Dando início ao AFUDÊ AWARDS de 2004, o AFUDÊ de Amigo do Peito conhecido em 2004 vai pro Christian "O Predador" Munaier, descontando-se o ínfimo detalhe técnico de tê-lo conhecido em 2003, ano em que co-habitamos, por um breve período, a Saudosa Maloca da Rua Geórgia, pois foi em 2004, com nossos almoços "de seriado e diálogos Tarantinianos" que a amizade solidificou-se. Pelo mesmo critério de descontar o detalhe técnico/2003, faço uma menção mais que honrosa ao Paulo F.! O AFUDÊ de Acontecimento do Ano vai para a Feliz Conjunção de Astros que proporcionou, dentre outras coisas, a Apresentação de Trabalho do Paulo F & Gurias, que foi uma pseudo-publicação do meu Clichê de Verão, um momento mais que emocionante. Merecem citação o sábado com Kako & Kaka em Sorocaba com show do Los Hermanos e Churrasco no Giba - e é difícil imaginar alguma coisa "a nível de" entretenimento mais legal que esses dois eventos -, o meu aniversário, o churrasco em Goiânia na Casa do Rock´n´Roll, com Helinho e Neiva, e o Mondo 77 de dezembro.
O AFUDÊ AWARDS de Disco do Ano vai para o Hot Fuss, do Killers, talvez beneficiado pela proximidade do seu lançamento em relação à cerimônia. O AFUDÊ de Melhor Música, pra equilibrar as coisas e deixar tudo bem em casa vai pra Take me Out, do Franz Ferdinand (clara sugestão quase impositiva da Laura). Melhor Show vai com todas as sobras para o Teenage Fanclub no Sesc Pompéia, um dia histórico! Melhor Show Indie foi do Barfly no fantasmagórico Hotel Cambridge, com Violins na FunHouse em segundo lugar. Conforme prometido no ano passado, Hiran e Ruivinha brigaram pelo título, mas o AFUDÊ de Casal Indie vai pra Roger e Mary Jo, os verdadeiros indies; O AFUDÊ AWARDS de Casa do ano, apesar do O´Malleys sempre ser um lugar que guardo com muito carinho, vai para a Mercearia São Pedro, grande descoberta num dia bacanérrimo após mais um show do Ludov, que leva meu AFUDÊ por Banda do Ano; o de Banda Revelação vai para o Wonkavision, que eu nem sei se é tão Revelação assim, mas como o disco só saiu esse ano, acho que está apta para a categoria, bem como a Grazi leva o AFUDÊ de Baixista Feminina. Melhor DJ vai para o Toloi, apesar de eu ter saído pouco esse ano, e da sequência do Finatti no intervalo do show do Ludov ter sido mais que inspirada.
Los Hermanos não pode ficar sem nenhum AFUDÊ, então aqui vai o AFUDÊ de Melhor Show do Los Hermanos para o do Tom Brasil, em que assisti a poucos metros do palco com cotovelo no balcão do bar e o Camelo cantou "Santa Chuva".
O AFUDÊ de Melhor Livro é barbada, tanto que deve ser o de muita gente: Cassino Hotel, do André Takeda, que leva pelo segundo ano consecutivo O AFUDÊ de Melhor Escritor. Melhor Colunista: Arthur Dapieve; Colunista Esportivo: José Geraldo Couto. Melhor Filme vai com mais sobras que o show do Teenage para O Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, apesar do Combo Kill Bill 1 & 2 ser uma das coisas mais bacanas que assisti em todos os tempos. Melhor Filme Nacional para Como Fazer um Filme de Amor, do Torero. Fui pouco ao teatro esse ano, mas o AFUDÊ de melhor peça para o Despertar da Primavera é merecido.
E o AFUDÊ de melhor blog desse ano não vai para o Febre Alta, mas para um empate técnico entre os da Paulinha e da Maíra, pessoas tão diferentes, mas que merecem o prêmio pela qualidade dos seus textos.
No mais, um 2005 AFUDÊ pra todos nós, e que a premiação enseje várias e intermináveis discussões!
Não sei vocês aí (e o "vocês" está cada dia mais restrito, com o blogger fora do ar), mas o ano pra mim esse ano acaba hoje, dia 23 de dezembro; mais precisamente às 18 horas! Depois é tudo festa, trânsito, praia,caipirinha de lima da pérsia, camarão frito e quiçá um churras com cerveja.
Hoje o expediente poderia terminar meio-dia, almoçaríamos no Filé do Moraes, tomaríamos um chope no Léo, iríamos até a Galeria... não sendo possível, pedi para realizar um sonho e vir trabalhar de bermuda, o que foi inviabilizado por esse clima junino que aparentemente só vai embora quando eu voltar da praia.
Vou ali comprar meu presente de amigo secreto, paguei todas as minhas contas e ainda tenho uma quirera no banco com sinal de "mais" na frente, depositei uns reais na conta do meu querido biejo pra ele comprar o novo do Rex Stout e o que mais quiser com o troco, estou feliz com a Laura e falei com todo mundo sobre feliz natal e ano novo afudê!
Prometi que faria um cara e coroa entre "O Chão Que Ela Pisa" e "Amigo de Infância", mas dei uma ida ao shopping e encontrei o livr do Daniel Frazão...
Nos vemos em 2005, então? Antes, teremos um último post logo mais... por hora, é só.
Resolvi ligar pro meu parceiro das antigas e a vinda dele pro Ibirapuera parecia mais uma daquelas felizes coincidências como a que culminou no rodízio de sábado, então eu calculei o tempo e tomei um táxi pro semi-lotado shopping, ponderando se entrava na fila do Burger King ou não.
Aí veio outro telefonema, um danna ferentis de natal, com todos os greguinhos psicológicos dentro do cavalo que veio parar dentro de minha cabeça de novo. De qualquer forma, eu precisava ir embora dali, mesmo tendo um presente de amigo secreto pra comprar. Mas não voltei angelicamente de táxi, cruzei os 15 quarteirões garoinha dessa terra na cabeça e o ar a detonar ainda mais meu nariz ineficaz, mas também, quem mandou ficar 27 anos respirando o ar puro de Goiânia?
Quando eu me sinto assim e estou na chuva, penso em Blade Runner e no Kid Abelha, mas acabei alterando um Top 5 e terminei bem a noite, no aniversário da Mary Jo e da Mary Jozinha, entre aqueles que a cada dia se tornam mais meus amigos! Espero que ela tenha gostado do meu presente-clichê... e eu, como diz a Lau, não aprendo nunca, pois insisto em fazer certas coisas, como dormir sem camisa, com a janela aberta e encanar fixamente na idéia de proporcionar afundamentos de malar e perda de molares, caninos e incisivos.
Elogios são bacanas demais, mas olha só esse texto que tá rolando aí pela net:
Tenho em meu amigo Randall Neto, escritor talentoso ("Além das Portas", "Clichê de Verão"), o incentivo e o modelo. É amigo pra comer pizza pelado e cagar de porta aberta...
Quem foi no meu aniversário desse ano conheceu o figuraça que é o Christian, meu amigaço aqui da Body Systems e que também resolveu experimentar o mundo dos blogs e eu recomendo: munaier.typepad.com/weblog
Sobre cagar de porta aberta, isso é em virtude das viagens pela empresa, onde às vezes temos que fazer milagre pra tudo sair no tempo, e no hotel, enquanto um toma banho, outro caga e o outro faz a barba e assim vai, enquanto os papos e as melhores idéias surgem nessa pouco ortodoxa brainstorm. A pizza pelado foi um dia antes do meu casamento, quando dividíamos a Saudosa Maloca da empresa e resolvemos, quase coincidentemente, ir matar as últimas pizzas da minha franciscana despedida de solteiro. Sim, estávamos pelados, e daí? Sentamos e conversamos quase até amanhecer, sobre tudo e nada ao mesmo tempo.
Mas enfim, é um bróder e tem o que dizer, apareçam no blógui dele!
São raras as previsões futebolísticas que costumo acertar, mas eu avisei com antecedência que nem adiantava os Bambis, Bibas & Monas em geral sonhar com o título, pois o Goiás não perderia NUNCA para o Village People F C no Serra Dourada! Fiquei feliz com o Atlético do Tio Christian ter se livrado do rebaixamento, mas infelizmente os cariocas também se livraram, jogando o Criciúma do Pescoço para a rabeira.
Falando de futebol, mas saindo do assunto Brasileirão do Santos, o livro do Veríssimo sobre o Inter decepciona, parece que ele estava com preguiça de escrever a respeito e precisava honrar os reais do contrato. Eu queria muito ler sobre o timaço dos anos 70 e o único fato que realmente me chamou atenção e entra para o Top 5 das coisas mais ilustres do futebol, diz respeito ao Dom Elias Ricardo Figueroa, que fez o gol do título de 75, frequentava a casa do Veríssimo, citava Neruda e, enquanto ele jogou no Colorado, o Grêmio não ganhou um único Campeonato Gaúcho!
E aqui a minha seleção do Brasileiro de 2004: Diego; Paulo Baier, Ânderson, Dininho e Léo; Mineiro, Magrão, Elano e Jádson; Robinho e Washington.
Por alguma razão eu não estou conseguindo ver o blog sem a utilização de alguns atalhos, e o mini-blackout aqui na empresa, aliado a esse tempinho deu umas idéias... calça de moleton sem cueca, edredon, filminho relax na TV, pipoca e sorvete com calda quente de chocolate.
Só que na minha cabeça veio a idéia igualmente ruim de que poderemos ter esse tipo de tempo na praia, segundo a tradição.
E hoje a passada é mais pra cumprimentar a Mary Jo e o Bacca Lennon pelo aniversário, pois o assunto anda bem em falta...
Vocês acham que eu vou falar do findie AFUDÊ que passou, né? Então, foi muito AFUDÊ!
Começou no sábado cedo, quando fui buscar meu primo Le Clerck, companheiro de infância e de incontáveis campeonatos de botão, que mora em Boston e veio passar o natal com a família em Goiânia. Peguei-o em Guarulhos, encontramos sua esposa colombiana e tri-queridíssima no mais longo dos check-ins em Congonhas e fomos exercitar os maxilares com picanhas e Serramaltes num rodízio perto do aeroporto. Reminiscências e curiosidades idiomáticas foram os temas recorrentes, sendo highlight a surpresa da Laura Colombiana (sim, os únicos netos casados da família escolheram Lauras como esposas) quando viu uma loja infantil em Goiânia chamada Cuca Maluca (pois lá na terra dela, Cuca é buceta, e Maluca é fedida...).
Só não entendi por que, em determinado momento da conversa, ela perguntou ao meu primo se eu fumava maconha, é algo a se pensar para o futuro...
Corta para a noite onde faríamos o Amigo Secreto The Indies - Segunda Temporada, naquele que talvez concorre ao título de boteco mais podrera do mundo, mas tenho coisas a considerar:
Sou péssimo em decifrar códigos. Se alguém marca alguma coisa para as 8 horas, eu fico pensando qual parte eu perdi onde ficava claro o seguinte: "tá marcado pras 8, mas na verdade todo mundo vai chegar lá pelas 9 e meia". Onde está o caráter? Aos poucos foram chegando as pessoas, enquanto o Felippe, segundo ele próprio me disse, "estava descendo a Pamplona". Esqueci de perguntar se era antes ou depois do buraco negro da Pamplona, pois obviamente ele foi parar em outra dimensão, retornamos para o mundo de acordo com o que conhecemos uns 50 minutos depois. Interminável Pamplona!!!!!
O bar horrível, fumacento e com boleros japoneses de trilha sonora fechou, e aí fomos obrigados a ir pra uma pizzaria barata, acolhedora, com Serramalte gelada em baldinhos, e ambiente onde você não fica o tempo todo com medo de testemunar alguma cena de Kill Bill na calçada. Duvido se alguém não ficou pensando: "por que não viemos pra cá direto"?
O Amigo Secreto foi perfeito, na minha opinião, aquelas pessoas me fazem muito bem, adoro estar entre elas! Umas que eu tenho pouco contato, outras que eu gosto MUITO mas que andavam sumidas, e aquelas que estão cada dia mais se tornando meus VERDADEIROS amigos! Uma dessas pessoas, que eu gosto pá-caralho, me tirou, e numa feliz coincidência, me deu o único disco que rolou ali e eu não tinha (além do Hives que o Toloi ganhou, mas esse eu não sei se eu queriiiiiia), sabe aquele disco que sempre fica pra próxima nas suas paradas obrigatórias na Sensorial? Fui feliz no presente de novo, pois no ano passado, as duas coletâneas da Angélica se tornaram discos que quase não saíam do meu discman nos já longínquos tempos de fretado. Mas confesso que fiquei de olho comprido nos "Calvins" do Paulo F (de fanfarrão, que me deu o roteiro do filme do Mestre Torero e de quem eu não pude me despedir direito, mas deve estar muitíssimamente feliz entre os Bahs e Tris que tanto nos agrada) e no "10 Pãezinhos" do Naka; mas não tão comprido quanto na caixa que a Lau ganhou do Super Rena´s, o presente mais personalizado dentre todos ali, com direito a uma dedicatória prá lá de bacana! Outra coincidência foi o Poeta-Escafandrista João ter sido o meu amigo-secreto, um dos poucos não-possuidores de "Além das Portas" na mesa, que levou o seu autografado, enquanto decidíamos qual era a música do ano e combinávamos uma happy hour regada a cervejas Ales num futuro próximo.
No DJ Club, baixou o incômodo bode que me assola em baladas, mesmo com a trilha sonora alucinante do Mr Kilt, mas mesmo assim bati altos papos com Calhorda Mendes e talvez nos encontremos em Caraguá e encerramos o ano melhor do que terminamos o passado, devido a pequenos ferimentos de suscetibilidades e mal administrados ataques de pelanca.
Ah, eu adoro essa galera... uma e outra hora surgiram os nomes dos participantes honoris causa Fefas, Kako, Maitê, Luiz Young, Rodrigo, uns outros Gaúchos & Gaúchas que não conheço e Érika... Erikinha, com a mudança você está INTIMADA para a versão 2005, viu? Bagual, você também, se programe aí, pois você já sabe que a distância não é tão longa assim!
No ano passado não deu pra ir no show do Ludov que rolou no domingo, mas nesse deu, e foi mais um showzaço, com direito a uma inspirada sequência do Finatti entre um show e outro. Mas a cada show dessa banda eu reitero o que escrevi da primeira vez que ouvi o EP: é a banda que eu escolheria pra escrever a trilha sonora da minha vida!
E agora é a sensação de que o ano já acabou, faltam esses 4 dias pra cumprir tabela e tchau! Esse ano eu desço pra Caraguá, e o blog vai ficar desatualizado entre 24 e 02 de janeiro, enquanto eu tento me manter afastado da sobriedade tanto tempo quanto seja possível.
A vocês, TODOS vocês, meu mais sincero THANX, que agora eu preciso preparar a lista do AFUDÊ AWARDS 2004 pra finalizar o ano, pois 2005 será, pra mim, o Ano da Muro!
Yeah, the Buk is on the table, e pra quem não tinha nenhum na estante, acho que "Pulp" é um bom começo, que me dizem os conhecedores?
A intenção era só tomar Serramaltes e comer o melhor sanduba de pernil com queijo do mundo (sim, melhor que o da entrada do Morumbi), mas acabamos indo às favas e eu peço perdão pelo trocadilho imperdoável, mas onde mais pede-se uma porção de favas? E o insólito foi quando eu ia pedir a conta e a Laura lembrou de incluir detergente, então acho que foi a primeira e única vez em que pedi a saideira, um Ypê neutro e a conta... e além da intenção primórdia, deixei um Além das Portas e adquiri coisinhas, como o já citado "Pulp", um do Daniel Galera, o Hotel Hell do Joca, o Mochileiro das Galáxias, o pequeninho do Delfin que precisa ser autografado e, à guisa de inveja a certas pessoas, o do Veríssimo sobre o Inter.
Voltei pra casa feliz, pensando em lançar meu Clichê ali, ou escrever o livro do Goiás para essa coleção Camisa 13, mas não consegui atingir o estágio alcançado pela Laura, que comprou um pirulito de dois metros de açúcar queimado e ficou se deliciando com aquele ultra-cone, chegando ao cúmulo de dizer que o negócio era muito bom, tinha gosto de infância!
Me desculpem os puristas, mas sentir "GOSTO DE INFÂNCIA" sem ingestão de substâncias psicotrópicas ou estupefacientes, não dá! Meia dúzia de Serramaltes não tem esse poder todo...
Falei sobre "Sempre em Frente" ontem ao postar acerca de um possível encontro com meu arqui-bróder no domingo, mas essa música tem algo de especial pra mim... bom, foi com um pedacinho dela que eu criei um conto que eu escrevi meio que em homenagem ao André, à época um cara que eu tinha visto na capa do Folhateen e que tinha uma revista eletrônica muito bacana na internet, pra quem eu tinha mandado zilhões de e-mails sem resposta.
Mandei o conto abaixo pra ele e o e-mail foi respondido em questão de 2 minutos, pedindo que eu reenviasse os contos pra ele escolher um e publicar na saudosa TXT-Magazine. Pela data, estamos falando de um tempo pré-Clube Dos Corações Solitários, um ano e pouco antes da criação do meu blog, o "Além das Portas" ainda era um caderninho manuscrito eternamente incompleto, e eu não conhecia as pessoas maravilhosas que hoje integram meu círculo de amizades. Esqueci de dizer que no dia do show do Ludov na última quinta-feira, aniversário do Spitfather, fui com a camiseta da "banda quilombêra" em sua homenagem, o que também não tem nada a ver com esse post, ou até tem, vez que versa sobre homenagens...
E como outro dia falávamos sobre posts longos, vou esticar esse aqui mais um pouco, mas você não tem obrigação de ler tudo, apesar de que o findie pode ser longo.
Com vocês, Randall de 3 anos atrás:
SEMPRE EM FRENTE
"Sempre em frente, foi o conselho que ela me deu ..." ¿ Esse verso de uma música do Humberto Gessinger no seu álbum sem os Engenheiros do Hawaii mexeu comigo da primeira vez que eu escutei; e olha que eu já havia, há muito, passado da fase de me abalar com as coisas que ele escrevia ...
A situação é a pior possível: quero terminar meu namoro! Meu primeiro namoro sério, quero sepultar de uma vez por todas aquilo que se chama de primeiro amor, quero jogar uma pá de cal por cima disso, e tem que ser já ! Não ocorreram infidelidades nem coisas do gênero, mas parece que num determinado momento eu e minha namorada chegamos a uma bifurcação, cada um tomou um caminho e agora estamos cada vez mais distantes... e o que é mais estranho: hoje, quando eu tenho 25 e ela 20, as coisas estão piores do que quando eu tinha 20 e ela 15, à época do início do nosso namoro ...
Acho que tudo começou quando eu mostrei Belle and Sebastian pra ela, que, com um muxoxo, disse que era meio chato... chatos realmente são os capítulos de Melrose Place que ela assistia religiosamente quando eu a conheci! Depois veio a implicância com meu interesse pelos filmes do Woody Allen e a mudança da minha ¿ digamos ¿ carreira musical, ao abandonar a banda de rock onde eu tocava há mais de cinco anos e assumir a bateria de um conjunto de músicas mais, digamos, alternativas.
Não quero dizer que amansei o rock, mas a questão é que eu não aguentava mais ficar descendo o braço na bateria em músicas de 3 acordes enquanto o vocalista metido a galã escolhia uma menina a cada noite para cantar "Notingham", do Pearl Jam, olhando nos olhos dela e depois sair pro abraço . Sei lá, mas eu acho que na verdade eu estou trocando mesmo o estilo de rock (pelo menos como ¿ digamos ¿ músico), mas isso não tem a menor importância, e sim o fato de que minha namorada sempre implicou com minha banda, com os integrantes da banda e com o estilo de vida de quem toca numa banda... e agora ela vem me dizer que não entende minha decisão de largar a banda.(?)
Não tem nada a ver com a banda, nem com Woody Allen (de quem ela não gosta simplesmente por quê odeia a voz que colocam nele nas dublagens da Globo); muito menos com meu tio, a quem ela se refere como sendo a única pessoa que eu escuto . A coisa desandou simplesmente por que eu resolvi que queria progredir, terminei minha faculdade, estou trabalhando feito um camelo num escritório de advocacia, reduzi drasticamente meu consumo de substâncias alcóolicas e aboli a maconha dos meus hábitos.
Ela, por sua vez, desencanou de estudar depois que tomou dois paus no vestibular, começou a trabalhar como vendedora numa loja badaladinha no shopping e, a partir de então, meio que fez carreira nessa área... tá certo que em alguns meses ela acaba ganhando mais dinheiro que eu, mas há que se pesar o fato de que esse ramo dela é um tanto efêmero e uma hora estanca, ao passo que eu estou começando minha vida profissional . Mesmo assim, feitas todas essas ressalvas, ela não tem o direito de repetir ad nauseam que eu me transformei num burguês, que entrei pro sistema etc... se ela soubesse que eu quase votei no FHC em 98...
E aí, posso concluir que me cansei. Posso dizer, de forma até um tanto presunçosa que evoluí e ela parou no tempo, mas a verdade é que eu já não quero mais falar nada !
Agora que está tudo muito claro na minha cabeça, dou graças a Deus de não Ter aceitado a idéia dela de morarmos juntos, pois assim não preciso passar pela situação desagradável de separar coisas, de recomeçar a vida e aquele lance "chicobuarquiano" de pegar de volta o Neruda que ela nunca leu. Através de uma ótica extremamente simplista, basta dizer que nós apenas não vamos mais nos ver... cada dia que passa gosto mais dessa idéia !
Outro dia eu li na "folha" que um escritor gaúcho quase da minha idade comparou as mulheres aos seus discos e disse que sentia-se tentado a gostar mais destes, pois nunca o magoavam ... eu entendo, pois já fiz uma metáfora interessante com meus livros, pois eu acho que um livro é muito mais prático; não discute o relacionamento; nós nunca ficamos encanados se um livro está gostando de ser lido por nós ou outras pessoas já o leram de um jeito melhor e, principalmente, só depende de nós que nosso livro não seja lido por outras pessoas .
Por falar nisso, tudo o que eu escrevi aí em cima bem que poderia ser o começo de um livro, mas é apenas o fim do meu namoro. Meu primeiro amor, aquele que vai deixar marcas, que vai doer pra caralho e que eu vou lembrar pra sempre, acabou! E agora eu me sinto pronto pra viver minha vida!
"Sempre em frente, foi o conselho que ela me deu, sem me avisar que iria ficar pra trás..."
O Humberto Gessinger tá parecido com o Thales Pan Chacon, mas isso é tão irrelevante quanto falar da participação da Clara na versão mutilada de "Pose", ou na minha insistência em afirmar que "O Preço" não é dos Engenheiros do Hawaii, e sim do Gessinger Trio. Aliás, acho que não existe mais Engenheiros do Hawaii desde que o Humberto entrou numas de ser um Roger Waters de si mesmo, além do agravante de colocar na mais gaudéria das minhas influências oitentistas, um bando de cariocas chiando o S e multiplicando o R das palavras.
Mas o Acústico ficou bacana... mantenho o que disse sobre repertório, mas com o que ele escolheu, fez um trabalho legal. Não acredito que será um estrondoso sucesso, mas eu gostei, foi uma boa homenagem aos meus 17 anos.
A parte que mais me tocou no show foi quando ele chamou o Carlos Maltz (ex-companheiro meu e do Daniel Aurélio nos tempos de Zero-Colunismo), "Um colega da faculdade de arquitetura, parceiro de vários projetos e sonhos, dentre eles o Engenheiros do Hawaii". Eu achei tocante, principalmente vendo o making off quando ele olha pra bateria, leva um papo com o guri que TÁ NO LUGAR DELE, e meio que explica a separação. Não tem o que explicar, mas sempre que rola um afastamento, sempre pensamos em brigas, desaforos que não foram levados pra casa e baixarias dos mais variados estilos. Nem sempre é assim, existem muitos fatores que explicam ou justificam uma separação/afastamento, sem que exista a idéia de ROMPIMENTO. "Tudo se divide, todos se separam", já disse o Alemão em outros tempos, mas foi legal ver o Maltz chegar de tênis vermelho e cantar com o Humberto, na minha opinião aquilo representou o Highlight do show!
Acho que no domingo eu vou sentar, com meus tênis vermelhos de baterista coadjuvante (pretensão moderada de quem nunca foi além de roadie) e cantar umas velhas canções com meu maior parceiro de sonhos, projetos, trabalho e diversão. Acho que nem vai ser preciso escolher o repertório com muita antecedência, pois existem umas parcerias que só no olhar você descobre o que o outro tá a fim de tocar, aí você só acompanha e o rock´n´roll segue o caminho, com sua incrível capacidade de trazer de volta alguns anos que se foram...
Pode ser insólito e até um pouco pernóstico, mas eu realmente nunca imaginei que iniciaria um papo com o Paulo F assim:
- E aí, recebeu o e-mail do Joca sobre o filme na Mercearia?
Tudo bem, meus papos com O Cara das 10 Canções são sempre pouco ortodoxos, como no dia em que ele, com o coração impregnado de maldade, disse que o Kiko do KLB parece o Tio Fefas enquanto assistíamos de forma zapeante o ex-brilhante apresentador do Perdidos na Noite. Eu concordei por concordar, até por que indivíduos sem qualquer senso ótico costumam dizer que ele se parece um pouco comigo...
Mas então, hoje à noite, lá pelas 20/21 horas, vai rolar em primeira mão o filme "Fábulas" lá na Mercearia (aquela que fica na Rodésia), e eu convidei o Paulo, já que (pobrezinho...) ele não recebeu o e-mail do Joca. Serra Malte, sanduíche de pernil com adicional extra-hiper de queijo e a possibilidade de adquirir o livro do Mário Bortolotto (dentre outros) da maneira mais cool que existe, vamo aí?
Posts curtos ou longos? Nem tão elementar, meu caro Kako, mas acho que todos aqueles que se dedicam ao "bloguismo" um dia se dedicaram a esse questionamento, eu incluso. Houve uma época em que eu encanava com o excessivo offtopiquismo reinante, mas agora, pra qualquer dúvida dessa natureza, basta lembrar do guitarrista do Stillwater em "Quase Famosos" em cima do telhado gritando "Eu tou doidãããããão" e a galera aplaudindo...
Tudo depende do contexto, das circunstâncias e substâncias ingeridas, at all.
A casa vazia... nem tão vazia, pois de 15 em 15 dias vem uma tiazinha dar um tapa no apê e apesar de sair de casa quase 9 da noite e morar "prá lá de Parelheiros", fica o tempo todo sorrindo e cantando o que só pode ser um Mantra Búlgaro, tamanha incompreensibilidade.
Mas a casa está vazia de hóspedes, que passaram a semana inteira deixando o ambiente mais animado, movimentado, alegre! O que diriam os membros da fina flor da nata da elite Sorocabana se soubessem que levei seu piá impúbere (porém emancipado) ao epicentro da boemia decrépita paulistana, com direito a alguns erros que só tornaram o caminho pitoresco? Às costas do fantasmagórico Hotel Cambridge vimos o Ludov brincando com canções e tornando a noite uma das mais agradáveis do ano, brindando e antecipando minha alegria de ter o Clichê de Verão no dia seguinte, também celebrado com a melhor cerveja do mundo no pedacinho da Irlanda incrustado em Sampa e que a gente tanto gosta! Uma pena que a sinusite crônica tenha me impedido de curtir como as ocasiões mereciam, mas eu estava com meu sonho nas mãos, entre pessoas queridas (faltavam algumas pro time ficar completo) e dando ao futuro padrinho do meu filho uma breve visão do que o espera...
Fica a sensação de que o ano acabou antes da hora, mas ainda que seja dezembro, posso dizer que estamos apenas começando!
Tenho os últimos 7 "Além das Portas" comigo, por favor, se você for uma das pessoas a quem estou devendo um exemplar, identifique-se que de repente eu ainda consigo falar com o Nicolau ou o Rudolph até dia 24.
Futebol, então? Ah, comecei o domingo meio desacorçoado com o empate/derrota do meu Arsenal, em casa, contra o Chelsea, jogo em que o time entrou medroso e talvez custe a taça da liga, que seria o bi. Nem vou falar de Copa dos Campeões da Europa, pois já ficou meio provado que esse campeonato não é com os Gunners.
Eis que o Atlético Paranaense foi mais uma vítima do temido São Januário, mas a surpresa ficou por conta do gol do Vasco Miranda (ou Eurico da Gama) não ter saído de pênalti, aos 44 do segundo tempo, como 85% dos gols do Roberto Dinamite. Tremeu, ponto. Amarelou na reta final, como acontece normalmente com o Village People F C de 10 anos pra cá, com o Corithians em torneios internacionais e com o Goiás nos campeonatos que extrapolam os limites do estado. O Palmeiras? Coitado do meu verdão... mas tou sentindo que a Libertadores de 2005 tá com nosso nome escrito na taça, principalmente se o Santos continuar comandado pelo Dick Vigarista, especialista em pontos corridos e um fracasso total em campeonatos onde se precisa ter garrafa vazia pra vender na reta final.
O título caiu no colo do Santos, e se tem uma coisa que eu não discuto é merecimento, ainda mais quando o sistema de disputa é o de pontos corridos, portanto, mais uma vez é o Santos do Coroa e do Torero, do Léo e do Elano, do Milton Neves e do Faustão, quem dá bola, parabéns ao Alvi-Negro praiano, campeão quase absoluto desse ano! Por mais surreal que seja, passei o jogo torcendo pelo juiz, meu amigo Rodrigo, futuro papai, que teve uma atuação boa e não comprometeu!
Na ponta de baixo eu ainda tenho esperanças de ver, quiçá dois cariocas caindo, mas ainda há o risco dos dois se safarem, e acabar sobrando pro Vitória do Hélder e o Criciúma do Pescoço, que também não vão fazer muita falta na Série A.
Foi um ano xôxo, com Porto e Once Caldas decidindo nos pênaltis o Mundial Interclubes, a Grécia vencendo a Eurocopa, o São Caetano e o Crac de Catalão seus respectivos estaduais... prá piorar, só mesmo ouvindo uma declaração do Vágner Love que, informado que aquele mausoléu bonitão que tem em Moscou era do Lênin, falou: "Lenin, aquele dos Beatles"? Eu juro que tentei entender o que leva a alguém situado no Planeta Terra a imaginar que haveria um mausoléu para o John Lennon EM MOSCOU!!!
Por último, vou jantar com a minha prima que mora em Londres (e conhecer seu marido belga) e Laura quis apostar comigo se eu consigo passar todo o jantar sem falar de futebol... mas como? O Cara é da terra dos melhores goleiros do mundo, Pfaff e Preud´Homme! Se ele não gostar de futebol, falo de cerveja, se ele também não gostar, não sei se vou gostar dele não.
Mesmo sem saber, sempre tive uma conduta sábia ao tentar me tornar "O Melhor Ex do Mundo" assim que meus relacionamentos se encerravam, evitando contatos e encontros "fortuitos".
Já deveria saber que isso era um aprendizado pra vida, pois ontem fui na minha antiga Casinha 20 buscar uns "Além das Portas" que precisam ser entregues aos verdadeiros donos e acabou vindo um monte de coisas na minha cabeça... parecia que existiam contas a acertar, como se a Casinha estivesse me cobrando pelo fato de hoje em dia eu me derreter em loas ao apê, exalar felicidade pelos poros e me sentir melhor, como se ela - Casinha 20 - tivesse alguma culpa pelo fato de ter que acordar todos os dias as 15 pras 6.
Sim, fui e estava sendo injusto com a minha primeira Casinha, pois fui MUITO feliz ali, em incontáveis ocasiões! E o pior é que no auge da tristeza, com algumas lágrimas teimosas no rosto, veio um cara do condomínio dizer que tinha um cara interessadíssimo na casa, que precisava saber dos nossos contatos.
Acho que foi a última vez que estive lá, mas serviu de lição para eu nunca mais revolver memórias que estavam quietinhas, senão isso acaba virando um hábito...
Sei que o agradecimento deveria ser geral, pra Andréia, Janaína, Fernanda e Paulo, mas o cara F é meu amigo, daqueles amigões mesmo, por isso vou achar que devo mais a eles do que às gurias... e nunca vou conseguir agradecê-lo decentemente pela emoção que passei ontem durante a apresentação do trabalho sobre o meu "Clichê de Verão". Foi foda quado o Paulo sugeriu o por que das pessoas comprarem o livro, devo confessar que travei uma lágrima e fiquei com um nó na garganta, presos enquanto a banca se derretia em elogios merecidos ao grupo.
O livro é lindão, vocês precisam ver! Dá orgulho ver no que foi transformado o meu trabalho, e vocês estarão pra sempre nas minhas melhores recordações!
Thanx!
Paulo, agora precisamos por a Muro pra andar, cara!
Uma das coisas mais divertidas de ver algumas conversas dos meus amigos Colorados é quando eles disputam, em termos de valor (sabe-se lá qual o critério), o que é mais importante: ter visto o gol do Dom Elias Figueroa sentado atrás da goleira ou testemunhar, in loco, a tabelinha de cabeça entre o Falcão e o Dario, que é uma das 5 coisas mais bonitas dentre tudo o que Deus criou, incluindo o céu, a Terra, e a Angelina Jolie. Engraçado também quando se embrenham numa discussão do que é pior: ter um filho Gremista, ou um filho viado? São as mais variáveis e hilárias teses a respeito de cada corrente, mas acho que a situação chegou ao fim quando eu falei: "Se fosse São Paulino, eu diria que trata-se de um pleonasmo..." eles ficaram se olhando e não disseram mais nada.
Falando de futebol, não sei o que tem de estranho dizer que se o Beckham realmente vier pro Corithians eu entro com um pedido de membro temporário da Gaviões da Fiel...
Vou citar a Paulinha de novo, mas dessa vez sem entrar muito em polêmica, pois vou falar de/sobre Orkut.
Assim como ela, eu me olho e percebo que não estou assim, por cima da carne seca como vários colegas que estudaram/conviveram/formararm comigo. A gente tem notícias através do Orkut e através dele também, podemos analisar que a pessoa não é feliz... pois de que adianta ser bem sucedido na vida, ganhar a mó grana, ter carros, ações, ilhas, se as únicas comunidades que você faz parte são "Eu Amo Hello Kitty" e "Chiclete com Banana" (no caso, aquela banda idiota, não a revista afudê do Angeli)?
Concordo com a Paulinha, inclusive preciso achar a comunidade que resume tudo aquilo que nos cerca a nível de lance enquanto coisa: "Jogar War é Bom, Mas Dá Merda".
Faltam só dois dias, será que ainda há o que dizer do Clichê de Verão? Vejamos...
Fernanda - Chama Fernanda por causa da Fernanda, minha grande melhor amiga, que me conhece como ninguém e disse que nós jamais daríamos certo "enquanto" casal por termos Neuroses muito compatíveis. Mas a personagem em si não se parece muito com ela, e nela existem traços de várias pessoas, como a minha prima Bia e outras, além de homenagens à Mary Jo e à Kilt, aqui e ali - os mais perspicazes saberão encontrar.
Tiago - Sem "h" não sei por que, pois na verdade é uma clara homenagem ao meu primo Bacca, brother pá-caralho e um dos John Lennons que passaram pela minha vida. Assim, de farfoio, a homenagem vai pro meu cunhado também.
O Pai da Fernanda - Ah, é uma saudável mistura do Giba com meu Padrinho, os caras mais afudê que eu conheço.
Vinícius - Era pra se chamar André, numa clara "homenagem" à primeira das duas namoradas que me traiu, mas aí eu fiquei meio receoso de provocar confusões devido ao meu recente amigo que também tem esse nome, e por fim acabei optando por trocar de nome pra não ferir suscetibilidades. Optei por Vinícius por que sempre confundiam meu primo Vicente com esse nome, mas ele não é um infiel contumaz, então é uma homenagem meia-boca, acho, ainda mais por que o cara merece uma decente.
Dos outros personagens há pouco o que falar, pois nem me lembro o nome da namorada ou da amiga do Tiago, sei que uma delas se chama Tatiana, homenagem também a um romancezinho super bonitinho que eu tive na faculdade que terminou de um jeito chato, mas acabou deixando pra mim a amizade com a Fê, depois que as duas brigaram.
Então é isso, depois de amanhã eu ponho a mão nos livros e assim como eu, o Daniel Aurélio, o casal Ti & Blue (por merecimento hereditário graças ao que a mãe do cônjuge varão fez pelo meu primeiro livro), a Mariana & Pescoço logo receberão seus exemplares. O restante ainda é surpresa, mas deve ir para o vencedor do concurso de FDR, mas é realmente uma pena que sejam apenas 5.
Agora imagine o Jorge Furtado me ligando e dizendo que adorou o tema "Verão" e quer filmar meu Clichê, delegando a mim a escolha do Casting:
Tiago: Guilherme Weber (sempre)
Fernanda: Leandra Leal
Vinícius: O Carinha da Ruffles que eu vi no Despertar da Primavera.
Pai da Fernanda: Daniel Dantas
Tatiana: Silvinha Faro, que eu vi também na Despertar.
Amiga que cede luga no teatro: Guta Stresser.
Mas tem os micropeitinhos da Malu Mader, que apesar de não despertar muito a libido, vale pelo registro histórico. Aparece em Dedé Mamata também, que é um filme mais bacana, além do quê, tem os peitinhos da Iara Jamra, que eu tenho assim, um tesãozinho bizarro. Aliás, eu gosto de peitos, por isso fico puto por que existem por aí vários filmes em que a minha musa-mór Christina Ricci os exibe e não encontramos pra alugar.
Top Five de peitinhos cinematográficos:
1- Angelina Jolie em Gia
2- Xuxa em Amor, Estranho Amor
3- Natália Lage em O Homem do Ano
4- Érika Eleniak em A Força em Alerta
5- Katie Holmes em Premonição.
Eu sinceramente não consigo compreender as guerras que acontecem aqui por causa do ar condicionado. A maioria sensata é a favor, e uma minoria feminina parece ter fobia de um clima melhor. Certa vez, elaborei uma tese consistente onde eu provava que pessoas pobres (ou com espírito de pobre, nada a ver com situação sócio-econômica) normalmente não gostavam dessa maravilha do mundo moderno que tem a capacidade mágica que possui a mágica capacidade de te transportar, non-stop, do Piauí pra Copenhague, e se você conseguir me dar um motivo pra preferir o Piauí, eu encerro minha argumentação por aqui!
Você reserva a especial noite de segunda-feira para, enfim, preencher sua lacuna cinematográfica assistindo "Cães de Aluguel", mas o que seria "só a primeira música, prometo!", se torna a exibição completa do Riverdance, que o Degas aqui comprou por que ama a esposa demais, e ela prometeu assistir esse vídeo naqueles momentos em que minha ausência fosse insuportável... o problema como sapateado irlandês é que sinto vontade de me alistar no IRA e colocar bombas por aí.
Você opta por ler os jornais e revistas acumulados desde domingo, mas acaba batendo uma vontade de ir ver o "Bidê Ou Balde" em Pinheiros, mas seu termina sua noite lavando a louça do jantar ao som de outros gaúchos, dessa vez acústicos.
E mesmo assim a idéia de casamento nunca pareceu fazer tanto sentido "enquanto" opção "a nível" de escolha.
A previsão era péssima, mas o findie acabou sendo bem legal (umbiguismo no talo, vem na minha que é uma boa!). Depois do sábado de trabalho, claro, pois foi muito foda ficar ali o dia inteiro com muito pouco o que fazer, mas ainda bem que consegui dar uma escapada pra Galeria adquirir meu Killers Afudê-Do Caralho, e num golpe de imensa brodagem do meu amigo Carlos, levei também o meu Top Five "Big Red Letter Day" do Buffalo Tom, importadão por preço de nacional!
E a sequência de Bridget Jones? Ah, pra assistir com o cérebro desligado, com as sinapses no ponto morto, é legalzinho... mas começo a concordar com um crítico aí, que disse que não é surpresa nenhuma uma pessoa como ela ficar solteira. E até para os meus padrões, ela passou um pouquinho do ponto, perdendo feio pra Kate Winslet o título de Gordinha no Ponto Certo. Isso pq a Drew Barrymore tá gostosona, pois quando ela relaxa e exagera na bolacha recheada no sofá, fica imbatível! O filme valeu pelo trailer "Meu Tio Matou Um Cara", do Jorge Furtado, o único diretor em quem repouso esperanças de algum dia filmar um roteiro meu - e minha megalomania não está em discussão aqui.
Fora isso, uns DVDs a 9,90 na Americanas me proporcionaram o prazer de ir pra casa com Cães de Aluguel, Laranja Mecânica e O Último dos Moicanos, além de (que fique muito claro) Dirty Dancing PRA LAURA. Cinema é realmente um dos programas mais sensacionais dentre os existentes que prescindem da ingestão de álcool, principalmente se acompanhado daquela pipoca com manteiga do Cinemark.
E o Humberto Gessinger foi profundamente infeliz na escolha de repertório do acústico, ao privilegiar canções mais recentes, quando a banda ficou restrita a poucos fãs, o que também não tem nada a ver com o post acima, mas se offtopicam nos comments, por que não haverei de poder offtopicar onde bem entender?
Se bem que eu acho que vai acabar dando Atlético do Paraná mesmo, viu?
E aí fomos lá assistir a palestra do Bernardinho, cortesia do BankChique onde a empresa tem conta, com direito a coquetel regado a champa, wicão e um canapé de shitake inacreditável. Mas o Bernardinho? A Laura de cara quis saber que tanto eu ia ouvir do Bernardinho numa palestra do Banco e eu não queria dar a real, por isso falei que tinha a ver com Liderança, Motivação, Excelência... na verdade, eu queria VER o cara, só isso! E ouvir qualquer coisa que ele falasse, pois dali provavelmente sairia coisa boa.
Ele acredita em treino! Treino, treino, treino e mais treino! Vôo de 16 horas pra Holanda, chega lá e faz o quê? Treina, pra tirar o avião das costas. O ginásio tá fechado, e agora? Treina no estacionamento do hotel. NO ASFALTO? No asfalto, ué, por que não? Escala de 5 horas em Milão, que saco ficar 5 horas morgando em aeroporto, né? Claro, o que tem pra fazer melhor que ficar 5 horas morgando? Dar uma treinadinha... já descolou uma academia do lado do aeroporto, agilizou umas Vans e lá foram treinar.
E alguém se atreve a dizer que o cara tá errado? Às vezes eu até acho que ele contém a solução de vários problemas do Brasil, ao pregar a extrema dedicação, suor, prática e derrubar aquela noção escrota do talento nato do brasileiro que nem precisa treinar tanto quanto europeu cintura dura.
Aí quando o cara vai dar uma entrevista coletiva depois de uma vitória consagradora, ele diz assim: "A gente não perderia esse campeonato NUNCA, pois ninguém MERECEU mais do que nós, que até no asfalto treinamos, até em escala de vôo!"
Merecimento... sabe que do alto da minha auto-crítica eu sou capaz de dizer que nunca fiz tanto por onde a respeito de determinada coisa a ponto de quando estiver "lá", na hora da decisão, de ver quem tem mais garrafa vazia pra vender, eu sentir que aquela COISA aconteceria por que eu merecia.
Que sirva pra alguma coisa, assim como quando ele falou sobre aprender com os erros, o que não significa não errar mais, e sim, não errar mais pelo mesmo motivo.
Abriu pra perguntas e eu me segurei pra não questionar qual era o lance dele com a Márcia Fu a ponto dele deixá-la em quadra naquela partida contra Cuba em 96, mas aí me lembrei que ela nunca mais jogou com ele, o que fazia um certo sentido...
Sorry pelo auto-ajudismo presente no post, mas não pense que eu fui ver a palestra dele por que ele é um VENCEDOR, pois o Luxemburgo também o é, mas eu não consigo imaginar o que um malandro carioca da Vila da Penha, Pós Graduado em Mau-Caratismo e Picaretagem teria a me dizer, independente de quantos títulos já ganhou.
Ou seja, foda-se. Só sei que almocei bem, com a Lau e agora me deu vontade de comprar o Graceland, que é um disco do caralho!
Azedo! Estou assim hoje e me sinto no pleno direito, ok? Trabalho amanhã das 7 às 19, tenho reunião sobre isso iniciando-se às 21 horas de HOJE, e ainda por cima tive que vir trabalhar de guarda-chuva. Eu odeio guarda-chuva! Odeio. Quase tanto quanto odeio dentistas, o São Paulo, o Kaká, o Luxemburgo, doenças que matam e o Fernando Collor. Eu fico olhando as pessoas na rua e elas parecem confortáveis com seus guarda-chuvas, suguram-o com uma surpreendente naturalidade, mas eu me sinto o patético da humanidade segurando aquilo - sem falar que eu acho anti-logístico ficar com a haste na frente da cara, e se eu coloco prum lado, o outro molha mais.
E eu vou esquecer essa porra em algum lugar, ninguém perde mais guarda-chuvas do que eu...
Eu também perco prendedores de gravata, aos montes! E canetas. As mais descoladas possíveis, ao menor vacilo, elas somem de mim e vão pra dimensão paralela conversar com os prendedores de gravata e guarda-chuvas (com a diferença que as canetas me fazem falta!).
Também odeio o Jô Soares. Quer dizer, odeio o programa do Jô Soares, pois dele eu até gosto. Mas como eu posso odiar um programa que sequer assisto? Já sei: eu odeio pessoas que começam um assunto dizendo "ontem no Jô..." Por quê o ódio? Porque normalmente são assuntos que não levam a lugar nehum, como um cara que propõe a cura do câncer a partir do sêmen de minhocas do Piauí ou alguma bobagem erótica qualquer, além dos bizarros de sempre.
Provavelmente vou perder os Aspones hoje, o bate-papo com o Paulo F sobre a editora precisou ser adiado, e ninguém me avisou que a câmera digital gasta pilhas como um voraz dependente químico cheira cocaína!
Se tem uma pessoa a quem voto o mais profundo fanatismo (fanatismo enquanto derivado de fã, desculpa se é muito óbvio) é a Paulinha. Tá de blog novo, se ela não atualizou ali nos links, você encontra o endereço nos comments dela por aqui. Vá lá. Agora! Leia a Paulinha, se você confia nas minhas indicações.
Olha isso:
"me chamar de politizada seria um exagero. eu leio livros do al franken (que é um michael moore mais engraçado e mais sensato), acompanhei as eleições americanas na cnn e fiquei consideravelmente desapontada com a re-eleição do bush, mas não a ponto de dormir na pia por isso. votei para o serra, sou elitista, não mandei ninguém nascer pobre e gostaria que os sem-terra fossem à merda. mas, novamente, estou longe de me importar. basicamente é isso. eu tenho problemas demais para me importar com os problemas do mundo. deixo isso para as ongs e ponto-orgs da vida. odeio militantes. jovens com camisas do che guevara que recebem alguma corrente por e-mail dizendo que um mapa não sei onde disse que a amazônia é de não sei quem e começam a defender aquilo como se fosse A Grande Verdade Total & Absoluta. isso até sairem da faculdade e descobrirem que oh, o capitalismo é selvagem e não vai dar para fumar maconha e tentar salvar o mundo todo dia."
Não diria que eu assino embaixo, até por que isso não faz a menor diferença, mas super concordo com a essência do lance enquanto coisa. Não sei se eu já disse, mas ela é a irmã que eu não tive...
Versões são complicadas... e hoje eu descobri que podem ser traidoras, também. Tudo bem que "Rent" é a minha música favorita dos Pet Shop Boys e mais tudo bem ainda que você saiba assim, publicamente, que de uma certa forma, eu goste de Pet Shop Boys; Aí um bróder me disse que num dos CDs daqui da empresa tinha uma versão da música com uma mulher cantando, que rolava uma percussão e era bonita pra caralho. Na ingenuidade, perguntei assim, da minha mesa na direção das ilhas de atendimento, se alguém sabia onde eu poderia encontrar essa versão de "Rent" com uma mulher cantando:
- Eu até posso conseguir pra você, Randall, afinal de contas, meu apartamento em Ipanema pra passar o Reveillón na Farme de Amoedo tá reservado e pago, mas você vai ter que me explicar melhor esse interesse numa música dos Pet Shop Boys, CANTADA PELA LIZA MINELLI!
E aí, o que você responde numa hora dessas em que todo mundo que saca a Farme de Amoedo olha pra você com caras e expressões jocosas?
Que Naíla que nada, Caju, o verdadeiro exagerado sou eu! Ou então não estaria dizendo aos 4 ventos que "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças" é o melhor filme de todos os tempos. Assisti ontem, maravilhado e exclamando um "putaqueopariu" ou "do caralho" a cada 10 minutos, e aquilo me pegou de jeito... aquele roteiro! Uma mistura de genialidade extrema intercalada com alguns momentos que parecem uma bem sucedida viagem de ácido bom... o diálogo na última memória dele a ser apagada... eu acho que todos os meus leitores, os mais queridos de preferência, ouvissem Beck cantando depois de terminar um livro meu!
Claro que dá vontade de encarar o lance de apagar memórias também, mas as que eu queria apagar não tem nada a ver com relacionamentos passados, embora seja uma boa idéia esquecer por completo um telefonema recebido na volta do Araguaia, um diálogo no Vaca Brava, ou um toque do Pescoço acerca do VERDADEIRO local em que minha namorada se encontrava na noite anterior. Mas dá pra conviver com isso, pois assim eu ainda detenho uma conversa na escada em uma festa de formatura, uma guria bonita dançando no Draft, uma que me perguntou se eu era amigo da Taíza na saída do cursinho, ou uma outra descendo as escadas da Arquitetura com as bochechas queimadas de sol e um jeito de andar de quem faz capoeira...
As que eu queria apagar eu acho que vou acabar conseguindo naturalmente, mas deveria ser tão fácil quanto eu consigo superar alguns traumas e apagar certas pessoas.
Não vejo a hora de chegar em casa logo mais pra assistir de novo o Brilho Eterno, do início, agora sabendo exatamente qual era a do cara... pois acho que esse filme foi feito pra se ver pela segunda vez!
Febre Alta é uma singela homenagem ao escritor inglês Nick
Hornby, autor de FEBRE de Bola e ALTA Fidelidade, dentre
outros.
Randall fez 30 anos, e depois de uma curta temporada em São Paulo,
casou e mudou-se para Sorocaba, que insiste em chamar de Manchester.
Hoje, voltou para São Paulo e vai à pé para o trabalho. Ainda é advogado
e quer ser escritor quando crescer.
Randall escreveu Além das Portas, Clichê de Verão, e Não Cai do Céu, Daniel.
Atualmente, tenta finalizar
seu quarto romance, Pizza Fria.
Randall acredita: em John Lennon, que o primeiro dos Stone Roses
é o melhor disco de todos os tempos, que é meio Jedi e que sua vida
está sendo escrita pelo Nick Hornby.
Randall ouve: de Los Hermanos a Belle and Sebastian, e todas as
variações permitidas em lei.