Friozinho... nem tanto que já tá passando, mas o chuveiro!!!!! Na casa do meu amigo Jedi que tão fantasticamente nos hospeda o chuveiro entrou numas. Geladããããããão. Ontem eu até tentei adaptar a teoria do Rui e entrar debaixo d´água duma vez cantando o Hino do Vila, mas juro por Deus que achei que iria morrer. Sem frescura, mesmo depois da malsucedida tentativa de banho, sentia como se minha canela tivesse sofrido violentos golpes.
Sei que existe um lance de verificar se é disjuntor ou a resistência, mas... cara, se puserem uma chave de fenda na minha mão eu não sei nem pra que lado que roda. E além de não encostar em fósforo, mantenho distância de tudo que dá choque. Sei que preciso mascunilizar esse meu lado e até coloquei na minha lista de presentes de casamento uma furadeira (escolhi um modelo bem de macho), mas acho que o máximo que consegui foi arrancar gargalhadas de quem leu aquele ítem exótico em se tratando de Randall. Sem falar que morar em prédio tem a vantagem de você poder contar com um Sivirino, Raimunonato ou Jusué sempre ali à mão, mas aqui em sampa tive que recorrer a um brother que saca dessas coisas como o Azamba, outro às das coisas manuéis e maquinéis.
Enfim, passei numa lojona de guitarras aqui do lado do Ibirapuera e estou cá na Saraiva com o novo da Clarah nas mãos, tentando falar com Eduardo & Mônica pra ver se eles vem pro Ludov. E saiba você que hoje não vou estar cheirosinho como de costume, não por culpa minha, mas dessas coisas tecnológicas que desafiam a minha capacidade.
Coisas simples me deixam feliz. Um show do Ludov no Centro Cultural do lado da Estação Vergueiro, a 10 pilas, me deixa feliz. O fato do show ser às 19 horas me deixaria feliz se isso não fosse um quase decreto de que a Laura não vai poder ir... e ela não podendo, vou ter que ser a Águia de Haia da diplomacia pra conseguir um Habeas Corpus, mas ela sabe o quanto PRECISO ver um show deles. Boa probabilidade de encontrar as irmãs Jo e seus respectivos, meu Inimigo pusilânime e o grande Paulo F (de Foda), "O Homem das 10 Canções".
Falando em Centro Cultural, se rock n roll não for a sua, lá também está em cartaz "O Despertar da Primavera", peça do caralho que eu assisti sábado passado e conforme for, depedendo de quando acabar o show e da posição de júpiter em conjunção com Saturno na minha quinta casa astral, eu até assisto de novo. Pelas mesmas 10 pilas. Programaço, né?
E tá confirmado: 14 de agosto, no horroroso Recreativo de Sorocaba, show com o Randall do Rock Nacional, junto com os Paralamas. Tudo indica que eu vou embora antes. Pode parecer o que quiserem, mas sei qual vai ser o efeito de ver o Herbert fazendo show numa cadeira de rodas. Sei que o lance da superação e recuperação é lindo e não resta dúvida que é um puta exemplo a ser seguido (em termos fisioterapêuticos - eu falo fisioterapêutico mesmo, pois não vou rasgar a gramática que me ensinou como flexionar as palavras. E fisioterápico é muito feio! -, a Laura diz que fizeram um trabalho referencial com ele), mas estamos falando das minhas memórias, ok? Vi o Herbert irascível, de óculos e tudo, cuspindo numa guria em pleno show. Tudo bem que o último show que eu vi deles foi o acústico e ele ficou sentado o tempo todo, mas sei lá... quem sabe até dá?
Primeiro show dos Paralamas: FICO de 84, no lendário Rio Vermelho.
Mas é isso, Ludov e "O Despertar da Primavera" amanhã, no Centro Cultural, e Los Hermanos em Sorocaba, dia 14, no Recrê.
Outra coisa pouco comum por aqui é requentar um assunto, desenvolver o tema, punhetar, enfim: sobre isso de não querer "dar pedacinhos" ou me irritar com "pedidos de golinho", imagine a seguinte situação:
CHURRASCO DE FACULDADE
Serviu-se o rango, aquela batalha, fila tale coisa. Você levanta da mesa pra fazer seu prato, outras pessoas não; dizem estar sem fome. Você volta pra mesa com a quantidade exata de comida capaz de suprir sua tríade Desejo-Necessidade-Vontade, mas o calhorda mau caráter sentado ao seu lado vê aquele pedaço sangrento de picanha e diz: "nossa, tá bonita essa carne, hein? Me dá só um pedacinho?"
O mesmo exemplo serve para buffet em festas de casamento/formatura, e a única ocasião em que se permite esse esbulho de propriedade gastronômica é se a pessoa que pede o pedacinho for uma namorada que você ainda não comeu. Só.
Evite também a hipótese romântica de comprar só um sacão de pipoca ao invés de dois médios. É terrível ter que ficar com a mão parada em cima do saco esperando a pessoa (normalmente com uma coordenação motora que pressupõe um Mal de Parkinson precoce) mais brincar com a pipoca do que pegar a porção que lhe cabe e dar lugar a quem de direito.
O lance da exceção (paguei as 10 flexões aqui, Kako) do caso anterior cabe aqui também. Mas funciona melhor se você comprar pipoca só pra ela, sob o argumento de que está de dieta. Ou não, pois se ela for dada a neuroses (sendo mulher, a possibilidade é de algo em torno de 98,3%), achará que existe uma mensagem subliminar nisso e ela pode perguntar se está gorda também, ou seja, compra a pipoca e relaxa.
Eu pedi pão de alho, a Laura pediu frango. O frango dela poderia ser o prato mais gostoso do universo, que eu nem aí. Bastou eu dizer que meu pão de alho estava uma delícia, e ela pediu um pedaço.
Sou um cara de poucas manias, mas cuido bem delas. Não me peça "um pedacinho", não pegue coisas do meu prato, não dê "golinho" na minha Coca-Cola. Ou dê, desde que você não saiba que isso me irrita profundamente, me provoca uma dor quase física, acaba com o meu dia! Tem aqueles espíritos de porco, que sabem que isso me irrita e fazem de propósito, mas esse tipo de gentalha nem merece consideração, que dirá levar adiante meus planos de assassinato lento e doloroso (tempo suficiente para a pessoa pensar a respeito da atitude pusilânime de irritar os outros).
A Laura pediu um pedacinho do meu pão e eu soltei um grunhido, aí ela é que grilou. Ela me provca, eu reajo, ela grila, eu tento o processo de desgrilamento, debalde, fudeu! Custava ter dado um pedaço do pão? Ou não seria mais fácil (e justo!) NÃO PEDIR O PEDACINHO, SENDO CASADA COMIGO, ME CONHECENDO HÁ 5 ANOS? Mas também não seria mais fácil eu não deixar gravata nas maçanetas, roupa no chão e jornal everywhere, assistir menos partidas de futebol ou ao menos abdicar das Mesas Redondas de Domingo à noite? O Veríssimo diferenciou bem os "Maus Hábitos de Posicionamentos Morais" e embora sabendo que não é, obviamente, o caso, resolvi fazer algo incomum por aqui, publicar um e-mail, conforme segue:
COMO GANHAR E PERDER PONTOS COM UMA MULHER:
1 - Tarefas simples
- Você faz a cama (+1)
- Você deixa a tampa da privada levantada (-5)
- Você troca o papel higiênico que acabou (+2)
- Você vai ao mercado só pra comprar papel higiênico (+5)
- ...na chuva (+8)
- ...mas retorna com cerveja (-15)
- Você levanta de noite, pois ela ouviu um barulho estranho (0) (quando não há pontuação é pq o homem não faz nada mais que sua obrigação)
- Você levanta de noite, mas o barulho não foi nada (0)
- Você levanta de noite e o barulho era de um rato (+5)
- Você mata o rato (+10)
2 - Social
- Você fica ao lado dela a festa inteira (0)
- Você vai beber ao lado dos amigos (-2)
- Entre os amigos está uma mulher chamada Fernandinha (-4)
- Fernandinha é loira e magra (-16)
- Fernandinha o conhece (-180)
3 - O aniversário dela...
- Você a leva para jantar fora (0)
- Leva para jantar fora e não é o restaurante de sempre (+1)
- É o restaurante de sempre (-2)
- É um boteco (-3)
- É um boteco e a TV está mostrando futebol (-10)
4 - Passeios com amigos
- Você sai com um amigo sem avisar (-3)
- O amigo é solteiro (-14)
- O amigo é cheio de namoradas (-27)
- O amigo dirige um conversível (-180)
- A Fernandinha vai junto!!! (-500)
5 - Uma noite fora
- Você a leva para o cinema (+2)
- Para ver um filme que ela gosta (+4)
- Para ver um filme que ela gosta e você odeia (+6)
- Você a leva para ver um filme que você gosta (-2)
- O filme se chama 'O massacre da serra elétrica III' (-13)
- Você mentiu e disse que seria um filme francês de amor (-135)
- Na saída do cinema você encontra a Fernandinha e ela faz "aquela" cena: Queriiiiiiiidooooo, há quanto tempo!!! (-750)
6 - Grandes questões
- Ela pergunta 'Eu estou gorda?' (-1) (é, você perde um ponto de qualquer jeito!)
- Você pensa antes de responder (-10)
- Você diz que não (-35)
- Você diz que gosta dela mesmo que ela esteja gorda (-280)
- Você faz comentários a respeito do corpo da Fernandinha (-750)
7- Comunicação (ela quer contar algo)
- Você ouve com uma expressão atenta (0)
- Você ouve por mais que 30 minutos (+5)
- Ouve por mais q 30 minutos s/ olhar para a TV (+10)
- Ela percebe que você está dormindo de olhos abertos (-320)
- Você balbucia o nome da sua querida amiga "Fe...Fernandinha", enquanto está dormindo de olhos abertos (-1.000.000 + divórcio e pensão pro resto da vida)
Você percebeu que agradar uma mulher não é tarefa tão difícil assim. Basta um pouco de boa vontade... E NÃO TER UMA AMIGA CHAMADA FERNANDINHA!!! Ou qualquer outra INHA!!!
De tudo, o que mais me incomoda, disparado, é a gravata! Mas até ela ganha um carinho especial quando o dia termina como o de hoje, com promessa de cebola e chope do Outback! Aquele chope merece foto, principalmente quando vem com uma crosta fininha de gelo por cima... sabe que eu até mereço?
Eu mal finalizo as cem escovadas da patricinha italiana (a melhor coisa do livro é a foto dela na orelha, de resto é um diário depravadinho com valor literário < ou = a zero. "Hell" tem mais conteúdo, apesar de chafurdar na superficialidade também, mas ambas tem que comer muito arroz com feijão pra adquirir um pouco do punch da Clarah. Que também não figura entre minhas escritoras favoritas, mas dentro do segmento de, digamos, mercado que estamos falando, ela nocauteia no primeiro round as duas) e cai na minha mão (thanx, Predador-Jedi!) "O Que Faria Maquiavel", que embora tenha jogado por terra meus planos de dormir cedo, me divertiu bastante e acredito que hoje mesmo o finalizo. Um novo e assaz produtivo olhar sobre a "maldade", assunto que tanto me interessa, a ponto de invejar o orgulho com que o Padrin diz: "Eu TENHO A Maldade"! É óbvio que existe um contexto onde ele insere essa frase, mas a maldade é um ingrediente vital na receita da sobrevivência.
O momento em que o livro caiu nas minhas mãos não poderia ter sido mais propício, pois vivemos aqui na empresa um raro momento de pressão em virtude de uma meta estabelecida. Meta impossível? Quero crer que isso não existe, e cada um de nós vai ter que se desdobrar pra conseguir atingir o objetivo. Eu sinto a pressão na pele, e a Laura identifica no meu semblante. Consequências? Ora, se não atingirmos a meta, algo deu errado, e a possibilidade de uma Festa da Guilhotina é real. Sei que minha área de atuação teria pouco a ver com um eventual não cumprimento da meta, mas lembro do que disse o Gighia sobre a carrasquização do Barbosa no Maracanazzo: "En Fútbol, se jogan los once, se gañan los once e se pierden los once". Só que eu não quero mais ser um cara "de potencial", eu quero ACONTECER! Quero ser imprescindível, disputado, valorizado! Quero saber me comportar quando a hora da decisão chegar e não ser um Alex. Ao contrário, quero ser um Zico, Sócrates, Raí, Ronaldo e Maradona, minha Top 5 dos que tinham garrafa vazia pra vender!
E o que Maquiavel tem a ver com isso? Tudo, my friend, tudo! Mesmo que apresentado através de uma prosa satírica e bem humorada de um kind of WASP-Reaça-Mór... as entrelinhas berram, não há como não ouvir!
Já está virando mais que lugar comum, eu sei, mas essas gurias que eu vi nascer sempre me surpreendem! Agora é a Mel, que de repente virou Mel X, venera os tênis que eu usava antes mesmo dela existir, toca guitarra e como não poderia deixar de ser, tem um site: www.mel-x.com
Segundo fontes, hoje ela começa com um blog no próprio site e aqui vai mais uma indicação do Tio Randas. Nesse caso, extremamente "Tio"...
No sábado eu:
- Usei cachecol
- Comi pequi
- Fui ao teatro
O cachecol foi 94% pelo frio, 4% pelo style e 2% pra irritar a Laura, o que gerou todo um conflito que culminou com a devastação da minha barba, mas sobre o cachecol: eu mesmo tinha uma teoria arrimada na premissa de que só pessoas com style deveriam usar cachecol, sendo a "che" Sabrina e a ANA ex-mEUku atual Cansei de Ser Sexy, as amostras cabais da eficácia dessa teoria. Do outro lado eu mesminho poderia aparecer como as pessoas desprovidas de style que deveriam manter distâncias de adornos como cachecol.
Mas lá fui eu, de cachecol, pro Teatro. Era a estréia da peça do primo da Laura, diretor de algumas peças sensacionais que eu vi, essa uma delas. "O Despertar da Primavera", no Centro Cultural ali na Vergueiro (domingo a R$ 1,30), programão! Normalmente, quando você diz que viu uma peça afudê, as pessoas perguntam "com quem é a peça?", mas a pergunta subliminar seria "qual novela da Globo os atores dessa peça fizeram"? Não vou - mesmo - entrar nesse mérito, até por que se eu fosse dar referências, as do "Despertar" seriam no mínimo pitorescas... poderia dizer que um faz propaganda da Ruffles, um casal faz uma do Itaú bem legal, uma outra já foi VJ da MTV e outra fez Sandy e Júnior e Canavial de Paixões (Waaaaaal!). Nada disso interessa, claro, apesar de atuações bacanas, principalmente do rapaz do Itaú como "O Homem". No texto você vai encontrar o biscoito fino, aproveite a facilidade de acesso conjugada com o preço brother e assista! Convite especial ao Paulo F, entusiasta do teatro como eu, até mais, daqueles de assistir ensaios da peça do Bortolotto.
E depois eu comi pequi no "Pequi". Deu pra lembrar como é de verdade, valeu a pena. Tomei licor de pequi também, mas dessa vez com o devido cuidado de não exagerar, pois teve uma vez que desprezei as recomendações de cautela do meu pai, e no outro dia acordei com uma ressaca que quase me fez pedir para as autoridades competentes reverem a ilegalidade da eutanásia...
Eu não tenho essa GalvãoBuenização sobre vitórias em cima da Argentina, normalmente até torço pra eles. Esse tipo de atitude eu reservo pra vitórias sobre a Escumalha da Vila Nova, o Eurico da Gama (ou Vasco Miranda) e o Village People F C. Mas ontem foi legal. Acho que pela primeira vez tivemos o "rabo" que os italianos tiveram em 82, vencendo um time tecnicamente superior, praticamente na raça. Destaco a defesaça do Julio César num chute rasteirinho, as gracinhas do Petrônio Tevez (ele não lembra o Moreno, Chewbacca?) que muito nos motivou, e a calcanharzada do Tiduca na nuca do zagueirão "Lagoa Azul" deles, deixando a bola nos pés do Adriano, que deu um giro a La Pescoço (ele era o rei desses giros! Eu lançava a bola com as mãos, ele matava girando pro gol, mortalmente!) e levou pros pênaltis, mas ali já era questão de tempo, até Jorge Luís Borges e Carlos Gardel já sabiam que aquela Copa América tinha ido pro saco. Tá bom, não sou injusto e preciso exaltar a atitude altruísta e inteligente do Alexotan-Foge-de-Decisão, que, percebendo que com ele em campo a gente não ganha nada, pediu pra sair e deu lugar a alguém que sabe o que significa a palavra DECISÃO. Foi legal da parte dele, principalmente por que assim ficamos livres dele também bater o pênalti.
Alguém só podia dizer ao mais privilegiado torcedor do Brasil, aka Zagallo, que há horas perdeu a graça esses joguinhos de palavra dando 13 letras.
Mas eu nunca imaginei que ganharíamos da Argentina com a Seleção Quase-B.
"Oi, vomo cê tá? Cheguei de viagem, foi ótimo! Trouxe seu cachecol, viu? A Grécia tava legal, muito sol, europeu fica meio pirado no calor, foi uma loucura! Parece que um time de lá ganhou um campeonato importante, você não faz idéia da festa!
Eu tava em Londres, mas sei lá, gosto mesmo da Escócia. Tinha um pessoal indo prum festival e eu fui junto, mas nem fiquei em Glasgow, o povo é meio caretão, eu curto mais Edimburgo."
Essa narrativa existiu ontem, com a mesma pessoa que me deu chá de cogumelo pela primeira vez, sob a justificativa de que eu ainda ia tomar na rua, portanto era bom ao menos uma vez tomar um realmente bem feito.
Mamãe.
Uns diálogos desse tipo me deixam meio assim "responsável, cristão convicto, cidadão modelo, burguês padrão"...
Sabia que várias pessoas (ok, o conceito de "várias" é amplíssimo) já me disseram que ouviram tal banda ou leram tal livro por que eu indiquei? Já recebi e-mail de gente que nem participa comentativamente do blog, me agradecendo por ter lido "Microservos" ou escutado Buffalo Tom? Nessas horas eu percebo que o Febre Alta também tem uma funçãozinha nobre. Mas será que em casa o espeto é de pau? A Laura terminou o Segundo Bridget Jones e perguntou o que ler em seguida. Fui na estante, procurei, procurei, procurei e entreguei o do Torero sobre a Ira, da coleção Plenos Pecados. Isso foi segunda, ontem eu perguntei se ela já estava lendo:
- Eu comecei a ler "O Furgão".
- Não, esse não.
- Porque não?
- É livro de homem.
- Como livro de homem? Mais do que "Alta Fidelidade"?
- Mais, bem mais... sei lá, Lau... Irlanda, bebedeira, Copa do Mundo, furgão de hambúrguer e batata frita. Lê o livro do Torero, vai?
Na verdade, eu acho que isso é uma espécie de instinto de preservação. Depois que ela não curtiu muito "O Apanhador no Campo de Centeio" e achou "A Insustentável Leveza do Ser" meio chato, imagino que se colocar um "Intimidade" (Hanif Kureishi) ou "Nirvana Nunca Mais" (Mark Lindquist) na mão dela e ela dizer que não curtiu, teremos desentendimentos sérios num lar que anda plácido como deveria ser sempre. E o Torero, assim como Hornby, Takeda, Veríssimo e Marcelo Rubens Paiva, não tem erro...
Ainda ontem, enquanto o Alex dava uma exibição de gala do seu majestoso futebol (como sói acontecer em "jogos duros"), a Laura tava assistindo um filme com o Charlie Sheen, uma guria dos Goonies, o Corey Haim e a Winona Rider novinha; eu entrei no quarto e falei:
- A Inocência do Primeiro Amor, de 87 mais ou menos. Nesse filme eu e o Pescoço levamos o Chewbacca no cinema pela primeira vez. Fomos de ônibus, rolou um lanche depois, meu vô deu a mó grana pra nós 3 darmos uma torrada no Shopping...
- Randall, você acha que eu acredito, né? Que você ia lembrar "assim" de uma coisa tão insignificante como esse filme?! igual essas escalações de seleção de sei lá quando, você junta um monte de nomes engraçados e como não tem ninguém pra desmentir...
Digamos que o conceito de "Insignificância" é tão amplo quanto de "várias", pois olha só, com 14 anos o Padrin liberou o Chewbacca pra ir no cinema com a gente, era a primeira vez em que eu era oficialmente responsável por alguém. Ah, antes que eu me esqueça: Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Pelé e Zagalo são nomes engraçados?
A Fê disse que se quisesse resumir O Filho do Meio em uma única palavra, a escolhida seria essa: ASAS. Isso bem antes de Red Bull, engraçadinho de plantão. Foi assim que nos conhecemos. A guria kind of que eu namorava estava com meu manuscrito e depois de toda a merda colossal que havia feito, pediu pra Fernanda me devolver. Ela leu em dois dias! Acho que já falei isso aqui "n" e "n" vezes, mas foi algo que me impressionou - não só a rapidez com que ela leu, mas as sensações e impressões que tirou da história, uma coisa meio surpreendente - e do nada estávamos tipo melhores amigos.
Na próxima segunda, se tudo der certo, a Blue vai postar o último capítulo do Filho do Meio. Ainda não dá pra saber se foi acertada ou não a decisão de blogalizar meu livro favorito, mas é bacana imaginar que, de acordo com o rastreador, umas 15 pessoas estão acompanhando a história.
"Here comes the sun", it´s all right George, mas eu não sou o Ferris, que fica totalmente ouriçado com dias ensolarados e de céu azul. Ok, que assim, mesmo com o frio, o astral melhora, as pessoas continuam com suas botas e cachecóis (mesmo as totalmente desprovidas de style, que deveriam fazer urgentemente um curso com a Sabrina), mas eu tenho uma estranha conectividade com dias como ontem e anteontem. Chuva, chuvinha, garoa, toró. Céu cinza, água batendo na janela, barulho dos carros no asfalto.
Ontem e anteontem, enquanto eu esperava a chuva diminuir na Berrini pra pegar o bumba que complementa meu trajeto pro trabalho, tomei um café e fiquei lendo "Ser Feliz", mas realmente estava pensando em outra coisa... sim, um lance Ferris Bueller. Por alguns instantes pensei em não vir trabalhar. Simplesmente. Meu primeiro gesto seria mais um do arsenal dos clichês: tiraria a gravata! Dependendo de qual gravata fosse, jogaria no primeiro cesto de lixo publicitário que visse na frente e sairia andando, pois adoro andar na chuva (se bem que essa chuvinha daqui de sampa é geladinha, então não é tão legal quanto a chuva de Goiânia). Poderia passar na Galeria do Rock pra conferir o que rola, levar alguma coisinha em promoção e levar um papo com o meu amigo Carlos, alma samaritana e fornecedor de linha telefônica gratuita para o lendário Finatti. Ou simplesmente pegaria o trem pra Barra Funda e entraria no primeiro Cometa de volta pra Manchester, garanto que antes das 10 estaria em casa, de volta pra minha caminha, meu edredon, minha TV ligada em algum desenho animado inútil... calça de flanela, moleton e pantufa o dia inteiro, terminando de ler "Ser Feliz" e assistindo Friends... Terceira Temporada, nos momentos de pico de stress no relacionamento Ross & Rachel. Teria a decência de ligar para o escritório avisando que não iria trabalhar. A justificativa? Absolutamente nenhuma, não estava a fim, simplesmente. Chuvinha, vontade de jogar uma gravata fora, um livro impossível de largar, banzo... Apelaria para a infância/adolescência do meu chefe "você nunca assistiu Ferris Bueller´s Day Off"?
Porém, sendo meio-da ou não, a gente sempre pensa na vida pra levar e se cala com a boca de feijão, né? Até porque eu não connheço algum lugar melhor pra trabalhar que o meu (onde mais você pode bater boca com um dos seus melhores amigos e ao final do dia estar tudo bem), mas imagino que não seja isso que injete racionalidade nos meus devaneios. Mas ainda dá pra criar A Semana Perfeita Pós-Trabalho Dos Sonhos Do Tio Randas, certo?
Segunda: Cineminha
Terça: Rodada do Brasileirão (gostei desse idéia)
Quarta: Ensaio dos Anselmos
Quinta: Cineminha. No caso de entresafra cinematográfica como a atual, com desenhos de gato e de vaca, Didi e etc, pode ser substituído por filminho no vídeo (o importante é jantar pipoca)
Sexta: Happy Hour! Cerveja e tira-gosto com os a-mi-gos! Pelo menos duas vezes por semana um show de rock, de pequeno, médio ou grande porte.
Sábado: Saint Giba´s Day. Picanha e Brahma. Se você perguntar "mas e de noite?", não entende nada em matéria de Giba.
Domingo: Nada. Absolutamente nada. O único momento em que se permite abandonar a letargia é pra testemunhar algum milagre gastronômico operado pela minha sogra. De resto, é dormir & acordar vendo uma vitória do Schumacher ou um jogo medíocre do brasileirão.
A Semana Perfeita incluiria um dia pra se acordar mais tarde e um dia pra sair mais cedo (Galeria da Sensorial, claro), ao alvedrio do Randallzêra, claro.
Sem sombra de dúvida foi melhor assistir o show do Violins sem ter ouvido o disco antes, pois normalmente essa tem sido a fórmula indie pra me encantar (exceções feitas a Ludov, Barfly e Pullovers, que ainda não vi shows). O Show foi do caralho, exatamente o evento que me faz sentir vivo, 20 metros quadrados, primeira fila, cerveja e Rock n Roll. O ouvido verdadeiramente musical do casal (a Laura), educado em finos conservatórios musicais a serviço do rock, identificaram a cozinha como o forte da banda, sendo o baixo excelente. Eu, que apenas curto o som e não entendo nada de música enquanto escalas e acordes, gosto de guitarra. Não intermináveis e masturbatórios solos de guitarra, mas guitarra assim, foda-se o lugar comum, guitarra como a parede do Jesus and Mary Chain e suas inúmeras variações & influências. Nesse aspecto o som produzido pelo Beto e pelo Léo cumpre com louvor seu papel.
Antes do show, o Roger Jo me disse que o Kid Vinyl qualificara a banda como uma mistura de Radiohead com Beto Guedes e eu fiquei temeroso... no sábado, enquanto fazia tricô com a Tânia e a Maíra, o Azamba disse que lembrava Roupa Nova, mas a melhor definição foi de um bebaço na pista da FunHouse: "Cara, é uma mistura de Sonic Youth com... com tudo quanto é banda que existe!" A Laura encontrou levadas REM e eu senti um balanço Pixies, mas ouvindo o disco, realmente tem a mão do Clube da Esquina ali. Não necessariamente do Beto Guedes, talvez, e sim do Flávio Venturini. Melhor não pensar a respeito, pois tem várias músicas sem a influência Corner´s Club, não por coincidência as melhores do disco! No show, essa influência não existe, é rock n roll sem paisagens na janela ou desejos de plantar alfafa, pescar, dormir e jantar Lumiaaaaaar. O show é muito melhor, grande novidade! Sorte dos goianos, mas por pouco tempo, eu diria. Acho que não demora muito e a banda ó fffffffffffff...
Eles ficaram num hotel incrustado na Esquina mais CaetanoVelosa da cidade e levando-os pra comer numa tradicional padoca (depois de reviver meus tempos de roadie ajudando o pessoal a levar os instrumento pra van e sabe? Eu fiquei bem atravessando a FunHouse segurando um case de guitarra e um cubo), o trocadilho infame - "e novos góianos passeiam na tua garoa e te podem curtir numa boa" - é quase inevitável, até mesmo porque a garoa se faz presente na noite de inverno. Aí vem toda aquela coisa Hornbyniana de um dia imaginar um agradecimento na contracapa do disco (sabe Deus agradecendo o quê!), parceria numa letra, convite pra escrever o livro que conta a história da cena roquenrol de Goiânia... no fim, o que te resta é pegar a Castelo Branco de volta a Manchester às 5 da manhã, dormindo ao volante (devo dizer que os caminhões com luz alta vindo no sentido contrário atrapalham bastante) e sonhando com a sua cama, mas pelo menos você terá "Qual a Criança" e "Auto de Fé" pra te preencher o findie antes da semana recomeçar, mais molhada do que nunca.
A Fernanda era a minha melhor amiga, acho. Ela e a Samantha pau a pau, talvez, mas nesse findie eu encontrei a Fernanda.
Quando a Fernanda me conheceu, eu deveria estar saindo do primeiro bode amoroso que me assolou. O primeiro e praticamente único, pela intensidade e durabilidade. Só que as primeiras palavras que trocamos ocorreram durante um relacionamentozinho rápido com uma "kind of" melhor amiga dela, que logo me escanteou também, o que acababou fazendo com que, de uma forma ou de outra, eu estivesse de bode. E jurando que ia passar um bom tempo sem me apaixonar, sem me envolver, sem namorar sério.
Durante o tempo que durou nossa amizade de modo mais amiúde (5 anos), ela me viu chorar por umas 3 ou 4 meninas com quem me enolvi, me apaixonei e namorei sério. Viciada em gravar fitinhas como eu ("Rands, é uma pena que High Fidelity não foi traduzido ainda, o livro é a sua cara!"), não me esqueço de quando inseriu "Old Friend" com o Renato Russo numa das inúmeras que gravou pra mim. Agora nem precisava mais da Fê pra me dizer, a cada "Love that suddendly comes to end" e eu fazia essas promessas de Não-não-não, ela só ria enquanto a voz do Renato ecoava na minha cabeça "you´ll do it again"!
E foi mais uma kind of melhor amiga dela que eu namorei rapidinho antes de ir pra Sorocaba passar a Páscoa de 99. Voltei e ao invés de falar pra Fê que tinha ficado com a irmã de uma amiga da minha prima, disse que tinha encontrado a mulher da minha vida, com quem eu ia casar! Ela não riu, não me lembrou da distância entre as duas cidades, não achou absurdo, nem disse que eu era maluco. Ela disse um "vai mesmo" convicto e se bem me lembro não chorou quando eu fui embora de Goiânia e decretei o fim inexorável da nossa amizade de se falar todos os dias, se ver sempre que dava, suportar um ao outro, brigar bastante um com o outro e tentar compreender por que nos esforçávamos tanto em ser neuróticos, ácidos, cáusticos, azedos, sofredores, românticos... fomos Bebel e Cazuza sem drogas e bissexualidade.
Durante o show da banda do namorado dela na sexta feira, eu cheguei perto do ouvido dela e falei: "Você sempre gostou duns cabelos, né?" Ela se virou e deu aquele sorriso que eu já estava com saudades de ver, um sorriso de quem sentiu as noites intermináveis de papo cutucar a porta da saleta da memória.
Eu não sabia que ela tinha se separado e que agora namorava um guitarrista.
Ela não sabia que a protagonista do Clichê de Verão chama Fernanda.
"And we sit in a bar and talk till to
About life and love
As old friends do..."
A LONGA e TRISTE (mas com final feliz) HISTÓRIA DE UMA CASINHA.
Se não me engano era fevereiro de 2002, eu estava trabalhando mais em Sorocaba do que em Alphaville e a Laura entrou numas de procurar apartamento pra gente casar. Um dia ela me pega no escritório e me leva prá ver um condominiozinho lindo, que eu ia adorar!
Ela reclamou da minha falta de empolgação, mas eu vi um terrenão cheio de buracos e cercado de muros, enquanto ela, com base na planta e na maquete, via nosso futuro lar. As contas eram meio mirabolantes, meu sogro teria que dar a entrada e o que eu pagava de aluguel seria o equivalente à prestação e como ficava pronto em janeiro do outro ano, dava pra gente casar já em 2003 - talvez ainda no primeiro semestre! Eis que o homem da generosidade infinita resolve dar a casa de presente pra Laura, empolgado que ficou também com o empreendimento, tanto que redesenhou o projeto e fez modificações essenciais.
Casamento marcado, a Laura ia quase todos os dias visitar a obra, relatando a cada dia as pequenas evoluções, fiscalizando cada azulejo que era pregado e cada porta que era colocada. Eu ia raramente, "obra" não é um negócio que me emociona, sabe? A Laura olhava aquelas paredes no reboco e enxergava nossa casa, o que ia ficar onde, qual a melhor cor prás paredes... inventou um gesso meio barroco rococó pro teto, um piso que a gente não pode pisar... hoje eu me arrependo imensamente de não ter me envolvido mais com a casinha, mas talvez tenha sido bom, face ao que está pra acontecer. Lembro como se fosse hoje a Laura sempre falando "tá ficando linda a nossa casinha!"
Casamos em maio porque a casinha ia ficar pronta em janeiro, dando tempo de sobra prá nós, mas depois de casados, ainda passei uns 20 dias aqui em sampa morando com a galera da empresa, o que me deu uma certa deprê. Foi estranho casar, com todo aquele ritual, lua de mel e tal, depois voltar pra minha, digamos, Moradia de Solteiro.
Aí em 12/06/2003 nós oficialmente nos mudamos pra Nossa Casinha! Medo foi a primeira sensação que me invadiu ao ver aquela sala mobiliada apenas pelo móvel transcedental da TV e do Som, as lâmpadas penduradas no teto pelos fios, o banheiro sem box e as privadas sem tampa... MEDO! A Laura saiu do mega-conforto da casa da mãe dela e provavelmente espera que EU seja o provedor capaz de dar à Nossa Casinha uma aparência de CASA. Mesmo matemática não sendo meu forte, calculei que com o que eu ganhava, fazendo economias e roubando um pouquinho do cheque especial, eu conseguiria QUITAR as dívidas que já existiam. Mas a Laura sempre deu um jeito de fazer as coisas parecerem menos graves, e mesmo com a casa nesse estado, comemoramos nosso primeiro dia dos namorados EM CASA com queijo e vinho, vendo um bom filme e ouvindo música da melhor qualidade. Era um sonho pra Laura tudo aquilo; pra mim, a ficha ainda não tinha caído, era difícil acreditar que EU TINHA UMA CASA. Não era a casa da minha mãe, a casa do meu pai ou a casa da minha vó. Era a minha casa! A Nossa Casinha!
Contra o meu medo, veio o sofá branco e os puffs laranja que minha mãe deu, uma mesa de marfinite que o sogrão emprestou e um e-mail do Giba (não tão brother como hoje) relatando como foi o começo da vida de casado dele. As lâmpadas penduradas pelo teto viraram folclore, mas ao menos as privadas já tinham tampa (inutilidade absoluta pra mim, pois eu só sento no geladão) e as toalhas podiam ser penduradas decentemente nos banheiros. A vida continuava apertada, mas a Laura tirava leite de pedra e com as sobrinhas de um mês, nós já tínhamos uma mesa de café na cozinha, de mármore meio verde, que é A cor. Logo depois dos Spots básicos substituírem as lâmpadas penduradas no teto, veio o que a Laura ainda acha a minha atitude mais apaixonante, que foi abraçar e beijar o box de blindex, sendo que minha vontade completa era de também colocar fogo no rodinho. Não vou provocar e mencionar as inúmeras experiências da Laura com gramas em nosso latifundiário quintal, é o que se costuma chamar em linguagem de caserna de "perdas aceitáveis".
Hoje a casa tem cara de casa, com direito a algumas filustrias como mesa de centro e buffet, mas ainda falta muito para poder ser considerada PRONTA. Mas é difícil imaginar um lugar onde fui mais feliz do que sentado na minha poltrona supersônica de frente pra tv. Nós estamos nos mudando pra São Paulo e a Nossa Casinha está a venda. Sei que vamos nos despedir muito cedo dela, mas algum dia o Obi-Wan vai ouvir a história do início do relacionamento dos seus pais e ela estará lá, mais que presente! Num mundo perfeito, nós teríamos dinheiro pra mantê-la para os finais de semana, mas hoje em dia é praticamente imoral sonhar com isso de mundo perfeito, só sei que haverá um dia em que eu ouvirei um barulhinho e passarei um bom tempo até identificar... são as patinhas do Djorous no piso Matrix indo de um lado pro outro, antes de procurar um lugar estratégico na cama pra passar o domingo fazendo o menor esforço possível.
Espero que os futuros moradores cuidem bem dela. Espero que tudo dê certo pra gente em Sampa. Espero que a Laura só leve as boas lembranças do tempo em que descobriu o condmínio, das idas diárias pra fiscalizar a obra, a escolha do piso, das tintas, do gesso... foram dias legais e bonitos ali na casa 20 e foda-se o clichê, mas ficarão pra sempre!
Thanx, Lau, por ter pego o presente do seu pai e transformado no meu primeiro lar!
Ontem, apesar de mais uma vez ter permitido o sangue irlandês correr com velocidade de Gille Villeneuve nas veias, vivi um momento de máxima inspiração (quase Nelson Rodrigueana, eu diria) numa acalorada discussão com membros da QUADRILHA FISIOTERAPÊUTICA, aka ex-sócios da Laura. O higlight aparece abaixo em negrito, mas a síntese da discussão foi a seguinte:
- Que papo de contra-notificação é esse? Direito de Preferência é quase cavalheirismo, fulana, cabe no caso apenas duas respostas: 1- Quero comprar nas condições do outro cara; 2- Não quero comprar, vende pra ele.
- Mas você leu o contrato, Randall?
- Eu estou falando de Direito de Preferência...
- Você leu o contrato?
- EU TOU CA-GAN-DO prum contrato provavelmente feito por um bosta de contador, que inseriu uma cláusula impraticável e plenamente anulável. Qual o problema em comprar ou deixá-la vender nas condições oferecidas?
- Por que o preço que ela está pedindo é um absurdo, precisa-se fazer uma avaliação, um balanço... de onde ela tirou que cada cota vale mil reais?
- Disso aqui, quer ver? Você me vende suas cotas a mil reais cada uma?
- Claro que não!
- Então suas cotas valem mais que as da Laura?
- Não é isso, Randall, é o contrato... precisa fazer um balanço especial e reavaliar o valor das cotas pra se chegar num preço justo, conforme o contrato...
- Fulana, por esse preço justo a gente compra as cotas de todo mundo, ok? Não venha por preço numa coisa que me pertence, e que outra pessoa está interessada em pagar o que eu estou pedindo.
- Você não está falando como advogado, você é advogado?
- Não, fulana, sou manicure! Eu não estou falando como advogado por que acho que a situação não exige a atuação de um, pois se precisar, aí fudeu! A LEI É O SUBSTITUTO DO CARÁTER! Uma pessoa só invoca lei, contrato e outras coisas dessa natureza, quando deixou o caráter de lado e só enxerga como vai obter mais vantagens em cima dos outros.
- Randall você não leu o contrato.
- Fulana, pega o contrato e...
Desliguei na cara, lógico. Ultimamente tenho resolvido todas as tretas puxando para o lado da moral, da ética, do bom senso, levando a pessoa a questionar seus métodos. Brigar na justiça, com advogados et caterva, além de não ser rock n roll, demora muito. Ainda acredito no que dizia o personagem do Dany de Vitto em "Com o Dinheiro dos Outros" sobre advogados: "são como as bomas nucleares na época da guerra fria, eu tenho os meus e você tem os seus; se os usarmos, o mundo acaba, então ficamos nos ameaçando."
Sei que o verdadeiro autor da expressão que vou usar em seguida pode achar de um exagero tremendo, mas nos últimos dias, a Laura "me deixa na marginal pra pegar o fretado de manhã e, à noite, no mesmo lugar busca só um trapinho". É tanta energia dedicada aqui no serviço, que ando pensando em me punir retroativamente por todas as outras vezes em que eu, injustamente, afirmei que estava trabalhando demais. Eu adoro a empresa onde trabalho, as pessoas e as minhas perspectivas, mas certos clientes são vampiraços de energia... hoje mesmo, uma pessoa com quem eu deveria falar, não conseguia falar direito o nome da academia onde trabalhava, eu pedi pra ela soletrar e ouvi um "não sei fazer isso não senhor" como resposta. No mesmo ritmo com que o caos segue em frente, eu disse à anta que era só ela ler, letra por letra, o nome da academia e repetir pra mim, mas ela disse que eu estava CRIANDO DIFICULDADES pra ela e que mandaria o chefe dela me ligar!!!! Fiquei pensando qual o catgo essa pessoa ocupava e meu amigo gaúcho matou: "ela é auxiliar de celenterado, Randall, não liga".
O mesmo amigo que ontem, num aniversário em que bebi o vinho mais espetacular da minha vida (sim, tive a pachorra de perguntar o preço da botella), corroborou a minha tese de que o macho, circunstancialmente solteiro, come seu macarrão instantâneo (algo assim como uma pequena evolução miojo, um miojo yuppie, que já foi bem mais humilde) direto da panela, "de colher". O fator "colher" é importantíssimo, pois o uso do garfo seria o primeiro sinal de fraqueza, provavelmente seguido por frescuras como "prato", GUARDANAPO e a irreversível viadagem: copo pra tomar sua coca de 2 litros acompanhando o macarrão.
Quem nunca teve um comportamento Visigodo que atire a primeira clava.
Ia ser uma Top 5 em nome dos velhos tempos e até do propósito do blog, mas vai só como listinha mesmo de coisas bacanas envolvendo Pais e Filhos: A música "Pais e Filhos" do Legião; o texto "Meu Pequeno Búlgaro" do Mainardi; O filme Billy Elliot; A música "Father and Son", do Cat Stevens; O Texto do André querendo ser roadie do seu filho quando ficar velhinho; O filme "Em Nome do Pai"; O livro do Tony Parsons. Tenho todos. Uns fazem chorar, outros não; mas todos emocionam e muito.
Eu ando querendo muito ter filho, tanto que a Laura nem aguenta mais a maleteação nesse sentido, e agora resolveu contra-atacar dizendo que minha pressa é compreensível, tendo em vista a minha idade...
Acho que um bom primeiro passo no sentido de convencê-la do contrário é desencanar dos nomes bacanas que eu quero dar pra ele e também afirmar, na presença de duas testemunhas idôneneas, que aqueles meus métodos de "Introdução À Verdadeira Música" e reversão de time mal escolhido eram pura brincadeira, que eu não vou ligar se o piá resolver torcer pro Corinthians ou pro Santos e ouvir Charlie Brown.
Sobre o disco dos Hinos da Placar, há pouco o que se considerar. Sem Los Hermanismo, o do Vasco com o Paulinho da Viola e o Camelo ficou o melhor, disparado, nem nenhuma invenção de moda. Também sem inventar moda, saíram redondinhos os do Palmeiras, Galo e Fluminense (esse bem que poderia ter sido cantado pelo Evandro Mesquita). As invencionices cagaram com o bonito hino do Corinthians, mas mesmo sem malabarismo, o do São Paulo ficou horroroso, e deu dó ouvir as desafinadas do Dinho. Como diz a minha amiga Silvia (perdoem-me pelo caráter digressivo), você agora só vê o Dinho dando risada, seja em shows, entrevistas ou em qualquer outro lugar; ele só sorri largamente, como que pensando "Eu não acredito que ressuscitaram a minha banda, a gente sempre foi ruim e agora deliram com minhas musiquinhas com nome de menina, essa vida é muito engraçada". Zeca Pagodinho estragou o do Botafogo e os Doces Bárbaros fizeram a "conta do chá" pelo bonito Hino do Bahia. O do Goiás (que perdeu o primeiro set ontem em Curitiba) eu não tenho coragem de escrever quem canta, e no início dá medo, mas depois fica bonitinho, sem maiores surpresas desagradáveis.
E o Santos é líder, seguindo a profecia do Sábio Mendes, que previu uma liderança de duas rodadas do Palmeiras. Sei que ainda vai ter gente dizendo que o mérito é do Luxemburgo, mas se você fose técnico, qual time gostaria de assumir nessa altura do campeonato? Ele parece um ex-pilotinho aí do Brasil, que só foi campeão quando teve o melhor carro. Será que no futuro ainda vão dizer que o Luxa ganhou jogo só com 6 em campo e que viu Deus sobre a trave numa final de campeonato?
De qualquer forma, minhas fichas estão no Santos, e é bem melhor comemorar o título ao som do Tribalista Arnaldo do que com o Vândalo Chorão. Aliás, nunca se esqueça que sempre, em qualquer situação e estação climática, prefira Los Hermanos a Charlie Brown.
A tecnologia traz uns sentimentos meio conflitantes junto com seus inúmeros benefícios. Esse lance de IP, por exemplo, que eu nem sabia que era um eficaz "bina" de computador, me mostrou algo que eu, agora, preferia não saber. Incrível como várias pessoas se indignaram com os comments da "EU", me mandaram e-mails oferecendo seus préstimos "Nerd-McGyvers" e a resposta apareceu, meio que confirmando o que umas pessoas suspeitavam e eu me recusava um pouco a acreditar, pois acredito que tudo tem um motivo minimamente razoável que justifique a atitude. Nesse caso não tem, é Mark Chapmamzismo puro. O bio-psico socialismo da coisa é que a pessoa, obviamente, também é gorda, o que justifica insistir tanto nessa linha de agressão, pois sabe que trata-se da mais exposta e dolorida das nossas feridas.
Eu poderia responder às ofensas, começando pelos ataques vizigodos que ela comete contra nossa língua, mas vou me abster, pois isso poderia chatear pessoas que eu gosto muuuuuuuuito e me são bastante caras. Eu sei quem você é e você agora sabe que eu sei. Ainda não se o que te motivou foi ciúme, inveja ou mero prazer pelo mal, mas como um Jedi, espero que você repense sua vida e, no mínimo, pare com essas bobagens aqui, certo? Pessoas públicas que não tem como se defender? Passa amanhã.
Agora, uma musiquinha, pois prá mim esse assunto tá igual o Baixo Astral bem antes de lutar contra a Xuxa: Deu pra ti, "EU".
"Então preste atenção, não me entenda mal
até que eu sou uma pessoa legal
especialmente com você eu me esforço tanto prá não machucar ninguém
Vamos falar a mesma língua pro nosso bem"
A primeira vez que ouvi falar deles foi através do Sabedor Jonas, mas não encheu meus ouvidos como eu imaginei. Dentre os "indies", acabei preferindo Walverdes, Pullovers, Suíte Number Five e Wry, mesmo sabendo que sempre deveria ter lugar prá mais um.
Eles ficaram encostados lá no canto e do mesmo lugar de onde vieram, surgiu mais uma leva de "indies" que, junto com o Ludov, me conquistou, a Barfly!
Sei que eles deixaram os Livros Velhos de lado, trocaram o inglês pelo português Ludovico e mesmo com tanta gente falando que eles são o tipo da banda que eu gosto, tudo o que dediquei aos violinos nas canções de amor foi a solene ignorada destinada às enfermeiras nos filmes de guerra.
Aí eles resolveram agir de verdade! Primeiro fico sabendo que um membro da banda está namorando uma das minhas melhores amigas, a Fernanda. E como eles estão vindo a São Paulo, ela vem junto com eles, uma bela oportunidade de reencontrá-la. Onde é o show? Na FunHouse, numa inofensiva SEXTA-FEIRA, com o sábado inteiro pra dormir depois. Fiquei sabendo disso por que o André fez o release da banda, então eu percebi aquilo que muita gente chama de inevitabilidade e claro, estarei na Bela Cintra 567 na sexta, pois não é qualquer um que consegue juntar tantas coisas que eu gosto.
Violins na FunHouse nessa sexta-feira, te vejo lá?
Sei que muito desse post pode ficar restrito ao não muito apreciado campo da "Piada Interna" (contrato milionário e fffffffffffffffffffff), mas o registro deve-se em função de querer - se algum dia a memória me deixar na mão - me lembrar dessa viagem à Goiânia, tão cheia de reencontros e reminiscências. Até onde eu imaginei que nada mudaria, sutis mudanças puderam ser percebidas, no caso, a Casa do Rock n Roll.
Registro também que 3 dias é muito pouco tempo pra conseguir matar as saudades de todo mundo, principalmente de quem acha que eu não gosto como ela gosta de mim. Sou viciado em Bate-Papo e nas duas ocasiões em que rolou uma possível troca inteligente de palavras, achei que o Crowd prejudicou o desenvolvimento desejado. E acho também que 45 segundos é muito pouco tempo pra julgar e identificar mudanças drásticas em alguém, mas que certos rapazinhos já foram mais humildes, isso ninguém nega, certo Bacca?
Meu pai continua reclamão, recusa-se a comer enquanto está tomando cerveja e seus maus hábitos só pioraram. Me incomoda um pouco a pessoa fumar enquanto eu estou comendo, mas me enlouquece deveras a pessoa simplesmente achar que esse tipo de reclamação é "coisa de chato", não faz a menor menção de pedir licença pra acender um cigarro e ainda levanta bandeiras pelo direito de fumar quando, onde e na frente de quem bem entender. Aliás, levantar bandeiras é com ele mesmo, que encontrou (talvez pela primeira vez desde a Queda do Muro) duas pessoas que concordavam com sua filosofia Cubano-Albanesa de economia e estilo de vida. Não riam, mas ele enche a boca pra se dizer Marxista! Que figura, meu coroa!
Mas alguém pode me explicar porque as "negonas" de Cuba tem um metro e oitenta? Sei que meu pai faria enorme sucesso junto a 3 Agostinianos que se reuniram no sábado à noite, se esses 3 "adultos" retrocedessem ao tempo em que a primeira e única paralisação de escolas particulares de Goiânia foi realizada. Chopp escuro, barba, filhos, casamento e responsabilidade substituiu a propensão à subversão, mas visionário mesmo era nosso amigo que nos sugeriu apoiar o Marconi Perillo a vereador, pois esse rapaz tinha futuro. Rimos da nossa própria ortodoxa indignação à época.
O churrasco de domingo foi cheio de conclusões e algumas decepções (o Helinho não lembrava do Adavílson, que choque!), mas foi bacana quando conversávamos sobre um assunto, que emendou em outro e desembocou em Caetano, o Helinho, antes de fazer um maravilhoso elogio (nossa, aqui é bom que a prosa pega, dá liga) à nossa confraria, tentou me convencer que eu estava errado com relação ao Caetano: "Randallzin, a música não tem culpa do seu autor". Ele sempre foi mestre em aforismos, tanto que largou um outro quando questionado por dirigir tanto tempo sem carta: "ah, eu ia com fé na pele boa, né?"
Bom rever essas pessoas que, de uma forma ou de outra, me deram a idéia de uma nova consciência e juventude!
E aí eu vejo como me emociono ao ver CASAIS com seus filhos de cabeça boa, esperança de óculos, seus livros, discos e tudo mais, como o Rock n Roll e a Titia, o Helinho e a Neiva, o Giba e a Tânia...
Lau, será que a gente consegue ser ao menos um pouquinho como eles, quando a gente crescer?
"Tempos de guerra, tempos de espera
Lutas e revoluções
Que nessa terra dure e perdure
TODA A NOSSA VONTADE
E se lembrar de mim
Faça com o mesmo ardor
De uma canção feliz
Uma canção de amor"
BEM AVENTURADOS SEJAM AQUELES QUE VEM AO BLOG COM LEVEZA DE ESPÍRITO E NÃO LEVAM EXTREMAMENTE A SÉRIO ALGUMAS SAUDÁVEIS BOBAGENS QUE EU ESCREVO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Fora isso, as cadeiras do Serra Dourada nem são mais amarelas. Na casa do Rock n Roll ouve-se tango na sexta de noite, e o churrasco come solto de lei no domingo. O Bacca namora a filha do melhor companheiro dos tempos de jogo do Goiás. Petrönio vivou seu dia de vingança ao juntar-se ao Pescoço nas agulhadas a mim. A galinhada da minha vó continua do caralho! A Fë se separou, a Rafa continua tendo os olhos da Capitu e o trio Mel-Silvia-Vivi continua mandando no senso de humor, característica mais que fundamental. Ainda não vi nem todos da minha família, que dirá pessoas do Orkut...
"Hoje a tarde foi um dia bom, saí pra caminhar com meu pai
Conversamos sobre coisas da vida e tivemos um momento de paz..."
Então é assim, cada um prum lado. Ela vai pra cá, eu vou pra lá. Mas acho que meu 9 de Julho vai ser melhor que o dela, até mesmo por que, QUALQUER COISA é melhor que Mongaguá. As companhias contam muito, direis, mas ainda assim estamos falando de Mongaguá, uma espécie de Araguaia Paulista, mal comparando. Sei que o ideal de diversão seria uma esticada para a Sede Litorânea da Casa Mais Divertida, mas eu vou pra Goiânia.
Tem muita coisa que eu queria fazer lá, depois de um ano e meio sem aparecer, mas o tempo é curto. Preciso ver meu coroa, quem sabe sentar nas cadeiras amarelas do Serra e ver um provavelmente sofrível Goiás x Payssandu. Isso seria tradicional, mas se eu quisesse quebrar paradigmas, iria ao Super com ele, pois eram lendários nossos quebra-paus em idas ao Super. Melhor não; jogo, cerveja e papo sem envolver o atual Governo, Cuba e Albânia é a combinação mais segura.
Eu queria também ver uma galera do Orkut, encontrar antigos amigos, ver algum show bacana. Ainda me soa estranho isso de Goiânia ter uma "cena" roqueira, talvez pelas imagens ainda fortes na miha mente de pessoas de Chapéu-Bota-Fivelão no Alquimia. Alguns leitores que eu ainda não conheço e gostaria de conhecer, falar de música com o Túlio e o Carlão, quem sabe rever a Fê, o Cueca, o Benal, Mico, Galinha, a Rafa, a Chaja...
Sei que no sábado tem galinhada, vou dar um abraço interminável na minha vó, beijar um por um do "meu povo", recriar os laços familiares, deixar bem claro que sobre certos assuntos eu não converso nem fudendo e se o Pescoço ainda for o mesmo, quem sabe até uma peladinha pode acontecer, pra eu defender umas cabeçadas dele?
Vou ficar na casa do Rock n Roll (anfitrião-irmão do Giba, bigodudo, cervejeiro, churrasqueiro, corintiano e casado com uma mulher afudê também), vivendo um autêntico processo crescente e sugando o néctar da vida enquanto essência com Chewbacca Lennon, The Pelvis Van Basten e o Búlgaro Moreno, por isso sei que terá sido debalde o criterioso briefing da Laura igual ao que a mãe do guri de "Quase Famosos" deu pra ele à porta do primeiro show do Stillwater.
"Se fosse só sentir saudade,
mas tem sempre algo mais
Seja como for"
Agora falando sério, tou mesmo é morrendo de vontade de ouvir Marcelo Barra, Fernando Perillo, Pádua e a genial Maria Eugênia (cuidei de poupar seu tio "coisa linda" dessa vez, viu Anninha?), de preferência todos juntos naquele programa em que um idiota finaliza com uma plantinha fazendo o "nome do pai" e falando "Deus te ponha virtude".
Sei não, mas ando dedicando alguns minutos do meu dia a sonhos impossíveis, como aqueles envolvendo a sorte. E até acho que tenho motivos prá isso, depois que um companheiro de Fretado comprou um Gillete e foi assistir à final da Copa dos Campeões da Europa, e que um primo "Top 5" meu foi sorteado prum lance aí do Faustão e ganhou 3 carros. Tenho até um fator genético jogando do meu lado, pois meu pai já ganhou sozinho na loteria federal e a caixa de comments rejeitará automaticamente as perguntas acerca do que ele fez com todo aquele dinheiro.
Mas Mega-Sena não... sei lá, 50 milhões é grana demais, parece coisa de ficção científica. E tenho certeza que uma quantia dessas deixaria meu Fazmerdômetro impossibilitado de medir minhas cagadas, a começar pelo fato de que, uma grana dessas nas mãos dificilmente certas pessoas continuariam caminhando, respirando e perpetrando sua musiquinha idiota e/ou metida a besta pela face da Terra.
Deixa esse prêmio pra pessoas mais nobres como o Giba, que prometeu me contratar por 10 mil por mês pra escrever. Escrever o que eu quissesse, aonde eu quisesse, do jeito que eu quisesse. Acho que ele compraria uma editora só pra me publicar. Ou então meu sogro, que fatalmente contemplaria a Laura com algo verdadeiramente profano (segundo a linha do Richard Gere em Pretty Woman), pois é a pessoa mais GENEROSA que eu já conheci, pau a pau com meu Tio de Goiânia que rasga duplicatas. O Sogrão é foda, e mesmo deixando de viver a própria vida pra tentar resolver a vida dos outros, nem sempre tem a palavra de reconhecimento que merece - nem de mim, é verdade, que estou no rol de pessoas que já foram contempladas com momentos mágicos graças a ele. Minha vida seria pior sem as proidenciais ajudas dele? Sem dúvida, não há sequer parâmetro, então engula-se o que chove em Magnólia.
Mas vamos falar do meu PIC, cujo prêmio é 750 mil, algo que não mudaria radicalmente a minha vida, só a tornaria bem mais cômoda. A tentação de aplicar a grana e viver de 10 paus por mês é grande, mas pra eu largar o meu trabalho seria preciso muito mais que dinheiro, e às vezes sou levado a pensar que a oportunidade de trabalhar aqui, com as PESSOAS daqui, talvez tenha sido meu bilhete de loteria. Um apartamento bacanamente situado em sampa, com minha casinha em Manchester mantida para os findies, uma vida financeiramente estável e uma graninha pra investir na carreira literária, se é que o problema é grana.
Mas acho que vou é guardar esse post praqueles dias em que a gente se vê reclamando da vida sem motivo...
Falar o quê sobre a agressão do Chorão no Camelo, né? Basta dar uma olhada no shape dos dois, no histórico de ambos, no jeito de falar de cada um... nem quero me aprofundar no assunto ou nas versões, mas aquele sujeito sujo e mal atipado da baixada não tem, sequer, meu benefício da dúvida.
Mas fica pra mim uma lição subliminar: Cuidado Com as Reações Desproporcionais, ou seja, cuidado com o que você fala sobre os outros (ou a obra dos outros). Uma declaração mal interpretada pode gerar uma resposta em forma de cabeçada no nariz e soco no olho - no meu caso, que cutuquei num vespeiro aparentemente inocente, em forma de cabeçada e soco na já combalida Auto Estima. O chato é que é fácil demais me atacar: um gordão de óculos, com toda a pinta de loser, que se vende ao sistema engravatando-se todo dia atrás do vil metal enquanto as recusas de editoras acumulam-se em seu currículo. Uma vez eu respondi na mesma moeda e recebi mensagens de solidariedade, hoje não estou mais a fim. Imagino que a própria Clarah não compactua com essas atitudes de suas fãs/admiradoras/seguidoras, mas tampouco me interessa saber isso.
Respeito. Escritora, Rockeira, Mãe.
Eu fico lendo esses comments e alguns e-mails que eu recebo e fico tentando imaginar que a vida dessa galera só pode ser pior que a minha, ou então não fariam o menor sentido esses ataques. A Paulinha disse outro dia que só se alguém quando passam a te odiar, mas eu não curto isso não. Prefiro dez mil vezes o desprezo, esquece que eu existo, finge que não me conhece, passa reto por mim na rua, mas ódio é baixo astral, me deixa péssimo, atrasa a minha vida.
Por isso eu peço pra Alguém, Eu Mesmo, Eu, Claudicante et caterva, que parem de vir aqui e me atacar, me ofender, me ridicularizar. Eu me importo sim, sei que não deveria. Talvez essa seja a atitude mais infantil e chorona que alguém já tomou, mas por favor, parem com isso. Se quiser criticar o que eu escrevo, o assunto abordado ou as minhas exageradas preferências, o espaço dos comments tá aí pra isso. Mas me deixe de fora. Por favor. Sei que eu poderia simplesmente tirar os comments, mas metade do prazer obtido aqui vem deles, então é mais fácil eu parar com o blog. Mas aí pode perder a graça, até para os detratores.
Aproveita que a Blue pegou o jeito da postagem do FILHO DO MEIO e dá uma passada por lá, que a história está chegando perto do fim.
O Orkut continua me surpreendendo pelas pessoas que vem bater à porta, como a Flávia. Ácida, com senso de humor Woody Alleniano e - só agora descobri - fã do Ben Folds, olha só o que ela escreveu sobre mim nos "Testimonials" (e como o Ti odeia esse lance de piada interna, vou explicar algumas mensagens subliminares, ainda que dentro do contexto Who Cares?):
Bom, o Randall é especial, só de já ter sido brother do melhor advogado de bancos do Brasil prova que ele é super poder! (estamos falando de Tchá Benal Ligadêra, meu brother, a reencarnação de Doc Holliday, ou simplesmente Benal, O Santo) kkkkk! Meu filhinho! Adoro esse moço, que vêm direto do túnel do tempo! Nunca entendeu o que as amigas dele viam no ¿Bando¿, mas também nem elas entendiam, o que faz tudo ficar bem ("Bando" é uma banda meia-boca de Campinas, meio pseudo-mutantes. Na verdade, eu não entendia o que a Fê via no baixista da banda, provavelmente indicado ao Oscar de Mais Feio do Brasil)...E a nona sinfonia!!!O Atami, cantar em cima da mesa, adega, aniversários... Toda a ¿fumaça do bom direito¿ nas festas, faço QUESTÃO de esquecer isso (Fummus Boni Iuris era o nome das festas da nossa turma, mas se ela faz questão de esquecer, quem sou eu pra lembrar? Pecuária? Pessoas rolando na lama? Nós varando a madrugada tomando vinho, fazendo roda e cantando Odara? Quem, eu?). As discussões altamente filosóficas, sobre quem era, mas não era, só que ainda vai ser e não se tornou (dessas discussões eu não me lembro), e que pessoas chatas deveriam pelo menos ser bonitas (disso eu lembro e a Paulinha concorda 100% com isso), mas que algumas não são, mas mesmo assim ele as suporta e ainda é amigo! E a paciência, que ele não tinha, mas desesperadamente tinha que ter (e um pouco antes da escassa paciência acabar eu ó: fffffffffffffffffffffffffffffffff)!
Tudo começou com um F - época Mofficer long time ago - e depois de L a L - finalmente - (ela deve estar mencionando a Fernanda, a Lina e a Laura, então esqueceu a Carol e a Carolina, esta última um tanto desprovida de significado, concordo. Mas tudo realmente começou com "T", certo? Ou você já esqueceu do que eu sou CAPAZ? Sorry, Ti, nas internas) acho que acompanhei, mesmo que de longe, quase tudo, que memória a minha hein?! Temperamental como um bom escritor, não atende telefonemas e não apareça em sua casa se ele estiver assistindo ao programa de televisão favorito dele, ele simplesmente te ignora, ou não te atende, mas só faz isso com os amigos!!! Fora isso conte sempre com ele, tem uma super vovó, é fofo, gente boa, inteligente, TEM BOM GOSTO, é amigão, entende o porre dos amigos e no outro dia quando você está de super-ressaca acaba contigo, mas...ainda assim vai com você pro interior de Goiás pra mais uma farra!Ah, e não se esqueçam de pedir o autografo dele, esse cara ainda ganha o Nobel de literatura, confiem em mim!!!
Blog é "Meu Querido Diário"? E quando as pessoas vem escrevendo sua vida num passado imperfeito justo quando você praticamente afivela as malas pra rever um monte de gente? Lembro da Flavinha me ensinando a dirigir, indo com a Fê me visitar quando eu machuquei o tornozelo, parando na minha frente e falando "preciso conversar com você depois, eu te ligo" e saindo sem cumprimentar a minha namorada que ela não gostava... lembro bem dos aniversários que a gente comemorava! Espero que a gente se encontre!
Nem tudo são flores no casamento MESMO! Ainda bem, pois existem algumas discordâncias que dão um tempero maravilhoso, mas vou ficar só nas cinematográficas prá encher pouco o saco. De quem? Who cares, diz aí Tio Christian!
As divergências pentelhas são poucas, como a eterna e injustificada implicância dela com o Woody Allen, ou o dia em que ela passou mal no cinema e quis ir embora no meio de Cidade de Deus quando meu ídolo Zé Pequeno(COBERTO DE RAZÃO) deu um tiro no pé daquele bandidinho em formação e mandou ele sair andando SEM MANCAR, PORRA! Eu adorei aquela cena, achei uma das melhores do filme.
Isso não é nada.
Legal é quando ela diz que assiste Pelé Eterno comigo sem problemas, tirando meus argumentos desistentes de ver Garfield, que eu apressadamente - por alguma razão inexplicável - falei que até iria. Ou então quando ela diz que ficou feio eu sair do Cazuza limpando o rosto e fungando. Ou mesmo anteontem, assistindo Encantadora de Baleias, enquanto meus olhos brilhavam vendo o tiozinho ensinar o Hakka pros guris com direito ao olhão arregalado e língua pra fora, e ela estava com vontade de rir. Eu não entendi o porque dessa vontade, pois é muito emocionante. Eu perguntei se quando eu me meto a fazer o Hakka, ela também tem vontade de rir, e a resposta foi positiva. Rir? Não sente medo, intimidação, susto? Ah, um pouco, mas dá vontade mesmo é de rir.
Quero ver se algum dia eu alinhar os All Blacksde frente pra ela antes de um jogo, se ela continua com vontade rir...
Voltemos então à Indielândia, pois o disco do Keane é simplesmente indescritível! Sei que muita gente já sabe disso muito antes de mim, antes mesmo do disco sair eu diria, mas como tenho minhas manias, só consegui obtê-lo ontem. E ele não sai do meu discman!
É difícil descarregar adjetivos e superlativos em uma banda com som tão minimalista, mas assim como rolou com Saybia, podem chamá-los de cópia e tals, mas são bandas como a do Irlandês que fez aquele maldito gol no Marcão que andam fazendo o sangue correr nas minhas veias com mais força. E ainda jogava com a 16, o desgraçado... aliás, esse carinha aí com a 16 às costas é o Keane, desconsolado por ter feito aquele gol. Falando em gol, por que os Bosteros não bateram seus pênaltis em 2000 e 2001 como ontem, hein? E o mundo está se tornando um lugar estranho de se viver, com essa proliferação dos Swindons Towns por todos os lados: é Santo André ganhando a Copa do Brasil, Figueirense liderando o Brasileirão, Once Upon a Caldas na Liberta... Grécia na Euro?????? Felipão, cuida de não perder de novo, Tchê!
Reuniãozinha geral de conteúdo BioPsico-Social às 18:00 de sexta é foda, né? Depois desse acontecimento eu saberei se minha viagem pra Goiânia está confirmada ou não, mas o Comandante-em-Chefe da Escumalha Inc já está se encarregando de promover eventos edificantes pra esse findie, pois a semana foi estranha, pra variar. Foi mais calma, mas ainda assim estranha.
Mas como será que os membros da Escumalha haverão de me saudar quando eu adentrar (meu pai odeia pessoas que "adentram") os portões da Casa Mais Divertida?
Por falar em futebol, só não posso me esquecer de dizer que o Felipão é Fóóóóóóóóda! Ele ganha mesmo, isso é indiscutível, mas além de tudo, tem esse lance das substituições; ele tira o maior astro pra colocar um Zé Nobody e ele faz o gol decisivo! Disputa de pênaltis, finais eletrizantes, emoção à flor da pele, que saudades de ti, Gaudério! Seja naquele Goiás de 88 que ralava o dente na trave até sair faísca pra ganhar uma semi-final de turno do Atlético por 2 gols de diferença com a mesma facilidade com que metia 12 na Jataiense, seja no meu Verdão querido, o time que tem a sua cara e ainda espera sua volta para voltar a sorrir com sua braveza.
Acho que ele é assim, um Bernardinho mais macho, com uma menor propensão a chiliquinhos e tapinhas no chão.
Mas e o Flamengo, hein? Sabe que eu até achei bom? Pela primeira vez eu ouvi uma coisa coerente do Galvão Bueno, que disse que não há estádio ou camisa que compense um nível de mediocridade como o dos atuais jogadores do rubro negro. Foi medonho. Grotesco! Foi pouco. Foi longe. Foi o prenúncio de um rebaixamento que a cada dia toma formas de inevitabilidade. Foi um desgosto profundo, pois ontem, faltou Flamengo em campo.
Sobre Camisa e Estádio ganharem jogo, eu descordo. Estádio, "tirante" a Bombonera, garante muito pouco. Camisa, acho que só nesse aspecto concordo com o Detraquê do Zagallo, quando ele diz que "prá cima de nós, com a Amarellinha, ninguém vem!"
E o Araújo, onde tá jogando? Eu também não sei, mas acho que seria uma bela oportunidade de convocá-lo prá Copa América como recompensa pelos serviços prestados ao bom futebol em Brasileirões medíocres, alguém mais concorda? Goleiro não importa quem seja, a defesa está ok, no meio eu escalaria o Diego no lugar do Lexotan-Pipoqueirão-Perderdor de Pênalti na Hora Errada, e formaria um ataque com Vágner Love, Bandido Mau Caráter e Araújo, um time que só perde pra Seleção A do Brasil, talvez pra Tchecoslováquia dependendo da situação, ou pra algum time treinado pelo Felipão.
Finalizo com mais um diálogo interessante daqui da empresa, quando nos perguntávamos sobre quem ganhou a Libertadores e alguém disse que se o Once Caldas ganhasse não seria novidade, pois vários times medíocres já ganharam, meu amigo mineiro (participante não comentante desse blog, com muita honra) soltou:
- Já mesmo, o Cruzeiro ganhou duas!
Meu amigo Colorado não aproveitou a deixa e ficou calado, aí me lembrei do Veríssimo, que diz que Libertadores e Mundial Interclubes são assuntos proibidos na casa dele. Se não me engano, ele tem um filho gremista! E não vou me estender nesse papo de filho que escolhe o time errado de novo, vai que a Laura resolve entrar no blog e ler DE NOVO minhas teorias a respeito de prevenção & retaliação desse tipo de problema...
Daniel formou comigo, Alison Chocolate, Silvinho e Wilsão, um esquadrão Agostiniano de responsa, que só foi alijado da disputa pelo título dos Jogos Católicos de 83 contra os temíveis vândalos do Ateneu graças a uma combinação infeliz de perda num cara e coroa com um frangaço que eu levei contra o Santa Clara. Abraços ao nosso técnico Jadir, lembrado nos agradecimentos do Além das Portas! Mas no mesmo ano, num evento de disputa entre classes, ele marcou em mim um gol dentro da área... qual o problema? Naquela época não valia, ok? Embora a Laura duvide desse fato, nós éramos meio comunistas, tínhamos uma noção politizada um tanto precoce e (é sério) até chegamos a nos reunir na casa do Djalma (outro goleiro Agostiniano que se esforçava para disputar com os outros a posição subserviente de meu reserva) com o Eduardo para traçar metas de sei lá, mudar o mundo, combater o sistema, essas coisinhas simples. Mas o Eduardo tava noutras total, veio com um papo esquisito, envolvidíssimo com PMDB Jovem e dizendo que o presidente desta nobre entidade, um tal de Marconi Perillo ainda ia vingar na política.
Essa minha memória... who cares? Eu, se tanto o Daniel, mas basta! Como bem disse o Calango (ou terá sido a Lina falando sobre o Calango?), chegará um momento na vida em que só nos restarão as memórias, cuidemos bem delas, então.
Tudo bem que o bichinho do Orkut ainda não me picou de vez, mas descobrir a Comunidade de Goiânia foi o mó barato, criei um tópico (Eu odeio o Araguaia) e estou pensando em criar outros, também de cunho saudosista, como:
- Eu Já Levei Carcada da Clélia
- O Socialite Deu ou Não deu a Bunda Pro Mecânico? Sub Tópico: Existe ou Não Existe a Fita com Tal Encontro em meio a graxa, chaves de roda e macacões suados?
- Quem Comeu a Fofão do Transas?
Se você não é de Goiânia, não precisa passar reto por esse post saudosista, mas prometo que não tardo a falar sobre a minha querida Indielândia, o lugar onde meu Alter Ego foi mais feliz!
Daniel, dia 9 eu tou aí em Goiânia com um livro procê, vamos nos falar por e-mail!
Febre Alta é uma singela homenagem ao escritor inglês Nick
Hornby, autor de FEBRE de Bola e ALTA Fidelidade, dentre
outros.
Randall fez 30 anos, e depois de uma curta temporada em São Paulo,
casou e mudou-se para Sorocaba, que insiste em chamar de Manchester.
Hoje, voltou para São Paulo e vai à pé para o trabalho. Ainda é advogado
e quer ser escritor quando crescer.
Randall escreveu Além das Portas, Clichê de Verão, e Não Cai do Céu, Daniel.
Atualmente, tenta finalizar
seu quarto romance, Pizza Fria.
Randall acredita: em John Lennon, que o primeiro dos Stone Roses
é o melhor disco de todos os tempos, que é meio Jedi e que sua vida
está sendo escrita pelo Nick Hornby.
Randall ouve: de Los Hermanos a Belle and Sebastian, e todas as
variações permitidas em lei.