Foi assim, às 6:10 da manhã, que eu me despedi. Ontem foi a última noite que dormimos lá, e pouco antes ela foi homenageada por pessoas da maior qualidade em sua despedida: Giba & Tânia, Flávia & Azamba, Ti e o Fefas em carreira solo. Pizza e Coca Light. Altos papos, mas a Laura já estava meio chochinha... vai ser mais difícil pra ela, imagino. A casinha que ela pôs o gesso da Capela Sistina, que pintou as paredes da escada e do quarto...
A Casinha vai continuar existindo lá e sendo nossa, o pagamento do Condomínio dela todo mês não vai me deixar esquecer, mas "a nível" de Lar, "enquanto" residência, já era. A Laura quer ficar lá até sábado, que vai rolar a mudança e eu penso que o mundo deveria ser mais legal, tipo "ser humano", e permitir que a gente tivesse condições de alugar o muquifinho e ao mesmo tempo conservar a casinha do jeito que tá. Com o rack, minha mesa de botão e as poltronas supersônicas, que não vão caber aqui...
- Valeu, Casinha! Que os próximos moradores peguem um pouquinho do que eu e a Lau deixamos por aí...
Paripasso, aqui vou eu rumo ao mundo encantado dos apartamentos, onde sempre morei e segundo o Azamba, soltava Pipa no ventilador. Ontem fiz pela primeira vez o novo trajeto Trampo-Casa, e down hill, com todos os santos ajudando, deu 11 minutos! Da minha mesa até a porta do elevador, com aquele simpática plaquinha avisando que só devemos usá-lo se o mesmo estiver parado no andar... fico imaginando a carnificina que era antes do advento dessa advertência de luminoso saber, com pessoas caindo a todo instante no fosso dos elevadores, arrebentando a porta a todo o instante pra poder entrar, mesmo que o "mesmo" não estivesse parado no andar!!!!
Nos vemos na terça, Lau, no nosso novo Lar, mais um que tu me destes... você é foda!
Há algum tempo venho trocando experiências com uma leitora que eu considero MUITO especial. Antes de dizer o porquê, tenho que dizer que, quando estava prestes a lançar o "Além das Portas", meu grande sonho era que um (a) desconhecido (a) comprasse meu livro. Tinha que ser desconhecido total, que pegou o livro, gostou da capa, leu a orelha, tale coisa... no lançamento de Goiânia, meu nobre amigo Drayan levou duas gurias pra comprar o livro, e isso quase supriu minha necessidade onírica nesse sentido.
Eu digo quase, pois no caso atual, a menina ganhou o livro de um amigo que comprou na Sensorial (nenhum dos dois me conhecia), gostou e me procurou na internet pra... enfim, Holden Caufildinizar comigo, o que desde então vem ocorrendo. Indiquei outros livros a ela, fã de Pixies. Meu favorito é o Doolittle, o dela é Surfer Rosa. Disse que meu escritor nacional favorito tinha escrito um texto do caralho sobre o disco e que ia mandar pra ela por e-mail assim que achasse.
Achei e lembrei que ele foi escrito depois de uma das melhores noites da minha vida. Lembro que estávamos às vésperas do CPF que eu não iria, pois ia casar logo em seguida, além do quê, achava que Breeders não merecia tal deslocamento. Mas se fosse o Pixies...
Sei que tanto eu quanto meu amigo (ele com Pixies, eu sem - e prefiro não tocar no assunto), hoje, somos infinitamente mais felizes do que nos achávamos naquele tempo. E o texto afudê é esse aí embaixo, que eu roubei pra você, Viviani!
Surfer Rosa - Pixies
Eu não sinto cheiro. Sim, é uma confissão bizarra, mas a verdade é que o meu olfato é preguiçoso. A razão para isso, acredito, seja a bronquite asmática que me acompanhou durante toda a infância, até um doutor alternativo receitar um xarope com gosto de morango. Mas o estrago já estava feito. O meu nariz nunca mais foi o mesmo, e acabei adquirindo uma pré-disposição a ficar gripado. Hoje tudo está estabilizado, graças ao meu comprimido diário de Supradyn. Só que no final dos anos 80, a gripe era uma espécie de menstruação masculina para mim: uma vez por mês ela aparecia, às vezes fraca, outras mais forte.
No entanto, as dores no corpo, a coriza, os espirros, nada me impedia de ir ao centro de Porto Alegre para comprar os meus discos. Em uma tarde de terça-feira, eu estava praticamente me arrastando pelas ruas, mas, mesmo assim, peguei o ônibus em direção à Galeria Chaves. Revirando as novidades da Casa Coelho, fiquei extasiado com a foto de uma mulher com os seios desnudos. Uma espanhola, em uma pose sensual, uma imagem em tons sépia de tirar o fôlego. Eu já tinha lido sobre aquela banda em uma antiga Bizz, por isso decidi ouvir o disco na própria loja. Achei tudo muito barulhento, sujo, mas fui capturado pelo contrabaixo básico e a doce voz de uma mulher. Era a quinta faixa do Lado A do álbum Surfer Rosa. A música se chamava Gigantic, a banda atendia pelo estranho nome de Pixies, e a dona da voz assinava Ms. John Murphy. E, não é preciso dizer, tirei a agulha do vinil no meio de Gigantic mesmo e imediatamente levei o disco para a casa.
Apesar de ser um fã de rock barulhento como todo adolescente, o som dos Pixies em seu álbum de estréia parecia algo difícil de ser digerido. Tudo parecia muito tosco e, por incrível que pareça, bem produzido. Pois bem, naquela mesma tarde de terça-feira, cheguei em casa acabado. Estava literalmente apanhando da gripe. Decidi, então, deitar na cama. Mas antes coloquei o Surfer Rosa para tocar. Veja bem, em 1989 não existia aparelho de CD. Por isso, não pude programar para tocar apenas Gigantic. Decidi enfrentar todo o Lado A e coloquei o álbum desde o começo. Aumentei o volume até onde as quatro enormes caixas de som de meu quarto agüentavam. E me joguei sobre o edredom. O que aconteceu a partir dali foi uma espécie de revelação.
A bateria seca, quase tribal, de Bone Machine começou a martelar nos meus ouvidos e, de repente, entram aquelas guitarras agudas, o contrabaixo burro e a voz de hospício de Black Francis. Quando dei por mim, já estava cantando junto. E foi então que descobri que, apesar de tudo, aquela música era pop. Aí acabou o Lado B, saí correndo da cama, virei o disco e a maionese desandou de vez. Só de ouvir o início de Where Is My Mind? eu já tive certeza de que havia encontrado uma nova banda para amar. O mais surpreendente é que, depois de ensurdecedores 32 minutos, eu estava curado. A gripe havia ido para o espaço.
Empolgado com a minha aspirina musical, tratei de divulgar o Surfer Rosa na escola. Rafael Gerhardt, um de meus melhores amigos, também se apaixou pela banda. Juntos, criamos o Gigantic Fan Club, provavelmente o primeiro fã-clube dos Pixies no Brasil. A coisa não foi para frente porque ninguém mais queria fazer parte. Até mesmo a Rádio Ipanema, a rádio mais alternativa que já ouvi no país, não atendia aos meus pedidos e nunca tocava uma música dos Pixies. Mas tudo bem. Afinal, ser incompreendido é uma das melhores sensações que um adolescente roqueiro pode ter em sua vida.
Até 1991, quando a banda anunciou o seu fim, persegui de todas as formas os Pixies. Consegui discos e compactos importados, colecionava revistas com eles, achava que o mundo seria bem melhor se todos, pelo menos um dia, ouvissem um disco deles no volume máximo. O meu, pelo menos, foi. Além de ficar menos gripado, aprendi que nem sempre a perfeição é o melhor a se procurar. Foi uma lição punk tardia, é verdade. Mas, caramba, que lição.
Por que será que quanto mais uma coisa está próxima de acabar, menor é nossa tolerância em relação a ela? Hoje é o meu penúltimo dia de fretado, semana que vem posso me dar ao luxo de acordar por volta de oito e meia todos os dias, mas essa levantada às quinze prás seis da manhã já deu. Acordei bravo, intragável! Não suporto mais essa rotina, preciso falar isso.
Acho que a minha vida está prestes a dar um enorme salto de qualidade. A Laura ontem me perguntou como foi quando eu fui embora de Goiânia e deixei a família pra trás, os amigos, a faculdade onde me formei, meus vínculos. Essa pergunta não tem resposta, pois apesar de ser extremamente nostálgico, esse lance de lanterna de popa não funciona comigo, lugar de farol é na frente do carro.
O Engraçado nisso tudo é que nasci num lugar, cresci em outro, me casei noutro, devo me reproduzir por aqui, que é um novo lugar... acho que Porto Alegre é um bom lugar pra envelhecer.
Mas será que num dia em que meu filho fizer uma exigência frívola e eu pegar o cajado pra fazer discursos acerca do devido valor que deve ser dado ao dinheiro, eu vou resistir e conseguir NÃO dizer que passei mais de um ano viajando entre Sampa e Manchester todos os dias? Não sei, mas ontem fizeram uma festinha prum tiozão que tá há 15 anos nessa balada...
Lembro bem do meu primeiro lançamento, o Torero lá na outra ponta e eu pensando em alguma coisa inteligente pra falar. Fiquei mudo e quando ele leu meu nome, perguntou se era eu quem também ajudava ele a escrever a coluna...
Não tive coragem de ir na do Marcelo Rubens Paiva, a idéia era levar um "Além das Portas" pro culpado e tentar dizer coisas inteligentes, mas amarelei e nem apareci. Mas fui no primeiro lançamento da Clarah, que acertou a pronúncia do meu nome enquanto assinava o Máquina.
Ontem eu estava perto dos meus amigos e futuras editoras (adorei a idéia de ter Editoras, Paulo F), mas estava nervoso à medida que ficava mais perto do meu amigo que ia assinar meu "Cassino Hotel". Ele se levantou e me abraçou, gesto que eu - por curiosidade egoística observando - não vi ele repetir outras vezes, o que não vem absolutamente ao caso. Acho que todo mundo curtiu e está exibindo sua dedicatória, mas a minha foi finalizada com perfeição: "Vamos juntos à Lua!" Foi a melhor de todas na noite, que ninguém ouse contestar!
Ele disse não acreditar que eu gostei desse livro, mas eu abusei um pouco mais da pretensão e disse que gostava mais do Clube como escritor, e curtia mais o Cassino como leitor. O que quer que isso signifique ganhou a concordância do Chefe, mas quer saber MESMO minhas impressões acerca do livro?
Sei que temos pouquíssimo tempo pra nos despedir da Casinha 20 antes de nos instalarmos no Muquifinho Querido Perto do Trampo (minhas casas tem que ter nome e vontade de ser casa do Giba, Tânia & Maíra quando crescer), e piora com essa história do local do encontro interno da empresa ser num lugar secreto.
- Lau, vou viajar na sexta e só volto na segunda. É uma atividade que acontece de 2 em 2 anos e tale coisa
- Prá onde?
- Segredo. A gente só descobre na hora e fica incomunicável.
Até aí, tudo bem, mas agora esse lance de festa à fantasia... Fantasias temáticas, estritamente relacionadas com o Brasil. Não quero gastar dinheiro. Mas estou sem idéias. Sugeriram um fardão da Academia Brasileira de Letras, mas além de não ser algo que se alugue em qualquer esquinha, corro o risco de nunca mais querer tirar. Sugeriram coisas bacanas como Jô Soares e Bussunda, mas não. Pai de Santo pode pegar mal, pois tem um pessoal de Oxossi aqui, outros de Iansã (o brother envolvido com essas paradas só me chama de Grande Randall de Xangô), sei lá... por enquanto, tou pensando em ir de Caetano Veloso, basta passar a noite inteira falando merda com sotaque hórrível.
Vou te dizer que o sábado passado na Sede Litorânea da Casa Mais Divertida foi ruim não, viu? Junte 3 verdadeiros CANALHAS que pegavam uma maldadezinha aqui, passava, levantava e o outro cortava, e você vai ter um estoque de risadas pro final do ano inteiro! Já dizia o Helinho, que lugar bacana é onde a prosa dá liga! Claro, gargantas molhadas, garçons devidamente engraxados e nos tratando na palma da mão, um dos canalhas capaz de tirar da manga uma caldeirada de mexilhões, sashimis e receitas exóticas de peixe, aaah! Confesso, fui nocauteado! Sei que lá pelas 11 da noite estávamos envoltos em papos bio-psico-sociais, mas logo depois eu acordei de um sono profundo sem saber direito onde eu estava.
O Mahatma não anda mal acompanhado não, viu? Faltou o Andy com a Sophia além de, claro, minha Laura, mas que eu estou completamente desintoxicado, isso eu estou!
Mas hoje o dia é do meu amigo André, que a partir das 19 horas estará autografando seu Cassino Hotel na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Eu não consigo imaginar uma outra oportunidade de juntar todo mundo de novo... quem vai?
Algumas coisas realmente só acontecem aqui na empresa, como quando eu tentava dizer que tenho raiva do vinho branco, pela simples razão de que ele não deveria existir, já que existe o vinho tinto.
- Mas por quê raiva do vinho branco e não do tinto suave?
- Ah, vinho suave é odiento, mas sei lá, tenho uma história remota em que ele era presente, mas vinho branco... existe o tinto, pra quê o branco?
- Eu entendo o Randall, é a mesma coisa que eu sinto com relação ao Strogonoff de frango.
- Oi?
- Pra quê fazer um Strogonoff de FRANGO? Eu acho que nem se come frango na Rússia!
Precisei "Randicar":
- Mas o Strogonoff não é russo - olhares significando "claro que é, ficou louco?" - Verdade, é uma invenção de um malandrão carioca, que incluiu creme de leite no picadinho de filet mignon e chamou de Strogonoff, provavelmente inspirado num prato da culinária russa que chama Estraganov, que não tem nada a ver com Strogonoff.
- Como é o Estraganov?
- Como assim?
- Ué, complementa a informação, serviço completo, por que eu acreditaria nessa história?
- Eu precisaria ligar pro meu pai.
- Liga agora.
- Alô.
- Fala coroa, beleza? Vem cá, como é a receita do Estraganov?
- Filet Mignon, creme de leite...
- Não, pai, o Estraganov, o original russo.
- Ah tá. Iogurte natural, pimentão, creme de leite, extrato de tomate e pequenos escalopes de filet mignon flambados no conhaque.
- Beleza, valeu.Então, é isso.
- É? Iogurte, escalope, conhaque... preciso comer essa porra! Não é possível que em São Paulo não tenha um restaurante russo, vou comer essa porra. Mas Randall, me diz uma coisa, seu pai existe de verdade?
Abro muito poucos e-mails cujo título vem precedido de um "Fwd". Encaminho menos ainda, e pra um número reduzidíssimo de pessoas. Mas esse abaixo é um daqueles que eu faço questão de compartilhar com outras pessoas, e como sou muito preguiçoso pra mandar e-mails, posto-o.
Trata-se de uma coletânea de advertências que um médico brasileiro encontrou em produtos num supermercado em Portugal, onde fazia um congresso. O non sense é tanto que desconfio da veracidade de alguns avisos, vamos lá:
Num secador de cabelos:
"NAO USE QUANDO ESTIVER DORMINDO"
(Sei lá, você pode querer ganhar tempo....)
Na embalagem do sabonete anti-séptico Dial:
"INDICAÇÕES: UTILIZAR COMO SABONETE NORMAL"
(Cabe a cada um imaginar pra que serve um sabonete anormal...)
Em alguns pacotes de refeições congeladas Swan:
"SUGESTÃO DE APRESENTAÇÃO: DESCONGELAR PRIMEIRO"
(É só sugestão! De repente o pessoal pode estar a fim de chupá-las como picolé...)
Num hotel que oferecia touca para a ducha:
"VÁLIDO PARA UMA CABEÇA"
(Alguém muito romântico poderia colocar a sua e a da amada na mesma touca)
Na sobremesa Tiramisú da marca Tesco, impresso no lado de baixo da caixa:
"NÃO INVERTER A EMBALAGEM"
(Oops!!! RRRaiooosssss!!! Acho que fiz uma besteira!)
No pudim da Marks & Spencer:
"ATENÇÃO: O PUDIM ESTARÁ QUENTE DEPOIS DE AQUECIDO"
(Dedução brilhante!!!).
Na embalagem do ferro de passar Rowenta de fabricação alemã:
"NÃO ENGOMAR A ROUPA SOBRE O CORPO"
(Gostaria de conhecer a infeliz criatura que não deu ouvidos a este
aviso)
Num medicamento pediátrico contra o catarro infantil, da Boots:
"NÃO CONDUZA AUTOMÓVEIS NEM MANEJE MAQUINÁRIA PESADA
DEPOIS DE TOMAR ESTE MEDICAMENTO"
(Imagine quantos acidentes poderiam ser evitados se esses travessos
miúdos de 4 anos ficassem longe dos volantes dos carros e das
retro-escavadeiras Caterpillar)
Nas pastilhas para dormir da Nytol:
"ADVERTÊNCIA: PODE PRODUZIR SONOLÊNCIA"
(Pode não, deve!!!! Foi prá isso que eu comprei!!!!)
Numa faca de cozinha:
"IMPORTANTE: MANTER LONGE DAS CRIANÇAS E ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO"
(Será que lá os cachorros e gatos são ninjas disfarçados? Nunca vi
nenhum mexer em faca!! )
Numa caixa de luzes decoração de Natal:
"USAR APENAS NO INTERIOR OU NO EXTERIOR"
(Alguém pode me dizer qual é a 3ª opção?? Será o espaço cósmico?)
Nos pacotes de amendoim da Sainsbury:
"AVISO: CONTÉM AMENDOINS"
(Mania de estragar as surpresas!! Se não me contassem eu não saberia....)
Numa serra elétrica da Husqvarna, de fabricação sueca:
"NÃO TENTE DETER A SERRA COM AS MÃOS OU OS GENITAIS"
(Kit de castração caseira??!! Essa eu não entendi!!!)
Num saquinho de batatas fritas:
"VOCÊ PODE SER O VENCEDOR. NÃO É NECESSÁRIO COMPRAR. DETALHES DENTRO".
(Dentro do que??? Onde???)
Numa fantasia infantil de Super-Homem:
"O USO DESSE TRAJE NÃO O TORNA APTO A VOAR"
(Olha como isso destrói a imaginação da criança!)
Sexta-feira... um convite quase impossível de se recusar, mas difícil de ser praticado por complicações logísticas... uma quase ausência de nariz por causa da noite retrasada dormida com o ventilador na cara...
Sushi - Metrô - Teenage Fanclub - Senso de Humor - Fnac - O´Malleys - Yoda - Cachecol - Mensagens - Humphrey Bogart x Harrison Ford - Milhões de Janelinhas Acesas - Paulo Baier - Liberdade - Buenos Aires - Avenida Paulista - Copo de Pint - Conjunção dos Astros - E-Mail - Pedaço da Pizza - Planos de Total Extermínio de uma Raça - Coldplay - Tom Cruise x Vampeta - Paolo Rossi - Vista Panorâmica do Itaim - Oportunidade - Vida Cultural - Newcastle Brown Ale e todas as outras tentativas "ale" de se chegar aos pés da melhor cerveja do mundo...
Advertência: Não tente entender essa lista sob nenhum aspecto, a menos que você tenha conseguido, de alguma forma, abrir minha caixa craniana e entrado na minha cabeça.
Da primeira vez, eu nem estava esperando; era pra ser só uma passadinha na Saraiva do Eldorado, mas ele apareceu na minha frente, quase gritando: "O Clube dos Corações Solitários" - André Takeda! Peguei aquele livro do cara que havia editado um conto meu na TXT Magazine e que escrevera "Um Adolescente Nos Anos 80". Peguei o livro e já no brilhante prefácio de um tal Lúcio Ribeiro (acreditem, eu ainda não sabia quem era esse cara, pode?), senti que era algo diferente, uma espécie de sequência da pontada sentida em "Feliz Ano Velho", algo que ia do "Quero fazer algo assim" para o "Acho que consigo fazer algo assim"...
Escrevi um e-mail pro escritor, com uma analogia do que meu pai disse que sentiu quando viu o homem pisar na Lua, algo como quase não acreditar que um "igual" tenha conseguido uma coisa tão fantástica como aquela. Um livro decente, por uma editora decente, isso era o ápice do sonho de qualquer aspirante a escritor, no meu caso, um pouco mais, pela afinidade com os temas e propósitos. The Man on The Moon!
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Achei que não haveria mais espaço pra analogias e metáforas, do tanto que eu havia esperado pelo Cassino Hotel, mas ontem, estava na Cidade Universitária com a Laura e ela queria chegar no prédio da Filosofia e Ciências Sociais pra buscar uma amiga, mas não sabia direito o caminho...
- Ah, Lau, procura um monte de gente com barba, bolsa, chinelo de couro e cara de pouca disposição pra 8 horas de trabalho por dia...
Não tem nada a ver com o propósito do post, mas achei que talvez não teria oportunidade de relatar isso aqui se passasse o calor do momento, mas logo depois, enquanto eu empreendia minha pouco bem sucedida campanha de angariar votos pra Soninha, comecei a falar sobre a Doutrina Zen Budista, e ela falou:
- Randall, deixa de ser falso! ZenBudismo, você? Desapego material, raspar a cabeça, roupinha laranja e viagens pro Nepal? Nada de picanha sangrando? O mais próximo que você vai chegar do ZenBudismo é ser um Zé Bundista!
- Lau, se você me ama, vai parar rapidinho no Villa Lobos...
- Pra quê?
- Comprar o livro novo do André...
- Precisa ser agora?
(Precisava responder? Não, né? Ela parou, pois me ama...)
Então, brother, eu queria te agradecer por esse livro, mesmo sabendo que não sou merecedor de todo aquele carinho exposto, principalmente você, que é averso a exposições. Thanx!
Quer saber como é, dessa vez? É como se meu amigo que jogava bola na rua comigo, com tijolos/latas/havaianas servindo de goleiras, fosse convocado pra Seleção Brasileira... e você vai pra frente da televisão vê-lo em campo, amarelinha no corpo, mão no peito, hino tocando... muitos gols pra você nesse futuro, brother, o próximo jogo eu vou ao vivo, na Cultura do Conjunto Nacional, às 19 horas.
Lembro de passar alguns dias com meu pai no hotel onde ele morava depois que se separou da minha mãe. Não era um hotelzaço, mas tinha aqueles característicos cafés da manhã, e também um cinema, de onde vem a minha primeira memória nesse aspecto, mesmo sem sequer lembrar qual era o filme. Não eram tempos de vacas gordas, mas ao menos tinham vacas e quando elas emagreceram demais, meu pai passou uns tempos num quarto dos fundos na minha vó, onde eu morava. E eu me lembro muito bem do que vou relatar agora, que foi meu pai chegando muito tarde (mas sóbrio) depois de duas sessões de Guerra nas Estrelas. Sei que era 1977, mas só lembro que era muito pequeno e minha vó reagiu com protestos quando ele me levou para o quarto dele àquela hora, sob o pretexto de me contar uma história...
E assim ele fez; como se contavam historinhas da Bela Adormecida e da Branca de Neve, meu pai me contou uma história com naves espaciais, monstros e pistolas de raio laser. Lembro de ter chegado em casa no dia seguinte e ver em cima da minha cama um cabo de vassoura enrolado com fita isolante amarela (que ele provavelmente tungou na Caixego), que ele disse ser meu Sabre de Luz! Pegou uma bola de tênis e ficou me treinando pra ser um Cavaleiro Jedi! Não sei se foram as pancadas no dedo dele, ou a sedução para o lado gelado e espumante da Força que interromperam meu treinamento, mas eu pegava meu Sabre, a bolinha e ficava jogando-a na parede pra tentar acertar de volta, até as pessoas ficarem falando que eu estava treinando Baseball!!! Ninguém me compreendia "enquanto" Jedi, o que continua acontecendo...
Em 80 eu me lembro de ter ido ao cinema ver "O Império Contra-Ataca"; aliás, eu lembro que praticamente toda a minha família foi. Não entendi direito o que acontecia, ficava achando que o Yoda era do mal e que não fazia o menor sentido o Han Solo ser congelado e o Luke perder a mão. Uns 3 anos depois, com o advento do vídeo cassete, eu pude enfim assistir Guerra nas Estrelas, sem legendas, o que significava uma tradução simultânea do meu pai e seu inglês "dog, cat, house, the book is on the table". Com isso, durante muito tempo eu achei que o Han Solo não tinha ido batalhar contra a Estrela da Morte por que o Luke exigiu que iria sozinho... Foi duro encarar a realidade alguns anos depois!
Sei que "O Retorno de Jedi" estreou e eu fui assistir no primeiro dia, na primeira sessão, aproveitando que meu pai trabalhava do lado do Cine Ouro e que eu estava de férias. Assisti duas sessões seguidas, usando o truque malandrérrimo de me esconder embaixo das poltronas e entrei na Caixego alugando meu pai pra ele assistir, que era o melhor filme do mundo e isso e aquilo. Era sexta feira, a boca dele já deveria estar sentindo o gosto antecipado da cervejinha sagrada, mas o meu primeiro Obi Wan foi lá comigo assistir a sessão das oito - todavia, declinou da sugestão aplicar o truque, e ainda me repreendeu pela utilização de tal expediente.
Quem acha exagero, precisa voltar ao tempo em que os filmes demoravam uma eternidade até chegar em vídeo, então, aproveitávamos o tempo dele em cartaz no cinema pra vermos tantas vezes quanto fosse preciso.
Em 97, passaram os filmes de novo no cinema, eu senti uma pontadinha da emoção original, levei o Petrônio pra assistir e apliquei minha namorada da época no maravilhoso mundo de Star Wars, mas alguns meses depois, ela disse que eu TINHA que ir ver o show do Netinho com ela, pois ela tinha ido "assistir aqueles três filmes idiotas de monstros espaciais".
Ontem eu assisti metade do Episódio IV em casa, assim como o trailer do Episódio III, me empolgando com a emoção que aquele "Murilo Benício" do Anakin descreve como se sentiu ao vestir a roupa de Darth Vader pela primeira vez... sim, o bom e velho Darth volta nesse episódio, e luta pela primeira vez com o Obi Wan!!!!
Eu e o Obi Wan cruzamos nossos Sabres de Palavras muitas vezes na vida, mas eu queria era que ele se sentasse ao meu lado na outra poltrona supersônica e visse a Trilogia comigo (sim, claro, ele acha os novos episódios UMA BOSTA), e aproveitasse também pra ver que tipo de Jedi o Padawan dele se tornou...
Sim, Star Wars significa isso tudo pra mim, o que acaba justificando esses bonequinhos em cima da minha mesa, e facilita bastante pra interpretar o que EXATAMENTE o Tony Parsons quis dizer ao mencionar que o atual marido de sua mulher não tem muita afinidade com seu filho, pois, ao invés de Star Wars, ele prefere Harry Potter... PERFEITO!
O ônibus para e assim permanece por algum tempo; mesmo com sono de quem foi dormir a uma e acordou 5:45, eu percebo que algo errado aconteceu.
- Vamos voltar e ir pela Raposo...
Raposo? Como assim, Raposo? Roubaram a Castello? Sim, pois mesmo que ela tenha pegado fogo e se transformado numa estrada de terra, ainda assim é mais rápido que pegar a Raposo.
Pegaram a Raposo!
Duas horas e Quanrenta de viagem e vejo que, entre o horário que acordei até o momento de lligar o computador no escritório, transcorreram 4 horas! 4 horas jogadas inteiramente fora, passando calor por que as pessoas tem princípios éticos contra o Ar Condicionado, 4 horas que eu nunca mais vou recuperar de volta! Sei que é uma expressão "malaco-adolescente", mas NINGUÉM MERECE!
Normalmente gasto uma hora e meia nessa brincadeira intermunicipal, mesmo tempo que eu gastava de trem indo do Itaim pra Alphaville, no meu antigo emprego. Mas a partir de outubro, eu vou gastar uns 15 minutos, a pé! Sim, o muquifinho que eu e a Laura alugamos fica a 3,4 quadras do trampo e ainda não realizei isso na minha cabeça, sabe? Ler a Folha de manhã, sair de casa pra trabalhar com o dia claro, não depender de fatores externos para chegar no horário, poder ficar um pouco além do expediente pra finalizar meu dia, tomar café da manhã, poder se dar ao luxo de perder a hora sem consequências drásticas e custosas financeiramente. Isso nunca me aconteceu, de poder ir a pé pro trabalho. Quer dizer, em Goiânia eu até ia, mas não por que fosse pertinho, mas por que eu ganhava pouquinho e indo a pé economizava a grana do transporte (pode parecer excesso de mão-de-vaquismo, mas essa economia dava pra comprar as passagens de ônibus ida e volta pra Sorocaba em 99/2000). É óbvio que nem tudo serão flores, o apê é quase do tamanho do meu quarto atual (e eu sou um cara tão esquisito que aparentemente não estou ligando muito pra falta de espaço, apesar de ontem ter caído a primeira ficha, quando a Laura disse que não dá pra gente comprar um computador simplesmente por que não cabe) e a grana vai apertar fortíssimo, mas ainda tenho aquele sentimento de que no fim, tudo haverá de dar certo!
Aqui vamos nós pra um novo começo, uma nova fase da vida, que traz de voltas as ansiedades e medos de sempre, mas a cada vez que você supera uma adversidade, fica mais apto pra enfrentar as que vem e vem e nunca param de vir...
Mas deixa eu dizer de novo que vou morar a 15 minutos do trampo?
E quem apareceu no domingo, substituindo o Tostão com bastante sucesso? Ninguém menos que o meu colunista favorito, que havia pendurado as chuteiras na Folha e sendo substituído por um idiota completo e um sensaborão. Não por acaso, o tema de ontem foi a SUBSTITUIÇÃO. Ele falou de alguns reservas notórios como o Escurinho, mas esqueceu do Cantarelli, e ao final disse que era uma crueldade com o leitor ele substituir o Tostão.
Aí me lembrei de uma vez em que o Zico, já vendido para a Itália, veio participar de um jogo-despedida do Raul... veio, jogou, encantou e foi embora. Assim como o meu amigo Torero, desaparecido e feliz com seu Santos, que ontem apareceu e mal deu pra matar as saudades de seus colunismos ludopédicos.
Uma outra grata surpresa (essa me fez até pular na poltrona) foi ler na Folha o lançamento de "Marido e Mulher", do Tony Parsons uma espécie de sequência de "Pai e Filho" e que eu aguardava ansiosamente!!!! "Pai e Filho" foi um dos melhores livros que eu li em 2002 e faço questão de indicar a todo mundo. Ouvi dizer que tem um filme e que passa na TV a Cabo, mas deve ser naqueles horários secretos que eles escolhem pra passar "Febre de Bola".
Se eu conseguir me conter, leio o Tony Parsons até pegar o Cassino Hotel direto na fonte, daqui uma semana. O problema vai ser conseguir fazer caber esses dois livros no orçamento do mês, já um tanto combalido com A Trilogia que deve chegar amanhã, se a Laura me fornecer alguns números preciosos, o que será uma prova de amor tão contundente quanto o Frejat ter tirado o topete pelo Cazuza... e superará o fato de eu nunca ter tido um canivete decente!
Faz tempo que eu não falo de futebol por aqui, né? Sei que o assunto não é dos favoritos de quem frequenta o espaço e o último findie não foi dos mais animadores pra abordar o tema, com o Goiás levando uma tunda do Flamengo com meu amigo Rodrigo apitando (PÉ FRIO!) e um clássico letárgico na Gaiola das Loucas entre o Timão e o Village People F C. Sem falar no empate horroroso do Verdão e a vitória "deu pro gasto" do Santos, foi péssimo, hórrível, como diria o Ministro da Cultura.
Tudo bem que o Goiás jogou desfalcado, especialmente do titular da lateral direita da Seleção Brasileira, que fez muita falta, mas não justifica levar de 4 dum timeco como o Flamengo atual. Acho que vou acabar me conformando definitivamente em não ter grandes expectativas com o Goiás, pois essa insuperável capacidade de "peidar na capota" parece não desgrudar do meu time, nem numa época como a atual, em que os times todos estão numa draga sem tamanho.
Ainda bem que o findie em ritmo de despedida da casinha não teve só futebol. Mesmo sem muitos eventos emocionantes, foi uma ótima maneira de encerrar a semana, assistido 21 Gramas (ótimo!), muitos episódios de Friends numa lógica randômica, ensinei a Laura a jogar xadrez, almoçamos e jantamos pizza, bebemos algumas e conversamos como vai ser a partir de outubro, em dimensões menores (talvez mais adaptadas à nossa realidade) e com uma leve sensação de zero-a-zero em relação à vida...
A cada dia que passa, a velhice é algo que me atormenta. Nem tanto pela questão da próstrata e da brutalidade de seu exame, mas por ver aonde a estrada chega. Eu vejo meus pais e segundo consta, ambos eram muito bonitos, lindões mesmo! E a visão deles na casa dos 50, não é nada animadora, principalmente pra mim, que nem mesmo no auge da forma física consegui ser lindão. Mas minha mãe ainda tem vitalidade, faz mestrado, dança, vai pra Escócia e dá pra levar um papo numa boa, se você consegue desprezar um Retorno de Saturno ou um Marte na quinta casa astral que sempre pinta.
Com meu coroa não dá. A Laura diz que é uma coreografia: eu pego o telefone, fico repetindo mil vezes as coisas (algo que eu odeio com quase todas as forças que me restam ao final dia) e desligo bodeado, tendo dificuldades pra dormir. Mas é foda... é foneticamente foda, pois os 3 maços e meio de cigarro cobram um preço e cada dia parece mais complicado falar e respirar ao mesmo tempo. A impressão é que ele põe umas 15 balas Soft na boca antes de falar comigo, e eu não entendo nada! Quando entendo, são coisas como: "Esse livro do Chico Buarque que você me deu é uma BOSTA! Uma desgraça, nunca li nada tão ruim na minha vida!" ou "Washington Olivetto? Cê tá lendo livro desse cara? Um idiota completo, um babaca!"
Não dá. Eu até queria que desse, mas não dá... eu até tiro de letra sugestões de que o Paulo Baier tinha que estar na seleção no lugar do Cafu e comentários acerca do clima, mas no final das contas, acabo deprimido. Acho que vou criar um mecanismo de dirigir as ligações pra casa do Padrin, onde ao final eu até tenho vontade de entrar no site da Gol e ver quanto tá uma passagem pra Goiânia...
Depois que o Fábio falou de Moulin Rouge com um arrozinho de atraso, acho que posso falar de Kill Bill. Quer dizer, falar o quê, né? Que HUMILHA as cenas de luta de Matrix? Ou que o John Travolta tinha que estar no lugar do outro vilão? Acho que só lamentar ter perdido no cinema, mas ontem em casa, nas poltronas supersônicas e com uma pipoca gourmet da Blockbuster, deu pra compensar.
E no mais é como disse o Barry: "É Tarantino! Violento, engraçado e com uma trilha sonora do cacete!"
Eu sou engraçado, violentíssimo (ao menos nas minhas elocubrações de assassinato) e sim, tenho uma trilha sonora do cacete!
Um almoço legal, bem legal... ali do lado do O´Malleys, que, mesmo fechado, me faz pensar naquela Brown Ale espetacular! De repente chegam quatro médicos, ou melhor, quatro sujeitos de gravata e jaleco, todos com aquela porra do estetorcópio pendurado no pescoço! Eu me pergunto: prá quê? Como eu costumo dizer que na Faculdade de Medicina existem matérias como Introdução aos Estudos da Arrogância, Metodologia da Imbecilidade e Prepotência I, II e III, acredito que numa dessas cadeiras eles ensinam os caras a sair na rua com o esteto no pescoço.
Mas já eram 11:45 e perguntamos o que teria para o almoço, ao que o garçom disse:
- Ainda não foi definido, o almoço só é servido meio-dia.
Fiquei imaginando o Chef meditando na cozinha e esperando A Voz dizer, durante um facho de luz, que comida deveria servir aos pobres mortais...
Um filézinho de merluza chinfrin, mas as empanadas e o papo valeram esse dia corrido.
Cabe aqui uma Pequena Utilidade Pública que talvez já tenha até passado da época em que poderia ser útil, mas meu brother achou (embora ele nunca admita que um dia estivesse perdido) "Os Jogos da Atração" que eu tinha emprestado, e se bem me lembro, alguém andou reclamando que queria muito ler esse livro e não o encontrava. Então, faça contato e a gente arregla o empréstimo, o livro é afudê, fica bem no nível do filme!
Falando em livros, em consideração à minha prima Mariana Benvólia, resolvi seguir sua indicação e ler um que chamava alguma coisa como "Salão de Beleza de Patty Jane"... parei nas 10 primeiras páginas, fiquei pensando que se levasse a leitura adiante iria me dar vontade de ir à manicure, tirar sobrancelha e frequentar a prateleira de cremes para o corpo nos supermercados e farmácias (o que, segundo a Laura, não seria assim uma má idéia). Sei lá o que acontece comigo, eu até gostava desse gênero Bridget Jones, mas parece que perdi a paciência, pois com "Melancia" eu fiz a mesma coisa.
O certo seria buscar um Robert Ludlum ou John Le Carré que estivesse dando sopa, algo bem de macho, mas acabei indo de "Tchau, Nestor", da Gisela Rao, que me ajudou a vencer a noite passada insone, quando estive cara a cara com a Morte. Nesses tempos de patricinhas francesas e escovadas italianas, a Gisela foi o que de melhor me apareceu em termos de literatura com pitadas de erotismo, talvez pelo senso de humor impagável da guria, algo totalmente ausente nas outras obras mencionadas.
Sei que ali no criado mudo tem o novo da Donna Tartt, os "Ensaios de Amor" do Alain de Botton e até um certo Benjamin me olhando de canto de olho e pedindo pra serem lidos, com medo de cair na mesma vala comum que eu acabei relegando "O Chão Que Ela Pisa", mas é que existe aí um misto de promessa e compromisso ético com um livro cujo lançamento já está mais que na regressiva, e quando eu puser as mãos nele, preciso estar lendo algo que eu possa largar sem remorso em menos de 2 segundos...
Antes de mais nada, precisamos combinar que a experiência é minha, ok? Então, eu posso dizer que foi uma experiência neuro-bio-psico-sensorial de situação extrema "enquanto" susto, "a nível de" vida & morte. Olhando de um ângulo excessivamente rigoroso, eu apenas acordei no meio de uma tosse misturada com arroto e gosto de bíle na boca, uma puta dor no peito e na garganta. Na verdade, foi só isso o que aconteceu, efetivamente, mas foi no meio da noite, eu tava dormindo, me assustei e entrei numas... sono? Pode esquecer! Antes de compararem com aquele episódio do Ross e o Joey com um sanduíche no meio, eu queria dizer que a dor era lancinante, o susto foi violento e porra, eu tava dormindo, acordei assim, com essas agradabilísimas sensações! Que parecem não ser mais do que sintomas da tal apnéia do sono, tipo ficar um tempão sem respirar e voltar arrebentando com um barulho ensurdecedor (intriga da oposição), sendo que numa dessas pode dar zica no esôfago e tal...
Mas nunca subestime a capacidade que as situações adversas tem de se tornar ainda piores do que já são; ligo a TV no programa em que o Jô entrevista a si próprio e eventualmente outro convidado, dando de cara com quem? O Tom Zé! Na boa, ainda que várias pessoas reconheçam um talento recôndito nessa figura pitoresca, alguém que acaba de sair de um estágio entre a vida e a morte merece ver algo melhor que o Tom Zé - isso pra não dizer que eu estava sonhando com a PJ Harvey fazendo uma Jam com a Cansei de Ser Sexy no próximo Tim Festival!
Você já se pegou despertando em um dia útil da semana, imerso em nostalgia, desde o primeiro minuto do dia? Você segue sua rotina normal de trabalho, estudos e compromissos sociais, mas ligando cada atividade diária a algo de seu passado, mais especificamente a adolescência? E passa o dia todo esperando o primeiro momento de ócio para rever fotos, ou desligar a luz, colocar aquele velho cassete especial para momentos assim e relembrar?
É raro encontrar alguém que não experimentou essa sensação de nostalgia sem melancolia ao menos uma vez na vida. É um dos pequenos milagres sentimentais que levam o indivíduo a repensar e valorizar seu passado, e quem sabe até tomar uma atitude para melhorar o presente. Pois é exatamente essa sensação que a música do Buffalo Tom proporciona.
Formado em Northampton (um subúrbio de Boston, EUA) na segunda metade dos anos 80, o Buffalo Tom conseguiu gravar seu primeiro disco em 1988. Na época, Bill Janovitz, Chris Colburn e Tom Maginnis eram fortemente influenciados por Hüsker Dü e, principalmente, Dinosaur Jr, tanto que J Mascis produziu o álbum. Muita distorção conduzia as faixas do álbum, que teve uma boa repercussão no circuito universitário americano, mas apenas sugeria o potencial do trio.
Eis que surgiu Big Red Letter Day (1994), considerado por muitos como o melhor disco da banda. A exemplo de Let Me Come Over, esse álbum trazia a voz suave de Chris Colburn à frente de algumas canções (como nas belas My Responsibility e Late At Night), mas é a interpretação rasgada de Janovitz que conduz os hits Tree House , Sodajerk e I'm Allowed - essa, com a estatura de um clássico, que nos shows da banda leva o público a cantar os primeiros versos num volume alto a ponto de soterrar a voz de Janovitz.
E caso você tenha acordado se sentindo nostálgico hoje, pode ter certeza que suas memórias ficaram ainda mais saborosas ao som de "Big Red Letter Day", um disco perfeito e sem retoques do Buffalo Tom - uma banda da qual você nunca se esquecerá da primeira vez que a ouvir..."
Sim, pelo texto acima, deu pra ver que eu acordei pra lá de nostálgico. Esse texto foi escrito em outubro de 2002, pelo cara que me criou roquenrolisticamente, para o bem e para o mal. Algumas idiossincrasias eu herdei, outras adquiri sozinho, nessa árdua tarefa de garimpar coisas novas escutando uma dica aqui e um bochico ali. "Big Red Letter Day" é figura cativa no meu Top 5 de discos, embora o Buffalo Tom não figure como banda na lista específica. Aqui em sampa, graças ao espírito quase abnegado do Carlos da Sensorial, praticamente completei minha coleção da banda, incluindo uma coletânea de Lados B e Raridades (por 7 pilas cada um, mais ou menos). O Rafael do Rio disse que passou a ouvir a banda depois de ler aqui no blog e isso me faz sentir como uma espécie de apóstolo da boa nova - nem tão nova assim, pois faz 10 anos que eu ouvi Buffalo Tom pela primeira vez!
E não poderia ter sido melhor o aniversário de 2 Anos dessa versão despudorada de "Meu Querido Diário" com nível Zero de escrita transcedental. Conforme anunciei de véspera, o combinado seria uma tentativa de superávit nas vendas da Brahma, o que acabou sendo cumprido com os devidos acompanhamentos de sempre: a boa e velha picanha, linguiça, pasta de alho, um ou outro queijo mais exótico que resolvi levar para incrementar a pândega e o papo bom de sempre... meu sogro, normalmente reservado, encostou em mim e disse: "Ô jeito bom de atravessar um sábado, né?"
Quis ser desagradável levando umas Bohemias Ale e Weiss, mas um "Friend" do Giba ganhou de mim em desagradabilidade ao aparecer com um estupidamente gelado barril de 5 litros de chope Warsteiner, que durou quase nada, coitado...
Ali combina-se farras com os mais variados destinos, de uma prosaica visita ao Mercado Municipal de Sampa até um veraneio em Floripa! Gasta-se imaginariamente uma grana mega-sênica que por merecimento deveria ser nossa; combinamos assassinatos de seres desprezíveis da face da Terra; sempre com um fundo musical de primeira, com Chico pedindo passagem para Luiz Melodia ser morto de amor no Estácio, para depois Los Hermanos e Coldplay praticamente dividir o palco antes de uma ou outra exentricidade... contamos histórias de vida e mini-desastres pessoais que com o passar do tempo e assimilação da porrada, ganha uma dose de hilariedade perfeita pra servir de pausa entre a picanha e a alcatra com creme de cebola, requinte de crueldade lançado ao apagar das luzes pelo Mahatma.
Ali, eu celebro uma amizade que surgiu de outras improváveis amizades, ganhou força com as trocas de comentários aqui no Febre Alta e consolidou-se com a mais saudável convivência que pode existir. Fui embora com o filhote do Furacão Ivan passando por lá, ainda cedo, um pouco tarde, sei lá... um sábado como esse faz você passar o domingo inteiro agradecendo, e até a segunda feira tem uma certa graça!
Não dá pra falar mais, quem já esteve ali sabe exatamente do que estou falando... e vamos rumo à Terceira Temporada!
Eu quero mesmo é achar "Paratodos", mas essa musiquinha abaixo me persegue desde um "Comédias da Vida Privada" que assisti em 95 ou 6, não importa...
Dueto (Chico Buarque)
ELA Conta nos astros
Nos signos
Nos búzios
Eu li num anúncio
Eu vi no espelho
Tá lá no evangelho
Garantem os orixás
Serás o meu amor
Serás a minha paz
ELE Consta nos autos
Nas bulas
Nos dogmas
Eu fiz uma tese
Eu li num tratado
Está computado
Nos dados oficiais
Serás o meu amor
Serás a minha paz
ELA Mas se a ciência provar o contrário
ELE E se o calendário nos contrariar
OS DOIS Mas se o destino insistir
Em nos separar
Danem-se
ELA Os astros
ELE Os autos
ELA Os dogmas
ELE Os búzios
ELA As bulas
ELE Anúncios
ELA Tratados
ELE Ciganas
ELA Projetos
ELE Profetas
ELA Sinopses
ELE Espelhos
ELA Conselhos
OS DOIS Se dane o evangelho
E todos os orixás
Serás o meu amor
Serás, amor, a minha paz
ELE Consta na pauta
ELA No Karma
ELE Na carne
ELA Passou na novela
ELE Está seguro
ELA Pixaram no muro
ELE Mandei fazer um cartaz
OS DOIS Serás o meu amor
Serás a minha paz
ELE Consta nos mapas
ELA Nos lábios
ELE Nos lápis
ELA Consta nos Ovnis
ELE No Pravda
ELA Na vodca
Hoje me surpreendi com a velocidade desse ano. Sábado o blog faz dois anos e pensei comigo que foi em Agosto/Setembro do ano passado que o Febre Alta viveu assim uma espécie de auge, o que já é suficiente pra dar saudade daqueles tempos de "Ponto de Encontro" e todo mundo na rede. Já faz um ano que a Ludmilla descobriu o blog, pré Orkuticamente, ainda no arcaico Google. Amanhã é aniversário dela de novo, fiz uma homenagem no ano passado. Ela sumiu, como as pessoas às vezes somem daqui e eu faria de tudo pra que nunca fossem, queria tanta gente todo dia por aqui...
E numas de aniversário, segue abaixo um texto de Setembro passado, época meio foda da minha vida, mas que parece ter passado...
Ela era irmã gêmea do meu melhor amigo, mas por decisão dos pais estudava em outra classe. Chegou no meu aniversário, me cumprimentou e disse baixinho no meu ouvido: "Eu sou sua namorada".
Era? Que legal!
No meio da festa, depois de ficarmos um tempão de mãos dadas, algum dos meus amigos incentivou outro e começaram a querer que a gente se beijasse. Ela me deu um selinho e puxando assim, pela memória, é o registro oficial do meu primeiro beijo. O lance continou na escola, mas cortaram os selinhos, só mãozinha dada e o recreio passando... não tinha quadra na escola, e nunca fui chegado nesses brinquedos de playground, nem em pique-pega e polícia/ladrão, então a perspectiva de passar o recreio com a Daniela era bacana e o irmão dela (Cassiano) também ficava com a gente, mas não consigo lembrar do quê - e se - conversávamos. Não era música, nem futebol, nem cinema... cartoons? Sítio do pica pau amarelo?
Eu tinha 8 anos e depois me trocaram de escola... nunca mais os vi, o que não deixa de ser curioso, pois Goiânia não é assim uma megalópole que torna incomunicáveis pessoas que trocam de colégio. Lembro de jogamos contra a outra Segunda Série (a classe dela, no caso) e ganhamos por 1 x 0, EU FIZ O GOL! É, eu ainda não era goleiro, tinha uma namorada e fiz o gol do título da minha classe, atingi meu auge aos 8 anos!
E depois? Depois é só uma eterna sucessão pela busca dessas mesmas coisinhas (namorada, gol do título, melhor amigo, bate-papos no intervalo de qualquer coisa mais séria, a emoção da "primeira vez") e talvez você nunca mais consiga tudo junto de novo, assim como você não consegue mais correr 100 metros rasos com a mesma velocidade ou lembrar a letra de Acrilic on Canvas, mas você permanece buscando. E sempre ajuda uma nova amizade no seu local de trabalho, velhas amizades de outras cidades, um bom show de rock, discos, livros do Nick Hornby e do Veríssimo, uma guitarra, camisetas Cavalera, tênis vermelhos, tatuagens...
Um grande amor ajuda muito!
Diminui aquela angústia de sempre buscar as sensações que acumula durante a vida, mesmo que depois de tudo você nunca mais ligue pro seu melhor amigo e suas ex-namoradas, mesmo que resolva ir jogar no gol (e assim, diminui sensivelmente as chances de marcar um gol do título)... e hoje eu nem no gol jogo mais! Faz mais de 4 anos que eu não piso no Serra Dourada...
E isso pode ficar parecendo uma mistura piorada de Momentos (poeminha atribuído controversamente ao Borges) com o vídeo do "Filtro Solar", mas sabe que existe mesmo aquele lance de PENSAR NA VIDA?
Ontem talvez tenha sido o dia mais estressante que eu passei aqui na empresa, mas nada que me desestabilizasse. Tudo bem que quando o Diretor-Presidente saiu da minha sala e berrou "Randall, você ficou maluco?", o pessoal da farmácia do outro lado da rua ouviu pelo menos o MALUCO... não que berros me chateiem, minha família costuma conversar amistosamente em decibéis acima do normal, e a minha aprendizagem jurídica foi com um Mestre que, além de provavelmente ter sido criado em beirada de cachoeira, não primava pela delicadeza no trato com demais seres humanos. Mas aos poucos a gente vai deixando de ser sensívelzinho, o couro vai engrossando de tanto apanhar e com o passar dos anos, acabamos aprendendo. Sim, eu sou um dos adeptos da psicologia da porrada, mas não vem ao caso.
O caso é que ontem eu praticamente me encontrava no Olho de um Furacão, correndo contra o tempo e sendo questionado acerca da minha momentânea sanidade mental - o que foi automaticamente corrigido quando deixei minha verve criativa de lado e fiz apenas e tão somente o que me havia sido solicitado -, nem percebi direito a real dimensão do furacão, que parece estar passando sem maiores devastações.
Me lembrei de uma frase dessas de cunho motivacional que circulou outro dia aqui na empresa: "O diamante é apenas um carvão que se deu bem quando submetido a uma imensa pressão". Diamante... Carvão... Carvão... Diamante... Carvão, outros carvõezinhos queimando sem a menor pretensão de virar diamante, uma picanha sendo generosamente queimada em cima, rodeada de cervejas geladas e gente da melhor qualidade batendo um papo afudê, que a vida não está nada fácil, viu?
Companhia agradável no meu 7 de setembro sem muito brilho e glamour foi o Veríssimo relançado e requentado. Algumas crônicas eu acho que já sei de cor, mas leio de novo. E rio sempre. Annie Hall dublado foi foda, mas um dia com Veríssimo e Woody Allen ajuda um pouquinho a aplacar a falta que a Laura anda me fazendo nessa nossa rotina muito louca de trabalho. E aí eu me lembro que a Laura não gosta do Woody Allen exatamente por causa da voz que dão a ele nas dublagens. É muito pouco, eu sei, mas eu não gostava pelo simples prazer de irritar meu pai (o que acabava convergindo em mais uma grande oportunidade de ser carinhosamente chamado de IDIOTA), pelo menos o motivo dela é justo.
Eu prometi que nunca contaria, mas ela não gosta do David Bowie também. Por que ele era do mal no Labirinto.
Eu nunca assisti Labirinto, nem História sem Fim. E ela vive falando que até O Balconista ela já assistiu por minha causa...
Ela voltou do Rio falando que Keane e Franz Ferdinand são muito bons! Ela não foi com a cara do Ian Brown ao vivo e eu tenho que concordar. Ela acha Travis BEM melhor que Belle and Sebastian. Acha Ludov meia-boca e nunca ouviu Barfly de verdade. Mas toma cerveja e come churrasco comigo, conheço poucas mulheres que levam o companheirismo a raias tão quaseabsurdas.
Eu ando cada dia mais deprimido com o tempo que passo longe dela, mas conforme transcorrer o dia de hoje, isso está bem perto de terminar.
E a vontade de chegar em casa e colocar "O Mundo Anda Tão Complicado" no último volume, hein?
As oportunidades que a gente perde, né? Segunda de pré-feriado estava jantando com o sogrão + esposa, mais Eduardo & Mônica num japonês, quando escutamos um copo quebrado... berros... ligeiro corre-corre... briga?
Um gurizinho mal saído das fraldas lá de Sorocaba, pseudo-famoso por que corre de Fórmula BMW e com a língua ridiculamente presa não se conformou com a demora pra servirem seu prato, jogou um copo no chão e iniciou um chilique de pelanca que só foi contido por um rapaz que estava sentado atrás de nós e foi tentar fazer o que os pais desse Átila Abreu vem deixando de fazer em casa (ou nunca fizeram). Durante o rápido e intensivo processo de pedagogia, nosso querido Átila disse:
- O que você vai fazer comigo, me dar um tiro? Tiro não adianta, por que meu carro é blindado.
Nesse momento, nesse exato momento, eu deveria ter sido iluminado pela sabedoria que não raro acomete o Pescoço e dado uma respostinha à altura... mas o que eu queria mesmo era poder sacar uma Desert Eagle 45 da bolsa e caminhado na direção dele com a minha já conhecida cara de psicopata:
- E quem disse que você vai ter tempo de chegar no carro, trôôôôôôxxxxxxxa? A não ser que você também seja blindadão, Wolverine, vamos fazer um teste?
Acho que eu mesmo, sozinho, daria conta do idiota e do comparsa, mas nessas horas faz falta um amigo meio maluco do naipe do Giba, o Christian (qualquer um dos dois) ou o Benal de outrora, bons tempos.
Mesmo sem a minha intervenção, o Pedagogo que estava atrás resolveu aceitar o sugestivo convite do Átila e "ir resolver lá fora", e nesse momento pudemos testemunhar a velocidade do Átila, que pra não apanhar feio, desceu a Washington Luís mais rápido que qualquer Kart que ele tenha dirigido no início da carreira. O Educador, pra não perder a viagem, deu uns 4 ou 9 "pé do ouvido" no comparsa do artista, que apanhou meio que sem merecer, mas que sirva pra escolher melhor as companhias.
O desfecho tragicômico foi ver as gurias que estavam com os dois "machões" terem que pagar a conta, envergonhadas com todo o restaurante olhando pra elas... e eu não tive participação alguma no processo, perdi uma oportunidade única de testar a Wolverinidade de alguém.
As listinhas... no começo do blog elas eram constantes, lembro de ter criado ao menos uma, as outras eu ia roubando. Dia de pouco serviço e quase nenhuma inspiração, motivos mais que suficientes pra postar duas daquelas listihas dos primórdios, com algumas alterações e atualizações.
UMA MUSICA:
Que me faz dançar: Panic - The Smiths
Que me faz feliz: Boys Don´t Cry - The Cure
Que me faz lembrar de um amigo: Torch Singer - Buffalo Tom
Me entristece: The Man Who Sold The World - Nirvana
Me alegra: Judy and the dream of horses - Belle and Sebastian
Me faz querer transar: Jah Works - Ben Harper
Diz muito sobre mim: De Onde Vem a Calma - Los Hermanos
Me faz lembrar algo significante: Heroes - David Bowie
Não gostaria de ouvir de novo: Será com o Raça Negra cantando
Tocaria no meu casamento: Drops of Jupiter - Train
Faz meus amigos lembrarem de mim: Inbetween Days - The Cure
Gostava, mas agora nem tanto: Sunday Bloody Sunday - U2
Nao admito que gosto: Rent - Pet Shop Boys
Faria tudo para ouvir num show: Tempo Perdido - Legião
Lembra minha infância: Tarde em Itapoã - Vinicius
Lembra minha adolescência: Envelheço na Cidade - Ira!
Muitas pessoas gostam, eu não: Another Brick in the Wall - Pink Floyd
É melhor no carro: Song 2 - Blur
Gostaria de acodar com: Side - Travis
Gosto e meus pais também: Vai Passar- Chico Buarque
Foi tema de um dos meus filmes favoritos: Let's get it on - Marvin Gaye
Me faz querer estar só: Runaway Train - Soul Asylum
Me faz Sorrir - She Bangs The Drums - Stone Roses
Nao é meu tipo, mas eu gosto: Like a Prayer - Madonna
Posso cantar bem: Alguma que eu compuser.
É antiga, mas eu gosto: Love Will Tear Us Apart - Joy Division
Uma música...
... que quando toca me faz pular da cadeira e sair correndo, pra dançar e pular na pista feito débil mental: "Panic" - The Smiths, apesar de que eu nao sou muito de dancar
... que ouço no volume máximo a fim de obrigar os vizinhos a conhecê-la: "Yellow" - Coldplay
... a ser tocada na trilha sonora do filme sobre a minha vida, no exato momento em que beijo a mocinha pela primeira vez depois de longa e excruciante espera: "Trânsito" - Ludov
... cuja cover foi capaz de superar a versão original: "Cherish", da Madonna, com o Renato Russo
... bacana com nome de mulher: "Leila" - Legiao Urbana
... dos Beatles, que ao ser regravada ficou tão boa quanto a original: "Across The Universe", Rufus Wainright
... para tocar no meu funeral, enquanto os camaradas recordam casos embaraçosos que protagonizei durante minha vida banal: "Why does it always rain on me?" - Travis
... para fechar os olhos e sonhar acordado: "Bring on the dancing horses" - Echo & the Bunnymen
... cujo título é melhor que a própria música: "O Mundo anda tao complicado" - Legiao Urbana
... para ouvir no carro em uma estrada deserta, à noite, com o vento na cara: "Learn to Fly" - Foo Fighters
... para matar alguém com requintes de crueldade: qualquer uma sertaneja
... para curtir uma tremenda fossa, estatelado na cama com os olhos pregados no branco do teto: "Trocando em miudos", disparado! - Chico Buarque
... que é brega, mas eu gosto mesmo assim e foda-se: Uma do Claudinho e Buchecha.
... com letra foderosa e melodia mezzo mezzo: "Somebody" - Depeche Mode
... com melodia foderosa e letra mezzo mezzo: 3 Lados - Skank
... altamente afrodisíaca: "Never there" - Cake
... que me faz lembrar alguém que eu preferiria esquecer: esqueci todo mundo que eu queria
... que eu venderia a alma para ter composto (ok, é exagero, talvez um ou dois dedos do pé): "Flowers in the window" - Travis
... para ouvir em dias de chuva, pensando no Tudo e no Nada: "Your love Is The Place Where I Come From" - Teenage Fanclub
... que tocou no rádio até torrar o saco e mesmo assim ainda gosto: essa eh dificil, pois quem me conhece sabe que eu nao escuto radio em hipotese nenhuma, mas vou arriscar "Anna Júlia".
Aos poucos, bem aos pouquinhos, as pessoas vão conhecendo minha casinha com dias contados (infelizmente ainda não sei a conta final, odeio essa situação de provisoriedade por tempo indeterminado). Esse findie foi a vez do casal Eduardo & Mônica, embora a Mônica estivesse numa espécie de ramadã gastronômico e verbal, ou então simplesmente não concordou com o cardápio "Tranqueiras & Podridões" que pautou a sessão de vídeos. Devo dizer que a nova Bohemia Ale (não era Pale Ale) merece nota 10, mas uma nova degustação poderá conferir-lhe 10 com louvor!
Não pude acreditar que os dois não tinham assistido Pulp Fiction AINDA! Ou pior, a Blue só depois de alguns minutos se lembrou que já tinha visto, acho que consegui disfarçar bem a minha indignação... não sei se o filme entrou no panteão dos clássicos deles, mas não tem como esquecer a cena em que o Eric Stoltz está ensinando o John Travolta a aplicar a injeção de adrenalina e ele pergunta se precisa espetar três vezes.
Zed is dead, baby; Zed is dead...
Dormi muito nas suas noites em que não tinha hora pra acordar, mas varei acordado a noite passada, finalizando o livro do Dapieve, lendo alguns contos da Índigo Girls (bons, muito bons) e pensando no que faria com um terço da grana dessa mega-sena acumulada.
Lembrei que há 5 anos atrás eu vim prá cá num feriado de 7 de Setembro, exatamente na terça. Era, por várias razões, o começo de uma era, com a hospedagem oficial na casa da Laura e um convite oficial pra vir trabalhar em São Paulo. Lembro que teve um aniversário, que eu perdi o discman do Petrônio, que a audiência que eu teria que fazer não aconteceu e que eu encontrei o meu primo e futuro roomate numa confraternização com Jah. Tudo isso parece que foi ontem, ou anteontem.
99 foi legal, com seus feriados emendados, a proposta de emprego em São Paulo, o início do namoro com a Laura, a Libertadores do Palmeiras e a minha sequência de vitórias trabalhistas que fizeram meu primo brincar que "O Al Pacino iria mandar o negão conversar comigo". 99 foi bom pra me mostrar que algumas coisas que a gente acredita não são como a gente acha que vai ser; por outro lado, algumas escolhas que a gente faz justificam todos os tropeços em 5 anos. Espero que eu esteja realmente vivendo o início de um novo ciclo...
São muitos amigos e pouca coisa a oferecer pra escrever, mas mesmo assim procurei seguir uma certa lógica. Ao idealizador do projeto, entreguei o Prefácio, e as quatro mãos que elaboraram o release dividiram Orelha e Quarta Capa. Sem qualquer comunicação entre eles, uma coisa apareceu nos dois textos: aquele lance do Holden Caufield ter vontade de ficar amigo do autor quando acha um livro muito bom. Achei isso mais tocante do que se eles se derretessem em elogios à minha escrita. Me agrada a idéia de dar sequência aos contatos internético-bloguísticos e ficar amigo de quem me lê, isso tem me rendido excelentes momentos na minha vida.
Outra coisa que aparece nos dois textos é a menção a churrasco de picanha e cerveja, mas aí eu já não consigo entender a coincidência...
Há muito tempo eu não fazia isso, mas ontem voltei pra casa ouvindo "At The Stars" no repeat até dormir. Mais uma música incorporada ao repertório dos Anselmos e sou capaz de apostar 10 balas Chita como o Ti consegue tirar essa música durante a baladinha de casais lá em casa logo mais...
Eu ainda não consigo acreditar que chegou a sexta-feira de verdade!
E olha que nem foi através do Orkut, que tem feito verdadeiras escavações arqueológicas entre meus conhecidos, como um brother que se formou comigo e disse que se lembra de mim na formatura, doidão e de óculos escuros. Em minha defesa, alego que eram óculos de John Lennon e sim, de fato eram escuros.
Encontrei também a Mariana, que conheci num PAGODÃO DE DOMINGO numa balada de Goiânia. Pagodão? Sim, era meu primeiro findie oficial na recém-adquirida condição de chifrado e penabundeado, acabei entrando numas de atirar pra todos os lados. Acho que nos beijamos ao som de "Barata" ou "boquinha da garrafa" ou qualquer coisa que se equivalha, mas no dia seguinte liguei pra tomarmos um chope (sim, eu sempre ligo no dia seguinte), mesmo sabendo que segunda não é lá um dia de chope. Teve chope, mas a menina do Pagode, além de olhos verdes e um sorriso maior que a Praça Tamandaré era viciada em viajar, mochileira nata, e por fim, confessou: odiava pagode, curtia rock e, em primeiríssimo lugar, Chico Buarque. Segunda feira, conversamos até altas e não sei por que a coisa não foi pra frente - ela morava em Piracicaba e meio que tinha um lance mal resolvidíssimo com um cara -, mas lembro que ninguém pronunciava Pearl Jam tão bonitinho como ela!
E nem foi pelo Orkut, e sim pelo celular que eu vi a melhor notícia do Mês (o mês tá no começo, mas essa notícia tá imbatível):
"Duda, é a Sigrid, sua amiga da Noruega. Tou em São Paulo, precisamos nos ver".
Como não sou carioca, levo a sério o "precisamos nos ver". E como eu sinto saudade dessa minha venn! Lá se vão 8 anos...
Acho que a Érika foi a primeira a perguntar o porquê do nome da nossa banda. A Laura não perguntou, pois disse que tinha certeza que era por algum motivo muito chato. Depois que eu expliquei ela teve sua confirmação.
Por quê The Anselmos? Algumas pessoas como o Drayan e o Jardel sabem e se alegram muito com o fato - e contribuíram para o nome da banda! O nome primitivo era Three Nihil Liverpool, e o Drayan disse que o nome alternativo poderia ser Anselmo Kickboxer. O Jardel, um dia me disse que tentava por tudo encaixar o Anselmo numa pauta. Então, mas Anselmo who?
Libertadores de 81: Flamengo X Cobreloa. Um jogo no Maraca e outro no Chile, uma vitória pra cada lado. No do Chile, o Zico perdeu 3 dentes, obra e graça de um zagueiro vizigodo deles, o gentleman Mário Soto e seus múltiplos cotovelos que o juizão ignorou. No jogo desempate, não me esqueço da pose estática do goleirão vendo a cobrança do Galinho entrando na gaveta, em mais uma cobrança de falta perfeita, Mengo 2 x 0, sem o Andrade, expulso ainda no primeiro tempo. E aos 45 do segundo tempo o Carpegiani coloca em campo o Anselmo, camisa 25, nunca tinha ouvido falar! O Anselmo entra em campo, trota em direção ao Mário Soto e desfere um diretaço no meio da cara do chileno, que cai apagado e vai pro hospital com traumatismo craniano! Anselmo é expulso, nunca mais faz nada que preste no futebol e mesmo assim talvez seja lembrado pelos torcedores do Flamengo com mais carinho que jogadores mais virtuosos como Romário, Amoroso e Denílson. Segundo o Ruy Castro, no livro do Flamengo que ele escreveu, de todos os jogadores que vestiram o manto sagrado rubro-negro, apenas um não era digno de tal honra: Alex.
Eu já fui flamenguista, vibrei muito nos tempos da Santíssima Trindade (Andrade-Adílio-Zico) e mesmo com aquele título brasileiro que o Júnior e o Zinho trouxeram nas costas. Mas hoje acho que até a simpatia pelo rubro-negro eu ando perdendo, e sujeitos como esse carinha arrogante que escreve na Folha às terças, no lugar do Torero, só pioram a situação.
Enfim, o nome da banda remonta a sonhos perdidos na infância, momentos mágicos e coisas que só no Flamengo acontecem... ah, um logotipo oficial dos Anselmos está sendo providenciado, mesmo que a Laura se recuse a emprestar seu talento tecladístico pra uma banda com esse nome!
Febre Alta é uma singela homenagem ao escritor inglês Nick
Hornby, autor de FEBRE de Bola e ALTA Fidelidade, dentre
outros.
Randall fez 30 anos, e depois de uma curta temporada em São Paulo,
casou e mudou-se para Sorocaba, que insiste em chamar de Manchester.
Hoje, voltou para São Paulo e vai à pé para o trabalho. Ainda é advogado
e quer ser escritor quando crescer.
Randall escreveu Além das Portas, Clichê de Verão, e Não Cai do Céu, Daniel.
Atualmente, tenta finalizar
seu quarto romance, Pizza Fria.
Randall acredita: em John Lennon, que o primeiro dos Stone Roses
é o melhor disco de todos os tempos, que é meio Jedi e que sua vida
está sendo escrita pelo Nick Hornby.
Randall ouve: de Los Hermanos a Belle and Sebastian, e todas as
variações permitidas em lei.