman solta um "Play it, Sam", mas tem o lance de um filme do Woody Allen que se chama "Play it Again, Sam" (maravilhosamente traduzido em terras tapuias para "Sonhos de um Sedutor", que só perde em termos de bizarrice para a transformação de "Annie Hall" em - QUE DEUS NOS PERDOE - "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" ou qualquer coisa ridícula assim) e acho que isso tem o poder de fazer as pessoas imaginarem sei lá o quê, enfim, custa você saber o que tá falando antes de soltar uma enorme, colossal, gigantesca, monumental, fantasmagórica besteira?
Pensei em mandar um e-mail para o jornaleco, mas a Laura mandou eu viver a vida e parar de Randiquice. Pessoas, Randico é meu pai; e esse procedimento de mostrar - com uma certa dose de veemência - que existe um idiota mexendo os lábios e emitindo fonemas á sua frente foi batizado pela Laura de Randiquice (ou Ferreirice, que é nosso sobrenome), vide a história da distinta senhora lendo as obras completas de Sócrates.
Aí o Verdão x Verdinho foi pros pênaltis e o telefone tocou:
- Cê não tá torcendo pros "porco" não, né Seu Bosta?
Ele me ligou prá agradecer os livros que eu mandei (reclamou o caráter descortês da correspondência, sem nenhum bilhete sequer) e conversamos até a hora em que o Aldrovani Menon foi bater o pênalti e meu Coroa falou que ele tinha entrado aos 46 só prá bater o pênalti, ao que eu acrescentei, despretensiosamente "esses é que erram"...
Confesso que não tem muita graça ganhar do Goiás, mas a julgar pelos "Swindon Towns" que aparecem aí na tabela, essa Copa do Brasil está a maior boiada! Resta ver se os queridos jogadores do Alvi-Verde nem sempre imponente vão saber aproveitar.
Ainda tá difícil sair da memória algumas imagens relativas ao show de ontem, como as centenas de camisetas com o saco de grana amarelo vagando pelo Sesc Pompéia. Falando em camiseta, essa foi a reação do meu amigo-superior imediato quando me viu chegar com uma camiseta do Travis, All Star e meia hora atrasado:
- Tá boniiiiiiito! Não tá esperando que a gente dê um feedback a respeito da sua vestimenta exótica não, né?
Mal sabem as pessoas o bem que me faz trabalhar sem gravata!
Voltando ao show, me agradou muito o estilo deles, sem a afetação exagerada do Belle and Sebastian ou o indefectível fato "Aê, loser, eu pego a Gwyneth Paltrow, sabe?" do Coldplay; quiçá em junho eu descubro se o Travis também tem o estilo deles, de amigos que se reúnem prá levar um som e tal. Gostei, apesar da idade um tanto provecta de quem lidera uma banda chamada Teenage...
O local também ajudou, assistimos muito perto do palco e sem muvuca - sim, confesso, me senti meio na Escócia, querendo saber quem está mais cotado para o clássico de sábado, o Rangers ou o Celtic?
Desculpem a repetição, mas ontem foi uma noite inesquecível! Adoro esses dias em que minha vida realmente parece estar sendo escrita pelo Nick Hornby!
Assim como no Coldplay, coube ao André dar as palavras definitivas sobre o show: "O mundo hoje é um lugar melhor de se viver!"
Estão sendo engraçados esses encontros em eventos rock, quem vê de fora e olha, tem a impressão de que todo mundo se conhece, é só uma grande turma com empregos cools (salários não muito cools, é verdade), seus entrelaçamentos internéticos e surpresas agradáveis ("ah, você é o Randall, adoro seu blog!").
Eu super chamei a Chris Couto de Chris Niklas, mas tudo bem, ninguém estava em seu juízo perfeito depois daquela sessão de serotonina na veia! Impressionante a postura Low Profile da banda, mais ainda que o Los Hermanos e as camisas pólo de poliéster com bolso do Camelo. podemos citar assim, de memória, um casaquinho atoalhado com zíper do vocalista e um boné totalmente desprovido de glamour e beleza do tecladista - contraste total com a bota de zebra e boné de lantejoulas de uma guria na nossa frente. Falando no vocalista, ainda não decidi se ele é uma mistura de:
- Michael J Fox com um carinha do Newsradio
- Jeff Bridges com Bill Pullman
- Vocalista do Simple Minds com o carinha que fez o Shaun Ryder em 24 Hours Party People.
Falando nisso, fica difícil acreditar que a Escócia do Teenage Fanclub seja a mesma Escócia do Simple Minds.
Por que o show do Teenage Fanclub entrou fácil na briga de show mais afudê da minha carreira! Ali no Sesc Pompéia, muito perto do palco, sem muvuca, cercado de pessoas queridas... ando muito manteigão, chorei logo na segunda música! E fechar o primeiro set com Sparkys Dreams foi de uma crueldade ímpar, viu? Daqueles shows que você acorda no dia seguinte e diz: AFUDÊ!
E toda a apreensão do lado de fora (comparável ao nervosismo do André do lado de dentro minutos antes) enquanto a Renata (pessoa do bem, legal pacarái, amiga do Fááááábio Ruídos, meu fã) não chegava com meu ingresso foi compensada pelas doses cavalares de beleza através das canções que por uma hora e pouco invadiram o meu coração e ainda transbordam. Thanx, Renata, você de uma certa forma foi a responsável por essa noite simplesmente sensacional!
E agora eu fecho os olhos e me lembro do Norman pegando o xilofane pra cantar uma música que... aaaaaaaahhhhhhh!
Your love is the place where I come from - Teenage Fanclub
"Your sadness don't lie
Your feelings can't hide
You always know why
But your reasons are sly
You never deny
What you feel inside
I
I Disappear when you're not here
In my life
I can't slip away when I see your face
I lose my confusion
Your Love Is The Place Where I Come From
When Im on my own Im lost in space
My freedoms a delusion
Your Love Is The Place Where I Come From
My sadness don't lie
My feelings can't hide
I Just can't deny
What I feel inside"
Top 5 de quem não soube a hora certa de parar (nos parênteses, quando deveria ter parado):
1- Os Titãs (depois do primeiro acústico)
2- O Romário (depois do Brasileiro de 2000)
3- Star Wars (na primeira Trilogia)
4- Xororó e Noely (na Sandy)
5- O Maradona (quando dançou pela primeira vez, em 91).
Disse o Marcelo Rubens Paiva em "Feliz Ano Velho" que quando a situação tá preta, seu grau de misticismo e credulidade cresce desproporcionalmente. Santinho benzido pelo Papa, trabalhinho de macumba, colar de não sei o quê, fitinha de Nosso Senhor do Bonfim, Mapa Astral falando sobre Marte não sei onde com Lua na Casa do Caralho, e, se uma vaca desse sorte, colocaria uma com chapéuzinho de margarida pra ela ficar mais simpática. Não que a situação esteja preta, mas olha só o meu grau de misticismo: "quando você quer demais alguma coisa, o universo inteiro conspira a seu favor" - sim, isso é Paulo Coelho!
Eu quero demais que o resultado da reunião de hoje com a agente pra tratar do Clichê seja positivo, quero muito! Não sei se eu já quis tanto alguma coisa... Palmeiras sair da fila? Saber tocar guitarra? Ver um show da Legião Urbana? Existiram outras coisas que eu quis muito, mas essa pela primeira vez, depende ao menos um pouquinho de mim - e eu espero já ter feito a minha parcela.
E o fato de haver um showzinho do Teenage Fanclub logo na sequência me dá a idéia de bom presságio, mas um presentinho de aniversário adiantado cairia bem! Inferno astral? Só na minha conta bancária, quiçá temporariamente.
Então eu peço a vocês toda a força, energia, reza braba, gritos primais, danças esquisitas, rituais bizarros, amuletos, cristais, pirâmides, promessa, incensos, qualquer coisa da seara mística que mande bons fluidos para essa reunião. O caminho está só começando, mas por enquanto eu só quero continuar caminhando.
Seria interessante acontecer num único dia várias coisas que eu quero desesperadamente: livro, show do Teenage, etc...
A reunião é às 18:30, se isso tiver alguma influência na mandinga, nos astros, nos búzios...
Eis a promessa: se tudo der certo na reunião de hoje, eu nunca mais compro um disco do Caetano Veloso!
E pra finalizar, uma musiquinha sensa dos filhotes do Teenage, legitimamente roubada do Renato, depois de "trombar" com ela no blog logo hoje: "And it all boils down to the same thing Just a yin and a yang or a couple of pipe dreams..."
Agora é definitivo: Os Normais é o filme nacional mais engraçado de todos os tempos. Aliás, se não fosse a cena das maracas em Quanto Mais Quente Melhor, ele seria o filme mais engraçado em sentido absoluto! Se bem que o fato de nunca ter assistido nenhum filme do Monty Pyton deixa essa categoria meio inválida.
Antes a minha dúvida sobre o melhor filme sobre casais repousava entre "Cenas de Um Shopping" e "Annie Hall" - o que ainda continua acontecendo, pois não vai ser um texto da Fernanda Young que vai desbancar o Woody Allen. A Laura diz que a dúvida nem existiria se eu assistisse Mad About You, mas como nunca vi nenhum capítulo desse seriado, Woody ainda é Rei!
Mas tem uma cena nos Normais... olha, o cara fazer o Evandro Mesquita cantar o hino do Botafogo com a voz do Barney Rubble (Os Flinstones) para aplacar sua sede de vingança é daquelas de fazer você rir sozinho quando se lembra. Brilhante, pra dizer o mínimo!
Quer dizer então que Verdão & Verdinho dispararam 4 prá cima dos adversários? Pena que são times que contam um pouco com a minha simpatia e agora só me vem à cabeça pessoas queridas que torcem prá esses times, dentre elas, o dono da empresa onde trabalho. Além do quê, tirando o São Paulo e o Vila Nova, passei dessa fase de ficar azucrinando os outros com futebol, pois não tem um único que não sai com uma desculpinha de ocasião: O do Village People vem com papo de Bi-Mundial há 200 anos atrás e os demais vem cutucar a ferida ainda aberta da queda para a Segundona, e eu sempre vou me lembrar do Giba contando que um amigo dele discutiu com um carinha aí por quê eles se encontraram numa sexta feira e o amigo queria tomar cerveja e jogar papo fora, enquanto o carinha queria ser Corintiano... Mas que não se iludam os Palmeirenses, pois o time é horroroso (menos horroroso que o do Corinthians, descobri ontem) e não vai ser o Jardel que resolverá alguma coisa. Mas uma vitória como a de ontem vem em boa hora e se alguém tivesse me perguntado em 2000 se eu concordava em ganhar aquele jogo da Liberta com o Marcelinho errando pênalti, mesmo que isso significasse 4 anos sem vitórias, com uma retomada como a de ontem, eu teria concordado.
E o Clássico da Piada Pronta, hein? Village People F C contra Erasure, em campinas! E como se as pessoas já não tirassem sarro o suficiente, o Guarani me aparece com uma camisa bordô?! Tem até gato bordô - que é raríssimo! -, mas o Guarani poderia ter aparecido com a verdinha de praxe. Falando nessa Fauna, o Júnior (irmão da Sandyléah) foi no Rock e Gol de Domingo na MTV e alguém tinha dúvida que ele era São Paulino? E que seu ídolo era o Kaká?
O irritante Cruzeiro continua não tomando conhecimento do Santos e assim vai seguindo rumo a confirmação do favoritismo, mesmo com um time inferior ao do ano passado. Irritantes também são os passes milimétricos do Alexotan, pena que quando o Palmeiras mais precisou eles não aconteceram, mas aí já não é problema dos mineiros, que contam com o jogador certo pra pontos corridos. Só que no meio de semana tem hora de vender garrafas vazias e além de torcer para o Santos, vou ter o Village People e o Cruzeiro pra secar - com o agravante que os adversários do São Paulo tem o simpático apelido de "canalhas".
Completando o findie desportivo, teve o especial do Maradona e um do Senna, onde me lembrei da pose ridícula com que ele ergueu o troféu na corrida da Sexta Marcha - e que gritinhos foram aqueles, hein?
Será que o Primeiro de Maio vai se tornar uma data cabalística pra mim? Não digo pelo fato de ser um dos únicos feriados na paradisíaca e aprazível ilha de Cuba (o outro dia em que eles estão liberados de cortar cana é o dia da morte do Che) mas por que eu consigo me lembrar de coisas...
No ano passado, varei a noite conversando altos papos no ICQ e logo de manhãzinha pus o ponto final no Clichê de Verão. De noite, com Tio Fefas, Marina e Tati, fomos ver o inesquecível show dos Walverdes com MQN. Do caralho! O único downside foi que nesse dia eu conheci o famigerado Fábio Mendes, meu maior inimigo!
Voltemos 10 anos atrás: acordei umas nove e meia, puta por ter perdido a largada sempre confusa do GP de San Marino e ao chegar na sala, fui perguntando:
- Quem tá ba frente?
- O almeão.
- E o Deus na Curva?
- Bateu...
- Ha haaaa...
- Foi feio!
- Mas corre algum risco?
- Acho que não, ele até mexeu a cabeça no carro...
Aí depois mostrou o Briatore de costas pra pista... caiu a ficha: fudeu!
Tava almoçando num restaurante fresco com a mais que fresca família da minha namorada na +epoca e o garçom veio dar a notícia que ele tinha morrido. Morrido? O Senna? Lembro de ver um São Paulo e Palmeiras naquele dia e um idiota dos Bambis ajoelhou na hora do minuto de silêncio. Caiu a ficha prá mim no dia seguinte, vendo o Globo Esporte, quando, por alguma razão eu chorei pra caralho, escrevi uma crônica e dei pro meu tio que era amigo do Ayrton, dividiu boxe com ele nos tempos de kart e tem um boné daqueles do Nacional que ele usou numa vitória. Meu tio que me viu vibrar quando disse que o Senna tinha batido...
As influências do que eu escrevo vem muito mais do cinema que dos livros, ok. Todo mundo sabe. E em "Fenômeno", eu achei genial o lance do Robert Duvall dizer sobre o John Travolta comprar as cadeiras daquela bocudona que fez Singles e só eu acho bonita... fiz várias metáforas daquilo e a Mariana registrou isso num livro do João Ubaldo que me deu de aniversário.
Anteontem eu catei outra coisinha pra metaforizar, no filme do filho do Tom Hanks com o chato do Jack Black. Quando a mãe chama o pai de omisso/ausente/whatever, ele, com uma simploriedade cartesiana responde: "mas eu vou conversar o quê com meus filhos? Eles nem jogam tênis!?"
E parece sempre existir um "Assunto Tênis" a cavar fossos entre pais e filhos. Com meu pai, tenho meu assunto tênis, que é o futebol; da mesma forma como tenho os assuntos "não-tênis": Cuba & Albânia, contabilidade de mortos comparando Hitler com Stálin ou Fidel com Pinochet, Roberto Campos, FHC, o atual governo Lula, a Mãe do Supla, Ayrton Senna... com a idade, além da tolerância, a gente vai perdendo um pouco da capacidade de ser imbecil, então quase sempre que eu ligo prá Goiânia, pergunto como tá o Goiás, quem a gente contratou, nossa seleção merece um técnico melhorzinho que o Pé de Uva, etc...
A Laura também não conversa sobre tênis... e ontem foi a festa de inauguração da nova clínica dela, que é um complexo de ortopedia, reabilitação, condicionamento físico, estética e o cacete a 4. Uma coisa bonita mesmo de se ver, algo que só a audácia e o emprendedorismo do médico que comanda o vapor lá sonhou fazer E FEZ. Sabe quantas pessoas da família dela estavam lá com ela nessa festa? Zero! Compromissos inadiáveis, sei... Me lembrei do que o Giba disse que já fez com prazer acompanhando a Maíra nas suas empreitadas artísticas, e também da minha colação de grau, quando eu olhava para os formandos cercados de parentes e eu ali, com a Mariana e a minha mãe (não que ela estivesse curtindo, mas tinha um senso de dever, compromisso e noblesse oblige que vai um pouco além da pessoa saber jogar tênis ou gostar de conversar sobre); as poucas pessoas da minha família que foram me cumprimentaram rapidinho e aceleraram. Aquilo foi me dando um baixo astral insuportável e eu falei pra Mariana que queria sumir dali, fomos prum bar e eu tomei todas!!!! Dei o azar de encontrar meu pai nesse bar que veio se justificar por não ter ido e aí eu fui pra outro bar...
Todos os pais das outras fisioterapeutas e médicos estavam lá e eu tentei não deixar que o astral da Lau caísse, mesmo sabendo que EU estar lá não era o bastante, só que uma hora ela me falou: "se o Tiago estivesse no Brasil ELE teria vindo".
Sei lá o que vai na cabeça das pessoas, Caverninha, mas um dia talvez você inaugure uma Quadra de Tênis e aí todo mundo aparece.
Eu vou estar, por que você compra todas as minhas cadeiras e me desculpe quando eu deixo algumas suas encalharem.
Febre Alta é uma singela homenagem ao escritor inglês Nick
Hornby, autor de FEBRE de Bola e ALTA Fidelidade, dentre
outros.
Randall fez 30 anos, e depois de uma curta temporada em São Paulo,
casou e mudou-se para Sorocaba, que insiste em chamar de Manchester.
Hoje, voltou para São Paulo e vai à pé para o trabalho. Ainda é advogado
e quer ser escritor quando crescer.
Randall escreveu Além das Portas, Clichê de Verão, e Não Cai do Céu, Daniel.
Atualmente, tenta finalizar
seu quarto romance, Pizza Fria.
Randall acredita: em John Lennon, que o primeiro dos Stone Roses
é o melhor disco de todos os tempos, que é meio Jedi e que sua vida
está sendo escrita pelo Nick Hornby.
Randall ouve: de Los Hermanos a Belle and Sebastian, e todas as
variações permitidas em lei.