Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005

Foi uma noite divertida, apesar da, digamos, derrota. Sim, pois Master Tisha Won acertou 11 categorias, a Laura 10 e eu, 8, mas enquanto meus adversários, movidos pela ganância desenfreada, apostaram suas fichas no "Aviador", enquanto eu fechei minha noite com chave de ouro ao apostar na "Menina de Ouro" em Filme e Diretor, auto-dando-me o título de Campeão Moral! Não sei os outros competidores, mas eu não votei em quem eu achei que ganharia, mas em quem eu queria que ganhasse, coisa do coração, saca? Tudo bem que a competição de ontem teve um Vencedor, mas duvido que ele conseguirá me olhar nos olhos sem sentir uma pontada de inveja pelos meus acertos finais, fechando a noite!

Pontos baixos: Discurso interminável da Menina de Ouro (votei na Kate Winslet, claaaaaro!), o Santana conseguindo ser ainda pior que o Banderas, tocando a única música que compôs na vida (mas que coloca vários títulos e relança de 5 em 5 anos como coisa nova), o cabelo branco comprido de um tiozinho que ganhou e agradeceu à Mãe (na boa, "thanx Mom" é esquisito!), o chato pacaralho que apresentou, e as seguidas aparições da Beyoncé.

Pontos Altos: O "discurso" do carinha que ganhou com Canção, "Brilho Eterno" ganhando melhor roteiro e o Di Caprio voltando de mãos vazias. Aliás, foi "Mastercard" o Mala Depp mais uma vez tendo que fazer cara blasé pra aplaudir o vencedor, com aquela roupa ridícula, como sói acontecer. Aliás, quando apareceu um carinha vestido como "Fantasma da Ópera", o Christian foi impagável ao dizer que é daquele jeito que o Johnny Depp se veste normalmente, pra ir ali na padaria.

No fim, ruim mesmo é que agora eu vou ter que esperar "Menina de Ouro" chegar na locadora...

Mas foi bacana a farra, a resenha, os comentários e a própria competiçãozinha vencida com méritos e láureas, reforçando a minha teoria de que o que importa realmente é a companhia, o programa em si é detalhe! E não sei se eu já disse, mas o Johnny Depp perdeu muito!

postado por: Randall Ferreira Neto 9:57 AM Comments:


Domingo, Fevereiro 27, 2005

Fossem outros tempos, e se de alguma forma isso também não me comprometesse, eu colocaria um sorrisinho cínico nos lábios e sairia com uma expressão de "eu já sabia" estampada no rosto, depois dessas declarações desastrosas do Lula. Sei lá, acho que é o preço mínimo que Dona Coerência cobra por ver um semi-analfabeto fronteiriço com tanta responsabilidade nas mãos, mas isso ainda pode ficar cada vez pior, então só dá pra ficar preocupado... principalmente por que o Dom José Dirceu Mc Carthy sai dizendo que é bom a oposição ficar quietinha, senão o feitiço pode virar contra o feiticeiro. É como eu li na coluna dum cara, o Dirceu dá a idéia de que existe feitiço, feiticeiro e ele determina pra onde vai um em direção ao outro!

Eu até achava que ele estava indo bem (meu pai diz que eu devo achar isso mesmo, em se tratando do terceiro mandato do Fernando Henrique), mas na várzea, é comum você ouvir pra um jogador que está jogando mal: "pede pra cagar e sai!"

São tempos terríveis os que vivemos! E o que vem pela frente?

E tempos estranhos também, mas como é bom ler um texto do velho Forasta como o de sexta na Ilustrada! Pede pra voltar, cara! E ando achando coisas, no sentido literal da palavra: fazendo a pseudo mudança na casinha, achei o meu "Doze", sumido desde meu aniversário! Encontrei também o meu CD dos Anselmos, que a Blue gravou pra mim, dentro da caixa do DVD de Era Uma Vez na América! Nem me pergunte...

postado por: Randall Ferreira Neto 1:41 AM Comments:


Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005

Com esse calor, esse sol, essa vontade reprimida de descer a serra, se eu conseguir atravessar essa sexta sem tomar uma cerveja, serei consagrado um herói! Tem a possibilidade de uma "Gibada" light logo mais, mas a perspectiva do findie não é das melhores, pois teremos que remover algumas coisas na minha casa, sem saber ainda onde guardar. Vai dar dó fazer isso com as minhas poltronas supersônicas, o rack da TV e a mesinha de centro que a Laura fez tanta questão, além, claro, da mesa de botão. Eu preferia não ir, mas acho que esse argumento tem poucas chances de prevalecer, e ainda pode dar a entender que rola uma preguiça (que efetivamente rola, claro), mas já sei, de antemão, que amanhã vai ser foda!

No fotolog.terra.com.br/tiorandas, mais uma homenagem à casa, à poltrona, que nessa ocasião me serviu pra ler o livro de um grande autor!

postado por: Randall Ferreira Neto 2:47 PM Comments:


Quinta-feira, Fevereiro 24, 2005

Pode não estar cientificamente comprovado - o que pouco importa, no frigir dos ovos (quando você os frige, eles viram ovos "frígidos"? Sei que ninguém frijava um ovo como meu pai, gema molinha e epicentricamente colocada no prato de arroz) -, mas e-mails terroristas do Submarino ou das Americanas anunciando Pré-Venda fazem mal à saúde. Os de "Friends", por exemplo, eu espero de uma semana a 10 dias antes de avisar a Laura, pra reduzir o número de perguntas "quando chega?", a ansiedade e etc.

Sei que ninguém merece saber que existirá, num futuro próximo, um Box com 4 DVDs de "Mad About You", a aguardadíssima Trilogia "De Volta Para o Futuro" e - sim, esse foi o tiro de misericórida - o Show do Los Hermanos que assisti 4 vezes e assistiria mais se tivesse oportunidade, aquele que começa com "O Vencedor" e termina com "A Flor", tendo no meio 18 canções que podem retratar 2004 com perfeição, um autêntico DVD pra vida inteira! Tem também o lance de não ter grana pra comprar, aí tanto faz ser pré-venda ou já à venda, mas não vamos entrar nesse mérito.

Sei que tem coisa muito pior, como as temporadas de "Friends", que aparentemente pararam na Sétima, ou o livro novo do Nick Hornby que falaram que sairia em fevereiro, mas pelo jeito, só se for dia 29... mas foda mesmo é ter um bróder que cria e-mails de pré-venda na sua cabeça e transmite isso adiante, fazendo-nos acreditar que realmente existe um box com "Antes do Amanhecer e do Pôr-do-Sol" já pra sair...

postado por: Randall Ferreira Neto 10:26 AM Comments:


Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005

Apesar de achar a Phoebe muito mala sem alça, tenho que concordar com ela no lance das moedas, pois os fotologs me odeiam, tenho plena convicção disso! Eu tive um, depois não conseguia postar, aí passei também a não conseguir visualizar os dos outros e acabei decidindo postar aqui mesmo, no blog, algumas fotos.

Resolvi dar um voto de confiança aos fotologs e fiz um de novo, o fotolog.terra.com.br/tiorandas. Mas ainda não confio totalmente neles, acho que estão só esperando eu me distrair pra finalizar o golpe, seja lá qual for.

E como o findie ainda ressoa na memória, aqui vão alguns registros:

Sexta-feira:




Sábado:




postado por: Randall Ferreira Neto 3:51 PM Comments:

Sabe aquele episódio de "Friends" em que o Joey e o Chandler meio que ganham o canal pornô da TV a Cabo? Basta responder "sim" ou "não".

Então, como tudo na vida, quando eu tenho hóspedes em casa, existe um lado ruim: conspiração & sedição. Sim, pois a Laura, sozinha, aceita resignadamente que aos domingos, 4 da tarde, é meu sacrossanto direito assistir futebol na TV, não importando qual time esteja jogando. Mas, quando o casal Ti & Blue está em casa, ela encontra aliados pra impedir meu futebol, ou então ficar fazendo comentários desagradáveis sobre o ato de assistir futebol e por aí vai. Os hóspedes, em sua defesa, podem alegar que não se manifestam, apenas concordam; mas eu, se estivesse hospedado na casa de alguem que eu acho o mó barato, começaria, lá pelas 15 pras 4, a dizer "e aí, Randall, quase na hora do jogo, hein? Jogão hoje!". Mas nem todo mundo tem a minha noção de diplomacia e política, por isso, no último domingo, fui condenado a praticamente "ouvir" o jogo na TV do quarto, que pseudo-pega a Record.

O que tudo isso tem a ver com o episódio pornô de "Friends"? Eis que eu, inconformado com a péssima qualidade da, digamos, imagem da TV, e apertei um botão de Autoprogramação Automática no Controle Remoto e aí, do nada, como que por mágica, vieram os canais da TV a Cabo! Tudo bem que é o pacote mega-pobrinho, mas tem os canais básicos como ESPN, Warner e TNT. Como isso aconteceu? Não me pergunte, pois meus conhecimentos na área são tão parcos que até me surpreende eu ter tido a idéia da Autoprogramação Automática.

Sei que os canais tão lá, e agora, aos domingos, independente de quem estiver em casa, posso sentar o rabo no sofá de frente pra TV grande e assistir (sem ter que explicar por que quero ver um jogo que não é do meu time) até o XV de Piracanjuba contra o Goiatuba, direto de Morrinhos, pois a Laura estará se deliciando com as reprises de seriado da Warner! E ontem, nos intervalos do Big Brother, ela procurava coisas nos outros canais, quando apareceu um canal pornô. Quer dizer, os sons de um canal pornô. Ela deixou lá e eu fui tomar uma ducha pra espantar o calor goianês, mas quando saí, ouvi do banheiro os barulhos... "ôpa, será que o canal pegou?", mas ao chegar, vi que ainda eram só barulhos:

- Por que você deixou aí, Laura?
- Eu tou tentando descobrir pelo som quantas pessoas estão envolvidas.
- Ah, desencana, às vezes nem vendo a imagem é possível determinar isso com certeza...

postado por: Randall Ferreira Neto 10:31 AM Comments:


Terça-feira, Fevereiro 22, 2005

Quando a Renata me mandou esse texto aí abaixo, veio a lembrança do meu pai e de suas reflexões "botequísticas", mas depois de reler, descobri traços meus aqui e ali, logo veio a conclusão que há mais semelhanças entre nós do que eu imaginava. Não sei direito o que isso significa, mas como eu sei que existe uma pessoa aqui que de vez em quando dá notícias do blog pro meu pai, eu gostaria de te pedir o favor de imprimir o texto e mostrar pra ele, pode ser?

Fora isso, acho que o texto remete levemente à Mercearia, e acho que o Tio Fefas vai encontrar um certo Vila-Madalenismo na coisa, mas acho que era exatamente essa a intenção.

E eu fico aqui pensando que talvez gostaria que meu pai frequentasse o blog como os Gilbertos fazem com seus respectivos e talentosos rebentos. Será? Mas será mesmo?

Bar ruim é lindo, bicho
(Antonio Prata)

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de 150 anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de 150 anos, mas tudo bem). No bar ruim que ando freqüentando nas últimas semanas o proletariado é o Betão, garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas acreditando resolver aí 500 anos de história. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar "amigos" do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura. "Ô Betão, traz mais uma pra gente", eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte do Brasil.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte do Brasil, por isso vamos a bares ruins,que tem mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gateau e não tem frango à passarinho ou carne de sol com macaxeira que são os pratos tradicionais de nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gateau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver, uma Europazinha bem que ajuda. A gente gosta do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne de sol, a gente bate uma punheta ali mesmo.

Quando um de nós, meio intelectuais, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectual, meio de esquerda freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim. Porque a gente acha que o bar ruim é autêntico e o bar bom não é, como eu já disse. O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e nesse ponto a gente já se sente incomodado e quando chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual, nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e universitários, a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevete e chinelo Rider. Esse pobre não, agente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.

Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantém o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam em 50% o preço de tudo. Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato. Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se fodem, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão brasileira, tão raiz.

Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda, no Brasil!
Ainda mais porque a cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que agente gosta, os pobres estão todos de chinelo Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gateau pelos quatro cantos do globo.
Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda, como eu que, porquestões ideológicas, preferem frango a passarinho e carne de sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no nordeste e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o nordeste é muito mais autêntico que o sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é mais assim Câmara Cascudo, saca?).

postado por: Randall Ferreira Neto 11:31 AM Comments:


Segunda-feira, Fevereiro 21, 2005

De novo, de trás pra frente (se é que é assim mesmo):

DOMINGO: 11 x 2 pra nós, realmente uma atuação soberba do time, ainda mais que o goleiro titular pôde ir e eu fiquei ali, pra qualquer eventualidade. Faltando 10 minutos e 7 x 1 pra gente, acharam legal eu entrar pra ir pegando ritmo, e eu achei legal entrar sem aquecer, mas 6 minutos depois, minhas fibras musculares da panturrilha e adjacências não acharam nada legal essa minha decisão. O vocábulo DISTENSÃO agora ocupa um lugar todo especial na minha vida, e a Laura sorriu satisfeita ao concluir que eu realmente não consigo jogar bola sem me machucar. Sei que é patético, mas nunca é demais prestar atenção no sinais...

SÁBADO: Sensacional! Cheguei na mais simpática livraria que conheci - mais do que uma em Porto Alegre num pseudo-shopping que tem fama de ser lugar de viado -, a Realejo, em Santos, perto daquela praçona redonda, do meu adversário (seria mais apropriado dizer carrasco) Torero, que mais uma vez me venceu: 3 x 0, sem perdão. Fotos e mais fotos documentaram o duelo, que depois virou lançamento de livro e bate-papo entre "editores", sempre entrecortado pelo excelente humor dele, que assinou o livro lançado e outros dois que eu tinha (mas quem é Duda, Randall? Você roubou esse livro?), e ainda reclamou que eu ia embora sem revanche. Eu ainda acho que ele andou treinando, nunca vi alguém jogar sem errar um passe sequer!

Conheci enfim a Soninha, simpaticíssima e fã do Ludov (assim, a Vanessa, no dia anterior, disse pra eu mandar um abraço pra ela, que ficou super feliz com o abraço), mas como ela estava lá pra falar essencialmente sobre Budismo (tema do livro), acabei não trocando muita idéia, apesar de ter colocado que sou anti-Alex na minha dedicatória do Clichê de Verão (ela me devolveu um "Pro-Alex, com compaixão" no dela), e no início achei meio foda ela separar as coisas e não querer falar sobre futebol ou rock n roll; mas aí, me perguntaram como eu me sentiria se no dia em que eu estava lançando meu livro, viesse uma pessoa fazer perguntas sobre Direito. Tem a ver, tem a ver...

SEXTA-FEIRA: Ah, foi perfeito! Tudo bem que a FunHouse poderia estar mais vazia e o garçom da Bella Paulista poderia não ser um oligofrênico fronteiriço, mas isso não influencia em nada, nem mesmo o calor semelhante ao antológico show do Man Or Astroman com abertura do MQN no Território Brasileiro. Wonkavision ao vivo é mais que um show, é uma experiência! E eles, assim como os conterrâneos Walverdes, entendem perfeitamente o conceito do significado da concepção da hermenêutica exegética do termo "GG". Sim, pois a camisa deles era efetivamente GG, ao contrário da Umbro, que deve ter medido ingleses minúsculos pra me entregar uma camisa da seleção tão justinha!

Escreva livros, como John Fante; tenha uma banda, como os Wonkas! Fomos os primeiros a chegar, esperamos por um tempo maior que aceitável ouvindo a passagem de som e aí ficamos de bate-papo com toda a galera, entre uma Sol e outra até começar o show. Adoro essas baladas, isso faz você ir dormir às 7 da manhã com uma sensação de ter valido a pena toda a semana passada na expectativa, e torcendo pra que outros eventos como esse aconteçam em intervalos menores de tempo!

E, obviamente, dentro de todo esse contexto, nada mais natural que ligar pro meu amigo Kako e dizer que a mulher do negão, quando vai procurar o carinha dos cartazes pra ver o vídeo do casamento, está comendo uma Bannoff Pie!

postado por: Randall Ferreira Neto 3:09 PM Comments:

Pela primeira vez, desde nunca, eu tenho meus CDs ordenados alfabeticamente, graças à Laura, que aparentemente não suportava a minha maneira de pseudo-organizá-los como "Discos favoritos", "Rock Inglês", "Nacionais", "Cena de Manchester e Assemelhados", "Indies" e assim por diante.

O único problema é que isso faz com que você descubra coisas desagradáveis, como seu "Abbey Road" e "O Bloco do Eu Sozinho" terem, misteriosamente desaparecido. Ou então eu tive um surto de generosidade psicotrópica e os emprestei a alguém, o que é muito pouco provável, então tenho que lidar com a hipótese de que alguém entrou em casa e os pegou. Não vou acusar ninguém, nem fazer insinuações veladas, só quero que você, que estiver com esses discos, se foda, se dê muito mal na vida e ainda por cima me devolva, pois não são discos muito fáceis de achar.

Mas se eu simplesmente te emprestei e esqueci, por favor, me tranquilize e diga que vai me devolver na primeira oportunidade, principalmente "O Bloco". Ah, se o disco estiver no porta luvas do carro, ou algo assim, dar-me-ei 5 cascudos impiedosos.

postado por: Randall Ferreira Neto 11:25 AM Comments:


Sexta-feira, Fevereiro 18, 2005

O LIVE AID

Já faz 20 anos! Você não se lembra? Sequer sabe do que se trata? Sua pouca idade pode ser usada como atenuante a seu favor, mas eu me lembro, do alto dos meus 12 anos, que foi a primeira vez que eu tomei conhecimento do que era U2, na casa do Pescoço (que já conhecia e tinha disco, tals). Só que não me lembro de ter achado o Bono tão... como direi? "Ney Matogrosso" no palco, com um gestual meio "amplo" demais, umas botas até o joelho e a calça de couro pra dentro do cano, enfim: foi um registro histórico pra mim, e graças a alguma boa idéia que resolveu lançar esse show em DVD, todos os dias eu posso ver um pouquinho das 10 horas de show, além dos antológicos clipes de "We Are The World" e "Band Aid". E assistindo, surgem alguns diálogos engraçados:

I
- Tá meia boca essa versãozinha de "Every Breath You Take" com o Sting e o Phil Collins, né? (Randall)
- Ah, tá igual a gente lá na praia, tomando uns gorós e ouvindo Rádio Pirata, de repente vem aquela coisa de bêbado e um resolve fazer coreografia de aeoróbica com a música sem preparar nada, e tal. (Christian)
- Como assim?
- O Phil Collins e o Sting conversando, tomando goró, um fala pro outro que gosta dessa música, o outro concorda mas diz que não lembra a letra direito, um diz que ajuda, e sai essa bosta aí.
- Saquei.
- Aproveita e tira desse goró na praia, vai?

II
- Quem é esse cara aí, que entrou com a Lady Di, todo mundo paga um pau, mas tem uma bandinha reba? (Laura)
- O Bob Geldof. (Randall)
- Tá, mas o que ele fez mais que os outros pra ser carregado nos ombros pelo Paul MacCartney?

III
- Spandau Ballet? (Christian)
- Era dos anos 80, bandinha daqueles tecladinhos bunda, só quero ver se eles tão muito viados - 28 segundos de apresentação, uma passada em cada um dos integrantes, com direito ao percussionista com uma capa courada e o baixista com uma calça clochard e camisa laranja aberta, com um nó atrás e sem nada por baixo - e agora que já vimos, vamos procurar outra coisa, né? (Randall)

IV
- O Veríssimo disse que é o único cara da geração dele que não sente nada ouvindo essa música. (Randall)
- E ele deveria sentir o que? (Laura)
- Sei lá, Bob Dylan também não significa isso tudo pra mim, mas por alguma razão, "Blowin in the Wind" foi uma música emblemática, num determinado contexto histórico, algo assim.
- E o pior é que ele parece o Jacob...
- Ele não é tão feio.
- É horroroso! Aqueroso, Velho, caquético, patético!
- Que revolta... mas nessa música estão os dois caras que a Fernanda e a Flávia mais sentem coisas.
- Fernanda e Flávia de Goiânia?
- Sim, claro.
- Quem é esse outro enrugado aí?
- O Keith Richards, guitarrista dos Stones! A Flávia disse que tem altas fantasias sexuais com ele!
- Mas com ele? Sei lá, se você for ter fantasia sexual, pega um Rick Martin, um Bon Jovi, Brad Pitt, Beckham, Du Moscovics, Giba do Vôlei...
- Dá pra parar? Vai que aparece um nome menos improvável aí e a gente vai se desentender seriamente!

V
- Nossa, o Sting era bonito! (Laura)
- Te falei! E você não acreditava em mim, né? (Randall)
- Ele parece o Beckham!
- Ééééééé.
- Peraí, Tio Randas, não é assim uma tese bacana de se defender, nem uma discussão boa de se ganhar, se é que você me entende. (Christian)

postado por: Randall Ferreira Neto 10:40 AM Comments:

Findie prometendo, esse! Atividades na sexta, sábado e domingo, vamos na inversa, então:

DOMINGO: Eu avisei, pedi, mas não adiantou; me inscreveram aí num campeonato de futsal que a empresa está participando. A princípio, era pra ficar no banco do goleiro titular, mas ele teve um compromisso e desde terça, cada um que passa na minha mesa solta um "é domingo, hein, vamo lá"! A julgar pelo meu histórico, espero conseguir chegar ao final da partida sem ver um pequeno quadrilátero vermelho sendo erguido na minha direção.

SÁBADO: Um amigo meu me concedeu revanche e eu vou lá, descer a serra pra jogar uma partidinha na livraria dele. E como ele vai lançar um livro junto com a Soninha, aproveito pra prestigiar mais um desses eventos. É uma pena que o meu "Chalaça" ainda esteja em Sorocaba e vai ficar sem assinatura.

SEXTA: Wonka-Show na FunHouse logo mais, e como diria o Paulo F, bem que o dia hoje poderia ser mais acelerado. Vou ficar triste por perder o de amanhã no Centro Cultural, com Ludov, mas se sobrar gás e grana, eu apareço no de domingo lá na Avenida Club.

Se os eventos acima ocorrerem de maneira que mereçam relatos, eles aparecerão no decorrer da próxima semana.

postado por: Randall Ferreira Neto 8:34 AM Comments:


Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005

Acho que longe se vai o tempo em que se negociava salários "plus beneficts", mas aqui na empresa ainda rolam alguns benefícios bem bacanas. Um dos que eu mais curto é o mega-supérfluo de poder ler a Trip e TPM de graça, por intermédio da nossa Assessoria de Imprensa - você poderia dizer que dá pra ler na internet, mas nesse ponto eu raciocino como o meu pai, pois acho que uma COISA só serve pra ser lida se der pra você levar pro banheiro e ler cagando.

Eu acho a TPM muito mais legal, muito mesmo, não sei por que. Mas foi na Trip que eu vi uma reportagem massa, que aumentou ainda mais a invejinha branca que tenho do meu bróder morando em Buenos Aires: falava sobre a nova literatura Pop Argentina, dando alguns nomes e breve histórico, mas o foda mesmo foi mencionar que em Palermo Viejo, a Rua Jorge Luis Borges passa pela Praça Julio Cortázar... confesso que não fui nessa praça, não li "O Jogo da Amarelinha", nem assisti um jogo no Monumental, mas ainda volto lá, ah se volto!

postado por: Randall Ferreira Neto 10:21 AM Comments:

Ontem, após a reunião semanal do Conselho Jedi, Master Tisha ficou e ainda sugeriu uma canja de galinha, a Laura disse que era só o tempo de ligar para a Instância Superiora em Sorocaba pra ela aprender como fazer.

E ficou do caralho! Mas aí eu me lembrei, na hora, da minha mãe, que fazia a canja mais maravilhosa de todos os tempos, tanto que, nos nossos almoços semanais na época da faculdade, eu alternava o espetacular frango ao curry com a canja de galinha.

Acho que eu curti com a cara da Laura cedo demais com a história do pirulito gigante com gosto da infância dela, pois essa coisa "senso-memorial" parece realmente existir. No domingo, esperando o Big Brother, eu ouvi a Bethânia cantando uma música do Vinícius, e isso me remete demais à infância, um pouco por causa dele, e muito por ela, até musiquinhas chatas como "Negue" e "Sonho Meu".

Falei disso pra Laura e ela falou pra gente ir num show dela, ou, sei lá, comprar um DVD, mas não dá. Eu até consigo extrair sensações ouvindo-a cantar, mas vê-la cantando me causa uma agonia maior que a do Oswaldo Montenegro.

Não ficou legal o trocadilho, pois ver o Oswaldo Montenegro também me causa agonia, mas na verdade eu queria dizer outra coisa...

postado por: Randall Ferreira Neto 9:36 AM Comments:


Quarta-feira, Fevereiro 16, 2005

- Eu não entendo essa sua implicância com a Fnac!
- Não é implicância, de jeito nenhum, eu gosto da Loja! Mas os vendedores...
- O que tem eles?
- São fracos, mal humorados, meio burros, não conhecem o produto que vendem...
- Mas em todo lugar é assim!
- Na Cultura, não!
- Verdade, na Cultura não... os vendedores de lá são bons mesmo!
- A Fnac e a Cultura são como duas gurias bonitas, gostosas, e interessantes, mas uma ouve axé, Djavan, Oswaldo Montenegro & Tribalistas, e a outra, rock n roll.
- Ou seja?
- Comeria as duas, mas uma me daria mais prazer, rolaria de conversar depois, combinar um cineminha. A outra, eu dou o dinheiro pro táxi depois.
- Entendi... e a Saraiva?
- Ah, nem é bonita... como do mesmo jeito, mas só se as circunstâncias conspirarem, tipo 3 da manhã, meio bêbado, tocando Tim Maia...

postado por: Randall Ferreira Neto 4:30 PM Comments:

A Leandra Leal tá aqui na minha frente, na capa da TPM que a empresa acabou de receber, e do lado do negão em "O Homem que Copiava", submarinamarelamente barato e já na minha mesa. Ambos. Ela também aparece todos os dias na novela das nove, hábito nefando que eu acabei incorporando depois de muitos anos, mas ontem cheguei a duas conclusões: quando coroa, quero ser chique como o Raul Cortez e ter um mordomo como o Ítalo Rossi. E como eu só comecei a assistir há poucas semanas, existem muitas lacunas, mas quando a Laura disse que queria saber por que a Suzana Vieira foi presa, eu matei de cara:

- Foi presa porque é uma ANTA e entrou numas com a raça mais desgraçada (salvo um arqui-bróder meu que anda sumido) que existe, que são os Fiscais! Agora, qual é a dessas notas frias, eu já não sei... e não curto quando começam a subestimar minha inteligência com argumentos do tipo "ela vai continuar presa por causa do recesso da justiça"! - Diz aí, Giba, em quantos minutos você punha a Suzana na rua?

Então, Leandra Leal. Show! Desde que ela era irmãzinha da Dara, sou fãzão dela, ainda mais rechonchudinha como está agora. Ela é a minha "Fernanda" do Clichê, até andei pensando na filha do Nando Reis, mas o lance é com a Leandra mesmo. Falo como se o Jorge Furtado ou o Torero estivessem me ligando desesperadamente e pedindo o livro pra transformar em filme; mas ontem, enquanto eu deixava o "Trainspotting" de lado e lia (pela primeira vez depois de pronto) "Não Caem do Céu, Daniel" procurando erros e brechas pra mudanças, decidi que vou tentar de tudo com ele, desde enviar pra Rocco Safra XXI, até pra Conrad de novo e pra Casa de Cinema de Porto Alegre, vai que...

Enquanto isso, aguardo as considerações do Conselho de Notáveis a quem incumbi a primeira leitura, e decidi que romperei com o Guilherme Weber, dessa vez o protagonista será o Selton Mello, esses últimos dias com a Última Temporada dos Normais tem servido pra alguma coisa. Até por que, ainda que só numa participação especial, haverá espaço pra Leandra Leal...

postado por: Randall Ferreira Neto 8:55 AM Comments:


Terça-feira, Fevereiro 15, 2005

Imagino um bate-bola entre amigos num sábado ou domingo, um chega pro outro e fala:

- Valeu pelo lançamento, a bola veio na pinta!
- Jogar com você é fácil.
- Quê isso, valeu, tale coisa, mas olha só: você poderia me fazer um favor.
- Diga.
- Vou casar daqui umas duas semanas e ainda não tenho DJ pra tocar, você conhece uns caras, né?
- Conheço sim... tem alguém que você prefira?
- Ah, o Fatboy Slim tá bom.
- Então tá bom, vou falar com ele. É numa segunda, né? Ele deve estar disponível... agora corre lá pra área e vai garantir nosso bicho!

A possibilidade e veracidade da conversa acima é só uma questão de perspectiva, se você imaginar que os dois amigos são o Ronaldo e o David Beckham!

postado por: Randall Ferreira Neto 9:51 AM Comments:


Segunda-feira, Fevereiro 14, 2005

Ultimamente, a crítica mais recorrente que venho recebendo diz respeito ao meu pobre mecanismo de criação de personagens, sendo que um cara aí que eu nunca vi na vida teve a pachorra de falar que "Clichê de Verão" é autobiográfico.

Não sei o que se espera de um escritor, mas o próprio Nick Hornby brinca com isso em Febre de Bola ao dizer que o esboço de seu primeiro romance era sobre um professor que após uma desilusão amorosa, resolve rever alguns conceitos e solta um "Ah, os insondáveis mistérios da criatividade!". Mas reconheço que o problema existe, e só descobri isso quando conheci o André e vi que os personagens dele não falam como ele! Infelizmente, os meus personagens se parecem comigo falando, mas são tantas pessoas falando que meu jeito de contar histórias é tão legal que eu acabo achando que... enfim, a Laura leu "Não Caem do Céu, Daniel" e demos risada em muitos trechos, ela elogiou o quase desaparecimento de referências musicais e cinematográficas e disse que é o meu livro que mais parece um livro, pois ela praticamente não me reconheceu em nenhuma parte. Será? Não sei, mas ela disse que é - DISPARADO - o melhor livro que eu já escrevi, apesar de que eu continuo achando que do nada, nada se cria, a não ser um cara aí que criou o Mundo e Einstein com a teoria da relatividade.

E quer saber? A culpa nem é minha, mas das pessoas que me rodeiam, capazes de soltar pérolas como essa:

- "Cassino" é um filme maravilhoso, a melhor recordação que eu tenho do meu primeiro casamento! - pessoas com pontos de interrogação sobre as cabeças - Foi lindo, sensacional! Acho que não lembro de nenhuma outra ocasião em que a minha ex-esposa, estando acordada, tenha ficado calada tanto tempo do meu lado como no dia em que vimos esse filme no cinema!

postado por: Randall Ferreira Neto 4:54 PM Comments:

Sei que muita gente não curte quando eu falo dessa maneira, mas se eu ainda estivesse morando em Goiânia, teria assistido Botafogo x Americano ontem... nada contra nenhum desses times, mas os grandes cariocas deveriam olhar com mais carinho para os exemplos de Bangu e América - e não foi por falta de aviso!

Mas que jogaço o de ontem! Melhor ainda foi ter assistido isento de emoções, sem torcer pra lado nenhum, podendo, assim, vibrar com as defesas do Mauro e o passe do Robinho para o primeiro gol do Léo, o jogador que eu mais queria ver com a camisa do meu time! E por que não convocam o Léo? Simples: assim, ninguém precisa evoluir no questionamento: Mas por que o Léo é reserva do Roberto Carlos? Sim, o dia foi de Robinho, mas pra mim, ele fez mais ou menos o que sempre costuma fazer, quem me surpreendeu realmente foi o Bóvio, um jogador aquém do mediano e que fez um partidaço! Não, não vou ficar aqui de elogios ao Bóvio, pois amanhã ou depois ele volta a ser Bóvio e se o Santos quiser continuar ganhando, que mantenha suas esperanças no Robinho. O Corinthians jogou mal? Não, mas jogou muito menos que o Santos, em estado de graça, num dia em que tudo dava certo e que 3 a 0 ficou barato!

E o Josué, que meteu 3 gols em 3 partidas, hein? Me lembro que em 97, o "seu" Hailê foi até Caruaru trazer um lateral esquerdo, pois imaginava que em breve venderíamos o Augusto "Sivirino" (os Corinthianos devem lembrar dele com saudade, depois de uma atuação soberba num clássico contra o Palmeiras) e já planejava arrumar um substituto, apesar de toda a torcida já querer que a vaga fosse ocupada pelo Ronildo, pratíssima da casa e grande promessa. Eis que o Déspota Esmeraldino me aparece com um tal de Marquinhos, mas deparou-se com narizes torcidos com os cem mil reais pagos por um obscuro lateral! A justificativa era que tinha vindo dois jogadores de contrapeso pra fazer um período de testes: Josué, meia que também fazia as funções de volante, e Araújo, cuja principal característica anunciada era ser veloz e driblador. Dos 3, o que se deu pior foi o próprio Marquinho, que vivia sonhando em sair do Goiás e entrava-e-saía ano, vinha o papo de proposta do Palmeiras, que, quando enfim se concretizou, não deu em nada e hoje ele joga (acho) na Ponte Preta. Não faço a menor idéia de onde jogam Augusto e Ronildo, só sei que a implicância da torcida com o Marquinho, a despeito dos salvadores gols de falta que ele sempre fazia, era um irritante Sãopaulismo sem justificativa.

Eu só queria que os jornalistas esportivos parassem de perguntar a jogadores bem sucedidos "por que você demorou tanto pra sair do Goiás?", como se fosse uma sentença a cumprir. O que não deixa de ser uma mega contradição com o que escrevi no início do post...

postado por: Randall Ferreira Neto 9:45 AM Comments:


Sexta-feira, Fevereiro 11, 2005

O EXERCÍCIO DAS PEQUENAS COISAS

O título não poderia ser mais perfeito, ao menos pra mim, que acho o som do Ludov exatamente isso, um exercício de pequenas coisinhas do cotidiano que nos tocam como se fôssemos personagens daquilo. "Pequenas" talvez não seja o adjetivo correto, podendo muito bem ser substituído por "Singelas".

"Dorme em Paz" já era minha favoritíssima antes mesmo do disco chegar Submarinamente, curiosamente ensanduichado pelo "Trainspotting" (o livro) e "Pet Sounds"; também foi legal ouvir "Kriptonita" e "O Dia em Que Seremos Felizes" enquanto lavava a louça do jantar (olha o título do disco aí!), mas a grata surpresa veio com "Sete Anos", que deixei no repeat até concluir que, pro disco ficar além do perfeito, só se eles gravassem aquela música do Wonkavision que fala pra "escrever livros como John Fante". Viagem, digressão, exagero?

O exercício das coisas singelas...

Um filme do Furtado; um release de disco do Takeda; um conto do Paulo F; o arroz da Laura; um papo com o Giba no final do churrasco; almoço diário e tarantiniano com meus dois a-mi-gos; Porto Alegre na memória; uma crônica esportiva do Torero; quadrinhos do Caco Galhardo; Estranhos no Paraíso; 10 Pãezinhos; a música nova do Nando Reis...

Questionamentos singelos como pensar se o Master Tisha voltaria a usar All Star se não tivesse me conhecido; ou se o Tiago subiu aqui na empresa só pra me dar um abraço ou queria mesmo era me mostrar o óculos novo?

Sei que às vezes me dou mais importância do que a realidade impõe.

Mas eu subiria só pra mostrar o óculos novo!

postado por: Randall Ferreira Neto 9:21 AM Comments:


Quinta-feira, Fevereiro 10, 2005

Por incrível que pareça, muita gente anda achando bonito repetir aquilo que o "doutor" Rogério disse sobre pessoas e cachorros, mas o que me deixa verdadeiramente feliz é que eu penso exatamente de maneira contrária a ele. Eu gosto de pessoas, gosto de gente! Sim, gosto do meu cachorro muito mais do gosto de muitas pessoas, mas aí a culpa é minha - ou das pessoas que não gosto...

Digo isso por que, ao contrário do Christian, não tive um carnaval tão repleto de acontecimentos, além de uma exótica ida ao Zoológico com resultados surpreendentes e uma Gibada que dispensa comentários. Mesmo assim, eu queria escrever sobre o meu carnaval, pois achei que ele foi do caralho, mesmo sem eventos, exatamente por causa das PESSOAS! Mesmo que eu tenha uma tremenda sorte e seja cercado de pessoas geniais (aliás, pessoas geniais me perseguem desde pequeno, pois durante minha vida toda eu sempre estive em contato com pelo menos uma pessoa genial), agradeço também por aquelas medíocres que insistem em trombar o meu caminho, pois assim eu vou me lembrando que elas existem.

A Laura diz que eu tenho uma tolerância acima do normal com malas sem alça, maus caráteres e quejandos, mas que tenho um dispositivo que, uma vez acionado, apago a pessoa da minha vida. O que não é verdade, nunca apaguei ninguém, embora eu mesmo às vezes gostaria de acreditar nisso... eu fico triste, às vezes, mas só com pessoas que gosto muito. E se acho que uma dessas pessoas pisou na bola comigo, me afasto, achando que ela tem a obrigação de vir falar comigo e pedir desculpas/ou explicar a pisada. Se a pessoa não vem, depois de um tempo passa, e eu volto a ser com ela como se nada tivesse acontecido, pois isso de guardar rancor dos outros é algo que não sei, com o tempo passa, depende da pessoa, da pisada e do tempo.

E meu carnaval foi passado ao lado de pessoas sensacionais, tanto na primeira, quanto na segunda metade! E com pessoas sensacionais, até Carnaval em Goiáis Véi você passa, mesmo tendo ido lá no ano anterior e sabendo que é uma bosta com B maiúsculo. E assim, isso é pra dizer que ontem, num Restaurante Argentino sensacional, pessoas sensacionais tentavam me convencer a passar o próximo carnaval em Salvador... por enquanto, só consigo pensar no quanto isso deixaria a Laura feliz, e se chegarmos a um acordo quanto aos psicotrópicos e estupefacientes a que terei direito, pode até se tornar negociável!

Pois quanto mais conheço as pessoas, mais me identifico com elas, com seus defeitos e qualidades, ainda que gostem do Dave Mathews

postado por: Randall Ferreira Neto 1:30 PM Comments:


Quarta-feira, Fevereiro 09, 2005

Dos 6 filmes pretendidos, consegui ver 50%, em parte por culpa da falta de tempo, e também por que o fato do Woody Allen "aparecer" no início de "Igual A Tudo Na Vida" fez com que a Laura implicasse e vetasse a continuidade da exibição - desconfio que o ciúme da Christina Ricci tenha contribuído também.

Mas foi o meu vexame lacrimoso nos 15 minutos finais de "Peixe Grande" que acabaram motivando a idéia de um post sobre filmes, mas na verdade acaba nem sendo sobre isso, mas sobre o que o filme em si me fez pensar, e não vou me alongar pra não castigar vocês com um rosário de obviedades.

E meu pai TEM que ver esse filme, isso é tão certo quanto o fato de que eu TENHO que tê-lo, ainda mais com duzentas cópias na Blockbuster a doze pilas! Mas é claro que as cópias acabaram quando eu fui lá na hora do almoço, mas como que por um desses milagres da Nossa Senhora da Coincidência, padroeira do Senhor Imponderável de Albuquerque, tinha uma cópia imaculada de "O Homem Que Matou o Facínora", farvestão do bom, que é quase a presença do meu pai comigo! Um dos únicos bom exemplos de livre tradução de título original, John Wayne, James Stewart e Lee Marvin, testosterona pra ninguém botar defeito!

Mas hoje, mais do que nunca, tenho convicção que meu filho vai conhecer a versão do meu pai de Peter Pan, além de todas as histórias do "Bandidão Barbudo de Tombstone", mas olha só que merda, comecei a chorar de novo...

Peixe Grande não é um Filme-Randall, é um Filme-Randico!

postado por: Randall Ferreira Neto 12:58 PM Comments:

E olha que escrevo esse post depois de ter passado um feriado com dois dos 0,0000001% dos médicos que conseguem ser gente fina e bom caráter ao mesmo tempo. Sim, eu tenho lá meu certo bode com médicos, não só por que depois que entram na faculade de medicina passam por matérias como Introdução à Prática da Arrogância, Desprezo Por Outras Profissões I, II e III, Imbecilidade Aplicada e Método do Desenvolvimento da Escrotidão Científica, mas também por que sou uma das vítimas da precariedade de sua prestação de serviços, que nos deixa hoooooras esperando, mal nos examina (quiçá perguntar nosso nome!) e não raro diagnostica errado por pura preguiça de exercitar a clínica, confiando cegamente nos exames tecnologicamente avançados. E sempre se justificando com o cabotino discurso de que os planos de saúde pagam uma miséria.

Sim, gastei uns bons 3 reais em mensagens para, pela primeira vez na vida, votar no Big Brother, e assim, ajudar a escorraçar o "DOUTOR" Rogério Padovan com uma margem de votos que não deixa dúvidas. Arrogante, fascista, homofóbico, careta e incrivelmente BURRO! Sim, burro, pois uma pessoa que passou pelos bancos de faculdade não pode se dar ao luxo de não saber que o Brasil fica na América Latina, quem foi Judas Escariotes ou mesmo efetuar uma prosaica conta de divisão. O programa discriminado se redimiu do dia em que o Bam-bam ganhou o paredão do Serginho, deixando o mundo um pouco pior... mas nessa quarta-feira de cinzas, ligeiramente ligado a prazeres efêmeros, me sinto com a alma um pouco lavada, e só peço a Deus que não caia nas mãos desse idiota que diz preferir cachorros a seres humanos (sim, prefiro mais o meu cachorro do que algumas pessoas, mas de um modo geral, ainda concordo com o Vandré, que "com gente é diferente") - quem sabe ele não muda de profissão, e vendo que animais também expressam sentimentos, lide com eles mortos, assumindo o que é na verdade: AÇOUGUEIRO!

Parafraseando Voltaire, eu acho que o mundo será um lugar legal quando o último médico for enforcado nas tripas do último padre!

E o Bial, elegante como sempre, lembrou um aforismo que eu adoro e, se me permite, Master Tisha Won Skyij, aqui vai uma "randicada": Homo suum. Nihil humano alienum puto.

postado por: Randall Ferreira Neto 10:33 AM Comments:


Sexta-feira, Fevereiro 04, 2005

- E aí, brou, vai descer que horas, hoje?
- Ah, lá pela meia-noite.
- Pra fugir do trânsito?
- Não, dou aula até às 10.
- Hoje? Sexta-Feira, véspera de Carnaval, se aparecer alguém querendo fazer aula merece apanhar!
- E o pior é que aparece...
*
*
*
*
*
- E aí, Lau, a gente vai pra Sorocaba que hora?
- Não sei, eu vou fazer aula de Combat até oito e meia, a gente podia terminar de assistir o filme e ir, né? Assim a gente foge do trânsito.

postado por: Randall Ferreira Neto 2:07 PM Comments:

Climinha carnavalesco, não? Antigamente eu tinha uma verve mais agressiva e agourava o Carnaval de quem gosta de Carnaval "a nível" de Carnaval, agora eu só quero fazer o de sempre: ficar longe!

Checklist: 6 filmes na locadora (Colateral, Chamas da Vingança, Extermínio, Peixe Grande, Igual a Tudo na Vida e A Vila); "Ana Terra" quase terminando e "Avenida Dropsie", "Estranhos no Paraíso" e "O Guia do Mochileiro das Galáxias" numa vã esperança de serem lidos; discos para complemento musical da já anunciada Gibada de domingo, mas em termos de músicas em Gibadas, nada supera o momento em que, sem mais, o anfitrião vai até o som e, simultaneamente, ouço os primeiros acordes de "Yellow" e vejo o polegar pra cima acompanhado de um sorriso discreto de quase não mexer o bigode, dando a certeza de que foi colocada pra tocar o disco com as músicas do meu casamento! O disco foi usucapido pelo Giba, mas acho que ele comprou de mim com a felicidade que demonstra quando ouve as músicas, e se o grau alcóolico estiver simpático, a gente até arrisca um dueto no final de "De Onde Vem a Calma".

Sobre "Extermínio": É um título infeliz, mas só peguei por que é do mesmo diretor de Traispotting, o que de certa forma reafirma a teoria do Paulo F sobre o Moacir Góes.

Sobre "Ana Terra": O primeiro livro que eu li, e tenho isso bem vívido na memória, foi "O Urso Com Música na Barriga", uma edição em capa dura do Círculo do Livro, e meu pai, quando encontrava os amigos, brincava: "Meu filho lê Érico Veríssimo!" Eu andava pra cima e pra baixo com esse livro e com o favoritíssimo "Marcelo, Marmelo e Martelo" (o primeiro nome de banda que eu quis ter, mas a Ruth Rocha nunca respondeu meu e-mail pedindo autorização), e com meus dois priminhos recém-nascidos, às vezes lia-os pros dois, que de olhões arregalados, prestavam a maior atenção! O comentário do meu pai era capcioso, mas o gozado é que lia mesmo, mas só agora resolvi ler o pai do Luis Fernando, mesmo já tendo lido "Incidente em Antares" e "O Resto é Silêncio", compreenderei se você não me compreender, mas acho que ler Érico Veríssimo é ler "O Tempo e o Vento", o que, de uma certa forma, estou fazendo, e acho que o próximo passo é partir para "Um Certo Capitão Rodrigo". Quando eu penso muito nisso, imagino um mundo onde eu possa passar junho e julho na casa que a gente ficou em Monte Verde, com a Trilogia do Érico completa, mais uns 10 livros que estão virgens na minha estante, muitos CDs, amigos nos finais de semana, todos os Asterix pra serem relidos, um romance pra escrever e entregar pra uma major, recebendo uma quantia legal por ele, e a garantia do meu emprego na volta.

Um Chateubriand mal passado, vinho tinto, restaurante transpirando história, maitre atencioso e voltar pra casa a pé, de mãos dadas, olhando as estrelas como se elas estivessem lá, no lugar das grossas nuvens eternizadas no céu dessa Panamérica de Áfricas Utópicas, isso pode ser o ticket de metrô da Estação Paraíso, e desculpe pelo trocadilho, não me leve a mal, é quase Carnaval!

postado por: Randall Ferreira Neto 10:59 AM Comments:


Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005

Gozado, ontem mesmo no almoço eu disse que a Bárbara Heliodora deveria ser proibida de criticar peças de teatro, pois como expert em Shakespeare, tudo o mais que ela assiste está aquém dos seus parâmetros.

O CLICHÊ NO SEU UMBIGO

A crítica da Maíra foi... contundente, pra dizer o mínimo. Aliás, "dizer o mínimo" é uma característica minha, que raramente ultrapasso os limites do que deve (ou pode) ser dito, mas de uma certa maneira, sofor da minha maneira com esse destemor em soltar palavras no mundo presente em certas pessoas.

O que ela disse sobre o Clichê é mais ou menos o que meu pai diria sobre qualquer livro meu - de maneira menos empolada e confusa, talvez -, mas não fala por que, porra, sou filho dele, e ele deve imaginar que certas coisas não se diz pra um filho, apesar dele próprio ter dito coisas terríveis num passado que, como diz o Ethan Hawk no final de Grandes Esperanças: "Isso já não tem a menor importância, é só o passado, existe só na minha memória".

Então eu só quero que escrevam coisas fofinhas sobre o meu livro? É... acho que sim. Como a esposa que pergunta ao marido se está gorda, sabem como é? Tem marido que diz na lata: "tá gorda, imensa, um pipote!", contrariando algumas regras básicas de boa convivência e insinto de sobrevivência. Excesso de Sinceridade ou predisposição à beligerância? Um pouco dos dois, eu acho, quem haverá de dizer que o certo mesmo não é agir assim?

Sobre a Má, acho que daqui 10 anos, ainda que minha escrita não evolua uma vírgula sequer, ela não publicará uma crítica como essa, mas a questão é: se a Wanessa Camargo fosse minha amicíssima e me perguntasse o que eu acho da sua carreira artística, o que eu diria?

E eu acho que no próprio Clichê, a Fernanda fala algo sobre meter o dedo na cara dos outros e que o tempo ou qualquer outro fator mostraria a necessidade da imposição de certos limites, mas whatever, eu só peço a vocês, que lerem a crítica, uma coisa: por favor, não se dirijam à ela de maneira rude, pouco simpática, agressiva, ou babaca, por mais que não concordem, por mais que gostem do meu livro ou de mim. No final das contas, é só mais uma opinião.

postado por: Randall Ferreira Neto 9:24 AM Comments:


Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005

Enfim, as opiniões! Sim, pois vender livros e autografá-los pros amigos é o mó barato, mas fica sempre aquela fissura de saber o que o pessoal achou, e só hoje vieram 3 feedbacks.

O da Vivi´s, veio denunciando uma pessoa extremamente organizada, que listou em tópicos o que ela gostou, e só não publico aqui pra não prejudicar o andamento da leitura das pessoas.

O Christian matou a pau ao dizer que ele enxergava a Fernanda como sendo "eu", dizendo as coisas que eu gostaria de ouvir de uma guria.

E a Angélica, ah, a Angélica, aparentemente curtiu mais o Clichê do que o Além das Portas, e escreveu o seguinte:

"Talvez por isso eu tenha chorado uma lágrima sofrida, amarga, invejosa de Fernanda e Tiago. Porque eu sou uma garota romântica demais para sofrer por amor e, ao mesmo tempo, sofro demais por causa disso.
E não há mal nenhum em idealizar amores e é isso que você faz em CLICHÊ DE VERÃO de uma forma sutil, gostosa e invejável. Você conta histórias no papel como conta ao vivo, com toda essa fanfarronice que dá vontade de ouvir, ouvir e ouvir. No caso de CLICHÊ DE VERÃO, li, li e li. Até acabar. Até Tiago e transformar num indie. Até imaginar ele e Fernanda no sofá-zebroso da Funhouse. Quem sabe até conversando com a gente.
Você consegue trazer dois personagens que se conhecem de forma engraçada, improvável, até nossa realidade - a minha, a sua - sem forçar a barra. De repente, percebi que Fernanda e Tiago poderiam ser meus amigos. Oh, puxa, e acho que é mais ou menos isso que você queria, não?
Bem, é isso, amigo.
Será que eu preciso dizer que curti pra caralho seu CLICHÊ DE VERÃO?
Ah bom.
Que venham os clichês de primavera, outono e inverno, amigo!
Grande beijo,
Angélica"

postado por: Randall Ferreira Neto 1:10 PM Comments:

O Retrato de um Artista Quando Não Muito Jovem:



Cortesia da Fotógrafa Pessoal do Paulo F, de um artista não muito "artista" também... e que a felicidade daquele dia venha me visitar, mesmo que de vez em quando e aos pouquinhos.

postado por: Randall Ferreira Neto 8:29 AM Comments:


Terça-feira, Fevereiro 01, 2005

Além dos diálogos insanos ocorridos aqui na empresa, temos também os telefonemas pitorescos, como no dia em que uma pessoa se identificou como "Aqui é a Camila, da Academia de Anta Gorda"... sim, meus neurotransmissores demoraram mais que o normal pra concluir que Anta Gorda é o nome de uma cidade, e não que a Camila estava se referindo aos frequentadores de seu estabelecimento como antas gordas. Mesmo assim, a gente se atrapalha e se lança a ilações do tipo: quem nasce em Anta Gorda é o quê?

Agora há pouco mesmo, ainda no meu estado semi-letárgico, um cara de Porto Alegre cuja mensalidade vence hoje, perguntou se iríamos trabalhar amanhã; amanhã, amanhã, amanhã... me situei e vi que não estava num deja vu e que o feriado foi na semana passada... 2 de fevereiro! Lembrei da música do Vinícius, dia de Iemanjá:

- Mas aí no sul vocês também comemoram dia de Iemanjá? Mas nem mar tem aí em Porto Alegre!?

Já me sopraram tudo ao mesmo tempo, que era dia de Nossa Senhora dos Navegantes, que era um feriado em que as pessoas comiam melancia e até que na Bahia, 2 de fevereiro é dia de lavar as escadas de alguma igreja e por isso o feriado - apesar de que outra pessoa disse que em fevereiro lava-se as escadas de todas as igrejas e sempre tem festa, o que gerou a resposta do Gaudério-Mór da empresa que no Sul lava-se as escadas o ano inteiro, por uma questão de higiene e limpeza, mas na Bahia, quando isso acontece é até motivo de feriado e...

- Vamos trabalhar amanhã sim, você vai pro Guaíba? - Afinal de contas, tentativas de criar rapport não podem ser desprezadas, e já deve ser meio óbvio que eu concordo com os gaúchos no que tange à limpeza e conservação das escadas.

postado por: Randall Ferreira Neto 8:58 AM Comments:




Febre Alta é uma singela homenagem ao escritor inglês Nick Hornby, autor de FEBRE de Bola e ALTA Fidelidade, dentre outros.

Randall fez 30 anos, e depois de uma curta temporada em São Paulo, casou e mudou-se para Sorocaba, que insiste em chamar de Manchester. Hoje, voltou para São Paulo e vai à pé para o trabalho. Ainda é advogado e quer ser escritor quando crescer.

Randall escreveu Além das Portas, Clichê de Verão, e Não Cai do Céu, Daniel. Atualmente, tenta finalizar seu quarto romance, Pizza Fria.

Randall acredita: em John Lennon, que o primeiro dos Stone Roses é o melhor disco de todos os tempos, que é meio Jedi e que sua vida está sendo escrita pelo Nick Hornby.

Randall ouve: de Los Hermanos a Belle and Sebastian, e todas as variações permitidas em lei.










Setembro de 2002
Outubro de 2002
Novembro de 2002
Dezembro de 2002
Janeiro de 2003
Fevereiro de 2003
Março de 2003
Abril de 2003
Maio de 2003
Junho de 2003
Julho de 2003
Agosto de 2003
Setembro de 2003
Outubro de 2003
Novembro de 2003
Dezembro de 2003
Janeiro de 2004
Fevereiro de 2004
Março de 2004
Abril de 2004
Maio de 2004
Junho de 2004
Julho de 2004
Agosto de 2004
Setembro de 2004
Outubro de 2004
Novembro de 2004
Dezembro de 2004
Janeiro de 2005
Fevereiro de 2005
Março de 2005

e_mail randall