Terça-feira, Agosto 19, 2008

Sorry About The Messi!

A Argentina segue para conquistar o que o Uruguai conquistou em 1924 e 1928, de onde saiu o apelido de Celeste Olímpica! Um bi-campeonato Olímpico não é pra qualquer um, principalmente quando o qualquer um insiste em ter no time um sujeito que só é útil em comerciais da Nike. E o mais incrível é que não substituem o Irmão do Assis por nada! Fora de forma, sem ritmo de jogo, uma nulidade de cabelo horrível, jogando com o nome e o logotipo - alguém além do Oscar Schmitdt e do Galvão Bueno realmente achou que a gente ia ganhar?

Será que no Winning Eleven o Brasil ganha da Argentina?

E enquanto todo mundo torce pro Dunga cair, eu quero mais é que ele fique, e continue convocando o Joga Bonito Gaúcho, a Princesa Que Jejua Pela Bispa, e mais uns 3 ou 4 sãopaulinos, é garantia de que não iremos nos classificar para a Copa nem a pau! E se o Dunga cair, provavelmente vão chamar o Luxemburgo pro lugar e sei lá, é bem capaz do Palmeiras contratar o Renato Gaúcho, não era a hora.

Acho que essa nova Era Dunga tem sido legal pra fazer um revival do período de tempo compreendido entre 86 e 94, quando éramos ruins, nossa auto-estima futebolística equivalia à bosta que é o nosso país, e era sempre motivo de temor jogar contra a Argentina.

3 x 0 fora o baile, o olé, as expulsões e o show de bola, com gol do Maestro Riquelme pra fechar com chave de ouro, um verdadeiro NEGÓCIO DA CHINA! Nessa Olimpíada, eu torci muito pro João Derly, o Thiago Camilo, e pro Brasil dançar. Pelo menos uma torcida deu certo.

Adiós, monitos!

postado por: Randall Ferreira Neto 6:27 PM Comments:


Segunda-feira, Agosto 18, 2008

OLÍMPICAS

Eu detesto desculpinhas. E não morro de amores pelo machão da Ginástico Olímpica, mas todo mundo tava reclamando desse tablado, e teve um monte de gente que caiu, ou escorregou, ou simplesmente errou. Quem terá sido o gênio que fez um tablado que aparentemente prejudicou todo mundo?

Provavelmente alguém da mesma turma que aprovou a bola "nova" do vôlei.

E se o pessoal pulasse na água e descobrisse que, como experiência, as provas seriam disputadas a uma temperatura de 2 graus centígrados, just for fun?

No caso do Diego, acho que foi excesso de confiança. No caso da Daiane, acho que é algo frequente. Saca o conceito de frequência? Então, nas últimas Olimpíadas, ela cometeu o mesmo "erro".

Eu não sei o que dizer sobre esse lance aí da vara da Fabiana que sumiu, é algo entre o grotesco, o bizarro e o inacreditável! Por que tanta zica? Eu lembro de um brasileiro nas Olimpíadas de Sidney que tava liderando numa das provas de barquinho, no último dia simplesmente não ventou, e ele ficou em quarto ou quinto.

Eu compreendo o meu bróder Hiran ficar todo feliz pelo fato do César Cielo ser Barbarense, antes dele, o mais famoso daquela cidade era o Gílson Batata. Porém, discordo do raciocínio dele que isso prova que a cidade não é o fim de mundo que todo mundo pensa. Eu acho que uma das primeiras providências que ele tomou quando despontou na natação foi acelerar de Santa Bárbara D'Oeste, exatamente porque a cidade era esse fim de mundo que todo mundo pensa...

postado por: Randall Ferreira Neto 7:13 PM Comments:


Sábado, Agosto 16, 2008

OLÍMPICAS

Que dia... lembrei do meu pai, o maior apreciador de Olimpíadas que eu conheço, e além de ficar pensando se o Duda vai curtir ficar vendo comigo uma partida de handebol do Cazaquistão, adotei o método do meu pai de torcer: ele escolhe. É claro que torce pro Brasil, diferente de mim, mas sabe que na maioria das modalidades, nós não temos chance e por isso, ele TORCE. Eu escolhi torcer pro César Cielo desde a entrevista que ele deu após o bronze, quando disse que precisava dar uma soltada porque ia ganhar a medalha de ouro nos 50. E ganhou, o Dadá Maravilha da piscina, que promete e cumpre. Foi simplesmente emocionante, obviamente, pra quem se emociona com essas coisas. Os aplausos em "cena aberta" na hora do pódio foram comoventes, nem Michael Phelps conseguiu arrancar esse tipo de emoção no Cubo D'água.

Teve uma partida de vôlei pro time ver se pega no tranco, um vôlei de praia desaconselhável pra cardíacos, e dois bons jogos de futebol, sem falar na final dos 100 metros rasos.

Eu sequei, claro, mas contra Camarões é foda, eles são quase cubanos em termos de injustificada empáfia (eu entendo perfeitamente um francês arrogante, um cubano, jamais!), além de baterem mais do que coração de assustado, como dizia um técnico meu. E os gols também... primeiro, um gol do Rafael Sóbis, e a frase "gol do Rafael Sóbis" me remete a uma das mais felizes lembranças futebolísticas que eu tenho, quase sei a narração daquele gaúcho de cór, de forma que a lembrança embotou a raiva. E o terceiro gol, fora o fato do Marcelo ter errado o chute, veio de uma jogada maravilhosa!

Será que esse treinador da Holanda também é obrigada a jogar no ataque? Se for, o cara vai pagar multa alta, porque a Colômbia Européia hoje foi mais retrancada que o Atlético do Telê de 87, um jogo horrível! Daí que o Messi fez toda a diferença, e isso me fez lembrar que houve um tempo em que era razoável discutir quem era melhor, Uidemar ou Valdeir? Era uma discussão séria, e depois que o Valdeir começou a "fazer sucesso" no Botafogo, as pessoas davam risada de um dia ter existido a dúvida, mas hoje eu ainda não sei quem era melhor - acho que era o Uidemar, mas acho que uma opinião mais isenta seria muito mais útil.

Digo isso porque até outro dia tinha gente com dúvida sobre quem era melhor: o Messi ou o Joga Bonito Gaúcho. Bom, nos comerciais da Nike e no Winning Eleven eu não sei, mas no futebol DE VERDADE, eu responderia como o House pro Chase: era uma pergunta idiota na época, e hoje é ainda mais idiota. Os Pachecos que discordarem, espero vocês na semi, quando suas lágrimas se misturarem à baba bovina pendendo da boca, mas o bronze tá de bom tamanho pra quem tem Breno, Alex Silva, Hernanes e Ilsinho no time. Um 4 x 0 seria de lavar a alma! E a pergunta mais certa a se fazer é quem era melhor, o Joga Bonito Gaúcho ou o Valdeir?

E aquela final dos 100 metros rasos? O cara chegou de braços abertos, quase rebolando, tirando a maior onda da rapaziada, E AINDA BATEU O RECORDE MUNDIAL? O que os outros 7 que correram com ele estão pensando em fazer da vida? O pior é que me disseram que ele é BOM MESMO é nos 200!!!! Será que ele vai terminar a prova de costas pra linha de chegada, fazendo sinal pros caras darem uma acelerada?

Off-Pequim: O Goiás que se vire pra ganhar do Náutico amanhã, pois aparentemente o Vila vai subir e eu não quero estar num mundo em que o Vila esteja na Série A e o Goiás na B, vou dar uma olhada no Livro de Revelação pra ver se tem algo assim a respeito...

postado por: Randall Ferreira Neto 9:08 PM Comments:


Sexta-feira, Agosto 15, 2008

A Laura disse que eu nunca conto com A PROBABILIDADE.

No caso, a probabilidade de encontrar alguém mais maluco do que eu, o que é um certo exagero da parte dela, mas eu sei o que ela quer dizer e tem a ver com as vezes em que eu não trago almoço e preciso rangar nas redondezas, de vez em quando eu escolho o posto. Sim, um posto com uma lojinha de conveniência e mesinhas num deck, onde eu fico lendo depois de devorar um sanduíche que tem gosto de plástico e o hilário nome de "natural".

E tem um carinha... olha, eu tou pensando em comprar um par de fone de ouvido pra esse carinha, porque ele coloca o seu aparelho celular em cima da mesa e fica ouvindo Katinguelê. Eu não sei o que o Katinguelê canta, mas me parece um nome adequado pra classificar todo o tipo de música lixo, de Belo a Ivete Sangalo, passando por NX Zero e Jota Quest. Mas enfim, suspeito que o carinha GOSTE de ouvir o seu Katinguelê assim, sem fone de ouvido, em alto e mau som.

"E daí se outras pessoas não gostam", né? Quem é que vai tirar o alienável direito daquele idiota de ouvir o seu Katinguelê, afinal de contas? Eu só acho que é uma questão dele gostar e de eu não gostar, como aquela vez no ônibus. Que vez? Não sei se eu já contei ou não contei aqui, mas vinha muito pra Sorocaba de ônibus e numa dessas viagens tinha um cara ouvindo Katinguelê num sonzinho SEM os fones de ouvido, no meio da madrugada...

Existe uma questão subliminar aqui: por que nessas situações o cara tá sempre ouvindo Katinguelê? Será que tem a ver com o fato de que quem toma a sábia decisão de NÃO ouvir Katinguelê, tem bom senso suficiente pra usar headphones?

Voltando ao dia do bumba, tentei falar com o idiota, ele disse que tinha pago passagem igual a todo mundo ali (olha a beleza do argumento!!!!) e que ia ouvir o sonzinho dele e queria ver quem ia fazer ele desligar. Voltei para o meu lugar - era umas duas da manhã - e iniciei algo que imaginei ser um cântico indígena em altíssimo volume, as pessoas reclamaram, acenderam as luzes, o motorista parou o bumba e veio ver o que rolava, e ainda teve a pachorra de me pedir bom senso e deixar o cara ouvir o Katinguelê dele em paz. Disse que nem fodendo, que se ele tinha o DIREITO de ouvir Katinguelê eu tinha o direito de rezar pra Tupã virado pra Ilha do Bananal, TODOS OS PASSAGEIROS ficaram com raiva DE MIM, e ninguém achou que o imbecil tinha que desligar o Katinguelê. O motorista voltou pro lugar dele, acelerou, e o idiota ligou o Katinguelê, ou seja, voltei a cantar. Luzes, ameaça de confusão, alguém ameaçou fingir que queria vir pra porrada eu soltei o maior dos "então vem" do mundo, a coisa tava esquentando e eu precisei fazer uma coisa escrota: chamei o motorista à cabine e disse que era advogado da empresa de ônibus (o que na verdade era mesmo), que ele poderia ligar pra Agência de Uberlândia e confirmar. Só aí, depois dessa manifestação escrota de "você sabe com quem tá falando?", que ele decidiu que o carinha teria que desligar o Katinguelê. Isso porque é proibido usar equipamento sonoro no bumba, tem até uma plaquinha avisando isso!!!!!

Eu não sou advogado do Posto daqui de Alphaville e ainda que eu fosse, não faria isso de novo, talvez eu fale pro dono que se o carinha continuar ouvindo Katinguelê eu paro de ir e consumir, mas depois de hoje... eu tava lá com o meu "Slam" na releitura e passou um carinha por mim: pleiba. Veio outro pleiba. Mais dois. Aparentemente, chegaram separados, mas começaram a conversar. Highlights do papo deles:

- A FAAP é o bicho.
- Eu nem ligo pro trânsito, é o tempo certinho de ir queimando um.
- O carro com gtx é muito melhor do que o com z-y noá, porque o torque bla bla bla
- O Tricolor ganhou 3 mundiais, tem o Morumbi, é o único penta e o Kaká é lindo.
- Maresias tá foda de comprar bagulho, tá vindo tudo marofado.
- Na Europa dava pra comprar Skunk sussa, aqui no Brasil só playboy consegue...OPA!

Opa, opa, opa! Como assim, "só playboy consegue"? O que eles eram? Sexta-feira, dia útil, todos eles ali às duas da tarde de bermuda esperando o carro ser lavado, em Alphaville! Será que eles não se achavam Playboys? Na hora eu me lembrei que o meu cunhado, no almoço do Dia dos Pais, tava falando sobre uns carinhas "Criados a Leite com Pera" na faculdade dele. Na hora, todos nós nos assustamos e perguntamos se ele não se considerava um leite com pera. Ele disse que NÃO, e disse com uma convicção assombrosa! A Laura disse que ele é leite com pera FLAMBADA, só pra não deixar dúvidas sobre o ser ou não ser...

Sei, parâmetros e perspectivas, mas vejamos pelo seguinte ângulo: existem pessoas mais gordas que eu. Sim, existem. Perto dessas pessoas, eu fico bem menos gordo, mas ainda assim, sou UM GORDO.

Por que será que os pleibas NUNCA se consideram pleibas?

Vendo os pleibas ali, com seus óculos imensos, suas bermudas largas e cigarro de cravo, senti saudade do carinha que ouvia Katinguelê... e voltei pro trampo com dor de cabeça, sabendo que deveria ter partido pra cima deles e arrumado uma confa tarantiniana... acho que eu pensei na PROBABILIDADE!

postado por: Randall Ferreira Neto 10:55 PM Comments:

Teve show do João Gilberto ontem. Eu vi um show do João Gilberto. Foi no dia 26 de novembro de 2005, em Goiânia, dia do aniversário de 50 anos do meu pai. Eu gastei o que seria provavelmente o equivalente a uma parcela considerável do meu salário e comprei ingressos pra irmos ao show.

Na verdade, o sogro de um bróder na época descolava ingressos e eu só precisei comprar o do coroa, mas mesmo assim foi salgado.

Na verdade mesmo, eu dei o ingresso que o Pescoço arrumou pro meu pai e comprei o meu com Carteirinha de Estudante, nem deve ter sido muito caro, mas como eu ganhava pouco e ainda pagava a faculdade, o lance da "parcela considerável do salário" tá valendo, mas chega de valorizar demais a parada, o fato é que foi a maneira encontrada de comemorar o cinquentenário dele e funcionou de forma excepcional.

Lembro que na época eu achava que seria capaz de escrever contos e acabei escrevendo algo sobre essa coincidência injusta de ter visto um show do João Gilberto pela primeira vez justo na primeira vez que meu pai também via. Comparei com a outra vez em que fizemos algo juntos pela primeira vez também (votar pra Presidente), mas eu consigo me lembrar exatamente desse show que aconteceu há 13 anos.

Eu não tenho a menor vontade de ver OUTRO show do João Gilberto. Quer dizer, eu digo isso porque sei tudo o que isso implica: o preço exorbitante dos shows atualmente, esse preço hoje ter que ser compulsoriamente multiplicado por 2, morar em Sorocaba, agilizar alguém pra ficar com o Duda, enfim, não seria pelo João Gilberto que eu faria TODO esse esforço. Mas só porque eu já vi, um dia, o João Gilberto tocando violão e cantando na minha frente, senão eu estaria sim, fazendo contas e elaborando estratagemas... além, é claro, da hipótese improvável dele cantar em algum lugar que não existe em Sorocaba apto pra recebê-lo, e custasse menos do que o Emerson Nogueira cobrou no sábado passado, eu acho que iria.

Mas um show do João Gilberto, NA MINHA OPINIÃO, é único. É diferente de não querer ver outros shows afudês que eu já assisti: Coldplay, por exemplo, não quero ver porque nem escutá-los mais eu pretendo; Los Hermanos, porque eu não sei do que seria capaz se o Camelo começasse a cantar "Vamo Pulá", "Enrosca", "Imortal", ou fizesse um dueto com o Amarante em "Quê cocê foi fazê no mato, Maria Chiquinha"...

Eu vi o João Gilberto, ele disse pra eu falar pros outros que o nome dele é Eu Sou o Que Mostrarei Ser, desci do monte e pronto. Fico escutando os seus discos e inevitavelmente lembrando da única vez em que eu tive CERTEZA que fiz alguma coisa capaz de deixar o meu pai feliz.

postado por: Randall Ferreira Neto 6:22 PM Comments:


Quinta-feira, Agosto 14, 2008

OLÍMPICAS

Eu fiquei bem irritado com o negrão que perdeu a luta antes da disputa pelo bronze por falta de combatividade, eu normalmente fico maluco com esse tipo de derrota. Acho que se o Alexotan fosse judoca, só perderia por falta de combatividade, o juizão rodando os bracinhos e apontando pra ele e ele andando arrastando os pés pelo tatame...

A derrota do João Derly me chateou porque o juizão foi sacana. Não que tenha "roubado", mas sacaneou. O que me afasta mais da Ginástica Olímpica e do Salto Ornamental é a subjetividade que garante aos juízes um poder que quase transforma aquilo num não-esporte. E o que rolou na luta do João foi um pouco isso, pois o portuga ficou amarrando o jogo e dava a impressão que o juiz quase dizia "vou dar punição não, Jão, corre atrás da sua melhora aí, cê não é bicampeão mundial?". ´

Daí que ele dançou, mas o raciocínio do juizão tinha a ver, ele tinha que ter ido pra cima. Como fez o Thiago Camilo. Levou um waza-ari, abriu o jogo e foi pro tudo ou nada, levou outro, mas se ficasse embaçando, a chance dele ganhar seria ainda menor. O Thiago Camilo me lembra um pouco a Seleção de 82, sem o Telê atrapalhando - mas se o Telê não estivesse atrapalhando, acho que teríamos ganho, whatever -, é bonito de ver o jogo do cara, o repertório e a maneira como ele faz sua estratégia de luta. É daqueles judocas que faz a gente querer tirar o kimono embolorado do armário.

Eu compreendo as pessoas que odeiam Olimpíadas. Eu odeio novela, programa do Datena e do Faustão, as pessoas tem todo o direito de odiar Olimpíadas. Na verdade, eu entendo de forma muito mais fácil os que odeiam Olimpíadas do que aqueles que não ligam a mínima pra esporte nenhum e, de 4 em 4 anos viram psicóticos e especialistas em todos os esportes, Pachecos enrolados em bandeiras brasileiras sonhando em ouvir a musiquinha horrorosa do Senna e balbuciando entre a baba "Cadê o OURO, cadê o OURO?"...

Um raciocínio comum aos Pachecos quando um brasileiro não consegue o Ouro que parece lhes pertencer de direito, é de que o cara AMARELOU. Eu não discordo totalmente, mas entendo que só se aplica para situações em que o cara só compete contra ele mesmo. Ilustrando: na Natação e no Atletismo, por exemplo, ninguém ATRAPALHA o outro. Quer dizer, tem a hipótese de um padre irlandês, e agora eu fico pensando como seria louco se um manifestante insano pulasse "de bomba" na raia do Phelps no exato momento em que ele estivesse pra conquistar seu oitavo ouro.

Um exemplo de "amarelada", por mais doloroso que seja, é o da Daiane em 2004, e o Alexotan em toda e qualquer decisão. Fico pensando que o Atletismo, Natação e Ginástica Olímpica são como o Exame da OAB, e o Judô é Vestibular de Medicina na USP.

postado por: Randall Ferreira Neto 10:54 PM Comments:



Estreou essa semana. E eu não fui... mas me sinto menos culpado porque também não consegui ver a peça, então isso significa que na minha eleição de prioridades, todo mundo anda perdendo.

Mas quem perdeu MESMO, foi a minha amiga Angélica, que escreve no Cineclick e eu sempre acompanho as críticas dela. Ela perdeu uma chance de não falar coisas, como direi? Imprecisas sobre o filme.

Vejamos:

Com diálogos e atuações iguais às da peça teatral que deu origem ao roteiro, mostra-se caricato demais no cinema. Ou seja, o texto, que funciona bem nos palcos, foi transferido ao cinema por Di Moretti, não necessariamente adaptado. Teatro é teatro, cinema é cinema; parece claro, mas nem tanto em se tratando deste longa.

Tomara que o Mário não leia isso, mas eu que não assisti o filme, e confio que a Angélica viu a peça E o filme pra escrever essa crítica, fiquei com uma dúvida: as atrocidades que o "roteirista" cometeu sobre o texto do Mário não comprometeram tanto, ou foram os "tapas" que o Mário deu na edição que acabaram salvando a parada toda? Não sei, e a conclusão da crítica não me ajuda a concluir:

O grande problema de Nossa Vida Não Cabe Num Opala, portanto, está na raiz do projeto: a adaptação. Parece que sobrou admiração em relação ao texto original, mas faltou uma forma mais concisa de transformar o texto de Bortolotto em filme. Uma pena, já que, pelo material original, o longa prometia muito mais do que oferece.

Aparentemente, a coisa ficou pouco concisa pela "falta de admiração ao texto original", mas como eu não vi o filme e só LI a peça, não posso tirar conclusão nenhuma. Acho que a crítica passou a idéia que o filme é ruim. Ou desnecessário, acho que essa palavra foi utilizada. Alguém poderá dizer que eu não gostei da crítica porque falou mal do filme e o autor da peça é meu bróder, porém, o que pega é que o julgamento se baseou num fato que não procede: o filme não é igual à peça, e principalmente, o roteiro não é igual à peça, ao menos de acordo com as palavras do AUTOR da peça - não perdi meu tempo ouvindo a opinião do roteirista -, pois como eu já disse, eu não assisti ao filme.

Mas assistirei, de alguma maneira. Assim como assistirei Nome Próprio. Só não vou assistir a peça, pois, como diz a Fernanda D'Umbra, não vai sair em DVD...

Lendo o que o Nick escreveu sobre a noite de estréia, que coincidiu com o lançamento do livro com o texto da peça (uma excelente oportunidade para quem não assistiu a peça conferir se a cara do texto de um é realmente o focinho de outro) que ele editou, comentei no blog dele que momentos como esse fazem a gente sentir que Chevrolet nenhum vale a nossa vida!

postado por: Randall Ferreira Neto 1:00 PM Comments:


Quarta-feira, Agosto 13, 2008

Uma coisa que eu achei legal quando o Duda nasceu foi que duas pessoas deram discos "pra ele". As aspas se justificam porque não são músicas infantis: o Fefas fez uma baita coletânea de músicas sensacionais, e o Ti gravou covers dos Beatles e batizou o disco de "I Am Duda".

Ele também ganhou os Elvis, Beatles e Elthon John nas versões for babies, uma coletânea de cantigas folclóricas e um que a minha mãe produziu com uma rapaziada de Goiânia na mesma linha folclórica. A madrinha dele apareceu com tudo o que eu acho que o Duda vai precisar: Arca de Noé 1 e 2, Vinícius Para Crianças, Casa de Brinquedos e uma coletânea do Balão Mágico.

Daí que outro dia a Laura tava cantando uma musiquinha bonitinha pro Duda (alguma coisa sobre o aniversário de um tatu), eu perguntei de quem era a música e ela ficou calada. Olhou pra irmã dela, eu insisti na pergunta e veio a resposta: Sandy e Júnior.

A partir dali, ela soube que deveria cuidar para NUNCA MAIS cantar essa música pro Duda, a não ser que queira se desentender comigo seriamente (eu ainda não consegui dizer essa frase como o Daniel Day-Lewis diz pro inglês cuzão em "O Último dos Moicanos", mas chego lá).

Eu tenho como PONTO DE HONRA não permitir que entre na minha casa nem Xuxa nem SandyJúnior, e vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance pra que isso aconteça. "Ah, mas às vezes é a única coisa que acalma a criança, ela fica quietinha olhando a televisão", beleza... dá meio lexotan pra ela que vai ficar quientinha do mesmo jeito, só que eu não tou muito afim de sedar meu filho em prol do meu conforto/descanso, seja lá com que tipo de droga. Até mesmo a tal da funchicória eu ficava meio ressabiado de dar pra ele, essa coisa de "pózinho mágico" não me convencia muito, talvez por não ser usuário de outros pós - de magia, causa e efeitos duvidosos.

Sei que vai ser difícil e muita gente diz que é o tipo de coisa que a gente não consegue evitar, mas normalmente são as pessoas que usam o argumento da criança ficar quietinha na frente da TV, por isso, acho que vou tentar do MEU jeito. Ao menos por enquanto.

"We can work it out..."

postado por: Randall Ferreira Neto 6:58 PM Comments:

OLÍMPICAS

Só li a manchete: Thiago Pereira bate Phelps e vai à final.

Penso que alguém errou na revisão e que o Thiago desceu a porrada no Phelps, ou que o texto tá correto e que o americano nadou com os braços amarrados ou sem poder usar a perna esquerda, algo que o valha.

Independente do que houve, o Michael Phelps não me impressiona. Nada pra caralho, claro, mas só isso. É muito melhor que os outros, mas natação continua sendo uma coisa sem o menor encantamento, mesmo o 4 x 100 Livre tendo sido uma prova com adrenalina no talo, mas uma disputa do Duda com outro bebê pra ver quem fica mais tempo sem respirar vai descarregar mais adrenalina. Sim, o Phelps é O MAIS, eu só acho isso coisa de sãopaulino, que gosta de ser o maior isso ou o único aquilo.

Da piscina do Cubo mágico, fico com a imagem da Federica Pellegrini e o sorriso dela enquanto tovava o "fratelli d'Itália".

Quase perdi o respeito, como a Laura faz comigo quando o Daniel Day-Lewis aparece na cachoeira em "O Último dos Moicanos"



Parente sua, Pedrão?

postado por: Randall Ferreira Neto 12:20 PM Comments:


Segunda-feira, Agosto 11, 2008

- O que você vai fazer no sábado, Randall?
- Preciso ver se consigo terminar uma peça.
- O que é?
- Ah, é... basicamente uma briga de casal.
- Divórcio? Eu não sabia que você faz Direito de Família!

Pra quem não sabe, uma "peça" em juridiquês é uma petição. Que explicação idiota... enfim, tudo o que você escreve pra algum Juiz deferir ou indeferir é uma PEÇA, e mesmo que essa explicação tenha ficado ainda pior do que a primeira, as duas constatações são simples:

1- Eu estou escrevendo uma peça de teatro;
2- Ainda sou, aos olhos das pessoas, muito mais advogado que escritor
.

E daí, né? Eu sigo daquele jeito que eu já escrevi aqui sobre o lance de ser escritor: você lança um livro e convida as pessoas, as reações vão desde o espanto ("Nossa, um LIVRO!") ao ... sei lá, algo como "que bonitinho, um livro!".

O "problema" é quando você insiste. Aí as reações normalmente são na linha do "você ainda tá mexendo com isso"?

De novo: e daí, né?

Porque importante mesmo foi ter sido convidado pelo Claudinei para o Desconcertos na Paulista. Convidado pra estar "do lado de lá", saca? Lendo. Um texto meu, um texto de um autor importante para a minha escrita e um texto de autor "revelação" (acho que é esse o termo). Puta honra, baita alegria, frio na barriga e um certo medo de não ir ninguém. E isso não é um argumento cabotino, rola esse medo sim, e não há nada que eu possa fazer, só convidar as pessoas e estar lá esperando, pra ler.

Eu fico muito mais confortável quando falo pras pessoas irem nas peças do Mário ou nos eventos do B_arco, os próprios Desconcertos de Poesia que sempre rolam no Bac, enfim, mas no "meu" Desconcertos eu não posso garantir que vai ser um programa algo imperdível. Mas eu acho que vai ser legal. Sabe aquele negócio do guitarrista que gosta muito mais de tocar do que o público gosta de ouvir? Então, eu não sei tocar guitarra, mas vou ler algumas coisinhas.

E espero você lá.

Desconcertos na Paulista
Casa das Rosas
13/09, às 17:00


Porque LÁ, o Randall Advogado não vai nem passar perto...

postado por: Randall Ferreira Neto 7:39 PM Comments:


Domingo, Agosto 10, 2008

OLÍMPICAS

Judô é foda... sabe aquele chavão do futebol, normalmente aplicado àquela derrota do Sarriá, "que se o Brasil jogasse 100 vezes contra a Itália, ia ganhar 99"? Eu nunca gostei desse papo e sempre me pergunto se precisava perder justo aquela que a gente tava torcendo tanto, mas hoje foi um pouco assim. Não sei muito bem qual o scout do Joãozinho contra esse português, mas sei que o japa que levou o Ouro nunca ganhou dele. O Arencibia, cubano que levou o bronze, apanhou como bode na horta no Pan e no Mundial do ano passado. Tudo ali, em 5 minutos, e com uma arbitragem... bom, cabe chorar na cama que é lugar quente, mas é só de 4 em 4 anos, sabe?

Tem algo que é quase tão bom quanto secar a Seleção Brasileira e os Bambis: secar o basquete dos EUA. Ainda mais que deixou de ser "torcer pra jacaré em filme de tarzan", mas dessa vez eu acho que o Tarzan veio forte! Não dá pra não secar um time que tem o Kobe Bryant, o Oscar deles. Ok, ele é um quadrilhão de vezes melhor do que o Oscar, mas tem uma filosofia Oscar de vida.

A irmãzinha do Edílson vai escorregar de novo? Engraçado que nas Olimpíadas passadas, todo mundo sabia quem era o Edílson, hoje já seria necessário um esforço de memória, a não ser que você seja o Karembeu.

Eu gostaria de conhecer alguém que acreditava seriamente que o Thiago Pereira poderia ganhar do Michael Phelps, pra sugerir um rigoroso tratamento psiquiátrico, pra ver se a pessoa consegue superar a Síndrome de Abstinência de Galvão Bueno.

5 x 0 na Nova Zelândia, legal! Perguntaram pro Falcão se ele lembrava de algum jogo do Brasil contra a NZ e ele, meio sem graça, falou daquele jogo na Copa de 82, do gol de meia-bike do Zico, a aula de como deve ser jogar na lateral-direita que o Leandro deu e que esse idiota de cabelo ridículo da seleção atual provavelmente não assistiu. Aliás, esse Rafinha tem que sair logo pra entrar o Ilsinho, outro que deveria estar na seleção da Marta, e que além de viado é mau caráter, aí fica mais gostoso ainda secar. Mas o Falcão, obviamente não lembrava o placar, chutou 5 x 0. Como ELE poderia não se lembrar de uma partida de Copa do Mundo que disputou? Dois gols do Zico, um do Chulapa e UM DO FALCÃO, o segundo gol dele numa Copa do Mundo!

Bom, que se ufanem todos por enfiar 5 nos Kiwis, achem que o Joga Bonito Gaúcho recuperou a alegria de jogar de futebol e que voltou a sorrir, meu Deus, ele sempre sorri, explica pra eles, Victor Hugo?! Tirando o lateral esquerdo, esse time não joga nada!

Dia terrível, o João Derly perdeu e o time da Nike ganhou de 5...

Aliás, o Departamento de Marketing da Nike inteiro tirou férias? O imbecil do Hernandes (joga onde, mesmo?) veio falar que tirar o escudo da CBF é como tirar o coração dos jogadores, mas o que eu pensei foi: por que diabos nenhum imbecil da publicidade fez uma camisa bizarra pro Brasil jogar essas Olimpíadas? Aquela escrita BRASIL e o Cruzeiro do Sul embaixo, uma branca, uma azul com uma faixa diagonal escrita "Ordem e Progresso", qualquer bobagem, porque o torcedor retardado vai lá e compra! O Corinthians faz uma roxa, o Palmeiras mete um verde limão de marca-texto, o Fluminense inventa uma laranja, o torcedor retardado compra! Um listrada de verde e amarelo como a que o basquete usava, alguém duvida que ia vender pra caralho? Burrice dói, e me irrita muito.

postado por: Randall Ferreira Neto 12:33 PM Comments:


Sábado, Agosto 09, 2008

OLÍMPICAS

Fico imaginando o tempo que o cara que faz equitação tem que gastar só pra convencer os outros que NÃO é viado...

O Futebol Feminino é foda de ver, mas mesmo desfalcadas do Kaká e do RicKY, acho que as meninas vão bem. O que mais me encanta nelas é o esforço delas pra JOGAR, se manter na atividade. Se fosse masculino, a segunda "no tornozelo" que a coreana deu teria rendido um sopapo de acordo, fazia tempo que eu não via esse "recurso" ser tão utilizado. O gol da Marta me fez pensar, mais uma vez, que ela daria jeito no meio-campo do Goiás.

E o Diego Hipólito vai acordar de madrugada pra assistir o seu São Paulo do coração contra o Goiás, feliz por ter ficado em primeiro nas eliminatórias. Eu achei que só costureiro podia se dar ao luxo de ser assim, TÃO VIADO nas entrevistas.

postado por: Randall Ferreira Neto 11:09 AM Comments:


Sexta-feira, Agosto 08, 2008

Começaram as Olimpíadas! Waaaaaaal!!!! Se eu gosto? Gosto de ver algumas coisas, mas as Cerimônias de Abertura normalmente me irritam, pois são aqueles espetáculos que precisam de uma Lecy Brandão, um Mestre Marçal e um Sociólogo ou Cientista Político pra ficar "traduzindo" a parada pra gente:

- Essa faixa laranja com bolinhas verdes significa o período em que Marco Polo fez troca-troca com Kublai Khan e gerou todo o movimento de retomada do cinema chinês a partir de "O Tigre e o Dragão", e explica porque o filme é falado em Mandarim.
- Linda essa faixa, ela estava sendo concebida com grande carinho por toda a COMUNIDADE e gerou grande expectativa em torno dela para o desfile!


E será que a Lecy vai dar a árvore genealógica do Porta Bandeira de cada Delegação?

Mas de uma forma geral, se não fosse em horários tão exóticos, não me incomodaria em deixar a TV ligada em qualquer esporte, mas alguns eu faço questão de assistir, como o Judô. Assisto o basquete, o vôlei e o futebol (pra secar, claro). Como a Laura adora Ginástica Olímpica, assisto junto, mas não curto. Na boa, a não ser que o figura caia (e naquelas barras assimétricas eu sempre torço pra cair, saca aquela vez que a mão passa direto pela barra?) ou faça alguma besteira, não consigo detectar se foi uma apresentação maravilhosa ou meia-boca. E me incomoda muito os "especialistas" que surgem nessa época, ainda mais agora que tem brasileiro competindo, fica aquela coisa asquerosa do Oscar Schmidt de torcer pro adversário cair (eu torço pra qualquer um cair, independente de país ou bandeira), que me embrulha o estômago.

Eu odeio o espírito patriótico que toma as pessoas nessa época. Uma coisa é ficar feliz pelo atleta que ganhou uma medalha, outra completamente diferente é ficar falando que isso vai ser ótimo pro País porque... Acho que eu nunca prestei atenção no argumento dos beócios de porque vai ser bom pro país se um pleiba de nome estrangeiro ganhar uma medalha no iatismo. Aliás, eu acho que iatismo não deveria ser considerado esporte. Nem Hipismo. Muito menos Tiro. Será que essas pessoas acham que se um abnegado que pratica Badminton ganhar uma medalha, esse esporte passará a ser uma febre no Brasil?

Existe alguma explicação pro fato dos caras do Paquistão e Bangladesh serem os melhores no Squash? Alguma relação cartesiana e simples, como os Quenianos e Etíopes arrebentarem nas corridas de fundo e meio-fundo? Squash é esporte olímpico? Boliche eu sei que é, porque Sinuca não é? Ou é?

Esgrima eu também curto, a Hungria ainda é fodona no Florete e no Sabre? Lembro que em 84 um francês ganhou no Florete e o meu professor de esgrima disse que era culpa do boicote, só porque a Hungria não estava competindo...

Tem gente que gosta de Natação, eu não vejo a menor graça. Parece aquelas corridas de ratinho do Bozo.

Gosto de ver o Atletismo, acho que é o que de melhor acontece em todos os Jogos Olímpicos. Não tanto as provas de corrida, que eu assisto até no máximo até os 1.500 metros, acima disso eu fico me perguntando se não dá pra adiantar a fita. A melhor de todas é a de 200 metros rasos, e ainda bem que aquele cara que corre esquisito já parou, pois eu não me conformava muito com aquele cara correndo daquele jeito e conseguindo ganhar. Sem falar que os 110 com barreiras me deixa extremamente nervoso, vejo aquela galera correndo e pulando, penso em todo mundo caindo e promovendo um espetáculo bizarro.

Não curto os arremessos, mas os saltos são o que existe de mais legal. Salto em Distância é legal, mas o Triplo é de uma beleza indescritível. O Salto em Altura é algo que eu não consigo entender, além de bonito parece ser difícil pra cacete, o tipo de coisa que eu imagino que o cara tem que ser MUITO BOM pra ser minimamente ruim. Sacou? Salto com Vara sempre me pareceu mais legal no Atari, toda vez que eu vejo um carinha saltando começo a mexer a mão como se estivesse com um Joystick. Alguém já se imaginou fazendo salto em altura, sério mesmo? Dois metros e caralhada...

Ainda sonho com o dia em que um Joselito qualquer pule "de bomba" do trampolim de Salto Ornamental.

postado por: Randall Ferreira Neto 7:14 PM Comments:


Quinta-feira, Agosto 07, 2008

6 manhã, um bom horário para exercer o Xico Sádico dever de SECAR em nível nacional, ou melhor OLÍMPICO! É quase tão bom quanto secar os bambis, devidamente secados ontem, e mais uma vez, pelos mesmos 3 x 1, perderam pro Fluminense (que não vinha ganhando de absolutamente ninguém!), com direito à genuflexão do Proposta e uma atuação da zaga no terceiro gol tão grotesca que parecia digna do quarteto que entrava em cena aos domingos antes do Fantástico.

Olha, eu não sou o que se pode denominar uma pessoa alienada futebolisticamente, por isso eu estranhei quando começaram a fazer barulho em torno de um tal de André Lima, nova contratação Bambi, que parecia ser o condutor ao Novo Aeon só porque fez dois gols em claro impedimento. Mas quem é André Lima? Jogou no Botafogo, tale coisa, mas ainda assim: quem é André Lima, catzo? Ontem eu vi esse cara jogando, e tou pra dizer que o meu bróder Túlio, aos 39, joga mais no time da Escumalha do que esse carinha de barbicha suspeita só no queixo.

Voltando à Secagem Olímpica, porém: é muito mais fácil e mais gostoso secar quando a Seleção tem gente como o Luxemburgo, Alexotan, e um verdadeiro Bando de Bambi, como Edu, Fábio Orelha e sobretudo, mas muito principalmente, o Fabiano Genrão. Como foi gostoso ver aquele time levar uma tunda dos Camarões com dois homens a menos!!!! Hoje, ainda tem gente odiável, como a dupla de zaga bambi (que pança é essa, hein Brenão?) e o bom volante autor do gol salvador, solitário e provedor de falsas esperanças. Sem falar nos cabelos com trancinhas (a filosofia do Ronaldo ainda é a que deveria prevalecer, a despeito da indignaçãozinha de algum rapper que não lembro qual é), e o Joga Bonito Gaúcho, que conta com a velha cláusula que impede que seja substituído mesmo se arrastando em campo. Meu Deus, o Jô está na Seleção! E aquele lateral direito, alguém me explica aquilo? Falando em lateral, gostei do menino que tá na esquerda, é o que jogava no Fluminense? Deveria estar na Seleção Principal.

Mudando um pouco de assunto, tem gente que perde excelentes oportunidades de ficar calado, no caso, o Presidente da Federação Argentina. Saiu uma decisão que desobriga o Barcelona a liberar o Messi, e o time Catalão já gritou que quer que o seu empregado volte pra onde pagam o seu (régio) salário. Justo, muito justo. E aí o Presidente da Federação Argentina disse que quer ver alguém do Barcelona conseguir tirar o Messi de lá.

"Pérumpoquinho", mas quem disse que o Barcelona tem que gastar um radical livre da sua pele que seja se incomodando com isso? O Sr. Lionel Messi é que tem que se mover na direção da Catalunha e trabalhar, quer seja, jogando futebol mediante o pagamento de salário estipulado em contrato. Isso é básico e me espanta a capacidade de alguém achar que tem determinado poder que não tem. Se ele vai retaliar o Messi, cada um com seus problemas, o fato é que o lugar do Messi é no Barcelona, salvo liberalidade do time azul-grená.

Mas sabe que isso aí serviu para que de repente seja dado o pontapé inicial que põe fim à celeuma do Futebol nos Jogos Olímpicos? Sim, pois eu acho que basta dizer que ninguém tem obrigação nenhuma de liberar jogador nenhum pra disputar as Olimpíadas. Vai quem quer. Ou quem pode, dependendo do ângulo, o Edmundo não assinou um contrato com a Fiorentina dizendo que passaria o Carnaval no Rio? Então... vão buscar nos Juniores, nos times de menor expressão, na Seleção que disputa a Universíade, no Varzeano de Sorocaba, ou mesmo no poder que uma Confederação tiver de reunir seus melhores atletas. Alguém vai aparecer lá com a camiseta do País pra jogar bola, isso é fato.

Me corrijam se eu estiver enganado, mas alguém obriga os times da NBA a liberar alguém pra disputar as Olimpíadas? E tem basquete nas Olimpíadas, de altíssimo nível, por sinal, não tem?

Na partida do Brasil-Nike contra a Nova Zelândia, só me interessa saber se vai ter o Hakka...

postado por: Randall Ferreira Neto 7:34 PM Comments:


Quarta-feira, Agosto 06, 2008

TRISTE

Triste, triste, triste... muito triste!

O bróder Pedro Pellegrino mandou lá o texto dele sobre "O Craque da Minha Vida", publicado no Blog do Menon (link, clica aí). E o craque da vida dele é ninguém menos que o Alexotan... sim, aquele que arrastava a bunda imensa pelo campo com uma preguiça que misturava banzo com lombra; o que desapareceu (ou será que nem entrou em campo?) na final contra o Man U, além de perder um gol ridículo de cabeça; que enterrou o time na semi-final do Rio-São Paulo de 2002 ao tomar um cartão amarelo cretino; que errou 3 pênaltis seguidos na Libertadores de 2001. Aquele Alex, AQUELE! O PUSILÂNIME!

Sim, jogou bem contra o River na semi-final de 99 e marcou um golaço contra os Bambis em 2002 (o gol mais bonito que eu já vi num estádio), mas até onde eu sei, recebia salário mais ou menos pra isso, né?

Mas porque eu acho triste a escolha do Pedro? Porque eu imagino que ele não tenha se desligado do mundo futebolístico-palestrino entre os anos de 93 a 96, pois se ele me dissesse que acompanhou o Palmeiras de 86 a 92, e de 97 até hoje, talvez fizesse algum sentido a escolha. Quer dizer, tivemos o Galeano, o Marcos, o Magrão, o Jorginho pé-frio e até o Edu Manga, todos eles muito mais dignos da camisa alvi-verde do que o Alex, O Pusilânime, o que fugia do pau (alguém viu sombra dele naquela confa contra o Corinthians na final do Paulista de 99?)!

Mas o texto dele ficou legal, infinitamente melhor do que era e do que é o Alexotan - quem discorda de mim é o Tostão, que outro dia escreveu ser contra comentarista que escreve a partir de notícia da internet ou de melhores momentos, o que me leva a crer que a sua provedora de TV a Cabe disponibiliza só pra ele uma emissora que passa o Campeonato Turco de futebol.

A sessão no blog do Menon é muito bacana, um monte de gente legal escreveu sobre os mais variados craques. Eu escrevi sobre o Edmundo, mas poderia ser sobre o Tulio ou o Tatá, o Minduim, o Cacau, o Péricles... o campeão de textos foi o Marcos, melhor goleiro do mundo que ontem completou 35 anos.

Sabe quantos textos em homenagem ao Proposta do Arsenal foram escritos? Zero! No blog do Juca, rolou uma enquete sobre quem era melhor, deu Marcão com 71%. Engraçado é ver a reação dos Bambis... o argumento mais bizarro é o de que o Proposta é odiado por sua competência. Ok, não é pela arrogância, pela babaquice, escrotice, pela falta de caráter, e sim pela competência. Um outro disse que só uma auditoria da Price Waterhouse Coopers poderia determinar quem era bom, no caso, o Proposta. E em desespero de causa, ainda dizem que os Corintianos preferem votar num Palmeirense a votar no Proposta.

Vai lá conferir o texto do Pedrão! (clica aí!)

postado por: Randall Ferreira Neto 6:19 PM Comments:




Febre Alta é uma singela homenagem ao escritor inglês Nick Hornby, autor de FEBRE de Bola e ALTA Fidelidade, dentre outros.

Randall fez 30 anos, e depois de uma curta temporada em São Paulo, casou e mudou-se para Sorocaba, que insiste em chamar de Manchester. Hoje, voltou para São Paulo e vai à pé para o trabalho. Ainda é advogado e quer ser escritor quando crescer.

Randall escreveu Além das Portas, Clichê de Verão, e Não Cai do Céu, Daniel. Atualmente, tenta finalizar seu quarto romance, Pizza Fria.

Randall acredita: em John Lennon, que o primeiro dos Stone Roses é o melhor disco de todos os tempos, que é meio Jedi e que sua vida está sendo escrita pelo Nick Hornby.

Randall ouve: de Los Hermanos a Belle and Sebastian, e todas as variações permitidas em lei.










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