Eu acompanho o texto do Iugoslavo de 90 desde antes de integrar o Real Madrid da Zero por um breve período, e acho que na semana passada, mencionei o texto dele na Zero impressa, o que suscitou alguns comentários. Pelo jeito, suscitou mais, pois acabei ganhando o epíteto de "Ótimo Escritor", que, sem falsa modéstia ou à guisa de confetes, não sei se trata-se de ironia fina ou rasgado elogio, mas acho que não sou merecedor de ambos. Enfim, o texto é bacana, o assunto é relevante e o cara tem estilo. E quer incomodar muita gente...
Leia a COLUNA com bastante atenção antes de armar seus petardos, mas eu entendo que embora a alça de mira não esteja apontada diretamente pra mim, sobraram alguns estilhaços, dependendo da maneira como você interpreta a questão do "prefaciam-se uns aos outros", "blogs de merda" e "derretem-se em elogios" ou coisa que o valha. "Pobre Hornby, triste Takeda"? Sei não. Averbucks e Cuencas (no caso seria escritores e seguidores/escudeiros/fiéis?) ganham menção, não sei se das mais honrosas. Sobre Hornby e Takeda eu não preciso falar mais nada, sobre a Clarah eu prometi não emitir mais nenhuma opinião, mas o Cuenca... pô, o JP é foda! Até olhos mais eruditos como o Netão (que sim, leu Dante, Joyce e Guimarães) se encantaram com as historinhas da Carmem. Do alto da minha ignorância de quem só procura prazer em uma leitura, diria que o Copacabano tem muito mais virtudes que vícios e nem é aquela coisa de querer escrever como o cara, mas desejar aquela capacidade e facilidade toda em lidar com as palavras (características também inerentes à Clarah).
Sei que o texto incomoda, cutuca, ferverá o sangue em algumas veias com toda a certeza, alguns neurônios darão nós górdios e mais e mais besteiras serão proferidas em nome de algum valor mais baixo que se enterra, mas em mim fica a sensação da Redação perfeita do guri de 11 anos, sabe? Depois de lida na frente da classe e ido parar no mural, rola a velha dúvida: será que a próxima ficará tão boa assim?
Perdoe-me pelo Cazuzismo (aproveita e perdoa pelo trocadilho infame também), mas é que o filme desperta questiúnculas interessantes e memórias engraçadas. A mãe dele jogando o beck fora remete aos primeiros anos da minha infância, morando com meus avós e 3 tios solteiros, um careta e dois doidões (o rock n roll incluso). Lembro de um dia em que um desses doidões saiu do quarto gritando como louco:
- Mããããããããe! Puta que o pariu, cadê minha macooooooonha, porra? Cadê minha maconha?
- Joguei fora.
- Caralho! A maconha eu comprei com MEU dinheiro, eu que trabalhei pra comprar, cadê minha maconha? E tinha altos "camarão" naquela muca!
- Tinha camarão nenhum, João Bosco, era só umas folhas meio secas...
Com o tempo, acabei descobrindo que esse lance de droga é como pais separados, ou seja, depende muito da pessoa atingida, você tem amplo poder de escolha se o negócio vai te afetar ou não. Ou você usa isso como muleta para seus fracassos e infortúnios, ou realiza que sim, é uma bosta, mas sua vida ainda é mais importante e isso é só mais um obstáculo a ser superado.
Bom, pode não parecer engraçado, mas se vocês conhecessem meus avós, iriam morrer de rir com a surrealidade que é um aloprado sair berrando "CADÊ MINHA MACONHA" pela casa.
Não tão surreal, mas relativamente semelhante e engraçado foi quando um amigo que virou doidão muito rápido deixou uma caixa de sapato cheia de maconha pra guardar enquanto ele dava uma sumida. Eu? Caretão, meio esportista, semi-atleta, nem cerveja direito tomava, mas abracei o B.O. do brother. Vocês sabem que meu pai também se chama Randall? Pois é, chama. Portanto, se um estranho ligasse em casa querendo falar com o Randall, nada mais natural que o coroa soltar um "é ele", certo? Aí um dia eu chego em casa e meu pai fala:
- Randallzin, cê conhece algum Rogério?
- Por que?
- Ele ligou aqui, dizendo que vai passar depois pra pegar o beck que o Leonel deixou com você.
- Tá bom.
Sabe aquelas cenas de desenho animado, que você demora alguns minutos pra se dar conta da situação? Nem precisei me explicar, ele disse que não era trouxa e sabia que eu não estava (expressão horrorosa) "mexendo com drogas", mas que sempre soube que o Léo não era flor que se cheirasse.
Por último, vale dizer que o Leonel liderou o movimento que acabou com a homenagem que prestei ao Cazuza quando ele morreu: comecei a falar asssssssim, saca, com a língua entre os dentes, igual ao próprio? Falei assssssim unssss doisssssss mesessss, até assssss pesssssssoasssss pararem de falar comigo...
Ontem eu percebi que tirando "O Dia Depois de Amanhã", eu queria ver todos os filmes que estavam em cartaz, até mesmo o Garfield. Mas acabei indo ver o filme do Agenor, mesmo sabendo que seria como mexer numa ferida que eu não tinha a menor idéia a quantas andava a cicatrização (falando bem a verdade, será que eu sabia que existia ferida?). Sabe como é, Anos 80, Circo Voador, Rock Nacional, tardes de sábado no shopping, Zico, All Star, Rock in Rio... ainda mais agora, que pelo Orkut, um colega de priscas eras Agostinianas me descobriu e mandou uma mensagem relembrando ter feito um gol irregular em mim...
Aí vem a lembrança da morte dele: 1990, Vestibular, bebedeiras, "Sociedade dos Poetas Mortos", Collor metendo a mão na grana dos outros (na acepção da palavra MESMO), fechamento da Caixego e meu pai sem emprego (não necessariamente na acepção da palavra "emprego", seria mais correto dizer sem salário, mas ok), a derrocada geral em casa... mas só muito tempo depois eu compreenderia exatamente o que significava "eu não tou conseguindo pagar as prestações do apartamento". Acho que entrei numas de letargia, saí do curso de História e acordei vendo uma possibilidade quase real de emprego no Tribunal de Contas ir pro saco e minha vida começar de verdade.
Mas e o Cazuza com isso? Acho que tem tudo a ver com o que eu sempre quis, que era ter Pai Rico pra segurar as vezes em que desse vontade de ligar o "Foda-se" no talo, mas ou menos como meu pai fez algumas vezes ao se meter com PC do B e gandaia de vez em quando. O jeito de não entender o significado do "não", a maneira de como não reconhecer a Autoridade em ninguém, saber que a única solução pra não aturar encheção de pai e mãe é ffffffffffffffff.... a dica do trintão aqui aos mais novos é de não ligarem o "Foda-se", a não ser que sejam adolescentes irresponsáveis com pais numa condição suficientemente confortável, mas mesmo assim, aproveite a condição pra fffffffffffffffffffffff o quanto antes da casa deles, das perguntas deles, das autorizações deles, da desnecessária vontade de participar da nossa vida que eles tem, dos excessivos cuidados, enfim, essas quitações de duplicatas sem aceite.
O lance é ó fffffffffffffffffffffffffff...
Saindo do cinema, a Laura disse que foi pouco tempo. Acho que ela quis dizer que foi pouco tempo de filme, claro, mas eu pensei nos 32 anos do Cazuza, definitivamente muito pouco tempo.
Eu sei que "aquele garoto que ia mudar o mundo", sequer frequenta as festas do Grand Mondé, mas se contenta em assistir a tudo de cima do muro.
Como diria o passadaço Raulzito, "eu deveria estar contente" por termos derrotado os Bambis com dois gols do Vágner Love e novamente com falha do Rogério. O curioso é essa sequência homérica de falhas vier subitamente na sequência da melhor fase que eu já vi do "forjador de proposta do Arsenal". Eu já vi muita gente pedindo cabeça de técnico, de dirigente, de jogador, mas será que não dava pra pedir a saída da Torcida do São Paulo? Dá pra ser mais tacanho do que eles estão sendo? O Luís Fabiano é um puta 9, só precisa estocar umas garrafinhas, mas quando sair do Village People F C vai tomar jeito e encontrar seu caminho.
Mas eu não tou legal...
São noites mal dormidas, trajetos mal percorridos, oportunidades mal aproveitadas, projetos largados, comments e e-mails desnecessários e deseagradáveis aqui e alhures, muita coisa pra fazer em muito pouco tempo. Tem dias em que você para e tem a impressão que existe um côro gritando: "E o Randall, é o quê?
BOSTA, BOSTA, BOSTA, BOSTA, BOSTA!"
Levanta, cara, vai ser gauche na vida que a cada dia você vai ter que provar que não é um bosta, mesmo naqueles dias em que você se olha no espelho e vê um grande pedaço de merda à sua frente, mesmo quando você se tranca no quarto sozinho e escuta, em algum lugar, aquele côro: "BOSTA, BOSTA, BOSTA, BOSTA, BOSTA!"
Todo mundo (sei que é cedo para um parêntese, mas essas histórias com "todo mundo" são perigosas, tais como "todo mundo já teve tal disco" ou "todo mundo já fez tal coisa na infância". O Felippe Indie que o diga...) tem uma história engraçada de trombar com alguma celebridade, ainda mais nesses dias de celebrização do anônimo, valorização do comum e glorificação do Tchã-nã-nãn. Quarta passada mesmo, trombei com a Kelly Key na La Selva de Congonhas e demorei muito pra reconhecer que era a Kelly Key - aliás, de repente nem era, de tão comum que me pareceu a guria.
Mas um amigo meu viu a Wanessa Camargo na D-Edge e meio que achou ela gata. Bom, vamos combinar que se fizerem um dicionário de gírias, em frente à expressão "Uó" tem que vir uma foto da Wanessa Camargo, mas esse meu amigo falou que ou ele tinha bebido algumas além de todas ou ela estava bem bonita. E dando mole pra ele! E ele ficou ali, paquerando a Wanessa Camargo, dando e retribuindo olhares, sorrisinhos, até que entrou numas de que era uma Quase-Celebridade, pelo simples fato de flertar com a filha do Zezé di Camargo & Luciano. Sei que é como ser o subnitrato do pó de merda, mas nesse mundo semi-dominado por Zé-Maneísmo irrefreável, ser uma Quase-Celebridade pode ser quase alguma coisa, um vice-treco do sub-troço, talvez.
E aí eu me lembrei do primo da Laura que namora uma assistente do Sílvio Santos, saiu semi-peladinha numa Playboy e rola uma possibilidade de sair totalmente naked, aí eu a cumprimento, dou beijinho, ela senta de frente pra mim e é quase impossível ficar olhando pra ela de maneira indiferente... indiferente à insinuação de nudez que eu já vi, à possibilidade de ver a namorada de um semi-parente peladona, ou ao mico que deve ser trabalhar virando letrinhas com um sorrisão colado no rosto, mas quem sou eu pra falar em mico?
A Laura está quase comprando outro "Doze" pra mim, na esperança de que eu chegue em casa e faça outra coisa que não seja procurá-lo pelos 4 cantos da casa. Mas esse sumiço é muito estranho!
Muito estranho também foi o que me ocorreu, vejam só: como a maioria sabe, meus livros esgotaram, eu sei que existem uns 3 lá na SENSORIAL e 2 na Asabeça, fora isso, eu me lembrava que tinha deixado 5 com um cara que tem uma livraria em Sorocaba. Assinei alguma coisa? Que pergunta... foi mais ou menos como deve ser a relação de trabalho do Rob com o Dick e o Barry (tem toda a pinta de ser tudo certinho, não tem? CLT, vale-transporte, ticket, Décimo Terceiro...), ele pegou comigo na doceria da minha tia e a gente combinou como deveria ser, quanto ele levava se por algum milagre vendesse um exemplar e assim ficou. Eis que eu resolvo passar na livraria do cara no sábado e ela está LACRADA, se não me engano meteram um vapor de falência pra cima dos caras e meus 5 livrinhos agora constituem crédito em favor de alguém, não quero nem imaginar a punheta de canhota com o dedão destroncado que vai ser pra recuperá-los, mas nem venha me falar em Habilitar o Crédito.
Eis que vou ter que recorrer ao Chewbacca pra ver quantos ele ainda tem prá me enviar, pois alguns são questão de honra e só tenho 2 comigo, que já tem donos: um Paife e um Pelotense. Aliás, Patife é uma palavrinha bem Pelotense, né?
E se você roubou meu "Doze", pode devolver que já perdeu a graça.
A gente pode até tentar, mas dos fatos não se escapa. Bastou que eu, um pacato cidadão, passasse por violentas turbulências em um curto período, pra que ficasse tachado de Luís Fabiano. É flagra em academia de Lavras na quinta, com Polícia, Sinhozinho Malta e o escambau; depois, manifestações de psicopatia prá cima de um dos sócios cretinos da Laura, que estava deixando de viver a própria vida pra se dedicar a infernizar a vida dela... o legal é que eu não estava alterado, cada uma das minhas caras e dedo na cara e "TIRA A MÃO DE MIM SEU BOSTA!" foram premeditados, pra ver se ele pensa duas vezes antes de resolver bancar o fodão pra cima de outra guria de 20 e poucos anos. Segundo a Laura, o melhor foi minha retirada, quando ela colocou suas cotas à venda e eu falei pro idiota (com dedo na cara dele, óbvio):
- A gente se vê daqui 20 anos. Com 20 anos de profissão, você é ISSO... vamos ver a Laura daqui 20 anos!
Só sei que ontem, aqui na empresa, alguém falou que tava com um problema aí com não sei o quê e estava quase armando um barraco:
- Barraco? Esse é o Departamento do Randall, tem pra todos os gostos; barraco com borda recheada, com cobertura extra de ovomaltine, é só escolher.
Se tem uma coisa em que eu realmente acredito, mas acredito MESMO, é que o feitiço vira contra o feiticeiro. Já até publiquei aqui de um dia em que um moleque marrento veio perguntar quem era o prego cantando a música da Sheryl Crow, com Dy´er Maker original ao fundo. Mas acho que omiti o dia em que o vendedor da Fnac respondeu, com cara de Rob entediado, que era o David Bowie cantando The Man Who Sold The World, que eu confesso, só conhecia do Nirvana Acústico.
E tem também a clássica história do dia em que um funcionário da empresa onde eu enrolava antes da faculdade disse que o filho dele se chamava Iago, pois sua esposa adorava esse nome. O Degas aqui perguntou se a esposa dele curtia Shakespeare, ele fez uma cara de quem nunca tinha ouvido esse nome na vida e disse que era por causa de um cigano aí que teve numa novela das 8. E aí eu reclamo que a viagem pra BH não foi das melhores, mas curti que em frente ao Fórum tinha uma lanchonete chamada Barfly. Me perguntaram se eu curtia tanto assim o Bukowski e eu não saquei a relação, apenas disse que era o nome de uma das minhas bandas favoritas... e já é meu segundo fora com Barfly, pois outro dia quase apostei que o filme é com o John Turturro, confundindo com Barton Fink, olha aí a comissão de frente da Unidos da Esclerose dos Neurônios desfilando ao vivo e a cores, bem na sua frente.
Ok, pelo hoje em dia, se alguém mencionar "Pergunte ao Pó" eu não vou remeter aos Engenheiros do Hawaii.
"- Veja você onde é que o barco foi desaguar
- a gente só queria o amor...
- Deus às vezes parece se esquecer
- ai, não fala isso, por favor
Esse é só o começo do fim da nossa vida
Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida
que a gente vai passar - Veja você, quando é que tudo foi desabar
A gente corre pra se esconder...
- E se amar, se amar até o fim
- sem saber que o fim já vai chegar
Deixa o moço bater que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas
não ter o seu lugar
Abre a janela agora, deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
que estamos sós no céu Abre as cortinas pra mim
que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
e agora esta de bem
Diz quem é maior que o amor?
Me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora
Vem, vamos além. Vão dizer que a vida é passageira
Sem notar que a nossa estrela vai cair"
A própria Mariana, que hoje faz aniversário, não entende a minha fissura com Los Hermanos. A Laura não entende muita coisa em mim, mas se tem uma coisa que ela compreende é exatamente essa fissura. E assim, do nada, ouvindo Ventura dentro do fretado, eu descubro uma música que tenha a ver com alguma coisa que esteja rolando na minha vida. Agora é preparar a avenida, que chegando o sonho a gente passa!
Pouco tempo pra ler os blogs amigos, poucos e pobres comentários; tempo mesmo eu queria pra ler os livros do Maurício e do Hiran, que inclusive me convidou pra escrever o prefácio. Tempo também para uma leitura atenta e cuidadosa das 10 Canções do Paulo F, que eu confesso que li um pouco atropeladamente, quando dava tempo, entre uma coisa e outra.
Pode parecer altruísmo essas afirmações acima, mas olhando de outro jeito, eu queria tempo pra escrever, coisa que há muito tempo não acontece. Tempo pra cinema, pra bater uma bola... pra terminar "Política" e poder enfim encarar o presente bacana do Colorado Pelotense, mas como, se nem a Zero nova eu consegui ler inteira? Você entra numas de questionamentos quando sua vida começa a ser trabalhar/comer/dormir e fica feliz quando chega o final de semana, quando pode... DESCANSAR. O que dizer de uma pessoa que se resfria por causa de mudança de tempo? Avisei à Laura que se ela me ver em frente da TV vendo Faustão no domingo, está devidamente autorizada a tomar providências drásticas.
O Portal do Universo Paralelo lá de casa está se expandindo e dragou meu "Doze" e o CD dos Anselmos que a Blue gravou pra mim, isso anda muito estranho mesmo!
Eu queria ter a resignação dos muito religiosos, que agradecem pelo simples fato de estarem vivos e com saúde.
Acho que o Chill Out tá vindo em muito boa hora, e em muito boa companhia, eu diria. AINDA MAIS AGORA QUE O COMANDANTE MOR DO VAPOR MONTEVERDIANO TER OFICIALMENTE CONVIDADO O TI COHEN PARA JUNTAR-SE A NÓS. E aí, piá, arregla com a gente ou não?
Se depois da tempestade realmente vier a bonança, eu quero estar em Monte Verde quando ela chegar... a não ser que tenham espalhados cartazes com minha foto escrito WANTED embaixo pelo sul de Minsgerais.
Mas eu fico lembrando do Rob que implica com a canetinha-lanterna da Penny e isso é sinal de velhice, assim como se encantar com coisinhas aparentemente irrelevantes. Na Copa, fiquei um tempão encanado com a ajeitada de bico de chuteira do Rivaldo contra a Bélgica, mas ontem, assistindo Holanda e Tchecoslováquia (nao adianta, não consigo falar Jorge Benjo, Sandra de Sá, Marina Lima e República Tcheca) e me encantando com o futebol espetacular do Nedved (alguém se atreve a dizer que ele não cabe na seleção brasileira?), vi aquele toquezinho do Poborski!!!!! QUE TOQUE! Um Zé Mané teria enchido o pé e consagrado o goleirão da Colômbia Européia, mas aquele toque...
Eu tinha esquecido esse lance que a Globo tem com o Flamengo fora de São Paulo, por isso não deu pra ver o jogo dos Once Bambis x Once Caldas, mas não posso dizer que o resultado me deprimiu. FunHouse, no Full Monty!!!!
Eu tinha esquecido também como certas coisas acontecem no interior e por mais que tenha conhecido pessoas bacanas em Lavras, a lembrança que vai ficar é a de ontem, quando eu delicadamente entrei numa academia que estava usando irregularmente as nossas marcas e paralisei um evento. Situação, 1 + 1 = 2: academia irregular, usando marcas sem pagar e ainda fazendo evento em cima; representante legal do titular das marcas impede que a irregularidade continue, dentro das devidas atribuições que lhe cabem. O que fica parecendo? Esse monstro capitalista que só pensa em dinheiro sai lá de São Paulo e vem até aqui atrapalhar nosso trabalho!!!!!! Polícia, advogada citando de quem ela é irmã (Ada Pellegrini Grinover, alguém conhece? Já viu, né?) e com quem ela trabalha, pais dos proprietários também citando nomes e cargos, Presidente da OAB com uma conduta tão escrota que só poderia ter vindo de um advogado, um Sargento e dois cabos, tudo isso numa saletinha da academia pra intimidar, assacar, achacar, ameaçar Tio Randas. Coisas absurdas como ouvir o palhaço do proprietário irregular por 40 minutos e quando eu comecei a falar o Ilustríssimo Presidente da OAB Lavras (não riam, por favor) falar para o Sargento não perder o tempo dele e encerrar o B.O. do jeito que estava, que depois se eu quisesse que me manifestasse na Delegacia. Tive que soltar um "Calma, CORONEL, não é assim que as coisas funcionam" e na primeira brecha que o Sargento deu que tava do meu lado, solicitei escolta policial para deixar a cidade, temendo pela minha incolumidade física.
Incrível a capacidade que o vagabundo, desgraçado, salafrário, BANDIDO tem de vestir a capa de vítima! Parece aquele caso em que o sujeito mata 11, estupra 15 e quando preso, leva uns tapinhas na orelha de pai pra filho e vem a galera dos Direitos Humanos pleitear os direitos humanos e caralho, tou fascista deveras, mas depois de não saber se vai sair de uma salinha vivo, morto, preso ou ameaçado, você dá vazão a instintos primais.
Ter que ouvir, "ao pé do ouvido", de um velho provavelmente brocha, que a Lei pode funcionar em São Paulo, mas em Minsgerais o que funciona é outra coisa... Bom, agora que eu já estou mais tranquilo e racionando com mais clareza, o que se vê é o seguinte: um dono de barzinho pé de porco no interior de Minsgerais querendo brigar com a Coca Cola; e eu sou o advogado da Coca Cola! Expressões como ESMAGAR, DIZIMAR, ANIQUILAR, REDUZIR A PÓ nunca soaram tão bem no meu ouvido!
Provavelmente a Laura não vai lembrar, mas o Pescoço, o Chewbacca e o The Pelvis com certeza... depois de quase 15 minutos esperando meu McFish eu tive que soltar:
- Viu, pelo menos já fisgaram o peixe?
E de novo, Bacca, não tive coragem de pedir uma sobremesa complexa.
"Não é a vida como está
e sim as coisas como são..."
Nem sei porque me deu vontade de escrever essa música, mas a cada vez que vou a BH fico meio Legionário. Ah, se todas as noites fossem como ontem...
Volto sexta, já ansioso pela continuidade dos papos ontem iniciados e quiçá nunca finalizados! Pena que teremos a ausência do mais novo integrante, não menos brilhante do que nós (sim, nós afudescamente brilhantes, e se não gostou, pega nóis, mano!) pelo pouco tempo de convívio com a Escumalha Inc.
"Sei rimar romã com travesseiro
Quero minha nação soberana
Com espaço, nobreza e descanso..."
A Parada Gay é um lance engraçado e a cada dia rola um enfoque diferente, mas escrever sobre ela, dando alfinetadas, sem parecer membro da TFP, Klu Klux Klan ou do PFL Jovem é para poucos.
A Paulinha que escreve pra caralho voltou! Voltou de vez, em grande forma e cada dia mais do caralho! Vai lá no blog dela, visite, comente, delire, babe, mas não peça autógrafos, a moça é meio anti-groupies. Se quiser ser agradável, pague-lhe uma Guiness e saia de perto, que ela não gosta de perder seu tempo com a escumalha platelmíntica que a rodeia. Eu insisto com essa companheira de sacadinha da FunHouse, não tenho lá muito amor à vida ou à auto estima... nos dias ruins ela é ótima, nos dias bons você nunca sabe o que pode vir. Coxinhas, camisetas regata, pessoas sem carisma, tudo isso pode ser testemunhado nos textos dessa ultra fã do Ben Folds que me empresta o CD do Rent, não me acha fofinho e não sabe se gosta de mim, mas acha que quase me ama.
Eu estava super pensando em escrever sobre o dia dos namorados e aproveitando o gancho da Blue, queria mandar um beijão bem grande pros casais que surgiram dessas nossas brincadeiras internéticas ou não, como Kilt & Felippe; Hiran & Ruivinha; Mary Jo & Roger; Tio Fefas & Camila; Maíra & Dimba; Giba & Tânia; Azamba & Flávia; Zé & Fátima; Paulinha & Irlandês; e os que eu esqueci...
Parabéns, EDUARDO e MÔNICA, independente de onde vocês vão dar. B-612 é logo ali.
Eu queria ter a inspiração necessária pra conseguir escrever algo como A Balada Para André e Helena, algo que esteja à altura do bem que ela fez pro meu amigo, que além de tudo, hoje é bem mais meu amigo.
Mas o dia dos namorados desse ano eu dedico às minhas ex-namoradas, pois é o mínimo que eu posso fazer por elas, que não tiveram um décimo do que pode ser considerado como o Melhor de mim. Acredito que elas tenham se esforçado e sei lá se em algum momento ainda se lembram que eu existo (um gol do Palmeiras passando na Televisão, um capítulo de Friends, o De Gaulle, o Kung Fu...), mas eu espero que estejam todas bem, muito bem!
Eu costumava dizer que sou o melhor "ex" do mundo, pois terminado o relacionamento, costumo desaparecer ninjisticamente da vida da pessoa, mas um dia me falaram que isso só é bom pro cara que entrou no meu lugar, pois pra ex é péssimo, dá uma idéia de não ter significado absolutamente nada... vocês significaram e sabem disso! Só tomaram uma decisão equivocada, de que a vida sem mim seria melhor. Cada uma saiu de uma maneira diferente: com traição, com lealdade, com mentiras, com crueldade, com falta de amor, com amor destruído pouco a pouco, com saudade. Houve quem encontrou o Verdadeiro Amor da vida, casou e constituiu família, houve quem nunca mais se encontrou... teve uma que voltou a ser só minha amiga e outra que passou a me procurar em todos que encontrava.
Prá escrever alguma coisa à altura, vou de Los Hermanos de novo, pois seria muito bom que elas todas estivessem bem melhor do que quando estiveram comigo. Pra que minha vida siga adiante...
"Adeus Você
Eu hoje vou pro lado de lá
Estou levando tudo de mim
Que é pra não ter razão pra chorar
Vê se te alimenta e não pensa que eu fui
Por não te amar
Cuida do teu
Pra que ninguém te jogue no chão
Procure dividir-se em alguém
Procure-me em qualquer confusão
Levanta e te sustenta e não pensa que eu fui
Por não te Amar
Quero ver você maior meu bem
Pra que minha vida siga adiante Adeus você
Não venha mais me negacear
Seu choro não me faz desistir
Seu riso não me faz reclinar
Acalma esta tormenta e se aguenta
Que eu vou pro meu lugar
É bom as vezes se perder
Sem ter por que, sem ter razão
É um dom saber envaidecer, por si
Saber mudar de Tom,
Quero não saber de cor também
Pra que minha vida siga adiante"
A reação imediata, ao ler o texto de meu ex-vizinho de coluna Daniel Aurélio na Zero nova, foi de mandar-lhe um e-mail espinafrante. Na primeira leitura, o que pode ficar é a impressão de que se trata de uma babaovização dos atletas brasileiros-malandros-malemolentes etc e tal. Dizer que a carreira do Zidane se resume a um voleio com o pé cego e dois gols de cabeça que calharam de ser numa final de Copa é de lascar! Mas o texto do cara... sabe aquelas coisas que você bate o olho e não sabe classificar, mas alguma coisa em você reconhece como sendo bom pra caralho? Ok, Daniel, até achei que eu comandava o vapor do futebol na Zero, mas dizer que o Thierry Henry é um Mirandinha? Nem sei se você estava se referindo ao ponta esquerda do Corinthians, autor da célebre sentença: "é difícil correr e pensar ao mesmo tempo", mas chamar o maior artilheiro da Europa de Mirandinha só não é de uma cretinice ímpar porque eu não consigo achar nada mais engraçado e, vá lá, lógico, do quê (respeitadas algumas indevidas proporções) chamar o Henry de Mirandinha!
E já que a Conrad gosta de me recusar, vou aproveitar o lançamento da bacanérrima Revista 10 pra oferecer meus préstimos a novos "thanx, but no, thanx". E nessa própria revista, o Kaká dá uma entrevista e quando perguntado sobre seu restaurante favorito em Milão, ele disse que é um onde servem RODÍZIO DE MASSAS! Fala sério, né? Um cara com a grana que ele tem, vai num rodízio de massas? Faltou dizer que fica num shopping center. A revista vale as 10 pratas pelo texto do Olivetto, a crônica do PVC e a bela diagramação, coisa que passou longe da LabPop, que eu comprei pra ver qual é. Sim, estava com bastante tempo nesse findie, tanto que assisti a íntegra das alegações finais do Kevin Costner em JFK. Ler que é bom, neca. Alguns dos Piores Textos do Washington Olivetto e mais nada! "Política" está ali, olhando meio torto pra mim.
E a notícia boa? Quarta cedo estou indo pra terra do Fred e do Calango de novo, com direito a uma passadinha em Lavras, donde sai o inevitável trocadilho Camelo-Hermânico: "Me lavra a alma, me leva embora..." Se algum dia os Anselmos fizerem um cover dessa música, inevitavelmente eu cantarei "Me LAURA a alma, me leva embora..."
E vocês acreditam que as minhas opiniões sobre o Oscar culminaram na maior discussão aqui na empresa? Que pessoinha polêmica... quem, eu?
Outro dia rolou a maior polêmica aqui na empresa por causa do significado do feriado de Corpus Christi. "Feriava-se" o quê, no caso? Nessas ocasiões, ouve-se os maiores absurdos, mas pra encurtar o caminho, resolvi ligar pra minha vó, pois se alguém tem que entender de igreja católica, essa pessoa seria a minha vó. Errei, pois ela veio com um papo de corpo e sangue de Cristo, que foi ali que instituiu-se aquele lance que rola na missa onde você engole o trequinho que gruda no céu da boca... sei não, mas isso não foi naquela janta também conhecida como Santa Ceia? Tio Fefas Quase-Padre estava com o celular desligado, nem pensei na Tânia do Giba e um amigo meu ligou pruma tia que era Catequista do Marista, mas ela pediu um tempinho pra consultar os alfarrábios.
Prá mim, essa porra de feriado sempre vai se chamar Porcus Tristis! Qual Palmeirense não se lembra da véspera desse feriado em 2000 e 2001, quando perdemos a Libertadores nos pênaltis (em casa!) pro Boca? Precisava o jogo ter sido marcado pra essa data, tão piada pronta? Tanto esses dois jogos, quanto o do Santos no ano passado, eu assisti com meu sogro e acho que ele dá uruca pra time brasileiro contra os bosteros, portanto, se o Village People F C passar pelo Pêssego em Caldas, já sei onde (ou com quem) assistir a final.
De modo que não posso reclamar por ter varado a madrugada de véspera de feriado procurando outdoors da empresa, verificando se estavam bem colados, se a visibilidade era boa e se pregaram o layout certo. Foi muito melhor que perder uma Libertadores pro Boca, principalmente por que terminou no Fifties com aquela batata frita inimaginável, melhor ainda se ingerida às 4 da manhã! E eu ainda conheci o Museu do Ipiranga (ainda que só do lado de fora)...
Aí eu dormi o feriado inteiro. Sério, sem exagero! Dormi. Não vi filmes, não li, não visitei amigos, apenas dormi. E foi muito bom!
A Tia Catequista do meu amigo disse que 10 dias depois daquele lance das linguinhas na cabeça dos Apóstolos, comemora-se o Corpus Christi, instituído no Renascimento como forma de popularizar a Igreja Católica. Me pareceu uma explicação razoável, mas aceito contestações.
Aloísio Sangue Bom foi talvez o meu centroavante favorito que já vestiu a camisa do Goiás, fazendo um trio inesquecível no ataque com Alex Boemia e Araújo. Numa final, contra o atual campeão goiano, ele precisava fazer 3 gols pra ser o artilheiro e antes da partida disse que se era isso o que ele tinha que fazer, então ia lá fazer o 3 gols. E fez!
Aluísio eu não conheço, mas tem um blog legal e assina com o singelo pseudônimo do vocalista da minha banda mancuniana favorita. Ele deu uma explicação bem bacana acerca do Walrusgate e ontem mandou essa no blog dele: "Toda vez que eu ouço o Oasis, eu sinto uma vontade incontrolável de estar bêbado. Ainda bem que quando eu ouço Suede, eu não sinto vontade de dar a bunda."
Ryan Adams novo, Ben Kweller novo, ou Franz Ferdinand? Ainda é cedo, mas enquanto assimilo a idéia de que o Ben Folds Live vai ser eternamente um Show da Legião Urbana, eu espero o tal Keane chegar às lojas pra falar algo a respeito. As revistas e jornais já soltaram resenhas do disco, mas cadê? Como eu acho isso legal, principalmente quando feito com um livro do Nick Hornby...
Aquele post de ontem era pra ter saído hoje, que é o dia Oficial de Friends.
Mas e aí, você está acompanhando O FILHO DO MEIO ou vai abandoná-lo? Eu não sei se encontrei o formato adequado dos posts, bem como a velocidade de veiculação, preciso da ajuda de vocês (vocês existem, né?)! Hoje mesmo eu fiz um post bem maior que o habitual, pra fechar o III Capítulo e, talvez pela primeira vez, mostrar a verdadeira "cara" do Tuta.
Leia no próprio blog, copie e cole no word (sabia que tem jeito? Você pode até imprimir suas páginas e montar seu próprio Filho do Meio!), faça qualquer coisa, mas leia, que isso vai colocar um sorriso imenso no meu rosto.
Tenho tanta vontade de tentar ler esse livro com os "Óculos do Leitor", e saber se no ponto atual, como consegue enxergar que os dois pirralhos que ele conheceu com 11 anos já estão com 13, dando beijos e realizando questionamentos?
Quantas pessoas terão lido o livro inteiro quando eu publicar o último texto? Será que existirão pessoas querendo saber o que irá acontecer, torcendo pra esse ou aquele personagem ficar com aquela pessoa no final?
Perdoem meus "megalomoments", vou revelar um deles aqui:
Show do Los Hermanos, o Camelo está prestes a iniciar "De Onde Vem a Calma" e diz "Essa aqui vai pro Randall, o Los Hermanos da Literatura Nacional"!
Pra mim não começou no começo, se é que você me entende, precisou meu primo viajar e pedir pra eu gravar os episódios inéditos às terças feiras pra eu me apaixonar definitivamente. Me lembro que o primeiro rapport que rolou entre eu e a Laura foi exatamente a dancinha que eu fiz no boliche após um strike, igual à do Joey e do Chandler. Lembro de quantas pessoas consegui convencer que era muito mais que um seriado, lembro de ter me sentido realizado ao descobrir o que seria D. O. A. e ainda hoje dou risada com a cena do Chandler chegando no apartamento da Mônica jogando a garrafa de champagne pra cima.
Mas a paixão poderia ter começado no dia em que o Chandler falou "E eu quero Um Milhão de Dólares!". Era evidente que eu iria me apaixonar, mesmo tendo andado relapso nos últimos dois anos, mesmo tendo me conformado em assistir apenas em DVDs, mesmo assim esse é O Programa que marcou a minha vida, muito mais que Armação Ilimitada, que TV Pirata ou Comédias da Vida Privada.
"Onde"? É a última palavra dita no seriado, PRA SEMPRE! Mas fica muito mais que 6 amigos olhando um pro outro e sabendo que ta na hora de terminar, mais que 6 chaves em cima de um balcão, muito mais que tomadas do apartamento vazio e suas paredes roxas onde todos os 6 já moraram um dia...
Pérsio Arida e a Guitarra Verde do Amarante. Ou as Orelhas do Spock.
Provavelmente esse texto não conseguirá superar o título - e olha que sou péssimo com títulos -, mas vai assim mesmo... sábado de manhã (mas bota de manhã nisso!) eu saio do auditório do Paulistano em direção ao Ginásio (nem pergunte por quê, irrelevante), e vejo um cara conhecido na portaria. Conhecido não celebridade, saca? Conhecido Jornal Nacional, primeira página da Folha, algo assim. Carinha de coitadinho, me veio o nome do figura à cabeça: Pérsio Arida. O que fazia (ou faz) o sujeito e por que eu sei o seu nome, só Deus sabe. Fosse o Ti, talvez soltasse um "Fala Pérsão!", mas eu só balancei a cabeça na direção dele.
Legal, né? Emocionante ver o Pérsio Arida num momento em que minha cama, calça de flanela e edredons seriam a combinação perfeita... mas ainda bem que no sábado teve Los Hermanos de novo! Um perrengue desnecessário no estacionamento e uma batata suíça maravilhosa antes, e lá estávamos de frente à guitarra verde do Amarante. A Blue não quis ir, não deu pra encontrar a Mary Jo, Lennon Capanema estava na porta, Renata no final, poucos conhecidos - ao contrário do outro show com "todo mundo" e isso faz diferença, existe um lance aí de ENERGIA. Mas o que eu quero falar é sobre os fãs do Los Hermanos. Questão delicada, pois eu mesmo sou um grande fã deles, mas será que você consegue me entender? Acho que o Tio Fefas consegue, pois outro dia ele mesmo falou algo sobre "Fãs do Ludov" e só agora eu acho que consigo compreender. Existem retardados mentais que entram em transe com as músicas, que precisam de expressão corporal pra demonstrar o quanto gostam daquela canção, pulam como os bandidos da Independente, incomodam muita gente, enfim, são retardados! E eu estou lá, no mesmo lugar que os retardados, em tese com o mesmo objetivo que os retardados (ver o Los Hermanos), mas agindo como uma pessoa normal.
Um brother fãzão de Jornada nas Estrelas uma vez foi numa dessas convenções que existem sobre o seriado, mas ficou constrangido... ele se sentiu retardado fazendo a mesma coisa que aqueles idiotas vestidos de Capitão Kirk e com orelhinhas do Spock, mas vejam bem: ele não estava assim, era fácil distingui-lo dos retardados!
Podiam criar uma espécie de "Orelha do Spock" pros fãs "Joselitos" do Los Hermanos usarem nos próximos shows, assim eu fico mais confortável com a evidente distinção entre pessoas normais e retardados...
Alguém poderia, por obséquio, me responder o que é Walrus? E por favor, economize a resposta se vier me dizer que é foca, morsa, leão-marinho, peixe-boi, whatever. Eu quero saber o significado enquanto Lennon, e pouco me importa se ele estava sequelado de heroína ou não. Minha encanação aumentou por que o Ferris Bueller diz que ele também é Walrus, assim como o John Lennon, aquele papo de não acreditar em Beatles, e tal.
É que, independentemente da semelhança físico-adiposa e toda aquela propensão a ficar deitadão, eu queria saber se também sou Walrus.
Sei que pode parecer um monte de coisa, mas por favor, por favor, por favor, quero que pareça apenas e tão somente aquilo que é, na realidade: muito bonitinho! O quê? Deixa eu explicar: dos presentes que a Laura me trouxe, nada causou tanto efeito quanto as calças de flanela pra dormir, fantásticas! Os Fudge Rounds também, puuuuuuuuuta merda, hein? DVD do Weezer e uma pomadinha metrossexualíssima pra fazer cabelão, mas eu quero falar na PARTICIPAÇÃO dela na compra do presente que a Mãe do Ti, também conhecida como Fátima, me deu: um DVD com material não-autorizado dos Strokes.
O que seria material não autorizado? Pode ser qualquer coisa, mas dá medo de ser algo tipo entrevistas com os colegas dos Strokes ou depoimentos de fãs, ex-namoradas, Lúcio Ribeiro, pessoas que foram salvas por eles junto com o rock n roll, enfim, não dá pra saber. Se você é MUITO fã dos Strokes, tem ouro na mão, mas a questão é que...
- Mas não é uma das bandas que você mais gosta?
- Ah, Lau, eu até gosto bastante, mas ta longe de ser uma das minhas favoritas.
- Que isso, ta louco? Eu vivo vendo você falando dessa banda, que o primeiro disco deles é o melhor de todos os tempos.
- EU NUNCA FALEI ISSO!
- Você sempre fala, o tempo todo! E tem aquela camiseta amarela horrível, com as laranjas...
- Stooooooooone Roses...
- Ah...
Mas olha só que coisa mais meiga, mais querida! Ela pensou que estivesse me ajudando a ter um DVD dos Stone Roses, que seria algo digno de merecer um lugar no céu. Juro por Ian Curtis, Brown & Maculloch que não existe um pingo de ironia nisso, achei uma das coisas mais bonitinhas que ela já fez por mim! Acho que esse é o maior exemplo que terei para justificar a teoria de que o que vale REALMENTE é a intenção!
A sensação deveria ser única e exclusivamente de extrema felicidade amalgamada ao alívio de estar ali junto do meu Caverninha de novo e assim posso dizer que foi quando vi aquele casaco College roxo e amarelo vindo na minha direção!
Mas... EMOÇÕES CONFLITANTES, saca?
Alguém sabe por quê eu agi de maneira tão plácida face à viagem dela, que me deixaria quase 15 dias sozinho, na neve? Por que ao final de tudo eu teria, enfim, o CD do Ben Folds Live! Quando quase morri com 47 graus de febre, o único pensamento que eu conseguia ter em minha mente era Ben... Folds... Liiiiiiiive... dei todas as recomendações possíveis e na Best Buy, o Ti segurou o Ben Folds Live e seguiu-se o seguinte diálogo:
-Lau, esse é o CD que o Randall tanto quer.
- Ah tá.
- Se bem que eu vou levar pra mim, posso gravar pra ele.
- Ah, tudo bem.
É incrível pensar que as pessoas não nos conhecem, apesar de exatos 60 meses de namoro-noivado-casamento! Eis a resposta certa:
- Imagina, Ti! Gravar? Você não conhece o Randall? Ele tem fetiche sexual por CDs. Deve ter no mínimo uns 15 CDs que ele nunca escutou, mas se orgulha de ter. Se eu não levo esse CD pra ele, quando me vir no aeroporto, vai esquecer que estava com saudade e deveria estar feliz em me ver e vai agir como um escroto quando eu disser que você vai gravar um prá ele.
Enquanto essas coisas forem mais fortes que eu e dominarem tirânicamente meus sentidos, o mundo continuará sendo esse lugar ruim de se viver, onde os beques do seu time fazem 3 pênaltis seguidos numa partida, e o Randall tem que devolver o Ben Folds Live para o Ti. Ainda que isso seja tão doloroso quanto arrancarem meu coração com uma colher...
... uma colher cega!
"It´s the end of the world as we know it and i feel fine"
O japonês de cabelo azul aqui da empresa tem um agasalho massa, meio Adidas. Na verdade, ele não é japonês e nem tem o cabelo azul, mas no Encontro Anual em dezembro passado, o presidente da empresa disse que queria centralizar a parte de criação e desenho, e que iria contratar um loucão pra ficar aqui desenhando, tipo um "japonês de cabelo azul". O guri ficou contratado e a gente não chama ele assim, mas usa a expressão pra designar sua função na empresa, sacou? "O que ele faz na empresa?"
- Ah, ele é o japonês de cabelo azul.
Então, o agasalho dele... apesar de bonito e style, é de uma ONG vegetariana que aparentemente acredita no lance mesmo, sei lá. Não, não dá pra esse chorizo-addict usar um casaquinho de ONG contra pessoas que comem comidas que tem rosto.
Outro dia eu e um amigo estávamos tentando ligar comidas a sentiments/sensações e saiu algo assim:
CARNE = PRAZER
CHOCOLATE = FELICIDADE
ARROZ COM FEIJÃO = SEGURANÇA
PIZZA = COMODIDADE
FEIJOADA = EXAGERO
MASSA = SATISFAÇÃO
SALADA = REMÉDIO
CENOURINHA BABY = VIADAGEM
REFRIGERANTE = ALÍVIO
MILKSHAKE DE OVOMALTINE DO BOB´S = DEUS EXISTE!
CEBOLA DO OUTBACK = NO SEXO É POSSÍVEL OBTER SENSAÇÃO SEMELHANTE...
PAELLA = GRATIDÃO
ARROZ COM PEQUI = SAUDADE, MUUUUUITA SAUDADE...
Na minha cabeça é uma coisa que faz tanto sentido, mas aos olhos dos outros parece algo realmente estranho, principalmente levando-se em consideração que os brasileiros tem uma implicância gratuita com nossos hermanos e perdem um tempo desnecessário com essa babaquice.
Bom, encurtando a conversa (sumiu daqui, Giba; que passa, che?), comigo rolou mais ou menos aquele lance do drogadão punk que vira crente fervoroso, pois eu era um dos mais fanáticos torcedores do Brasil no futebol, mas desde o episódio da final da Copa de 98, quase tive um colapso nervoso com aquela taca que levamos dos franceses e adquiri asco do Brasil. Que só aumentou quando resolveram nomear o Luxemburgo como técnico e piorou quando o Leão efetivou o Estelionatário - "tenho proposta do Arsenal" - Ceni como titular. Veio o Felipão e ainda demorou um pouquinho até eu conseguir torcer de verdade (não com o mesmo fervor de sempre, pois a Laura mesmo é testemunha que eu só fui bibrar de verdade no primeiro gol da final. Quem me conhece sabe o que eu quero dizer com "vibrar de verdade"), mas os caras me colocam o Pé de Uva junto com o Zagallo... me lembra o Sebá: "Não quer que eu volte, Madeleine!"
Me questionam se eu não gosto do Brasil. Olha, o Brasil, a nível de país, enquanto nação, SUCKS! Esportivamente, confesso que não me vem esses comichões que atacam as pessoas quando ouvem o hino e vêem a bandeira hasteada (resquício do regime militar e segundo as palavras de alguém, não sei se Rui Barbosa, Nélson Rodrigues ou algures, "O patriotismo é o último refúgio dos canalhas"), portanto, espero criar uma simpatia por determinado time, como era com a Rússia no basquete, o Brasil no vôlei, o Schumacão na F1, o Tyson no boxe, o Guga no tênis... tenho lá minhas implicâncias, como o Senna e o Oscar, esse talvez o esportista mais superestimado em todos os tempos e, em português claro: ganhou o quê na carreira, o campeão? Um Panamericanozinho igual ao que ganhamos os dois últimos, e daí?
Eu não vejo a etiqueta de procedência da pessoa ou equipe pra determinar se é boa ou não, se merece minha torcida ou não. Nessa linha de raciocínio, eu teria que simpatizar com o Vila ou torcer pro Village People F C contra o Pêssego em Caldas.
Duas coisas muito legais ontem à noite: encontrei o Netão na locadora e batemos um papo rápido, mas sempre proveitoso; e a Bia me ligou pra saber como eu estava - olha que coisa mais querida?! As conversas com ambos foram muito legais se levar em consideração que não ando conseguindo ser legal, quanto mais ter conversas legais. É que nesse esforço de disfarçar minha tristeza com a viagem afudê da Lau - fazendo um chill out dos maletas que a circundam (eu incluídão, presente!), trampo, trânsito, acordar de madrugada pra me levar, entrar e sair da piscina no frio -, eu acabei entrando numas de evitar contato, pois tenho certeza absoluta que ando MUITO chato. Chato e grosso, sem paciência, irritadiço, mala.
Um Troglodita que recebeu a educação básica de um Visigodo.
Recusei o gentil convite do meu sogro de ir jantar lá (ele também sozinho, na neve), que tinha acabado de abrir um pacote de macarrão e uma garrafa de tinto do bom (as usual), pus a coletânea dos Smiths no talo e no espaço compreendido entre "The Boy With The Thorn In His Side" e "Ask" eu lavei toda a louça acumulada nos dias de barbárie, dei um tapa no lixo, juntei os jornais e tirei as gravatas das maçanetas. Me deu vontade de ir pra academia fazer uma aula de Balance, mas passou tão rápido quanto a vontade do Will de distribuir sopa pros Sem-Teto. Umas 20 páginas de "Política", um episódio de Friends e já tou falando com a Laura de novo!
Adoro como a família dela pronuncia meu nome! Se não fosse o cúmulo do excesso da overdose da frescura, eu iria achar legal se as pessoas me chamasse assim. A Gabi e a ANA, quando me conheceram, me chamavam, o Luiz da Zero não só chama como escreve (Rendáu), e acho que foi assim que a Clarah escreveu no "Máquina de Pinball" que autografou prá mim (longa história).
Quinta feira já é logo ali, mal posso esperar chegar de noite pra pegar meu Caverninha só pra mim de novo, apertar até estragar, amassar, beijar, fazer cafuné durante um episódio inteiro de Friends... prometo não reclamar quando, no meio da coluna do José Geraldo Couto, ela reclamar que um dos sócios dela olhou 27,5 graus mais torto que o aceitável; ou então começar a fazer contas orçamentárias futuras enquanto eu me decido entre ler "Escuta Aqui" ou "02 Neurônio".
Prometo não assistir mesa redonda de futebol domingo à noite (nem o Rock Gol) e deixar ela decidir os próximos 23 filmes que formos assistir no cinema ou pegar na locadora.
Febre Alta é uma singela homenagem ao escritor inglês Nick
Hornby, autor de FEBRE de Bola e ALTA Fidelidade, dentre
outros.
Randall fez 30 anos, e depois de uma curta temporada em São Paulo,
casou e mudou-se para Sorocaba, que insiste em chamar de Manchester.
Hoje, voltou para São Paulo e vai à pé para o trabalho. Ainda é advogado
e quer ser escritor quando crescer.
Randall escreveu Além das Portas, Clichê de Verão, e Não Cai do Céu, Daniel.
Atualmente, tenta finalizar
seu quarto romance, Pizza Fria.
Randall acredita: em John Lennon, que o primeiro dos Stone Roses
é o melhor disco de todos os tempos, que é meio Jedi e que sua vida
está sendo escrita pelo Nick Hornby.
Randall ouve: de Los Hermanos a Belle and Sebastian, e todas as
variações permitidas em lei.